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quinta-feira, janeiro 05, 2017

ELBERT HUBBARD, DÉBORA ARANGO, MIRIAM MARIA, SEMEAR & COLHER

O QUE SEMEEI PRO QUE SERÁ COLHIDO – Imagem: arte da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005). - Não foi só  uma, duas, ou apenas três vezes que soçobrei na vida. Muitas e tantas, confesso. A opressão frequente do fardo da vida sobre tudo que realizei e desmoronou, trouxeram tribulações que destruíram a minha paz e a harmonia que tanto desejei, causando infinitas vezes preocupações, ansiedade e até desespero. Tive que fazer e refazer mais que o necessário para o melhor. Toda vez que me deparava com um alicerce troncho, no qual se edificava paredes tortas que mal chegando às cobertas desabavam inapelavelmente. Eis de volta pra prancheta, replanejando tudo de novo, novas medições e esboços, até o afã de mãos à obra: agora mais aplicado, elaborando melhores estruturas; mais atento, percebia que a coisa tomava jeito até a forma se definir para a nova descoberta que já se expressava. Fazia tudo para que nada ruísse na empreitada, reforçando, remendando, até se desfazer indesejavelmente tudo aos escombros, de novo na estaca zero. Ora, recomeçar e não desistir, mesmo sendo bastante difícil suportar os martírios que surgem como contratempos para obstar qualquer propósito. Quão pesados são esses óbices a ponto de se culpar até outrem por tudo de revés que ocorre, tamanha as dificuldades para superar as frustrações, a impotência e as sequelas desses estorvos, a angústia depressiva dessas contrariedades, a inércia da queda desses embaraçosos momentos. Do chão não passei, sim, pior não poderia ficar. Agora uma vantagem: só resta subir e qualquer salto já seria promissor diante de tantos fracassos egocêntricos e desalentados por não conseguir alcançar as tentadoras ofertas materiais de riqueza e sucesso de posições, acumulações de propriedades e posse, ah, e que me reduziam a um decadente coração esvaziado. De salto em salto se vence etapas, assim fiz. Por conseguinte, aprendi que, na verdade bem amiudada, os problemas por que passo e passei são provocados por mim mesmo quando me dedico ao desejo de melhorar e de crescer física, mental e espiritualmente. E se quero ser melhor e de forma exemplar, não existe atalho porque a vida é uma escola que exige constantes treinamentos, aperfeiçoamentos e deliberada disciplina. Ao longo dos anos fui aprendendo que as experiências e mudanças moldam para o alcance do padrão desejado, entendendo que os valores reais da vida são muito mais duradouros, influenciando um modo de viver mais responsável e sustentável, no qual a compreensão e a tolerância irradiam por meio do amor e da paz de espírito. Ao ter essa consciência descobri que ninguém é responsável por meus malogros, senão eu mesmo que não havia aprendido direito a olhar de verdade para o processo eterno que é viver: da semente pra raiz, do talo pro caule, do tronco pros galhos, das flores aos frutos. Tudo depende do que semeei pro que será colhido. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum Rama (Independente, 2016), da cantora Miriam Maria.

Veja mais sobre:
Desejo na Crônica de amor por ela, Friedrich Nietzsche, Rubén Darío, Pietro Aretino, Ludovico Ariosto, Jean-Pierre Jeunet, Maria Luisa Persson, Piero Della Francesca, Ibys Maceioh, Audrey Tautou & Kiki Sudário aqui.

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Clara Schumann & Todo dia é dia da mulher aqui.
Abelardo da Hora, Umberto Eco, Friedrich Dürrenmatt, Luís Gonzaga & Humberto Teixeira, Eliane Ferraz, Denise Dummont & Lírio Ferreira aqui.
A prisão & o Sistema Penal, Fecamepa & Natanael Lima aqui.
O flagelo: Na volta do disse-me-disse, cada um que proteja seus guardados aqui.
Violência Escolar, Psicologia da Saúde, União Estável & Família Homoafetiva, Humor nas tresloucadas acontecências aqui.
Ginofagia: três poemas indecentes de amor pra ela aqui.
A carta do barbeiro & o mundo não acabou aqui.
O mito do Fausto, Cassiano Ricardo, Frederico Spencer, Fecamepa & Palmares City aqui.
Ginofagia: Três poemetos luxuriosos de amor pra ela aqui.
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DESTAQUE: FRACASSO & SUCESSO DE ELBERT HUBBARD
Genialidade é apenar o poder de fazer esforços contínuos. A linha que separa o fracasso do sucesso é tão fina que mal a percebemos quando por ela passamos; tão fina que, muitas vezes, estamos sobre ela e nem o notamos. Quantos homens se desesperaram num momento em que um pouco mais de esforço e um pouco mais de paciência teriam produzido sucesso! Assim como a maré se torna baixa, depois volta a ser alta. No mundo dos negócios, às vezes as perspectivas podem parecer extremamente obscuras quando estão realmente mudando para melhor. Um pouco mais de persistência, um pouco mais de esforço, e aquilo que parecia fracasso inevitável pode se transformar num glorioso sucesso. Não há fracasso, exceto em parar de tentar. Não há derrota, exceto do nosso próprio interior, e não há barreira realmente insuperável, exceto por nossa própria fraqueza de determinação.
Pensamento do filósofo e escritor estadunidense Elbert Hubbard (1856-1915), autor do famoso ensaio Mensagem para Garcia.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005).
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Peace, da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005).
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


