sábado, março 09, 2013

PSICOLOGIA NO BRASIL & ARMÉLIA SUELI SANTOS SALLES, CARMEN QUEIROZ, BÁRBARA RODRIX, VERONICA FERRIANI, PAULA MORENO, LIZ ROSA

A PSICOLOGIA NO BRASIL – A profissão de psicólogo foi reconhecida no Brasil por força da Lei 4.119, de 27 de agosto de 1962, que também dispôs sobre os cursos de formação em psicologia. Ao longo desses poucos mais de cinquenta anos de existência, conforme Lane (2006) e Freitas (2009), a profissão se desenvolveu por meio de transformações e mudanças que devem ser observadas para definição do papel da psicologia e do psicólogo no Brasil. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa de Opinião e Mercado (Who), em 2001, revelou que o perfil do psicólogo brasileiro estava representado majoritariamente por profissionais femininas na faixa dos 26 aos 45 anos de idade, tendo a carreira sendo definida por volição e reparação: a primeira ocorre por vocação e busca do uso de recursos para realização da atividade; e a segunda, a escolha se deu para corrigir uma falha na infância. Nesse sentido, detecta-se que a identidade profissional ainda se encontra na busca pela legitimação da ocupação e de engajamento do psicólogo no campo ocupacional. Fatores internos, como realização pessoal, vocação, compatibilidade com as próprias habilidades, gosto e valorização das atividades e dos objetivos realizados pelos psicólogos mobilizam aqueles que escolhem a carreira, bem como os fatores externos, como remuneração, abertura do mercado, visibilidade da profissão e riscos diversos influenciam na decisão na definição da graduação. A esse respeito, Moura (1999) expressa a existência de uma mobilização pró formação generalista para a área, com o objetivo de formar psicólogos-cidadãos comprometidos com a realidade social, atuando enquanto agentes de transformação, na direção da construção de uma sociedade mais justa e democrática. Tal proposta atua contra a realidade presente de adoção de uma modalidade teórico-metodológica embasada na neutralidade e estabilidade amparadas no mito da universalidade que consideram a concepção de um homem a-histórico e de que todos são iguais em qualquer época e lugar, sob a influência estadunidense das chamadas especialidades atreladas a um campo específico de atuação por meio de uma prática adaptacionista e a-crítica da matriz individualizante. Ocorre que esse modelo entrou em colapso fomentando a crise da Psicologia que se viu com a necessidade de sair das clínicas, despreparada para atender as demandas sociais. Por consequência, viu-se a necessidade de revisão da prática e ampliação da perspectiva de analise profissional, direcionando-se pela ruptura com o modelo biomédico de atuação que privilegia a prática exclusiva ao consultório e prática clínica, evitando-se a leitura psicologizante da realidade, transformando-se para que os sujeitos de desejos conquistem e reinventem a cidadania. Por essa razão, a principal preocupação estava voltada para as diretrizes curriculares com as propostas do MEC que não ouviu nenhuma representação da categoria, ampliando a falta de flexibilidade do currículo nacional. A base de discussão se encontrava e ainda se encontra na garantia do perfil generalista, detectando, porém, a dificuldade de integração entre a prática e a teoria, notadamente na questão de uma psicologia brasileira que faça frente ao modelo descritivo e reprodutivo adotado. Além do mais, com a emergência globalizante da atualidade, recheada de expectativas de paradoxos, ampliou o conceito de profissionalismo, requerendo especializações e experiência prévia, desde o primeiro emprego até os trainees, tornando a graduação insuficiente para o competente exercício profissional. Destacam Malvezzi, Souza e Zanelli (2010) que uma visão mais acurada do curriculum profissional voltyada para habilitação e potencialidades obsta o acesso do recém-graduado pela exigência de experiência e comprovação de especialização. Assinalam os autores que a habilitação não se configura apenas com o diploma, mas por valores agregados nas competências e na trajetória profissional. Partindo para a visualização da realidade do profissional no país, observou-se que entre as características dos psicólogos recém-graduados tem-se demonstrado que a razão do interesse pela psicologia encontra-se, segundo Malvezzi, Souza e Zanelli (2010), na viabilidade, na visibilidade, no acesso não problemático e a potencialidade de realização pessoal e profissional oferecido. As condições de inserção profissional dos recém-graduados, anotados por Malvezzi, Souza e Zanelli (2010), expressam fatores como diversidade de contratos, multiplicidade de vínculos, indiferenciação entre emprego, estágio e trabalho esporádico, remuneração por resultados, competências, atividades exercidas e produtividade, e, enfim, a superposição e a oscilação entre trabalho formal e informal são detectados como os principais obstáculos para enquadramento profissional, levando-se em conta que os empregos são instáveis, migrantes, dinamizados por alta competitividade e com frequentes rupturas na carreira. Tanto que os autores assinalam a atividade autônoma é a modalidade mais encontrada entre os profissionais, seguindo-se de vínculos de atuação nos setores público, privado e ONGS. Bastos, Gondim e Rodrigues (2010) apontam para as bases do processo de crescimento e interiorização profissional ocorrida na última década, demarcando a mobilidade entre os profissional no país e a origem social desses profissionais, concluindo que a profissão está em constante crescimento tanto nas capitais como no interior, em função da expansão do sistema de formação. Nesse cenário, observa-se que no cenário da psicologia brasileira, muitas discussões ainda assinalam os mais diversos problemas da categoria. Entre esses problemas há quem aponte que o erro não se encontra apenas no ensino, nem só na falta de flexibilidade do currículo, como também, deve-se destacar, a dificuldade pela descoberta de novas possibilidades de trabalho fora da clínica, da escola ou do hospital, observando-se espaço para a atuação na área da psicologia social e comunitária, penitenciária, jurídica, esportiva, demonstrando a pluralidade profissional com uma riqueza de diversidade de condição e de natureza de trabalho. Como assinalam Malvezzi, Souza e Zanelli (2010, p. 104) que “Ser psicólogo é uma profissão aberta a diferentes caminhos, diversificada para abrigar pessoas de distintos interesses, alicerçada para enfrentar as turbulências da globalização e enriquecida de significativa pluralidade de recursos para ser uma força de transformação na sociedade”, especialmente por ser a profissão que enfrenta as contradições, os conflitos e as desigualdades presentes no contexto brasileiro. Face tal contexto, faz-se necessário destacar a necessidade de diálogo do profissional psicólogo com equipes interdisciplinares, com capacidade empreendedora formulada a partir do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e ênfase na pesquisa, tendo uma visão mais ampla da profissão e da descoberta de espaços de intervenção. Também merece destaque o processo de reterritorialização de atividades, pela disputa do profissional psicólogo com outras categorias, a exemplo da área de gestão, reiterando-se a necessidade de especialização flexível e competências portáteis que sejam disponibilizadas nas mais diversas situações da atividade profissional. Em vista disso, convém trazer a expressão de Malvezzi, Souza e Zanelli (2010) de que o objeto da psicologia é o comportamento, seus determinantes e o processo de adaptação do ser humano ao mundo e a si mesmo, como questão presente em todas as atividades humanas, seja na saúde, no trabalho, na educação, na construção de estruturas sociais e politicas, bem como na arte. Um profissional que seja, no dizer de Moura (1999), “[...] capaz de empreender uma prática pluralista, crítica e transformadora, que saiba reconhecer as demandas de intervenção e propor caminhos que atendam a essas demandas. No entanto, para alcançar estes propósitos teremos, inevitavelmente, que transitar por territórios desconhecidos e movediços que, certamente, produzirão rupturas irreparáveis. Entre tantas, destaca-se a necessária e urgente revisão do conceito de saúde mental, da concepção de sujeito, do modelo de sociedade e, consequentemente, da concepção de ciência e métodos de investigação que utilizamos. Depois de tudo, teremos ainda que aprender a relativizar nosso saber acadêmico frente ao saber empírico, a fim de estabelecermos um diálogo produtivo com os sujeitos concretos. Estes, sim, verdadeiros agentes de transformações na realidade sócio-econômico-político e cultural”. Veja mais aqui.

REFERÊNCIA
BASTOS, Antônio; GONDIM, Sônia. O trabalho do psicólogo no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2010.
BASTOS, Antonio; GONDIM, Sônia; RODRIGUES, Ana Carolina. Uma categoria profissional em expansão: quantos somos e onde estamos: In: BASTOS, Antônio; GONDIM, Sônia. O trabalho do psicólogo no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2010.
FREITAS, Maria de Fátima. Psicologia na comunidade, psicologia da comunidade e psicologia (Social) comunitária: práticas da psicologia em comunidades nas décadas de 60 a 90 no Brasil. In: CAMPOS, R.H.F (Org.). Psicologia Social Comunitária.  Petrópolis: Vozes, 2007.
LANE, Silvia. Avanços da Psicologia Social na América Latina. In: LANE, Silvia; SAWAIA, Bader (Orgs,). Novas veredas da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2006.
MALVEZZI, Sigmar; SOUZA, Janice; ZANELLI, José Carlos. Inserção no mercado de trabalho: os psicólogos recém-formados. In: BASTOS, Antônio; GONDIM, Sônia. O trabalho do psicólogo no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2010.
MOURA, Eliana. A psicologia (e os psicólogos) que temos e a psicologia que queremos: reflexões a partir das propostas de diretrizes curriculares (MEC/SESU) para os cursos de graduação em psicologia. Revista Psicologia: Ciência e Profissão, vol. 19, nº 2, Brasília, 1999.
REVISTA VIVER PSICOLOGIA. O psicólogo, um perfil em construção. 22 de setembro de 2007.


ARMÉLIA SUELI SANTOS SALLES – página da pianista e professora Armélia Sueli Santos Salles na comunidade Balcão do Músico. Ela é professora de Piano há 25 anos, com graduação e pós-graduação em Piano. Tambem é sócia e coordenadora do Centro Musical Teodoro Salles, Salvador, BA e professora da UCSal, além de ser representante autorizada na Bahia dos Pianos Fritz Dobbert e Kawai e da marca Pearl River para. instrumentos de cordas e sopro. Confira.


CARMEN QUEIROZ – Cantora e intérprete, dona de um repertório que vai desde a música de raíz, passando pela bossa nova, xote, baião, blues,com incursões pela música latina e americana,com um destaque especial para o samba. Dividiu palcos ao lado de nomes consagrados da MPB como Nelson Sargento, Beth Carvalho, Inezita Barroso, Délcio Carvalho, Luiz Carlos da Vila, Sombra, destacando o show em homenagem a "Zumbi dos Palmares", no Teatro Municipal de S.P. ao lado de Martinho da Vila. Além da carreira solo, integrou-se ao "Bando Flor do Mato" - respeitado grupo divulgador do folclore brasileiro; e ao "Bando da Rua" com quem gravou as músicas "Eu dei" (Ary Barroso) e "Evocação n.1" (Nelson Ferreira), no cd "Antologia Musical Brasileira - Marchinhas de Carnaval".Carmen Queiroz tem sua biografia inserida no livro "Quem é Quem na Negritude Brasileira" (volume 1), idealizado e escrito pelo Professor Eduardo de Oliveira (Presidente do Congresso Nacional Afro/Brasileiro - CNAB). Carmen Queiroz lançou depois o cd LEITE PRETO - gravado pelo selo CPC - UMES, ditribuído pela Eldorado, com o aval da apresentação de Marcus Vinícios de Andrade e Beth Carvalho. Cuidadosamente preparado, com arranjos e direção musical de Edmilson Capelupi, o cd LEITE PRETO tem em seu repertório, músicas de autores consagrados da MPB como: Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Nelson Sargento, Noca da Portela, Délcio Carvalho, Ivor Lancelotti, Luiz Carlos da Vila, D. Ivone Lara, Vidal França, Íbis Maceió, Riko Dorilêo, Paulinho Tapajós, dentre outros. Fonte: Samba & Choro. Veja mais no sítio da Carmen Queiroz.


