quarta-feira, junho 21, 2017

A ERA SECULAR DE CHARLES TAYLOR, A EDUCAÇÃO DE SCHILLER, BRAVA GENTE BRASILEIRA, BENJAMIN CASSIANO & SARAU POESIA REVISTA

EM CADA ESQUINA A VIDA PASSA - Em cada esquina uma surpresa e o agora é feito de perdas e ganhos, porque tudo pulsa, vibra e a todo o momento, em todas as direções. Há quem viva só pro umbigo, alguns outros nem tanto, ou aqueles que só se valem da sua barbárie interior. Em cada esquina todas as crenças e zis perjúrios na chuva das situações com suas máscaras pras escolhas no jogo de erros e acertos dos rios de lágrimas alma adentro no desamparo e é só o retorno do ponto de partida. Em cada esquina um olhar atento quando displicente por fraquezas e temores entre desatentos e buzuntões, e o obvio se esconde na novidade emersa dos fogos de artifícios, para que o certo seja o medo, mesmo que nada seja em definitivo. Ninguém é tijolo pra viver amontoado sustentando estrutura do vencedor, o coração pulsa, sentimentos e emoções, a vida não é só pra vencer, nem o mundo é só a lógica matemática, não é bem assim, há de enxergar por trás das coisas. Em cada esquina todas as expectativas de um mar aberto com todas as correntes pra se perder e se achar nos redemoinhos das direções. Diz-se o que se quer, diz-se por amor quando desama, diz-se por verdade quando mentira, a utilidade que perpetua o inútil só vendo o pronto, não enxerga o latente e ao brotar só percebe porque ali antes não estava. Em cada esquina todas as esperanças entre o herói e o derrotado e as estrelas caem restando apenas desejos e pedidos. Um botão de rosa não é ouro, um livro não é a peçonha pecaminosa, as cicatrizes negam o riso a culpar outras vítimas pela própria desgraça, as feridas não existiam no deleite do passado, só hoje o gosto de sangue na boca e a privação da felicidade. Em cada esquina encontros e despedidas, a vida passa, vou adiante. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

A ERA SECULAR DE TAYLOR
[...] Todos percebemos nossas vidas e/ou o espaço no qual vivemos nossas vidas como portadores de uma determinada forma moral ou espiritual. Em algum lugar, em alguma atividade ou condição reside uma plenitude, uma riqueza; ou seja, naquele lugar (naquela atividade ou condição) a vida é mais plena, mais rica, mais profunda, mais valiosa, mais admirável, mais o que deveria ser. Este é, talvez, um lugar de poder: geralmente experienciamos isso como profundamente tocante, inspirador. Talvez tenhamos apenas vislumbres muito tênues desse sentido de plenitude; temos uma forte intuição do que seria a plenitude, se tivéssemos naquela condição, por exemplo, de paz ou de completude, ou se fôssemos capazes de agir naquele grau de integridade, generosidade, desprendimento ou abnegação. Mas, às vezes, haverá momentos de plenitude vivida, de alegria e prazer, em que nos sentiremos lá. [...]
Trecho extraído da obra Uma era secular (Unisinos, 2010), do filósofo canadense Charles Taylor, tratando acerca das mudanças e modificações religiosas na sociedade ocidental, numa perspectiva história que aborda o cristianismo e a multiplicação de diferentes opções religiosas, antirrelogiosas e espirituais, desde a Reforma e o momento decisivo, o efeito das narrativas de secularização e as condições de crença.

Veja mais sobre:
O dia amanhece e é maravilhoso viver, Literatura no Brasil de Afrânio Coutinho, O chamado de Françoise Sagan, o pensamento de Aristóteles, a música de Bach & Maggie Cole, o cinema de Alain Chevalier & Catherine Deneuve, A sinfonia pornográfica de Charles Baptiste, Arte Yoga, a arte de Hannah Höch & Orly Faya aqui.

