Mostrando postagens com marcador Greta Garbo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Greta Garbo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 18, 2015

PINKER, NEILA, BRECHT, GRETA, RUFFATO, ROCIO JURADO, MARQUET, BRUNO GAUDÊNCIO & NASCENTE.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? NASCENTE – A edição nº 15 – colorida, 16 páginas, ano II, nov/dez/1998-jan/1999, do tabloide Nascente – Publicação Lítero Cultural, traz como editorial Missiva aos quatro cantos do mundo. Na seção Bate Papo, entrevista com Jorge Amado. E no Notas Literárias, coluna assinada por Ari Lins Pedrosa: O sonho de Alice, de Maria Lucia Nobre dos Santos; a revista Blau (RS), o folheto Letraviva (RJ) e a última entrevista de José Paulo Paes. As matérias publicadas nesta edição: A arte do espetáculo, não o espetáculo da arte, de Guido Bilharinho (MG); Hermilo de Palmares, de Sônia van Dijck (PB); Ossos, músculos, vermes e flores por José Luiz Dutra de Toledo (SP); Carícia da Felicidade, por Arriete Vilela (AL); Paisagem depois da pintura, por Almandrade (BA); Natal, por Felisbelo da Silva (CE); e na seção Tabuletas, o episódio das Proezas do Biritoaldo: Quando risca fogo, o rabo inflamável sofre que só sovaco de aleijado. Além disso, matérias sobre a Bienal do Livro e da Arte de Alagoas, a III Feira do Livro de Fortaleza, o 4º Maceió Jazz Festival, XIV Bienal de São Paulo, I Seminário Brasileiro da Produção Cultural e o Salão Internacional do Livro de São Paulo. Na seção de Humor tiras de Cedraz & charges de Lupin, Rico e Calafange. Na seção do Premio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, trabalhos da garotada: Juliana Sena, 4 anos (Colégio Menino Jesus – Maceió-AL), José Ventura Leite Junior (Ginásio Municipal – Palmares –PE), Nathália Senna, 11 anos (Colégio Menino Jesus – Maceió-AL), Nicola, 09 anos (Escola Monteiro Lobato – Maceió-AL), Larissa Cris Viera da Paixã, 06 anos (Colégio Carlos Drummond – Maceió-AL) e Diogo Palmeira Acioli (Colégio Santa Terezinha – Maceió-AL). Na seção Nascente Poético, poemas de Claudio Feldman (SP), Whisner Fraga (MG), Anand Rao (DF), Arriete Vilela (AL), Almandrade (BA), Mauricio de Macedo (AL), Rogério Salgado (MG), Denise Teixeira Viana (RJ), Milton Dias Fernandes (MG), João Bosco de Castro (MG), Ari Lins Pedrosa (AL), Osael Carvalho (RJ), Francisco Araujo Filho (AL), Felisbelo Silva (CE), Severino Cassiano (PE), Gomes (CE), Cecilia Fideli (SP), Marcos Ramon (MA), Chrys Andrezza (PE), Carlos A S Lopes (VA), Lari Franceschetto (RS), Belinha Ribeiro (PR), Maria de Fátima Dias (MS), Amadeu Thomé (MG), Rosy Arruda (MT), Jorge Luiz (AL), Maria Thereza Carvalheiro (SP), Renato Salatiel, Selmo Vasconcelos (RO), Humberto Del Maestro (ES), Paulo Guggiana (RS), Claudebara Soares (AM). Na seção Registro: a Feira da Habitação, Arquitetura e Decoração – Habite (AL), o lançamento do livro Luta dentro de mim, do poeta Edmauro Gomes; o livro Feminino/Masculino: imaginário de diferentes épocas, de Eloá Jacobina e Maria Helena Kuhner; a coletania Conquistando mais amizades, de Fátima Segatto (RS); o curso História da Arte e Cultura Oriental Arte e Arquitetura Japonesa: influencia e difusão, ministrado por Celia Campos; o I Festival de Poesia na Amazonia; o livro Poemas do lado de dentro, de Adélia Magalhães; a Minha Revistinha, da Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz (BA); os livros Miscelânea Literária e Navegando na Literatura, de Aldenor Benevides (CE); a peça teatral A flor e o sol de Cicero Belmar; a I Mostra de Teatro Sesc-Maceió; a estreia da peça teatral Falange, Falanginha, Falangeta, do grupo Ascenarte Produções Artisticas, no Teatro Cinema Apolo, em Palmares –PE, com direção de Gilvan Mota, no projeto Arte+Educação=Teatro, promovido pelo Dere/Mata Sul, gestão Flavio Miranda. Na seção Espaço Aberto recebemos missivas de Salomão Laredo (PA), Tania Francolacci Shambeck (SC), Luiz Fernando da Silva (PB), Jorge Saraiva Anastácio (MG). Zeca Domingosilva (RO), Danilo Sampaio (SE), Fernando Cereja (SP), Silvério Costa (SC), Anchieta Santa (PI), Mara S; J; Silva (PR), Zinei (SP), Leontino Filho (RN), Reginaldo Zoid (SP), Piero lo Tacono (Italia), Marina de Fátima Dias (MS), Rolando Revagliatti (Argentina), Severino Cassiano Ferreira (PE), Sidney Gomes (ES), Maria Tereza Cavalheiro (SO) e Sérgio Junior (RJ). Destaques da edição para o desenho de Ângelo Meyer, do Teatro Cinema Apolo, sede da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, em Palmares – PE. Também a foto de José Ademir Machado dos Santos, da Praia de Pajuçara, em Maceió, premiada na II Jornada Turística Você escolhe o cartão-postal de Maceió. A Gata do Mês deste número foi dedicado à modelo, estudante e Miss São Miguel dos Campos/1999, Macy Barbosa, 21 anos, fotografada por André Fon. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: Nude Standing Female, do pintor do Fauvismo francês Albert Marquet (1875-1947).


