quinta-feira, julho 23, 2020

CONCHA MÉNDEZ, VERA RUBIN, CHARLES SCHENK & CANTORA UNA



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: DO QUE FIZ, NEM DEIXEI DE FAZER - Sempre agi antes de pensar. Ágil, algumas vezes na mosca, de esperar o desfecho e só quando era dado por liquido e certo, aí sim, festejava uma ou outra, quando muito. Sempre desconfiei da sorte porque, na maioria das vezes, não era bem assim, era assado ou nem tanto, do jeito que nem dava para adivinhar – vá entender o capricho de quem manda. Afora minha condição sempre à deriva. Fazia de tudo para o êxito, inevitavelmente fracassava. Tinha sempre comigo a voz da Angela Davis: Você tem que agir como se fosse possível transformar radicalmente o mundo. E você tem que fazer isso o tempo todo. E fiz o tempo todo, nunca deixei de fazer. Talvez os prognósticos estivessem errados, não surtiam efeito algum, a não ser algumas calejadas feridas que nem lembro mesmo onde é que doía, ou se anestesiado pelos erros. Sei lá, voo aprumando a mira.

DUAS: O QUE FIZ, TAL SÍSIFO, NADA MAIS - Aos dez anos de idade, montado num bigode ralo e topetudo de nariz empinado, comecei a trabalhar depois de ter desafiado meu pai numa conversa, como se fosse, claro, de homem para homem – e eu ainda uma criança, avalie. Ele aquiesceu e me fez primeiro de carimbador, depois de copista, datilógrafo, serviçal recadista e por aí, aboletado num birô do cartório, sob a tutela mandonista de um tio que virou para mim pior que Uriah Heep de Dickens. Claro, escapulia, dava salto solto, virava e mexia. Ele lá, inexorável. Ansiava altos voos e, embora traumatizado e com um complexo de inferioridade aviltante, me redimia com Susanne Langer: Para termos novo conhecimento, precisamos adquirir um mundo inteiro de novas questões. De escriturário nunca passei disso, mas ousei que só. Aprendi desaprendendo e o que nem se ensinava. Assim fui, haja catabís, tantos percalços indeléveis. Mais fui, voo.

TRÊS: DAVA DE POETAR, NEM TANTO! - Enfim, de tudo um tanto incólume, quando não ao rés do chão, rasteiro escondido na poeira. Lá estava. Tanto me estrepei de findar estirado, dores até no retrato e lembranças repisadas. Hoje antes penso duas, três, até dez, cem, de novo, aí, lá pras tantas, caio na ação mais sem jeito. Cheguei até a poetar por isso, mas Sarah Kofman advertiu: Dialética e reflexão desempenham o mesmo papel para o filósofo e verso para o poeta. Poetar, então, não era, apenas versejador porque se a vida fosse um filme e rodasse para trás, nem assim seria diferente do que gorou, seria de novo outro fora e ficaria por isso mesmo. Nunca lamentei de nada nem perdido, já levantei pronto para outra, cada vez mais para o Tao: o coração da palavra, o poema no sexo: a vida! Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: A ciência progride melhor quando as observações nos forçam a mudar nossas ideias preconcebidas. Pensamento da astrônoma estadunidense Vera Rubin (1928-2016), pioneira dos estudos sobre as curvas de rotação das galáxias espirais, que expressava: A ciência é competitiva, agressiva, exigente. Também é imaginativo, inspirador, edificante. Minhas conquistas na ciência vieram porque eu sabia o que queria fazer, e encontrei, como colegas de profissão, astrônomos gentis e prestativos. Nunca me senti desencorajada pelos que foram desencorajadores algumas vezes. Ao invés disso, insisti em trabalhar para solucionar problemas que estavam fora da astronomia ‘mainstream’ para que eu pudesse trabalhar no meu próprio ritmo, sem ser pressionada por temas mais populares. Não digo isso para servir de exemplo a vocês, mas só para mostrar que há diferentes abordagens possíveis para a ciência. Tem que haver. A ciência é competitiva, agressiva, exigente. Mas também é imaginativa, inspiradora, edificante. Vocês também podem.

O TEATRO DE CONCHA MÉNDEZ
Eu gostaria de ter vários sorrisos avulsos e um vasto repertório de maneiras de me expressar. Então, sozinha, você não me deixou, que eu estou comigo mesma e é o suficiente para mim, como sempre fui. E se eu olhar para a sombra onde a luz se dissolve, também tenho medo de dissolver e entre as sombras ficarei confusa para sempre. Como último retrato, nossos olhos impressos brilharão. A vida é um cervo irremediavelmente ferido, que flechas lhe dão veneno e asas.
CONCHA MÉNDEZ - A arte da poeta, dramaturga e roteirista espanhola Concha Méndez (1898-1986), que pertencia ao grupo Sinsombrero e autora de peças teataris como El ángel cartero (1929), El personaje presentido (1931), El pez engañado (1933), El carbón y la rosa (1935), Las barandillas del cielo (1938), El solitario (Amor) (1941), entre outras. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do fotógrafo estadunidense Charles Schenk. Veja mais aqui e aqui. E mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Espero que o extermínio da juventude negra, que não é só física, não caia sobre o meu trabalho, para que outras mulheres que venham depois acreditem e achem possível viver do que se gosta e do que se sabe fazer. É por elas que estou aqui.
A arte da cantora Una, que é filósofa de formação e se lançou em 2013 como Aninha Martins e lançou o seu primeiro álbum, Esquartejada (Independente, 2019), resultado de seis anos de pesquisas em um campo eclético, que vai da MPB ao punk rock, reflexões intimistas, uma pitada de niilismo e um humor sabido.
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O Bom Pastor: as histórias e os afetos, organizado por Karina Vasconcelos aqui.
Agruras da lata d’água, do poeta, compositor e intérprete Jessier Quirino aqui.
A música de Ozi dos Palmares aqui.
Sabedoria ou mediocridade? Diálogos no reino encantado das águias, do filósofo e historiador Reginaldo Oliveira aqui.
Água, Vida Água, do poeta e ativista cultural João de Castro aqui.
A mora de ferro aqui.
&
O município de Caetés aqui & aqui.


quarta-feira, julho 22, 2020

MARÍA ZAMBRANO, MERCEDES BAPTISTA, FLÁVIA PINHEIRO & A LUA NÃO PODE SER ROUBADA



DIÁRIO DE QUARENTENA – UM DIA & OUTRO, PARA ONDE... – Ruas que me levam, calçadas, estradas, caminhos. Não sei para onde vão, como se eu tão em vão tivesse para onde ir depois de tantos destinos idos e vindos. Já não sei mais. Hoje é como se encontrasse Carl Sandburg para me dizer: Não sei aonde vou, mas já estou a caminho. Para minha surpresa ele ainda poetaria: O tempo é a moeda da sua vida. É a única moeda que você tem, e somente você pode determinar como ela será gasta. Tome cuidado para não deixar que outras pessoas a gastem por você. Tenho apenas a luz do dia e a escuridão da noite, nada mais, vou terrares, voos para onde.

DUAS TIRADAS & UMA SÓ – Nestes tempos tão adversos, a revelação da tragédia. Confesso, jamais poderia sequer imaginar haver quem pudesse professar o umbigo do bloco do eu sozinho no maior acinte de terraplanista e carteirada negacionista com outros insultos preconceituosos e discriminatórios, nunca! Agora que saquei aquela do Florestan Fernandes: Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos. Contra as ideias da força, a força das ideias! Contudo, olhos arregalados: o inadmissível não é flagrado cometido por incultos ou pobretões – esses são coagidos e punidos severamente mesmo que nada devam, quando não recolhidos a um infecto amontoado nos presídios. Muito pelo contrário, são praticados por impunes e execráveis autoridades e ricaços que sob seu poder aviltam, sonegam, agridem e pisoteiam quem lhe aparecer pela frente, fardados ou sem. Quem o exemplo, incabível; o Brasil se dissolve e o complexo de vira-latas se avoluma inconcebível. Lembrei aquela do Manuel Puig: Esta vida é um sonho, o verdadeiro despertar é a morte que a todos torna iguais. Não, aqui não é um sonho, pesadelo que se desenrola já alguns anos e muitos sequer deram conta ainda da calamidade agora em dose dupla.

TRÊS TONS A MAIS & UMA CANÇÃO, ARDÊNCIA – O dedilhado do violão era o verão incendiando o peito fronteira afora, labaredas inextinguíveis da paixão. Acordes diminutos, bemóis e sustenidos de tons maiores ou menores, harmonia para uma melodia das entranhas. Era dela a inspiração com seu sorriso de Sol para iluminar minha vida e em minhas mãos o seu corpo para compor poemas capazes de celebrar o amor em toda sua dimensão e uma canção para eternizá-lo. Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Apesar do fato de que em alguns mortais de sorte, poesia e pensamento têm, poderia ter ocorrido ao mesmo tempo e em paralelo, apesar de em outros. Felizmente, poesia e pensamento poderiam ter se tornado um expressivamente, a verdade é que pensamento e poesia enfrentam todos em toda a nossa cultura. [...] E assim vemos mais claramente a condição da filosofia: admiração, sim, espanto. antes do imediato, para começar violentamente a partir dele e lançar em outra coisa, algo que deve ser buscado e perseguido, que não é dado a nós, que não revela sua presença. Trechos extraídos da obra Filosofía y poesia (México: Fondo de Cultura Económica, 2006), da filósofa e escritora espanhola María Zambrano (1904-1991), que expressa em seu pensamento que: O próprio do homem é abrir caminho, porque, ao fazê-lo, põe em exercício o seu ser; o próprio homem é caminho.

