segunda-feira, abril 06, 2020

MARTHA ROBLES, CAROLE KING, SVĚTLANA ŽALMÁNKOVÁ, AMÉLIA BRANDÃO NERY, ALESSANDRA LEÃO, JULIANA MEIRA & REGINA MELLO


PARA APRENDER NÃO PRECISA SER PELO PIOR – UMA: O CAPITALISMO PAROU, QUE BOM! – Esse o lado bom da coisa! A mundialização, ou melhor, a internacionalização dos mercados parou, as bolsas despencaram, o planeta continua girando e todo mundo trancado dentro de casa. Ainda tem gente desavisada que corre atrás de dinheiro, grana e mais pecúnias, ora. Temos a oportunidade mais uma vez de aprender a lição. Quantas não já tivemos, afinal, viver é outra coisa! Taí, vamos ver se assimilamos o aprendizado desta vez. Vou de Márcia Tiburi: O amor é esse afeto aberto ao futuro. O ódio é afeto fechado para o futuro. O motivo pelo qual amamos é inversamente proporcional ao porque odiamos. No primeiro caso construímos, no segundo, destruímos. - DOIS: COMO SERÁ LEMBRADO DEPOIS? – Têm quem se saia bem na fita, outros tantos que queimam o filme para valer. Quem faz na vera, não está preocupado na lembrança que ficará pros filhos, netos e bisnetos. Enfim, para a posteridade. Isso porque muita gente endeusa merecidamente pais, avós, bisavós, pela herança: arte, feitos, contribuições. Já outros, nem tão simpáticos, passam por facínoras, ditadores, nazistas, dendroclatas, golpistas, que retrato deixarão na memória? Nem são capazes de pensar nisso. Eu mesmo ando meio Ismael Nery: Meu Deus, para que me destes tantas almas num só corpo? Neste corpo neutro que não representa nada do que sou, neste corpo que não me permite ser anjo nem demônio, neste corpo que gasta todas as minhas forças para tentar viver sem ridículo tudo que sou... O homem deveria ser uma bola com pensamento. TRÊS: HUMANO DEMAIS - Para quem não tem nada para fazer, invente, use da criatividade, da inovação. Eu mesmo vou driblando, escapando, persistindo. Nunca é demais o que se possa fazer pela vida. Que o diga Ígor Stravinski: Para criar deve existir uma força dinâmica, e que força é mais potente que o amor? O silêncio vai salvar-me de estar errado (e de ser idiota), mas que também irá privar-me da possibilidade de estar certo. E vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] nesse momento atual, temos que lutar pela vida. Por quê? Porque estamos sendo mortas. Porque estamos sendo estupradas. Porque somos atingidas por diversos tipos de violência. Qual é a prioridade? A prioridade é a vida. [...]. Trecho da entrevista concedida pela socióloga, escritora e professora mexicana Martha Robles, autora do livro Mulheres, mitos e deusas (Aleph, 2019), trazendo a história e dilemas vividos por figuras como Afrodite, Cinderela, Simone de Beauvoir e Virginia Woolf, uma viagem de resgate da essência perdida ao ressignificar o papel feminino no mundo, revelando por meio de uma análise inteligente dos arquétipos, dos mitos e das lendas construídos em torno da mulher, demonstrando como eles acabaram por reafirmar o machismo na cultura ocidental. Veja mais aqui.

ÁGUA DURA – com uma lata de banha colhi na infância / o lambari / em segurança lhe deitei no aquário / ele escolheu o cerro de pedra depois / a embarcação / os outros gostavam de ouvir as suas / lembranças da sanga selvagem / o lambari / primeira lição de amizade. Poema da poeta Juliana Meira, autora de livros como poema dilema (Porto Poesia, 2009),  poema pássaro (Patuá, 2015), na língua da manhã silêncio e sal (Modelo de Nuvem/Belas Letras, 2017), livro vencedor do prêmio Minuano de Literatura na categoria poesia 2018, água dura (Artes & Ecos, 2019), entre outros livros. Integra a coletânea Blasfêmeas: mulheres de palavra (Casa Verde, 2016) e a coletânea Treze mulheres e um verão (Feito no Ato/Psappha, 2018). Também tem poemas em caixas de fósforo na Coleção Fogo do Verbo (2008), no volume IX da Antologia Proyecto Cultural Sur-Brasil/Poesia do Brasil (2009); no Caderno de Literatura da Ajuris (2010); na Z Revista de Poesia, números 1 e 2, edição de Paco Cac (2012); na Coletânea Palavras, coordenação de Hilda Flores (2013); na Revista de Poesia Cafeína nas Veias (Vidráguas, 2014) ; no ebook Terrário (2015), além de ter participado de exposições como Poema em Foco, Código Coletivo, Cartões Galantes e em publicações como Blocos Online, Portal de Literatura e Cultura; Germina e Mallarmargens. Veja mais aqui.

A MÚSICA DE CAROLE KING
Quando você estiver para baixo e com sérios problemas e necessitar de carinho ou alguns cuidados, e nada, nada estiver dando certo feche seus olhos e pense em mim e logo lá eu estarei para iluminar sua noite ainda que ela esteja sombria. Basta chamar pelo meu nome bem alto, pois você sabe que onde eu estiver eu virei correndo ver você outra vez. Seja no inverno, primavera verão,ou outono, tudo que você tem que fazer é me chamar e eu lá estarei! Porque você tem um amigo.
CAROLE KING – A arte da premiada cantora e compositora estadunidense Carole King, autora de uma extensa discografia que vem desde o álbum Writer (1970) e mais de duas dezenas de títulos que culminam com A Holiday Carole (2011), numa firme carreira musical e poética.
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ALESSANDRA LEÃO
O fio sou eu mesma e a minha relação com a “música de rua” (o que se chama de música popular/tradicional, mas que sempre acho que ainda não encontramos um termo em que caiba todo esse universo). O fio sou eu, na medida em que cada um fala de mim num determinado tempo da minha vida. Mudamos ao longo do tempo e permanecemos sendo os mesmos de muitas maneiras. E por mais que mude, a força e a presença dessa minha “escola artística” ainda é a mesma, pois ainda me move e me instiga de maneira absolutamente profunda.
ALESSANDRA LEÃO – A arte da cantora, percussionista e compositora Alessandra Leão, percussionista, que integrou o grupo Comadre Fulozinha e já atuou ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Jorge Du Peixe, Isaar, Silvério Pessoa, Kimi Djabaté (Guiné Bissau), Florencia Bernales (Argentina), Kiko Dinucci, Metá Metá, Rodrigo Campos e Rafa Barreto. Em 2006, iniciou seu trabalho autoral com o disco Brinquedo de Tambor. Em 2008 idealizou, coordenou e produziu o projeto Folia de Santo, com um disco homônimo lançado no mesmo ano. Em 2009, lançou seu segundo disco, Dois Cordões. Nesse mesmo ano compôs a trilha sonora do espetáculo teatral Guerreiras, de Luciana Lyra, lançado em livro e CD em 2010. Já realizou turnês no Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Portugal e Holanda. Em 2014, a trilogia de EPs intitulada Língua, lançando Pedra de Sal, Aço e Língua. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da tcheca Světlana Žalmánková. Veja mais aqui.
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REGINA MELLO
Sim, arte é poesia e coadunam sempre! Costumo dizer que a poesia é a mãe de todas as artes! É conceito, movimento, volume, sonho... Poesia é expressão, comunicação, linguagem. A arte conceitual para mim é o “gênero” mas amplo, atual e completo. Um estilo que permite mais reflexão, discussão e criatividade, onde a arte e a poesia caminham de mãos dadas. A arte conceitual pede síntese e isto é comigo mesma!
REGINA MELLO - A arte da artista plástica, poeta, escultira e gestora cultural Regina Mello, que edita os blogs Regina Mello BR, Esculturas e A poesia das sombras. Veja mais aqui & aqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
A MÚSICA DE TIA AMÉLIA
A arte da pianista e compositora Amélia Brandão Nery, mais conhecida como Tia Amélia (1897-1983), pianista erudita que se dedicou ao choro, lançando os álbuns Velhas Estampas (Odeon, 1959) Valência / Revoltado (Odeon, 1959) As Músicas da Vovó no Piano da Titia (Odeon, 1960) Cuíca no Choro / Bom dia Radamés Gnattali (RCA Victor, 1960) A Benção, Tia Amélia (Marcus Pereira, 1980/1985).
O pensamento do cientista e médico nutrólogo Nelson Chaves (1906-1982) aqui, aqui e aqui.
A poesia de cordel de Manoel Bentevi aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
O teatro de Luiz Marinho (1926-2002) aqui.
A arte de Carlos Vanderlei Pinto aqui.
Até quarta, Isabela, do advogado, escritor e líder das Ligas Camponesas nos anos de 1950, Francisco Julião (1915-1999) aqui.
O Brasil Holandês aqui.
O suco de graviola aqui.
Tacaimbó aqui, aqui, aqui & aqui.
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OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
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sexta-feira, abril 03, 2020