Curtindo o álbum Yerbabuena & nopal (2003), da cantora e atriz espanhola Rocio Jurado (1946-2006)

PALAVRAS E PENSAMENTOS – No livro Do que é feito o pensamento: a língua como janela para a natureza humana (Companhia das Letras, 2008), do escritor, linguista e psicólogo canadense-americano Steven Pinker, encontro o capítulo denominado Palavras e pensamentos, do qual destaco o trecho: Tomemos o pomo da discórdia do debate semântico mais caro do mundo, a discussão de 3,5 bilhões de dólares sobre o significado de "event". O que, exatamente, é um evento, um fato? Um evento é um período de tempo, e o tempo, segundo os físicos, é uma variável contínua - um fluxo cósmico inexorável, no mundo de Newton, ou uma quarta dimensão no hiperespaço contínuo, no de Einstein. Mas a mente humana esculpe esse tecido em pedaços independentes a que chamamos eventos. Onde a mente coloca as incisões? Às vezes, como ressaltaram os advogados do arrendatário do World Trade Center, o corte engloba a mudança de estado de um objeto, como o desabamento de um prédio. E às vezes, como ressaltaram os advogados das seguradoras, ele engloba o objetivo de um agente humano, como uma trama sendo executada. Na maioria das vezes, os círculos coincidem: um agente pretende fazer com que um objeto mude, a intenção do agente e o destino do objeto são acompanhados numa única linha temporal, e o momento da mudança marca a consumação da intenção. O conteúdo conceitual por trás da linguagem em disputa é, por si só, como uma língua (idéia que ampliarei nos capítulos 2 e 3). Representa uma realidade análoga por unidades digitais, do tamanho de palavras (como "event"), e as combina em organizações com uma estrutura sintática, em vez de misturá-las como trapos dentro de um saco. É essencial para nossa compreensão do 11 de setembro, por exemplo, não apenas que Bin Laden tenha agido para prejudicar os Estados Unidos, e que o World Trade Center tenha sido destruído mais ou menos naquela época, mas que foi o ato de Bin Laden que causou a destruição. É a ligação causal entre a intenção de um homem específico e a mudança em um objeto específico que distingue a compreensão mais disseminada do 11 de setembro das teorias da conspiração. Lingüistas chamam o conjunto de conceitos e os esquemas que os combinam de "semântica conceitual". A semântica conceitual - a linguagem do pensamento - tem de ser diferente da linguagem em si, senão não teríamos para onde ir quando discutíssemos o que nossas palavras significam. O fato de que interpretações rivais de um mesmo episódio possam desencadear um processo judicial extravagante evidencia que a natureza da realidade não dita a forma como a realidade é representada na cabeça das pessoas. A linguagem do pensamento nos permite enquadrar uma situação de maneiras diferentes e incompatíveis entre si. O desenrolar da história da manhã de 11 de setembro em Nova York pode ser pensado como um fato ou dois fatos, dependendo de como o descrevemos mentalmente para nós mesmos, o que por sua vez depende de no que escolhemos nos concentrar e o que escolhemos ignorar. E a capacidade de enquadrar um fato de formas auto-excludentes não é só motivo para ir aos tribunais, mas também é a fonte da riqueza da vida intelectual humana. Como veremos, ela proporciona o material para a criatividade científica e literária, para o humor e os trocadilhos, e para os dramas da vida social. E arma o cenário para inúmeras arenas de disputa humana. As pesquisas com células-tronco destroem uma bola de células ou um ser humano incipiente? A incursão militar norte-americana no Iraque é um caso de invasão de um país ou de libertação de um país? O aborto consiste em encerrar uma gravidez ou em matar uma criança? Impostos altos são uma forma de redistribuir a renda ou de confiscar receita? A medicina socializada é um programa para proteger a saúde dos cidadãos ou para expandir o poder do governo? Em todos esses debates, duas formas de enquadrar um fato são colocadas uma contra a outra, e os contendores lutam para mostrar que seu enquadramento é o mais adequado (critério que exploraremos no capítulo 5). Na última década, lingüistas proeminentes vêm orientando os democratas norte-americanos sobre como o Partido Republicano conseguiu, mais do que eles, fazer esse enquadramento nas últimas eleições, e sobre como eles podem retomar o controle da semântica do debate político, reenquadrando, por exemplo, taxes [impostos] como membership fees [anuidades/mensalidades] e activist judges [juízes ativistas] como freedom judges [juízes pela liberdade]. O debate sobre a cardinalidade do 11 de setembro ressalta um outro fato curioso sobre a linguagem do pensamento. Quando reflete sobre como contar os eventos daquele dia, pede que os trate como objetos que podem ser contabilizados, como uma pilha de fichas de pôquer. O debate sobre se houve um fato ou dois em Nova York naquele dia é como uma discussão sobre se há um item ou dois num caixa rápido de supermercado, como um par de tabletes de manteiga tirados de uma caixa de quatro, ou um par de toranjas vendidas a duas por um dólar. A semelhança na ambigüidade entre contabilizar objetos e contabilizar fatos é uma das muitas maneiras pelas quais o espaço e o tempo são tratados de modo equivalente na mente humana, bem antes de Einstein descrevê-los como equivalentes na realidade. Como veremos no capítulo 4, a mente classifica a matéria em coisas individuais (como a sausage [uma lingüiça]) e em matéria contínua (como meat [carne]), e do mesmo jeito classifica o tempo em fatos individuais (como to cross the street [atravessar a rua]) e em atividades contínuas (como to stroll [passear]). Tanto com o espaço como com o tempo, o mesmo zoom mental que nos permite contar objetos ou eventos também nos permite ver ainda mais de perto do que cada um é feito. No espaço, podemos nos concentrar na composição material de um objeto (como quando dizemos I got sausage all over my shirt [Tenho lingüiça na minha blusa inteira]); no tempo, podemos nos concentrar numa atividade que compõe um evento (como quando dizemos She was crossing the street [Ela estava atravessando a rua]). Esse zoom cognitivo também permite que nos afastemos no espaço e vejamos uma coleção de objetos como um conjunto (como na diferença entre a pebble [um seixo] e gravel [cascalho]), e que nos afastemos no tempo e vejamos uma coleção de eventos como uma iteração (como na diferença entre hit the nail [bater num prego] e pound the nail [martelar um prego]). E no tempo, assim como no espaço, mentalmente colocamos uma entidade num certo local e então a movimentamos: podemos move a meeting from 3:00 to 4:00 [transferir uma reunião das 15h para as 16h] da mesma maneira como podemos move a car [mover um carro] do começo até o fim de um quarteirão. Por falar em fim, até algumas das minúcias de nossa geometria mental se transportam do espaço para o tempo. O end of a string [a ponta/o fim de um cordão] é tecnicamente um ponto, mas podemos dizer Herb cut off the end off the string [Herb cortou fora a ponta/o fim do cordão], mostrando que o fim pode ser interpretado incluindo um penduricalho de matéria adjacente a ele. O mesmo acontece com o tempo: o end of a lecture [fim de uma palestra] é tecnicamente um instante, mas podemos dizer I'm going to give the end of my lecture now [Vou fazer agora o fim/a conclusão de minha palestra], interpretando o encerramento de um evento incluindo um pequeno período de tempo adjacente a ele. Como veremos, a língua está repleta de metáforas implícitas como FATOS SÃO OBJETOS e TEMPO É ESPAÇO. O espaço, na verdade, revela-se um veículo conceitual não apenas para o tempo, mas para vários tipos de estados e circunstâncias. Assim como uma reunião pode move from 3:00 to 4:00 [mudar das 15h para as 16h], um semáforo pode go from green to red [ir/passar do verde para o vermelho], uma pessoa pode go from flipping burgers to running a corporation [ir/passar de balconista de lanchonete a diretor de empresa], e a economia pode go from bad to worse [ir de mal a pior]. A metáfora está tão disseminada na língua que é difícil encontrar expressões para idéias abstratas que não sejam metafóricas. O que a concretude da linguagem diz sobre o pensamento humano? Ela implica que mesmo nossos conceitos mais etéreos são representados na mente como pedaços de matéria que mudamos de lugar num palco mental? Ela indica que afirmações rivais sobre o mundo nunca podem ser verdadeiras ou falsas, mas apenas metáforas excludentes entre si que enquadram a situação de modos diferentes? Essas são as obsessões do capítulo 5.[...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

