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SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE



SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE - Nas últimas décadas vem aumentando, em todos os países, a expectativa de duração da vida, graças as melhores condições de higiene e saúde pública, avanços no combate às enfermidades e divulgação de preceitos racionais para mais saudável alimentação e melhores hábitos. Observa-se, também, que a sociedade tem, ultimamente, se apresentado notoriamente gerotofóbica. Os idosos, dantes considerados uma reserva social pela experiência de vida, viram-se menosprezados nos tempos modernos, privados que foram de seu papel social. É que a sociedade supervaloriza a juventude, que é exibida em anúncios, exaltada em filmes e mostrada nos meios de comunicação como símbolo supremo do desejável. O adjetivo jovem é aplicado à moda, à música, ao teatro, dentre outras, e dá a estas atividades uma conotação de vibrante, como sinônimo de alegre e de interessante, como se a alegria e o interesse fossem um apanágio da juventude, como se a adolescência não fosse um período carregado de insegurança e de problemas emocionais (Beauvoir, 1970; Zoprdan & Schmidt, 1993).
O termo velho atinge a conotação de uma ofensa, apesar de ser nessa faixa etária que as pessoas atingem maior maturidade, não existindo sequer preocupações com o uso de metodologia anticoncepcional, existindo uma série de fatores sociais, familiares e pessoais que perturbam o exercício da sexualidade. Além do mais, sexualidade e terceira idade são dois temas repletos de tabus e de preconceitos. A terceira idade é um período caracterizado por intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, as quais, normalmente, afetam diferentes setores da vida, podendo levar às insatisfações diversas (Gatto, 1996; Lopes & Maia, 1994; Risman, 1996). 
Socialmente falando, considera-se a pessoa idosa o sexagenário. Para se ter uma idéia das dimensões desses preconceitos, talvez seja pertinente, no entanto, observar que não são só a família e a sociedade que exercem pressão sobre a sexualidade dos idosos, mas a própria expectativa dos indivíduos é importante, pois as pessoas se convencem que após uma certa idade não mais estarão adequadas e capacitadas para a prática da sexualidade, ocorrendo uma verdadeira autocastração (Butler el al, 1985). As limitações ocorrem por desconhecimento de que a sexualidade, embora com certas diferenças, pode ser prazerosamente exercida em qualquer idade, e que embora as características da resposta sexual se alterem, permanecem presentes durante toda a vida.
O grande preconceito com relação ao idoso, portanto, diz respeito à idéia de que ele se transformou em um ser assexuado e de que sua vida sexual se resume às lembranças do passado. Essa idéia é responsável por grande parte das recusas por tratamento para dificuldades sexuais na terceira idade, o que pode gerar desvalorização do sexo em idade avançada, pela sociedade e, até mesmo, pelos especialistas.
Outro preconceito que a sociedade impõe diz respeito à diminuição do desejo sexual no idoso e, conseqüentemente, da freqüência de relações sexuais. A atividade sexual, ao contrário, ajuda a manter os órgãos sexuais saudáveis e não há nada de errado ou de vergonhoso em manter uma freqüência alta de relações sexuais nesta idade, se for desejo do casal. O que em geral ocorre é que as necessidades vão se alterando com o passar dos anos: durante a vida adulta, várias relações sexuais podem ser necessárias para alguém se satisfazer, enquanto que, para o idoso, o mesmo grau de satisfação pode ser alcançado com menor número de relações sexuais (Wagner, 1989). Também podem ocorrer impedimentos físicos e emocionais, próprios de qualquer idade para liberação do desejo sexual, os quais merecem investigação e tratamento por especialista. Impedimentos emocionais, desencadeados por ocorrências externas comuns a esta faixa etária, também podem contribuir para o declínio da vida sexual na terceira idade, como: morte do(a) parceiro(a), aposentadoria, distanciamento dos filhos, limitações físicas e mentais, preocupações econômicas e depressão. Nessas situações, a qualidade de vida sexual tende a decair; nada que não possa ser resolvido com apoio médico e psicológico adequados.
Com relação à prática sexual, apesar das possíveis limitações físicas e/ou emocionais freqüentes neste momento da vida, o ser humano possui condições de manter atividade sexual satisfatória, salvo em casos de doenças crônicas que impeçam uma atividade física. Isto é verdade, especialmente se tiver cuidado de sua saúde em geral, em fases anteriores (Terhorst et al, 1998). 
Com relação à ejaculação, também pode ocorrer durante toda a vida. Embora com o avanço da idade haja diminuição na quantidade de esperma expelido pela ejaculação e esse jato ejaculatório seja menos intenso do que foi em idades anteriores, isto não significa diminuição de prazer.
Os homens, por exemplo, apresentam episódios mais espaçados de desejo, com ereções mais demoradas e menos firmes, que permitem, no entanto, uma cópula perfeitamente satisfatória. A região dos genitais, e a pele em torno deles, afirma-se como principal zona erógena, ocorrendo ainda uma mais rápida perda de ereção após a ejaculação (Fraiman, 1995).
As mulheres, após a menopausa, apresentam lubrificantes locais. Os orgasmos, embora mais curtos, têm a mesma intensidade daqueles experimentados pelas mulheres mais jovens.
O grande problema enfrentado pelos idosos, em especial pelas mulheres que perderam seus companheiros, é o encontro de parceiro interessante e interessado, com quem a sexualidade possa ser partilhada (Fraiman, 1994; Ribeiro, 1996). No caso das mulheres, as alterações hormonais comuns ao climatério e à menopausa são significativas, podendo gerar dificuldades sexuais. Havendo menor lubrificação vaginal, por exemplo, pode ocorrer dificuldade em atingir o orgasmo. Com tratamento médico adequado e com maior atenção às preliminares e à qualidade das carícias, a idosa não deixa de ter interesse e prazer sexual, apenas deixa de ser fértil, ou seja, não pode mais ter filhos.
Em termos de exercício da sexualidade, como em muitos outros aspectos, as pessoas da chamada terceira idade são marginalizadas, chegando até a ser o seu relacionamento sexual objeto de um humor de um duvidoso gosto, como se fosse algo de ridículo. De fato, considera-se qualquer manifestação de eroticidade entre gerontos como uma indecência, não sendo aberta a eles sequer a possibilidade de manifestar amor. Embora se reconheça racionalmente não haver qualquer motivo para que a sexualidade se extinga em determinada idade, cultural e emocionalmente não se é capaz de bem aceitar essas manifestações, em especial quando dizem respeito à pessoa que são próximas. Ninguém é capaz, por exemplo, de imaginar - sem repulsa - sua própria avó se masturbando, ou mesmo tendo sonhos eróticos, tão arraigados estão tais preconceitos. Existe, obviamente, uma diminuição fisiológica da tensão sexual, que ocorre com o avançar da idade. A resposta fisiológica à excitação sexual tende a se tornar mais lenta com o passar dos anos, tanto nos homens como nas mulheres.
A terceira idade pode ser, como na adolescência, uma fase crítica que exige nova adaptação a um corpo modificado, as capacidades diminuídas ou a uma vida insatisfeita. E, muitas vezes, reage-se às insatisfações com sintomas psicológicos que variam da irritabilidade à depressão. Mas uma atitude positiva para com a vida permitirá o exercício da atividade sexual, sem remorsos e sem medo. Nunca é demais repetir que, com o decorrer dos anos, existem algumas mudanças físicas e biológicas mas não mudam as sensações. Por que um homem mais velho pode aceitar tranqüilamente que sua visão diminua, e se surpreende quando o volume do fluido seminal se reduz, ou que o período refratário aumenta, período esse após a ejaculação, durante o qual o homem é biologicamente insensível a estímulos sexuais. Embora o homem mais idoso possa ter relações sexuais uma ou mais vezes por semanas, ele não terá possibilidade de ter orgasmo com essa mesma frequência, o que não significa que ele não possa considerar a experiência satisfatória. A mulher não deve pensar que essa impossibilidade do homem significa que ela não seja sexualmente atraente. Em grande parte, as razões para a renúncia sexual na mulher são : morte do marido, alguma incapacidade do esposo, ou quando programam para si mesmos a menopausa que implica no desaparecimento da sexualidade. Os homens são prejudicados no desempenho sexual, entre outros fatores, pelas doenças físicas e mentais, pelas preocupações de ordem profissional ou material, pelo excesso de alimento e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, pela monotonia de um ato sexual ou pelo medo do fracasso. Não há limite de idade para a sexualidade feminina e que o homem apresenta uma incapacidade para o exercício da sexualidade que pode estender-se bem além dos oitenta anos. E, em ambos os sexos, a continuidade da atividade sexual é, provavelmente, o principal meio para a prevenção de disfunção ou declínio de interesse sexual.
Concluindo, ainda precisa-se cultivar o tão falado e pouco refletido envelhecer com qualidade, que inclui cuidar desde sempre de fatores sabidamente prejudiciais à saúde geral; perceber as mudanças do organismo e da mente como algo natural e esperado; procurar ajuda do parceiro e/ou de especialista para o merecido exercício saudável e prazeroso da sexualidade na terceira idade . Enfim, pode-se concluir não haver qualquer motivo fisiológico para que se apague a sexualidade com o avançar da idade e que, respeitando-se as alterações referidas, a prática da atividade sexual pode ser tão gratificante na velhice quanto na juventude ou na idade adulta. Se não exercida, a sexualidade tende a se apagar, pois a regularidade sexual é um excelente afrodisíaco. É forçoso, porém reconhecer que, mesmo sem manifestar-se de maneira exuberante o potencial para o exercício da sexualidade existe enquanto durar a vida humana, por mais longa que ela seja. Mesmo em se considerando as naturais diferenças, os idosos sadios apresentam (ou ao menos deveriam apresentar) conservado seu potencial de resposta sexual.

