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sexta-feira, fevereiro 02, 2018

ÍTALO CALVINO, BUEY, LEMINSKI, RIPPER, ANGERICH, URASHIMA, ANNA MARIA MAIOLINO & ANA PELUSO

UMA & OUTRAS MUITAS E TANTAS COISAS DE TUDO E NADA – Imagem: arte da série Vida afora (1981), da gravadora, pintora, escultora, desenhista e artista multimídia italiana Anna Maria Maiolino. - Uma coisa: o barulho da cidade acorda a manhã e ouço o apelo geral das compulsões emocionais nos braços avexados para não perderem a hora que eu não sei, com suas ânsias no trânsito de todas as inquietações e buzinas e alto-falantes berrantes de promessas e salvações pros insaciáveis prazeres que se dissipam e o indesejável na careta dos preços nas vitrines e gôndolas de supermercados remarcando tudo dos olhos na cara e afugentam pássaros que gorjeiam pra placidez de alhures, onde se salve da guerra e corram o risco dos canos e pipocos dos caçadores com suas arapucas pras gaiolas das varandas na prisão da vida de quem não sabe o que é viver pela hora da morte. Duas coisas: a vida passa enquanto um dragão sonhava pesadelos formidáveis de cabeças-de-fósforos acesas e apagadas, enquanto próceres preventivamente não toleravam sua presença com astúcias ostensivas em pleno baile das caveiras animadas entre gênios incompatíveis, e um anão raptado jurasse inocência enquanto ejetava pelo esguincho de uma baleia raivosa entre os que usam da brincadeira só para evitar chateação de uma autoridade ad hoc que pede um comprimido pra dor de cabeça porque uma cabeça-de-prego incomodava nas nádegas da ideia calculada que não vinga, a dar uma coisa e fosse outra estupenda graça suplementar, pela qual um anjo da guarda insinuasse pensar em outras coisas, como o summum bonum, se não era dado a outras modernices que medram coisas de antanho e tudo se parecia novidade quando não vetusto de todo tempo passado e vindouro. Três coisas: o tempo urge nas entranhas e quema nas tripas a fácil previsão que ninguém previu da múltipla herança biológica que sou e todos somos, as influências ambientais e as insignificâncias de todas as grandezas lembradas e esquecidas, porque o noticiário é da hora e todos os olhos na mesma direção e é só o que podem ver da tragédia, mesmo que tudo seja iminente ao redor e não enxergam nada daqui, só o de longe estampado na telinha da hipnose geral, porque aqui tudo é indiferente, é dia-a-dia sem graça pela imunidade da indignação e do saco cheio com a rotina do cotidiano. Outras coisas: Quantas vezes eu mergulhei nesse mar de estupidez e tão cretino quanto passei por combustões e mudanças sobre chamas torturantes a me obrigar cambalhotas e saltos soltos pra nó em pingo d’água, tirando leite do chão batido, no meio de quantos desejos perturbadores anunciando a felicidade urgente e eu perdido pelas adversidades implacáveis e seus augúrios, dicórdias, sinecuras, apetites, paixões, anelos, a festa dos opostos e opostos dos opostos nas portas do umbral ilógico, tudo sempre paradoxal e eu boquiaberto porque ninguém está nem aí e eu perdido no meio desse turbilhão caótico em que ninguém é de ninguém e sei lá que mais. Outras & muitas tantas coisas: ah, peraí, deixa rolar pra lá, eu paro por aqui, saio desse pandemônio, preciso viver e respiro fundo, desço desse vexame, saio da poluição a contaminar gente e bicho e o que mais vier, e enquanto tudo borbulha no caldeirão desse inferno, inspiro e expiro procurando ar puro nem que seja lá pras tantas das léguas, e domino a mim mesmo para ir além do bem e do mal, a par de tudo isso, sei muito bem pra onde devo ir, porque meus olhos sabem de perto, meu coração voa longe, sinto a música do universo e a afinidade entre eu e outro e todos e tudo. O sorriso irradia a chama do milagre da vida, sou-me alquimista e queima em mim a energia candente da vida e dela participo pleno de paz, a sentir o amor recíproco e altruísta ao me descobrir pedra perdida, flor a desabrochar, ventos e ondas, terra e céu, no limiar da revelação dos segredos da natureza e do universo. Sempre soube que a vida é outra coisa além da loucura econômica e de se matar pra ter e ser, sabia e sei. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especial com o compositor, professor e regente João Guilherme Ripper: Canntiga e Desafio & Jogos Sinfônicos; e a pianista argentina Martha Angerich: Concerto nº 1 in E minor, op. 11, de Chopin, Libertango de Astor Piazzolla & Concerto nº 3 de Rachmaninoff; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis. [...]. Trechos extraídos da obra Seis propostas para o próximo milênio (Vozes, 2000), do escritor italiano Ítalo Calvino (1923-1985). Veja mais aqui.

A CIÊNCIA & O SER HUMANO – [...] A ciência é provavelmente o melhor que temos do ponto de vista epistemológico, ou seja, do ponto de vista do conhecer, mas ao mesmo tempo é a mais perigosa das atividades humanas do ponto de vista da moral. O principal perigo reside na meljhor ciência, no que chamamos de tecnociência, ou seja, precisamente no que nos proporciona o melhor conhecimento da estrutura da matéria, do universo da vida. Quanto mais sabemos da estrutura da matéria e da vida e melhor aplicamos esse conhecimento para melhorar a vida do ser humano, maior é o perigo da desumanização. [...]. Trecho extraído de Sobre tecnociencia y bioética: los arboles del paraiso (Bioética, 2008), do filósofo e ensaísta espanhol Francisco Fernandes Buey (1943-2012).

O MITO DE URASHIMAConta-se que Urashima pescava há três dias, mas não conseguia apanhar nenhum peixe. Subitamente percebeu que uma tartaruga qie, capturada, logo se transformou numa formosa donzela. Ela pediu-lhe que fechasse os olhos e o conduziu para uma ilha maravilhosa, situada no meio do amor, onde o solo se achava cheio de pérolas e jóias pendiam das árvores. A jovem levou Urashima para seu palácio onde fizeram muitas festas. Urashima, apaixonado pela formosa e misteriosa jobem,esqueceu todo o seu passado. Depois de três anos, começou a sentir saudade de sua terra, do seu povo, da sua antiga vida. O amor da divina princesa já o cansara e esta consentiu que ele partisse. Ofereceu-lhe um cofrezinho e suplicou-lhe que jamais o abrisse, pois se o fizesse ficariam separados por toda a eternidade. Urashima fechou os olhos e quando os reabriu estava em sua terra natal. Em vão procurou os parentes e amigos; tudo estava mudado. Ouviu numa aldeia, a lenda de um tal Urashima que há mais ou menos trezentos anos mergulhara no mar e nunca mais aparecera. Desesperado, abriu o cofrezinho. Dele saiu uma nuvem de fumaça que penetrou em seu corpo. Urashima compreendeu que jamais veria a princesa do mar. Voltou-se em direção da ilha misteriosa inutilmente. O infeliz Urashima correu como um louco. Sua pele branca se tornou enrugada, seus cabelos tornaram-se grisalhos e ele morreu chamando a formosa princesa. Extraído da obra A Fisherman of the Inland Sea (HaperPrism, 1994), da escritora norte-americana Ursula K. Le Guin.

O QUE PASSOU, PASSOU?Antigamene, se morria / 1907, digamos, aquilo sim / é que era morrer. / Morria gente todo dia, / e morria com muito prazer, / já que todo mundo sabia / que o Juizo, afinal viria, / e todo mundo ia renascer. / Morria-se praticamente de tudo. / De doença, de parto, de tosse. / E anda se morria de amor, / como se amar morte fosse. / Pra morrer, bastava um susto, / um lenço no vento, um suspiro e pronto, / lá se ia nosso defunto / para a terra do pés juntos. / Dia de anos, casamento, batizado, / morrer era um tipo de festa, / uma das coisas da vida, / como ser ou não ser convidado. / O escândalo era de praxe. / Mas os danos eram pequenos. / Descansou. Partiu. Deus o tenha. / Sempre alguém tinha uma frase / que deixava aquilo mais ou menos. / Tinha coisas que matavam na certa. / Pepino com leite, vento encanado, / praga de velha e amor mal curado. / Tinha coisas que tem que morrer, / tinha coisas que tem que matar. / A honra, a terra e o sangue / mandou muita gente prauqele lugar. / Que podia um velho fazer, / nos idos de 1916, / a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e vira fotografia? / Ninguem vivia pra sempre. / Afinal, a vida é um upa. / Não deu pra ir mais além. / Mas ninguém tem culpa. / Quem mandou não ser devoto / de Santo Inácio de Acapulco. / Menino Jesus de Praga? / O diabo anda solto. / Aqui se faz, aqui se paga. / Almoçou e fez a barba, / tomou banho e foi no vento. / Não tem o que reclamar. / Agora, vamos ao testamento. / Hoje, a morte está difícil. / Tem recursos, tem asilos, tem remédios. / Agora, a morte tem limites. / E, em caso de necessidade, / a ciência da eternidade / inventou a crônica. / Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica. Extraído da obra La vie em close (Brasiliense, 1991), do escritor, critico literário, tradutor e professor Paulo Leminski (1944-1989). Veja mais aqui.

A ARTE DE ANA PELUSO
A arte da poeta, ilustradora e artista plástica Ana Peluso.

Veja mais:
Dos desmantelos que deixam qualquer um de cangalha pro ar, o pensamento de John Ross Macduff, a pintura de Salvador Dali, a música de Stan Getz & a arte de Despina Stokou aqui.
Cikó Macedo & Santa Folia, James Joyce, Marilena Chauí, Charles Darwin, Auguste Rodin, Henri Matisse, Arto Lindsay, Frank Capra, Mademoiselle George, Donna Reed, Revista Acervum, Graça Graúna & Irina Costa aqui.
James Joyce, Ayn Rand, Enrique Simonet, Lenine, Alina Zenon, Elisa Lucinda, Paula Burlamaqui & O sonho de Orungan aqui.
Platão, Literatura Pernambucana, As várias vidas da alma, Padre Bidião & Oração do Justo Juiz, Serpente de Asas, Educação, Psicologia & Sociologia, Responsabilidade Civil & Crimes Ambientais aqui.
As mulheres soltam o verso: Joyce Mansour, Elizabeth Barret Browning, Lya Luft, Laura Amélia Damous, Ana Terra, Gerusa Leal, Rosa Pena, Lilian Maial, Clevane Pessoa, Branca Tirollo, Mariza Lourenço, Xênia Antunes, Soninha Porto, Aíla Sampaio & muito mais aqui.
Psicologia no Brasil, Armélia Sueli Santos, Carmen Queiroz, Bárbara Rodrix, Verônica Ferriani, Paula Moreno & Liz Rosa aqui.
Mesmer & o mesmerismo, Nara Salles, Mirianês Zabot, Elaine Gudes, Eleonora Falcone, Juliana Farina & Dani Gurgel aqui.
Martin Buber & Elisabeth Carvalho Nascimento, Celia Maria, Adryana BB, Ivete Souza, Sandra Vianna & Elisete aqui.
Ayn Rand & Teca Calazans, Danny Reis, Tatiana Rocha, Valéria Oliveira, Natalia Mallo & Dani Lasalvia aqui.
István Meszaros & Tetê Espíndola, Luciana Melo, Fhátima Santos, Thaís Fraga, Ana Diniz & Patty Ascher aqui.
Poetas do Brasil aqui, aqui e aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da gravadora, pintora, escultora, desenhista e artista multimídia italiana Anna Maria Maiolino.
Veja mais aqui.
 

quinta-feira, novembro 09, 2017

KRISHNAMURTI, LÉVI-STRAUSS, ROSELI NASCIMENTO, ERNST FUCHS, SEBASTIÃO VILA NOVA & CACHOEIRINHA

RESPEITE O SANTO – Zé-Corninho andava inheto, irreconhecível. Empanzinado de beber à farta, lamentava sua sorte pela má escolha. Que é que há, homem? A mulher é só desculpa na hora do bem-bom. Quando não é dor de cabeça, é mal-estar, coisa ruim, quebranto, coisa inventada dos pantins de mulher que não quer cumprir com a obrigação do casório. Antes era um fogo no rabo, uma quentura na bacorinha, vixe! Tempos bons, chega eu ia doido voando pra casa só pensando nas traquinagens. Não há nada melhor que uma mulher fogosa, da gente se derreter todo depois de tocar fogo numa peiada bem dada. Oxente, coisa mais maior de grande. Três anos nessa pisada: no quarto, na sala, debaixo da mesa, pelos cantos, na pia, na lavanderia, atrepado num pé de pau, plantando bananeira, de costa, de banda, de todo jeito, ô presepada boa, não há nada melhor que uma safadeza passando dos limites. Assim, com uma animação nostálgica, evocava os tempos bons em que ela, tipuda e jeitosa, se enroscava toda nas loucuras de satisfazer seu macho com competência e dedicação. Agora não, tudo cada dia mais longe, mais cansado. Adular de todo jeito não adiantava nada, só um beijo chocho, aquela coisa aguada, chega dá vontade de desistir de tudo e partir pra outra. Mas como sou persistente, chego junto, marco presença, sapeco cutucada da macheza e ela nem nem. Deu de dizer que se dedicava ao santo da devoção pra gente melhorar de vida. Concordei, ora, dois, três dias depois, eu lá no calcanhar pra ver se ela dava sinal de vida: Respeite o santo, homem! Quando eu me aprumava naquelas carnes gostosas: Hoje não que iniciei uma novena. Dez dias depois, eu fungando no cangote dela: Hoje não que eu me confessei ontem pra hoje ganhar a bênção. Uma semana nisso e eu em cima, encarcando aquelas saliências carnosas que sempre foram meu prazer e ela com a saída de que o santo exigia dela abstinência sexual. Como? Isso mesmo! Você faz a promessa e eu que pago o castigo? Quer ou não quer melhorar de vida? Claro que quero, mas qualquer coisinha de aconchego uma vez na vida, ajuda no jejum. Ah, hoje não, estou com uns desarranjos nas partes pudendas de danar. Não precisa se mexer, nem fazer nada, é só dar uma brechinha nas coxas, um fiapinho de nada, eu vou lá, tuf tuf, você está liberada da função. Assim o santo castiga! Ai meu santo devotado, essa mulher complica demais. E toda noite ela sai perfumada, arrumada, toda emperiquitada, reboladeira, apetitosa e dizendo que vai rezar pro santo! Eu curtindo aperto, morrendo na mão, imaginando coisas e coisas. Ainda ontem mesmo ela saiu com um batom vermelho vivo nos beiços, toda pintada dos pés às cabeça, decotada, penteada, cheirosa, acochada de mostrar os possuídos todos espremidos de quase soltar fora, salto alto, embecada e frochosa, vixe quanta provocação! Mulher quando quer endoida um homem, viu? E eu que sou de carne e osso não escapo: morro lascado de tesão e aperreio. E ela: Vou pra missa rezar pela gente. Ah, mas quando ela voltar... quando ela voltar... jurei pra mim mesmo que de hoje não passa: Vou pegá-la de quatro, aquela vaca. Desejava possuí-la como quisesse, era sua, todinha sua, afinal. Ah se vou. Lá vinha ela, tarde da noite. Quando aprumei o bote, ela foi logo: Nem venha com essa cara de tarado que estou morta de cansada! Pelo amor de Deus, mulher! Pode ir guardando esse mondrongo horroroso pra lá que hoje não tem nem com milagre do céu, estou morta, vou dormir. E não adiantava eu rogar por todos os santos nem por padroeiro que fosse, ela não cedia e eu morria na mão, com o juízo torto e a secura na carne. Estou a ponto de endoidar, não consigo mais trabalhar, não consigo fazer mais nada, só essa danada me fazendo subir pelas paredes, triscar fogo pelos cantos. Na maior agitação da minha doidice, lá vinha ela