Mostrando postagens com marcador Tamara de Lempicka. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tamara de Lempicka. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, julho 09, 2015

JOSUÉ DE CASTRO, HOMERO, ANA BOTAFOGO, MERCEDES, FRIDA, ANGERICK, LEMPICKA, GENÉSIO, ELIEZER AUGUSTO & TRÂMITE DA SOLIDÃO!!!



Curtindo Mercedes Sosa en vivo en Europa (Universal, 1990), da cantora argentina Mercedes Sosa, La Negra – a voz dos sem voz (1935-2009). Veja mais aqui.

O ESPECTRO DA FOME – O livro Geografia da fome - o dilema brasileiro: pão ou aço (Antares, 1984), do médico, professor catedrático, pensador, ativista político e embaixador do Brasil na ONU, Josué de Castro (1908-1973), aborda a fome no nordeste açucareiro, no sertão do nordeste, nas áreas de subnutrição, no centro e no sul, estudo do conjunto brasileiro com o seu pensamento sobre a fome e a miséria resultantes da má distribuição das riquezas, concentradas cada vez mais nas mãos de pouquíssimas pessoas, defendendo a distribuição dos recursos, da terra para produção dos trabalhadores e da reforma agrária. Nesse trabalho ele mapeia a distribuição e concentração da fome no Brasil, na qual destaco o trecho O espectro da fome: Tempos atrás, um surto de sarampo, de tipo violento e infeccioso, que praticamente dizimou uma localidade mineira do vale do Jequitinhonha, revelou, ou antes, confirmou, a situação calamitosa, em matéria de saúde e desnutrição, em toda aquela vasta região. Logo em seguida, ou pouco antes, as cifras enumeradas no documento trágico de 18 altas autoridades eclesiásticas mostravam a mesma situação por todo o Nordeste. E outro documento, talvez ainda mais impressionante, dos bispos do Centro-Oeste (Marginalização de um povo), confirmava o impacto do primeiro e acentuava-o. Ainda outro documento, no mesmo sentido, e talvez ainda mais alarmante, pois se refere à região considerada mais sadia de todo o Brasil: o Rio Grande do Sul, foi referido no O Estado de São Paulo de 12 de agosto: A Revista da Associação Médica do Rio Grande do Sul publicou o resultado de uma pesquisa feita pela entidade, revelando que quase a metade das crianças gaúchas (1 milhão em 2 milhões e 600 mil) são desnutridas (sic). A desnutrição é responsável pela alta taxa de mortalidade infantil e pela evasão escolar: menos de 10% dos alunos matriculados no primeiro ano atingem a oitava série do ensino fundamental. A desnutrição é causada pela falta de alimentos, dificuldades econômicas e desconhecimento dos princípios de alimentação balanceada. Uma criança de quatro anos da classe A (isto é, das camadas ricas da população, lembro eu), diz a revista, é em geral, 9,19 centímetros mais altas que uma da classe B (isto é, das camadas populares, lembro eu) e seu peso é superior. Isso significa que no Estado mais sadio da federação, a desnutrição está concorrendo, fundamentalmente, para a divisão crescente de nossa terra em dois modelos de população: os tipos biologicamente superiores e os tipos biologicamente inferiores. E como estas estatísticas informam, a proporção entre os exemplarei: bem nutridos e sadios e os desnutridos e enfermiços é praticamente de 50%. Isso na região mais sadia e rica de nossa pátria. Imaginemos então o que ocorre nas regiões que representam uma proporção de mais de 80% da nossa população total. [...] Interesses e preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada civilização ocidental tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco aconselhável de ser abordada. [...] Veja mais aqui.