E mais:
A lenda curare aqui.
Vamos aprumar a conversa, A cartomante de Machado de Assis, Bagagem de Adélia Prado, o teatro de William Shakespeare, Nossa música de Jean-Luc Godard, Questão de método de Jean-Paul Sartre, a música de Eumir Deodato, a arte de Carlos Scliar & Ballet Stagium aqui.
Albert Einstein, Entre quatro paredes de Jean- Paul Sartre, A liberdade de pensamento de Fichte, Indícios de oiro de Mário Sá-Carneiro, a música de B. B. King, By by Brasil de Cacá Diegues, a pintura de Jacob Jordaens & Programa Tataritaritatá aqui.
Brincarte do Nitolino, O desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, A mulher de trinta anos de Honoré de Balzac, Os doze gozos de Maria Teresa Horta, o teatro de Nelson Rodrigues, a música de Joe Cocker, a arte de Lucélia Santos, a pintura de Eugène Delacroix & Paul Nash aqui.
Vamos aprumar a conversa, A natureza do preconceito de Gordon Allport, Eloisa & Abelardo de Alexander Pope, Capital Federal de Artur Azevedo, Repertório selvagem de Olga Savary, a música de Naná Vasconcelos & Uakti, o cinema de Mike Nicholson & Natalie Portman, a pintura de Henri Rousseau & a arte de Ana Botafogo aqui.
Sou um pedaço de nada arrodiado de violência por todos os lados, Violência no mundo de Jean Baudrillard, Violência urbana de Régis de Morais, Canto vilano de Blanca Varela, a música de Pedro Jóia, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, a arte de Flávio de Carvalho, Poemas à Flor da Pele & Soninha Porto aqui.
Pindura aí, meu! O negócio tá ficando feio, Cidadania insurgente de James Holston, a poesia de Sérgio Frusoni, Cidadania de Maria de Lourdes Manzine Covre, a música de Sol Gabetta, a fotografia de Mara Saldanha, a pintura de Fernando Rosa & a arte de Stanley Borack aqui.
Recomeçar do que vai e vem, A arte da poesia de Ezra Pound, Trajetória da juventude de Miriam Abramovay, Mangas verdes de Rui Knopfli, a música de Tanita Tikaram, a pintura de Aleksandr Gerasimov, a arte de Annette Kellerman & Luciah Lopez aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A EDUCAÇÃO ESTÉTICA DE SCHILLER
[...] Todas as coisas que de algum modo possam ocorrer no fenômeno são pensáveis sob quatro relações diferentes. Uma coisa pode referir-se imediatamente a nosso estado sensível (nossa existência e bem-estar); esta é sua índole física. Ela pode, também, referir-se a nosso entendimento, possibilitando-nos conhecimento: esta é sua índole lógica. Ela pode, ainda referir-se a nossa vontade e ser considerada como objeto de escolha para um ser racional: esta é sua índole moral. Ou, finalmente, ela pode referir-se ao todo de nossas diversas faculdades sem ser objeto determinado para nenhuma isolada entre elas: esta é sua índole estética. Um homem pode ser-nos agradável por sua solicitude; pode, pelo diálogo dar-nos o que pensar, pode incutir respeito pelo seu caráter; enfim, independentemente de tudo e sem que tomemos em consideração alguma lei ou fim, ele pode aprazer-nos na mera contemplação e apenas por seu modo de aparecer. Nessa última qualidade julgamo-lo esteticamente. Existe, assim, uma educação para a saúde, uma educação do pensamento, uma educação para a moralidade, uma educação para o gosto e a beleza. [...].
Trecho extraído da obra A educação estética do homem (Iluminuras, 1989), do poeta, filósofo, dramaturgo e historiador alemão Friedrich Schiller (1759-1805). Veja mais aqui e aqui.

BRAVA GENTE BRASILEIRA
O drama Brava Gente Brasileira (2000), dirigido por Lúcia Murat, a partir dos versos do jornalista Evaristo da Veiga escritos para o refrão do Hino da Independência brasileiro, que ganhou música do imperador Pedro I, contando a relação conflituosa entre os portugueses e os índios no século XVIII, quando um grupo de soldados acompanha o cartógrafo recém-chegado e enviado pela coroa portuguesa para fazer um levantamento tipográfico da região, descobrindo a caminho do forte, um grupo de índias tomando banho em um rio. Destaque para atuação da premiada atriz Luciana Rigueira, melhor atriz no Festival de Brasília.

A ARTE DE BENJAMIN CASSIANO
 

SARAU POESIA REVISTA
Acontecerá no próximo dia 30;07, o Sarau Poesia Revista: poesia, música & cinema.
 

TODO DIA É DIA DO CORDEL, DA BANDEIRA & DO CANTARAU TATARITARITATÁ!

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