A LUA NÃO PODE SER ROUBADA
Ryokan, um mestre Zen, vivia o tipo mais simples possível de vida em uma pequena cabana no sopé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana e surpreendeu-se ao descobrir que não havia nada nela para ser roubado. Ryokan voltou e o pegou. “Você provavelmente veio de longe para me visitar”, disse ele ao gatuno, “e você não deve voltar com as mãos vazias. Por favor, tome minhas roupas como um presente”. O ladrão ficou completamente desnorteado. Ele pegou as roupas e escapuliu. Ryokan sentou-se nu, observando a lua. “Pobre rapaz”, ele pensou, “eu gostaria de poder ter dado a ele esta bela lua.
HISTÓRIAS ZEN – Relato extraído da obra Histórias zen: uma coleção de escritos zen e pré-zen (Teosófica, 1999), compilada por Paul Reps e traduzida por Pedro Oliveira. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista (1921-2014), a primeira afrodescendente a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, responsável pela criação do balé afro-brasileiro, inspirado nos terreorps de candomblé, elaborando uma codificação e vocabulário próprio para essas danças. Sobre ela a obra Mercedes Baptista: a criação da identidade negra na dança (Fundação Cultural Palmares, 2007), de Paulo Melgaço e o documentário
Balé de Pé no Chão – A dança afro de Mercedes Baptista (2007), dirigido por Lílian Sola Santiago e Marianna Monteiro, afora a escultura elaborada por Mario Pitanguy. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
A arte da performer, bailarina e coreógrafa Flávia Pinheiro.
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O arranha-céu e outros poemas, do poeta, jornalista, professor e crítico literário Cesar Leal (1924-2013) aqui.
Letrados e ufanos: história do Club Litterario de Palmares (1882-1910), do historiador, poeta e professor Vilmar Antonio Carvalho aqui.
A música da Brasília Popular Orquestra (BRAPO), do maestro e professor palmarense da Escola de Música de Brasília, Manoel Carvalho aqui.
A arte de Cícero Santos aqui.
Porque era sábado no Una aqui.
&
O município de Pesqueira aqui & aqui.


terça-feira, julho 21, 2020

MICHÈLE LAMONT, KATE MACDOWELL, YASMIN THAYNÁ, SONIA BRAGA & AQUARIUS DE KLEBER MENDONÇA



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: SOMBRA DAS PRIMEIRAS HORAS DE TERÇA - A semana começou ontem, nem havia me dado conta: não sei mais de horas nem dias. Sonho tal Hemingway pelas calçadas: Mesmo quando estava entre a multidão, estava sempre sozinho. Depois da primeira esquina, sei a quantas o mundo gira, como se fosse sonho de amor em Bucareste nos versos de um poema de Vasile Alecsandri: Deste mundo todo o sorriso... A flor se extingue, a vida esvai. Não há como ignorar, tantos se foram, muitos se esvaindo, impossível fazer de conta. E Philippe Ariès avisa grave: Esquecer-se da morte e dos mortos é prestar um péssimo serviço à vida e aos vivos. Não há mesmo como manter-me distante, o peito espremido, olhos às cachoeiras. Alguém me chama. Juro, não foi nada! Tudo é somenos, só não tem jeito pra morte, mas isto é outra coisa.

DUAS: QUANDO O VENTO FAZ A CURVA, HÁ QUEM SOPRE NA JANELA - Depois do feriado de ontem, nem foi pra mim tão sem calendário: ensaios do deus ludens de Huizinga. Brinco de viver, não há outro modo, mesmo com a severidade das palavras de Roberto Cardoso de Oliveira: Que não se olha impunemente, que não se ouve impunemente e muito menos se escreve impunemente. Meu intuito era mostrar um pouco essa relação, essa dinâmica desses três atos fundadores do exercício da antropologia. Sei, de nada sou impune, rastros me denunciam, errâncias de quem persevera.