segunda-feira, abril 06, 2015

SUELY ROLNIK, ELIZABETH BLACKBURN, BETTE MIDLER, CACILDA BECKER & AFRODITE

 


O SÁBIO SORRISO DE SUELY ROLNIK – Pela primeira vez o seu sorriso apaixonante, inadvertidamente tornei-me sapiossexual na hora! Tinha eu lá meus 20 e poucos anos e, diante daquela bela mulher recém-chegada da França, onde se exilara por conta da perseguição sofrida durante a horrenda ditadura militar, inevitavelmente me senti como o garoto apaixonado pela professora da escola primária. As mesmas sensações. Avidamente, dela bebi toda sapiência filosófica e psicanalítica, seus escritos, suas curadorias, suas críticas de arte e cultura, sua atuação no campo da arte contemporânea criando o Arquivo para uma obra-acontecimento com as proposições de Lygia Clark e a caixa dos filmes de entrevistas. E, sempre que podia, não perdia por nada suas exibições no Núcleo de Estudos da Subjetividade. Essa linda professora havia trabalhado na Clínica Experimental com Guattari – com quem publicou Micropolítica: Cartografias do desejo -, e que estudou com Deleuze, Foucault, Clastres e Barthes. Estava atento a tudo que ela fizesse. Quando ela foi embora para a Espanha, lecionar no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, bateu-me a inquietação. Aí corria as vistas pelas publicações da Documenta e da Manifesta, bem como pelo Manifeste Anthropophage / Anthropophagie Zombie , Archivmanie, Cartografia Sentimental: Transformações contemporâneas do desejo e das Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. Lia e prestigiava tudo que tivesse sua rubrica, imperdível. Mantenho-me atento e aguardo ansioso seu retorno para folgar de emoção e matar as saudades desta grande mulher presencialmente. Veja mais abaixo e mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS – Eu fiz um pacto comigo mesma há muito tempo: nunca veja nada mais estúpido do que você. Isso me ajudou muito. Aprecie para sempre o que te faz único, porque você é realmente um bocejo se for. Se pudesse receber um desejo, eu brilharia no teu olho como uma joia. Depois de trinta, um corpo tem uma mente própria. Eu me sinto um milhão esta noite - mas um de cada vez. Pensamento da cantora, atriz, roteirista e comediante estadunidense Bette Midler. Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Os genes carregam a arma e o ambiente puxa o gatilho. O envelhecimento envolve muitas coisas diferentes, e a capacidade das células de se autorrenovar faz parte do processo, mas não é tudo. Às vezes, a biologia revela seus princípios fundamentais por meio do que pode parecer, a princípio, misterioso e bizarro. Eu apenas promovi ativamente o que sempre esperamos que seja boa ciência. Pensamento da bióloga australiana Elizabeth Blackburn, Prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina de 2009.

 

UMA COISA QUE EU DISSE - A arte se realiza com o leitor (plateia) que a identifica e por sua experiência - que é única - transcende. O artista indaga; o leitor a identifica, interage e responde. Assim a arte se torna verdadeiramente arte. Por consequência, assim mesmo a arte se define e cumpre a sua função. (LAM).

 

A GEOPOLITICA DO PROXENITISMO - [...] a mesma singularidade que deu tanta força aos movimentos contraculturais no Brasil tendeu também a agravar a clonagem desses movimentos levada a cabo pelo neoliberalismo. O savoir-faire antropofágico dos brasileiros dá-lhes uma facilidade especial de adaptação aos novos tempos. As elites e as classes médias do país estão absolutamente deslumbradas por serem tão contemporâneas, tão atualizadas no cenário internacional das novas subjetividades pós-identitárias, tão bem equipadas para viver essa flexibilidade pós-fordista (que, por exemplo, as torna campeãs internacionais da publicidade e as posiciona em posições elevadas no ranking mundial das estratégias de mídia). Mas esta é apenas a forma tomada pelo abandono voluptuoso e alienado ao regime neoliberal na sua versão local brasileira, tornando os seus habitantes, especialmente os citadinos, em verdadeiros zumbis antropofágicos. [...] Foram cinco séculos de experiência antropofágica, e quase um de reflexão sobre ela, desde o momento em que os modernistas a circunscreveram criticamente e a tornaram consciente. Neste contexto, o savoir-faire antropofágico dos brasileiros – especialmente como foi atualizado nas décadas de 1960-70 – ainda pode ser útil hoje, mas não para garantir seu acesso aos paraísos imaginários do capital; pelo contrário, para ajudá-los a problematizar a confusão vergonhosa entre as duas políticas de subjetividade flexível e a separar o trigo do joio, essencialmente com base no lugar ou não-lugar que é atribuído ao outro. Este conhecimento ofereceria as condições para uma participação fértil no debate que se reúne internacionalmente em torno da problematização de um regime que agora se tornou hegemônico, e também na invenção de estratégias de êxodo para fora do campo imaginário cujas origens estão em seu mito mortal. A arte tem uma vocação especial para realizar tal tarefa, na medida em que, ao trazer as mutações da sensibilidade para o reino do visível e do dizível, pode desvendar a cartografia do presente, libertando a vida em seus pontos de interrupção e liberando seu poder de germinação – uma tarefa totalmente distinta e irredutível ao ativismo macropolítico. Este último se relaciona com a realidade do ponto de vista da representação, denunciando os conflitos inerentes à distribuição de lugares estabelecida na cartografia reinante (conflitos de classe, raça, gênero etc.) e lutando por uma configuração mais justa. São dois olhares distintos e complementares sobre a realidade, correspondendo a dois diferentes potenciais de intervenção, ambos participando a seu modo na formação de seu destino. No entanto, problematizar a confusão entre as duas políticas de subjetividade flexível para intervir efetivamente nesse campo e contribuir para quebrar o feitiço da sedução que sustenta o poder do neoliberalismo no próprio cerne de sua política do desejo, implica necessariamente tratar a doença que surgiu da infeliz confluência, no Brasil, dos três fatores históricos que exerceram um efeito negativo sobre a imaginação criadora: a violência traumática da ditadura, o proxenetismo do neoliberalismo e a ativação de uma antropofagia de base. Essa confluência claramente exacerbou o rebaixamento da capacidade crítica e a identificação servil com o novo regime. [...]. Trechos extraídos do ensaio A geopolítica do proxenetismo (Transversal, 2006), da filósofa, escritora, psicanalista e professora Suely Rolnik, autora do ensaio A memória contagiosa do corpo: O retorno de Lygia Clark ao museu (Transversal, 2007), no qual ela expressa: [...] A força poética é uma das vozes na polifonia paradoxal através da qual se delineiam os devires heterogêneos e imprevisíveis da vida pública. Esses devires se reinventam continuamente para libertar a vida dos impasses que se acumulam nas zonas infecciosas onde o presente se torna insuportável. Os artistas têm um ouvido apurado para os sons inarticulados que nos chegam do indizível, nos pontos onde a cartografia dominante se desfaz. Sua poesia é a encarnação de tais sons, que então podem ser ouvidos entre nós. [...]. Veja mais aqui e aqui.

 

O LADO FATAL – No livro Lado fatal (Record, 2011) da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft, encontrei dois entre os belíssimos poemas da obra. O primeiro deles o III: Aquele de quem hoje falam e escrevem / (ou aos poucos vão-se esquecendo) / é muito menos do que este, deitado em meu coração, / meu amante e meu menino ainda. E também o XIV: Estranha a vida: / fico tangendo meus dias / como um rebanho de ovelhas desordenadas / nessa triste e fria cidade de Porto Alegre / onde ele gostava de estar / olhando o pôr-do-sol e vendo amigos. / "Morrer é tomar um porre de não-desejo" / dizia o meu amado, que era um homem desejoso: / desejava a vida, desejava a morte, desejava / [a justiça, desejava a eternidade e a paz. / Estranha a vida: / quando releio uma frase sua, / "viver é modular a morte", / em sangue e dor preparo a minha ida. / Estranho também esse amor, / com hora marcada para a mutilação / da morte, o minuto acertado, / e o fim consultando o relógio / para nos golpear. / Estranho esse amor de agora, / com meu amado atrás de um espelho baço / onde às vezes penso divisar seu vulto / como num aquário. / Enrolado em silêncio, / mais que nunca o meu amor comanda a minha vida. Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

Imagem sem título da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005). Veja mais aqui, aquiaqui.

Ouvindo o álbum Glad Rag Dol (Verve, 2012) da cantora e pianista canadense de jazz Diana Krall. Veja mais aqui, aqui & aqui.

AFRODITE: O JULGAMENTO DE PÁRIS – Imagem: Julgamento de Páris – Afrodite acompanhada de Eros, Atena e Hera (1904), do pintor espanhol Enrique Simonet (1866-1927) - Afrodite é a deusa grega do amor, da beleza e da sexualidade, contando ainda com atributos como a da fertilizada, do prazer e da alegria. Em Roma ela é representada pela deusa Vênus, além de receber outros nomes como Cytherea ou Cypris na atinguidade. O Julgamento de Páris, conforme relatos da Ilíada de Homero e Heróides de Ovídio, é o prelúdio da Guerra de Troia, é um mito que surgiu no sec. VII aC., descrito por Pausânias, indicando o aparecimento inesperado da deusa da discórdia Eris, com uma maçã de ouro do Jardim das Hespérides, desafiando a mais bela. Tal fato gerou um requerimento de Afrodite, Atena e Hera a Zeus para julgar qual delas era a mais merecedora da tal maçã. Zeus, por sua vez, livrando-se de tal empreitada, repassa para o pastor-príncipe mortal de Troia, Páris para fazê-lo. Assim foi, sobre o Monte Ida, ele começou a inspeção quando cada uma usa seus poderes para suborná-lo. Entre as ofertas, Páris aceita o presente de Afrodite: desposar Helena de Esparta, esposa do rei grego Menelau e este, por sua, condecora a deusa com a maçã. Tal fato proporciona a revolta dos gregos e de Hera, dando inicio às expedições que redundam na Guerra de Troia. Veja mais sobre Afrodite & suas servas aqui, aquiaqui, aqui, aqui e aqui.


OS FATOS E O INSETO DE MAGNÓLIA – O premiado livro Magnólia: 100 fatos e um voo de inseto (Bertrand Brasil, 2005 – Prêmio Jabuti de 2006) da filósofa, escritora, professora universitária e artista plástica gaúcha Marcia Tiburi, é o primeiro volume da Trilogia Íntima da autora, do qual destaco o trecho Escuridão: Podemos empilhar o mundo no chão e tirar-lhe o pó de anos. Ora, não podemos saber se o pó é de anos, semanas, dias; não é possível interpretar os sinais; o a priori das conclusões sempre vem cheio de empáfia; por azar sempre existem cartas remetendo o tempo em letras. E preciso parar para ver. Ou esquecer de vez, mas é impossível quando não houve lembrança. É das cartas que vem toda a dúvida sobre conhecer a si mesmo. Eu, porém, não tenho mais nenhuma dúvida, ainda que existam cartas, e, como estas, tão incógnitas. Veja mais aqui, aquiaqui.


ODISSEIA CACILDAS! – Em uma tetralogia denominada Odisseia Calcildas, o dramaturgo e ator José Celso Martinez Corrêa homenageia os trinta anos de carreira de um dos maiores mitos dos palcos brasileiros e considerada a mãe do teatro moderno brasileiro, a atriz paulista Cacilda Becker (1921-1969), que encenou cerca de sessenta e oito peças teatrais, três filmes e uma telenovela, afora participações em teleteatros televisivos. Essa tragicomediaorgya é a primeira das quatro peças que foi desenvolvida com a bolsa de dramaturgia Oswald de Andrade da SEC/SP, em 1990, e ganhadora do prêmio Flávio Rangel de melhor peça teatral e peça do ano pela crítica especializada, durante a temporada que ficou no Teatro Oficina, além de ganhar os prêmios Shell, Mambembe, Apetesp e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). A homenageada era responsável por provocar paixões avassaladoras que transitaram entre os seus três casamentos, o último deles com o saudoso ator Walmor Chagas (1930-2013). Em 2009, a tetralogia Odisseia Calcildas foi apresentada como um festival no Teatro Oficina Uzyna Uzona, sendo a personagem interpretada pela atriz Anna Guilhermina (foto acima). Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

TROIS COULEURS: BLANC – O drama Trois Couleurs: Blanc (A igualdade é branca, 1994) é o segundo filme da Trilogia das Cores do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski (1941-1996), conta a história do emigrante polaco Karol Karol que vive na França e é casado com uma francesa que quer separar-se dele pela não consumação do matrimônio. Humilhado, mas ainda amando-a, o marido acaba por mendigar no metrô parisiense até encontrar um outro polaco que o leva de volta à terra natal. Ao retornar ele retoma o trabalho de cabeleireiro até se envolver em diversos fatos que o levam fazer fortuna na Polônia, tramando uma vingança contra sua ex-esposa. Destaque para o papel desempenhado pela atriz, cantora, compositora e diretora de cinema francesa Julie Delpys no filme. Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui.



HOMENAGEM DO DIA
JEANNE HÉBUTERNE
Todo dia é dia da pintora francesa Jeanne Hébuterne (1898-1920), a eterna musa do artista plástico e escultor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920). Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.


Veja mais sobre:
O Brasil na festa do Fecamepa, a música de Marlos Nobre, a literatura de Anna Bolecka, a arte de Adriana Varejão & Sophia Monte Alegre aqui.

E mais:
Numa roda de choro, Chorinho brejeiro de Dalton Trevisan, Almanaque do choro de André Diniz da Silva, a música d’O Charme do Choro, a pintura de Marina Bonifatti & Sérgio Marques da Silva Júnior aqui.
O jacaré & a princesa, Catxerê, a mulher estrela, a Metafísica de Immanuel Kant, Lolita de Vladimir Nabokov, a música de Bach & Yehudi Menuhin, o teatro de Thomas Stearns Eliot, o cinema de Éric Rohmer, a arte de Mae West. a pintura de Paul Sieffert, Domingo com Poesia & Natanael Lima Júnior aqui.
Aurora nascente de Jacob Boehme, a Teoria Quântica de Max Planck, o teatro de William Shakespeare, a música de Pixinguinha, o cinema de Michael Moore, a pintura de Marcel René Herrfeldt, a arte de Brigitte Bardot & a Biopoesia de Silvia Mota aqui.
Educação & direito ambiental porque todo dia é dia da terra aqui.
Eu & ela naquela noite todas as noites aqui.
O evangelho de José Saramago aqui.
Günther Jakobs & o direito penal do inimigo e do cidadão aqui.
Educação Infantil, a psicologia de Abraham Maslow, a música de Sergei Rachmaninoff, a poesia de Nauro Machado, a pintura de Edgar Leeteg, A pesca das mulheres, a arte de Luz del Fuego & Lucélia Santos aqui.
O teatro de William Shakespeare, a literatura de Émile Zola & Hans Christian Andersen, Casanova de Fellini, a música de Emmylou Harris, a escultura de Harriet Hosmer, a Rainha Zenóbia, a pintura de Max Ernst & Contos de Magreb aqui.
Até onde o amor levar, Sidarta Gautama, o teatro de Constantin Stanislavski, a música de Maria Rita, a escultura de Carlos Baez Barrueto, a pintura de Clare Rose, Luciah Lopez & a poesia de Ieda Estergilda de Abreu aqui.
Da vida, meio a meio, O suicídio de Karl Marx, a poesia de Mário Quintana, a música de Girolamo Frescobaldi & Jody Pou, A estrutura do todo de Andras Angyal, a fotografia de Mário Cravo Neto, a pintura de Mario Zanini & Arna Baartz aqui.
O poema nasce na solidão, a poesia de Adélia Prado, a psicanálise de Carl Gustav Jung, a psicologia educacional de David Ausubel, a arte de Salvador Dali & Cristiana Reali, a música de Cynthia Makris, a pintura de Catherine Abel & Luciah Lopez aqui.
Andejo da noite e do dia, O caminho interior de Graf Dürckheim, A cultura da educação de Jerome Bruner, a poesia de Giuseppe Ungaretti, a música Ricardo Tacuchian, a fotografia de Ana Carolina Fernandes, a coreografia de Célia Gouvêa, a pintura de Tess Gubrin & Kerry Lee aqui.
Nunca fui e quando inventei de ir não era pra ter ido, A pedagogia do sonho de Paulo Freire, O narratário de Vitor Manuel de Aguiar e Silva, a literatura de Tessa Bridal, a música de Quinteto Violado & Dominguinhos, a escultura de Pedro Figueiredo, a arte de Marcela Tiboni & a pintura de Victoria Selbach aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
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quinta-feira, janeiro 15, 2015

ANA PAULA TAVARES, CAMILLE PAGLIA, ELIZABETH HARROWER, BOURDIEU, REBECCA SCHAEFFER & ISAIAH BERLIN

 


