
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música
da
cantora, compositora e instrumentista Joyce:
Visions of dawn, Revendo amigos, Aquarius & Ao vivo & muito mais nos
mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de
Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.
Veja mais aqui, aqui e aqui.
PENSAMENTO DO DIA – [...] se
a unidade doméstica é um dos lugares em, que a dominação masculina se manifesta
de maneira mais indiscutível (e não só através do recurso à violência física),
o princípio de perpetuação das relações de força materiais e simbólicas que aí
se exercem se coloca essencialmente fora desta unidade, em instancias como a
Igreja, a Escola ou o Estado e em suas ações propriamente políticas, declaradas
ou escondidas, oficiais ou oficiosas (basta, para nos convencermos disto,
observar, na realidade imediata, as reações e as resistências ao projeto de
contrato de união social). [...]. Trecho extraído da obra A dominação masculina (Bertrand Brasil,
2002), do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002), que em outra
publicação, A escola conservadora: as
desigualdades frente a escola e à cultura (Vozes, 2003), assinala que:
[...] Além de permitir à elite se
justificar de ser o que é, a ideologia do dom, chave do sistema escolar e do
sistema social, contribui para encerrar os membros das classes desfavorecidas
no destino que a sociedade lhes assinala, levando-os a perceberem como inaptidões
naturais o que não é senão efeito de uma condição inferior, e persuadindo-os de
que eles devem o seu destino social (cada vez mais ligado ao seu destino
escolar) à sua natureza individual e à sua falta de dom. [...]. Veja mais
aqui.
TEMPO ATUAL – [...] O
apocalipse continua sua marcha. Nosso atual “mal-estar na cultura” caminha
nesse sentido, ao que tudo indica, e é assim que, com frequência, o
experimentamos. Mas uma coisa é designar a máquina totalitária, outra coisa é
lhe atribuir tão rapidamente uma vitória definitiva e sem partilha.
Assujeitou-se o mundo, assim, totalmente como o sonharam - o projetam, o
programam e querem no-lo impor - nossos atuais “conselheiros pérfidos”?
Postulá-lo é, justamente, dar crédito ao que sua máquina quer nos fazer crer. É
ver somente a noite escura ou a ofuscante luz dos projetores. É agir como
vencidos: é estarmos convencidos de que a máquina cumpre seu trabalho sem resto
nem resistência. É não ver mais nada [“C’est
ne voir que du tout”, é ver “apenas o todo/o tudo”, ao contrário do “apesar
de tudo”.]. É, portanto, não ver o espaço - seja ele intersticial,
intermitente, nômade, situado no improvável - das aberturas, dos possíveis, dos
lampejos, dos apesar de tudo [...]. Trecho extraído da obra Sobrevivência
dos vagalumes (EdUFMG, 2011), do filósofo, historiador, crítico de arte e
professor francês Georges Didi-Huberman, que em outra obra A imagem
sobrevivente: história da arte e tempo dos fantasmas segundo Aby Warburg (Contraponto, 2013), expressa que: [...] Eis o que seria necessário fazer face ao
esplendor e ao caos do mundo: enquadrar – isolar, para melhor o observar como
que por dentro – cada fenômeno fecundo. E, para isso, seria importante também
pegar no lápis, na pena e no pincel para preencher cadernos e folhas de
desenho, que constituiriam ainda testemunhos dessa precisão poética que Goethe
demonstra perante a diversidade do mundo sensível [...]. Veja mais aqui.
NOS CAMINHOS DE SWAN - [...] fazer
penetrar a imagem de Odette num mundo de sonhos ao qual até então ela não
tivera acesso e no qual ela impregnou-se de nobreza. E, ao passo que a visão
puramente carnal que tivera daquela mulher enfraquecia seu amor, essas dúvidas
foram dissipadas e esse amor assegurado quando teve por base os dados de uma
estética exata; sem contar que o beijo e a posse, que lhe pareciam naturais e medíocres
se concedidos por uma carne arruinada, vindo coroar a adoração de uma peça de
museu, afiguravam-se-lhe sobrenaturais e deliciosos [...]. Trecho da obra Nos caminhos de Swan (Abril, 1979), do escritor francês Marcel Proust (1871 - 1922). Veja mais aqui e aqui.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS ESQUERDOS HUMANOS – O
cabôco pode ter todo defeito do mundo: / Ser assoprador de velas antes do
parabéns / Aborteiro do amor / Cacundeiro de político / Pode ser
desmancha-samba / Dizedor de palavrão. / Pode ter vício, desvio: / Ser tomador
de cachaça / Putanheiro, maconheiro / Vivaldino, fanfarrão. / Ter tido uma
desventura: Ser corno dum mulherão. / E também ser diferente: um domador de
serpente / Mais pra lá do que pra cá, peneirinha, chibateiro. / Apoucado de
tamanho: / Metade de Nelson Ned / Ou mesmo um caga-baixinho. / Mulher pode ser:
/ Megera, concordante, oferecida / Moita-crespa ao deus-dará / Ser
tabaco-militar, das que só pega soldado. / O cabôco ser machista, moralista, de
direita… / Não interessa: / Têm todo o esquerdo do mundo / De ser tratado
dentro do vão dos direitos. / Pois o lado direito de quem olha / É o lado
perfeito e benfazejo / Do esquerdo e sensível coração. Extraído da obra Berro Novo (Bagaço, 2009), do poeta,
compositor e intérprete Jessier Quirino. Veja mais aqui.
VIVA FANZINE
Foi
lançado no último dia 16/06, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em
Niterói, o Fanzine Coletivo Alfarrábios
VIII D'Além MAR!, com participação
especial de Victor H. Rosa & mais: Adriana Mayrinck, Andreia Evangelista, Cláudia
Lí, Jammy Said, João Ayres, Jordão Pablo de Pão, José Antonio C e Silva, José
Glauco Ribeiro Tostes, Marco Valença, María Angélica Carter Morales, Mônica
Firma Maciel, Spírito Santo, Tchello d'Barros, Thina Curtis & muito mais! Produção:
Armazém de Quinquilharias e Utopias Brasil. PS: Alfarrábios não tem dono, não
tem liderança, não visa lucro. As edições são a preço de custo e o valor de
venda se destina a reposição do investimento, propiciando a auto
sustentabilidade.
&
A arte do escultor português Teixeira Lopes (1866-1942) aqui.
&
Em cada esquina a vida passa, Era secular de Charles Taylor, A educação
estética de Friedrich Schiller, o cinema
de Lúcia Murat & Luciana
Rigueira, a arte de Benjamin Cassiano
& Sarau Poesia Revista aqui.
APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Livros nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São
Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo.