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quinta-feira, novembro 09, 2017

KRISHNAMURTI, LÉVI-STRAUSS, ROSELI NASCIMENTO, ERNST FUCHS, SEBASTIÃO VILA NOVA & CACHOEIRINHA

RESPEITE O SANTO – Zé-Corninho andava inheto, irreconhecível. Empanzinado de beber à farta, lamentava sua sorte pela má escolha. Que é que há, homem? A mulher é só desculpa na hora do bem-bom. Quando não é dor de cabeça, é mal-estar, coisa ruim, quebranto, coisa inventada dos pantins de mulher que não quer cumprir com a obrigação do casório. Antes era um fogo no rabo, uma quentura na bacorinha, vixe! Tempos bons, chega eu ia doido voando pra casa só pensando nas traquinagens. Não há nada melhor que uma mulher fogosa, da gente se derreter todo depois de tocar fogo numa peiada bem dada. Oxente, coisa mais maior de grande. Três anos nessa pisada: no quarto, na sala, debaixo da mesa, pelos cantos, na pia, na lavanderia, atrepado num pé de pau, plantando bananeira, de costa, de banda, de todo jeito, ô presepada boa, não há nada melhor que uma safadeza passando dos limites. Assim, com uma animação nostálgica, evocava os tempos bons em que ela, tipuda e jeitosa, se enroscava toda nas loucuras de satisfazer seu macho com competência e dedicação. Agora não, tudo cada dia mais longe, mais cansado. Adular de todo jeito não adiantava nada, só um beijo chocho, aquela coisa aguada, chega dá vontade de desistir de tudo e partir pra outra. Mas como sou persistente, chego junto, marco presença, sapeco cutucada da macheza e ela nem nem. Deu de dizer que se dedicava ao santo da devoção pra gente melhorar de vida. Concordei, ora, dois, três dias depois, eu lá no calcanhar pra ver se ela dava sinal de vida: Respeite o santo, homem! Quando eu me aprumava naquelas carnes gostosas: Hoje não que iniciei uma novena. Dez dias depois, eu fungando no cangote dela: Hoje não que eu me confessei ontem pra hoje ganhar a bênção. Uma semana nisso e eu em cima, encarcando aquelas saliências carnosas que sempre foram meu prazer e ela com a saída de que o santo exigia dela abstinência sexual. Como? Isso mesmo! Você faz a promessa e eu que pago o castigo? Quer ou não quer melhorar de vida? Claro que quero, mas qualquer coisinha de aconchego uma vez na vida, ajuda no jejum. Ah, hoje não, estou com uns desarranjos nas partes pudendas de danar. Não precisa se mexer, nem fazer nada, é só dar uma brechinha nas coxas, um fiapinho de nada, eu vou lá, tuf tuf, você está liberada da função. Assim o santo castiga! Ai meu santo devotado, essa mulher complica demais. E toda noite ela sai perfumada, arrumada, toda emperiquitada, reboladeira, apetitosa e dizendo que vai rezar pro santo! Eu curtindo aperto, morrendo na mão, imaginando coisas e coisas. Ainda ontem mesmo ela saiu com um batom vermelho vivo nos beiços, toda pintada dos pés às cabeça, decotada, penteada, cheirosa, acochada de mostrar os possuídos todos espremidos de quase soltar fora, salto alto, embecada e frochosa, vixe quanta provocação! Mulher quando quer endoida um homem, viu? E eu que sou de carne e osso não escapo: morro lascado de tesão e aperreio. E ela: Vou pra missa rezar pela gente. Ah, mas quando ela voltar... quando ela voltar... jurei pra mim mesmo que de hoje não passa: Vou pegá-la de quatro, aquela vaca. Desejava possuí-la como quisesse, era sua, todinha sua, afinal. Ah se vou. Lá vinha ela, tarde da noite. Quando aprumei o bote, ela foi logo: Nem venha com essa cara de tarado que estou morta de cansada! Pelo amor de Deus, mulher! Pode ir guardando esse mondrongo horroroso pra lá que hoje não tem nem com milagre do céu, estou morta, vou dormir. E não adiantava eu rogar por todos os santos nem por padroeiro que fosse, ela não cedia e eu morria na mão, com o juízo torto e a secura na carne. Estou a ponto de endoidar, não consigo mais trabalhar, não consigo fazer mais nada, só essa danada me fazendo subir pelas paredes, triscar fogo pelos cantos. Na maior agitação da minha doidice, lá vinha ela toda reboculosa: Vou pra missa. Aquietei e apenas disse: Está certo. Deixei a danada sair, lá se foi toda faceira rebolando um charme que me deixava a ponto de comer merda e rasgar dinheiro. Deixei ela distanciar e quando ia lá longe, dei por mim: Vou atrás dela. E fui. Andei que só a má notícia, cheguei à igreja e ela não estava. Cadê-la? Pra onde foi? Que terá acontecido? Aí quando venho de volta pra casa, já desencantado da vida, dei de cara no ponto do ônibus com ela agarrada num sujeito, aos beijos e de língua, pode? Ah, esfreguei bem olhos, não acreditei no que estava vendo, é ela, isso mesmo, é ela. E o cara que está pendurado no pescoço dela, deixe ver... filho da puta... é o cobrador do ônibus. Isso mesmo, vou pegá-los no flagra. Quando resolvi atravessar a rua, nem deram conta da minha presença, fui atrapalhado pelo ônibus que parou pra pegar os passageiros. Esperei ele sair e quando procurei por eles o lugar mais limpo. Olhei pro ônibus, lá estavam lá, dentro dele, agarrados, se beijando. Puta que pariu! Nem pra flagrar aqueles porras eu sirvo. E agora? Não volto mais pra casa. Aliás, a casa é minha, boto ela pra correr, humilhada, jogando tudo dela na rua pra todo mundo saber. Melhor não. Ah, já sei, vou lá, dou uns tapas no cara pra mostrar que sou muito macho e para ele aprender a não mexer com mulher direita; depois, pego ela pelo pinguelo e dou-lhe uma pisa de peia pra ela aprender a não fazer pouco de homem da minha qualidade. Eita! Isso mesmo. Peraí. Não sei pra onde foram, nem sei onde o cabra safado mora. Só sei que vou dar uma pisa nos dois, isso mesmo, nos dois, boto ele pra correr e depois fodo ela todinha só pra mostrar quem é que manda! É isso. Ou melhor, não vou fazer nada disso, vou é acabar com tudo. É melhor. Mas aí eu sou o burro, ela que tem que pagar por tudo, ela e aquele metido a besta. Bem, não sei mesmo o que fazer, resolvi tomar uma, estou bicado, melhor se estivesse estibado pra ir buscar aquela safada de volta, mas estou liso, sem um tostão furado no bolso. Até a meota vou deixar no prego, vai ter zoada, mas vou. Sei não, não sei mais o que fazer, eu só queria ser feliz até o fim dos seus dias, só isso. Não deu. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com o compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971): Rite orf Spring & Symphonis of Winds; da pianista portuguesa naturalizada brasileira, Maria João Pires: Concerto para piano nº 17 de Mozart & Sonata nº 32, op. 111, de Beethoven; do compositor, professor e regente João Guilherme Ripper: Canntiga e Desafio & Jogos Sinfônicos; e da pianista argentina Martha Angerich: Concerto nº 1 in E minor, op. 11, de Chopin & Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] A mente tem muito pouca chance de ser livre; não está apta a ponderar, a sentir, a descobrir, pois as religiões organizadas pelo mundo afora, com suas crenças dogmáticas pelo mundo afora, mutilaram nosso pensamento; as superstições e tradições enclausuraram e condicionaram a mente. São hindus, cristãos, muçulmanos ou pertencem a alguma outra crença organizada que lhes impuseram desde a infância e, desse modo, vivem dentro desse limitado círculo, maior ou menor. [...] Como pode ser livre o homem que leva quarenta anos numa profissão? Olhem o que acontece com o médico. Depois de sete anos ou coisa assim na universidade, pelo resto da vida será um clínico geral ou um especialista e acabará escravo da profissão. Naturalmente que sua margem de liberdade é muito pequena. E o mesmo acontece com os políticos, os reformadores sociais e as pessoas idealistas que perseguem um objetivo na vida. [...] Nossas mentes são simples máquinas. Aprendemos uma profissão e, para todo o sempre, tornamo-nos escravos dela. [...]. Trecho extraído da obra Sobre a liberdade (Cultrix, 1991), do filósofo, escritor e educador indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986). Veja mais aqui.

UM MITO JIVARRO – [...] Os Jivaro contam em um de seus mitos que o Sol e a Lua, que eram humanos, viviam antigamente na Terra e dividiam a mesma casa e a mesma mulher. Ela se chamava Aoho, isto é, Engole-vento, e gostava do abraço quente do Sol, mas tinha medo do contato com Lua, cujo corpo era muito frio. Sol resolveu fazer ironias sobre essa diferença. Lua, humilhado, subiu para o céu agarrando-se a um cipó, e ao mesmo tempo soprou sobre Sol, eclipsando-o. quando os dois maridos desapareceram. Aoho se sentiu abandonada. Tentou seguir Lua até o céu, levando um cesto cheio da argila que as mulheres usam para fazer cerâmica. Lua percebeu, e para se ver livre dela de uma vez por todas cortou o cipó que unia os dois mundos. A mulher caiu com o seu cesto, a argila se espalhou sobre a Terra, e hoje pode ser encontrada em vários lugares. Aoho se tranmsformou no pássaro que tem o seu nome, e a cada lua cheia, pode-se ouvir o seu lamento, chorando pelo marido que a abandonou. Mais tarde, o Sol também subiu para o céu, usando um outro cipó. Mas, mesmo lá no alto, a Lua continua a fugir dele, os dois nunca caminham juntos e não podem se reconciliar. Por isso o Sol só pode ser visto de doa, e a Lua de noite. [...]. Trecho da obra A oleira ciumenta (Brasiliense, 1986), do antropólogo belga Claude Lévi-Strauss (1908-2009). Veja mais aqui.

O MUNDO DA FICÇÃO - Toda obra de ficção encerra dentro de si uma estrutura social. Pois a estrutura da ação romanesca é, de qualquer modo, uma estrutura de convivência: a estrutura das relações interpessoais dos personagens. E essa estrutura é necessariamente social [...] o mundo da ficção é organizado por personagens e situações; em segundo lugar, pelas normas representadas através de crenças, valores, atitudes e sentimentos. Mas são precisamente os valores, as crenças, os sentimentos e as atitudes, todos estes espelhando a ordem normativa, que tendem à coerência sem a qual a estrutura social da ficção não existiria. O universo social da obra de ficção tende a ser um universo siclamente organizado, por mais caótica ou fantástica que se nos apresenta trama de situações. [...]. Trecho de A sociedade real da ficção: uma definição sociológica do romance e da obra de ficção em geral, extraído da obra A realidade social da ficção (FJN/Massangana, 2005), do sociólogo Sebastião Vila Nova.

RIACHÃO DO GAMA, CACHOEIRINHA – Em 1863, Cachoeirinha era um povoado na freguesia de São Bento, onde desemboca o riachão do Gama, afluente do Una. Sua denominação se deve à existência de uma pequena cachoeira a aproximadamente 700m da cidade. O distrito foi criado no dia 12 de maio de 1874 e aos 22 de novembro de 1892, em reunião do Conselho Municipal de São bento, foi discutida e aprovada a lei de divisão do Municipio em dois distritos: o sede e o povoado de Cachoeirinha. A Lei estadual 3309, de 17 de dezembro de 1958, criou o município de Cachoeirinha, desmembrando-se do de São Bento do Una. Sua instalação ocorreu em 1º de março de 1962. Administrativamente, o município é formado pelo distrito-sede e pelo distrito de Cabanas. Anualmente, no dia 21 de novembro, comemora a sua emancipação política, em conformidade com a Enciclopedia dos Municipios do Interior de Pernambuco (FIAM/DI, 1986). Veja mais aqui.

POEMA DE ROSELI NASCIMENTO
Dois corpos
(em chamas)
Fez-se a nudez
Ávidos
À
Vida
Em um mergulho
Solar
Poema da poeta Roseli Nascimento (Cadernos Negros, 1992). Veja mais aqui.

Veja mais:
As muitas do Zé Corninho aqui e aqui.
A literatura de Dinah Silveira de Quirós aqui e aqui.
A poesia de Guillaume Apolinaire aqui e aqui.
A poesia de Dylan Thomas aqui e aqui.
A poesia de Torquato Neto aqui.
A literatura de Imre Kertész aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor austríaco Ernst Fuchs (1930-2015).
Veja mais aqui.
 

terça-feira, julho 18, 2017

AFRODITE, STRAVINSKY, DRUCKER, RIPPER, MARIA JOÃO, MARTHA ANGERICH & APRENDER A APRENDER

A JACA & A BOTIJA - Aquela jaqueira florida infincada na calçada duma esquina, nunca chamara tanto atenção. Servira sempre apenas para roubos furtivos de necessitados, mesmo sob protesto dos moradores da vizinhança que se achavam donos dela, combatendo sob vigilância rigorosa e armada hostil contra quem se arvorasse atacá-la. Um dia lá não lembro quando, apareceu um fruto de grandes proporções, arregalando olhos e arrepiando noticiários locais e nacionais, até prospectar todo tipo de estudiosos, fanáticos e religiosos advenos, todos voltados para santificá-la e torná-la patrimônio da humanidade. Acontece que ao aboticar as vistas com aquela aberração, Tomé foi acometido duma paralisia de ficar de queijo caído e escorrendo baba pela boca de lavar o peito, guardados, pés, chão abaixo, formando poças imensas. Logo ele apreciador de prediletos bagos de jacas inchadas, fosse dura, mole, até da manteiga trazida doutras localidades. Por dias ele ali, até sair do embotamento depois duma paralisia demorada de passar dias sem comer nem beber, muito menos dormir, com aquela maravilha crescendo no juízo, dele ficar obcecado, sem conseguir desgrudar todos os sentidos daquilo que seria o maior de todos os prêmios de sua conquista. Antes dessa morbidez que o acometera, dizia ele nunca ter tido problemas intestinais, nem tosse alguma, afora ter sempre uma tesão infalível de garanhão priápico, justo por ser costumeiro comedor da Artocarpus integrifolia L, da família Moraceae, que, segundo ele, exímio atrepador de vencer mais de vinte e cinco metros na busca pelo alimento predileto, como inventor de lendas as mais cabeludas a respeito de suas propriedades medicinais. Ao tentar se aproximar para furtá-la, grande era a sua fome, logo se deparou com políticos, padres, pastores, gurus, fiéis, beatos e curiosos que santificavam aquela extravagância, privando sua captura e o seu pronto abastecimento. Dias indômitos armando estratagemas em complicados planos para tomá-la pra si, perseguindo inarredável por um momento propício, sempre nada exitosa por não saírem de perto um mínimo centímetro da maior vigiada, pra que o fruto agora sagrado não fosse surrupiado por mãos inescrupulosas. Passaram-se mais dias e lá inexoráveis permaneciam romeiros vindos de todas as partes do país para confirmar aquele inusitado acontecimento, chegando-se ao ponto de boatos sobre curas e milagres obrados só por estar na presença ou mesmo ao tocá-la, o que era absolutamente proibido, mas recalcitrantes conseguiam mediante descuido da tropa protetora. Bastava fazer menção de tocar aquele símbolo sacrossanto da natureza, novos anúncios de salvações curativas alardeavam por todo canto. Uma semana já se passara e nada dele conseguir seu intento, quinze dias, um mês e ele lá, sem comer, beber ou dormir, já enlouquecendo com a jaca crescendo ainda mais no seu quengo. Certa feita, ele se aproveitou de uma cerimônia em que a multidão ajoelhou-se de olhos fechados num louvor de gratidão aos céus por tão maravilhoso espetáculo, ele zarpou, pegou a dita pesadíssima de quase nem conseguir arrastá-la, saiu embolando ladeira abaixo, até sumir de ninguém saber como se dera o sumiço nem o paradeiro. Um escândalo de convocar todas as forças armadas e especiais numa comitiva perseguidora no encalço do desplante. Com o sumiço logo caiu uma chuva com raios e trovões nunca vistos, a terra começou a tremer, as águas invadiram as ruas, o tempo parou, as coisas perderam sentido e tudo poderia acontecer a qualquer momento, sinais estes identificados como efeitos da ignomínia praticada. Escapando da perseguição, Tomé se escondeu no sótão duma casa amaldiçoada que ninguém se atreveria a se aproximar, imobilizado para não denunciar que estava ali, nem ousou rasgar a jaca e comê-la, não, manteve-se quieto, torando aço para nenhuma alma de outro nem ser vivente de nariz intrometido aparecessem ali. De madrugada quando todos já roncavam o cansaço da marcha, morrendo de fome e com a baba escorrendo pelo peitoril, ele armou-se um facão e tascou na jaca. Desferido golpe restou inútil, o que o fez catar uma foice e com repetidos golpes de tantas foiçadas, e como estava no meio da maior escuridão, findou decepando o polegar e o indicador da mão esquerda, três dedos de cada pé que serviam de apara para maior forçada, afora talhos nos braços de quase perder uma orelha e o bico do nariz, enfim, depois de muitas tentativas na casca dura, conseguiu fissurá-la e abri-la, qual não foi seu espanto ao constatar que ao invés de bagos, dentro dela havia moedas e ouro. Oxe! Num acredito! Quanto mais esquartejava a jaca, mais ouro e moedas apareciam. Não era uma jaca, era uma botija. Danou-se! Ele não queria ouro nem riqueza, queria bagos pra comer. De que serviriam moedas e barras de ouro se estava faminto. Não podia sair pela cidade com moedas estranhas nem oferecendo barras de ouro, assim do nada, logo desconfiariam e ele findaria preso por escamotear um pretenso patrimônio histórico. Mesmo assim ele mordeu as moedas e as barras, chega doer os dentes pelo esforço de tentar comê-las, perdeu alguns deles com as mordidas, findando quase banguelo. De nada serviam, não havia como matar sua fome. Ele se agoniava, debatia-se, reclamava da vida até cair duro de sono e faminto. Uns seis meses depois de buscas por todos os cafundós da redondeza, lembraram que faltava o palacete assombrado. Foram lá e sentiram logo cheiro de jaca no ar. Reviraram tudo, até encontrar no sótão, tanto a jaca como Tomé, completamente desfigurados. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

SOCIEDADE PÓS-CAPITALISTA DE DRUCKER
[...] A “literacia” significava tradicionalmente o conhecimento do conteído de determinados temas, por exemplo, efetuar multiplicações ou possuir um pouco de conhecimento da história da América. Mas a sociedade do conhecimento (pós-capitalista) necessita de conhecimento processual – algo que as escolas raramente tentaram ensinar. Na sociedade do conhecimento, as pessoas têm de aprender a aprender. [...].
Trecho extraído da obra A sociedade pós-capítalista (Pioneira, 1999), do economista, professor, escritor e consultor austríaco Peter Drucker (1909-2005), abordando historicamente sobre a sociedade capitalista, política e conhecimento, sob a perspectiva do capital, da terra e do trabalho na sociedade atual que exige a mudança de paradigma e de mentalidade diante das novas realidades econômicas e sociais. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Não era pra ser, nem foi, Entre a vida e a morte de Nathalie Sarraute, a música de Galina Ustvolskaya, Aquarium World de Takashi Amano, o ativismo de Emmeline Parnkhurst, Zakarella de Carlos Alberto Santos, a pintura de Paul-Émile Chabas & as gravuras de ean-Frédéric Maximilien de Waldeck aqui.

E mais:
Trova & Trovadorismo aqui.
A literatura de João Ubaldo Ribeiro aqui & aqui.
Quase meio dia, A estrutura das revoluções científicas de Thomas Kuhn, Não morra antes de morrer de Yevgeny Yevtushenko, Os amores amarelos de Tristan Corbière, A consciência da mulher de Leilah Assumpção, a música de Debussy & Sandrine Piau, o cinema de Eric Rohmer & Françoise Fabian, a pintura de Hyacinthe Rigaud & Vittorio Polidori, a fotografia de Dian Hanson & Eric Kroll aqui.
A poesia de Yevgeny Yevtushenko, a Psicanálise de Freud, o teatro de Leilah Assumpção, a pintura de Hyacinthe Rigaud, a música de Rachmaninoff & Segueira Costa, Ailson Campos & muito mais aqui.
Zé Ripe entre amigos & pé de serra aqui.
Dia Branco & outras dicas Tataritaritatá aqui.
O trabalho do antropólogo de Roberto Cardoso de Oliveira, Monções de Sérgio Buarque de Holanda, a poesia de música de Carlos Gomes, O poeta dramático de Karl Georg Büchner, o cinema de Alfred E. Green & Carmen Miranda, a arte de William Orpen, a pintura de Ivan Gregorewitch Olinsky & Charles-Antoine Coypel aqui.
Sorria, Canto geral de Pablo Neruda, A desobediência civil de Henry Thoreau, O feijão & o sonho de Orígenes Lessa, A revolução na América do Sul de Marcelo Soares música de Sebastião Tapajós, a pintura de Amedeo Modigliani, Monteiro Lobato & Brincarte do Nitolino aqui.
A crise na América Latina de Emir Sader, No colo do pai de Hanif Kureishi, Viagem nas primeiras horas de Wole Soyinka, Técnica teatral de Erwin Piscator, a música de Stelvio Massi & Joan Collins, a gravura de Václav Hollar, a pintura de Carl Kricheldorf & Isaac Lazarus Israels aqui.
O direito à informação e qual informação, A formação social da mente de Lev Vygotsky, O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, a poesia de Manuel Bandeira, a pintura de Vincent van Gogh & a música de Gonzaguinha aqui.
As funduras profundas do coração de uma mulher, A arte de amar de Erich Fromm, A poesia de Paul Verlaine, Cem poemas de amor de Ledo Ivo, a música de Debussy & Isao Tomita, Lula Queiroga, a pintura de Cornelia Schleime & Fabius Lorenzi aqui.
Mãe é mãe & deus proteja a minha, a sua, a nossa & o da mãe-joana & e das mães (do guarda, do juiz de futebol e dos políticos) que são coitadas, Inteligência emocional de John Gottman, a literatura de Máximo Gorki, a poesia de Jorge Tufic, a música de Caetano Veloso, a pintura de Lena Gal & Gustav Klimt, Travesuras de mãe de Denise Fraga & a arte de Luciah Lopez aqui.
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APRENDER A APRENDER
[...] Enquanto a memorização permanece a forma dominante de aprendizagem em muitas salas de aula e instituições corporativas, há um reconhecimento crescente de que a finalidade central da educação deve ser valorizar as pessoas no sentido de se encarregarem elas próprias da construção do significado das experiências que vivem. [...] As ramificações que advêm do aprender a compreender a natureza do conhecimento e a natureza da aprendizagem significativa, não só valorizam o indivíduo tornando-o mais eficiente na aquisição e produção do conhecimento, mas também contribuem para a sua autoestima e sentido de controle sobre a própria vida. Os tempos atuais são tempos revolucionários, e ajudar as pessoas a aprender a aprender é uma ideia que se impõe.
Trecho introdutório da obra Aprender a aprender (Platano, 1997), dos professores do Departamento de Educação da Cornell University, Joseph D. Novak e D. Bob Gowin. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971): Rite orf Spring & Symphonis of Winds; da pianista portuguesa naturalizada brasileira, Maria João Pires: Concerto para piano nº 17 de Mozart & Sonata nº 32, op. 111, de Beethoven; do compositor, professor e regente João Guilherme Ripper: Canntiga e Desafio & Jogos Sinfônicos; e da pianista argentina Martha Angerich: Concerto nº 1 in E minor, op. 11, de Chopin & Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Para conferir é só ligar o som e curtir.

COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY
O filme Coco Chanel & Igor Stravinsky (2009), dirigido por Jan Kouten, conta a história do envolvimento entre a estilista francesa Gabrielle Coco Chanel (1883-1971) e o  compositor, pianista e maestro russo Igor Stravinsky (1882-1971), ela devotada a seu trabalho e apaixonada pelo charmoso e bem sucedido Arthur Boy Capel, comparece ao Théâtre des Champs-Élysées, onde Stravisnky mostra pela primeira vez o seu terceiro bailado "A Sagração da Primavera". Ela se encanta pela música, mas o público vaia a obra considerando-a revolucionária e moderna demais para seu tempo não deixando sequer a obra terminar e originando uma sessão de pancadaria geral. Sete anos mais tarde, Coco e Igor se reencontram em situações opostas. Ela agora é uma estilista famosa, rica e respeitada, e vive a dor da morte de Boy, enquanto ele vive em exílio na França após a Revolução Russa. A atração entre os dois é imediata e ela o convida para se hospedar em sua casa de campo para compor; ele aceita e muda-se com a mulher e filhos. Um intenso romance então se inicia entre os dois artistas na fase mais criativa de suas carreiras. O destaque fica por conta da atuação da atriz francesa Anna Mouglalis. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CULTO À DEUSA AFRODITE
Esculturas representando a deusa do amor, da beleza e da sexualidade na antiga religião grega, Afrodite, responsável pela perpetuação da vida, prazer e alegria. Influenciado pelos cultos da fenícia Astarte e da acádia Ishtar, ambas deusas do amor, o seu culto foi importado da Ásia para a Grécia Antiga. Na era romana ela passou a ser denominada de deusa Vênus. Veja mais aquiaqui, aqui e aqui.

quinta-feira, julho 09, 2015

JOSUÉ DE CASTRO, HOMERO, ANA BOTAFOGO, MERCEDES, FRIDA, ANGERICK, LEMPICKA, GENÉSIO, ELIEZER AUGUSTO & TRÂMITE DA SOLIDÃO!!!



Curtindo Mercedes Sosa en vivo en Europa (Universal, 1990), da cantora argentina Mercedes Sosa, La Negra – a voz dos sem voz (1935-2009). Veja mais aqui.

O ESPECTRO DA FOME – O livro Geografia da fome - o dilema brasileiro: pão ou aço (Antares, 1984), do médico, professor catedrático, pensador, ativista político e embaixador do Brasil na ONU, Josué de Castro (1908-1973), aborda a fome no nordeste açucareiro, no sertão do nordeste, nas áreas de subnutrição, no centro e no sul, estudo do conjunto brasileiro com o seu pensamento sobre a fome e a miséria resultantes da má distribuição das riquezas, concentradas cada vez mais nas mãos de pouquíssimas pessoas, defendendo a distribuição dos recursos, da terra para produção dos trabalhadores e da reforma agrária. Nesse trabalho ele mapeia a distribuição e concentração da fome no Brasil, na qual destaco o trecho O espectro da fome: Tempos atrás, um surto de sarampo, de tipo violento e infeccioso, que praticamente dizimou uma localidade mineira do vale do Jequitinhonha, revelou, ou antes, confirmou, a situação calamitosa, em matéria de saúde e desnutrição, em toda aquela vasta região. Logo em seguida, ou pouco antes, as cifras enumeradas no documento trágico de 18 altas autoridades eclesiásticas mostravam a mesma situação por todo o Nordeste. E outro documento, talvez ainda mais impressionante, dos bispos do Centro-Oeste (Marginalização de um povo), confirmava o impacto do primeiro e acentuava-o. Ainda outro documento, no mesmo sentido, e talvez ainda mais alarmante, pois se refere à região considerada mais sadia de todo o Brasil: o Rio Grande do Sul, foi referido no O Estado de São Paulo de 12 de agosto: A Revista da Associação Médica do Rio Grande do Sul publicou o resultado de uma pesquisa feita pela entidade, revelando que quase a metade das crianças gaúchas (1 milhão em 2 milhões e 600 mil) são desnutridas (sic). A desnutrição é responsável pela alta taxa de mortalidade infantil e pela evasão escolar: menos de 10% dos alunos matriculados no primeiro ano atingem a oitava série do ensino fundamental. A desnutrição é causada pela falta de alimentos, dificuldades econômicas e desconhecimento dos princípios de alimentação balanceada. Uma criança de quatro anos da classe A (isto é, das camadas ricas da população, lembro eu), diz a revista, é em geral, 9,19 centímetros mais altas que uma da classe B (isto é, das camadas populares, lembro eu) e seu peso é superior. Isso significa que no Estado mais sadio da federação, a desnutrição está concorrendo, fundamentalmente, para a divisão crescente de nossa terra em dois modelos de população: os tipos biologicamente superiores e os tipos biologicamente inferiores. E como estas estatísticas informam, a proporção entre os exemplarei: bem nutridos e sadios e os desnutridos e enfermiços é praticamente de 50%. Isso na região mais sadia e rica de nossa pátria. Imaginemos então o que ocorre nas regiões que representam uma proporção de mais de 80% da nossa população total. [...] Interesses e preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada civilização ocidental tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco aconselhável de ser abordada. [...] Veja mais aqui.

A ILÍADA – A obra A Ilíada é um poema épico grego do poeta Homero (928aC-898aC), composto de quinze mil seiscentos e noventa e três versos em hexâmetro dactílico – composto de seis sílabas -, que narra os acontecimentos ocorridos na Guerra de Tróia. Acerca da obra, escreve Otto Maria Carpeaux (História da Literatura Ocidental – Alhambra, 1978) que está cheia de ruídos de batalhas e lutas pessoais, uma multiplicidade de episódios em torno dos personagens principais: ira, abstenção e luta final de Aquiles, as empresas bélicas individuais de Ajax, Diomedes e Menelau, as intervenções de Agamenon e Ulisses, a sabedoria episódica de Nestor e a maledicência de Tersistes e mais os episódios troianos: a fraqueza de Páris, a bravura estoica de Heitor, o sentimento sentimental de Andrômaca, o sentimento trágico de Príamo. Da obra destaco o trecho do Canto I: Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida (mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades, ficando seus corpos como presa para cães e aves de rapina, enquanto se cumpria a vontade de Zeus), desde o momento em que primeiro se desentenderam o Atrida, soberano dos homens, e o divino Aquiles. Entre eles qual dos deuses provocou o conflito? Apolo, filho de Leto e de Zeus. Enfurecera-se o deus contra o rei e por isso espalhara entre o exército uma doença terrível de que morriam as hostes, porque o Atrida desconsiderara Crises, seu sacerdote. Ora este tinha vindo até as naus velozes dos Aqueus para resgatar a filha, trazendo incontáveis riquezas. Segurando nas mãos as fitas de Apolo que acerta ao longe e um cetro dourado, suplicou a todos os Aqueus, mas em especial aos dois Atridas, condutores de homens: “Ó Atridas e vós, demais Aqueus de belas cnêmides! Qu e vos concedam os deuses, que o Olimpo detêm, saquear a cidade de Príamo e regressar bem a vossas casas! Mas libertai a minha filha amada e recebei o resgate, por respeito para com o filho de Zeus, Apolo que acerta ao longe.” Então todos os outros Aqueus aprovaram estas palavras: que se venerasse o sacerdote e se recebesse o glorioso resgate. Mas tal não agradou ao coração do Atrida Agamêmnon; e asperamente o mandou embora, com palavras desabridas: “Que eu te não encontre, ó ancião, junto às côncavas naus, demorando-te agora ou voltando nos tempos próximos, pois de nada te servirá o cetro e a fita do deus! Não libertarei a tua filha. Antes disso a terá atingido a velhice em minha casa, em Argos, longe da sua pátria, enquanto se afadiga ao tear e dorme na minha cama. Vai-te agora. Não me encolerizes: partirás mais salvo.” Assim falou. Amedrontou-se o ancião e obedeceu ao que fora dito. Caminhou em silêncio ao longo da praia do mar marulhante. E depois de ter se afastado para longe, rezou o ancião ao soberano Apolo, que Leto de belos cabelos deu à luz: “Ouve-me, senhor do arco de prata, deus tutelar de Crise e da sacratíssima Cila, que pela força reges Tênedo, ó Esminteu! Se alguma vez ao belo templo te pus um teto, ou queimei para ti as gordas coxas de touros ou de cabras, faz que se cumpra isto que te peço: que paguem com tuas setas os Dânaos as minhas lágrimas!” Assim disse, orando; e ouviu-o Febo Apolo. Desceu do Olimpo, com o coração agitado de ira. Nos ombros trazia o arco e a aljava duplamente coberta; aos ombros do deus irado as setas chocalhavam à medida que avançava. E chegou como chega a noite. Depois sentou-se à distância das naus e disparou uma seta: terrível foi o som produzido pelo arco de prata Primeiro atingiu as mulas e os rápidos cães; mas depois disparou as setas contra os homens. As piras dos mortos ardiam continuamente. Durante nove dias contra o exército voaram os disparos do deus. Ao décimo dia, Aquiles convocou a hoste para a assembleia: fora isso que lhe colocara no espírito a deusa Hera de alvos braços. Pois sentia pena dos Dânaos, porque os via morrer. [...] Veja mais aqui.

SOB O CÉU DE PALMARES: CIDADE PROMETIDA DO SER POETA – Da minha santa terrinha, vez em quando tenho ótimas notícias! Desta vez, para ampliar as minhas saudades, chegou-me notícias para lá de alvissareiras. Trata-se do trabalho artístico desenvolvido pelo poeta e compositor Genesio Cavalcanti que acaba de lançar Sob o céu de Palmares, no qual ele expressa: "Sendo poeta, costumo usar palavras para compor meu estado de ser: ser feliz, viver feliz, morrer feliz"; também o dvd Cidade prometida, em que ele traz a sua ousadia: "Minha ousadia vai além dos meus sonhos. E, se por ventura, sinto medo, tristeza ou melancolia, persisto. Nunca desanimo, pois encontro forças necessárias escrevendo uma nova poesia! Mas, se esse sonho adormece à medida que esmoreço, é tempo de renovar energias. Parar. Dar um tempo. Tempo para pensar, repousar aquilo que mereço, porque sei que na verdade, é chegada a hora de um novo desafio, um novo recomeço"; e o belíssimo livro Poéticas de Amor, do qual destaco o poema Amor é arte: Amor é arte / Arte de sentir, tocar / De despir, apreciar / É a arte de falar / De saber silenciar / É a arte de receber, doar / Arte de completar / De plantar, colher / De saber esperar / Arte de reinventar / De querer, satisfazer / Amor é a pura arte / De viver, de amar! Ele também edita o blog Ser Poeta no qual costumo sempre apreciar sua literatura. Parabéns, Genésio! Sucesso procê, meu irmão. Veja mais aquiaqui.

ANA IN CONCERT – A bailarina e atriz brasileira Ana Botafogo é desde 1981 a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, já realizando apresentações na Europa e nas Américas. Ela estreou com o ballet Coppélia, tendo integrado o Ballet de Marseille, na França, e participado de festivais na Suíça, Itália, Cuba e Espanha, bem como ter dançado em palcos da Inglaterra, tendo como preocupação constante levar a arte para todos os cantos do Brasil, ministrando palestras para estimulação de jovens bailarinos, fato que a faz ser considerada uma das mais importantes bailarinas brasileiras. Veja mais aqui e aqui.

CONVERSATION NOCTURNE – O documentário Martha Argerich, conversation nocturne (2002), realizado pelo diretor francês Georges Gachot com a pianista argentina de ascendência judaica e catalã Martha Angerich, considerada um dos maiores expoentes de sua geração e do período pós-guerra, no qual ela conta suas memórias, confidências sobre suas dúvidas e o seu apetite pela produção musical. Ela se destacou por suas interpretações de Chopin, Liszt, Bach, Schumann, Ravel e Prokofiev, principalmente por sua interpretação no Concerto para Piano nº 3, de Rachmaninoff, merecendo destacar os duos que ela realizou com o pianista brasileiro Nelson Freire. Mesmo mantendo-se distante da imprensa e publicidade, reservando-se à sua carreira, concedendo pouquíssimas entrevistas, ela aceitou realizar o elegante documentário entrelaça maravilhosos trechos de apresentações, ensaios, entrevistas e depoimentos da talentosa artista, apresentando desde a adolescência solitária de estudante na Europa, até os dias mais recentes de sua vida. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
As obras do artista plástico tricordiano Eliezer Augusto (Info: Meimei Corrêa/SelTC)

Veja mais sobre:
O passado escreveu o presente; o futuro, agora, Sociolinguística de Dino Preti, o teatro de Bertolt Brecht, Nunca houve guerrilha em Palmares de Luiz Berto, a música de Adriana Hölszky, a escultura de Antonio Frilli, a arte de Thomas Rowlandson, a pintura de Dimitra Milan & Vera Donskaya-Khilko aqui.

E mais:
A liberdade de expressão, A filha de Agamenon de Ismail Kadaré, A natureza de Parmênides de Eléia, Poema sujo de Ferreira Gullar, O teatro essencial de Denise Stoklos, a música de Badi Assad, o cinema de Ingmar Bergman & Liv Ullmann, a escultura de Emilio Fiaschi, Programa Tataritaritatá, a pintura de Gustav Klint & Vera Donskaya-Khilko aqui.
O discurso do método de René Descartes, a música de João Bosco, o teatro de Denise Stoklos, o cinema de Ingmar Bergman, a pintura de Gustav Klimt, Sandra Regina, Bernadethe Ribeiro & Danny Calixto aqui.
Literatura de cordel: História do capitão do navio, de Silviano Pirauá de Lima aqui.
Preconceito, ó! Xô pra lá, Diários de viagem de Franz Kafka, A revolta de Atlas de Ayn Rand, A lua e o infinito de Giacomo Leopardi, a música de Leoš Janáček & Cheryl Barker, o cinema de Alessandro Blasetti & Sophia Loren, Maguerite Anzieu & Jacques Lacan: caso Aimée, a arte de Liliana Castro, a pintura de Helmut Breuninger & Hermann Fenner-Behmer aqui.
Os vexames dum curau no sul, O absurdo de Thomas Nagel, Voragem de Junichiro Tanizaki, Pretidão de amor de Emílio de Meneses, Mão na luva de Oduvaldo Vianna Filho, o cinema de Olivier Assayas & Maggie Cheung, a música de Rosalia de Souza, a pintura de Pierre-Auguste Renoir & Suzanne Frie aqui.
Quadrilha das paixões mais intensas, Vaqueiros & cantadores de Luís da Câmara Cascudo, Terra de Caruaru de José Condé, a música da Orquestra Armorial & Cussy de Almeida, A Setilha de Serrador, O casamento de Maria Feia de Rutinaldo Miranda Batista, a arte de Roberto Burle Marx. a xilogravura de Severino Borges, J. Miguel & Vermelho aqui.
Entre nós, vivo você, as gravuras de Lasar Segall, a música de Sivuca, Cartilha do cantador de Aleixo Leite Filho, Cancão de fogo de Jairo Lima, a poesia de Belarmino França, a arte de Luciah Lopez, a xilogravura de J. Borges & José Costa Leite aqui.
Dos bichos de todas as feras e mansas, Cantadores de Leonardo Mota, O Romance da Besta Fubana de Luiz Berto, O martelo alagoano de Manoel Chelé, a música do Duo Backer, a escultura de Antoni Gaudí, a militância de Brigitte Mohnhaupt, a arte de Natalia Fabia & a xilogravura de J. Borges aqui.
Quem desiste jamais saberá o gosto de qualquer vitória, A linguagem & as ciências de Roman Jakobson, Nos caminhos de Swan de Marcel Proust, a arte de Regina José Galindo, a fotografia de Thomas Karsten, a pintura de Henry Asencio, a música de Secos & Molhados & Luiza Possi aqui.
Tudo em mim, mestiço sou, O povo brasileiro de Darcy Ribeiro, A história da minha vida de Helen Keller, Anarquismo & ensaios de Emma Goldman, a escultura de Luiz Morrone, a fotografia de Pisco Del Gaiso, Os Fofos Encenam & Viviane Madu, a música de Guilhermina Suggia & a pintura de Martin Eder aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Reclining Nude with Book (1927), da pintora art déco polaca Tamara de Lempicka (1898-1980).
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HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

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