A ÚLTIMA CENA DE REBECCA - Desde menina interessada em moda e artes cênicas, logo tornou modelo fotográfica e da passarela ainda na infância. Tornou-se uma linda adolescente e foi pra New York buscar oportunidades e se formou como atriz. O sucesso levou-a ao Japão estrelando capas de revistas, desfiles, campanhas publicitárias e comerciais na televisão. Ao regressar focou seu aperfeiçoamento na carreira de atriz, enquanto servia de garçonete para bancar seus estudos. Não demorou muito e lá estava ela na novela One life to live, depois os seriados My Sister Sam e Radio Days, a comédia Scenes from the Class Struggle in Beverly Hills, atuações em The End of Innocence, Voyage of Terror: The Achille Lauro Affair e Out of Time. Radiantemente linda, emergiram fãs apaixonados com insistentes pedidos de casamento, o que a fez parar de responder aos tantos convites. Uma estrela em ascensão, apaixonada pelas câmeras e passarelas, digna de louvores. Um dia estava em casa aguardando o envio de um roteiro, quando foi surpreendida por um tiro no peito, à queima roupa, provocando hemorragia e parada cardíaca. Era a paixão obsessiva de um fã, réu confesso. Assim se foi a bela e jovem Rebecca Lucile Schaeffer (1967-1989). Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Não podemos ter um mundo onde todos são vítimas. "Eu sou assim porque meu pai me fez assim. Eu sou assim porque meu marido me fez assim." Sim, somos de fato formados por traumas que acontecem conosco. Mas então você deve assumir o comando, você deve assumir, você é responsável. Carisma é a aura numinosa em torno de uma personalidade narcisista. Ela flui para fora de uma simplicidade ou unidade de ser e uma compostura e vitalidade controlada. Há acomodação graciosa, mas impessoalidade imponente. Carisma é o brilho produzido pela interação de elementos masculinos e femininos em uma personalidade talentosa. A mulher carismática tem uma força e severidade masculinas. O homem carismático tem uma beleza feminina fascinante. Ambos são quentes e frios, brilhando com amor próprio pré-sexual. Pensamento da escritora, professora e acadêmica Ph.D, ensaísta crítica social e de arte estadunidense, Camille Paglia. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O que é a vida? (1) História contada por um idiota cheio de som e fúria, sem significar nada. (2) Definição de dicionário em biologia (processo químico dentro de entidades orgânicas envolvendo metabolismo, etc.) (3) Sra. Woolf: “A vida é um halo luminoso, um invólucro semitransparente que nos envolve desde o início da consciência até o fim”. (4) Série de dados comportamentais reais e hipotéticos que diferem em certos aspectos atribuíveis dos dados que definem entidades mortas ou inanimadas. (5) Aquilo que o Senhor infundiu em Adão. Veja Gênesis 1.4 [sc. 2. 7]. Qual? Cãibra Mental... Só me sinto feliz quando sinto a solidariedade da maioria das pessoas que respeito e que estão comigo. Este país é sem dúvida o maior conjunto de seres humanos fundamentalmente benevolentes alguma vez reunidos, mas a ideia de ficar aqui continua a ser um pesadelo. Certamente nenhuma política é mais real do que a da vida académica, nenhum amor mais profundo, nenhum ódio mais ardente, nenhum princípio mais sagrado. Pensamento do filósofo letão Isaiah Berlin (1909-1997), que no seu livro The Crooked Timber of Humanity: Chapters in the History of Ideas (Princeton University Press, 2013), expressou: […] A liberdade e a igualdade estão entre os principais objetivos perseguidos pelos seres humanos ao longo de muitos séculos; mas a liberdade total para os lobos é a morte para os cordeiros, a liberdade total dos poderosos, dos talentosos, não é compatível com os direitos a uma existência decente dos fracos e dos menos talentosos [...]. No livro The Proper Study of Mankind (Farrar, Straus and Giroux, 2000) ele expressou que: […] A noção do todo perfeito, a solução final na qual todas as coisas boas coexistem, parece-me não apenas inatingível — isso é um truísmo — mas conceitualmente incoerente. .[...] Alguns entre os grandes bens não podem viver juntos. Essa é uma verdade conceitual. Estamos condenados a escolher, e cada escolha pode acarretar uma perda irreparável. [...] Já no livro The Hedgehog and the Fox: An Essay on Tolstoy's View of History (Princeton University Press, 2013), por fim expressa: […] A ciência não pode destruir a consciência da liberdade, sem a qual não há moralidade nem arte, mas pode refutá-la. [...]. Veja mais aqui.