UMA HISTÓRIA INVEROSSÍMIL – No livro Flores artificiais (Companhia das Letras, 2014), do premiado escritor Luiz Ruffato, encontro a parte denominada Uma história inverossímil, da qual destaco o trecho: Li, certa vez, um ensaio do escritor italiano Luigi Pirandello em que ele afirma que a vida pode ser inverossímil, a arte não. Pois esta história, por ser real, soará talvez fantasiosa. Para comprová-la sequer conseguiria avocar o testemunho do protagonista, que jaz numa cova rasa no alto do Cemitério Municipal de Juiz de Fora, interior de Minas Gerais. Nem mesmo saberia localizar os personagens secundários, há muito encobertos pelo pó do tempo. Portanto, cabe empenhar minha palavra de que o aqui exposto busca recompor, da melhor maneira possível, alguns aspectos da biografia de Robert (Bobby) William Clarke. O resultado é uma envergonhada sombra de sua verdadeira trajetória — que possui passagens muito mais insólitas... As noites de inverno costumam ser bastante frias em Juiz de Fora. Podem tornar-se insuportáveis, caso não se esteja bem agasalhado. Eu vinha de Rodeiro, lugar quente, filho de uma família de sitiantes pobres, e, embora há tempos morando na cidade, não me habituava com a mudança de clima. Naquele segundo ano cursando engenharia, tinha me estabelecido numa pensão barata na parte baixa da rua Batista de Oliveira, que, se durante o dia animava-a forte comércio monopolizado por sírios e libaneses, à noite transformava-se em reduto de pequenos traficantes, malandros e meretrizes. Partilhava o quarto, constituído por dois beliches e guarda-roupa, com dois estudantes, um de direito, outro de odontologia, e um sujeito, pouco mais velho que nós, que consumia os dias à janela, fumando cigarros ordinários e falando sobre projetos irrealizáveis. Seguia com rigor uma rotina. Pela manhã, incluso na mensalidade, dona Clarice oferecia-nos pão mirrado, no qual lambuzava uma leve camada de margarina, e uma caneca de ágata cheia de café ralo manchado por um pingo de leite. Saía correndo, pegava um ônibus lotado, assistia aulas até o meio-dia, almoçava uma comida insossa e pesada no restaurante universitário, acompanhava com sono algumas disciplinas à tarde. De regresso, conversava com os colegas, repassava lições, lia um romancista russo, minha obsessão naquela época. Perto das onze e meia me dirigia à avenida dos Andradas, onde aguardava, junto com boêmios, desempregados, prostitutas e desvalidos em geral, Bebel servir, à meia-noite, sua famosa porque baratíssima sopa, elaborada com sobras do dia, com que nos refestelávamos. [...]. Veja mais aqui e aqui.

O OFÍCIO DE ENGORDAR AS SOMBRAS & ACASO CAOS – Durante a realização da Fenelivro este ano, em Olinda, conheci pessoalmente o poeta, jornalista e historiador Bruno Gaudêncio, de quem eu conhecia apenas de livro. Dele eu já havia lido O ofício de engordar as sombras (Sal da Terra, 2009), com apresentação do poeta e professor Sebastião Costa Andrade e do poeta José Inácio Vieira de Melo, que na primeira parte Diário das sombras severas, destaco o poema Versos íntimos: Eu, / cheio de ossos e intenções / perturbo / com meus versos curtos / e dedos longos / o sentido das trevas que me pertencem. Na segunda parte, As cores do invisível, destaco o ótimo poema Submersos sabores: No transparente suspiro dos corpos / sussurram palavras de submersos / sabores. / O prazer, dentro da gente, / se faz e refaz ao longo das horas... / ao longo dos dias. / Prisioneiro do tempo / pergunto ao desejo sobre / a lonjura da solidão, - / essa mão ligeira que embriaga / os espaços perpétuos do coração. / Indago sobre o miolo da angustia sincera / essa prece gratuita que voa / rente as ranhuras do abismo / do corpo e da alma. / Desejo dentro da gente, / se faz e refaz ao longo das horas... / ao longo dos dias. / Há sempre um deus brincando / na forma disforme do amor. Gostei do livro. Agora tenho às mãos, o seu mais recente livro Acaso caos (Ideia, 2013), com apresentação do poeta e tradutor paraibano Luís Avelima e do poeta carioca Sérgio Bernardo, posfácio do poeta e critico literário Weslley Barbosa, e comentários de Lau Siqueira, Linaldo Guedes, Astier Basílio, Hildeberto Barbosa Filho, Sergio Castro Pinto, entre outros. Na primeira parte Ruídos do efêmero destaco, incialmente, Cadernos de Pele: o olho não diz / quantos espelhos / são capazes / de sangrar / a aurora, / mas cala / as pedras / com o / silêncio / da queda / no cântico / sonoro / da solidão. E, também O tamanho de uma cor: não se pesa / um poeta / por palavras, / apenas / não se mede / um poema / por sentidos / (em cenas) / pois um poeta / é o peso / e a medida / do poema / (in)exato. Na segunda parte Elementos do acaso, destaco o belíssimo O delírio das rosas: vermelhas elas gritam / com os seus delírios dialéticos / espinhos que comem abismos / penentram os nossos destinos / (dançando a valsa dos ventos) / e ao murcharem / o fogo dos seus gestos / já não afagam os nossos olhos. Muito bom. O poeta tem demonstrado a firmeza de quem sabe o que faz, meritório, inclusive, de ser reverenciado pelo talento, aplausos. Parabéns, Bruno. Veja mais aqui e aqui.

CASAMENTO DO PEQUENO BURGUÊS – A peça teatral O casamento do pequeno burguês (1919-1926/Deriva, 2012), do dramaturgo, encenador e poeta alemão Bertolt Brecht (1898-1956), conta a história de um casamento caracterizado pelo conflito, em que todos os membros familiares envolvidos adotam posições antagônicas, instigando a reflexão sobre a moral, os valores, tradições e conveniências burguesas. Da obra destaco o trecho inicial da peça: (Uma sala pintada de branco com uma grande mesa retangular no centro. Acima da mesa, um lampião de papel vermelho. Nove cadeiras de madeira, simples e com braços. Na parede: à direita uma “chaise longue”, à esquerda uma cristaleira. Entre elas, uma porta. No fundo, ao lado esquerdo, uma mesinha baixa com duas poltronas. Na frente, à esquerda, uma porta e à direita uma janela. A mesa, as cadeiras e a cristaleira são de madeira bruta, não polida. É noite. O lampião vermelho está aceso. Os convidados do casamento estão sentados ao redor da mesa comendo). A MÃE (trazendo um prato) – Aqui está o bacalhau! (Murmúrios de elogios). O PAI – Isso me faz lembrar de uma história! A NOIVA – Come papai! O senhor sempre perde a vez! O PAI – Primeiro a história. No dia da minha confirmação o seu falecido tio estava... Não, essa já é uma outra história... Bem, todos nós estávamos comendo peixe, todos juntos, quando de repente, ele se engasgou com uma espinha. Vocês devem tomar muito cuidado com estas malditas espinhas! Bem, então ele engasgou e começou a sacudir os braços e as pernas, como se estivesse remando... A MÃE – Jakob, o rabo é seu! O PAI – ... Como se estivesse remando e a ficar azul como uma carpa e derrubou um copo de vinho! Nos pregou um susto o desgraçado! Aí bateram nas costas dele como se ele fosse um tambor e ele vomitou tudo por cima da mesa. Não se podia comer mais ali. Nós ficamos contentes porque fomos comer tudo lá fora, sozinhos, afinal era a minha confirmação, então vomitou tudo por cima da mesa e quando nós conseguimos deixar ele em forma de novo, ele disse com uma voz bem profunda e feliz, ele era ótimo baixo e cantava no coral, sobre isso também tem uma história ótima, então ele disse... A MÃE – Meu peixe está bom? Por que ninguém diz nada? O PAI – Hum, delicioso! Então ele disse... A MÃE – Mas você ainda nem provou! O PAI – Eu vou comer agora! Então ele disse... A MÃE – Jakob, come mais um pedaço. O NOIVO – Mamãe, meu sogro está contando uma história! O PAI – Muito obrigado, Jakob. Então, o bacalhau... Ah, sim, ele disse: “Crianças, eu quase me engasguei!” E a comida ficou toda estragada. (Risos). [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


OS SENSUAIS – O drama Os sensuais – crônica de uma família pequeno-burguesa (1978), dirigido pelo cineasta Gilvan Pereira, conta a história de uma misteriosa fotografia abala a estabilidade de um clã de classe média formado por um casal que se encontra vivendo junto há quarenta anos, com seus filhos e netos. O destaque do filme vai para a atriz Neila Tavares que representa o papel da fotógrafa. Ela também é atriz de teatro e televisão, além de escritora, jornalista e apresentadora de televisão, bem como edita o ótimo blog Geleia Geral. Hoje é aniversário, mas como sempre digo: todo dia é dia de Neila Tavares! E veja mais dela aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Fotos da atriz sueca Greta Garbo (1905-1990).

Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Some Moments, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Em seguida, o programa Mix MCLAM, com Verney Filho e na madrugada Hot Night, uma programação toda especial para os ouvintes amantes. Para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?
Dê livros de presente para as crianças.
Aprume aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


quinta-feira, janeiro 15, 2015

ANA PAULA TAVARES, CAMILLE PAGLIA, ELIZABETH HARROWER, BOURDIEU, REBECCA SCHAEFFER & ISAIAH BERLIN

 


A ÚLTIMA CENA DE REBECCA - Desde menina interessada em moda e artes cênicas, logo tornou modelo fotográfica e da passarela ainda na infância. Tornou-se uma linda adolescente e foi pra New York buscar oportunidades e se formou como atriz. O sucesso levou-a ao Japão estrelando capas de revistas, desfiles, campanhas publicitárias e comerciais na televisão. Ao regressar focou seu aperfeiçoamento na carreira de atriz, enquanto servia de garçonete para bancar seus estudos. Não demorou muito e lá estava ela na novela One life to live, depois os seriados My Sister Sam e Radio Days, a comédia Scenes from the Class Struggle in Beverly Hills, atuações em The End of Innocence, Voyage of Terror: The Achille Lauro Affair e Out of Time. Radiantemente linda, emergiram fãs apaixonados com insistentes pedidos de casamento, o que a fez parar de responder aos tantos convites. Uma estrela em ascensão, apaixonada pelas câmeras e passarelas, digna de louvores. Um dia estava em casa aguardando o envio de um roteiro, quando foi surpreendida por um tiro no peito, à queima roupa, provocando hemorragia e parada cardíaca. Era a paixão obsessiva de um fã, réu confesso. Assim se foi a bela e jovem Rebecca Lucile Schaeffer (1967-1989). Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Não podemos ter um mundo onde todos são vítimas. "Eu sou assim porque meu pai me fez assim. Eu sou assim porque meu marido me fez assim." Sim, somos de fato formados por traumas que acontecem conosco. Mas então você deve assumir o comando, você deve assumir, você é responsável. Carisma é a aura numinosa em torno de uma personalidade narcisista. Ela flui para fora de uma simplicidade ou unidade de ser e uma compostura e vitalidade controlada. Há acomodação graciosa, mas impessoalidade imponente. Carisma é o brilho produzido pela interação de elementos masculinos e femininos em uma personalidade talentosa. A mulher carismática tem uma força e severidade masculinas. O homem carismático tem uma beleza feminina fascinante. Ambos são quentes e frios, brilhando com amor próprio pré-sexual. Pensamento da escritora, professora e acadêmica Ph.D, ensaísta crítica social e de arte estadunidense, Camille Paglia. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O que é a vida? (1) História contada por um idiota cheio de som e fúria, sem significar nada. (2) Definição de dicionário em biologia (processo químico dentro de entidades orgânicas envolvendo metabolismo, etc.) (3) Sra. Woolf: “A vida é um halo luminoso, um invólucro semitransparente que nos envolve desde o início da consciência até o fim”. (4) Série de dados comportamentais reais e hipotéticos que diferem em certos aspectos atribuíveis dos dados que definem entidades mortas ou inanimadas. (5) Aquilo que o Senhor infundiu em Adão. Veja Gênesis 1.4 [sc. 2. 7]. Qual? Cãibra Mental... Só me sinto feliz quando sinto a solidariedade da maioria das pessoas que respeito e que estão comigo. Este país é sem dúvida o maior conjunto de seres humanos fundamentalmente benevolentes alguma vez reunidos, mas a ideia de ficar aqui continua a ser um pesadelo. Certamente nenhuma política é mais real do que a da vida académica, nenhum amor mais profundo, nenhum ódio mais ardente, nenhum princípio mais sagrado. Pensamento do filósofo letão Isaiah Berlin (1909-1997), que no seu livro The Crooked Timber of Humanity: Chapters in the History of Ideas (Princeton University Press, 2013), expressou: […] A liberdade e a igualdade estão entre os principais objetivos perseguidos pelos seres humanos ao longo de muitos séculos; mas a liberdade total para os lobos é a morte para os cordeiros, a liberdade total dos poderosos, dos talentosos, não é compatível com os direitos a uma existência decente dos fracos e dos menos talentosos [...]. No livro The Proper Study of Mankind (Farrar, Straus and Giroux, 2000) ele expressou que: […] A noção do todo perfeito, a solução final na qual todas as coisas boas coexistem, parece-me não apenas inatingível — isso é um truísmo — mas conceitualmente incoerente. .[...] Alguns entre os grandes bens não podem viver juntos. Essa é uma verdade conceitual. Estamos condenados a escolher, e cada escolha pode acarretar uma perda irreparável. [...] Já no livro The Hedgehog and the Fox: An Essay on Tolstoy's View of History (Princeton University Press, 2013), por fim expressa: […] A ciência não pode destruir a consciência da liberdade, sem a qual não há moralidade nem arte, mas pode refutá-la. [...]. Veja mais aqui.

 

O QUE FALAR QUER DIZER – [...] A língua legítima não tem o poder de garantir sua própria perpetuação no tempo nem o de definir sua extensão no espaço. Somente esta espécie de criação continuada que se opera em meio às lutas incessantes entre as diferentes autoridades envolvidas, no seio do campo de produção especializada, na concorrência pelo monopólio da imposição do modo de expressão legítima, pode assegurar a permanência da língua legítima e de seu valor, ou seja, do reconhecimento que lhe é conferido [...]. O que faz o poder das palavras e das palavras de ordem, poder de manter a ordem ou de a subverter, é a crença na legitimidade das palavras e daquele que as pronuncia, crença cuja produção não é da competência das palavras [...] Sustentar que a percepção do mundo social implica um ato de construção não implica, de modo algum, que se aceite uma teoria intelectualista do conhecimento: o que é essencial na experiência do mundo social e no trabalho de construção que ela comporta opera-se, na prática, aquém do nível da representação explícita e da expressão verbal [...] Trechos extraídos da obra A Economia das Trocas Linguísticas: O que Falar Quer Dizer (Perspectiva, 2007), do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

A TORRE DE VIGIA - [...] Mas o mundo, pobre mundo, estava tão sobrecarregado de inteligência quanto de estupidez, e em certo sentido (sem isso), eles não eram a mesma coisa? Oh, ele é inteligente, pensou Clare, mas quem é bom? Quem é bom? Quem é bom? [...] Você pode admirar a maneira como alguém enfrenta circunstâncias difíceis, mas não pode admirá-lo por causa delas. [...]. Trechos extraídos da obra The Watch Tower (Text, 2013), da escritora australiana Elizabeth Harrower (1928-2020), que na obra Down in the City (Text Classics, 2014), expressou que: [...] Por cinco dias a cidade murchou sob um céu duro, sufocando em uma temperatura que permaneceu fixa em meados dos anos 30. Mesmo à noite não havia alívio para o calor. Pijamas e camisolas grudavam pegajosamente na pele úmida. Figuras seminuas e autocompassivas se levantaram, exasperadas pela insônia, para tropeçar em quartos escuros em busca de um local mais fresco do que sua cama, esperando que, acidentalmente, pudessem acordar qualquer dorminhoco nojento que a casa contivesse. Água fria corria quente das torneiras, e as estradas se transformavam em alcatrão. [...] A cidade, para ela, significava alguns quarteirões específicos — os melhores quarteirões — dispostos juntos em um retângulo organizado, ligados por galerias e lojas de departamento; três ruas em uma direção, cortadas por quatro em ângulos retos, delimitadas no topo por jardins, fechadas na parte inferior e em cada extremidade. Três ou quatro vezes por semana, ela andava pelas ruas desses quarteirões, sentia o cheiro do café, das flores, do couro rico e caro, dos cosméticos. [...]. A ela é atribuida a frase: Se dois homens estivessem andando pela rua e um tijolo caísse em um, errando o outro, isso tornaria o ferido uma pessoa melhor?...

 

CINCO POEMAS - I – Meu corpo é um grande mapa muito antigo \ percorrido de desertos, tatuado de acidentes\ habitado por uma floresta inteira\ um coração plantado\ dentro de um jardim japonês\ regado por veias finas\ com um lugar vazio para a alma. II – Desossaste-me\ cuidadosamente\ inscrevendo-me\ no teu universo\ como uma ferida\ uma prótese perfeita\ maldita necessária\ conduziste todas as minhas veias\ para que desaguassem\ nas tuas\ sem remédio\ meio pulmão respira em ti\ o outro, que me lembre\ mal existe\ Hoje levantei-me cedo\ pintei de tacula e água fria\ o corpo aceso\ não bato a manteiga\ não ponho o cinto\ VOU\ para o sul saltar o cercado. CANTO DE NASCIMENTO - Aceso está o fogo\ prontas as mãos\ o dia parou a sua lenta marcha\ de mergulhar na noite.\ As mãos criam na água\ uma pele nova\ panos brancos\ uma panela a ferver\ mais a faca de cortar\ Uma dor fina\ a marcar os intervalos de tempo\ vinte cabaças deleite\ que o vento trabalha manteiga\ a lua pousada na pedra de afiar\ Uma mulher oferece à noite\ o silêncio aberto de um grito\ sem som nem gesto \ Capenas o silêncio aberto assim ao grito\ solto ao intervalo das lágrimas\ As velhas desfiam uma lenta memória\ que acende a noite de palavras\ depois aquecem as mãos de semear fogueiras\ Uma mulher arde\ no fogo de uma dor fria\ igual a todas as dores\ maior que todas as dores.\ Esta mulher arde\ no meio da noite perdida\ colhendo o rio\ enquanto as crianças dormem\ seus pequenos sonhos de leite. A ANONA - Tem mil e quarenta e cinco\ Caroços\ Cada um com uma circunferência\ À volta\ Agrupam-se todos\ (arrumadinha)\ No pequeno útero verde\ Da casca. AMARGOS COMO OS FRUTOS - Amado, por que voltas\ com a morte nos olhos\ e sem sandálias\ como se um outro te habitasse\ num tempo\ para além\ do tempo todo\ Amado, onde perdeste tua língua de metal\ a dos sinais e do provérbio\ com o meu nome inscrito\ Onde deixaste a tua voz\ macia de capim e veludo\ semeada de estrelas\ Amado, meu amado,\ o que regressou de ti\ é a tua sombra\ dividida ao meio\ é um antes de ti\ as falas amargas\ como os frutos. Poemas da poeta e historiadora angolana Ana Paula Ribeiro Tavares.

 

SACADOUTRAS

 

UM SONHO ABATIDO À BALA – O pastor evangélico, ativista político e líder dos direitos humanos norte-americanos Martin Luther King Jr (1929-1968) que lutou em defesa dos direitos sociais para os negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo. A sua voz e ação era em defesa da luta pacífica, baseada no amor ao próximo, como forma de construir um mundo melhor, baseado na igualdade de direitos sociais e econômicos. Repetia com veemência que “Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio”. E que: “Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa”. Em seu discurso, Eu tive um sonho (I have a Dream), ele vociferou: [...] Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado [...]. King recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 14 de outubro de 1964, por sua luta no combate à desigualdade racial através da não violência. Incluiu a seguir na sua pauta de reivindicação a pobreza e a Guerra do Vietnã, passando a ser odiado por segregacionistas do sul, culminando com o assassinato no dia 4 de abril de 1968, em Menphis, no Tennessee. Veja mais aqui e aqui. 

Imagem: Montanas, 1940, da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005). Veja mais aqui.

Ouvindo: Dança das cabeças, álbum de 1977 de Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A PERSISTÊNCIA DE VENCER – A brasileira descendente de imigrantes alemães, Maria Emma Hulga Lenk Zigler (1915-2007), mais conhecida como Maria Lenk. foi a principal nadadora brasileira que estabeleceu um recorde mundial, deu ao Flamengo diversos títulos importantes e foi a única mulher a ser introduzida no Swimming Hall of Fame, em Fort Lauderdale, Flórida. Por sua garra e determinação, enfrentando todas as dificuldades e reveses, ela perseguiu seus sonhos para realizar-se como importante atleta. Ela é mais a ser incluída nas homenagens da campanha Todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui e aqui.

A DAMA DAS CAMÉLIAS – A cortesã francesa Marie Duplessis, pseudônimo adotado por Rose Alphosine Plessis (1824-1947), foi a inspiradora da personagem Maguerite Gautier, do romance A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, aquela que na vida real não deixou de ter amantes. Nascida na pobreza, começou a trabalhar muito jovem, tornando-se aos quinze anos amante de um rico comerciante. Possuía uma beleza radiante e fora do comum, tornando-se, por isso, a cortesã mais cara de Paris aos dezesseis anos de idade. Aos vinte anos de idade, conheceu o escritor e se apaixonaram, tornando-se amante. Tempos depois romperam porque o escritor alegou: não sou rico para amá-la como gostaria e nem pobre para ser amado da forma que ela desejava. Tornou-se depois amante do compositor Franz Liszt. Ela, então, aos vinte e dois anos, foi para Londres e casou-se com o Conde Edouard de Perregaux que logo se desfez, fazendo-a volta tuberculosa para a vida mundana em Paris, até morrer arruinada aos vinte e três anos de idade. Um ano depois de sua morte, o escritor faz a sua homenagem escrevendo o seu livro que se tornou um clássico da dramaturgia mundial, apresentado no cinema, no teatro e na ópera. Tem-se o registro que o compositor Giuseppe Verdi inspirou-se na história para criar a sua La Traviata. No cinema foi denominado originalmente de Camile, filmado em 1936, sendo no Brasil denominado A dama das camélias, dirigido por George Cukor e estrelado por Greta Garbo e Robert Taylor. Veja mais aqui, aqui e aqui.


Veja mais sobre:
O pensamento de Erich Fromm aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
A poesia de Cruz e Souza aqui, aqui e aqui.
Amém e amem, Naná Vasconcelos & Lucélia D’ Roquet aqui.
O coração de Iaravi, Manifesto Appellatio, Edgar Degas, Ewa Kienko Gawlik & J. Lanzellotti aqui.
Stéphane Mallarmé, John Updike, César Guerra-Peixe, Luc Besson, Frank Frazetta, Ingrid Koudela, Scarlett Johansson & Brincarte do Nitolino aqui.
Pesquisa & Cia, Fernando Sabino, Eliane Elias, Marcelo Gleiser, Minna Canth, Juno/Hera, Bigas Luna, Alonso Cano & Francesca Neri aqui.
Papa Highirte de Oduvaldo Vianna Filho aqui.
Alexander Scriabin, Cássia Kiss, Denise Georg, Gustave Doré, Mr. Bean, Zé Edu Camargo, Gabi Alves, Márcia Poesia de Sá & Programa Tataritaritatá aqui.
A arte de Darel Valença Lins, A árvore do conhecimento de Humberto Maturana & Francisco Varela, A terra oca de Raymond Bernard, Luiz Melodia & Lady Francisco aqui.
Holística, Claude Debussy & Laurindo Almeida, Carl Rogers, Emily Greene Balch & Pierre Bonnard aqui.
Cassandra, Horácio, Christa Wolf, Woody Allen, Cassandra Wilson, Milena Moraes. Cassandra Peterson, Doro & Fidelia Cassandra aqui.
Sou da terra alma Caeté, a lenda indígena do Sol & Lua Ofaié de Darcy Ribeiro, Yasushi Akutagawa, Kent Williams & Renate Dartois aqui.
Dos desmantelos que deixam qualquer um de cangalha pro ar, John Ross Macduff, Salvador Dali, Stan Getz & Despina Stokou aqui.
A dança tangará festeja a pletora do amor, Robert Gibson, Kleiton & Kledir, Lenda do Itararé & Luciah Lopez aqui.
No reino do Fecamepa nada pode dar certo, Betty Friedan, Celia Mara, Peter Klashorst & OsGêmeos aqui.
Como as coisas são e como podem ser, Lou Andreas-Salomé, Enrica Cavallo, Antoni Tàpies & Misty Copeland aqui.
Marquinhos Cabral, Sandra Fayad, Paulo Profeta, Gisele Lemos/Diana Balis, Carlos Gildemar Pontes, Rita Shimada Coelho, Luís Inácio Araújo & Helena Cristina Buarque aqui.
Wilson Monteiro & Cantarolando pé-de-serra, Legislação & Ambiental Virtual, Acidentes de Trânsito & Psicologia da Saúde aqui.
Zé Linaldo & a pernambucanidade renovada, Apropriação indébita previdenciária, Abuso Sexual, Psicologia & Sociologia aqui.
A Educação Superior aqui.
Os crimes de sonegação aqui.
Entrevista com uma estudante de Cacoal-Rondônia aqui.
Aprumando a conversa que o negócio não está pra brincadeira, João Guimarães Rosa, Poetas dos Palmares, Vera Indignada & Ascenso Ferreira, Antuerpio Pettersen Filho, Fecamepa & Vapapu aqui.
As trelas do Doro: no fuzuê da munheca aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Ísis Nefelibata
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.




RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...