sexta-feira, janeiro 16, 2015

DELEUZE, MAGUETAS, DIAN FOSSEY, SUSAN SONTAG, SADE, JOÃO PINHEIRO & PADRE BIDIÃO


UMA QUESTÃO EMBARAÇOSA – Tratando acerca da Filosofia, Literatura e revolução, o filósofo francês Gilles Deleuze (1925-1995), em seu livro A ilha deserta e outros textos, considera que: [...] Toda vez que se escreve, a gente faz com que algum outro fale. E em primeiro lugar, a gente faz com que fale uma certa forma. [...] A espontaneidade de hoje talvez escape ao indivíduo, assim como à pessoa; não simplesmente por causa de potências anônimas. Mantiveram-nos durante muito tempo na alternativa: ou sereis indivíduos e pessoas, ou vos reunireis a um fundo anônimo indiferenciado. Nós descobrimos, todavia, um mundo de singularidades pré-individuais, impessoais. Elas não se reduzem aos indivíduos e nem às pessoas, e nem a um fundo sem diferença. São singularidades móveis, ladras e voadoras, que passam de um a outro, que arrombam, que formam anarquias coroadas, que habitam um espaço nômade. Há uma grande diferença entre repartir um espaço fixo entre indivíduos sedentários, segundo demarcações e cercados, e repartir singularidades num espaço aberto sem cercados e nem propriedade. [...] Não sei, é uma questão embaraçosa. Em primeiro lugar, há relações de amizade ou de amor que não esperam a revolução, que não a prefiguram, embora sejam revolucionárias a seu modo: elas têm em si uma força de contestação própria à vida, como os beatniks. Neste caso, há mais budismo zen do que marxismo, mas há muitas coisas eficazes e explosivas no zen. Quanto às relações sociais, supomos que a filosofia, em tal ou qual época, tenha por tarefa fazer com que fale uma tal instância: o indivíduo no mundo clássico, a pessoa no mundo romântico, ou então as singularidades no mundo moderno. A filosofia não faz com que essas instâncias existam, ela faz com que elas falem. Mas elas existem e são produzidas em uma história, elas próprias dependem de relações sociais. Então, vamos lá! A revolução seria a transformação dessas relações, correspondendo ao desenvolvimento de tal ou qual instância (como a do indivíduo burguês na revolução “clássica” de 1789). O problema atual da revolução, de uma revolução sem burocracia seria o das novas relações sociais em que entram as singularidades, minorias ativas, no espaço nômade sem propriedade e nem cercados. Veja mais aqui.

Imagem: Nu, do artista plástico brasileiro Washington Maguetas.

Ouvindo João canta Sade, álbum com a belíssima interpretação do cantoramigo João Pinheiro dos grandes sucessos da cantora e compositora anglo-nigeriana Sade Adu (Helen Folasade Adu, cantora da banda inglesa Sade).

 

SER OU NÃO CHARLIE? – O Padre Bidião anda no mundo da lua - ele e os seus outros quase nove clones que estão pintando um rolé adoidado por aí, literalmente. Desde a última botada da desgraçada indústria sucroalcooleira que ele não dava as caras. Ontem foi que ele resolveu dar o ar da graça, ao estacionar o seu disco voador invisível no quintal lá de casa e entrar todo vexado a me perguntar sobre algo que o incomodava: - Por que tá todo mundo me perguntando se sou Charlie ou não? Expliquei amiudado do que se tratava e ele com espanto logo sentenciou: - Ah, por isso que o Boff disse que não era Charlie!?! Pois bem, vou dizer a você o que eu sou: se é a favor da liberdade de expressão, sou Charlie; se é a favor do respeito às diferenças e todas as religiões, não sou Charlie; e se não ficar satisfeito, vá você o Charlie para a puta que pariu, entendeu?! Tendi. Veja mais aqui.

A MORTE NA DEFESA DOS GORILAS – Conhecida mundialmente por seu trabalho científico dedicado à conservação dos gorilas das montanhas Virunga, em Ruanda e no Congo, a zoóloga estadunidense Dian Fossey (1932-1985) inspirada nos escritos do naturalista George B. Schaller e levada pelas instruções da especialista Jane Goodall, criou o Centro de Pesquisa Karisoke. Ao ter conhecimento da morte do seu gorila favorito, Digit, que teve suas mãos arrancadas para fazer cinzeiros, com o qual passou a denunciar as atrocidades angariando antipatia dos caçados e dos corruptos do exército de Ruanda. Por conta disso, ela foi assassinada! Em sua memória foi realizado o filme Gorillas in the Mist: The Story de Dian Fossey, em 1988 (no Brasil recebeu o título de Nas Montanhas dos Gorilas), dirigido por Michael Apted, estrelado por Sigourney Weaver e vencedor o Globo de Ouro (1999, EUA), como a melhor atriz de cinema na categoria drama e melhor trilha sonora de Maurice Jarre. Também em sua homenagem foi criada a organização The Dian Fossey Gorilla Fund International. Veja mais aqui.

OS DIÁRIOS DE SUSAN SONTAG - A premiada Susan Sontag, pseudônimo da escritora, crítica de arte e ativista estadunidense Susan Rosenblatt (1933-2004), desenvolveu suas atividades na defesa dos direitos humanos, denunciando que "a história recordará a Guerra do Iraque pelas fotografias e vídeos das torturas cometidas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib”. Desde o início da sua adolescência ele tomou consciência de sua atração por mulheres ao escrever os seus diários aos quinze anos de idade: “então agora eu sinto que tenho tendências lésbicas (como relutantemente eu escrevo este)”. Contudo, casou-se com Philip Rieff, tendo um filho e mantendo o matrimonio por oito anos. Com o divórcio, a partir da década de 1970 assumiu vários romances com atrizes, fotógrafas, coreógrafas e escritoras. No seu diário encontramos: “eu acredito: que não existe nenhum deus pessoal nem vida após a morte; que a coisa mais desejável do mundo é a liberdade de ser verdadeiro para si mesmo, ou seja, Honestidade; que a única diferença entre os seres humanos é a inteligência; que o único critério para uma ação é a felicidade ou a infelicidade individual que em última instância ela produz; que é errado privar qualquer homem da vida [...] acredito, além disso, que um Estado ideal (além do que está em “g”) deveria ser um Estado forte e centralizado, com o controle governamental dos serviços públicos, bancos, minas, + transporte e subsídios às artes, um salário mínimo confortável, apoio aos incapacitados e idosos.Atendimento público para mulheres grávidas, sem distinção de filhos legítimos e ilegítimos. E mais adiante ela expressa que: ...Poesia tem de ser: exata, intensa, concreta, relevante, rítmica, formal, complexa... A arte, portanto, está sempre lutando para ser independente da mera inteligência... A língua não é só um instrumento, mas um fim em si mesma... Por meio da lucidez imensa e precisamente direcionada de sua mente, Gerard Hopkins lavrou em palavras um mundo de imagens arrasadas e exultantes. Graças a sua lucidez implacável, protegendo-se dos excessos de gordura mediante a rigorosa espiritualização da sua vida e da sua arte, ele ainda por cima criou uma obra, dentro do seu âmbito limitado, de um frescor sem paralelo. Sob o problema angustiado da sua alma... Veja mais aqui.


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