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sábado, setembro 24, 2022

MARTIN AMIS, PHYLLIS A. WHITNEY, ROSANA PALAZYAN & PAULA BERINSON

 

 Ao som dos álbuns Violão Popular Brasileiro Contemporâneo (1985), Camerístico (2007), Original (2002) e Dois Destinos (2016), do violonista, arranjador e compositor Marco Pereira.

 

TRÍPTICO DQP: - Vida de sonheiro... - Amanheceu e a maravilha de viver cheia nos olhos e coração. Uma comemoração alheia e descabida atravessou a noite alfinetando minha madorna assaltada pela madrugada afora: era como a assombração de inimigo insone ao arrebol, com o eco da balbúrdia dos alto-falantes. Na verdade mais parecia a festa do obituário na fúria de nauseantes desumanos engrossando o alarido farsante dos fetiches na festa da derrocada e do patético. A cidade não era outra senão a vista por Adorno: ...reproduz a fachada na tarefa de enganar. O engodo iminente saltitava a revelar pistas falsas na hora suspensa: alarmes latentes na paisagem nublada. Já não tenho tanta certeza de nada, aliás, nunca tive de mesmo. Escapei por pouco e vivo porque sorvi as três mil hóstias n’O Lugar do Sonho de Rosana Palazyan: Na arte, era um perigo de exclusão e não aceitação. Mas insisti e resisti. Nunca esquecida, hoje cada vez mais essa memória reacende, a cada notícia de vitimas. Não dá pra viver na cidade linda que amo tanto e que nunca abandonei, sem fazer nada... Eu acredito no amor, como forma de cura e resistência... Esses os nossos sentimentos, muito embora intramuros tudo seja tão crucial quanto pungente: uma vaguidade empalidecente ornada de prudência e covardia. Já perdi minha certidão de nascimento, quem disse que seria agora ou para hoje: o passado tem o gosto das coisas perdidas. Não estremeci, nem estou morto. Eu escrevo enquanto ouço de Martin Amis: Escrever é um ato de liberdade. Sim, a minha vida de sonheiro: o esperançar é maior que o deserto do real...

 


De passadas e tropeços... - Imagem: Cabeças & Boca do Inferno (Galeria Vermelho/Bienal de São Paulo, 2021), da pintora, escultora, artista visual, desenhista, gravadora, professora e artista multimídia Carmela Gross. - Falta pouco, espero. Está tão irrespirável nas tardes de todos os dias noite adentro por dilúculos sombrios. Mas sei, falta muito pouco, tomara. Todavia, as circunstâncias arranham a pele com o tempo obnubilado. Não fosse a surpresa eu teria talvez sucumbido ao desengano. Apareceu-me Beatrice – não apenas a perseguida amada de Dante, e que antes já estivera no altar sagrado como serva de Afrodite para se entregar ao primeiro que aparecesse com moeda em troca. E que depois se passara por Cenci para assombrar Paris e o mundo todas as noites de 11 de setembro. E que depois de musa se tornara renascente Filha da Dor pelos séculos pretéritos e crástinos. Com seu jeito aconchegante de recém-chegada, ela me contou de quando foi Rūpiikā do Kathāsaritsāgara e do quanto sofrera por ontens de repetidas cenas milenares. E mais dissera do sonho recorrente da infância de se ver leitora pras crianças e aflitos, e escrever poesias no seu diário interminável, e vestir-se para o domingo como uma moça qualquer da vizinhança e não pudera jamais, nem agora que nada mais a atemorizava. Mais disse entre fumaças e goles, soluços e revelações. Mais que sonolenta levantou-se, apagou a luz, despiu-se para deitar e, pela luz lunar dos seus olhos fechados, expôs o torso colossal da Freira de Monza, para me recitar os últimos versos do Poema Limpo de Paula Berinson: ... Vomito as almas dos meus filhos / e os devolvo à trincheira / do nada materno. Silenciou aninhand0-se ao meu lado e esforçando-se por esconder as lágrimas que se precipitavam na cachoeira do peito. Eu sentia e afagava seus braços suaves. Enfim aquietou-se para que minhas mãos solidárias acariciassem suas faces sedosas, quando enfim me acomodou nela para o nosso solidário adormecimento. Era onírico demais para ser verdade. Duvidei até do que sou. Só sei que ao despertar o canto mais limpo, ela se fora e a sensação das trevas cobriu-me as direções como se não mais tivesse bússola nem para onde ir, como o que se fez de espera nos desencontros tácitos pelas saídas de emergência.

