
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do violonista, arranjador e
compositor Rafael Pansica: Engasgado, Bebê & Montreux de Hermeto Pascoal; da
cantora, compositora e multi-instrumentista Katerina Polemi: A Crossroad of Jazz, Bossa Nova and Greek Music, Auntumn
Leaves & Live; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog
& nos 35 Anos de Arte
Cidadã. Para
conferir é só ligar o som e
curtir. Veja mais aqui.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Valores irrealizáveis são emocionalmente
prejudicados e diminuídos, enquanto valores negativos situados em impotências
incuráveis de natureza física, psicológica, mental ou social, são
subconscientemente elevados a posições mais elevadas da hierarquia dos valores
às quais tais valores não pertencem. Mais precisamente, eles são ilusoriamente sentidos
no lugar do valor positivo irrealizável
[...]. Trecho extraído da obra The first
comprehensive guide based on the complete works (Marquette University Press,
2012), do filósofo e professor estadunidense Manfred Frings (1925-2008).
PRECONCEITO & FILOSOFIA - [...] Assim como os nomes das cores não se referem
a meras propriedades de coisas corpóreas – não obstante o fato de que a
presença das cores na nossa experiência cotidiana natural de observar o mundo
nos aparece apenas enquanto elas funcionam como meio para distinguir diferentes
entidades corpóreas – os nomes dos valores tampouco se referem a meras
propriedades das coisas que nós chamamos de bens […] É apenas a partir
da abolição total do antigo preconceito segundo o qual o espírito é exaurido na
oposição entre “razão” e “sensibilidade”, ou de que qualquer coisa deve estar
subordinada a uma ou a outra que se torna possível uma ética material a priori.
Esse dualismo infundamentado, cujas implicações levaram a negligenciar e a
interpretar erroneamente as propriedades peculiares de uma classe inteira de
atos, deve ser completamente banido da filosofia. [...]. Trechos extraídos da obra Der formalismus in der ethik und die materiale wertethik: neuer versuch
der grundlegung eines ethischen personalismus (Obras completas - A. Francke
Verlag, 1980), do filósofo alemão Max
Ferdinand Scheller (1874-1928).
A DOR PARAGUAIA - [...] Não há olhar sobre
o Paraguai, em efeito, que não ofereça essa estranha sensação de irrealidade.
Entre nossas coletividades americanas submetidas à dominação, apesar de sua
propagada condição de república, nenhuma se depara em suas vicissitudes e
traços de uma fábula desgraçada, cujas imagens mais incríveis são,
precisamente, os fatos de sua própria realidade que delira como um moribundo e
nos lança ao rosto rajadas de sua grande história. [...] Plenamente, intransigentemente, até suas últimas consequências, o mandato
de sua paixão moral. Soube que devia ensinar com palavra, com o exemplo. Não
somente com teoria de uma utópica liberação, mas com a estratégia do
desmascaramento ideológico em todos os planos, mediante o ato da palavra e a
palavra como ato; através de uma irrenunciável práxis denunciadora e
libertadora. [...]. Trecho do prefácio de El dolor paraguayo (Servilibro, 2010), do escritor paraguaio Augusto Roa Bastos (1917-2005) que em
seu El texto ausente (Université de
Potiers, 1999), expressa que: [...] a palavra não se limita a nomear, se não a ser o que nomeia, sujeito e
objeto de uma experiência de criadora comunicação através das infinitas
relações entre a divindade e a palavra cheia de amor criador, entre as coisas e
os seres humanos [...].
PRESSÁGIO
- O amor, quando se revela, / Não se sabe
revelar. / Sabe bem olhar pra ela, / Mas não lhe sabe falar. / Quem quer dizer
o que sente / Não sabe o que há de dizer. / Fala: parece que mente… / Cala:
parece esquecer… / Ah, mas se ela adivinhasse, / Se pudesse ouvir o olhar, / E
se um olhar lhe bastasse / Pra saber que a estão a amar! / Mas quem sente
muito, cala; / Quem quer dizer quanto sente / Fica sem alma nem fala, / Fica
só, inteiramente! / Mas se isto puder contar-lhe / O que não lhe ouso contar, /
Já não terei que falar-lhe / Porque lhe estou a falar… Poema do
poeta e filósofo português Fernando Pessoa (1888-1935). Veja mais aqui e
aqui.
CANÇÃO DE TERRA: DECODIFICANDO O COTIDIANO
NOSSO, A POESIA DE LUIZ ALBERTO MACHADO
A poesia não tem código, mesmo nos Estatutos
dos Homens de Thiago de Méllo, o que menos pesa são os artigos. O código,
portanto, pela poesia é (sub)vertido; porém, a poesia decodifica a vida e o
cotidiano, aproximando os extremos ou separando o que se apresenta compacto. Na
poesia, o Ser solta sua capacidade de existir: tempo, espaço. Tempo e espaço na
“Canção” em que o poeta assimila a “Terra” e decodifica nosso cotidiano. Cotidiano
nosso, maior que o hoje. Juntam-se na cor da terra, letras, palavras, versos de
ontens e agoras, longes e pertos; de dentro de nós para fora e ao contrário na
poesia de Luiz Alberto Machado, no Canção de Terra: doer-se e traduzir-se com o
gosto do canavial nos dentes, que o coração inventa para exatamente mastigar o
cotidiano. O poeta Nito abre as porteiras e não confunde os bois; investiga os
batismos, mas a água é (im)pura; investiga os cemitérios porque os mortos são
história daqui. Deduz luz de todo o escuro e aplica no senso-comum,
interrogações do hábito de muitos provincianos: na terra dos poetas quem
exatamente tem olho é que é rei. Na poesia é preciso ver e para isso Nito é
feito de muitos olhos.
Depoimento
após releitura de Canção de Terra
(Bagaço, 1986), do poetamigo e historiador Vilmar
Antônio Carvalho, Palmares, 10/09/1990. Veja mais aqui e aqui.
O Encontro Pernambucano de Pesquisa em Educação (Epepe) entre os dias 26 a 28 de setembro de
2018, na UFRPE - Recife – PE & muito mais na Agenda aqui.
&
A arte da pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992).
&
É só uma questão de tempo entre o ontem e o
amanhã, a literatura de Julio Cortázar,
a filosofia do direito de Hegel, a arte de Jenny Saville & Nick Gentry aqui.
APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Comércio de
Livros Ltda nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São Paulo.
Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo.