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quinta-feira, setembro 26, 2019

WANGARI MAATHAI, LAHIRI MAHASAVA, LEWIS HINE, TEATRO PERNAMBUCANO & QUINTA-FEIRA

QUINTA-FEIRA - A lua voltou-se para o leste e capturo a noite na constelação do ermo. Já é quarto-minguante, sou pedaço de indelével prodígio, entre o gozo preciso do ilimitado e o isolamento carregado nunca e sempre. De certa forma me angustia o ponto perfeito do desvalido: um morrer queimando vísceras e sem ter nada para dizer. É o pânico da solidão para me reinventar, aprender do silêncio e o não dito, a expressão do visivisível. Nenhum fascínio pelo perigo, muito menos temores ou hesitar de hostilidades. A culpa se confessa e o coração neste instante esquece o que é homicida, só solto na noite abissal, vivo que sabe da morte, porque não sabe de nada, nem de mim. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] O nascimento e a morte representam o aparecimento e o desaparecimento da alma, no reino do espaço e tempo. São o cumprimento da lei e do plano divino. A alma é imortal e eterna. Deus criou a alma humana, colocando em cada uma a vida imortal tirada da sua eterna existência. A alma deve obedecer à lei de Deus. A obediência à lei de Deus é a virtude suprema. O ego é a causa de todas as imperfeições do homem. Todas as qualidades negativas têm origem quando se esquece a própria identidade de alma, de filho de Deus. Como a natureza que revela a sua glória, a alma de um iluminado manifesta a beleza celeste das suas inatas qualidades. O caráter de um homem é determinado pela qualidade de suas ações. O fruto de suas ações está contido no Ser interior do homem. O homem é uma alma evoluída. Durante o caminho da alma em direção à realização da perfeição de Deus, o homem tornou – se um habitante desta terra. Quando for tomado pela raiva, acalme–se, convencendo sozinho a sua mente. Alimente na alma o forte desejo de abolir a luxúria, a raiva, a sofreguidão, a enfatuação, o orgulho, a inveja do teu coração e esforce - se para se liberar deles. O abandono do egoísmo é um imperativo. Com o cessar dos pensamentos, todos os sentidos são abandonados, quando os sentidos são abandonados, a potência deles desaparece; quando os sentidos são privados de potência, a energia aumenta. O aumento da energia aumenta a duração da vida. Devem ter compaixão nos seus corações. [...]. Trecho extraídos da obra Gita bodh (Vidyananda, 1984), do yogue indiano Lahiri Mahasava (1828-1895).

ALGUÉM FALOU: [...] Eu creio que precisamos elevar o nível da nossa consciência moral, voltar a ter uma perspectiva ética em relação aos recursos naturais e às outras criaturas. O problema é que ainda achamos que os nossos recursos durarão para sempre. Sem elevar o nosso nível de consciência ética, não poderemos entender que esse nível de vida tão elevado para poucos em detrimento de muitos não pode seguir adiante. [...] as pessoas vivem desperdiçando recursos porque querem imitar o nível de vida do mundo rico. Os recursos não são suficientes. Os países ricos exploram os recursos naturais dos pobres, e os poucos ricos dos países pobres fazem o mesmo. A nossa forma de lutar contra a pobreza é lutar contra esta forma de hiperconsumo não apenas no mundo industrializado, mas também nos países em desenvolvimento onde lamentavelmente estamos copiando o mundo rico em detrimento do nosso povo. Se seguirmos por este caminho, corremos um risco enorme [...]. Trecho da entrevista concedida pela ambientalista e bióloga queniana Wangari Maathai (1940-2011), Prêmio Nobel da Paz de 2004, recolhido do Jornal Extra Classe (Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul, 2005), sob o título A professora que ensina o caminho ecológico da paz, de Roberto Villar Belmonte. Veja mais aqui.

UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO
Trouxemos para o palco não somente a abordagem sobre a doença, mas uma discussão conceitual em relação à memória e à narração, em seus vários aspectos, o que foi essencial para a formação desse espetáculo.
UM MINUTO PARA DIZER QUE TE AMO – A peça teatral Um minuto para dizer que te amo, produzida por Matraca Grupo de Teatro, do Sesc Piedade – Jaboatão – PE, sob a direção de Rudimar Constâncio, aborda de forma poética e contemporânea o Mal de Alzheimer, com um enredo que coloca em cena um homem velho com o seu filho e uma mulher e sua cuidadora, separados pela doença. Trata de amor, amizade, dedicação e companheirismo, alguns dos sentimentos que permeiam o universo de duas mulheres: a mãe de Lúcio e Amélia, uma cuidadora contratada, que, por meio da música, criou pontes capazes de trazer de volta as lembranças da mãe de Lúcio. Ao mesmo tempo, acontece o encontro de pai e filho, no mesmo espírito de amor e respeito. As cenas se consolidam em uma trajetória de vida, memória, narrativa e morte. A montagem foi produzida em um processo colaborativo com o método Viewpoints, envolvendo seis pessoas com diferentes pontos de vista sobre a peça. O trabalho resultou na escolha de 12 cenas. São elas: “O silêncio de Deus ou fim que vira começo”, “À espera da barca…”, “Maria Guida, hoje e amanhã”, “O menino”, “A elevação do Alzheimer”, “Reminiscência”, “Morrendo a cada segundo, ou o voo dos vaga-lumes”, “Delírio e morte”, “A barca da vida”, “Delírio e mentira”, “Das estrelas ou preciso de um céu” e “O fim”. Veja mais aqui.

A ARTE DE LEWIS HINE
A arte do fotógrafo, sociólogo e ativista estadunidense Lewis Hine (1874-1940), pioneiro da fotografia documental e importante figura da mudança na legislação do trabalho infantil nos Estados Unidos. Veja mais aqui.

A OBRA DE LYA LUFT
Pois viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar - transformar-se.
A obra da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


quinta-feira, maio 23, 2019

HABERMAS, BENJAMIM SANTOS, PETER LACEY, HELENAS & TODA MULHER


HELENAS & TODA MULHER – É dela, a que tem qualquer feição. É para ela, todas, desde a La Loba de muitos nomes, a La Que Sabé à reluzente grega, deusa de Troia, tão bela desde menina que enfeitiçou Teseu e enlouqueceu Páris e Menelau, e o cavalo da guerra, até que as servas Erínias de Polixo enforcassem-na. A emergente de Natalie, a da Tríplice, a tocha que abre caminho e que é raio de Sol. A mãe de Constantino, augusta de Constantinopla, sempre alijada para conversão do filho depois do Édito de Milão. A da Lagoa da Prata, as que foram vítimas do Barba-azul, a sabida com a boneca no bolso. A da Caverna dos Suspiros e a caeté do donatário pernambucano. A celebrada Blavatsky, a madame que me deu os véus de Ísis. A de Machado bastarda afinal reconhecida, a dos contos de fadas, a La Llorona e a da pele de foca. A que é Mãe-da-Lua, Urutau, a que é burrinha de padre, a Meireles do som da viola. A que faz a feira, as que passeiam na praça e andam pelas ruas. A do Reino Encantado da Pedra Bonita, a que reina nos rios e a que reina nos mares. A que cavalga nua e a que tece noitedia. A que é Alamoa, a da cidade fantasma Sincorá. A que foi emparedada, a que morreu na curva e a que assombra a cidade. A que manda na terra e a esqueleto que é salva pelo pescador esquimó. A que corre com lobos, a que embranqueceu a canga negra com a nuvem da águia. A que foi embora e levou o mais caro e era o amor, a que os druidas transformaram em menir por amar, a que se tornou milhares de brilhos no céu escuro. A que bebeu da água de côco e beijou a boca do Príncipe das Enguias, a que cortaram as mãos para salvação dos pais. A que nasceu flor e morreu estrela. A que beijou e foi beijada. A que amou e foi amada. A que sorri e ficou encantada. Quantas mais, todas elas na Crônica de Amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui, aqui, aqui & aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] somente se abre a um sujeito que faça uso de sua competência lingüística e de sua competência de ação. O sujeito somente pode ter acesso a ele participando, ao menos virtualmente, nas comunicações de seus membros e, portanto se convertendo a si mesmo em um membro pelo menos potencialmente [...] o mundo da vida é, por assim dizer, o lugar transcendental em que falante e ouvinte se encontram; em que podem estabelecer reciprocamente a pretensão de que suas emissões concordam com o mundo (com o mundo objetivo, com o mundo subjetivo e com o mundo social); em que podem criticar e exibir os fundamentos dessas pretensões de validade, resolver seus desentendimentos e chegar a um acordo [...] se o indivíduo somente alcança a si mesmo através da comunicação com outros, somente através da elaboração de processos sociais por meio da comunicação significante, então o “si mesmo” (self) não pode anteceder o organismo social. Este tem de existir previamente [...] O conceito de ação comunicativa pressupõe a linguagem como um meio dentro do qual ocorre um tipo de processo de entendimento em cujo transcurso os participantes, ao se relacionarem com um mundo, se apresentam uns frente aos outros com pretensões de validade que podem ser reconhecidos ou questionados [...] O progresso científico pode se converter na racionalização da vida social, se os cientistas assumem a tarefa da educação pública com a finalidade de converter os princípios de seu próprio trabalho em princípios do comércio e trato sociais [...] O conceito de mundo da vida sugere ademais a independência da cultura em respeito de coações externas. A força imperativa da cultura descansa sobre a convicção dos atores que utilizam, submetem a prova e dão continuidade aos esquemas de interpretação, de evolução e de expressão recebidos [...].
Trechos extraídos da obra Teoria do agir comunicativo: racionalidade da ação e racionalização social (WMF Martins Fontes, 2012), do filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, na qual estabelece os principais elementos de um modelo organizacional baseado na teoria da ação comunicativa: libertação do mundo da vida dos imperativos sistêmicos, mediante uma desregulamentação e desmonetarização de suas estruturas (cultura, sociedade, pessoa), implicando na luta contra os imperativos financeiros e burocráticos que regem a produção tanto cultural quanto científica; controle público sobre os meios de comunicação de massa com vistas a garantir uma formação democrática da vontade; enxugamento progressivo da tecitura legal que rege as relações entre pessoas enquanto componentes de uma estrutura social normativamente legitimada; preocupar-se mais com o conteúdo das normas do que com sua processualística; promover uma moralização dos temas públicos, via discussão política, aberta a todos; restringir ao máximo a legislação sobre a família e a escola e empreender a sua desburocratização radical, visando assegurar a formação de uma personalidade autônoma; manutenção dos sistemas econômicos e administrativos guiados pelos mecanismos do mercado e da administração burocrática mas submetidos a controle externo; valorização de mecanismos de deliberação coletiva que estimulem o entendimento e não a mera conquista do poder (por exemplo, deliberação por consenso e não por votação). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