 


Outro tempo inexistente... - Imagem: Jardim dos Pássaros, da série A noite, no quarto de cima, O cruzeiro do sul, lat. Sul 23 32 36, long. W. Gr. 46 37 59, 1973 – 2010: Revisão (Livraria e Galeria Seta), do pintor, gravador e desenhista Evandro Carlos Jardim. – As horas passavam e tive a sensação de que tudo se parecia tão urgente quanto o que calei fundo indesejavelmente. E tudo de mim fosse levado pela ponta do improvável não sei para onde, na previsão do amorável se esgarçando na ponta dos dedos - mesmo que meu coração insistisse entre todas as possibilidades de comunhão e harmonia. Estava tão absorvido pela confusão que nem percebi o seu retorno inesperado. Novamente chegara e me fitou assustada como se tivesse acometida pela Síndrome de Stendhal, desmaiando voluptuosamente em seguida. Tentei socorrê-la, mesmo que me visse incapaz da sobrevida desejada. Tentei reanimá-la sem saber nem como, mãos à cabeça e agora, o que fazer sumindo das ideias. Felizmente ela deu sinal de vida ao se mexer timidamente. Fiz o que pude para que se sentisse confortável para completo restabelecimento. Aos poucos foi retomando os sentidos e quase refeita fitou-me lindamente. Tentou dizer-me algo e ousou como se fosse Eleanor Catton esforçando-se ao máximo: Experimentar a beleza natural sublime é enfrentar a total inadequação da linguagem para descrever o que você vê. Palavras não podem transmitir a escala de uma vista que é tão impressionante que é sentida. Tentei melhor ampará-la e não pude esconder o regozijo com o que dissera ali. Sabia-me Golem e lhe recitei o Autorretrato de Bandeira assim, todinho de cor, em retribuição. Se o que vale é o teor dos sentidos na horagá, fiz-me solícito e firmei o que mais adequado haveria de ser feito: sentir suas pulsações e reter ao máximo o prazer de tê-la o mais próximo que pudesse enquanto possível. Até mais ver.



 
Ler sempre foi minha tábua de salvação – uma fuga para aquele mundo imaginário onde as mágoas eram fictícias e os finais felizes...

Pensamento da escritora estadunidense Phyllis A. Whitney (1903-2008). Veja mais Educação & Livroterapia aqui e aqui.

 



terça-feira, julho 18, 2017

AFRODITE, STRAVINSKY, DRUCKER, RIPPER, MARIA JOÃO, MARTHA ANGERICH & APRENDER A APRENDER

A JACA & A BOTIJA - Aquela jaqueira florida infincada na calçada duma esquina, nunca chamara tanto atenção. Servira sempre apenas para roubos furtivos de necessitados, mesmo sob protesto dos moradores da vizinhança que se achavam donos dela, combatendo sob vigilância rigorosa e armada hostil contra quem se arvorasse atacá-la. Um dia lá não lembro quando, apareceu um fruto de grandes proporções, arregalando olhos e arrepiando noticiários locais e nacionais, até prospectar todo tipo de estudiosos, fanáticos e religiosos advenos, todos voltados para santificá-la e torná-la patrimônio da humanidade. Acontece que ao aboticar as vistas com aquela aberração, Tomé foi acometido duma paralisia de ficar de queijo caído e escorrendo baba pela boca de lavar o peito, guardados, pés, chão abaixo, formando poças imensas. Logo ele apreciador de prediletos bagos de jacas inchadas, fosse dura, mole, até da manteiga trazida doutras localidades. Por dias ele ali, até sair do embotamento depois duma paralisia demorada de passar dias sem comer nem beber, muito menos dormir, com aquela maravilha crescendo no juízo, dele ficar obcecado, sem conseguir desgrudar todos os sentidos daquilo que seria o maior de todos os prêmios de sua conquista. Antes dessa morbidez que o acometera, dizia ele nunca ter tido problemas intestinais, nem tosse alguma, afora ter sempre uma tesão infalível de garanhão priápico, justo por ser costumeiro comedor da Artocarpus integrifolia L, da família Moraceae, que, segundo ele, exímio atrepador de vencer mais de vinte e cinco metros na busca pelo alimento predileto, como inventor de lendas as mais cabeludas a respeito de suas propriedades medicinais. Ao tentar se aproximar para furtá-la, grande era a sua fome, logo se deparou com políticos, padres, pastores, gurus, fiéis, beatos e curiosos que santificavam aquela extravagância, privando sua captura e o seu pronto abastecimento. Dias indômitos armando estratagemas em complicados planos para tomá-la pra si, perseguindo inarredável por um momento propício, sempre nada exitosa por não saírem de perto um mínimo centímetro da maior vigiada, pra que o fruto agora sagrado não fosse surrupiado por mãos inescrupulosas. Passaram-se mais dias e lá inexoráveis permaneciam romeiros vindos de todas as partes do país para confirmar aquele inusitado acontecimento, chegando-se ao ponto de boatos sobre curas e milagres obrados só por estar na presença ou mesmo ao tocá-la, o que era absolutamente proibido, mas recalcitrantes conseguiam mediante descuido da tropa protetora. Bastava fazer menção de tocar aquele símbolo sacrossanto da natureza, novos anúncios de salvações curativas alardeavam por todo canto. Uma semana já se passara e nada dele conseguir seu intento, quinze dias, um mês e ele lá, sem comer, beber ou dormir, já enlouquecendo com a jaca crescendo ainda mais no seu quengo. Certa feita, ele se aproveitou de uma cerimônia em que a multidão ajoelhou-se de olhos fechados num louvor de gratidão aos céus por tão maravilhoso espetáculo, ele zarpou, pegou a dita pesadíssima de quase nem conseguir arrastá-la, saiu embolando ladeira abaixo, até sumir de ninguém saber como se dera o sumiço nem o paradeiro. Um escândalo de convocar todas as forças armadas e especiais numa comitiva perseguidora no encalço do desplante. Com o sumiço logo caiu uma chuva com raios e trovões nunca vistos, a terra começou a tremer, as águas invadiram as ruas, o tempo parou, as coisas perderam sentido e tudo poderia acontecer a qualquer momento, sinais estes identificados como efeitos da ignomínia praticada. Escapando da perseguição, Tomé se escondeu no sótão duma casa amaldiçoada que ninguém se atreveria a se aproximar, imobilizado para não denunciar que estava ali, nem ousou rasgar a jaca e comê-la, não, manteve-se quieto, torando aço para nenhuma alma de outro nem ser vivente de nariz intrometido aparecessem ali. De madrugada quando todos já roncavam o cansaço da marcha, morrendo de fome e com a baba escorrendo pelo peitoril, ele armou-se um facão e tascou na jaca. Desferido golpe restou inútil, o que o fez catar uma foice e com repetidos golpes de tantas foiçadas, e como estava no meio da maior escuridão, findou decepando o polegar e o indicador da mão esquerda, três dedos de cada pé que serviam de apara para maior forçada, afora talhos nos braços de quase perder uma orelha e o bico do nariz, enfim, depois de muitas tentativas na casca dura, conseguiu fissurá-la e abri-la, qual não foi seu espanto ao constatar que ao invés de bagos, dentro dela havia moedas e ouro. Oxe! Num acredito! Quanto mais esquartejava a jaca, mais ouro e moedas apareciam. Não era uma jaca, era uma botija. Danou-se! Ele não queria ouro nem riqueza, queria bagos pra comer. De que serviriam moedas e barras de ouro se estava faminto. Não podia sair pela cidade com moedas estranhas nem oferecendo barras de ouro, assim do nada, logo desconfiariam e ele findaria preso por escamotear um pretenso patrimônio histórico. Mesmo assim ele mordeu as moedas e as barras, chega doer os dentes pelo esforço de tentar comê-las, perdeu alguns deles com as mordidas, findando quase banguelo. De nada serviam, não havia como matar sua fome. Ele se agoniava, debatia-se, reclamava da vida até cair duro de sono e faminto. Uns seis meses depois de buscas por todos os cafundós da redondeza, lembraram que faltava o palacete assombrado. Foram lá e sentiram logo cheiro de jaca no ar. Reviraram tudo, até encontrar no sótão, tanto a jaca como Tomé, completamente desfigurados. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

SOCIEDADE PÓS-CAPITALISTA DE DRUCKER
[...] A “literacia” significava tradicionalmente o conhecimento do conteído de determinados temas, por exemplo, efetuar multiplicações ou possuir um pouco de conhecimento da história da América. Mas a sociedade do conhecimento (pós-capitalista) necessita de conhecimento processual – algo que as escolas raramente tentaram ensinar. Na sociedade do conhecimento, as pessoas têm de aprender a aprender. [...].
Trecho extraído da obra A sociedade pós-capítalista (Pioneira, 1999), do economista, professor, escritor e consultor austríaco Peter Drucker (1909-2005), abordando historicamente sobre a sociedade capitalista, política e conhecimento, sob a perspectiva do capital, da terra e do trabalho na sociedade atual que exige a mudança de paradigma e de mentalidade diante das novas realidades econômicas e sociais. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Não era pra ser, nem foi, Entre a vida e a morte de Nathalie Sarraute, a música de Galina Ustvolskaya, Aquarium World de Takashi Amano, o ativismo de Emmeline Parnkhurst, Zakarella de Carlos Alberto Santos, a pintura de Paul-Émile Chabas & as gravuras de ean-Frédéric Maximilien de Waldeck aqui.

E mais:
Trova & Trovadorismo aqui.
A literatura de João Ubaldo Ribeiro aqui & aqui.
Quase meio dia, A estrutura das revoluções científicas de Thomas Kuhn, Não morra antes de morrer de Yevgeny Yevtushenko, Os amores amarelos de Tristan Corbière, A consciência da mulher de Leilah Assumpção, a música de Debussy & Sandrine Piau, o cinema de Eric Rohmer & Françoise Fabian, a pintura de Hyacinthe Rigaud & Vittorio Polidori, a fotografia de Dian Hanson & Eric Kroll aqui.
A poesia de Yevgeny Yevtushenko, a Psicanálise de Freud, o teatro de Leilah Assumpção, a pintura de Hyacinthe Rigaud, a música de Rachmaninoff & Segueira Costa, Ailson Campos & muito mais aqui.
Zé Ripe entre amigos & pé de serra aqui.
Dia Branco & outras dicas Tataritaritatá aqui.
O trabalho do antropólogo de Roberto Cardoso de Oliveira, Monções de Sérgio Buarque de Holanda, a poesia de música de Carlos Gomes, O poeta dramático de Karl Georg Büchner, o cinema de Alfred E. Green & Carmen Miranda, a arte de William Orpen, a pintura de Ivan Gregorewitch Olinsky & Charles-Antoine Coypel aqui.
Sorria, Canto geral de Pablo Neruda, A desobediência civil de Henry Thoreau, O feijão & o sonho de Orígenes Lessa, A revolução na América do Sul de Marcelo Soares música de Sebastião Tapajós, a pintura de Amedeo Modigliani, Monteiro Lobato & Brincarte do Nitolino aqui.
A crise na América Latina de Emir Sader, No colo do pai de Hanif Kureishi, Viagem nas primeiras horas de Wole Soyinka, Técnica teatral de Erwin Piscator, a música de Stelvio Massi & Joan Collins, a gravura de Václav Hollar, a pintura de Carl Kricheldorf & Isaac Lazarus Israels aqui.
O direito à informação e qual informação, A formação social da mente de Lev Vygotsky, O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, a poesia de Manuel Bandeira, a pintura de Vincent van Gogh & a música de Gonzaguinha aqui.
As funduras profundas do coração de uma mulher, A arte de amar de Erich Fromm, A poesia de Paul Verlaine, Cem poemas de amor de Ledo Ivo, a música de Debussy & Isao Tomita, Lula Queiroga, a pintura de Cornelia Schleime & Fabius Lorenzi aqui.
Mãe é mãe & deus proteja a minha, a sua, a nossa & o da mãe-joana & e das mães (do guarda, do juiz de futebol e dos políticos) que são coitadas, Inteligência emocional de John Gottman, a literatura de Máximo Gorki, a poesia de Jorge Tufic, a música de Caetano Veloso, a pintura de Lena Gal & Gustav Klimt, Travesuras de mãe de Denise Fraga & a arte de Luciah Lopez aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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APRENDER A APRENDER
[...] Enquanto a memorização permanece a forma dominante de aprendizagem em muitas salas de aula e instituições corporativas, há um reconhecimento crescente de que a finalidade central da educação deve ser valorizar as pessoas no sentido de se encarregarem elas próprias da construção do significado das experiências que vivem. [...] As ramificações que advêm do aprender a compreender a natureza do conhecimento e a natureza da aprendizagem significativa, não só valorizam o indivíduo tornando-o mais eficiente na aquisição e produção do conhecimento, mas também contribuem para a sua autoestima e sentido de controle sobre a própria vida. Os tempos atuais são tempos revolucionários, e ajudar as pessoas a aprender a aprender é uma ideia que se impõe.
Trecho introdutório da obra Aprender a aprender (Platano, 1997), dos professores do Departamento de Educação da Cornell University, Joseph D. Novak e D. Bob Gowin. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971): Rite orf Spring & Symphonis of Winds; da pianista portuguesa naturalizada brasileira, Maria João Pires: Concerto para piano nº 17 de Mozart & Sonata nº 32, op. 111, de Beethoven; do compositor, professor e regente João Guilherme Ripper: Canntiga e Desafio & Jogos Sinfônicos; e da pianista argentina Martha Angerich: Concerto nº 1 in E minor, op. 11, de Chopin & Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Para conferir é só ligar o som e curtir.

COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY
O filme Coco Chanel & Igor Stravinsky (2009), dirigido por Jan Kouten, conta a história do envolvimento entre a estilista francesa Gabrielle Coco Chanel (1883-1971) e o  compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971), ela devotada a seu trabalho e apaixonada pelo charmoso e bem sucedido Arthur Boy Capel, comparece ao Théâtre des Champs-Élysées, onde Stravisnky mostra pela primeira vez o seu terceiro bailado "A Sagração da Primavera". Ela se encanta pela música, mas o público vaia a obra considerando-a revolucionária e moderna demais para seu tempo não deixando sequer a obra terminar e originando uma sessão de pancadaria geral. Sete anos mais tarde, Coco e Igor se reencontram em situações opostas. Ela agora é uma estilista famosa, rica e respeitada, e vive a dor da morte de Boy, enquanto ele vive em exílio na França após a Revolução Russa. A atração entre os dois é imediata e ela o convida para se hospedar em sua casa de campo para compor; ele aceita e muda-se com a mulher e filhos. Um intenso romance então se inicia entre os dois artistas na fase mais criativa de suas carreiras. O destaque fica por conta da atuação da atriz francesa Anna Mouglalis. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CULTO À DEUSA AFRODITE
Esculturas representando a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na antiga religião grega, Afrodite, responsável pela perpetuação da vida, prazer e alegria. Influenciado pelos cultos da fenícia Astarte e da acádia Ishtar, ambas deusas do amor, o seu culto foi importado da Ásia para a Grécia Antiga. Na era romana ela passou a ser denominada de deusa Vênus. Veja mais aquiaqui, aqui e aqui.

segunda-feira, abril 06, 2015

SUELY ROLNIK, ELIZABETH BLACKBURN, BETTE MIDLER, CACILDA BECKER & AFRODITE

 


O SÁBIO SORRISO DE SUELY ROLNIK – Pela primeira vez o seu sorriso apaixonante, inadvertidamente tornei-me sapiossexual na hora! Tinha eu lá meus 20 e poucos anos e, diante daquela bela mulher recém-chegada da França, onde se exilara por conta da perseguição sofrida durante a horrenda ditadura militar, inevitavelmente me senti como o garoto apaixonado pela professora da escola primária. As mesmas sensações. Avidamente, dela bebi toda sapiência filosófica e psicanalítica, seus escritos, suas curadorias, suas críticas de arte e cultura, sua atuação no campo da arte contemporânea criando o Arquivo para uma obra-acontecimento com as proposições de Lygia Clark e a caixa dos filmes de entrevistas. E, sempre que podia, não perdia por nada suas exibições no Núcleo de Estudos da Subjetividade. Essa linda professora havia trabalhado na Clínica Experimental com Guattari – com quem publicou Micropolítica: Cartografias do desejo -, e que estudou com Deleuze, Foucault, Clastres e Barthes. Estava atento a tudo que ela fizesse. Quando ela foi embora para a Espanha, lecionar no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, bateu-me a inquietação. Aí corria as vistas pelas publicações da Documenta e da Manifesta, bem como pelo Manifeste Anthropophage / Anthropophagie Zombie , Archivmanie, Cartografia Sentimental: Transformações contemporâneas do desejo e das Esferas da insurreição: notas para uma vida não cafetinada. Lia e prestigiava tudo que tivesse sua rubrica, imperdível. Mantenho-me atento e aguardo ansioso seu retorno para folgar de emoção e matar as saudades desta grande mulher presencialmente. Veja mais abaixo e mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS – Eu fiz um pacto comigo mesma há muito tempo: nunca veja nada mais estúpido do que você. Isso me ajudou muito. Aprecie para sempre o que te faz único, porque você é realmente um bocejo se for. Se pudesse receber um desejo, eu brilharia no teu olho como uma joia. Depois de trinta, um corpo tem uma mente própria. Eu me sinto um milhão esta noite - mas um de cada vez. Pensamento da cantora, atriz, roteirista e comediante estadunidense Bette Midler. Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Os genes carregam a arma e o ambiente puxa o gatilho. O envelhecimento envolve muitas coisas diferentes, e a capacidade das células de se autorrenovar faz parte do processo, mas não é tudo. Às vezes, a biologia revela seus princípios fundamentais por meio do que pode parecer, a princípio, misterioso e bizarro. Eu apenas promovi ativamente o que sempre esperamos que seja boa ciência. Pensamento da bióloga australiana Elizabeth Blackburn, Prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina de 2009.

 

UMA COISA QUE EU DISSE - A arte se realiza com o leitor (plateia) que a identifica e por sua experiência - que é única - transcende. O artista indaga; o leitor a identifica, interage e responde. Assim a arte se torna verdadeiramente arte. Por consequência, assim mesmo a arte se define e cumpre a sua função. (LAM).

 

A GEOPOLITICA DO PROXENITISMO - [...] a mesma singularidade que deu tanta força aos movimentos contraculturais no Brasil tendeu também a agravar a clonagem desses movimentos levada a cabo pelo neoliberalismo. O savoir-faire antropofágico dos brasileiros dá-lhes uma facilidade especial de adaptação aos novos tempos. As elites e as classes médias do país estão absolutamente deslumbradas por serem tão contemporâneas, tão atualizadas no cenário internacional das novas subjetividades pós-identitárias, tão bem equipadas para viver essa flexibilidade pós-fordista (que, por exemplo, as torna campeãs internacionais da publicidade e as posiciona em posições elevadas no ranking mundial das estratégias de mídia). Mas esta é apenas a forma tomada pelo abandono voluptuoso e alienado ao regime neoliberal na sua versão local brasileira, tornando os seus habitantes, especialmente os citadinos, em verdadeiros zumbis antropofágicos. [...] Foram cinco séculos de experiência antropofágica, e quase um de reflexão sobre ela, desde o momento em que os modernistas a circunscreveram criticamente e a tornaram consciente. Neste contexto, o savoir-faire antropofágico dos brasileiros – especialmente como foi atualizado nas décadas de 1960-70 – ainda pode ser útil hoje, mas não para garantir seu acesso aos paraísos imaginários do capital; pelo contrário, para ajudá-los a problematizar a confusão vergonhosa entre as duas políticas de subjetividade flexível e a separar o trigo do joio, essencialmente com base no lugar ou não-lugar que é atribuído ao outro. Este conhecimento ofereceria as condições para uma participação fértil no debate que se reúne internacionalmente em torno da problematização de um regime que agora se tornou hegemônico, e também na invenção de estratégias de êxodo para fora do campo imaginário cujas origens estão em seu mito mortal. A arte tem uma vocação especial para realizar tal tarefa, na medida em que, ao trazer as mutações da sensibilidade para o reino do visível e do dizível, pode desvendar a cartografia do presente, libertando a vida em seus pontos de interrupção e liberando seu poder de germinação – uma tarefa totalmente distinta e irredutível ao ativismo macropolítico. Este último se relaciona com a realidade do ponto de vista da representação, denunciando os conflitos inerentes à distribuição de lugares estabelecida na cartografia reinante (conflitos de classe, raça, gênero etc.) e lutando por uma configuração mais justa. São dois olhares distintos e complementares sobre a realidade, correspondendo a dois diferentes potenciais de intervenção, ambos participando a seu modo na formação de seu destino. No entanto, problematizar a confusão entre as duas políticas de subjetividade flexível para intervir efetivamente nesse campo e contribuir para quebrar o feitiço da sedução que sustenta o poder do neoliberalismo no próprio cerne de sua política do desejo, implica necessariamente tratar a doença que surgiu da infeliz confluência, no Brasil, dos três fatores históricos que exerceram um efeito negativo sobre a imaginação criadora: a violência traumática da ditadura, o proxenetismo do neoliberalismo e a ativação de uma antropofagia de base. Essa confluência claramente exacerbou o rebaixamento da capacidade crítica e a identificação servil com o novo regime. [...]. Trechos extraídos do ensaio A geopolítica do proxenetismo (Transversal, 2006), da filósofa, escritora, psicanalista e professora Suely Rolnik, autora do ensaio A memória contagiosa do corpo: O retorno de Lygia Clark ao museu (Transversal, 2007), no qual ela expressa: [...] A força poética é uma das vozes na polifonia paradoxal através da qual se delineiam os devires heterogêneos e imprevisíveis da vida pública. Esses devires se reinventam continuamente para libertar a vida dos impasses que se acumulam nas zonas infecciosas onde o presente se torna insuportável. Os artistas têm um ouvido apurado para os sons inarticulados que nos chegam do indizível, nos pontos onde a cartografia dominante se desfaz. Sua poesia é a encarnação de tais sons, que então podem ser ouvidos entre nós. [...]. Veja mais aqui e aqui.

 

O LADO FATAL – No livro Lado fatal (Record, 2011) da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft, encontrei dois entre os belíssimos poemas da obra. O primeiro deles o III: Aquele de quem hoje falam e escrevem / (ou aos poucos vão-se esquecendo) / é muito menos do que este, deitado em meu coração, / meu amante e meu menino ainda. E também o XIV: Estranha a vida: / fico tangendo meus dias / como um rebanho de ovelhas desordenadas / nessa triste e fria cidade de Porto Alegre / onde ele gostava de estar / olhando o pôr-do-sol e vendo amigos. / "Morrer é tomar um porre de não-desejo" / dizia o meu amado, que era um homem desejoso: / desejava a vida, desejava a morte, desejava / [a justiça, desejava a eternidade e a paz. / Estranha a vida: / quando releio uma frase sua, / "viver é modular a morte", / em sangue e dor preparo a minha ida. / Estranho também esse amor, / com hora marcada para a mutilação / da morte, o minuto acertado, / e o fim consultando o relógio / para nos golpear. / Estranho esse amor de agora, / com meu amado atrás de um espelho baço / onde às vezes penso divisar seu vulto / como num aquário. / Enrolado em silêncio, / mais que nunca o meu amor comanda a minha vida. Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

Imagem sem título da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005). Veja mais aqui, aquiaqui.

Ouvindo o álbum Glad Rag Dol (Verve, 2012) da cantora e pianista canadense de jazz Diana Krall. Veja mais aqui, aqui & aqui.

AFRODITE: O JULGAMENTO DE PÁRIS – Imagem: Julgamento de Páris – Afrodite acompanhada de Eros, Atena e Hera (1904), do pintor espanhol Enrique Simonet (1866-1927) - Afrodite é a deusa grega do amor, da beleza e da sexualidade, contando ainda com atributos como a da fertilizada, do prazer e da alegria. Em Roma ela é representada pela deusa Vênus, além de receber outros nomes como Cytherea ou Cypris na atinguidade. O Julgamento de Páris, conforme relatos da Ilíada de Homero e Heróides de Ovídio, é o prelúdio da Guerra de Troia, é um mito que surgiu no sec. VII aC., descrito por Pausânias, indicando o aparecimento inesperado da deusa da discórdia Eris, com uma maçã de ouro do Jardim das Hespérides, desafiando a mais bela. Tal fato gerou um requerimento de Afrodite, Atena e Hera a Zeus para julgar qual delas era a mais merecedora da tal maçã. Zeus, por sua vez, livrando-se de tal empreitada, repassa para o pastor-príncipe mortal de Troia, Páris para fazê-lo. Assim foi, sobre o Monte Ida, ele começou a inspeção quando cada uma usa seus poderes para suborná-lo. Entre as ofertas, Páris aceita o presente de Afrodite: desposar Helena de Esparta, esposa do rei grego Menelau e este, por sua, condecora a deusa com a maçã. Tal fato proporciona a revolta dos gregos e de Hera, dando inicio às expedições que redundam na Guerra de Troia. Veja mais sobre Afrodite & suas servas aqui, aquiaqui, aqui, aqui e aqui.


OS FATOS E O INSETO DE MAGNÓLIA – O premiado livro Magnólia: 100 fatos e um voo de inseto (Bertrand Brasil, 2005 – Prêmio Jabuti de 2006) da filósofa, escritora, professora universitária e artista plástica gaúcha Marcia Tiburi, é o primeiro volume da Trilogia Íntima da autora, do qual destaco o trecho Escuridão: Podemos empilhar o mundo no chão e tirar-lhe o pó de anos. Ora, não podemos saber se o pó é de anos, semanas, dias; não é possível interpretar os sinais; o a priori das conclusões sempre vem cheio de empáfia; por azar sempre existem cartas remetendo o tempo em letras. E preciso parar para ver. Ou esquecer de vez, mas é impossível quando não houve lembrança. É das cartas que vem toda a dúvida sobre conhecer a si mesmo. Eu, porém, não tenho mais nenhuma dúvida, ainda que existam cartas, e, como estas, tão incógnitas. Veja mais aqui, aquiaqui.


ODISSEIA CACILDAS! – Em uma tetralogia denominada Odisseia Calcildas, o dramaturgo e ator José Celso Martinez Corrêa homenageia os trinta anos de carreira de um dos maiores mitos dos palcos brasileiros e considerada a mãe do teatro moderno brasileiro, a atriz paulista Cacilda Becker (1921-1969), que encenou cerca de sessenta e oito peças teatrais, três filmes e uma telenovela, afora participações em teleteatros televisivos. Essa tragicomediaorgya é a primeira das quatro peças que foi desenvolvida com a bolsa de dramaturgia Oswald de Andrade da SEC/SP, em 1990, e ganhadora do prêmio Flávio Rangel de melhor peça teatral e peça do ano pela crítica especializada, durante a temporada que ficou no Teatro Oficina, além de ganhar os prêmios Shell, Mambembe, Apetesp e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). A homenageada era responsável por provocar paixões avassaladoras que transitaram entre os seus três casamentos, o último deles com o saudoso ator Walmor Chagas (1930-2013). Em 2009, a tetralogia Odisseia Calcildas foi apresentada como um festival no Teatro Oficina Uzyna Uzona, sendo a personagem interpretada pela atriz Anna Guilhermina (foto acima). Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