NATÁLIA CORREIA, GLÓRIA STEINEM, CRISTINA DE PISAN, OLGA KLIMOVA & VICENTE DO REGO MONTEIRO


O SORRISO & OS ABISMOS DA VIDA – UMA: O GOSTO DE QUASE UMA ÚLTIMA CARTA - Este um tempo de angústia: a tragédia ronda ameaçadora e o desgoverno reitera a aflição. Longe o olhar, a solidão de quem não espera e as horas são o que restam para viver, a esperança longínqua, o futuro distante. Bate no peito o verso de Sylvia Plath: Dentro de mim mora um grito. De noite, ele sai com suas garras, à caça de algo para amar. Por mais resiliente, há sempre um gosto de nunca mais e ela é quem ouço ecoar na escuridão: Eu falo com Deus, mas o céu está vazio. Na boca o sabor de quase uma última carta e sorrio. DUAS: PERSISTIR É PRECISO - A urgência da hora apaga o passado, nenhum arranhão que resista, nem quedas ou fracassos. Seguir em frente e já glosa o mote, talvez não dê tempo para amanhecer. Não há um mínimo tempo a perder. Ouço a voz rouca de Washington Irving: Os espíritos pequenos são domados e subjugados pelo infortúnio; os grandes, porém, sabem como fugir à desgraça. Os grandes espíritos têm metas. Os outros apenas desejos. Vou como se fosse onda em mar aberto e vivo. TRÊS: NÃO TENHO MÃOS ABANANDO, TENHO GESTOS - Do que sucumbi nenhuma derrocada foi capaz de me deter. Quixote ou não, se não venci todos os meus moinhos de vento, pelo menos me esquivei na hora certa e me safei de tudo até agora. Jamais me dei por vencido, posso ter recuado, mas foi para dar um salto maior, mesmo que tudo tenha malogrado. Do chão os ventos traziam Agostinho da Silva: Toda a grande obra supõe um sacrifício; e no próprio sacrifício se encontra a mais bela e a mais valiosa das recompensas. O que interessa na vida não é prever os perigos das viagens; é tê-las feito. Tudo que passei marcado em minha carne, a qualquer outra, terei mais para contar depois de passar por ela. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: A pessoa cuja cabeça está inclinada e cujos olhos estão pesados não pode olhar para a luz. Nem todos os homens (e especialmente os mais sábios) compartilham a opinião de que é ruim para as mulheres serem educadas. Mas é bem verdade que muitos homens tolos alegaram isso porque lhes desagradou o fato de as mulheres saberem mais do que sabiam. Assim como os corpos das mulheres são mais suaves que os dos homens, a compreensão deles é mais nítida. Pensamento da poeta e filósofa italiana Cristina de Pisan (1363-1430), que foi uma das primeiras escritoras a viver da sua arte, a criticar a misoginia e defender o papel vital das mulheres na sociedade. As suas primeiras baladas foram compiladas em Le livre de cent balladés, autora do poema Roman de la Rose (Romance da Rosa) que representava as mulheres como nada mais que sedutoras, numa mordaz sátira às convenções do amor cortês. Já outras de suas obras, Epistre au dieu d’Amour e Dit de la Rose, causou debates extensos pela representação e tratamento das mulheres nos textos literários.