CONVERSA DE CAMARIM
[...] um panorama teatral do Recife, naqueles anos, que pode lhes permitir o conhecimento de uma parte da história do palco pernambucano, alguns caminhos percorridos em direção ao teatro de agora. Espero que estas lembranças levem, tanto os artistas e espectadores do passado como os de hoje, a uma compreensão mais vasta do teatro daqueles tempos, mesmo que recusem minhas impressões.
A obra Conversa de camarim: o teatro no Recife na década de 1960 (SC/FCCR, 2007), do dramaturgo, filósofo, jornalista, professor, poeta, diretor, encenador e crítico de teatro, Benjamim Santos, é dividida em duas partes: a primeira, trata das lembrança do Aprendiz de espectador, contando sobre o panorama de Olinda e Recife, o sucesso do Cantochão, Memória do TPN, um cavalheiro que não conheceu a decadência e encenador. A segunda parte, Quatro ano no Commercio, traz relatos sobre Calabar, TPN. Teatro Novo no Nordeste, Ópera em Recife, Teatro Universitário, formação de atores, o autor e a profissão, Brecht, o Santo Inquérito, Clênio e Luiz Marinho, TAP, Martins Pena, Otto Prado, teatro contemporâneo, Ariano, Morte e Vida Severina, Hermilo, entre outros temas. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A obra The history of the nude in photography (Bantam, 1964), do escritor Peter Lacey, traz o nu feminino mágico, erótico, estético, que foi modelado e pintado desde a pré-história e que alcançou a fotografia, reunindo o trabalho de Delacroix e Durieu, Muybridge e Eakins, Charles Shenk, o sacionistas, Arnold Genthe, Edward Weston, Harry Callahan, Sougez Emmanual, Ferenc Berko, Lucien Clergue, Ruth Bernhard, René Groebli, Jeanloup Sieff, Charles Swedlund, Marvin Newman, Bill Brandt, Frank Horvat, J. Frederick Smith e Robert Wilson, entre outros. 
Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.
&
A OBRA DE LYA LUFT
Não importa quanto tempo já se passou: eu sou a mesma, o amor é o mesmo, e a esperança.
A obra da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


sexta-feira, outubro 27, 2017

NÉLIDA PIÑON, LYA LUFT, FRIDA KAHLO, ZÉ RIPE, KARL BACKMAN, BARTYRA SOARES, BARREIROS & 251 GOLPES

DUZENTOS & CINQUENTA & UM GOLPES– Duzentos e cinquenta e um golpes levam a mim e os meus ao desapontamento acumulado por tantas corrupções: com os bolsos cheios de populdas propinas desviadas do erário público, a capangagem revestida de representação parlamentar faz a festa dos salafrários ocupantes dos gabinetes suntuosos dos palácios azeitando a engrenagem da gestão pública para o atendimento dos intereses corporativos mais escusos que se possa prever nossa vã ignorância dos meandros do poder. E o meu povo assiste a tudo boquiaberto. Duzentos e cinquenta e um pelegos tripudiam sobre a desgraça de todos aqueles que estão fora do jogo, assistindo pela telinha a deslavada cerimônia da maior jogatina pela manutenção do poder em detrimento da população. São esses que mandam e desmandam como querem com o cinismo dos que nem pestanejam em enfrentar quem quer que seja na defesa dos seus privilégios. E o meu povo assiste como se nada fosse aqui. Duzentos e cinquenta e um recursos para deixar a gente à deriva, enquanto os inimigos do povo se locupletam na mais descarada façanha do vitupério, desafiando a nossa inteligência, dignidade e vergonha. São eles que se julgam invencíveis na batalha de seus propósitos, que se julgam invulneráveis por suas fortunas acumuladas criminosamente, incólumes do julgamento histórico, ilesos por suas redes de tráfico e compadrio numa sistêmica desonestidade. E o meu povo assiste o Brasil sucumbir completamente desencantado, enquanto nós seguimos reféns da injustiça. São duzentos e cinquenta e um zilhões de golpes por segundo, aqui, ali, acolá, no Brasil todo, todo dia e o dia todo. São duzentas e cinquenta e uma mil vezes arre! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a música do guitarrista, cantor, compositor, produtor musical e cinematográfico ingles, George Harrison (1943-2001): Anthology & Living in the alternate world; da cantora, compositora, multi-instrumentista, atriz, escritora e ativista Rita Lee: Acústico MTV ao vivo & Multishow ao vivo; do compositor, professor e regente Camargo Guarnieri (1907-1993): Sinfonia Uirapuru, Seresta para piano e orquestra & Sinfonia n5; da violinista suiça Rachel Dolly d’Alba: Tzigane Ravel, Sonata Passion Ysaye & Summertime Gershwin. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA - [...] Se de um lado aceitei Deus como guardião do meu espírito, não quis que fosse ele dono do meu imaginário. Meu imaginário é humano, profano, transgressor, subverte o que precisa. Buscou a independência, as viagens interiores, quantas vezes negadas. [...]. Pensamento da escritora Nélida Piñon. Veja mais aqui e aqui.

POR QUE ESCREVO? - [...] O escritor é um ser particularmente antenado, não apenas para o fundo da chamada alma humana, mas, conscientemente, para as realidades a seu redor. e ainda que eu não faça literatura explicitamente engajada, empenho nela um ardente engajamento na aventura existencial humana, e a na sua qualidade. Essa chama, essa antena sutil se multiplica e tateia o mundo e o próprio interior, do qual emana uma luz que resiste e transborda. Os artistas são recipientes de carvões em brasa e têm visões que tentam esconjurar com traços, gestos, música ou palavras – e nesse trânsito entre realidade e sonho, cujas fronteiras para eles pouco importam, vão e vêm entre territórios que igualmente os convocam. Então para mim escrever é transitar – e tentar, quem sabe, fixar relances disso que, com os olhos e com a sensibilidade, todos nós vislumbramos. [...]. Trecho do artigo Por que escrevo?, da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft, extraído da obra A força da letra: estilo, escrita, representação (FALE/UFMG, 2000), organizado por Lucia Castello Branco e Ruth Salviano Brandão. Veja mais aqui.

HISTÓRIA DE BARREIROS - [...] Em princípios do séc. XVIII, existia uma aldeia de índios cujo chefe se dizia descendente do grande Felipe Camarão e que ficava localizada no engenho Benfica, do então Morgado do Cabo, concessionário de uma semaria de cinco léguas de terras. A referida sesmaria começava na Pedra do Conde, em Tamandaré, e tomando para o sul, abrangia grande parte dos terrenos atuais do município, onde foram erguidos os seus primeiros engenhos. Como os índios faziam grandes estragos nas lavouras circunvizinhas, o Morgado conseguiu permuta dos seus terrenos por outros mais próximos ao rio Una. [...] As escavações e depressões feitas pelos porcos do mato, conhecidos por caititus, deram nome à localidade nascendo, pois os índios começaram a denominá-las de barreiros. [...] A antiga aldeia de índios ficou então conhecida pelo nome de Barreiros Velhos, enquanto o local atual ficou sendo chamado de Barreiros. [...] Barreiros foi elavado à categoria de vila, com território desmembrado do município de Rio Formoso e Freguesia de Água Preta, pela Lei provincial 314, de 13 de maio de 1853. [...] A instalação do município, entretanto, somente ocorreu em 19 de julho de 1860. [...] A elevação à categoria de cidade veio em cumprimento à Lei provincial 38, de 3 de julho de 1892. [...] a escola Sagrada Família, fundada pelo Professor Placido Nobre [...] Nas comemorações do Dia da Independencia, lá estava a Escolinha do Professor Plácido [...]. Com o desaparecimento do professor, a escolinha também sumiu no redemoinho do tempo. [...]. Trechos extraídos da obra Memorias barreirenses (Autor, 2007), de Yvon Bezerra de Andrade. Em conformidade com a Enciclopeda dos Municipios do Interior de Pernambuco (FIAM/DI, 1986), administrativamente, o município é formado pelo distrito-sede e pelo distrito de Carimã. Anualmente, no dia 19 de julho, Barreiros comemora a sua emancipação política. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


