sábado, fevereiro 07, 2015

CARYBÉ, ADLER, DUPRAT, DICKENS, BABENCO, UTOPIA, SÔNIA BRAGA & TCHELLO D´BARROS


A UTOPIA – O sonho de se viver numa comunidade em que todos possam gozar dos mesmos direitos e das mesmas oportunidades, em paz e harmonia, é um sonho que virou narrativa de alguns dos proeminentes pensadores da humanidade no século XVII, a exemplo da A Cidade do Sol (1602) de Tommaso Campanella e do  Nova Atlântida (1624) de Francis Bacon. Antes desses dois, no séc. XVI surgiu A Utopia (De Optimo Reipublicae Statu deque Nova Insula Utopia, 1516), do advogado, escritor e diplomata inglês Thomas More ou Thomas Morus (1478-1535), é um deles que resistem até hoje semeando esses sonhos tidos por utópicos e no qual o autor descreveu um Estado imaginário numa ilha, cuja situação geográfica permite o comercio marítimo e facilita a defesa contra os inimigos. É uma Inglaterra ideal. A ordem social no livro baseia-se na família e prevê o serviço de trabalho, de todos, exceto de um grupo de homens dedicados aos estudos. Uma assembleia eleita governa a ilha, intervindo também nos assuntos econômicos, de tal maneira que se evitam os desequilíbrios sociais e se garante a igualdade dos cidadãos. O modelo da Utopia foi, evidentemente, o Estado ideal de Platão, numa versão renascentista. A ilha é inspirada, além da posição geográfica, pelas descobertas da época, influindo na observação das crescentes injustiças sociais da Inglaterra. A obra é a primeira utopia dos tempos modernos, tornando-se modelo de numerosas utopias dos séculos seguintes. Veja detalhes aqui

Imagem: Mulher na rede, do pintor, pesquisador, historiador e jornalista brasileiro nascido na Argentina, Carybé (1911-1997)

Ouvindo o álbum Brasil com  S (Odeon, 1974) do maestro Rogério Duprat (1932-2006)


PARCEIRO DE ARTE E BIRITA – Tive a grata satisfação na vida de conhecer e privar da amizade dum sujeito bom e da melhor cepa: o poeta, artista plástico e ator catarinense Tchello D´Barros. Pense num sujeito bom! Artista dos bons, bom amigo, enfim, um cabra tão bom que se eu passasse embaixo de um arco-íris – e virasse mulher -, casava com ele. Sujeito do tipo que a gente pode dizer vamos juntos e na tuia. Tive a oportunidade de testemunhar sua arte e, mais ainda, de recolher o seu depoimento a respeito. Confira detalhes de tudo aqui.

PSICOLOGIA CULTURALISTA - O psicólogo e médico psiquiatra austríaco Alfred Adler (1870-1937) introduziu a ideia básica da doutrina com a tendência do indivíduo para compensar o sentimento de inferioridade, reforçada por uma agressividade inata. A sua concepção original defende que muitos comportamentos normais e patológicos seriam tentativas, com êxito ou inadequadas, de resolver as frustrações desencadeadas por inferioridades físicas, que impedem os indivíduos de alcançar as suas finalidades. De acordo com ele, a criança, seguindo os instintos do ego, tenta impor-se e dominar. Vê malograda a sua tentativa diante das pressões do meio familiar e social, e passa a incubar um sentimento de inferioridade, forjando compensações, procurando um estado de equilíbrio. Se essa situação conflitual não se resolve através do desenvolvimento, o sentimento se cristaliza em complexo, e o indivíduo foge, refugiando-se na neurose. No esforço constante, porem, de compensar a sua inferioridade, o indivíduo pode acabar também ultrapassando o seu objetivo, o que levou o autor a entender que a reação à frustração pode conduzir a resultados de alto valor. Ele relacionou esse sentimento com o lado feminino do ser humano, qualificando a sua compensação de protesto masculino. Passou depois a interpretar esse processo psicológico em termos de vontade de poder, dentro do conceito de Nietzsche. Para ele, mesmo a relação sexual seria impedida não pelo instinto sexual e sim pela agressividade inata. Acrescenta ele que todos os valores nascem das necessidades da vida social, e a grande tarefa do educador ou assistente é o desenvolvimento da consciência de pertencer a uma comunidade, desde a infância, de maneira a harmonizar as exigências individuais da sociedade – cada um precisa reconhecer o seu dever de contribuir com os demais para o bem-estar da comunidade. Esse conceito de interesse social, como elemento essencial no desenvolvimento de uma personalidade sadia, constituiu a contribuição mais importante da psicologia individual no campo da pedagogia. Em seu livro intitulado "What Life Should Mean to You", Adler afirma: "É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. É entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos". Veja mais detalhes a respeito aqui.

A ESTRANHA HISTÓRIA DE OLIVER TWIST – Na minha segunda infância chegou às minhas mãos o livro A estranha história de Oliver Twist, do escritor inglês Charles Dickens (1812-1870), livro que tenho até hoje, sem capas e as primeiras folhas arrancadas, dando pra ver somente se tratar de uma edição Romano Torres duma coleção Obras escolhidas de autores escolhidos que meu pai me deu de presente na época. Um romance que relata as aventuras e desventuras do jovem órfão, Oliver Twist que perdeu sua mãe durante o parto numa casa de correção. Quando menino ele foi vítima de tratamento cruel profundo, envolveu-se ingenuamente com parceiros na criminalidade, foi capturado e suspeito de ser ladrão, tornando-se refém de um malfeitor que posteriormente é preso e condenado. Livrando-se dele, Oliver finalmente é adotado por Mr. Brownlow. A história toda aborda sobre a temática do fenômeno da delinquência. Esse livro foi adaptado para o cinema por David Lean, em 1948, e, depois, por Roman Polanski, em 2005. Um trecho do romance: A sorte de cada um dos personagens desta história está agora definida, e algumas linhas bastam ao narrador para acabar de contar o que se lhes refere. [...] E, agora, este que escreve estas linhas lamenta chegar ao termo da sua tarefa e desejaria continuar ainda o fio dessa história [...] se as almas dos mortos descem à terra para visitar os lugares consagrados pela afeição, a afeição que sobrevive à morte, a afeição daqueles que conheceram neste mundo, estou em crer que a sombra desta pobre rapariga vem muitas vezes pairar por sobre aquele recanto solene; estou convencido de que não é menos abençoado aquele canto por estar ali numa igreja e de que a pobre Agnes não passou de uma ovelha tresmalhada. Veja mais aqui.

 
O BEIJO DA MULHER-ARANHA – Oriundo do romance homônimo do escritor argentino Manuel Puig (1932-1990), o filme O beijo da mulher-aranha (Kiss of the Spider Woman, 1985), adaptado por Leonard Schrader e dirigido pelo cineasta brasileiro nascido na Argentina, Hector Babenco, conta a história do prisioneiro politico de esquerda Valentin Arregui, interpretado por Raul Julia, e o homossexual Luís Molina, vivido pelo ator ingles William Hunt que ganhou o Oscar de melhor ator de 1985, vivendo numa sela na prisão brasileira. No elenco desse ótimo filme, também está, entre outros grandes atores, a sempre maravilhosa Sônia Braga, que interpreta a Leni Lamaison/Marta, a própria mulher-aranha. Nada mais justo que homenageá-la aqui na nossa campanha Todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui.


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