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sábado, fevereiro 02, 2013

CHARLAINE HARRIS, MIHÁLY BABITS, SEBASTIAN SEUNG, ADA LOVELACE, FANNY KEMBLE & LITERÓTICA

 

A arte da pintora art déco polaca Tamara de Lempicka (1898-1980). Veja mais aqui e aqui.

 


O QUE SOU NO SORRISO DELA - O que sou no sorriso daquela que mais se parece uma obra de arte da Tamara de Lempicka e que me fiz inteiro navegante incauto no que é da criação do homem e da mulher, porque ela me sorri estampada com as vestes de festa, como quem se rende de véspera ansiosa que seja nela o que de mim já não sou. Dela os olhos sedosos & a língua sedenta aveludada lambendo os lábios fisgados no meu sexo inchado e teso para mitigar a sua esfomeada paixão na enseada do que se diz de amor e se faz no escuro do quarto. O que sou na sua boca voluptuosa & as pernas robustas entreabertas: Vem! Não se intimida e se aproxima tingindo meus músculos com a saliva de sua língua devotada no contorno da glande saboreando o meu lingan e mais lambe e geme e chupa o sorvete rijo e abocanha engolindo fundo e mais se delicia esfregando o yone cheio fuviante na minha perna. O que sou entre seus seios fartos na doçura acre de sua carne eriçada e tépida a implorar oferecida e tentadora com todas as confissões de amor. O que sou nos seus quadris e mais me agiganto atrabiliário mordendo a sua carne, o seu perfumado corpo e desmascarando todos os seus disfarces de favorita aos meus galanteios, como se fosse elevada para semear em mim todos os seus dotes e eu possa alcançar a fonte dos seus desejos salutares a ferver feitiços e a ronronar com a pele arrepiada pelas deleitosas convulsões latejantes dos seus toques. É tudo que sou e se vira de costas com todos os prazeres da fortuna e me dá de presente o que rebola como se rogada a me alojar inclemente no que deveras cobiço e recorro por vontade própria a sua pose de corça desembaraçada e arregaço jaez na alada garupa de égua esmerada pro meu galope na sua suavidade e sem se contrapor para que eu desfrute independente do seu consentimento auspicioso toda adornada de dengo, cativante e represada pela minha posse de sua nudez enluarada manhosa enlaçada para me fazer escorregar firme no que sou nas suas pernas majestosas pela fartura do seu prazer e a me fazer maior deslizando entre suas coxas roliças e eu me perca na convulsão de sua alma afogueada e nos estertores de sua carne robusta dos milagres mais voluptuosos para que eu voe com lambidas na seiva do seu ventre escancarado e a revolvê-la como se eu folheasse atento os seus cem mil capítulos e nela recolhesse os aforismos mais apaixonados e ela chove em mim torrenciais orgasmos para me apropriar de seus aquedutos insulares e me apropriar de sua carne untada por meu sêmen e de comum acordo com seus gemidos com a minha fúria penetrante no ápice de sua trêmula descarga impressionante de prazer. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais  aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS – Deus não nos deu (neste estado de existência) mais do que poderes muito limitados de expressão de nossas idéias e sentimentos. Religião para mim é ciência, e ciência é religião. Nessa verdade profundamente sentida está o segredo de minha intensa devoção à leitura das obras naturais de Deus. É lê-lo. Sua vontade – Sua inteligência; e isso novamente é aprender a obedecer e seguir (com o melhor de nosso poder) essa vontade! Pois aquele que lê, que interpreta a Divindade com um coração verdadeiro e simples, então obedece e se submete em atos e sentimentos como por impulso e instinto. Ele não pode deixar de fazê-lo. Pelo menos é o que me parece. Pensamento da escritoria e matemática britânica Ada Lovelace (1815-1859). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Certamente tenho preconceito contra a escravidão, pois sou uma inglesa, para quem a ausência de tal preconceito seria vergonhosa.... Pensamento da escritora e atriz britânica Fanny Kemble (1809-1893). Veja mais aqui.

