quinta-feira, março 07, 2013

IAMAMOTO, CHAUÍ, NISE DA SILVBEIRA, GUIOMAR NAMO & ARRIETE VILELA



MARILDA IAMAMOTO E O SERVIÇO SOCIALEssa resenha foi efetuada a partir de uma leitura da obra “Renovação e conservadorismo no Serviço Social”, escrita socióloga e assistente social de renome, Marilda Villela Imamoto, tendo-se uma idéia de como se processou o Serviço Social.
Inicialmente se faz conveniente enfatizar que Marilda Villela Iamamoto é uma das mais importantes autoridades no assunto atinente ao Serviço Social no Brasil, tratando-se de uma Doutora em Sociologia, PUC-SP que nas últimas décadas, tem se destacado como docente e pensadora de vanguarda.
Nesse livro que é dividido em quatro partes, a primeira tratando do conservadorismo no serviço social; a segunda, a divisão do trabalho e o serviço social; em seguida, os dilemas e falsos dilemas no serviço social; e, por fim, a formação profissional. Com esse livro a autora incorpora temática e questões da agenda profissional contemporânea, notadamente nas questões relativas aos impactos sobre o Serviço Social, principalmente, das transformações societárias em curso e, também, das alternativas para a formação de assistentes sociais.
É flagrante na obra o uso por parte da autora dos conceitos marxistas para analisar as condições de trabalho do operário na agroindústria canavieira paulista, situando-as no contexto da "modernidade arcaica" que caracteriza o desenvolvimento histórico do país. Principalmente no que concerne no poderio do agronegócio em que o parque sucroalcooleiro tem se destacado, em detrimento das condições sub-humanas dos operários. E, além disso, a obra se revela como um documento que contêm elementos programáticos para permitir ao Serviço Social enfrentar, com êxito, os desafios do futuro.
Nessa abordagem a autora realiza uma síntese sobre o surgimento da profissão, citando os cinco códigos de ética do Serviço social – o de 1947, 1965, 1975, 1986 e de 1993 – respectivamente, enfatizando o último, o qual não é importante conhecer apenas para incorporá-lo como referência para a prática dos Assistentes Sociais, mas para que se reflita o próprio papel do profissional na sociedade contemporânea. E essa reflexão vai partir da relação entre o geral, que se encontra no Código, e o particular, isto é, o que acontece no dia-a-dia profissional, para que, entre outras coisas, não se fale da separação que, apesar de impossível, tanto se menciona, que é a diferença entre teoria e prática, visto que se não pratica o que revela a teoria é porque, na verdade, não se compartilha de tal teoria.
Encontra-se com o desenvolvimento de leitura analítica da obra que o surgimento do Serviço Social foi determinado pelo processo sócio-histórico, isto é, a partir do surgimento de um espaço na sociedade capitalista, que se encontrava estreitamente relacionada ao controle da classe trabalhadora, tratando-se portanto de um profissional que reproduziria a lógica capitalista, ou melhor, de um profissional essencialmente conservador e a-crítico. No entanto, um traço marcante do período do surgimento da profissão e do seu desenvolvimento é a sua vinculação com a doutrina católica, principalmente o neotomismo, sendo o traço religioso o predominante inicialmente.
Tendo em vista tal reprodução idearia, é encontrado, pois, que a lógica que prevaleceu no período inicial da história do Serviço Social foi a lógica da benevolência, pautada nos princípios cristãos e reproduzindo, como foi mencionado, a lógica do capitalismo, que é a do não reconhecimento desses “benefícios” como direitos dos indivíduos. Com o passar dos tempos, apesar de preservar o elemento religioso, a profissão somará a este a influência norte-americana – o funcionalismo. Essas duas tendências são verificadas no Código de 1965 e convergem do ponto de vista da posição a-crítica. Sendo assim, além de reafirmar o apelo moral, ligado a religião, do primeiro código, esse apresentará a idéia de “integração social” e “correção dos desníveis sociais”, deixando claro a lógica seguida, vinculada a idéia sociedade dividida em partes que se somam e a formam, tendo as suas funções cada uma, sendo necessário integrar aquelas que estão fora do padrão.
Como a década de 60 é de grande efervescência política, não só no Brasil, é evidente que o Serviço social, neste período, passa por importantes questionamentos, inclusive sobre a análise equivocada que ele próprio fazia da realidade, questionando também a influência norte-americana. É nesse ínterim que ocorre o Movimento de Reconceituação, levantando questionamentos acerca da própria origem da profissão e do seu aspecto conservador. E este movimento não resiste devido a realidade brasileira, já que o Golpe Militar de 64 afetou todas as instituições, impondo limites, inclusive ao Serviço Social, principalmente com a instauração do Ato Institucional nº 5. E para a autora, o Código de 1975 não retratará o desdobramento daquilo que se iniciou no Movimento de Reconceituação, porque só tomará novo impulso quase duas décadas depois, havendo, pois, uma chamada “modernização do conservadorismo” que “informa respostas dadas por parcelas majoritárias da categoria profissional às novas demandas que lhe são apresentadas”. Na verdade, enfatiza a autora que a ruptura com o conservadorismo na profissão, anunciada no Movimento de Reconceituação, só irá acontecer na década de 80, no plano intelectual e organizativo. E o Código de 86 será percebido como a expressão de conquistas e ganhos profissionais através da negação da base filosófica tradicional, nitidamente conservadora e da “ética da neutralidade”, além da substituição do profissional subalterno e apenas executivo por um profissional competente teórico, técnica e politicamente. Evidencia a autora que tais reflexos são oriundos do que foi a Constituição de 88, marcando uma importante alteração na sociedade brasileira, tendo como foco principal a democratização do país. Esse ocorrido somado ao amadurecimento do projeto profissional que vinha sendo construído, vinculado ao compromisso com os interesses históricos da massa da população trabalhadora, exigia uma melhor explicitação do sentido imanente do Código de 86.
Importante avaliação também faz a autora no capítulo acerca da divisão do trabalho e a sua relação com o serviço social, quando ela trata que os fundamentos da divisão do trabalho na sociedade se dão a partir do momento em que a mercadoria torna-se o elemento mediador das relações sociais. Para ela, então, o Serviço Social só pode afirmar-se como prática institucionalizada e legitimada na sociedade ao responder as necessidades sociais, derivadas da prática histórica das classes sociais na produção e reprodução de forma socialmente determinada. Isto porque a divisão do trabalho na sociedade determina a vinculação de indivíduos em órbitas profissionais especificas, executada na sociedade e através dela. Com o desenvolvimento das forças produtivas sociais do trabalho, sob a proteção do capital, agora executado por diversos trabalhadores diferentes (trabalhador parcial) e por um sistema de máquinas.
Há que se notar que as forças produtivas do trabalho coletivo e a ciência são apropriadas pela classe capitalista e colocadas a seu serviço, deixando claro que é neste contexto que o Serviço Social se situa, uma vez que a divisão do trabalho é a expressão econômica do caráter social do trabalho dentro da alienação, na produção simples, tem como fonte o trabalho do seu possuidor. A circulação é, portanto o movimento mediante o qual o produto pessoal se converte em produto social, expressão no dinheiro para logo se converter em produto individual. Quando um indivíduo produz seus próprios meios de assistência, sua produção não tem caráter social e seu trabalho não é social. Esse caráter social só se manifesta no conteúdo do trabalho quando se produz para as necessidades dos demais, estando submetido a uma dependência social. Isso se comprova pelo fato de que seu trabalho privado passa a constituir uma particularidade do trabalho social, um modo de existência do trabalho coletivo. Os laços sociais deixam de ter a característica de laços diretos para tornarem-se mediados pelas mercadorias que produzem e pelas relações monetárias que dão suporte à troca de produtos privados. Conforme o entendimento da autora, pode-se afirmar que a divisão do trabalho resume, as condições sociais nas quais as pessoas autônomas ou privadas produzem valores de troca. E a forma capitalista da produção industrial tende a consolidar e a reproduzir a divisão do trabalho como um meio ainda mais violento de exploração da força de trabalho. Apreende-se pois que o Serviço Social firma-se como prática institucionalizada e legitimada na sociedade ao responder as necessidades sociais, derivadas da prática histórica das classes sociais na produção e reprodução de força socialmente determinada.
A partir dos capítulos atinente aos dilemas e falsos dilemas do Serviço Social, observa-se que o processo de ampliação da democracia e construção de um novo projeto societário deflagra a mobilização em torno do debate e da criação de novos valores éticos, onde os assistentes sociais, dessa forma, coerentes com o projeto profissional que vem sendo construído, deverão se somar ao movimento de constituição de novos valores éticos, fundamentados decisivamente na liberdade e na eqüidade. Esses valores não são categorias abstratas, conforme a autora, são determinações da prática social que o pensamento reconstrói e conceptualiza. Nesse tocante, no que se refere à moralidade profissional, a ética é um conjunto de normas e princípios que expressam escolhas axiológicas e funcionam como parâmetros orientadores das relações entre a profissão e a sociedade. Ao objetivar-se como um ser de escolhas, de liberdade, o homem projeta sua ação, criando e recriando valores. E a moral permite ao homem objetivar-se no mundo como um ser capaz de formular escolhas, logo, potencialmente livre e criativo. Dentro do campo de atuação do Serviço Social, o assistente social lida, no seu cotidiano, com a tensão entre a esfera dos interesses das classes trabalhadoras, daí o caráter eminentemente ético-político da sua prática.
Já no capítulo abordando questões acerca da formação profissional, entende-se que a autora defende a idéia de atuando em torno da viabilização dos direitos sociais, o assistente social se depara, no seu dia-a-dia, com a questão da cidadania, cabendo pensar a ética como uma questão que remete para o enfrentamento das contradições colocadas ao Serviço Social neste contexto, contradições que cotidianamente demandam posicionamento ético-político dos profissionais, no sentido do dever ser implícito num projeto profissional determinado historicamente, voltado para a construção de uma nova sociedade de base igualitária e democrática, propondo como estratégia a luta pela redefinição da cidadania por intermédio da expansão dos direitos sociais e políticos. Nessa direção a autora defende que é preciso produzir sentido à prática profissional a partir das demandas e interesses dos usuários e da sociedade civil como um todo. A prática profissional, com seus direitos e deveres, não é algo que possa se instituir só com referência na própria categoria. Prever direitos e deveres que circunscrevessem o amplo leque de necessidades e exigências individuais frente às demandas coletivas. Compatibilizando os direitos individuais de proteção do exercício profissional com os deveres suscitados na relação com o usuário, instituição, outros profissionais, etc, direitos e deveres estes determinados também pela especificidade técnica e política do processo de trabalho do Serviço Social. Resgatar o sentido autêntico da ética. Levanta, pois, a autora, os princípios do reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes-autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais, a defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo, a ampliação e consolidação da cidadania, considerado tarefa primordial de toda a sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis, políticos e sociais das classes trabalhadoras, a defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida, o posicionamento em favor da eqüidade e justiça social, de modo a assegurar a universidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática, e o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e a discussão das diferenças, com  a fala da garantia do pluralismo, por meio do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e do compromisso com o constante aprimoramento intelectual, e a opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classes, etnias e gêneros. Com isso vê-se que a profissão vem se transformando ao longo dos anos e encontra-se em sintonia com movimento das forças políticas socialistas e democráticas pela luta da construção de um novo projeto societário.
A autora chama atenção para o fato de que não há dúvidas de que o projeto ético-político do Serviço Social brasileiro está vinculado a um projeto de transformação da sociedade. E para ela, ao atuar no movimento contraditório das classes, acaba-se por imprimir uma direção social às ações profissionais que favorecem a um ou a outro projeto societário. Nas diversas e variadas ações que se efetua como plantões de atendimento, salas de espera, processos de supervisão e/ou planejamento de serviços sociais, das ações mais simples às intervenções mais complexas do cotidiano profissional, nelas mesmas, está embutida determinada direção social entrelaçada por uma valoração ética específica.
Enfim, nesta última parte do livro, a autora leva a discussão sobre a dimensão da produção de conhecimentos no interior do Serviço Social, onde a esfera de sistematização das modalidades práticas da profissão, se apresentam os processos e os desafios ao projeto ético-político contemporâneo que são problematizados em vários estudos. Esta dimensão investigativa da profissão tem como parâmetro a afinidade com as tendências teórico-críticas do pensamento social. Dessa forma, não cabem no projeto ético-político contemporâneo, posturas teóricas conservadoras, presas que estão aos pressupostos filosóficos cujo horizonte é a manutenção da ordem. Essas dimensões articuladas entre elas compõem o corpo material do projeto ético político profissional que deve ser compreendido como uma construção coletiva que, como tal, tem uma determinada direção social que envolve valores, compromissos sociais e princípios que estão em permanente discussão exatamente porque participante que é do movimento vivo e contraditório das classes na sociedade.
Por conclusão, observa-se que na linha evolutiva do Serviço Social sempre esteve na sua origem a idéia de fraternidade e caridade seguida da ideologia cristã e que, com o passar do tempo, gerou a necessidade de um reposicionamento do profissional frente aos novos paradigmas que se apresentam, notadamente, posterior à II Grande Guerra, quando o mundo entrou em turbulência globalizante e emergência tecnológica. A instalação do Estado Democrático de Direito, principalmente no Brasil, propiciou o direcionamento das ações pela formação e dignidade humanas, bem como o exercício da cidadania, o que, dentro de uma ótica progressiva, tem se tornado em ação emancipatória no sentido de buscar equilibrar as contradições sociais e a realidade presente.
Com a obra “Renovação e conservadorismo no Serviço Social”, Marilda Villela Iamamoto, nada mais que apresenta de que forma se constrói a modernidade brasileira, sedimentada num conservadorismo retrógrado que muito tem, camuflado sob diversas ideologias, demonstrado que há inúmeros equívocos que vão se avolumando. Entende-se, pois, que a renovação se deve conseqüência da instalação do Estado Democrático de Direito, enquanto tudo passeia por um conservadorismo que vem de época remota e atravessa toda contemporaneidade brasileira.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
IAMAMOTO, Marilda Villela. Renovação e conservadorismo no Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1995.



CONVITE À FILOSOFIA
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2002.
Marilena Chauí é filósofa, historiadora da filosofia e professora paulistana, autora de vários livros sobre filosofia, política e educação. O livro “Convite à Filosofia” da filósofa brasileira Marilena Chauí traz um importante apanhado do penso filosófico desde a antiguidade até a contemporaneidade. Trata da origem e nascimento da filosofia, os campos de investigação, os principais períodos da história da Filosofia, aspectos contemporâneos, abordando a razão, a atividade racional, a ignorância e a verdade, as concepções da verdade, a preocupação com o conhecimento, a percepção, a memória, a imaginação, a linguagem, o nascimento e os elementos da lógica, o pensamento, a consciência, a lógica e a dialética, as indagações metafísicas, a ontologia, a atitude e o ideal científico, a cultura, a experiência do sagrado, o universo das artes, a existência ética, a filosofia moral, a liberdade, a vida política e a questão democrática.


NISE: ABECEDERÁRIO DE UMA LIBERTADORA – a médica psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999), é considerada a introdutora da psicologia analítica no Brasil. Ela era formada pela Faculdade de Medicina da Bahia, dedicando-se à psiquiatriaFoi militante politica ligada ao Partido Comunista, sendo presa e afastada do serviço público de 1936 a 1944onde conheceu Olga Benario e Graciliano Ramos, entre outros comunistas. Contemplada com a anista, em 1946 cria a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, posteriormente conhecido como Centro Psiquiátrico Pedro II (CPPII). Depois disso participa do I Congresso de Psiquiatria em Paris, em 1950. Em seguida, no II Congresso de Psiquiatria em Zurique, Nise da Silveira e Karl Jung se encontram. Dedicando-se, portanto, à psiquiatria ela revolucionou as formas de tratamento, tornando-se pioneira na pesquisa das relações emocionais entre pacientes e animais, que costumava chamar de co-terapeutas. A partir disso, ela formou o "Grupo de Estudos Carl Jung, presidido por ela até 1968. É autora, entre outros livros, de “Jung: vida e obra”, publicado em primeira edição em 1968. Foi membro fundadora da Sociedade Internacional de Expressão Psicopatológica ("Societé Internationale de Psychopathologie de l'Expression"), sediada em Paris. Depois foi agraciada com diversas condecorações e títulos, entre eles, "Ordem do Rio Branco" no Grau de Oficial, pelo Ministério das Relações Exteriores (1987); "Prêmio Personalidade do Ano de 1992", da Associação Brasileira de Críticos de Arte; "Medalha Chico Mendes", do grupo Tortura Nunca Mais (1993); "Ordem Nacional do Mérito Educativo", pelo Ministério da Educação e do Desporto (1993).
O livro “Nise: abecedário de uma libertadora” foi escrito pelo escritor e médico-dermatologista e membro da Sociedade Brasileira dos Médicos Escritores alagoano falecido em 2005, Dídimo Otto Kummer, reunindo e registrando fatos, ocorrências, acontecimentos, interpretações, depoimentos e feitos acerca da vida, personalidade e obra de Nise da Silveira.

FONTE:
KUMMER, Didimo Otto. Nise – abedcedário de uma libertadora. Maceió: Catavento, 2004.




A educadora e pesquisadora Guiomar Namo de Mello é Diretora Executiva da Fundação Victor Civita, membro do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica e responsável pela Direção de Conteúdos da Redeensinar. Ela é formada Pedagogia pela USP em 1966, fez mestrado e doutorado em educação na PUC/SP em 1976 e 1980 respectivamente, e pós doutorado no Institute of Education da London University em 1991-1992. Iniciou sua carreira como professora de ensino superior na PUC-SP, depois foi professora visitante na UNICAMP, na UFSão Carlos e UFMG. Foi Secretária Municipal de Educação de São Paulo, cargo que ocupou até o final do mandato do Prefeito Mario Covas, em 1985. Foi Deputada Estadual de São Paulo, em 1986. Também foi Especialista Senior de Educação no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington. Em 1993 ela publicou o livro “Cidadania e competitividade: desafios educacionais do terceiro milênio”, pela Cortez Editora, abordando temas como demandas educacionais do terceiro milênio e escola no centro: revolulução copernicana em educação ou os fatores intra-escolares revisitados. Na primeira parte ela trata da transformação produtiva com equidade e solidariedade, a educação fundamental brasileira de costas para o futuro, para sair da contramão da História em busca de um novo padrão de gestão da política educacional no Brasil e o que é possível fazer já, apontando 10 opções de políticas e um desafio para os educadores. Na segunda pare ela traz a autonomia da escola, possibilidades, limites e condições, e escolas eficazes, uma tentativa de síntese.

MELLO, Guiomar Namo. Cidadania e competitividade: desafios educacionais do terceiro milênio. São Paulo: Cortez, 1998.


ENTRE O AMOR E A PALAVRA – O livro “Entre o amor e a palavra – olhar(es) sobre Arriete Vilela", oragnizado por Izabel Brandão, traz Roberto Sarmento Lima com Da palavra amor ao amor da palavra (a palavra contra o desejo em Fantasia e Avesso), Edilma Acioli Bomfim com Cladestinidade e erotismo: a fala da paixão; Antonio de Padua Dias da Silva com O destilar do fel e o adultério do logos: o caso Arriete Vilela em Fantasia e Avesso; Maria de Fatima Soriano de Lima com Fantasia e Avesso: uma representação amorosa em tom clandestino; Izabel Brandão com Fantasia e Avesso: entre papoulas, mel e máscaras; Jersuí Mendes Torres Tomaz com Transgressão/expressão amorosa em Fantasia e Avesso; Luciano Fonseca com O lirismo amoroso e ambíguo de Fantasia e Avesso; Maria Lucilene da Silva com Clarice e Arriete: o poder da palavra; Marcio Ferreira da Silva com Agua Viva e Fantasia e Avesso – o instante da palavra; Carmen Lucia Dantas com Solidão: a representação do trágico em Dos destroços: o resgate; Belmira Magalhães com Bordando a vida na raiz da palavra; Edilma Acioli Bomfim com Farpa: felina ferida; Enaura Quixabeira Rosa e Silva com Arriete Vilela: o devaneio aquatico da palavra; Izabel Brandão com A poesia da agressão em O ócio dos anjos ignorados, acrescentando cronologia da obra e notas dos colaboradores sobre Arriete Vilela. Veja a entrevista de Arriete Vilela no Guia de Poesia.

FONTE:
BRANDÃO, Izabel (Org.). Entre o amor e a palavra: olhar((ES) sobre Arriete Vilela. Maceió: Catavento, 2001.



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Ah esse olhar no Crônica de amor por ela, Marc Augé, Rubem Braga, Wolfgang Amadeus Mozart, Gabriela Mistral, Mitsuko Uchida, Analy Alvarez, David Nutter, Francisco Ribera Gomez, Kate Holmes, Carmen Verônica & Iolita Domingos Barbosa Campos aqui.

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