BIBLIOGRAFIA
BEAUVOIR, Simone de. A velhice. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1970.
BUTLER, R, et al. Sexo e amor na terceira idade. São Paulo: Summus, 1985.
FRAIMAN, Ana Perwin. Coisas da idade. São Paulo: Gente, 1995.
_____. Sexo e afeto na terceira idade: aquilo que você quer saber e não teve com quem conversar. São Paulo: Gente, 1994.
GATTO, L. C. Psicossexualidade na terceira idade. In: Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996.
LOPES, G & MAIA, M. Sexualidade e envelhecimento: envelhe... sendo com sexo. São Paulo: Saraiva, 1994.
RIBEIRO, Alda. Sexualidade na terceira idade. In: Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996.
RISMAN, Arnaldo. Atividade sexual na terceira idade. In: Veras, Renato P. Terceira Idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará : UnATI/UERJ, 1995.
TERHORST, Liliane Cristina; CASTRO, Odair Perugini de; GUERRA, Patr¡cia Jacobsen. Sexualidade feminina na terceira idade. In: Velhice, que idade é essa?: uma construção psicossocial do envelhecimento. Porto Alegre: Síntese, 1998.
WAGNER, Elvira Mello. Amor, sexo e morte no entardecer da vida. São Paulo: Caiçara, 1989. 
ZORDAN, Eliana Piccoli; SCHIMIDT, Eluisa Bordin. Aspectos psicológicos e emocionais do envelhecimento. In: Curso: fundamentos para a ação gerontológica. Erechim: [s.n.], 1993.




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