TRES: FIZ UMA CANÇÃO, QUANDO TE VI – Menino em festa naquela noite e ela, sensual Charlotte Gainsborg na dança, a canção, entre um passo e outro, ao meu ouvido: Um diretor que escolhe você para um papel sente um desejo. E todo intérprete, seja homem ou mulher, usa todos os seus encantos para entrar nesse jogo. O que é inaceitável e o que é terrível é que se torne uma luta pelo poder e uma vontade de submissão. Nem ouvia, beijava-a e a mim se entregou de vez. A língua desenhava a imensidão do universo na minha carne para que o Tao fosse pleno no meu gozo. O coração da palavra, o poema no sexo para que chova a vida em mim, até não sei quando ou depois. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Nos últimos anos, questões relacionadas ao desempenho e a sua avaliação têm recebido maior proeminência acadêmica e social. [...] O crescente interesse na prática da avaliação também se manifesta em estudos sobre a desigualdade e a meritocracia: nas sociedades industriais avançadas, pais de classe média apresentam maior propensão a preparar seus filhos para um mundo de competição mais acirrada, e para isso, investem recursos significativos em educação suplementar e em atividades extracurriculares que consideram essenciais para garantir a reprodução de suas posições de classe [...] Na verdade, a coexistência de matrizes múltiplas de avaliação é uma condição significativa para uma maior resiliência social (associada a uma melhor distribuição de recursos), especialmente em um contexto como o dos Estados Unidos onde um número cada vez menor de indivíduos pode almejar alcançar os padrões de sucesso socioeconômicos que são associados ao mito nacional e dominante do Sonho Americano [American Dream] [...]. Trechos extraídos do estudo Em direção a uma sociologia comparativa da valoração e da avaliação (Norus, 2013), da socióloga canadense Michèle Lamont.

O CINEMA DE YASMIN THAYNÁ
No dia da minha transição capilar, pela primeira vez consegui me olhar no espelho e me sentir segura. Precisamos criar um outro imaginário sobre o negro no Brasil. O cinema e a TV têm papel fundamental nisso.
YASMIN THAYNÁ - A arte da cineasta, roteirista e diretora Yasmin Thayná, que realizou os curtas-metragens Kbela (2015), Batalhas (2016) e Fartura (2019). Ela é estudante de comunicação social da PUC-Rio, passou pela Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, fez cursos de audiovisual, integrou o Coletivo Nuvem Negra e é fundadora do Afroflix, plataforma online que disponibiliza produções audiovisuais com pelo menos uma área de atuação técnica/artística assinada por uma pessoa negra. Atualmente trabalha como pesquisadora em política pública e comunicação, na Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Sou escultora em tempo integral há cerca de cinco anos. Trabalho em argila de porcelana construída à mão, e meu trabalho frequentemente explora nosso relacionamento problemático com o ambiente natural. Comecei a estudar cerâmica nas aulas noturnas da escola de arte local e da faculdade comunitária logo depois de voltar de viver e viajar para o exterior na Índia e na Europa. Tenho mestrado em ensino de literatura inglesa e, no passado, produzi sites para empresas de alta tecnologia, ensinei inglês no ensino médio e trabalhei em um centro de retiro de meditação na Índia.
KATE MACDOWELL – A arte da escultora estadunidense Kate MacDowell, que trabalha com porcelana conceitual, fascinada em transformar o belo e o grotesco. Suas peças exploram a relação tensa e cada vez mais catastrófica entre a humanidade e a natureza, retratando o impacto sobre o meio ambiente, poluição tóxica e transgênicos. Ela leva o conceito destas questões ambientais e os funde com mitos, história da arte e outras referências culturais para alcançar essas peças de porcelana marcantes. Seu trabalho foi publicado em livros e periódicos, incluindo The New York Times, Sunday Magazine, Hi-Fructose, American Craft, Ceramics Monthly, Beautiful Bizarre, OK Periodicals (NL), Creative Review and Rooms (UK) e Hey! (Paris) entre outros. Seu trabalho foi apresentado no CD e na capa do álbum de Erasure, “Tomorrow's World”, e ela pode ser vista esculpindo em stop motion no áudio-vídeo oficial de uma música do álbum 'III' de Miike Snow. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
O premiado drama e suspense Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho, conta com a atriz Sonia Braga no papel principal, contando a história de uma jornalista aposentada que defende seu apartamento, onde viveu a vida toda, do assédio de uma construtora. O plano é demolir o edifício Aquarius e dar lugar a um grande empreendimento. O filme é dividido em três capítulos: "O cabelo de Clara", "O amor de Clara" e "O câncer de Clara".
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A obra do filósofo, sociólogo e pedagogo Paulo Freire (1921-1997) aqui, aqui, aqui & aqui.
Iniciação à estética, do escritor, dramaturgo e ensaísta Ariano Suassuna (1927-2014) aqui & aqui.
A música do compositor, cantor e violonista Geraldo Azevedo aqui e aqui.
A poesia de Margarida de Mesquita aqui.
A série de aquarelas Palmares, da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez aqui.
O dicionário Tataritaritatá aqui, aqui, aqui & aqui.
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O município de Jucati aqui & aqui.
 

