segunda-feira, julho 07, 2014

MAHLER, ARTUR AZEVEDO, BEE SCOTT, MARC CHAGALL & LAMPIÃO!!!!

Curtindo o poema sinfônico Das Lied Von der Erde (A Canção da Terra - 1952), do compositor austríaco Gustav Mahler (1860-1911), com a Orchestra Wiener Philharmoniker, regida por Bruno Walter.


GUSTAV MAHLER – O maestro e compositor austríaco Gustav Mahler (1860-1911) ligou a música do séc. XIX ao período moderno, combinando instrumentos e timbres que expressam as formas criativas, originais e profundas que utilizavam melhodias com grandes implicações para a harmonia, combinação de instrumentos em diversas escalas, além da voz e do coral combinados à forma sinfônica. Seu propósito era romper com os limites da tonalidade e estabelecendo um caráter sombrio ligado ao funesto. Sua indignação chegou ao ponto de certa vez expressar que: "Sou três vezes apátrida! Como natural da Boêmia, na Áustria; como austríaco, na Alemanha; como judeu, no mundo inteiro. Em toda parte um intruso, em nenhum lugar desejado!".

 Imagem: The Nude Above Vitebsk (Le nu au-dessus de Vitebsk, 1933), do pintor, ceramista e gravurista surrealista judey russo-francês, Marc Chagall (1887-1985).


ARTUR AZEVEDO E O TEATRO A VAPOR– O dramaturgo, escritor e jornalista brasileiro Artur Azevedo (2855-1908) foi um dos mais populares cronistas de seu tempo e notável comediógrafo. No período entre 1906/1908 escreveu inúmeros sainetes ou minidramas humorísticos que ganharam o título de Teatro a Vapor que apresentavam aspectos da vida teatral do Rio de Janeiro e envolvendo problemas urbanos e políticos, flagrantes da vida doméstica, escândalos e crimes que foram reunidos em livro pelo professor Gerald M. Moser, do State College, da Pensilvânia (USA) e publicado pelo convênio Cultrix/MEC, em 1977. A respeito dos sainetes do autor, o professor estadunidense diz na introdução: “Entre todos os críticos, cronistas e autores de teatro brasileiro, nenhum trabalhou com maior diligência para ver realizado o seu sonho: a criação de um teatro nacional, com seu próprio edifício, sua própria companhia e seu próprio repertório [...]”. Destaco um fragmento de um dos ótimos sainetes Um como há tantos: “Na sala de jantar do Borba, às 10hs da noite, depois do chá. Toda a família está sentada em volta à mesa. O Borba lê um jornal. D. Mimi, sua esposa, palita os dentes; Miloca e Gigi, suas filhas conversam [...] A cozinheira (entrando assustada): Patrão! Patrão! – Todos: Que é? Cozinheira: Tem gente ao galinheiro! Todos: Hein? Cozinheira: Para que são gatunos! Borba (tremendo): Gatunos? Cozinheira: As galinhas estão fazendo muita bulha! Borba: Que diabo! O copeiro não está aí? D. Mimi: Foi dormir fora. Borba: Então, não há um homem em casa? D. Mimi: Há você! Borba: Sim, mas acham que eu deva expor a vida por causa de umas miseráveis galinhas (À cozinheira) A porta do quintal e as janelas estão bem fechadas? Cozinheira: Estão, sim senhor. Borba: Então, eles que roubem as galinhas à vontade! Amanhã renova-se o galinheiro! O que isso pode custar? Uns cinquenta ou sessenta mil réis! D. Mimi: Mas você poderia passar o braço peça janela da cozinha e dar um tiro ao menos para assustar os ladrões.... Borba: Nada! Se eu abrir a janela, eles podem saltar cá para dentro! Não é por mim, é por vocês! Miloga e Gigi: Ora! Dê um tiro, papai! Borba: Não, minhas filhas, não vale a pena! Se fosse joias, sim, mas galinhas... deixá-los roubar à vontade!”.


LAMPIÃO – O cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, é uma personagem da história nordestina. Muita literatura há acerca de sua vida e dos acontecimentos. Para ter uma ideia, prefiro registrar aqui fragmentos recolhidos do cantador e cordelista e Manoel D´Almeida Filho (1914-1995), no cordel Os cabras de Lampião, publicado em 1966: “[...] Na serra de Baixa Verde / Lampião estava acoitado / dentro dum rancho de palha / com os cabras descansado, / sem esperar nem por sonho / que ia ser atacado. [...] O fuzil de Lampião / na luta não tinha falha, / da boca saía fogo / parecendo uma fornalha / ou uma metralhadora / descarregando a metralha / Lampião era ligeiro / e corajoso também / no carrego e na descarga / ele manobrava bem, / se um cabra dava dez tiros / ele dava mais de cem [...]”. Também do poeta Ascenso Ferreira, no epílogo do seu poema Minha Terra: “[...] Os guerreiros da minha terra já nascem feitos. Não aprenderam esgruma nem tiveram instrução... Brigar é do seu destino: - Cabeleira! Conselheiro! Tempestade! Lampião!” (Poemas de Ascenso Ferreira. Recife: Nordestal, 1981). Veja mais Literatura de Cordel.


BEE SCOTT – A cantora e compositora catarinense Bee Scott possui uma das vozes que mais me surpreende. Tenho acompanhado seu trabalho há anos e não me canso de curtir seu talento e sua promissora carreira. Como hoje é o aniversário, quero desejar daqui meus parabéns de muito de sucesso! Parabéns, Bee, feliz aniversário e sucesso procê. Confira nossa homenagem pra ela aqui.


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