BÁRBARA RODRIX – Barbara Rodrix, nasceu em São Paulo em 1991. Filha do saudoso Zé Rodrix e Julia, aprendeu a tocar violão a principio sozinha quando e 2007 entrou na ULM Universidade Livre de Musica, passou a ter aula com Camilo Carrara. Sempre frequentou estúdios. No começo com gravações para publicidade no estúdio A Voz Do Brasil, do qual seu pai era dono junto com seu sócio Tico Terpins, mais tarde voltou ao estúdio no ano de 2006 na MCR produtora de publicidade e prograganda, no qual fez um estágio durante um ano, e no ano de 2008 finalmente voltou ao estúdio para registrar suas canções, entre elas "Com Razão" ( musica que este ano foi gravada pela cantora julielle do Amapá), "Sem teto dá pra ver o céu" (que agora entrou para a novela "A Revelação" do sbt), entre outras parcerias com Elder Braga, Álvaro Cueva, Alexandre Lemos, Léo Nogueira, Zé Edu Camargo... O projeto acabou tomando outras proporções depois de alguns show em lugares como Caiubi, Caretas, Villaggio Café, Crowne Plazza Tom Jazz e esta previsto para lançamento em maio de 2009. Com Arranjos de Zé rodrix, e com a participação de Webster Santos, Albino, Pedro Ivo. Conheça seu trabalho acessando: http://www.myspace.com/barbararodrix



VERONICA FERRIANI – A cantora paulista Verônica Ferriani começou a estudar música quando ganhou aos 8 anos de idade o seu violão, passando a ter suas primeiras aulas. Depois estudou na USP Arquitetura e Urbanismo. Depois disso, se formou na FAU, subiu no palco em 2003, descobrindo o samba em 2004, resultando numa temporada ao lado de nomes de peso da música brasileira. Participou de importantes projetos e shows ao lado de grandes artistas brasileiros, chegando a gravar uma participação no Programa Som Brasil, da TV Globo, em 2007. Passou a integrar a Gafieira São Paulo, banda de músicos de destaque da nova geração paulista, chegando, agora, a lançar seu primeiro cd produção musical de BiD e distribuição pela Tratore. Para melhor conhecer o trabalho desta artista promissora é só acessar: http://veronicaferriani.com.br/ ou www.myspace.com/veronicaferriani. Info: Carol Vidal www.culturaemovimento.blogstpot.com


PAULA MORENO – a cantora baiana Paula Moreno, começou sua carreira ainda menina integrando o grupo Curumim. Aos 13 anos participa de festivais musicais e integra o grupo Dida, um projeto escola e grupo de percussão. Depois passa a integrar o grupo Unskarai e começa a desenvolver o seu projeto de samba-funk, de samba-reggae, samba-bossa, manguebeat misturados às percussões. Para melhor conhecer o trabalho dessa maravilhosa cantora é só acessar: http://clubecaiubi.ning.com/profile/PAULAMORENO & www.myspace.com/paulamoreno007


LIZ ROSA - A cantora potiguar Liz Rosa, começou sua carreira profissional aos 16 anos de idade, participando de diversos projetos musicais na capital. A partir daí, passou a percorrer uma estrada que vai desde shows em tributos a Paulinho da Viola, Bossa Nova, cinema nacional e o futebol. Depois partiu para invadir a noite carioca, participando da programação do Vinicius Bar. No momento ela está reunindo repertório formado de sambas e jazz para um novo trabalho. Confira a belíssima voz e o talento de Liz Rosa acessando: http://www.myspace.com/cantoralizrosa




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