 

CONNECTOME & QUEM SOMOS - [...] Nenhuma estrada, nenhuma trilha pode penetrar nesta floresta. Os longos e delicados galhos de suas árvores estão espalhados por toda parte, sufocando o espaço com seu crescimento exuberante. [...] Estudar um objeto tão complexo quanto o cérebro pode parecer quase inútil. Os bilhões de neurônios do cérebro se assemelham a árvores de muitas espécies e têm muitas formas fantásticas. Apenas os exploradores mais determinados [...] Os elos individuais da cadeia são pequenas moléculas chamadas nucleotídeos, que vêm em quatro tipos indicados pelas letras A, C, G e T. Seu genoma é a sequência inteira de nucleotídeos em seu DNA, ou equivalentemente uma longa sequência de letras desenhadas desta quatro letras [...] A razão é simples: os genes sozinhos não podem explicar como seu cérebro se tornou do jeito que é. [...]. Trechos extraídos da obra Connectome: How the Brain's Wiring Makes Us Who We Are (Mariner Books, 2012), do neurocientista Sebastian Seung.

 

DO MORTO AO PIOR - [...] Deitei-me diante da tua lareira e falei contigo sobre a tua vida. - disse. Não tinha nada a ver com o assunto. -Humm… Sim. Fizemos isso. - Recordo o nosso duche juntos. - Também fizemos isso. - Fizemos tanta coisa. - Ah… pois. Está bem. - Se não tivesse tanta coisa para fazer aqui em Shreveport, sentir-me-ia tentado a visitar-te para te recordar como gostaste de cada uma dessas coisas. - Se bem me lembro - afirmei -, também gostaste. - Ó, sim. - Eric, preciso de desligar. Tenho de ir trabalhar. - Ou de entrar em combustão espontânea. O que acontecesse primeiro. [...]. Trecho extraído da obra From Dead to Worse (Recorded Books, 2008), da escritora estadunidense Charlaine Harris. Veja mais aqui.

 

CANÇÃO CIGANA - Se o vento soprar vagueia o cigano. / lenço vermelho, camisa colorida, cabelo penteado liso com pomada, / empacota seus pertences, deve fazer uma cama para a criança: / pano enrolado na cintura e no pescoço, amarrado acima, abaixo. / Dormir bem nas minhas costas, pequena cigana! / vagamos por florestas escuras, campos ruins, campos bons, belo país, país verde, o vento está sempre zumbindo. / A árvore fica à sombra do caminho, e meu amor chora em meus sonhos. / Bagas derrubam os galhos. Seus membros doem de caminhadas, embrulhe na árvore, balança a criança cigana. / Mulberry pode nos ensinar algo: carrega o berço, carrega as bagas, também há mato seco / - Eu sei fazer fogo. a chama arde brilhantemente, um pote se encontra em algum lugar da panela para a colheita céu azul acima. / Empacote no galho rapidamente, só balança, criança cigana! / Amor de amora, adormeça, pequena cigana! Você vai vagar por florestas escuras campos ruins, campos bons, você não se importa com nenhum país / O azul celeste está em toda parte. / Você nasceu no mato e no mato, quase te perdi no musgo. / Como as sementes que voam você vai sair da sua mãe? / órfão de pai, órfão de mãe, wandre mas o mundo é grande! / Contos de fadas assustadores, canções engraçadas / Eu canto para você de novo e de novo. / Minúscula alma, amora querida, há bons biscoitos em todos os lugares. / Às vezes vem um vento ruim não tema, criança cigana. / O galho seco dá fogo, quase te aquece até a primavera. / A má colheita geme o agricultor, / A seca torna sua vida amarga. / Você se importa? Sem chance. / Há sombras em todos os lugares. / vagando por florestas escuras, campos ruins, campos bons, você não se importa com nenhum país / O azul celeste está em toda parte. / O judeu vem pela floresta olhe em volta e grite: pare! / Você encontra uma beleza aqui não pergunte muito, pegue. / Você nasceu no mato e no mato, quase te perdi no musgo. / Como as sementes que voam você vai sair da sua mãe? / órfão de pai, órfão de mãe, apenas vagueia, o mundo é grande! Poema do poeta húngaro Mihály Babits (1882-1941). Veja mais aqui.