 

O QUE FALAR QUER DIZER – [...] A língua legítima não tem o poder de garantir sua própria perpetuação no tempo nem o de definir sua extensão no espaço. Somente esta espécie de criação continuada que se opera em meio às lutas incessantes entre as diferentes autoridades envolvidas, no seio do campo de produção especializada, na concorrência pelo monopólio da imposição do modo de expressão legítima, pode assegurar a permanência da língua legítima e de seu valor, ou seja, do reconhecimento que lhe é conferido [...]. O que faz o poder das palavras e das palavras de ordem, poder de manter a ordem ou de a subverter, é a crença na legitimidade das palavras e daquele que as pronuncia, crença cuja produção não é da competência das palavras [...] Sustentar que a percepção do mundo social implica um ato de construção não implica, de modo algum, que se aceite uma teoria intelectualista do conhecimento: o que é essencial na experiência do mundo social e no trabalho de construção que ela comporta opera-se, na prática, aquém do nível da representação explícita e da expressão verbal [...] Trechos extraídos da obra A Economia das Trocas Linguísticas: O que Falar Quer Dizer (Perspectiva, 2007), do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

A TORRE DE VIGIA - [...] Mas o mundo, pobre mundo, estava tão sobrecarregado de inteligência quanto de estupidez, e em certo sentido (sem isso), eles não eram a mesma coisa? Oh, ele é inteligente, pensou Clare, mas quem é bom? Quem é bom? Quem é bom? [...] Você pode admirar a maneira como alguém enfrenta circunstâncias difíceis, mas não pode admirá-lo por causa delas. [...]. Trechos extraídos da obra The Watch Tower (Text, 2013), da escritora australiana Elizabeth Harrower (1928-2020), que na obra Down in the City (Text Classics, 2014), expressou que: [...] Por cinco dias a cidade murchou sob um céu duro, sufocando em uma temperatura que permaneceu fixa em meados dos anos 30. Mesmo à noite não havia alívio para o calor. Pijamas e camisolas grudavam pegajosamente na pele úmida. Figuras seminuas e autocompassivas se levantaram, exasperadas pela insônia, para tropeçar em quartos escuros em busca de um local mais fresco do que sua cama, esperando que, acidentalmente, pudessem acordar qualquer dorminhoco nojento que a casa contivesse. Água fria corria quente das torneiras, e as estradas se transformavam em alcatrão. [...] A cidade, para ela, significava alguns quarteirões específicos — os melhores quarteirões — dispostos juntos em um retângulo organizado, ligados por galerias e lojas de departamento; três ruas em uma direção, cortadas por quatro em ângulos retos, delimitadas no topo por jardins, fechadas na parte inferior e em cada extremidade. Três ou quatro vezes por semana, ela andava pelas ruas desses quarteirões, sentia o cheiro do café, das flores, do couro rico e caro, dos cosméticos. [...]. A ela é atribuida a frase: Se dois homens estivessem andando pela rua e um tijolo caísse em um, errando o outro, isso tornaria o ferido uma pessoa melhor?...

 

CINCO POEMAS - I – Meu corpo é um grande mapa muito antigo \ percorrido de desertos, tatuado de acidentes\ habitado por uma floresta inteira\ um coração plantado\ dentro de um jardim japonês\ regado por veias finas\ com um lugar vazio para a alma. II – Desossaste-me\ cuidadosamente\ inscrevendo-me\ no teu universo\ como uma ferida\ uma prótese perfeita\ maldita necessária\ conduziste todas as minhas veias\ para que desaguassem\ nas tuas\ sem remédio\ meio pulmão respira em ti\ o outro, que me lembre\ mal existe\ Hoje levantei-me cedo\ pintei de tacula e água fria\ o corpo aceso\ não bato a manteiga\ não ponho o cinto\ VOU\ para o sul saltar o cercado. CANTO DE NASCIMENTO - Aceso está o fogo\ prontas as mãos\ o dia parou a sua lenta marcha\ de mergulhar na noite.\ As mãos criam na água\ uma pele nova\ panos brancos\ uma panela a ferver\ mais a faca de cortar\ Uma dor fina\ a marcar os intervalos de tempo\ vinte cabaças deleite\ que o vento trabalha manteiga\ a lua pousada na pedra de afiar\ Uma mulher oferece à noite\ o silêncio aberto de um grito\ sem som nem gesto \ Capenas o silêncio aberto assim ao grito\ solto ao intervalo das lágrimas\ As velhas desfiam uma lenta memória\ que acende a noite de palavras\ depois aquecem as mãos de semear fogueiras\ Uma mulher arde\ no fogo de uma dor fria\ igual a todas as dores\ maior que todas as dores.\ Esta mulher arde\ no meio da noite perdida\ colhendo o rio\ enquanto as crianças dormem\ seus pequenos sonhos de leite. A ANONA - Tem mil e quarenta e cinco\ Caroços\ Cada um com uma circunferência\ À volta\ Agrupam-se todos\ (arrumadinha)\ No pequeno útero verde\ Da casca. AMARGOS COMO OS FRUTOS - Amado, por que voltas\ com a morte nos olhos\ e sem sandálias\ como se um outro te habitasse\ num tempo\ para além\ do tempo todo\ Amado, onde perdeste tua língua de metal\ a dos sinais e do provérbio\ com o meu nome inscrito\ Onde deixaste a tua voz\ macia de capim e veludo\ semeada de estrelas\ Amado, meu amado,\ o que regressou de ti\ é a tua sombra\ dividida ao meio\ é um antes de ti\ as falas amargas\ como os frutos. Poemas da poeta e historiadora angolana Ana Paula Ribeiro Tavares.