HOJE EM DIA - […] Hoje é muito melhor porque sabemos que não somos loucas; o sistema é que é louco. No meu tempo, por exemplo, não havia uma palavra para violência doméstica. Ela era chamada “vida”. E as mulheres eram culpadas pelo ato de seus maridos. Hoje, há abrigos para essas mulheres – e isso é um avanço enorme. A consciência vem antes da mudança física e agora, definitivamente, há consciência – e alguma mudança também. Mas ainda é verdade que o lugar onde a mulher corre mais risco de morrer é em sua própria casa. [...] Dizer que as mudanças ocorrem de baixo para cima, que devemos usar nossas vozes sempre que pudermos. Sou feliz por ser uma escritora e ter acesso a leitores por meio dos livros e da imprensa. Faço o meu melhor usar minha voz para refletir a voz dos que não têm esse espaço. [...]. Trechos da entrevista (Istoé, 2017), concedida pela escritora, jornalista e ativista estadunidense Glória Steinem, por ocasião do lançamento de sua obra Minha vida na estrada (Bertrand Brasil, 2017), contando suas experiências e engajamento no ativismo social entre as mulheres na Índia e o trabalho na década de 1960, as campanhas políticas, a Conferência Nacional da Mulher, os territórios indígenas e conexão com pessoas em um movimento para mudar o mundo. Foi a única jornalista que conseguiu se infiltrar na Playboy sem que fosse descoberta, para escrever um artigo sobre a situação degradante das moças que tinham seus direitos trabalhistas violados. Entre as suas obras estão A revolução interior – um livro de autoestima (Objetiva, 1992) e Memórias da transgressão (Rosa dos Ventos, 1997).

A POESIA DE NATÁLIA CORREIA
COSMOCÓPULA I - Membro a pino / dia é macho / submarino / é entre coxas / teu mergulho / vício de ostras. – II - O corpo é praia / a boca é a / nascente / e é na vulva que / a areia é mais sedenta / poro a poro vou / sendo o curso de / água / da tua língua / demasiada e / lenta / dentes e unhas / rebentam como / pinhas / de carnívoras plantas / teu é meu ventre / abro-te as coxas e / deixo-te crescer / duro e cheiroso como o / aloendro.
A EXALTAÇÃO DA PELE - Hoje quero com a violência da dádiva interdita. / Sem lírios e sem lagos / e sem gesto vago / desprendido da mão que um sonho agita. / Existe a seiva. Existe o instinto. E existe eu / suspensa de mundos cintilantes pelas veias / metade fêmea metade mar como as sereias.
O LIVRO DOS AMANTES – I - Glorifiquei-te no eterno. / Eterno dentro de mim / fora de mim perecível. / Para que desses um sentido / a uma sede indefinível. / Para que desses um nome / à  exatidão do instante / do fruto que cai na terra / sempre perpendicular / à humidade onde fica. / E o que acontece durante / na rapidez da descida / é a explicação da vida. II - Harmonioso vulto que em mim se dilui. / Tu és o poema / e és a origem donde ele flui. / Intuito de ter. Intuito de amor / não compreendido. / Fica assim amor. Fica assim intuito. / Prometido. VI - Aumentámos a vida com palavras / água a correr num fundo tão vazio. / As vidas são histórias aumentadas. / Há que ser rio. / Passámos tanta vez naquela estrada / talvez a curva onde se ilude o mundo. / O amor é ser-se dono e não ter nada. / Mas pede tudo. VII - Tu pedes-me a noção de ser concreta / num sorriso num gesto no que abstrai / a minha exatidão em estar repleta / do que mais fica quando de mim vai. / Tu pedes-me uma parcela de certeza / um desmentido do meu ser virtual / livre no resultado de pureza / da soma do meu bem e do meu mal. / Deixa-me assim ficar. E tu comigo / sem tempo na viagem de entender / o que persigo quando te persigo. / Deixa-me assim ficar no que consente / a minha alma no gosto de reter-te / essencial. Onde quer que te invente.
NATÁLIA CORREIA - A poesia da escritora, dramaturga, jornalista, tradutora e ativista social portuguesa Natalia Correia (1923-1993), autora de obras como Eros de Passagem (Campo das Letras, 1997), entre outras, e que atuou na defesa dos direitos das mulheres, tendo sido condenada pela publicação da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, em 1966, considerada ofensiva dos costumes e processada pela publicação da obra das Três Marias, Novas cartas portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Pondo a mente de lado e confiando no fluxo da criação, ouvindo a pintura e o próprio subconsciente, sem tentar controlar o que está acontecendo e deixando ir - todas são habilidades muito úteis, não apenas durante a pintura, mas na vida.
OLGA KLIMOVA - A arte da artista visual russa Olga Klimova que reflete em sua obra sua arte visionária e suas profundas experiências místicas, como tentativa contínua de se reconectar com esse nível mais profundo de consciência, enquanto compartilha seu estado feliz de ser um com o mundo. Criou o WizArt Visions, em Nova York, um estúdio de design e produção de cenografia e que já desenvolveu vários cenários, instalações de tecido, U.V. pinturas e cenários para a cena de festivais. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
VICENTE DO REGO MONTEIRO
A arte do pintor, desenhista, escultor, professor e poeta Vicente do Rego Monteiro (1899-1970) aqui e aqui.
A poesia de Gerusa Leal aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Lendo na Praça & Rute Costa aqui & aqui
Festival de Artes Psicodélicas e Astrais (FARPA) aqui.
O túnel amaldiçoado de Pirangi aqui.
Lajedo aqui & aqui.
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quinta-feira, abril 02, 2020

