QUINTA-FEIRA - A lua voltou-se para o leste e capturo a
noite na constelação do ermo. Já é quarto-minguante, sou pedaço de indelével
prodígio, entre o gozo preciso do ilimitado e o isolamento carregado nunca e
sempre. De certa forma me angustia o ponto perfeito do desvalido: um morrer
queimando vísceras e sem ter nada para dizer. É o pânico da solidão para me
reinventar, aprender do silêncio e o não dito, a expressão do visivisível.
Nenhum fascínio pelo perigo, muito menos temores ou hesitar de hostilidades. A
culpa se confessa e o coração neste instante esquece o que é homicida, só solto
na noite abissal, vivo que sabe da morte, porque não sabe de nada, nem de mim. ©
Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


UM MINUTO PARA
DIZER QUE TE AMO
Trouxemos para o palco não somente a
abordagem sobre a doença, mas uma discussão conceitual em relação à memória e à
narração, em seus vários aspectos, o que foi essencial para a formação desse
espetáculo.
UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO – A peça teatral Um minuto para dizer que te amo, produzida
por Matraca Grupo de Teatro, do Sesc Piedade – Jaboatão – PE, sob a direção de Rudimar
Constâncio, aborda de forma poética e contemporânea o Mal de Alzheimer, com
um enredo que coloca em cena um homem velho com o seu filho e uma mulher e sua
cuidadora, separados pela doença. Trata de amor, amizade, dedicação e
companheirismo, alguns dos sentimentos que permeiam o universo de duas
mulheres: a mãe de Lúcio e Amélia, uma cuidadora contratada, que, por meio da
música, criou pontes capazes de trazer de volta as lembranças da mãe de Lúcio.
Ao mesmo tempo, acontece o encontro de pai e filho, no mesmo espírito de amor e
respeito. As cenas se consolidam em uma trajetória de vida, memória, narrativa
e morte. A montagem foi produzida em um processo colaborativo com o método Viewpoints, envolvendo seis pessoas
com diferentes pontos de vista sobre a peça. O trabalho resultou na escolha de
12 cenas. São elas: “O silêncio de Deus ou fim que vira começo”, “À espera da
barca…”, “Maria Guida, hoje e amanhã”, “O menino”, “A elevação do Alzheimer”,
“Reminiscência”, “Morrendo a cada segundo, ou o voo dos vaga-lumes”, “Delírio e
morte”, “A barca da vida”, “Delírio e mentira”, “Das estrelas ou preciso de um
céu” e “O fim”. Veja mais aqui.
A ARTE DE LEWIS HINE
A arte
do fotógrafo, sociólogo e ativista estadunidense Lewis Hine (1874-1940), pioneiro da fotografia documental e
importante figura da mudança na legislação do trabalho infantil nos Estados
Unidos. Veja mais aqui.
A OBRA DE LYA LUFT
Pois viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar -
transformar-se.
A obra
da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.