quinta-feira, março 07, 2013

NOELLE-NEUMANN, LEIBER, HAROLD PINTER, STEPHENIE MEYER, COHEN, DENNETT,REPÚBLICA & PGM TTTTT


PROGRAMA TATARITARITATA (PGM TTTTT) – Tudo começou em 2002 com a criação deste blog na plataforma Weblogger. Em 2006, mudei de plataforma e criei o Zine Tataritaritatá, numa edição de 5 mil exemplares e que era distribuído inicialmente em Alagoas e, posteriormente, pelas minhas andanças por todos os espaços e territórios de norte a sul, leste a oeste do país, circulando alternativamente como sequência do projeto Nascente: Publicação Lítero-Cultural. Ainda em 2006, passei a apresentar o Programa Tataritaritatá, que foi veiculado em diversas emissoras radiofônicas, AM, FM e WebRádio, a exemplo da Difusora de Alagoas, Cidade FM (MG) e meio mundo de outras delas por aí afora. Em 2008 publiquei o Cordel Tataritaritatá para as minhas aprsentações poético-musicais, bem como para as recreações, palestras e oficinas que tenho realizadoem instituições educacionais e eventos culturais e artisticos pelo Brasil, como bienais, feiras de livros, tardes de autógrafos, pocket show, entre outras. A partir de 2010 estreei o Cantarau Tataritaritatá nos mais diversos palcos brasileiros, ora acompanhado pela banda Cianônima Ilimitada, ora em shows solos. Então do blog todos os tentáculos criados serviram de difusão da ideia do diálogo e das atividades artísticas que desenvolvi na minha trajetória de 31 anos de estrada. Veja mais aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Estamos no mundo de forma tão superficial. É no amor que somos feitos. É no amor que desaparecemos... A realidade é uma das possibilidades que eu não posso dar-me ao luxo de ignorar... A privação é a mãe da poesia... Pensamento do poeta, cantor, compositor e escritor canadense Leonard Cohen (1934-2016). Veja mais aqui.

 

ALGUEM FALOU: O amor é irracional, eu lembrei pra mim mesma. Quanto mais você ama alguém, menos sentido as coisas fazem... Pensamento da escritora estadunidense Stephenie Meyer.

 

QUALIA - [...] Acho que alguns filósofos pensam que toda a minha abordagem aos qualia não é jogar limpo. Não respeito as regras padrão dos experimentos de pensamento filosófico. “Mas Dan, sua visão é tão contra-intuitiva!” Sem brincadeiras. Esse é o ponto principal. Claro que é contra-intuitivo. Em nenhum lugar está escrito que a verdadeira teoria materialista da consciência deve ser brandamente intuitiva. Eu sempre insisti que isso pode ser muito contra-intuitivo. Esse é o problema com o método filosófico “puro” aqui. Ela não tem recursos para desenvolver, ou mesmo levar a sério, teorias contra-intuitivas, mas como é uma boa aposta que a verdadeira teoria materialista da consciência será altamente contra-intuitiva (como a teoria copernicana - pelo menos a princípio), isso significa que A filosofia “pura” deve apenas admitir a impotência e recuar para a antropologia conceitual conservadora até que o avanço da ciência a tire de sua miséria. Os filósofos têm uma escolha: podem jogar com conceitos populares (a filosofia da linguagem comum sobrevive, como uma espécie de antropologia social apriorística) ou podem levar a sério a alegação de que alguns desses conceitos populares são geradores de ilusões. A maneira de levar essa perspectiva a sério é considerar teorias que proponham revisões desses conceitos. [...]. Techos extraídos da obra Sweet Dreams: Philosophical Obstacles to a Science of Consciousness (MIT Press, 2006), do filósofo estadunidense Daniel Clement Dennett, que deficou estudos para definição da qualia como sendo um termo filosófico que define as qualidades subjetivas das experiências mentais conscientes, que desempenham papel importante na filosofia da mente, por se apresentearem como uma refutação do fato do fisicalismo. O autor identifica quatro propriedades que são comumente associadas aos qualia: são inefáveis, porque não podem ser comunicadas ou apreendidas por outros meios diferentes da experiência direta; intrínsecas, porque são propriedades não relacionais, que não se alteram conforme a relação da experiência com outras coisas; privadas, porque todas as comparações intersubjectivas dos qualia são sistematicamente impossíveis; e diretas ou imediatamente apreensíveis pela consciência, porque experienciar um quale é "saber-se que se experiencia um quale, sabendo-se que é isso mesmo tudo quanto há a saber sobre esse quale".

 

ESPIRAL DO SILÊNCIO – A obra La espiral del silencio: Opinión pública: nuestra piel social (Paidós, 2010), da cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann (1916-2010), traz a teoria da Espiral do Silêncio, explicando como a opinião pública influencia o comportamento do indivíduo, com o objetivo de explicar a razão pela qual as pessoas permanecem, em muitos casos, silenciosas quando têm a quase sempre falsa sensação de que a suas opiniões e filosofias, visão de mundo, concepção do mundo, ou sua ideia geral da organização do cosmos de acordo com as descobertas científicas ou até mesmo o seu conjunto de intuições estão em minoria. Esta teoria começou a ser estudada na década de 1960, com base nas pesquisas sobre efeitos dos meios de comunicação em massa sobre a população, baseando-se em três premissas: O resultado é um processo em espiral que incita os indivíduos a perceberem as mudanças de opinião e a segui-las até que uma opinião se estabeleça como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por quase todos. Nessa teoria o importante são as opiniões dominantes, e estas tendem a se refletir nos meios. Sobre essa teoria é importante lembrar que existe um isolamento dos indivíduos no silêncio, quando estes têm opiniões diferentes das veiculadas pela mídia. A Teoria do Espiral do Silêncio ajuda a entender como a mídia funciona em relação à opinião pública e silencia suas ideias, através de três mecanismos pelos quais a teoria influencia a mídia sobre o público: acumulação, que se refere ao excesso de exposição de determinados temas na mídia; a consonância, que se refere à forma semelhante como as notícias são produzidas e veiculadas e finalmente a Ubiqüidade, que se refere à presença da mídia em todos os lugares.

 

EFEITO FORER - O efeito Forer, também chamado de falácia de validação pessoal ou efeito Barnum, definiu-se depois que o showman estadunidense Phineas Taylor Barnum (1810-1891), assinalou que: "temos de tudo para todos", trazendo a observação de que as pessoas julgam exageradamente corretas as avaliações de suas personalidades que, supostamente, são feitas exclusivamente para elas, mas que na verdade são vagas e genéricas o bastante para se aplicarem a uma grande quantidade de pessoas. Este efeito explica parcialmente a grande aceitação obtida por certas crenças e práticas que não sobreviveram a rigorosa análise proposta pelo método científico.. Um fenômeno mais genérico e relacionado ao efeito Forer é o da validação subjetiva que ocorre quando dois eventos aleatórios ou sem ligação parecem estar conectados porque as crenças, expectativas ou hipóteses exigem tal ligação. Por isso, as pessoas buscam uma conexão entre sua percepção da personalidade e o texto de um horóscopo.

 

O GRANDE MOMENTO – [...] Claro, se você assumir uma conspiração grande o suficiente, você pode explicar qualquer coisa, incluindo o próprio cosmos. [...]. Trecho extraído do livro The Big Time (Aegypan, 2011), do escritor estadunidense Fritz Leiber (1910=1993), que em outra obra The Wanderer (Open Road Media Science & Fantasy, 2013), expressou que: [...] Quanto maior a variedade de vida inteligente que Don via, mais ele se tornava sensível à sua presença. [...].

