domingo, fevereiro 08, 2015

BUBER, COURBERT, VERNE, PASOLINI, WAKEMAN, ARRIETE & VANGELIS


O EU E TU – A intersubjetividade no pensamento do filosofo, escritor e pedagogo israelita Martin Buber (1878-1965) compreende uma das áreas que envolve a vida do homem que necessita ser refletida e analisada à luz da filosofia e da antropologia filosófica. Para ele uma nova sociedadew constituída por um socialismo descentralizado se organiza através de pequenos grupos, nos quais os homens viveriam em relacionamento direto, motivados mais por idéias religiosas do que polikticas. Essa teoria, para o autor, seria não existencial do conhecimento não está implícita no dualismo e para superá-lo a relação teria de ser com o ego se defrontando com o mundo como sujeito, uma vez que o homem é eu e Deus tu, tomando o universo como tu, o mundo e a vida ganham signifcado. Em suas publicações o autor deu ênfase à sua idéia de que não há existência sem diálogo e comunicação e que os ohjetos não existem sem que haja uma interação entre eles. As palavras eu-tu compreendem relação e eu-isso compreendem experiência, demonstram as duas dimensões da filosofia do diálogo e que dizem respeito à própria existência, conforme ele expressa na sua obra Eu e Tu. Veja detalhe dessa obra aqui.

Imagem: The woman in the waves (1868), do pintor francês Gustave Courbert (1819 – 1877).

Ouvindo: o álbum Mask (1985), do compositor grego Vangelis.


LÃS AO VENTO – A premiadíssima poeta e professora Arriete Vilela é um dos mais representativos nomes da literatura brasileira contemporânea. Em seu livro Lãs ao Vento ela traz uma narrativa das mais encantadoras e magistrais, capazes de nos envolver numa teia de deleite e inspiração. Eis um fragmento dessa belíssima obra: “[...] Senhora Editora, sei que hoje a Palavra silencia, silencia-se, silencia-me. Uma violência simbólica – e insidiosa: sinto-me despedaçada, burlada, triste, esgarçada, desamparada, ludibriada, trapaceada no afeto, na esperança, no sonho e na alegria... Não tenho encontrado consolo. Fiz da Palavra palavras: charola enfeitada com santinhos de roca. Quimeras. Soçobros. Folhas maceradas. Bordejos. Transitoriedades. Quinquilharias. Apenas lãs ao vento. Lãs ao vento...”. Veja mais Arriete aqui.

A TRAGÉDIA DO AMOR DE ABELARDO E HELOISA – Amorosos célebres, cujo tumulo pode ser visto no cemitério de Père-Lachaise, em Paris. Pierre Esbeilard ou Abelardo, ficou célebre como filósofo e teólogo; seguiu a carreira religiosa e tinha recebido ordens menores, quando o cônego Fulbert, impressionado por sua inteligência e cultura, convidou-o para professor de sua sobrinha Heloisa, que possuía, então, 17 anos e Abelardo 39. O convívio com a jovem, inteligente e bela, despertou violenta paixão carnal no professor, que logo fez da jovem sua amante, valendo-se da confiança nele depositada. Algum tempo depois, tendo Heloisa ficado grávida, resolveu o filósofo encerrar sua carreira religiosa e desposá-la, para o que não havia nenhum impedimento canônico; isto só ocorreria no caso de ter recebido as ordens maiores. A família, no entanto, apõe-se terminantemente a essa solução e o cônego Fulbert, indignado, contratou sicários, para que prendessem Abelardo e o castrassem, quando o mesmo entrou para um mosteiro e escreveu várias obras sobre Teologia, mas uma parte da sua doutrina foi denunciada como herética por um frade cisterciense, Guilherme de Saint-Thierry, denuncia levada a um concilio presidido por São Bernardo e que terminou com a sua condenação. Empenhava-se em sua defesa, perante Roma, quando morreu no convento de Cluny. Heloisa viveu ainda 22 anos. Tinha ela entrado também para um conventop, o do Paracleto, fundado por Abelardo. Priora desse mosteiro, quando o teólogo amado morreu, reclamou o corpo do amante e foi ao lado deste que desejou ser enterrada, em Paris. Seus desejos foram cumpridos. Os amores de Abelardo e Heloisa se tornaram objeto de referencia da famosa Ballade des dames du temps jadis, de François Villon, e inspiraram uma peça dramática de Eugène Scribe, além de varias biografias e versão para o cinema. Toda história foi narrada no livro Histoire de mes malheurs. Veja detalhes aqui.

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA – A fascinante obra Viagem ao centro da terra (Voyage au centre de la Terre, 1864), do escritor francês Julio Verne (1828-1905), foi uma das que mais me impressionaram desde a infância até hoje, pela sua instigante história narrada sobre uma incursão pela cratera do vulcão Sneffels, na Islândia, até chegar no centro da terra. Essa narrativa inspirou belíssimo terceiro álbum do músico de rock progressivo e rock sinfônico britânico Rick Wakeman, Jorney tho the centre of the earth (A&M, 1974), ao vivo no Royal Festival Hall, em Londres, na Inglaterra, no dia 18 de janeiro de 1974, com a The London Sympohony Orchestra e o The English Chamber Choir, sob a regência do maestro David Measham, arranjos para orquestra e coro de Wil Malone e Danny Beckerman. Tanto o livro como o álbum me fascinam até hoje, razão pela qual estou sempre passando a vista e ouvidas causando-me deleite inenarrável. Veja mais aqui.

SALÒ OU OS 120 DIAS DE SODOMA – O polêmico filme Salò ou os 120 dias de Sodoma (Salò o le 120 giornate di Sodoma, 1875) é uma das obras primas do poeta, escritor e cineasta Pier Paolo Pasolin1 (1922-1975), inspirado no livro 120 dias de Sodoma, do escritor francês Marquês de Sade (1740-1814), contando a perturbadora história de um grupo de jovens numa região italiana sob o governo de Mussolini, que são agrupados por dirigentes fascistas do poder econômico, jurídico, religioso e da nobreza, para serem vítimas de uma série de torturas e experimentos sádicos que compreendem três fases ou círculos: a primeira parte, o círculo das manias no qual ocorre a satisfação dos desejos sexuais dos fascistas; a segunda fase, o círculo das fezes, os jovens são submetidos à tortura de ingerir fezes num momento de repleta escatologia; e a terceira fase, o círculo de sangue, ocasião em que os prisioneiros são punidos com torturas, mutilações e assassinatos por desobediência. Nesse filme o diretor desnuda a insanidade, crueldade e bestialidade do ser humano no abuso de poder. Veja mais aqui e aqui.



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