 

EDUCAÇÃO – “Quando os pais se habituam a deixar os filhos de lado, quando os filhos não consideram mais suas palavras, quando os professores temem diante de seus alunos e preferem adulá-los, quando por fim os jovens desprezam as leis, porque não mais reconhecem acima de si a autoridade de nada nem de ninguém, aí está, em todo seu esplendor e vigor, o começo da tirania” do filósofo grego Platão (427-347 a.C). Ou seja: educação descuidada, declínio da civilização. Veja mais aqui e aqui.



PSICOLOGIA E SOCIOLOGIA – O livro Psicologia e Sociologia: curso introdutório (Paulus, 2004), de Micele De Beni, Riberta Bommassar e Luigi Grossele, aborda temas como a descoberta da realidade do homem, a psicologia como ciência, escolas e teorias psicológicas, a pesquisa nas ciências humanas e sociais, a perspectiva evolutiva, etapas principais do desenvolvimento psicofísico, a construção da identidade, a linguagem, os processos cognitivos de base, a organização perceptiva, o processo de aprendizagem como construção do conhecimento, a memória como processo ativo, pensamento e inteligência, bases etológicas e gênese da cultura, organização social no reino animal, necessidades e motivações no homem, interação individuo-grupo-sociedade, os processos sociais, a formação das atitudes e das opiniões, os fenômenos do conformismo e do preconceito, campos de aplicação da psicologia, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

AS VÁRIAS VIDAS DA ALMA – O livro As várias vidas da alma: um psicoterapeuta junguiano descobre as vidas passadas (Cultrix, 1987), de Roger J. Woolger, trata sobre como funciona a terapia das vidas passadas, terra incógnita, explorando reinos desconhecidos da psique, a síntese emergente, as múltiplas dimensões da psique, questões inacabadas da alma e a psicologia do karma, aspectos fundamentais da terapia de vidas passadas, corpo sutil e mente densa, os problemas físicos, Eros ofendido, as raízes dos problemas sexuais e reprodutivos, nascimento e antes, morte e além, além da terapia, o legado da psicologia profunda, organização de terapia, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

RESPONSABILIDADE CIVIL POR CRIMES AO MEIO AMBIENTE – A realização de um trabalho acadêmico sobre esta temática requer uma abordagem acerca de meio ambiente e sustentabilidade, sobre direito ambiental, fundamentação conceitual e seus princípios norteadores, tratar sobre a responsabilidade civil, observando-se a responsabilidade pelos danos ambientais. Veja mais aqui e aqui.

ORAÇÃO DO JUSTO JUIZZé Bilola não se emenda de jeito nenhum. Na sua insistente carreira à vereança do seu município, ele sempre se mete em camisa-de-onze-varas. Ô bicho enrolado esse, todo dia tudo dá errado pras bandas dele. Se tem bronca, Zé Bilola tá no meio. Dito e feito. Já estava eu acostumado de vê-lo toda sexta-feira - já umas sete sextas encarreadas, avalie! -, do cabra lá ajoelhado na maior devoção: “Justo juiz de Nazaré, filho da Virgem Maria que em Belém fostes nascido, entre as idolatrias, eu vos peço, senhor, pelo vosso sexto dia, que meu corpo não seja preso, nem ferido, nem morto, nem nas mãos da justiça envolto. Pax Tecum, Pax Tecum, Pax Tecum. Cristo assim disse aos discípulos. Se os meus inimigos vierem para me prender, terão olhos, não me verão; terão ouvidos, não me ouvirão, terão boca, não me falarão. Eu, José, com as armas de São Jorge, serei armado; eu, José, com a espada de Abraão, serei coberto; eu, José, com o leite da Virgem Maria, serei borrifado; eu, José, com sangue do meu senhor Jesus Cristo, serei batizado; eu, José, na arca de Noé, serei arrecadado; eu, José, com as chaves de São Pedro, serei fechado onde não me possam ver, nem ferir, nem matar, nem sangue do meu corpo tirar. Eu, José, também vos peço, senhor, por aqueles três cálices bentos, por aqueles três padres revestidos, por aquelas três hóstias consagradas, que consagrastes no terceiro dia, desde as portas de Belém até Jerusalém, que com prazer e alegria, eu, José, seja guardado também de noite, como de dia, assim como andou Jesus Cristo no ventre da Virgem Maria. Deus donate, paz, na guia, Deu te dê a companhia que Deus deu sempre à Virgem Maria, desde a casa santa de Belém a Jerusalém. Deus é teu pai, a Virgem Maria tua mãe; com as armas de São Jorge serás armado, com a espada de São Tiago, eu, José, serei guardado para sempre. Amém!”. Como era frequente flagrá-lo toda sexta nessa penitência, resolvi acompanhar tudo para saber do sucedido. – Que é que tá havendo, Zé? -, perguntei-lhe logo ao vê-lo levantar-se. Aí, ele disse: - Homi, seu minino, a coisa tá preta pra minha banda. Nem Padre Bidião quiria mai sabê di eu. Tive que buscá recuço longi, fechá o coipo cum uma hóstia custurada na popa da bunda e essa oração qui tenho qui fazê toda sexta ajoeiado pra mi livrá das malidicença. Curioso, perguntei: - E tá dando certo, Zé? -. Ele franziu o cenho, fez uma careta danada e sapecou: - Hômi, pelo sim, pelo não, to cumpletano hoji 7 sexta de reza, é o mandamento. Daqui pru diante é que vô sabê si num me inrolo mai em trapaiada. Quero sê certo e mi indireitá, mai a peitica da doidice num me dexa siguir direito. Num sei qui tenho qui minha boca num fica fechada, só digo besteira e me lasco todo. Pelo meno com o coipo fechado e aima rezada, mermo fazendo merda, me livro das raiva dos outros. Meió assim, né? Quando perguntei: - Quantos votos você teve na última eleição, Zé? -, aí foi pior, o cara se agoniou, coçou o quengo, se espremeu de ficar de cócoras, em enrolou todo e se lamentando muito espinafrou: - Não era a hora, esse povim num sabe que sô o ideá deles, destá. Ah, veja mais no Big ShitBôbras


SERPENTE DE ASAS – Vixe! Se serpente tivesse asa o que seria da gente, hem? Pois é, mas que tem gente que é uma verdadeira cobra que cria asas e anda atanazando a vida da gente, ah, isso tem de montão. Nem parece a inofensiva lenda da Serpente de Asas. Confira no Brincarte.



LITERATURA PERNAMBUCANA – A primeira reunião da literatura pernambucana foi realizada ao longo dos sete anos de existência do blog Varejo Sortido. É uma homenagem aos escritores do meu estado. Confira lá no Varejo Sortido.



ENTREVISTAS DO MÚSICA, TEATRO & CIA – Está destacado num post as entrevistas realizadas com gente do melhor time da música, do teatro, da dança e tataritaritatá. Confira no Música, Teatro & Cia




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O amor – Crônica de amor por ela, Rabindranath Tagore, Johannes Brahms, Virgilio, Thomas Hardy, Wong Kar-Wai, Marin Alsop, Maggie Cheung, Corina Chirila, Lenilda Luna, Antonio Rocco, Cultura Pós-Moderna & Commedia dell’arte aqui.

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Nefertiti & Todo dia é dia da mulher aqui.
Keith Jarret, Carlos Saura, Christian Bernard, Isaac Newton, Casimiro de Abreu, Julio Hübner, Mia Maestro & A lenda criação no gênese africano aqui.
Por um novo dia, Herminio Bello de Carvalho, Ismael Nery, Brian Friel, Paolo Sorrentino, Julia Lemertz, J. R. Duran, Rachel Weisz, Iremar Marinho, Bruno Steinbach, O papel do professor e a sua formação na prática pedagógica aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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terça-feira, setembro 02, 2008

HENRY JAMES, LEANDRO GOMES DE BARROS, CÂMARA CASCUDO, LUNÁRIO PERPÉTUO, ARDÊNCIA & BIG SHIT BOBRAS!!!



ARDÊNCIA - Que seja como for: a chama desse fogo ardendo o nosso amor. No vício do prazer me deixe exangue e lânguido a te querer, a te querer demais. E desfaleço com o tempo que o vento isento me traz o tormento, a hostil solidão a te procurar. E vem teu corpo e revigora a pureza do tom do teu dom de tocar se acercar dos meus sonhos, meu corpo, desejos, lampejo seduz meu afã, minha estrela manhã, amuleto de luz, meu talismã, esperança de vida que traz escondida no teu olhar. E a tua voz a me embalar nos segredos vadios das nuvens lençois com furor, nos mistérios sedentos que invadem ardentes e saciam o amor. É novo dia, é a mais rara poesia que descubro a cada via do teu corpo a me roçar. Vem num átimo de um novo beijo e eu recolho o teu sobejo e revejo a fantasia cada nervo é uma folia a cada perna a se enroscar. Ritual do tempo e o firmamento a confundir-se em céus, em gemidos sensuais, luas, ânsias tão iguas, refazem o nosso amor. (Música e letra LAM – Primeira Reunião: Bagaço, 1992). © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


LUNÁRIO PERPÉTUO: O NON PLUS ULTRA DO LUNÁRIO E PROGNOSTICO PERPETUO, GERAL E PARTICULAR PARA TODOS OS REINOS E PROVÍNCIAS - Durante dois séculos, foi o livro mais lido nos sertões do Nordeste, que trazia informações de astrologia, horoscopos, rudimentos de fisica, remedios estupefacientes e velhismos. Aos olhos dos fazendeiros, não existia autoridade maior, e os prognosticos meteorologicos, mesmo sem maiores exames pela diferença dos hemisferios, eram acatados como sentença. Foi um dos livros mestres para os cantadores populares, na parte que eles denominavam ciência ou cantar teoria, gramática, história, doutrina cristã, países da Europa, capitais, mitologia. Decoravam letra por letra. É o volume responsável por muita frase curiosa, dita pelo sertanejo, e que provém de clássicos dos séculos XVI e XVIII. A primeira edição é de Lisboa, em 1703, na caa de Miguel Menescal. O título inteiro depois amputado dos volumes editados na última década do século XIX, denuncia o plano da ciência popular: o Non Plus Ultra do Lunário e Prognóstico Perpétuo, Geral e Particular para Todos os Reinos e Províncias, composto por Jerônimo Cortez, valenciano, emendado conforme o Expurgatório da Santa Inquisição, e traduzido em português. Registra um pouco de tudo, incluindo astrologia, receitas médicas, calendários, vidas de santos, biohrafia de papas, conhecimentos agrícolas, generalidades, processo para construir um relógio de sol, conhecer a hora pela posição das estrelas, conselhos de veterinária. Extraído do Dicionário do folclore brasileiro (Global, 2001), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Veja mais aqui, aqui & aqui.

O ALTAR DOS MORTOS – [...] A revelação pareceu atingir nosso amigo no rosto e ele caiu numa cadeira e ficou em silência. Rapidamente deu-se conta de que ela estava chocada com a visão do choque dele, mas quando afundou no sofá ao lado dele e poucou a mão em seu braço, ele percebeu quase de imediato que ela não era capaz de abalar-se com aquilo tanto quanto gostaria. [....]. Pensamento do escritor estadunidense Henry James (1843-1916). Veja mais aqui e aqui.

UMA VIAGEM AO CÉU - Uma vez, eu era pobre, / Vivia sempre atrasado, / Botei um negócio bom / Porém vendi-o fiado / Um dia até emprestei / O livro do apurado. / Dei a balança de esmola / E fiz lenha do balcão, / Desmanchei as prateleiras, / Fiz delas um marquezão, / Porém, roubaram-me a cama / Fique dormindo no chão. / Estava pensando na vida / Como havia de passar, / Não tinha mais um vintém, / Nem jeito pra trabalhar. / O marinheiro da venda / Não queria mais fiar. / Pus a mão sobre a cabeça / Fiquei pensando na vida / Quando do lado do Céu / Chegou uma alma perdida, / Perguntou: - Era o senhor, / Que aí vendia bebida? / Eu disse que era eu mesmo / E a venda estava quebrada, / Mas se queria um pouquinho / Ainda tinha guardada, / Obra de uns dois garrafões / De aguardente imaculada. / Me disse a alma: - Eu aceito / E lhe agradeço eternamente, / Pois moro no Céu, mas lá / Inda não entra aguardente. / São Pedro inda plantou cana, / Porém perdeu a semente. / Bebeu obra de três contos, / Ficou muito satisfeita / Disse: - Aguardente correta, / Imaculada direita, / Isso é que eu chamo bebida, / Essa aqui, ninguém enjeita! / Perguntei-lhe: - Alma, quem és? / Disse ela: - Tua amiga, / Vim te dizer que te mude, / Aqui não dá nem intriga. / Quer ir para o Céu comigo? / Lá é que se bota barriga! / Eu lá subi com a alma / Num automóvel de vento / Então a alma me mostrava / Todo aquele movimento, / As maravilhas mais lindas / Que existem no firmamento. / Passamos no Purgatório, / Tinha um pedreiro caiando, / Mas adiante era o Inferno, / Tinha um diabo cantando / E a alma de um ateu / Presa num tronco, apanhando. / Afinal, cheguei no Céu / A alma bateu na porta, / Como pouco chegou São Pedro / Que estava pela horta, / Perguntou-lhe: - Esta pessoa / Ainda é viva, ou é morta? / Então a alma respondeu:- É viva, estava no mundo. / Não tinha de que viver, / Está feito um vagabundo, / Lá quem não for bem sabido / Passa fome, vive imundo! / São Pedro aí perguntou:- O mundo lá, como vai? / Eu aí disse: - Meu Santo, / Lá filho rouba do pai, / Está se vendo que o mundo / Por cima do povo cai... / Eu ainda levava um pouco / Da gostosa imaculada, / Dei a ele e ele disse:- Aguardente raciada! / E aí me disse: - Entre, / Aqui não lhe falta nada! / Arrastou uma cadeira / E mandou eu me sentar, / Chamou um criado dele / Disse: - Cuide em se arrumar. / Vá lá dentro e diga à ama / Que bote um grande jantar. / Quando acabei de jantar, / O Santo me convidou, / Disse: - Vamos lá na horta. / Fui, ele então me mostrou / Coisas que me admiraram / E tudo me embelezou. / Vi na horta de São Pedro / Arvoredos bem criados, / Tinha pés de plantações / Que estavam carregados, / Pés de libras esterlinas / Que já estavam deitados. / Vi cerca de queijo e prata, / E lagoa de coalhada. / Atoleiro de manteiga, / Mata de carne guisada, / Riacho de vinho do porto, / Só não tinha imaculada! / Prata de quinhentos réis, / Eles lá chamam caipora, / Botavam trabalhadores / Para jogar tudo fora, / Esses níqueis de cruzado / Lá nascem de hora em hora. / Então São Pedro me disse:- Quero fazer-lhe um presente. / Quando você for embora, / Vou lhe dar uma semente, / Você mesmo vai escolher / Aquela mais excelente! / Deu-me dez pés de dinheiro, / Alguns querendo botar, / Filhos de queijo do reino / Já querendo safrejar, / Uns caroços de brilhante / Para eu na terra plantar. / Galhos de libra esterlina / Deu-me cento e vinte pés, / Deu-me um saco de semente, / De cédulas de cem mil réis, / Deu-me maniva de prata, / De diamante, umas dez. / Aí chamou Santa Bárbara, / Esta veio com atenção. / São Pedro aí disse a ela: / Eu quero uma arrumação. / Este moço quer voltar, / Arranje-lhe uma condução. / - Bote cangalha num raio, / E a sela num trovão, / Veja se arranja um corisco, / Para ele levar na mão, / Porque daqui para Terra / Existe muito ladrão! / Eu desci do Céu alegre, / Comigo não foi ninguém. / Passei pelo Purgatório, / Ouvi um barulho além / –Era a velha minha sogra, / Que dizia: - Eu vou também! / Eu lhe disse: - Minha sogra, / Eu não posso a conduzir. / Ela me disse: - Eu lhe mostro / Porque razão hei de ir. / E se não for apago o raio, / Quero ver você seguir! / Nisso o raio se apagou, / Desmantelou-se o trovão, / O corisco que eu trazia / Escapuliu-se da mão, / E tudo quanto eu trazia / Caiu desta vez no chão. / Aí a velha voltou / Rogando praga e uivando. / Quando entrou no Purgatório, / Foi se mordendo e babando, / Dizendo tudo de mim / Lançando fogo e falando. / Bem dizia o meu avô:- Sogra, nem depois de morta / Fede a carniça de corpo, / A língua da alma corta, / Não diz assim quem não viu / Uma sogra em sua porta. / Eu vinha com isso tudo / Que o santo tinha me dado, / Mas minha sogra apanhou / O diabo descuidado. / Fiquei pior do que estava, / Perdi o que tinha achado. / E quando cheguei em casa / A mulher quase me come, / Ainda pegou um cacete / E me chamou tanto nome, / Disse que eu casei com ela / Para matá-la de fome... / Se não fosse minha sogra, / Eu hoje estava arrumado, / Mas ela no Purgatório / Achou tudo descuidado, / Abriu a porta e danou-se, / Veio deixar-me encaiporado. / Nunca mais voltei ao Céu / Para falar com São Pedro, / E ainda mesmo que possa, / Não vou porque tenho medo: / Posso encontrar minha sogra / E vai de novo outro enredo. Poema do poeta, editor e cordelista paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Veja mais aqui e aqui.


A PRAGA DO VOTO VENDIDO



ZÉ-BILOLA NO DESESPERO: VENDE VOTO!!! - Zé-bilola anda desencantado com a sua candidatura a vereador. Como ela não decola nem com pé-de-cabra na alavancagem, o negócio enfeiou pra banda do bocó, dele endoidar no desespero e partir para vender o voto. O dele e o dos outros.




MAMÃO ENZONZOU DE NOVO: TÁ VENDENDO O VOTO! - Apois tá. Depois que Mamão viu o discurso endoidado do Zé-bilola num comício relâmpago em cima dum tamborete na barbearia do Ocride, também começou a oferecer o voto para venda. E sai gritando: Quem dá mais? Quem dá mais?




OCRIDE ENTRA NA ZONA: VENDER O VOTO É O MAIOR NEGÓCIO DA PARÓQUIA!!! - Ocride viu logo com seus olhos de $ifrões os lucro$ que a venda do seu, dos filhos e da tuia de mulher que ele banca com sua priáprica devoção, também abriu uma tabuleta arretada na porta da barbearia. O negócio tá pegando mesmo. Danou-se!


PESQUISA É CONVERSA PRA BOI DORMIR!!! - Gente, como já dizia o cantor e compositor mineiro Beto Guedes: “Politica pra mim é um prato cheio de merda”. Também acho. E nada é pior e mais tendencioso que essas pesquisas eleitorais. Vixe, é cada uma! Desde que a Vox Populis andou fazendo aquelas de Collor dando uma lavagem de 100x0 na campanha presidencial de 1989, que eu desconfio. Agora vem a GAPE dizendo que o prefeito Ciuço Almeida, de Maceió, emplaca de chapa já com 80% de dianteira sobre os adversários. Eita, gota! Se mentira pega, vai deixar a pinóia da GAPE virar GAPINÓQUIA!


VIXE, AINDA DIZEM QUE NÃO TEM TERREMOTO NO BRASIL! É? ENTÃO VÁ NO FÓRUM DE MACEIÓ - Gente, num é que um terremoto andou abalando as estruturas do Fórum de Maceió? Apois, foi. Não foi arranca-rabo de poderosos, não. Nem foi abalo duma decisão contra nepotismo, morosidade, altas custas, excesso de funcionários, nada disso. Foi terremoto de abalar as estruturas de verdade. Um negócio brabo mesmo! Como lá dentro tem de tudo, convem precaução das bem prevenidas. Pode ser que dentro dum litígio daquele saia o furacão Gustav e arrombe com tudo. Aí, fodeu-Maria-preá. Vai ser a maior meleca. Cuidado! Você que precisa recorrer da justiça alagoana, tenha cuidado: ao invés de reclamar seu direito, você pode findar soterrado, viu? Quem avisa amigo é, né? Falei.


CLASSIFICADAS: ARRETOU-SE! VENDO CABAÇO - Eita que a Vera indignou-se com o liseu da porra que anda assolando todo mundo da banda mais fraca da corda do meu Brasil véio, arrevirado e de porteira escancarada. Mas foi mesmo. Ela arretou-se e botou um anúncio que passou direto com letras garrafais: Vendo cabaço. Acompanhante 100% fêmea e fogosa. Seja homem e agüente firme! Atendo em domicilio. Assinado: Vera, a indignada. PS – só tem um detalhe: que cabaço? Do ouvido? Do umbigo? De onde?


CLASSIFICADAS II: MANDÚS EM LIQUIDAÇÃO - Mas num é que o Afredo Bocoió resolveu entrar também na arrumação das coisas que andam periclitante com a volta da inflação e a bronca da carestia comendo no centro! Apois foi, também. Ele inventou de ser empreendedor com um ferro-velho. Menino, ferro-velho dá lucro dos montes. Aí ele resolveu fazer dois cartazes: um pra caixa dos peitos, outro para encangar nas costas. No da frente tá assim: Liquidação de mandús, lorés e fubicas. Tudo em suaves prestações. Fale comigo. E, nas costas, consta: Compramos tranqueiras, brebotes e coisas imprestáveis. Fale comigo. Ih! Sei não.


PREVISÃO METEOROLÓGICA - Bem, como a coisa tá empenada demais para alinhar os planetas, o Doro anuncia a previsão meteorológica da semana. É o seguinte: se num chover, vai fazer sol. Se não pipocar um escândalo raçudo, vai passar incógnito e incólume por aí. E se a bronca não agoniar mais, a inflação vai continuar subindo. Quer ver? Vá no supermercado e confira a remarcação de instante em instante. Tá vendo? Então, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!! Tudo isso e muito mais no Big Shit Bôbras!!! Confira aqui.





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Caxangá, Lima Barreto, Sainkho Namtchylak, Cervantes, Vassili Kandinsky, Adelaide Ristori, Anthony Minghella, Gwyneth Kate Paltrow, Guido Cagnacci, Abstracionismo & Clara Sampaio aqui.



CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora homenageando & parabenizando o Tataritaritatá!
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...