TROIS COULEURS: BLANC – O drama Trois Couleurs: Blanc (A igualdade é branca, 1994) é o segundo filme da Trilogia das Cores do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski (1941-1996), conta a história do emigrante polaco Karol Karol que vive na França e é casado com uma francesa que quer separar-se dele pela não consumação do matrimônio. Humilhado, mas ainda amando-a, o marido acaba por mendigar no metrô parisiense até encontrar um outro polaco que o leva de volta à terra natal. Ao retornar ele retoma o trabalho de cabeleireiro até se envolver em diversos fatos que o levam fazer fortuna na Polônia, tramando uma vingança contra sua ex-esposa. Destaque para o papel desempenhado pela atriz, cantora, compositora e diretora de cinema francesa Julie Delpys no filme. Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui.



HOMENAGEM DO DIA
JEANNE HÉBUTERNE
Todo dia é dia da pintora francesa Jeanne Hébuterne (1898-1920), a eterna musa do artista plástico e escultor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920). Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.


Veja mais sobre:
O Brasil na festa do Fecamepa, a música de Marlos Nobre, a literatura de Anna Bolecka, a arte de Adriana Varejão & Sophia Monte Alegre aqui.

E mais:
Numa roda de choro, Chorinho brejeiro de Dalton Trevisan, Almanaque do choro de André Diniz da Silva, a música d’O Charme do Choro, a pintura de Marina Bonifatti & Sérgio Marques da Silva Júnior aqui.
O jacaré & a princesa, Catxerê, a mulher estrela, a Metafísica de Immanuel Kant, Lolita de Vladimir Nabokov, a música de Bach & Yehudi Menuhin, o teatro de Thomas Stearns Eliot, o cinema de Éric Rohmer, a arte de Mae West. a pintura de Paul Sieffert, Domingo com Poesia & Natanael Lima Júnior aqui.
Aurora nascente de Jacob Boehme, a Teoria Quântica de Max Planck, o teatro de William Shakespeare, a música de Pixinguinha, o cinema de Michael Moore, a pintura de Marcel René Herrfeldt, a arte de Brigitte Bardot & a Biopoesia de Silvia Mota aqui.
Educação & direito ambiental porque todo dia é dia da terra aqui.
Eu & ela naquela noite todas as noites aqui.
O evangelho de José Saramago aqui.
Günther Jakobs & o direito penal do inimigo e do cidadão aqui.
Educação Infantil, a psicologia de Abraham Maslow, a música de Sergei Rachmaninoff, a poesia de Nauro Machado, a pintura de Edgar Leeteg, A pesca das mulheres, a arte de Luz del Fuego & Lucélia Santos aqui.
O teatro de William Shakespeare, a literatura de Émile Zola & Hans Christian Andersen, Casanova de Fellini, a música de Emmylou Harris, a escultura de Harriet Hosmer, a Rainha Zenóbia, a pintura de Max Ernst & Contos de Magreb aqui.
Até onde o amor levar, Sidarta Gautama, o teatro de Constantin Stanislavski, a música de Maria Rita, a escultura de Carlos Baez Barrueto, a pintura de Clare Rose, Luciah Lopez & a poesia de Ieda Estergilda de Abreu aqui.
Da vida, meio a meio, O suicídio de Karl Marx, a poesia de Mário Quintana, a música de Girolamo Frescobaldi & Jody Pou, A estrutura do todo de Andras Angyal, a fotografia de Mário Cravo Neto, a pintura de Mario Zanini & Arna Baartz aqui.
O poema nasce na solidão, a poesia de Adélia Prado, a psicanálise de Carl Gustav Jung, a psicologia educacional de David Ausubel, a arte de Salvador Dali & Cristiana Reali, a música de Cynthia Makris, a pintura de Catherine Abel & Luciah Lopez aqui.
Andejo da noite e do dia, O caminho interior de Graf Dürckheim, A cultura da educação de Jerome Bruner, a poesia de Giuseppe Ungaretti, a música Ricardo Tacuchian, a fotografia de Ana Carolina Fernandes, a coreografia de Célia Gouvêa, a pintura de Tess Gubrin & Kerry Lee aqui.
Nunca fui e quando inventei de ir não era pra ter ido, A pedagogia do sonho de Paulo Freire, O narratário de Vitor Manuel de Aguiar e Silva, a literatura de Tessa Bridal, a música de Quinteto Violado & Dominguinhos, a escultura de Pedro Figueiredo, a arte de Marcela Tiboni & a pintura de Victoria Selbach aqui.
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História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...