segunda-feira, julho 20, 2020

GAYATRI SPIVAK, PILLE-RITE REI, CAIO CEZAR, RENATA DE BONIS, DANIELA MESQUITA & VITAL CORRÊA DE ARAÚJO



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA ASA DA PALAVRA - Meu coração está em toda parte porque nele não sou eu em mim, sou a elegia de Carlo no dia da amizade que partiu de Gênova e aqui está irrespirável tal como o verso de Adrian Păunescu: Não vamos morar aqui, é impossível / Não vamos morrer mais, não é mais livre. / Para lutar contra todos / em uma sangrenta guerra promíscua, / Viva a corrente que entra em nossos ossos! / Viva a festa, prisão, morte, o imposto! Momento assim inevitável Petrarca: Como difícil é salvar a casca da reputação das pedras da ignorância. Enquanto afugentam ânimos e propagam ódio e morte no meu país, insisto em viver e glorificar a vida: o poema do coração na asa da palavra.

DUAS DITAS PARA NÃO DIZER NADA - Sou processo, projeto em execução. Experimento e distingo, não é tão fácil viver, valho-me de Moholy-Nagy: Projetar não é uma profissão, mas uma atitude. A experiência do espaço não é um privilégio de poucos talentosos, mas uma função biológica. Meu talento está na expressão da minha vida e poder criativo através da luz, cor e forma. Como pintor, posso transmitir a essência da vida. Fiz do canto o meu destino: alma na garganta, coração às mãos. Não importa onde quer que esteja, persisto.

TRÊS VALENDO O QUE SOU & NADA MAIS - Longe de curvar joelhos, cruzar os braços, maldizer de tudo. De novo Petrarca dá o tom do momento: É verdade, nós amamos a vida, não porque estamos acostumados à vida, mas porque estamos acostumados a amar. Há sempre alguma loucura no amor, mas há também sempre alguma razão na loucura. O amor é a graça suprema da humanidade, o mais sagrado direito da alma, o elo de ouro que nos une ao dever e à verdade, o princípio redentor que reconcilia o coração para a vida, e é profético do bem eterno. O eco traz um solo transcendental de Carlos Santana que me fala ao ouvido: Amar a Vida vale a pena. Tudo é um campo de batalha. Se você luta com raiva, você é parte do problema, Se você luta com alegria, você é parte da Solução! O bem mais valioso que você pode ter é um coração aberto. A arma mais poderosa que você pode ser é um instrumento de paz. Eu estou rindo porque eu sei o segredo da vida. E o segredo da vida é que eu validei minha existência. Eu sei que eu valho mais do que minha casa, minha conta no banco ou qualquer outra coisa física. Tantas vozes, zis poemas. Enquanto respiro me imortalizo, porque sou sempre agora desde ontens até amanhãs. Até depois. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Se, no contexto da produção colonial, o sujeito subalterno não tem história e não pode falar, o sujeito subalterno feminino está ainda mais profundamente na obscuridade [...] às camadas mais baixas da sociedade constituídas pelos modos específicos de exclusão dos mercados, da representação política e legal, e da possibilidade de se tornarem membros plenos no estrato social dominante [...] Ao representá-los, os intelectuais representam a si mesmos como sendo transparentes [...] relação entre capitalismo global (exploração econômica) e as alianças dos Estados-nação (dominação geopolítica) é tão macrológica que não pode ser responsável pela textura micrológica do poder. Para se compreender tal responsabilidade, deve-se procurar entender as teorias da ideologia – de formações de sujeito, que, micrológica e, muitas vezes, erraticamente, operam os interesses que solidificam as macrologias [...] a teoria é um revezamento da prática (deixando, assim, os problemas da prática teórica de lado), e os oprimidos podem saber e falar por si mesmos. Isso reintroduz o sujeito constitutivo em pelo menos dois níveis: o Sujeito de desejo e poder como um pressuposto metodológico irredutível; e o sujeito do oprimido, próximo de, senão idêntico, a si mesmo. Além disso, os intelectuais, os quais não são nenhum desses S/sujeitos, tornam-se transparentes nessa “corrida de revezamento”, pois eles simplesmente fazem uma declaração e analisam (sem analisar) o funcionamento do (Sujeito inominado irredutivelmente proposto pelo) poder e desejo [...] o mais claro exemplo de tal violência epistêmica é o projeto remotamente orquestrado, vasto e heterogêneo de se construir o sujeito colonial como o Outro [...]  Sobre este último e a possibilidade de escolha pela liberdade [...] essa ênfase no livre-arbítrio estabelece o peculiar infortúnio de se ter um corpo feminino [...]. Trechos extraídos da obra Pode o subalterno falar? (EdUFMG, 2010), da crítica e teórica indiana Gayatri Spivak, considerado um texto fundamental sobre o pós-colonialismo e a autora uma importante representante da produção teórica pós-colonial, crítica feminista relevante, em termos de sua influência na produção intelectual em escala global.

A MÚSICA DE PILLE-RITE REI
Num dia frio de dezembro, em Malmö, fui a um concerto de Natal em que uma peça minha para orquestra e coro seria apresentada. Depois, os amigos me chamaram para comer pizza. Tinha uma brasileira no grupo, Daniela Mesquita. Perguntei de onde era e ela disse: ‘Brasil’. Do nada, comecei a cantar ‘O Pato’. Ela disse que eu tinha que ir para o Brasil e que ia dar um jeito de fazer isso acontecer. Eu ria, pois não acreditava. Poucos dias depois, porém, recebi um telefonema do líder de um programa de intercâmbio dizendo que tinha ouvido falar a meu respeito e que, se eu quisesse, poderia morar no Brasil como estudante. Dois meses depois, eu estava instalada em Ipanema. Tudo era exatamente como eu imaginava! Até melhor. Era como se eu tivesse estado no Rio antes. Eu amo o Rio. Jamais vou me esquecer da experiência que tive em 2018. Estava tocando na rua, em Ipanema. Um homem visivelmente pobre parou para me ouvir. Era vendedor de esponjas de cozinha. Ele mostrou com gestos que tinha gostado da música, mas não poderia colaborar. Respondi que não precisava dar dinheiro, bastava escutar. Ele ouviu todas as músicas e, quando terminei, me deu uma esponja de presente. Nessa altura, estávamos os dois com lágrimas nos olhos
PILLE-RITE REI - A música da cantora, saxofonista e compositora estoniana Pille-Rite Rei, que já lançou o álbum Brazilian Adventures (2019).
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O CANTO DE DANIELA MESQUITA
A arte musical de Daniela Mesquita, que fez seu mestrado em Música da UFRJ (PROMUS), sobre o tema Kindertotenlieder, de Gustav Mahler – quando a luz transcende a morte: performance e relato de experiência (2017), um estudo da obra Kindertotenlieder, de Gustav Mahler, com foco na interpretação do cantor lírico. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Comecei a me perguntar por quanto tempo essas rochas existiam, por quanto tempo o processo de formação de areia preta ocorreu e assim por diante... Nesse momento, comecei a experimentar esses elementos, opondo-os a objetos de outro tempo. Em algumas esculturas, elementos naturais, como pedras e conchas, são contrapostos a materiais de construção, como concreto e gesso, que nos cercam e nos envolvem nas grandes cidades. Minha intenção era discutir e refletir sobre a brevidade e a fragilidade da vida humana diante de materiais que testemunharam muito mais do que nós. Minha atenção voltou-se para os próprios materiais e sua representação se tornou secundária. O que acho interessante nessa transição é que a percepção da paisagem não desapareceu do meu trabalho: ela migrou da pintura - que é uma representação muito estática em uma superfície, para uma visão ampliada da paisagem. Parei de pintar os lugares para investigá-los. Essa experiência também chamou minha atenção para a passagem do tempo. As dimensões do lugar me fizeram sentir questões insignificantes e existenciais sobre a transitoriedade da vida humana acabaram se tornando um dos principais temas do meu trabalho.
RENATA DE BONIS - A arte da artista visual Renata De Bonis, que se formou em Artes Visuais na FAAP em 2006 e mestrado pela UNESP, e tem desenvolvido a sua investigação em pintura e obras tridimensionais, como esculturas e instalações sonoras. Sua pesquisa envolve interesse em diferentes percepções de tempo, como o geológico e o mundano e as relações do homem contemporâneo com a natureza e a paisagem. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
A arte do violonista, produtor musical e arranjador Caio Cezar, autor do álbum musical Caio Cezar interpreta João Pernambuco que lhe rendeu a indicação para o Prêmio Sharp, afora ter composto trilhas sonoras para teatro e cinema, incluindo o desenho animado Alma Carioca, sobre Pixinguinha e João da Baiana, vencedor do Prêmio Petrobras. Como pesquisador trabalha no levantamento das obras de Canhoto da Paraíba e Pixinguinha - colaborando com o Instituto Moreira Salles. É diretor do Centro de Ópera de Acari, que reúne 250 jovens da comunidade de Acari no Rio de Janeiro. Do projeto surgiu a orquestra de cordas dedilhadas AcariOcamerata, que vem se destacando junto a crítica e o público.
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A poesia absoluta de Vital Corrêa de Araújo: Dicionário anticrítico de êmbolos e lampejos, Pálpebra de pedra, Atanor, Inesperadas nêsperas & Vate Vital aqui, aqui, aqui & aqui.
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A música de Orquestra Armorial & Quinteto Armorial aqui.
Terra pernambucana, do professor, jornalista e escritor Mario Sette (1886-1950) aqui.
Guerra sem testemunhas, do escritor e dramaturgo Osman Lins (1924-1978) aqui & aqui.
A obra de Maria Áurea Santa Cruz aqui.
O lamentável expediente da guerra aqui.
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O município de Sanharó aqui & aqui.


sexta-feira, julho 17, 2020

AMARÚ VANEGAS, ARNE QUINZE, ANÍSIO TEIXEIRA & LUNA VITROLIRA



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: NO RASTRO DAS INCONFORMIDADES - Nestes dias de novidadeirices iterativas, logo dou uma escoimada nas redomas irredutíveis da rotina, sobrando nas minhas inquietações. Inheto, minha cabeça dá passos largos à procura do que talvez nem exista, alguma singularidade ou sei lá de perdido. Coisa que aprendi ouvindo George Gershwin: A vida é bem parecida com o jazz. É melhor quando você improvisa. Frequentemente ouço música no coração do barulho. Eu gosto de pensar na música como uma ciência emocional. É e inspirado, componho o meu blues: Agonizo devagar. Não tenho nada a dizer. Nada, absoluta catarse. Os meus pedaços se perderam de mim no labirinto da sobriedade de Cage. Devotei meu olhar a reinventar o muro à cabeça. Criei meu tautócrono com meus versos abstrusos. A loucura me cerca comunhão. Ah! Meu tormento Van Gogh, minha solidão Almafuerte, sempre instigado pela descrença diante da frivolidade das coisas. Ah, assim voo, o trâmite da solidão.

DUAS: DA VOZ & A PRECISÃODE VIVER - No meio das minhas inquietações, vêm à tona alguns segredos que sequer dou conta, nem existiam antes, ora, coisa da hora, do tipo Ingmar Bergman: Todos precisam aprender a viver. A cada dia, me esforço um pouquinho. A dificuldade principal está em saber quem eu sou e onde estou. É como procurar na escuridão. Se alguém me amasse como sou, talvez, finalmente, me pudesse encontrar. É preciso aprender a viver. Eu treino todos os dias. Aí abro o peito, rabisco a sussurrar: Minha voz é a coragem de amar no ultraje dos desencontros. Sou navio com rota esquecida e naufrágios muitos. Quando o nublado olhar pousa em meu rio é pressagio que paira no ventre de paixão. Quando minha vez é torrente de dor no exagero sombrio de uma canção, não é nada, é tempestade que passou e deixou danos. Quando minha voz é a coragem de amar, não é a sombra de um vendaval: é a sujeito de um eterno pavio que aceso nunca apagará.