O AMOR É LINDO! - [...] Nada se compara às tuas mãos e nada é igual ao ouro-verde dos teus olhos. Meu corpo se enche de ti por dias e dias. És o espelho da noite, a luz violenta do relâmpago. A unidade da terra. O côncavo das tuas axilas é o meu refúgio. As pontas dos meus dedos tocam teu sangue. Toda a minha alegria é sentir a vida brotar de tua fonte – flor que a minha guarda para encher todos os caminhos dos meus nervos que são os teus. Trecho de carta do pintor mexicano Diego Rivera (1886-1957) para a pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954), extraído da obra O diário de Frida Kahlo: um auto-retrato íntimo (José Olympio, 1995). Veja mais aqui, aqui e aqui.

NEGRA ERA PAZ – Mortas estavam aquelas mãos / - aves negras privadas do ritmo / do voo sem bater de asas / na pulsação do tempo eram agora / a noite desprovida de estrelas / laçadas sobre o peito mostravam-se / pungentes na imobilidade do gesto final / enquanto sobre elas resvalada muda / a absurdsa história de um branco / que não exitou em assassinar a paz. Poema extraído da obra Estrela em trânsito (Fundarpe, 1997), da poeta Bartyra Soares. Veja mais aqui.

A RESISTÊNCIA DOS VERSOS DE ZÉ RIPE
Neste sábado, dia 28/10, no anfiteatro da Praça Paulo Paranhos, Palmares – PE, acontecerá o lançamento do livro A resistência dos versos, do cantor, compositor e poeta Zé Ripe, com extensa programação. Veja a entrevista aqui e mais do autor aqui.

Veja mais:
A literatura de Graciliano Ramos aqui, aqui e aqui.
A poesia de Dylan Thomas aqui, aqui e aqui.
A arte de Roy Lichtenstein aqui.
A poesia de Sylvia Plath aqui e aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor, guitarrista, cantor e compositor sueco Karl Backman.
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BRASILSILSILSILSIL!!!!


sexta-feira, agosto 18, 2017

ARIANO, LYA LUFT, WALLON, AS VEIAS DE GALEANO, FECAMEPA, JOÃO DE CASTRO, RIVAIL, POLÍTICAS EM DEBATE & MANOCA LEÃO

A VIDA NA JANELA – Imagem: conversando com alunos do Ginásio Municipal dos Palmares - Ainda ontem flores reluziam no jardim ornando muros e passagens da infância pros que no futuro darão trabalho à humanidade, mas não, o futuro é agora e já passou, nada demais, já era apenas ontem, o que hoje se encontra na memória e ainda ontem o carnaval de todas as folias pra se esbaldar santos dias de gozo e mais tivesse para enforcar a quarta-feira de cinzas vindoura pra nunca mais ser como antes e só felicidade doravante e o ano inteiro, de agora em diante e nunca mais uma vida sisuda racional de pagamentos no fim do mês, de bater ponto atrasado todo dia e se estourar por semanas de labor mais sem graça e só poder viver apenas no final de semana, nunca mais ter que aturar patrões e chefias desalmadas na base da pilha carga toda e os dentes no pescoço exangue pra viver de chupar o sangue alheio no vampirismo mútuo uns aos outros famélicos hospedeiros que matam e morrem e são levados na enchente de muitos metros de água dentro de casa pro flagelo de ver a vida roubada lavando os pecados. Ainda ontem as procissões dos dias santificados ecoando seus passos no tempo como os cortejos fúnebres das velhas esperanças conduzidas pelas novas e resignadas esperanças já premidas de quase desesperança no meio da correria da farra do consumo pelas liquidações de queima de estoque incendiando cobiças de afetos largados para serem pisoteados pela satisfação de risos incontroláveis. Ainda ontem e eu pensava ser hoje e não, era o desfile de todos os sonhos de príncipe encantado da apaixonada eternamente adolescente, a dama seminua escultural do jovem príapo enamorado, o glamour dos semideuses das telas de todos os quadrantes para incendiar a libido das fãs mais ardorosas com os coloridos folguedos dos desejos e prazeres, os pais fracassados seguidos pelas mães viúvas de ontem na incompletude dos anseios diante do paraíso perdido no tempo e espaço das pontes e castelos que sumiram nas areias dos quintais mais remotos, as ingênuas geringonças quiméricas dos visionários mais ousados da loucura coletiva, o arrastado das longas barbas grisalhas dos silenciosos venerandos mestres vetustos com seus discípulos contritos, dos que chantageiam equívocos e vendem a alma na fabricação de equívocos tornados em verdades pra novos equívocos se perpetuarem nos anais históricos mais oficiais da mentira de tudo, ou dos que não sabem o que fazer no meio do semáforo entre o resolvido e as tensões do por resolver nas agonias dos desafios irresolvíveis que ficam pra amanhã e depois no esquecimento, e nunca mais ter que aguentar o bafo das políticas tacanhas dos bolsos graúdos de poço sem fundo, incapazes de transmitir a boa nova pela compulsória falácia de fazer pagar para ser entretido com suas promessas embusteiras a revelar virtudes não conquistadas, defeitos possuídos, oh, não! Ainda ontem parecia uma fotografia, uma pintura perfeita, viva na imaginação, mas não era, ainda ontem era hoje e a vida que passou na janela. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

POLÍTICAS EM DEBATE
Neste sábado, a partir das 16hs, estarei no programa Políticas em Debate, na Rádio Farol FM 90,7, com apresentação de Manoca Leão.

A CRIANÇA E O ADULTO – Para a criança, só é possível viver sua infância. Conhecê-la compete ao adulto. Contudo, o que ira predominar nesse conhecimento, o ponto de vista do adulto ou o da criança? Se o homem sempre começou colocando-se a si mesmo em seus objetos de conhecimento, atribuindo a estes uma existência e uma atividade conformes à imagem que tem das suas, o quanto essa tentação não deve ser forte quando se trata de um ser que vem dele e deve tornar-se semelhante a ele – a criança, cujo crescimento ele vigia, guia e a quem muitas vezes lhe parece difícil não atribuir motivos ou sentimentos complementares aos seus. Para seu antropomorfismo espontâneo, quantas oportunidades, quantos pretextos, quantas aparentes justificativas! [...] Em suma, é o mundo dos adultos que o meio lhe impõe e disso decorre, em cada época, certa uniformidade de formação mental. Mas nem por isso o adulto tem o direito de só conhecer na criança o que põe nela. E, em primeiro lugar, a maneira como a criança assimila o que é posto nela pode não ter nenhuma semelhança com a maneira como o próprio adulto o utiliza. Se o adulto vai mais longe que a criança, a criança, à sua maneira, vai mais longe que o adulto. Tem disponibilidades psíquicas que outro meio utilizaria de outra forma. Várias dificuldades coletivamente superadas pelos grupos sociais já possibilitaram que muitas dessas disponibilidades se manifestassem. Com a ajuda da cultura, outras ampliações da razão e da sensibilidade não estão potencialmente na criança? Trechos extraídos da obra A evolução psicológica da criança (Martins Fontes, 2007), do filósofo, médico e psicólogo francês Henri Wallon (1879-1962). Veja mais aqui.

CENTO E VINTE MILHÕES DE CRIANÇAS NO CENTRO DA TORMENTA - Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram séculos, e a América Latina aperfeiçoou suas funções. Este já não é o reino das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina ganha produzindo-os. São muito mais altos os impostos que cobram os compradores do que os preços que recebem os vendedores [...] nós habitamos, no máximo, numa sub-América, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação. É a América Latina, a região das veias abertas [...]. Trechos extraídos da obra As veias abertas da América Latina (Paz e Terra, 1979), do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). Veja mais aqui.

VISÃO DO MUNDO - O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. É uma ideia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo. E o que configura essa perspectiva nossa? Ela se inaugura na infância, com suas carências nem sempre explicáveis. Mesmo se fomos amados, sofremos de uma insegurança elementar. Ainda que protegidos, seremos expostos a fatalidades e imprevistos contra os quais nada nos defende. Temos de criar barreiras e ao mesmo lançar pontes com o que nos rodeia e o que ainda nos espera. Toda essa trama de encontro e separação, terror e êxtase encadeados, matéria da nossa existência, começa antes de nascermos. Trecho de A marca no flanco, extraído da obra Perdas & Ganhos (Record, 2003), da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CONTRASTES FILOSÓFICOS – [...] Às vezes queremos muito alguma coisa e fazemos tudo para obtê-la, mas nossos esforços não levam a nada. Outras vezes, ao contrário, quando não fazemos senão esperar, quando somos somente pacientes, as coisas acontecem naturalmente. Parece, então, que nossa passividade agiu: fomos então ativos ou passivos? Talvez seja mesmo necessário agir sobre si mesmo para saber esperar. Da mesma maneira, pensamos às vezes que as paredes que sustentam o teto da casa são passivas, até o dia em que desmoronam. Vemos então como elas agiam de maneira eficaz. Concluímos, então, que tudo age sobre tudo sem que o percebamos. Tudo pode, portanto, ser considerado, ao mesmo tempo, ativo e passivo. [...] Trecho extraído da obra O livro dos grandes contrastes filosóficos (Log On, 2008), de Oscar Brenifier e Jacques Després.

COISAS DO AMOR - [...] Pelas quatro horas da tarde, avistou-se a “Estrela da Manhã” e ela correu para avisar Fernando. O doente estava muito mal e, quando avistou Isaura, olhou-a com terrível expressão de ansiedade. – Isaura – falou ele – já se avista a Barcaça? – Já! – respondeu a mulher, com o coração batendo no peito com tanta força que ela se sentia sufocada. – E a bandeira está içada no mstrou? – perguntou ainda o marido. – Está, sim! – disse Isaura; e acrescentou, antes que um bom impulso pudesse detê-la: - Mas não é branca como você disse não, é treta! – Então não posso mais! – falou Fernando, como se sua dor fosse tanta que ele não pudesse reter a vida por mais tempo. Seus olhos fecharam-se e ele deixou pender a cabeça. – Fernando! – gritou sua mulher desesperada e só agora acordando para a gravidade do que fizera. – Fernand0, não é verdade! A bandeira é branca. Mas era tarde. Fernando acabara de morrer. [...]. Trecho extraído da obra A história de amor de Fernando e Isaura (Bagaço, 1994), do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014). Veja mais aqui, aqui & aqui.

ÚLTIMAS DO FECAMEPA
Ministério da Saúde informa: use seringa por oito vezes, mas se contaminar, jogue fora, doido!
Ministério da Educação informa: Ninguém precisa mais estudar! Quem quiser aprender que pague!
Isto é Brasilsilsilsilsilsil! Veja mais Fecamepa aqui e aqui.

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ÁGUA VIDA ÁGUA
Mas que momento difícil
Que Deus vem me inspirar
Para falar de “Água Vida”
Pra humanidade salvar
Num curto espaço de tempo
Este livro vai marcar
Deus, como escreves certo
“Por linhas tortas o ditado”
Um mundo cheio de encrencas
Que por ti é observado
É uma luta desigual
Contra o mal e o pecado
A Água é Vida, é tudo
Sem ninguém compreender
Por isso desperdiçam tanto
No futuro pode não ter
É isso que a humanidade
Preciso logo saber
Por mais que nós eduquemos
Ninguém procura saber
Nem sabem da importância
Do que se faz pra viver
Por isso desperdiçam tudo
Coisas do “ser ou não ser?”
Seja a Água Potável
Ou a de Igarapé
Seja as dos Grandes Rios
Temos é que botar fé...
Mas o povo não entende
Valei-nos! Maria de Nazaré
Acham por que a Amazônia
Tem o grande potencial
Da Água desse Planeta
Nunca vai faltar, que tal?
Mas se esquecem duma coisa:
Da devastação que é o mal
[...]
Trecho extraído da obra Água, Vida Água (Autor, 2011), do poeta e ativista cultural João de Castro.

A arte de Rivail Azevedo.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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terça-feira, agosto 23, 2016

MERLEAU-PONTY, YO-YO MA, ILYA KABAKOV, MILOS FORMAN, DEISE FURLANI, PATRICK PALMER & GUAYASAMIN


DA INOCÊNCIA E DA INJUSTIÇA MILENAR– Imagem: Las manos de la protesta, do pintor e escultor equatoriano Oswaldo Guayasamin (1919-1999) - Ninguém escapa de uma cruzeta! Sim, sei, cada caso é um caso. Os registros históricos e, sobretudo, a Literatura estão fartas de ocorrências que se mostraram injustas e ocorridas há milênios. Manobras, conspirações e conluios de interesses são ardilosamente maquinados na calada da noite ou nos recônditos do dia secularmente. Vítimas são ceifadas, muitas vezes sobrecarregadas de inesgotável inocência, só pelo puro prazer de uns poucos grotescos em sobrepujar os limites dos mais desprezíveis motivos dos proveitos ambicionados. Coisas monstruosas, decerto. Nada mais que vantagens indesculpavelmente amorais, oriundas do mais injustificável egoísmo que se sobressai sobre tudo e todos. Quanta vileza. Vinganças inaceitáveis, atitudes apequenadas de seres que se mostram menores que o próprio tamanho, cuja razão só se expressa por meio da força bruta, do pisotear, humilhar, sacanear, suprimir, vergastar, cercear e usurpar direito alheio. Quanta barbaridade! Exemplos é o que não faltam, expô-los aqui daria um rol interminável: milênios de malquerenças. Pleno século XXI e tais bizarrices se repetem cotidianamente desde a mais remota era do inventário humano: fulano que no cumprimento de seu estrito dever foi torturado até a morte, beltrano que saiu de casa pra padaria e foi alcançado num tiroteio por uma bala perdida que o levou a óbito, sicrana beldade cobiçada foi capturada, seviciada e morta pela mais revoltante violência e manchetes agressivamente estampadas fazem a festa da banalização de crimes. A minha indignação supera todos os limites dos termômetros da revolta e eu não sei por que cargas d’água tanta selvageria à toa: tudo nivelado por baixo. Ah, quem sabe, um dia sejamos realmente humanos. Tudo muito lamentável, tudo pelo poder, pela posse. Aos carrascos do presente: ninguém passa impune, o tempo julgará. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

Curtindo o cd/dvd do álbum Live from Tanglewood: The Silk Road Ensemble with Yo-Yo Ma (2012), reunião de músicos promovida pelo violoncelista franco-americano Yo-Yo Ma na exploração de como as artes avançam na compreensão glogal, conectando o mundo por meio da arte e na concentração de esforços que envolvem desempenho musical, programas de aprendizagem e empreendedorismo cultural.

PESQUISA 
[...] O saber nunca é categórico, coloca-se sob o beneficio do inventário, nada pode fazer com que sejamos o passado: é apenas um espetáculo postado diante de nós e que precisamos interrogar. As questões partem de nós e as respostas, portanto, não esgotam, por principio, uma realidade histórica que não esperou por elas para existir. Ao contrário, o presente somos nós. Para ser, espera nosso assentimento ou nossa recusa. A suspensão do juízo, regra no que concerne ao passado, torna-0se impossível agora: esperar que as coisas adquiram feição para decidir, é decidir deixá-las ser por sua própria conta. E, no entanto, a proximidade do presente, fazendo-nos responsável por ele, nem por isso nos dá o acesso à própria coisa – desta feita, é por ausência de distancia que estamos condenados a ver apenas um lado. Saber e prática enfrentam, a mesma infinidade do real histórico. Porém, respondem-lhe de duas maneiras opostas: o saber, multiplicando os pontos de vista por meio de conclusões provisórias, abertas, motivadas, isto é, condicionadas a prática, por meio de decisões absolutas, parciais, injustificáveis. [...].
Trecho do ensaio A crise do entendimento, extraído da obra As aventuras da dialética (Martins Fontes, 2006), do filósofo fenomenólogo francês Maurice Merleau-Ponty (1908-1961). Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
[...] Para nós sobrará o canto da mesa da sala de jantar quando quisermos escrever, o computador do filho, quando nos arriscamos pela internet, o sofá com as outras mulheres nos jantares de casais, e por toda prte o terror do tempo que passa e que, sentimos, vai devorando uma vida que nunca aprendemos a administrar – pois jamais nos pertenceu. [...].
Trecho da obra Histórias do tempo (Mandarim, 2000), da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA:

[...] este mundo nos foi revelado em toda sua completude: uma nova terra e um novo céu tornaram-se visíveis, todas as hierarquias celestes [...] e a completude inteira do cosmos celeste banhado em uma luz de ouro. O ícone é um modelo deste mundo e simultaneamente uma projeção, em nosso mundo, do mundo do outro lado. [...]
Trecho extraído da obra Über die ‘Totale’ Installation / On the ‘total’ installation (Cantz Verlag, 1995), do artista conceitual russo Ilya Kabakov.

IMAGEM DO DIA
A atriz, produtora e diretora de cinema israelense Natalie Portman no filme Sombras de Goya (Goya´s Ghosts – Espanha/EUA, 2006), do cineasta Milos Forman. Veja mais aqui.

Veja mais sobre A intromissão do verbo, Nelson Rodrigues, Nazik Al-Malaika, Antonio Meneses, Chan-Wook Park, Lourival Viegas, Nicole Kidman, Narrativas de Yamato, O pensamento pós-moderno e as tendências epistemológicas aqui.

DESTAQUE
Mosaico em cerâmica da mosaicista Deise Furlani.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Nude, by Patrick Palmer.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...