 

SACADOUTRAS

 

UM SONHO ABATIDO À BALA – O pastor evangélico, ativista político e líder dos direitos humanos norte-americanos Martin Luther King Jr (1929-1968) que lutou em defesa dos direitos sociais para os negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo. A sua voz e ação era em defesa da luta pacífica, baseada no amor ao próximo, como forma de construir um mundo melhor, baseado na igualdade de direitos sociais e econômicos. Repetia com veemência que “Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio”. E que: “Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa”. Em seu discurso, Eu tive um sonho (I have a Dream), ele vociferou: [...] Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado [...]. King recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 14 de outubro de 1964, por sua luta no combate à desigualdade racial através da não violência. Incluiu a seguir na sua pauta de reivindicação a pobreza e a Guerra do Vietnã, passando a ser odiado por segregacionistas do sul, culminando com o assassinato no dia 4 de abril de 1968, em Menphis, no Tennessee. Veja mais aquiaqui

Imagem: Montanas, 1940, da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005). Veja mais aqui.

Ouvindo: Dança das cabeças, álbum de 1977 de Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A PERSISTÊNCIA DE VENCER – A brasileira descendente de imigrantes alemães, Maria Emma Hulga Lenk Zigler (1915-2007), mais conhecida como Maria Lenk. foi a principal nadadora brasileira que estabeleceu um recorde mundial, deu ao Flamengo diversos títulos importantes e foi a única mulher a ser introduzida no Swimming Hall of Fame, em Fort Lauderdale, Flórida. Por sua garra e determinação, enfrentando todas as dificuldades e reveses, ela perseguiu seus sonhos para realizar-se como importante atleta. Ela é mais a ser incluída nas homenagens da campanha Todo dia é dia da mulher. Veja mais aquiaqui.

A DAMA DAS CAMÉLIAS – A cortesã francesa Marie Duplessis, pseudônimo adotado por Rose Alphosine Plessis (1824-1947), foi a inspiradora da personagem Maguerite Gautier, do romance A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, aquela que na vida real não deixou de ter amantes. Nascida na pobreza, começou a trabalhar muito jovem, tornando-se aos quinze anos amante de um rico comerciante. Possuía uma beleza radiante e fora do comum, tornando-se, por isso, a cortesã mais cara de Paris aos dezesseis anos de idade. Aos vinte anos de idade, conheceu o escritor e se apaixonaram, tornando-se amante. Tempos depois romperam porque o escritor alegou: não sou rico para amá-la como gostaria e nem pobre para ser amado da forma que ela desejava. Tornou-se depois amante do compositor Franz Liszt. Ela, então, aos vinte e dois anos, foi para Londres e casou-se com o Conde Edouard de Perregaux que logo se desfez, fazendo-a volta tuberculosa para a vida mundana em Paris, até morrer arruinada aos vinte e três anos de idade. Um ano depois de sua morte, o escritor faz a sua homenagem escrevendo o seu livro que se tornou um clássico da dramaturgia mundial, apresentado no cinema, no teatro e na ópera. Tem-se o registro que o compositor Giuseppe Verdi inspirou-se na história para criar a sua La Traviata. No cinema foi denominado originalmente de Camile, filmado em 1936, sendo no Brasil denominado A dama das camélias, dirigido por George Cukor e estrelado por Greta Garbo e Robert Taylor. Veja mais aquiaquiaqui.


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