A ILÍADA – A obra A Ilíada é um poema épico grego do poeta Homero (928aC-898aC), composto de quinze mil seiscentos e noventa e três versos em hexâmetro dactílico – composto de seis sílabas -, que narra os acontecimentos ocorridos na Guerra de Tróia. Acerca da obra, escreve Otto Maria Carpeaux (História da Literatura Ocidental – Alhambra, 1978) que está cheia de ruídos de batalhas e lutas pessoais, uma multiplicidade de episódios em torno dos personagens principais: ira, abstenção e luta final de Aquiles, as empresas bélicas individuais de Ajax, Diomedes e Menelau, as intervenções de Agamenon e Ulisses, a sabedoria episódica de Nestor e a maledicência de Tersistes e mais os episódios troianos: a fraqueza de Páris, a bravura estoica de Heitor, o sentimento sentimental de Andrômaca, o sentimento trágico de Príamo. Da obra destaco o trecho do Canto I: Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida (mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades, ficando seus corpos como presa para cães e aves de rapina, enquanto se cumpria a vontade de Zeus), desde o momento em que primeiro se desentenderam o Atrida, soberano dos homens, e o divino Aquiles. Entre eles qual dos deuses provocou o conflito? Apolo, filho de Leto e de Zeus. Enfurecera-se o deus contra o rei e por isso espalhara entre o exército uma doença terrível de que morriam as hostes, porque o Atrida desconsiderara Crises, seu sacerdote. Ora este tinha vindo até as naus velozes dos Aqueus para resgatar a filha, trazendo incontáveis riquezas. Segurando nas mãos as fitas de Apolo que acerta ao longe e um cetro dourado, suplicou a todos os Aqueus, mas em especial aos dois Atridas, condutores de homens: “Ó Atridas e vós, demais Aqueus de belas cnêmides! Qu e vos concedam os deuses, que o Olimpo detêm, saquear a cidade de Príamo e regressar bem a vossas casas! Mas libertai a minha filha amada e recebei o resgate, por respeito para com o filho de Zeus, Apolo que acerta ao longe.” Então todos os outros Aqueus aprovaram estas palavras: que se venerasse o sacerdote e se recebesse o glorioso resgate. Mas tal não agradou ao coração do Atrida Agamêmnon; e asperamente o mandou embora, com palavras desabridas: “Que eu te não encontre, ó ancião, junto às côncavas naus, demorando-te agora ou voltando nos tempos próximos, pois de nada te servirá o cetro e a fita do deus! Não libertarei a tua filha. Antes disso a terá atingido a velhice em minha casa, em Argos, longe da sua pátria, enquanto se afadiga ao tear e dorme na minha cama. Vai-te agora. Não me encolerizes: partirás mais salvo.” Assim falou. Amedrontou-se o ancião e obedeceu ao que fora dito. Caminhou em silêncio ao longo da praia do mar marulhante. E depois de ter se afastado para longe, rezou o ancião ao soberano Apolo, que Leto de belos cabelos deu à luz: “Ouve-me, senhor do arco de prata, deus tutelar de Crise e da sacratíssima Cila, que pela força reges Tênedo, ó Esminteu! Se alguma vez ao belo templo te pus um teto, ou queimei para ti as gordas coxas de touros ou de cabras, faz que se cumpra isto que te peço: que paguem com tuas setas os Dânaos as minhas lágrimas!” Assim disse, orando; e ouviu-o Febo Apolo. Desceu do Olimpo, com o coração agitado de ira. Nos ombros trazia o arco e a aljava duplamente coberta; aos ombros do deus irado as setas chocalhavam à medida que avançava. E chegou como chega a noite. Depois sentou-se à distância das naus e disparou uma seta: terrível foi o som produzido pelo arco de prata Primeiro atingiu as mulas e os rápidos cães; mas depois disparou as setas contra os homens. As piras dos mortos ardiam continuamente. Durante nove dias contra o exército voaram os disparos do deus. Ao décimo dia, Aquiles convocou a hoste para a assembleia: fora isso que lhe colocara no espírito a deusa Hera de alvos braços. Pois sentia pena dos Dânaos, porque os via morrer. [...] Veja mais aqui.

SOB O CÉU DE PALMARES: CIDADE PROMETIDA DO SER POETA – Da minha santa terrinha, vez em quando tenho ótimas notícias! Desta vez, para ampliar as minhas saudades, chegou-me notícias para lá de alvissareiras. Trata-se do trabalho artístico desenvolvido pelo poeta e compositor Genesio Cavalcanti que acaba de lançar Sob o céu de Palmares, no qual ele expressa: "Sendo poeta, costumo usar palavras para compor meu estado de ser: ser feliz, viver feliz, morrer feliz"; também o dvd Cidade prometida, em que ele traz a sua ousadia: "Minha ousadia vai além dos meus sonhos. E, se por ventura, sinto medo, tristeza ou melancolia, persisto. Nunca desanimo, pois encontro forças necessárias escrevendo uma nova poesia! Mas, se esse sonho adormece à medida que esmoreço, é tempo de renovar energias. Parar. Dar um tempo. Tempo para pensar, repousar aquilo que mereço, porque sei que na verdade, é chegada a hora de um novo desafio, um novo recomeço"; e o belíssimo livro Poéticas de Amor, do qual destaco o poema Amor é arte: Amor é arte / Arte de sentir, tocar / De despir, apreciar / É a arte de falar / De saber silenciar / É a arte de receber, doar / Arte de completar / De plantar, colher / De saber esperar / Arte de reinventar / De querer, satisfazer / Amor é a pura arte / De viver, de amar! Ele também edita o blog Ser Poeta no qual costumo sempre apreciar sua literatura. Parabéns, Genésio! Sucesso procê, meu irmão. Veja mais aqui e aqui.

ANA IN CONCERT – A bailarina e atriz brasileira Ana Botafogo é desde 1981 a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, já realizando apresentações na Europa e nas Américas. Ela estreou com o ballet Coppélia, tendo integrado o Ballet de Marseille, na França, e participado de festivais na Suíça, Itália, Cuba e Espanha, bem como ter dançado em palcos da Inglaterra, tendo como preocupação constante levar a arte para todos os cantos do Brasil, ministrando palestras para estimulação de jovens bailarinos, fato que a faz ser considerada uma das mais importantes bailarinas brasileiras. Veja mais aqui e aqui.

CONVERSATION NOCTURNE – O documentário Martha Argerich, conversation nocturne (2002), realizado pelo diretor francês Georges Gachot com a pianista argentina de ascendência judaica e catalã Martha Angerich, considerada um dos maiores expoentes de sua geração e do período pós-guerra, no qual ela conta suas memórias, confidências sobre suas dúvidas e o seu apetite pela produção musical. Ela se destacou por suas interpretações de Chopin, Liszt, Bach, Schumann, Ravel e Prokofiev, principalmente por sua interpretação no Concerto para Piano nº 3, de Rachmaninoff, merecendo destacar os duos que ela realizou com o pianista brasileiro Nelson Freire. Mesmo mantendo-se distante da imprensa e publicidade, reservando-se à sua carreira, concedendo pouquíssimas entrevistas, ela aceitou realizar o elegante documentário entrelaça maravilhosos trechos de apresentações, ensaios, entrevistas e depoimentos da talentosa artista, apresentando desde a adolescência solitária de estudante na Europa, até os dias mais recentes de sua vida. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
As obras do artista plástico tricordiano Eliezer Augusto (Info: Meimei Corrêa/SelTC)

Veja mais sobre:
O passado escreveu o presente; o futuro, agora, Sociolinguística de Dino Preti, o teatro de Bertolt Brecht, Nunca houve guerrilha em Palmares de Luiz Berto, a música de Adriana Hölszky, a escultura de Antonio Frilli, a arte de Thomas Rowlandson, a pintura de Dimitra Milan & Vera Donskaya-Khilko aqui.

E mais:
A liberdade de expressão, A filha de Agamenon de Ismail Kadaré, A natureza de Parmênides de Eléia, Poema sujo de Ferreira Gullar, O teatro essencial de Denise Stoklos, a música de Badi Assad, o cinema de Ingmar Bergman & Liv Ullmann, a escultura de Emilio Fiaschi, Programa Tataritaritatá, a pintura de Gustav Klint & Vera Donskaya-Khilko aqui.
O discurso do método de René Descartes, a música de João Bosco, o teatro de Denise Stoklos, o cinema de Ingmar Bergman, a pintura de Gustav Klimt, Sandra Regina, Bernadethe Ribeiro & Danny Calixto aqui.
Literatura de cordel: História do capitão do navio, de Silviano Pirauá de Lima aqui.
Preconceito, ó! Xô pra lá, Diários de viagem de Franz Kafka, A revolta de Atlas de Ayn Rand, A lua e o infinito de Giacomo Leopardi, a música de Leoš Janáček & Cheryl Barker, o cinema de Alessandro Blasetti & Sophia Loren, Maguerite Anzieu & Jacques Lacan: caso Aimée, a arte de Liliana Castro, a pintura de Helmut Breuninger & Hermann Fenner-Behmer aqui.
Os vexames dum curau no sul, O absurdo de Thomas Nagel, Voragem de Junichiro Tanizaki, Pretidão de amor de Emílio de Meneses, Mão na luva de Oduvaldo Vianna Filho, o cinema de Olivier Assayas & Maggie Cheung, a música de Rosalia de Souza, a pintura de Pierre-Auguste Renoir & Suzanne Frie aqui.
Quadrilha das paixões mais intensas, Vaqueiros & cantadores de Luís da Câmara Cascudo, Terra de Caruaru de José Condé, a música da Orquestra Armorial & Cussy de Almeida, A Setilha de Serrador, O casamento de Maria Feia de Rutinaldo Miranda Batista, a arte de Roberto Burle Marx. a xilogravura de Severino Borges, J. Miguel & Vermelho aqui.
Entre nós, vivo você, as gravuras de Lasar Segall, a música de Sivuca, Cartilha do cantador de Aleixo Leite Filho, Cancão de fogo de Jairo Lima, a poesia de Belarmino França, a arte de Luciah Lopez, a xilogravura de J. Borges & José Costa Leite aqui.
Dos bichos de todas as feras e mansas, Cantadores de Leonardo Mota, O Romance da Besta Fubana de Luiz Berto, O martelo alagoano de Manoel Chelé, a música do Duo Backer, a escultura de Antoni Gaudí, a militância de Brigitte Mohnhaupt, a arte de Natalia Fabia & a xilogravura de J. Borges aqui.
Quem desiste jamais saberá o gosto de qualquer vitória, A linguagem & as ciências de Roman Jakobson, Nos caminhos de Swan de Marcel Proust, a arte de Regina José Galindo, a fotografia de Thomas Karsten, a pintura de Henry Asencio, a música de Secos & Molhados & Luiza Possi aqui.
Tudo em mim, mestiço sou, O povo brasileiro de Darcy Ribeiro, A história da minha vida de Helen Keller, Anarquismo & ensaios de Emma Goldman, a escultura de Luiz Morrone, a fotografia de Pisco Del Gaiso, Os Fofos Encenam & Viviane Madu, a música de Guilhermina Suggia & a pintura de Martin Eder aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Brincar para aprender aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Fecamepa – quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Reclining Nude with Book (1927), da pintora art déco polaca Tamara de Lempicka (1898-1980).
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


sábado, fevereiro 02, 2013

CHARLAINE HARRIS, MIHÁLY BABITS, SEBASTIAN SEUNG, ADA LOVELACE, FANNY KEMBLE & LITERÓTICA

 

A arte da pintora art déco polaca Tamara de Lempicka (1898-1980). Veja mais aqui e aqui.

 


O QUE SOU NO SORRISO DELA - O que sou no sorriso daquela que mais se parece uma obra de arte da Tamara de Lempicka e que me fiz inteiro navegante incauto no que é da criação do homem e da mulher, porque ela me sorri estampada com as vestes de festa, como quem se rende de véspera ansiosa que seja nela o que de mim já não sou. Dela os olhos sedosos & a língua sedenta aveludada lambendo os lábios fisgados no meu sexo inchado e teso para mitigar a sua esfomeada paixão na enseada do que se diz de amor e se faz no escuro do quarto. O que sou na sua boca voluptuosa & as pernas robustas entreabertas: Vem! Não se intimida e se aproxima tingindo meus músculos com a saliva de sua língua devotada no contorno da glande saboreando o meu lingan e mais lambe e geme e chupa o sorvete rijo e abocanha engolindo fundo e mais se delicia esfregando o yone cheio fuviante na minha perna. O que sou entre seus seios fartos na doçura acre de sua carne eriçada e tépida a implorar oferecida e tentadora com todas as confissões de amor. O que sou nos seus quadris e mais me agiganto atrabiliário mordendo a sua carne, o seu perfumado corpo e desmascarando todos os seus disfarces de favorita aos meus galanteios, como se fosse elevada para semear em mim todos os seus dotes e eu possa alcançar a fonte dos seus desejos salutares a ferver feitiços e a ronronar com a pele arrepiada pelas deleitosas convulsões latejantes dos seus toques. É tudo que sou e se vira de costas com todos os prazeres da fortuna e me dá de presente o que rebola como se rogada a me alojar inclemente no que deveras cobiço e recorro por vontade própria a sua pose de corça desembaraçada e arregaço jaez na alada garupa de égua esmerada pro meu galope na sua suavidade e sem se contrapor para que eu desfrute independente do seu consentimento auspicioso toda adornada de dengo, cativante e represada pela minha posse de sua nudez enluarada manhosa enlaçada para me fazer escorregar firme no que sou nas suas pernas majestosas pela fartura do seu prazer e a me fazer maior deslizando entre suas coxas roliças e eu me perca na convulsão de sua alma afogueada e nos estertores de sua carne robusta dos milagres mais voluptuosos para que eu voe com lambidas na seiva do seu ventre escancarado e a revolvê-la como se eu folheasse atento os seus cem mil capítulos e nela recolhesse os aforismos mais apaixonados e ela chove em mim torrenciais orgasmos para me apropriar de seus aquedutos insulares e me apropriar de sua carne untada por meu sêmen e de comum acordo com seus gemidos com a minha fúria penetrante no ápice de sua trêmula descarga impressionante de prazer. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais  aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS – Deus não nos deu (neste estado de existência) mais do que poderes muito limitados de expressão de nossas idéias e sentimentos. Religião para mim é ciência, e ciência é religião. Nessa verdade profundamente sentida está o segredo de minha intensa devoção à leitura das obras naturais de Deus. É lê-lo. Sua vontade – Sua inteligência; e isso novamente é aprender a obedecer e seguir (com o melhor de nosso poder) essa vontade! Pois aquele que lê, que interpreta a Divindade com um coração verdadeiro e simples, então obedece e se submete em atos e sentimentos como por impulso e instinto. Ele não pode deixar de fazê-lo. Pelo menos é o que me parece. Pensamento da escritoria e matemática britânica Ada Lovelace (1815-1859). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Certamente tenho preconceito contra a escravidão, pois sou uma inglesa, para quem a ausência de tal preconceito seria vergonhosa.... Pensamento da escritora e atriz britânica Fanny Kemble (1809-1893). Veja mais aqui.

 

CONNECTOME & QUEM SOMOS - [...] Nenhuma estrada, nenhuma trilha pode penetrar nesta floresta. Os longos e delicados galhos de suas árvores estão espalhados por toda parte, sufocando o espaço com seu crescimento exuberante. [...] Estudar um objeto tão complexo quanto o cérebro pode parecer quase inútil. Os bilhões de neurônios do cérebro se assemelham a árvores de muitas espécies e têm muitas formas fantásticas. Apenas os exploradores mais determinados [...] Os elos individuais da cadeia são pequenas moléculas chamadas nucleotídeos, que vêm em quatro tipos indicados pelas letras A, C, G e T. Seu genoma é a sequência inteira de nucleotídeos em seu DNA, ou equivalentemente uma longa sequência de letras desenhadas desta quatro letras [...] A razão é simples: os genes sozinhos não podem explicar como seu cérebro se tornou do jeito que é. [...]. Trechos extraídos da obra Connectome: How the Brain's Wiring Makes Us Who We Are (Mariner Books, 2012), do neurocientista Sebastian Seung.

 

DO MORTO AO PIOR - [...] Deitei-me diante da tua lareira e falei contigo sobre a tua vida. - disse. Não tinha nada a ver com o assunto. -Humm… Sim. Fizemos isso. - Recordo o nosso duche juntos. - Também fizemos isso. - Fizemos tanta coisa. - Ah… pois. Está bem. - Se não tivesse tanta coisa para fazer aqui em Shreveport, sentir-me-ia tentado a visitar-te para te recordar como gostaste de cada uma dessas coisas. - Se bem me lembro - afirmei -, também gostaste. - Ó, sim. - Eric, preciso de desligar. Tenho de ir trabalhar. - Ou de entrar em combustão espontânea. O que acontecesse primeiro. [...]. Trecho extraído da obra From Dead to Worse (Recorded Books, 2008), da escritora estadunidense Charlaine Harris. Veja mais aqui.

 

CANÇÃO CIGANA - Se o vento soprar vagueia o cigano. / lenço vermelho, camisa colorida, cabelo penteado liso com pomada, / empacota seus pertences, deve fazer uma cama para a criança: / pano enrolado na cintura e no pescoço, amarrado acima, abaixo. / Dormir bem nas minhas costas, pequena cigana! / vagamos por florestas escuras, campos ruins, campos bons, belo país, país verde, o vento está sempre zumbindo. / A árvore fica à sombra do caminho, e meu amor chora em meus sonhos. / Bagas derrubam os galhos. Seus membros doem de caminhadas, embrulhe na árvore, balança a criança cigana. / Mulberry pode nos ensinar algo: carrega o berço, carrega as bagas, também há mato seco / - Eu sei fazer fogo. a chama arde brilhantemente, um pote se encontra em algum lugar da panela para a colheita céu azul acima. / Empacote no galho rapidamente, só balança, criança cigana! / Amor de amora, adormeça, pequena cigana! Você vai vagar por florestas escuras campos ruins, campos bons, você não se importa com nenhum país / O azul celeste está em toda parte. / Você nasceu no mato e no mato, quase te perdi no musgo. / Como as sementes que voam você vai sair da sua mãe? / órfão de pai, órfão de mãe, wandre mas o mundo é grande! / Contos de fadas assustadores, canções engraçadas / Eu canto para você de novo e de novo. / Minúscula alma, amora querida, há bons biscoitos em todos os lugares. / Às vezes vem um vento ruim não tema, criança cigana. / O galho seco dá fogo, quase te aquece até a primavera. / A má colheita geme o agricultor, / A seca torna sua vida amarga. / Você se importa? Sem chance. / Há sombras em todos os lugares. / vagando por florestas escuras, campos ruins, campos bons, você não se importa com nenhum país / O azul celeste está em toda parte. / O judeu vem pela floresta olhe em volta e grite: pare! / Você encontra uma beleza aqui não pergunte muito, pegue. / Você nasceu no mato e no mato, quase te perdi no musgo. / Como as sementes que voam você vai sair da sua mãe? / órfão de pai, órfão de mãe, apenas vagueia, o mundo é grande! Poema do poeta húngaro Mihály Babits (1882-1941). Veja mais aqui.

 

EDUCAÇÃO – “Quando os pais se habituam a deixar os filhos de lado, quando os filhos não consideram mais suas palavras, quando os professores temem diante de seus alunos e preferem adulá-los, quando por fim os jovens desprezam as leis, porque não mais reconhecem acima de si a autoridade de nada nem de ninguém, aí está, em todo seu esplendor e vigor, o começo da tirania” do filósofo grego Platão (427-347 a.C). Ou seja: educação descuidada, declínio da civilização. Veja mais aqui e aqui.



PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA – O livro Psicologia e Sociologia: curso introdutório (Paulus, 2004), de Micele De Beni, Riberta Bommassar e Luigi Grossele, aborda temas como a descoberta da realidade do homem, a psicologia como ciência, escolas e teorias psicológicas, a pesquisa nas ciências humanas e sociais, a perspectiva evolutiva, etapas principais do desenvolvimento psicofísico, a construção da identidade, a linguagem, os processos cognitivos de base, a organização perceptiva, o processo de aprendizagem como construção do conhecimento, a memória como processo ativo, pensamento e inteligência, bases etológicas e gênese da cultura, organização social no reino animal, necessidades e motivações no homem, interação individuo-grupo-sociedade, os processos sociais, a formação das atitudes e das opiniões, os fenômenos do conformismo e do preconceito, campos de aplicação da psicologia, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

AS VÁRIAS VIDAS DA ALMA – O livro As várias vidas da alma: um psicoterapeuta junguiano descobre as vidas passadas (Cultrix, 1987), de Roger J. Woolger, trata sobre como funciona a terapia das vidas passadas, terra incógnita, explorando reinos desconhecidos da psique, a síntese emergente, as múltiplas dimensões da psique, questões inacabadas da alma e a psicologia do karma, aspectos fundamentais da terapia de vidas passadas, corpo sutil e mente densa, os problemas físicos, Eros ofendido, as raízes dos problemas sexuais e reprodutivos, nascimento e antes, morte e além, além da terapia, o legado da psicologia profunda, organização de terapia, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

RESPONSABILIDADE CIVIL POR CRIMES AO MEIO AMBIENTE – A realização de um trabalho acadêmico sobre esta temática requer uma abordagem acerca de meio ambiente e sustentabilidade, sobre direito ambiental, fundamentação conceitual e seus princípios norteadores, tratar sobre a responsabilidade civil, observando-se a responsabilidade pelos danos ambientais. Veja mais aqui e aqui.

ORAÇÃO DO JUSTO JUIZ – Zé Bilola não se emenda de jeito nenhum. Na sua insistente carreira à vereança do seu município, ele sempre se mete em camisa-de-onze-varas. Ô bicho enrolado esse, todo dia tudo dá errado pras bandas dele. Se tem bronca, Zé Bilola tá no meio. Dito e feito. Já estava eu acostumado de vê-lo toda sexta-feira - já umas sete sextas encarreadas, avalie! -, do cabra lá ajoelhado na maior devoção: “Justo juiz de Nazaré, filho da Virgem Maria que em Belém fostes nascido, entre as idolatrias, eu vos peço, senhor, pelo vosso sexto dia, que meu corpo não seja preso, nem ferido, nem morto, nem nas mãos da justiça envolto. Pax Tecum, Pax Tecum, Pax Tecum. Cristo assim disse aos discípulos. Se os meus inimigos vierem para me prender, terão olhos, não me verão; terão ouvidos, não me ouvirão, terão boca, não me falarão. Eu, José, com as armas de São Jorge, serei armado; eu, José, com a espada de Abraão, serei coberto; eu, José, com o leite da Virgem Maria, serei borrifado; eu, José, com sangue do meu senhor Jesus Cristo, serei batizado; eu, José, na arca de Noé, serei arrecadado; eu, José, com as chaves de São Pedro, serei fechado onde não me possam ver, nem ferir, nem matar, nem sangue do meu corpo tirar. Eu, José, também vos peço, senhor, por aqueles três cálices bentos, por aqueles três padres revestidos, por aquelas três hóstias consagradas, que consagrastes no terceiro dia, desde as portas de Belém até Jerusalém, que com prazer e alegria, eu, José, seja guardado também de noite, como de dia, assim como andou Jesus Cristo no ventre da Virgem Maria. Deus donate, paz, na guia, Deu te dê a companhia que Deus deu sempre à Virgem Maria, desde a casa santa de Belém a Jerusalém. Deus é teu pai, a Virgem Maria tua mãe; com as armas de São Jorge serás armado, com a espada de São Tiago, eu, José, serei guardado para sempre. Amém!”. Como era frequente flagrá-lo toda sexta nessa penitência, resolvi acompanhar tudo para saber do sucedido. – Que é que tá havendo, Zé? -, perguntei-lhe logo ao vê-lo levantar-se. Aí, ele disse: - Homi, seu minino, a coisa tá preta pra minha banda. Nem Padre Bidião quiria mai sabê di eu. Tive que buscá recuço longi, fechá o coipo cum uma hóstia custurada na popa da bunda e essa oração qui tenho qui fazê toda sexta ajoeiado pra mi livrá das malidicença. Curioso, perguntei: - E tá dando certo, Zé? -. Ele franziu o cenho, fez uma careta danada e sapecou: - Hômi, pelo sim, pelo não, to cumpletano hoji 7 sexta de reza, é o mandamento. Daqui pru diante é que vô sabê si num me inrolo mai em trapaiada. Quero sê certo e mi indireitá, mai a peitica da doidice num me dexa siguir direito. Num sei qui tenho qui minha boca num fica fechada, só digo besteira e me lasco todo. Pelo meno com o coipo fechado e aima rezada, mermo fazendo merda, me livro das raiva dos outros. Meió assim, né? Quando perguntei: - Quantos votos você teve na última eleição, Zé? -, aí foi pior, o cara se agoniou, coçou o quengo, se espremeu de ficar de cócoras, em enrolou todo e se lamentando muito espinafrou: - Não era a hora, esse povim num sabe que sô o ideá deles, destá. Ah, veja mais no Big ShitBôbras. 


SERPENTE DE ASAS – Vixe! Se serpente tivesse asa o que seria da gente, hem? Pois é, mas que tem gente que é uma verdadeira cobra que cria asas e anda atanazando a vida da gente, ah, isso tem de montão. Nem parece a inofensiva lenda da Serpente de Asas. Confira no Brincarte.



LITERATURA PERNAMBUCANA – A primeira reunião da literatura pernambucana foi realizada ao longo dos sete anos de existência do blog Varejo Sortido. É uma homenagem aos escritores do meu estado. Confira lá no Varejo Sortido.



ENTREVISTAS DO MÚSICA, TEATRO & CIA – Está destacado num post as entrevistas realizadas com gente do melhor time da música, do teatro, da dança e tataritaritatá. Confira no Música, Teatro & Cia. 




Veja mais sobre:
O amor – Crônica de amor por ela, Rabindranath Tagore, Johannes Brahms, Virgilio, Thomas Hardy, Wong Kar-Wai, Marin Alsop, Maggie Cheung, Corina Chirila, Lenilda Luna, Antonio Rocco, Cultura Pós-Moderna & Commedia dell’arte aqui.

E mais:
Nefertiti & Todo dia é dia da mulher aqui.
Keith Jarret, Carlos Saura, Christian Bernard, Isaac Newton, Casimiro de Abreu, Julio Hübner, Mia Maestro & A lenda criação no gênese africano aqui.
Por um novo dia, Herminio Bello de Carvalho, Ismael Nery, Brian Friel, Paolo Sorrentino, Julia Lemertz, J. R. Duran, Rachel Weisz, Iremar Marinho, Bruno Steinbach, O papel do professor e a sua formação na prática pedagógica aqui.
Paul Ricoeur & Fenomenologia, O Tao da Educação, Milton Nascimento, Psicodrama, Adriano Nunes, Roney Bunn, Direito & Trabalho aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...