 

DOIS POEMAS - O TEU OLHAR NOS MEUS OLHOS - Sempre onde tu estás \ Naquilo que faço \ Viras-te agarras os braços \ Toco-te onde te viras\ O teu olhar nos meus olhos \ Viro-me para tocar nos teus braços \ Agarras o meu tocar em ti \ Toco-te para te ter de ti \ A única forma do teu olhar \ Viro o teu rosto para mim \ Sempre onde tu estás \ Toco-te para te amar olho para os teus olhos. O MUNDO ESTÁ PRESTES A REBENTAR - Não olhes. \ O mundo está prestes a rebentar. \ Não olhes. \ O mundo está prestes a despejar a sua luz \ E a lançar-nos no abismo das suas trevas, \ Aquele lugar negro, gordo e sem ar \ Onde nós iremos matar ou morrer ou dançar ou chorar \ Ou gritar ou gemer ou chiar que nem ratos \ A ver se conseguimos de novo um posto de partida. Poemas do ator, poeta, roteirista e diretor britânico Harold Pinter (1930-2008). Veja mais aqui.

 



PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – Esse resumo observa que as proclamações da república é um texto que faz parte da obra A formação das almas: o imaginário da República no Brasil, escrito pelo professor mineiro, José Murilo de Carvalho, graduado em Sociologia e Política, pela UFMG e mestre e doutor em Ciência Política, pela Universidade de Stanford, Califórnia (USA). Por causa dessa obra, recebeu o Prêmio Jabuti, em 1991, tendo, posteriormente sido condecorado Comendador da Ordem de Rio Branco e da Ordem Nacional do Mérito Científico. Neste ensaio o autor discute as diversas proclamações da República e o conseqüente impasse simbólico - proveniente das lutas pela criação de um imaginário social entre as diferentes vertentes político-filosóficas - externado nas figuras-símbolo de Deodoro, Floriano Peixoto e Benjamim Constant. Aborda as questões da proclamação, considerando não só as disputas por poder entre Deodoro, Benjamim Constant, Quintino Bocaiúva, Floriano Peixoto, mas todos os atores, a exemplo da Guerra dos Vivas, envolvendo a participação desses personagens, notadamente os das escolas militares da Praia Vermelha e Superior de Guerra, até o que redundou num movimento pacífico a 15 de novembro de 1889.
A República Militar de Deodoro defendida pelos oficiais superiores que havia lutado no Paraguai e que buscavam posição de maior prestigio e poder, tornando o momento um ato estritamente militar, corporativo e executado sob a liderança de Deodoro da Fonseca, consolidando-se o ato final da Questão Militar com solução definitiva pela eliminação do regime dominado por uma elite bacharelesca infensa aos interesses castrenses, desrespeitosa dos brios militares.
A república sociocrática de um dos ícones da trindade cívica, o catequista, apóstolo, evangelizador, doutrinador, cabeça pensante, preceptor, mestre e ídolo da juventude militar, Benjamim Constant era representada por uma corrente política e ideológica que simbolizava o avanço da sociedade brasileira em direção do seu destino histórico em sua fase positivista, almejando a salvação da pátria. Positivistas não militarista, repugnava a força na política, predominando o pacifismo com o fim dos exércitos, com o recolhimento de todas as armas ao museu da história, apresentando, enfim, uma visão elaborada de república, implantando a ditadura para promover a república social, garantindo todas as liberdades espirituais e promovendo a incorporação do proletariado à sociedade mediante a eliminação dos privilégios da burguesia.
A república liberal de Quintino Bocaiúva representada pelos propagandistas civis. Enfim, nesta parte da obra, o autor discorre sobre várias Proclamações da República. Isto é, a busca de uma simbologia, - pois os embates já se evidenciavam entre as diferentes correntes político-filosóficas no sentido de a qualquer custo se criar uma simbologia no imaginário da nação. Daí a digladiação dos sujeitos históricos Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Benjamim Constant. Percebe-se que as tentativas de se construir o mito original da república revelam as contradições que marcam o início de regime, como afirma o próprio autor. Diante desse embate, surge um projeto militar que clama por “uma figura que não dividisse, que fosse o próprio símbolo não só da união militar mas da união da própria nação”. Veja mais aqui e aqui.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
CARVALHO, José Murilo de. As proclamações da republica. In: A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,1990, p. 35-44.




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