segunda-feira, janeiro 11, 2016

MARIE CURIE & TODO DIA É DIA DA MULHER


Os sonhadores não merecem a riqueza, porque não a desejam!

Sejam menos curiosos a respeito das pessoas, e mais curiosos com relação às idéias.

MARIE CURIE – Manya Sklodowska, mais conhecida como Marie Curie (1867-1934), era a filha entre três irmãos de uma família polaca triste e empobrecida, pai professor de Física e a mãe pianista emérita, herdando assim a cabeça do pai e as mãos da mãe, revelando aptidão precoce para a ciência experimental. O pai havia perdido o emprego por ter a aspiração de libertar a Polônia da tirania do czar russo, abrindo uma escola particular com resultados medíocres. Todos os dias quando ela ia pra escola cuspia na estatua dedicada aos infiéis da sua pátria, a pequena e valente rebelde expressava o seu desprezo pela tirania não só ausência dos opressores, como também na presença deles. Uma certa professora alemã, Mayer, espiã dotada de prodigiosa capacidade para o ódio, procurava tornar sua vida insuportável, alisando seus cabelos com mão rude para fazer-lhe uma convencional trança de Gretchen. Em vão. Os cabelos de Manya, como o seu espírito, recusavam submeter-se às imposições tiranas, quando a professora gritou: - Deixe de me fitar dessa maneira! Proíbo-lhe que me olhe de alto! E Manya, que tinha estatura bastante mais elevada que a professora, respondeu brandamente: - Não posso olhá-la de outro modo, Mademoiselle. Contudo, apesar de sua rebeldia, ela recebeu a medalha de ouro ao terminar o curso secundário em 1883. Decidiu-se trabalhar e disse pra irmã mais velha: - Eu arranjo um trabalho de governanta, assim poderia ajudar-te a estudar. Depois de alcançares o teu diploma, toca-te a vez de me ajudar. Parecia um plano audacioso, mas deu bom resultado. Ela tornou-se criada de ensinar na família de uma madame estúpida, vulgar e intolerante que poupava o azeita das candeias e esbanjava o seu dinheiro em jogos de cartas. Manteve-se governanta para ajudar a irmã nos estudos na Sorbonne, até se formar e casar, passando a cumprir a sua parte no trato, levando a jovem governanta para estudar também na Sorbonne. Foi quando afrancesou seu nome para Marie Sklodovska, aos 23 anos, comentando-se dela: - Lindos cabelos, lindos olhos, lindo talhe de moça. O único inconveniente é que ela não fala com ninguém. E por quatro anos levou uma vida de monge: sozinha para não ser um peso pra irmã. Um dia quando desmaiou, o cunhado descobriu que ela não se alimentava para não pesar nas despesas da irmã. Vivia no mundo dos livros e das aulas, ignorando a pobreza e a fome. Física, Química, Matemática, poesia, música, Astronomia, todo o âmbito da terra e dos céus viera a ser incluído nos seus domínios intelectuais. Adorava o laboratório e deixavam os professores encantados com sua imaginação, entusiasmo e habilidade, demonstrando o interesse por se especializar em dois ramos: Física (1893) e Matemática (1894). E depois de uma malograda experiência romântica, jurara dedicar o resto da sua vida somente à paixão exclusiva pela ciência. Foi quando conheceu Pierre Curie que também devotara sua vida apenas à ciência. Estudaram juntos e se casaram, reunindo gênios numa parceria de amor. Como eram livres pensadores não tiveram nem padre nem tabelião no casamento, desfrutavam do amor aos seus modos. Desde o principio encontraram dificuldades insuperáveis e superaram-nas. Passaram a investigar a natureza do urânio e descobriram que a misteriosa radiação desse metal era uma propriedade atomeica. Então o lampejo de uma grande ideia iluminou a mente de Marie: tomou todos os corpos químicos conhecidos e submeteu-os, um por um, a uma prova rigorosa. O urânio era o único elemento que possuía aquele misterioso poder de irradiação. Outro metal, o tório, tinha o mesmo poder em grau mais ou menos igual. A esse poder Marie Curie deu o nome de radioatividade – a ativa propriedade penetradora de certos tipos de raios. Ao examinar alguns compostos de urânio e do tório, encontrara uma radioatividade muito mais forte do que se poderia esperar da quantidade de urânio e de tório existentes nos compostos. Procurou por um novo elemento: pechblenda, que era um minério de alto preço, extraída na Boêmia, para obtenção dos sais de urânio empregados na manufatura de vidro. Para resolver o problema de sua investigação, os dois esquisitos cientistas, para espanto de toda a gente, começaram a encomendar toneladas de lixo para o seu alpendre e jogá-los ao fogão de ferro fundido com chaminé enferrujada por quatros anos consecutivos, descobrindo, com isso, dois segredos: uma substancia a que deram o nome de polônio, em homenagem à pátria de Marie e outra denominada rádio. A natureza do polônio já era assombrosa: possuía uma radioatividade muitíssimo superior à do urânio, enquanto o rádio era a oitava maravilha do mundo porque seu poder de radiação excedia um milhão e meio por cento o do urânio. Ganharam o Prêmio Nobel por isso e não puderam recebê-lo pessoalmente, estavam muito doentes. Quando se descobriu o valor terapêutico rádio, os Curie se recusaram a tirar proveito da descoberta: - O rádio é um instrumento de misericórdia e pertence à humanidade. Recusaram o lucro pessoal e as honrarias, só queriam um laboratório para realizar suas experiências. Quando foram indicados para a Legião de Honra, responderam: - Tenha a bondade de agradecer ao ministro e informá-lo que não sinto a menor necessidade de ser condecorado, mas que tenho extrema precisão de laboratório. Quando propuseram a Academia para eles, responderam: - Ainda não descobri qual é a utilidade da Academia. Quando Pierre foi habilitado para nomeação no Sorbonne, foi oferecido um laboratório bem equipado. Eis que no dia que foi visitar o editor, Pierre fora vítima de um acidente e morreu. Depois, Marie aceitou a cadeira do marido na Sorbonne – a primeira vez que uma mulher na história da França ocupava um posto no ensino superior -, continuou com suas experiências no laboratório. Em 1911 ela recebeu o Prêmio Nobel pela segunda vez, aceitou-o apenas por lhe proporcionar uma oportunidade ampliar o âmbito das suas pesquisas: o poder curativo do rádio. Quando rebentou a Guerra Mundial de 1914, ela organizou e superintendeu pessoalmente a instalação de aparelhos de raios X para tratamento dos soldados feridos. O que ela trabalhou a vida inteira para o bem da humanidade, trouxe um resultado fatal: ela descobriu o rádio e demonstrou seu poder curativo em certas enfermidades; morreu envenenada pelo rádio – a destruição progressiva dos órgãos vitais uma vida de excessiva exposição às radiações. 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