toda reboculosa: Vou pra missa. Aquietei e apenas disse: Está certo. Deixei a danada sair, lá se foi toda faceira rebolando um charme que me deixava a ponto de comer merda e rasgar dinheiro. Deixei ela distanciar e quando ia lá longe, dei por mim: Vou atrás dela. E fui. Andei que só a má notícia, cheguei à igreja e ela não estava. Cadê-la? Pra onde foi? Que terá acontecido? Aí quando venho de volta pra casa, já desencantado da vida, dei de cara no ponto do ônibus com ela agarrada num sujeito, aos beijos e de língua, pode? Ah, esfreguei bem olhos, não acreditei no que estava vendo, é ela, isso mesmo, é ela. E o cara que está pendurado no pescoço dela, deixe ver... filho da puta... é o cobrador do ônibus. Isso mesmo, vou pegá-los no flagra. Quando resolvi atravessar a rua, nem deram conta da minha presença, fui atrapalhado pelo ônibus que parou pra pegar os passageiros. Esperei ele sair e quando procurei por eles o lugar mais limpo. Olhei pro ônibus, lá estavam lá, dentro dele, agarrados, se beijando. Puta que pariu! Nem pra flagrar aqueles porras eu sirvo. E agora? Não volto mais pra casa. Aliás, a casa é minha, boto ela pra correr, humilhada, jogando tudo dela na rua pra todo mundo saber. Melhor não. Ah, já sei, vou lá, dou uns tapas no cara pra mostrar que sou muito macho e para ele aprender a não mexer com mulher direita; depois, pego ela pelo pinguelo e dou-lhe uma pisa de peia pra ela aprender a não fazer pouco de homem da minha qualidade. Eita! Isso mesmo. Peraí. Não sei pra onde foram, nem sei onde o cabra safado mora. Só sei que vou dar uma pisa nos dois, isso mesmo, nos dois, boto ele pra correr e depois fodo ela todinha só pra mostrar quem é que manda! É isso. Ou melhor, não vou fazer nada disso, vou é acabar com tudo. É melhor. Mas aí eu sou o burro, ela que tem que pagar por tudo, ela e aquele metido a besta. Bem, não sei mesmo o que fazer, resolvi tomar uma, estou bicado, melhor se estivesse estibado pra ir buscar aquela safada de volta, mas estou liso, sem um tostão furado no bolso. Até a meota vou deixar no prego, vai ter zoada, mas vou. Sei não, não sei mais o que fazer, eu só queria ser feliz até o fim dos seus dias, só isso. Não deu. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com o compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971): Rite orf Spring & Symphonis of Winds; da pianista portuguesa naturalizada brasileira, Maria João Pires: Concerto para piano nº 17 de Mozart & Sonata nº 32, op. 111, de Beethoven; do compositor, professor e regente João Guilherme Ripper: Canntiga e Desafio & Jogos Sinfônicos; e da pianista argentina Martha Angerich: Concerto nº 1 in E minor, op. 11, de Chopin & Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] A mente tem muito pouca chance de ser livre; não está apta a ponderar, a sentir, a descobrir, pois as religiões organizadas pelo mundo afora, com suas crenças dogmáticas pelo mundo afora, mutilaram nosso pensamento; as superstições e tradições enclausuraram e condicionaram a mente. São hindus, cristãos, muçulmanos ou pertencem a alguma outra crença organizada que lhes impuseram desde a infância e, desse modo, vivem dentro desse limitado círculo, maior ou menor. [...] Como pode ser livre o homem que leva quarenta anos numa profissão? Olhem o que acontece com o médico. Depois de sete anos ou coisa assim na universidade, pelo resto da vida será um clínico geral ou um especialista e acabará escravo da profissão. Naturalmente que sua margem de liberdade é muito pequena. E o mesmo acontece com os políticos, os reformadores sociais e as pessoas idealistas que perseguem um objetivo na vida. [...] Nossas mentes são simples máquinas. Aprendemos uma profissão e, para todo o sempre, tornamo-nos escravos dela. [...]. Trecho extraído da obra Sobre a liberdade (Cultrix, 1991), do filósofo, escritor e educador indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986). Veja mais aqui.

UM MITO JIVARRO – [...] Os Jivaro contam em um de seus mitos que o Sol e a Lua, que eram humanos, viviam antigamente na Terra e dividiam a mesma casa e a mesma mulher. Ela se chamava Aoho, isto é, Engole-vento, e gostava do abraço quente do Sol, mas tinha medo do contato com Lua, cujo corpo era muito frio. Sol resolveu fazer ironias sobre essa diferença. Lua, humilhado, subiu para o céu agarrando-se a um cipó, e ao mesmo tempo soprou sobre Sol, eclipsando-o. quando os dois maridos desapareceram. Aoho se sentiu abandonada. Tentou seguir Lua até o céu, levando um cesto cheio da argila que as mulheres usam para fazer cerâmica. Lua percebeu, e para se ver livre dela de uma vez por todas cortou o cipó que unia os dois mundos. A mulher caiu com o seu cesto, a argila se espalhou sobre a Terra, e hoje pode ser encontrada em vários lugares. Aoho se tranmsformou no pássaro que tem o seu nome, e a cada lua cheia, pode-se ouvir o seu lamento, chorando pelo marido que a abandonou. Mais tarde, o Sol também subiu para o céu, usando um outro cipó. Mas, mesmo lá no alto, a Lua continua a fugir dele, os dois nunca caminham juntos e não podem se reconciliar. Por isso o Sol só pode ser visto de doa, e a Lua de noite. [...]. Trecho da obra A oleira ciumenta (Brasiliense, 1986), do antropólogo belga Claude Lévi-Strauss (1908-2009). Veja mais aqui.

O MUNDO DA FICÇÃO - Toda obra de ficção encerra dentro de si uma estrutura social. Pois a estrutura da ação romanesca é, de qualquer modo, uma estrutura de convivência: a estrutura das relações interpessoais dos personagens. E essa estrutura é necessariamente social [...] o mundo da ficção é organizado por personagens e situações; em segundo lugar, pelas normas representadas através de crenças, valores, atitudes e sentimentos. Mas são precisamente os valores, as crenças, os sentimentos e as atitudes, todos estes espelhando a ordem normativa, que tendem à coerência sem a qual a estrutura social da ficção não existiria. O universo social da obra de ficção tende a ser um universo siclamente organizado, por mais caótica ou fantástica que se nos apresenta trama de situações. [...]. Trecho de A sociedade real da ficção: uma definição sociológica do romance e da obra de ficção em geral, extraído da obra A realidade social da ficção (FJN/Massangana, 2005), do sociólogo Sebastião Vila Nova.

RIACHÃO DO GAMA, CACHOEIRINHA – Em 1863, Cachoeirinha era um povoado na freguesia de São Bento, onde desemboca o riachão do Gama, afluente do Una. Sua denominação se deve à existência de uma pequena cachoeira a aproximadamente 700m da cidade. O distrito foi criado no dia 12 de maio de 1874 e aos 22 de novembro de 1892, em reunião do Conselho Municipal de São bento, foi discutida e aprovada a lei de divisão do Municipio em dois distritos: o sede e o povoado de Cachoeirinha. A Lei estadual 3309, de 17 de dezembro de 1958, criou o município de Cachoeirinha, desmembrando-se do de São Bento do Una. Sua instalação ocorreu em 1º de março de 1962. Administrativamente, o município é formado pelo distrito-sede e pelo distrito de Cabanas. Anualmente, no dia 21 de novembro, comemora a sua emancipação política, em conformidade com a Enciclopedia dos Municipios do Interior de Pernambuco (FIAM/DI, 1986). Veja mais aqui.

POEMA DE ROSELI NASCIMENTO
Dois corpos
(em chamas)
Fez-se a nudez
Ávidos
À
Vida
Em um mergulho
Solar
Poema da poeta Roseli Nascimento (Cadernos Negros, 1992). Veja mais aqui.

Veja mais:
As muitas do Zé Corninho aqui e aqui.
A literatura de Dinah Silveira de Quirós aqui e aqui.
A poesia de Guillaume Apolinaire aqui e aqui.
A poesia de Dylan Thomas aqui e aqui.
A poesia de Torquato Neto aqui.
A literatura de Imre Kertész aqui.
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Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor austríaco Ernst Fuchs (1930-2015).
Veja mais aqui.
 

terça-feira, julho 18, 2017

AFRODITE, STRAVINSKY, DRUCKER, RIPPER, MARIA JOÃO, MARTHA ANGERICH & APRENDER A APRENDER

A JACA & A BOTIJA - Aquela jaqueira florida infincada na calçada duma esquina, nunca chamara tanto atenção. Servira sempre apenas para roubos furtivos de necessitados, mesmo sob protesto dos moradores da vizinhança que se achavam donos dela, combatendo sob vigilância rigorosa e armada hostil contra quem se arvorasse atacá-la. Um dia lá não lembro quando, apareceu um fruto de grandes proporções, arregalando olhos e arrepiando noticiários locais e nacionais, até prospectar todo tipo de estudiosos, fanáticos e religiosos advenos, todos voltados para santificá-la e torná-la patrimônio da humanidade. Acontece que ao aboticar as vistas com aquela aberração, Tomé foi acometido duma paralisia de ficar de queijo caído e escorrendo baba pela boca de lavar o peito, guardados, pés, chão abaixo, formando poças imensas. Logo ele apreciador de prediletos bagos de jacas inchadas, fosse dura, mole, até da manteiga trazida doutras localidades. Por dias ele ali, até sair do embotamento depois duma paralisia demorada de passar dias sem comer nem beber, muito menos dormir, com aquela maravilha crescendo no juízo, dele ficar obcecado, sem conseguir desgrudar todos os sentidos daquilo que seria o maior de todos os prêmios de sua conquista. Antes dessa morbidez que o acometera, dizia ele nunca ter tido problemas intestinais, nem tosse alguma, afora ter sempre uma tesão infalível de garanhão priápico, justo por ser costumeiro comedor da Artocarpus integrifolia L, da família Moraceae, que, segundo ele, exímio atrepador de vencer mais de vinte e cinco metros na busca pelo alimento predileto, como inventor de lendas as mais cabeludas a respeito de suas propriedades medicinais. Ao tentar se aproximar para furtá-la, grande era a sua fome, logo se deparou com políticos, padres, pastores, gurus, fiéis, beatos e curiosos que santificavam aquela extravagância, privando sua captura e o seu pronto abastecimento. Dias indômitos armando estratagemas em complicados planos para tomá-la pra si, perseguindo inarredável por um momento propício, sempre nada exitosa por não saírem de perto um mínimo centímetro da maior vigiada, pra que o fruto agora sagrado não fosse surrupiado por mãos inescrupulosas. Passaram-se mais dias e lá inexoráveis permaneciam romeiros vindos de todas as partes do país para confirmar aquele inusitado acontecimento, chegando-se ao ponto de boatos sobre curas e milagres obrados só por estar na presença ou mesmo ao tocá-la, o que era absolutamente proibido, mas recalcitrantes conseguiam mediante descuido da tropa protetora. Bastava fazer menção de tocar aquele símbolo sacrossanto da natureza, novos anúncios de salvações curativas alardeavam por todo canto. Uma semana já se passara e nada dele conseguir seu intento, quinze dias, um mês e ele lá, sem comer, beber ou dormir, já enlouquecendo com a jaca crescendo ainda mais no seu quengo. Certa feita, ele se aproveitou de uma cerimônia em que a multidão ajoelhou-se de olhos fechados num louvor de gratidão aos céus por tão maravilhoso espetáculo, ele zarpou, pegou a dita pesadíssima de quase nem conseguir arrastá-la, saiu embolando ladeira abaixo, até sumir de ninguém saber como se dera o sumiço nem o paradeiro. Um escândalo de convocar todas as forças armadas e especiais numa comitiva perseguidora no encalço do desplante. Com o sumiço logo caiu uma chuva com raios e trovões nunca vistos, a terra começou a tremer, as águas invadiram as ruas, o tempo parou, as coisas perderam sentido e tudo poderia acontecer a qualquer momento, sinais estes identificados como efeitos da ignomínia praticada. Escapando da perseguição, Tomé se escondeu no sótão duma casa amaldiçoada que ninguém se atreveria a se aproximar, imobilizado para não denunciar que estava ali, nem ousou rasgar a jaca e comê-la, não, manteve-se quieto, torando aço para nenhuma alma de outro nem ser vivente de nariz intrometido aparecessem ali. De madrugada quando todos já roncavam o cansaço da marcha, morrendo de fome e com a baba escorrendo pelo peitoril, ele armou-se um facão e tascou na jaca. Desferido golpe restou inútil, o que o fez catar uma foice e com repetidos golpes de tantas foiçadas, e como estava no meio da maior escuridão, findou decepando o polegar e o indicador da mão esquerda, três dedos de cada pé que serviam de apara para maior forçada, afora talhos nos braços de quase perder uma orelha e o bico do nariz, enfim, depois de muitas tentativas na casca dura, conseguiu fissurá-la e abri-la, qual não foi seu espanto ao constatar que ao invés de bagos, dentro dela havia moedas e ouro. Oxe! Num acredito! Quanto mais esquartejava a jaca, mais ouro e moedas apareciam. Não era uma jaca, era uma botija. Danou-se! Ele não queria ouro nem riqueza, queria bagos pra comer. De que serviriam moedas e barras de ouro se estava faminto. Não podia sair pela cidade com moedas estranhas nem oferecendo barras de ouro, assim do nada, logo desconfiariam e ele findaria preso por escamotear um pretenso patrimônio histórico. Mesmo assim ele mordeu as moedas e as barras, chega doer os dentes pelo esforço de tentar comê-las, perdeu alguns deles com as mordidas, findando quase banguelo. De nada serviam, não havia como matar sua fome. Ele se agoniava, debatia-se, reclamava da vida até cair duro de sono e faminto. Uns seis meses depois de buscas por todos os cafundós da redondeza, lembraram que faltava o palacete assombrado. Foram lá e sentiram logo cheiro de jaca no ar. Reviraram tudo, até encontrar no sótão, tanto a jaca como Tomé, completamente desfigurados. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

SOCIEDADE PÓS-CAPITALISTA DE DRUCKER
[...] A “literacia” significava tradicionalmente o conhecimento do conteído de determinados temas, por exemplo, efetuar multiplicações ou possuir um pouco de conhecimento da história da América. Mas a sociedade do conhecimento (pós-capitalista) necessita de conhecimento processual – algo que as escolas raramente tentaram ensinar. Na sociedade do conhecimento, as pessoas têm de aprender a aprender. [...].
Trecho extraído da obra A sociedade pós-capítalista (Pioneira, 1999), do economista, professor, escritor e consultor austríaco Peter Drucker (1909-2005), abordando historicamente sobre a sociedade capitalista, política e conhecimento, sob a perspectiva do capital, da terra e do trabalho na sociedade atual que exige a mudança de paradigma e de mentalidade diante das novas realidades econômicas e sociais. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Não era pra ser, nem foi, Entre a vida e a morte de Nathalie Sarraute, a música de Galina Ustvolskaya, Aquarium World de Takashi Amano, o ativismo de Emmeline Parnkhurst, Zakarella de Carlos Alberto Santos, a pintura de Paul-Émile Chabas & as gravuras de ean-Frédéric Maximilien de Waldeck aqui.

E mais:
Trova & Trovadorismo aqui.
A literatura de João Ubaldo Ribeiro aqui & aqui.
Quase meio dia, A estrutura das revoluções científicas de Thomas Kuhn, Não morra antes de morrer de Yevgeny Yevtushenko, Os amores amarelos de Tristan Corbière, A consciência da mulher de Leilah Assumpção, a música de Debussy & Sandrine Piau, o cinema de Eric Rohmer & Françoise Fabian, a pintura de Hyacinthe Rigaud & Vittorio Polidori, a fotografia de Dian Hanson & Eric Kroll aqui.
A poesia de Yevgeny Yevtushenko, a Psicanálise de Freud, o teatro de Leilah Assumpção, a pintura de Hyacinthe Rigaud, a música de Rachmaninoff & Segueira Costa, Ailson Campos & muito mais aqui.
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O trabalho do antropólogo de Roberto Cardoso de Oliveira, Monções de Sérgio Buarque de Holanda, a poesia de música de Carlos Gomes, O poeta dramático de Karl Georg Büchner, o cinema de Alfred E. Green & Carmen Miranda, a arte de William Orpen, a pintura de Ivan Gregorewitch Olinsky & Charles-Antoine Coypel aqui.
Sorria, Canto geral de Pablo Neruda, A desobediência civil de Henry Thoreau, O feijão & o sonho de Orígenes Lessa, A revolução na América do Sul de Marcelo Soares música de Sebastião Tapajós, a pintura de Amedeo Modigliani, Monteiro Lobato & Brincarte do Nitolino aqui.
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O direito à informação e qual informação, A formação social da mente de Lev Vygotsky, O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, a poesia de Manuel Bandeira, a pintura de Vincent van Gogh & a música de Gonzaguinha aqui.
As funduras profundas do coração de uma mulher, A arte de amar de Erich Fromm, A poesia de Paul Verlaine, Cem poemas de amor de Ledo Ivo, a música de Debussy & Isao Tomita, Lula Queiroga, a pintura de Cornelia Schleime & Fabius Lorenzi aqui.
Mãe é mãe & deus proteja a minha, a sua, a nossa & o da mãe-joana & e das mães (do guarda, do juiz de futebol e dos políticos) que são coitadas, Inteligência emocional de John Gottman, a literatura de Máximo Gorki, a poesia de Jorge Tufic, a música de Caetano Veloso, a pintura de Lena Gal & Gustav Klimt, Travesuras de mãe de Denise Fraga & a arte de Luciah Lopez aqui.
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APRENDER A APRENDER
[...] Enquanto a memorização permanece a forma dominante de aprendizagem em muitas salas de aula e instituições corporativas, há um reconhecimento crescente de que a finalidade central da educação deve ser valorizar as pessoas no sentido de se encarregarem elas próprias da construção do significado das experiências que vivem. [...] As ramificações que advêm do aprender a compreender a natureza do conhecimento e a natureza da aprendizagem significativa, não só valorizam o indivíduo tornando-o mais eficiente na aquisição e produção do conhecimento, mas também contribuem para a sua autoestima e sentido de controle sobre a própria vida. Os tempos atuais são tempos revolucionários, e ajudar as pessoas a aprender a aprender é uma ideia que se impõe.
Trecho introdutório da obra Aprender a aprender (Platano, 1997), dos professores do Departamento de Educação da Cornell University, Joseph D. Novak e D. Bob Gowin. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971): Rite orf Spring & Symphonis of Winds; da pianista portuguesa naturalizada brasileira, Maria João Pires: Concerto para piano nº 17 de Mozart & Sonata nº 32, op. 111, de Beethoven; do compositor, professor e regente João Guilherme Ripper: Canntiga e Desafio & Jogos Sinfônicos; e da pianista argentina Martha Angerich: Concerto nº 1 in E minor, op. 11, de Chopin & Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Para conferir é só ligar o som e curtir.

COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY
O filme Coco Chanel & Igor Stravinsky (2009), dirigido por Jan Kouten, conta a história do envolvimento entre a estilista francesa Gabrielle Coco Chanel (1883-1971) e o  compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971), ela devotada a seu trabalho e apaixonada pelo charmoso e bem sucedido Arthur Boy Capel, comparece ao Théâtre des Champs-Élysées, onde Stravisnky mostra pela primeira vez o seu terceiro bailado "A Sagração da Primavera". Ela se encanta pela música, mas o público vaia a obra considerando-a revolucionária e moderna demais para seu tempo não deixando sequer a obra terminar e originando uma sessão de pancadaria geral. Sete anos mais tarde, Coco e Igor se reencontram em situações opostas. Ela agora é uma estilista famosa, rica e respeitada, e vive a dor da morte de Boy, enquanto ele vive em exílio na França após a Revolução Russa. A atração entre os dois é imediata e ela o convida para se hospedar em sua casa de campo para compor; ele aceita e muda-se com a mulher e filhos. Um intenso romance então se inicia entre os dois artistas na fase mais criativa de suas carreiras. O destaque fica por conta da atuação da atriz francesa Anna Mouglalis. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CULTO À DEUSA AFRODITE
Esculturas representando a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na antiga religião grega, Afrodite, responsável pela perpetuação da vida, prazer e alegria. Influenciado pelos cultos da fenícia Astarte e da acádia Ishtar, ambas deusas do amor, o seu culto foi importado da Ásia para a Grécia Antiga. Na era romana ela passou a ser denominada de deusa Vênus. Veja mais aquiaqui, aqui e aqui.

HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...