TRÊS: AH, QUANDO É DIA DE SEXTA? - Ah, uma sexta dessa me deparei com uma coisa assim do Luís de Góngora: Flores dão às pessoas certos exemplos; que o jardim que estava ontem poderia ser estéril hoje. Ah, era sexta mesmo, no punho uma garatuja no papel: Não fosse a tarde ter o mormaço da vida, não teria eu tantos sentimentos nesta hora, sentimentos de dor e compaixão. Não fosse o amor o termômetro desta vida, não teria eu nada para dizer agora, vez que as palavras me escondem. Só quem me compreenderá, talvez, ingênuo, sonhador, a qualquer hora do entardecer, de longe a montanha ao sol-posto, de onde faz sombra esfriando o mormaço do meu coração: um reles mortal com monograma nos olhos, pela noite no mar da solidão. Nessa hora todas as evidências levam a nada para quem foi benzido de copas com a felicidade no descarte: o doce mel se derramou em grande profusão. Fui açoitado pelo ronco da onça suçuarana e por isso virei mundo no Rabicho da Geralda, mandei boas novas e escrevi aos familiares como se esperasse algum dia a remissão ou acaso louvado por vestais. Enterrei o trevo de paus na volta do cruzeiro e só pude ver o vencedor com um laço de fita no braço e uma salva de palmas. Ali, quantas imagens não eram labaredas desde que me tive por gente que vivo a morrer de sede. Deixo minha emoção no meu adeus. Até depois. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública. Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra. Como a medicina, a educação é uma arte. E arte é algo de muito mais complexo e de muito mais completo que uma ciência. A não existência de cooperação ou interação entre ciência e filosofia levou a chamada "ciência da educação" a não "ter" filosofia, o que corresponde realmente a aceitar a filosofia do status quo e a trabalhar no sentido da tradição escolar. Pensamento do jurista, educador e escritor Anísio Teixeira (1900-1971), refletindo sobre a educação brasileira. Dele ainda é possível destacar: A sabedoria é a subordinação do saber ao interesse humano e não ao próprio interesse do saber pelo saber e muito menos a interesses parciais ou de certos grupos humanos. No fim das contas, a teoria é a mais prática das coisas, porque, tendo sido resultado do estudo das coisas no aspecto mais geral possível, acaba por se tornar de utilidade universal. Veja mais aqui e aqui.

A POESIA DE AMARÚ VANEGAS
ENTÃO AMOR - Desejo de monstro / transformando o amante em seu próprio carrasco. / Submissão, / roupas de plástico com o ferro ganho; /a mordida / suculento, / cicatriz expectante / machucado à beira da vergonha. / Bem-vindo a pegada fervendo na carne, / uma peça ilusória / untar as dobradiças das portas proibidas, / suas fechaduras. / Nós valemos o abjeto, / perversão, / novas falhas. / Entao amor.
SEGREDOS - Transparência cruzada: sozinha, / Sem pés. / Beije o corpo / antes de fechar o caixão. / Entortar a ressurreição. / Cubra com sedas. / Nas cinzas do piano / a sombra move os dedos / despindo o maior silêncio. / É sentido, apenas.
DESEJO - Você tentou roubar minha palavra / como o fogo dos deuses. / Pobre, / não sabias. / Palavra / é algo que ninguém tem na boca, / nem no peito. / O meu está no desejo.
AMARÚ VANEGAS - Poemas da premiada escritora, engenheira, atriz, diretora e produtora de teatro e cinema venezuelana, Amarú Vanegas, que é Magister Scientiae em literatura latino-americana e caribenha, fundadora do Catharsis Theatre e da Purple Cultural Foundation. Ela publicou o monólogo teatral Mortis (Venezuela, 2001) e a coleção de poesia El canto del pez (Venezuela, 2007). Veja mais aqui.

A ARTE DE ARNE QUINZE
Habitação, por definição, não é apenas um fato, consiste em uma miríade de visões. Todo mundo pensa que encontrou o modus vivendi ideal, mas eventualmente todos nós estamos enraizados em estruturas específicas. Estou sempre curioso sobre como os outros definem viver. Vivemos em espaços fechados com medo de abrir nossas janelas e portas.
ARNE QUINZE - A arte do pintor, escultor, desenhista, grafiteiro e artista conceitual belga Arne Quinze, mais conhecido por suas grandes obras nas ruas, muitas vezes controversas. Veja mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Sou uma mulher que tem corações / Cada um em seu próprio ritmo / pulsando em lugares diferentes / nos meus olhos / no meu riso / nos meus dedos / no meu umbigo / e se você for descendo / descendo / descendo / descendo um pouco mais / encontra mais um / onde começa o infinito.
A arte da poeta e performer Luna Vitrolira, autora do livro Aquenda, o amor às vezes é isso (finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2019, na categoria Poesia).
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A obra do poeta, tradutor, critico literário e de arte, Manuel Bandeira (1886-1968) aqui, aqui & aqui.
Crônicas, do poeta, radialista e compositor Antônio Maria (1921-1964) aqui.
Cultura afrodescendente, carnaval & Célia Labanca aqui.
José Durán y Durán & As Noites da Cultura Palmarense aqui.
A música do cantor e compositor Lucas Kallango aqui.
Passando a limpo aqui.
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Venturosa aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...