CHO NAM-JOO, NNEDI OKORAFOR, ELIZABETH GEORGE, ÁTILA IAMARINO, LATOYA RUBY FRAZIER, JENNIFER WEINER, MARIA DE LOURDES HORTAS, FLAVIO DE SOUZA & PSEUDOPATAFÍSICOS DO FECAMEPA


PSEUDOPATAFÍSICOS DAQUI, Ó! - Os patafísicos daqui do Reino do Fecamepa são assim: só um rótulo mesmo. Como é que é? Dentro do frasco, só fumaça ou catinga de soretes! Talqualzinhos a maioria dos “istas” todos que povoam o panteão de patetas engomadinhos metidos a besta do Brasil: feitos nas coxas dos daqui, ao seu modo – capazes de plagiar batendo o pé por originalidade, o real expediente da cópia malfeita, borrada, corrompida. Pato o quê? Sequer leram os de lá e, contraditoriamente, batem no peito como se seguissem ao pé da letra, como se manjassem do riscado. Para ver qual a deles é só perguntar se sacaram a do Alfred Jarry? Quem? A da magnificência de Sandomir? Nunca vi mais gordo. E a do Luc Etienne? Nunca ouvi falar! Julien Torma? Oxe! Nem sequer sabem de Queneau e o grupo da OuLiPo, Miró, Boris Vian, Max Ernst, Man Ray e oulipoetas que estudaram as leis das exceções e jogaram belotas antes que o absurdo desabasse. Nem sabem que aqui é a terra do patafísico, ora! Que doidice é essa, meu? Ué? Nada, não manjaram. Qual é? Execram quem os coloca em palpos de aranha, amaldiçoam. Os daqui? Oxe, nem só isso: o absurdo fica por conta das suas patacoadas! Ora, se! São pródigos em dar cabeçadas, cair no ridículo e armar o grotesco quando não o impensável dos absurdos. Misturam-se às tribos parasitárias com pose santificada e, ao mesmo tempo, com falácias do tempo do ronca, arrotando verdades como oráculos pós-modernos e vociferando como profetas escatológicos virados da breca! Vixe! Que é que é isso, meu? Ninguém ainda não viu nada, enrustidos entre fabos, cafos & outras tranqueiras, camuflados na pele de pastores, apóstolos, videntes e outros tipos de pseudopitonisos! Já empestaram os canais de tevê aberta e fizeram fortuna como se construíssem templos suntuosos e o marketing na ponta da língua! O que levam a sério? Nem eles mesmos, ora. Afinal, nem sabem que se passam por pseudopatafísicos do Fecamepa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Às vezes, a pior coisa que acontece com você, a coisa à qual você pensa que não pode sobreviver... é aquilo que te torna melhor do que costumava ser. Pensamento da escritora judia estadunidense Jennifer Weiner, que escreveu a coluna regular Geração XIII, do Center Daily Times, de State College, até se tornar repórter freelancer do The Philadelphia Inquirer e para outras publicações. Ela é autora dos romances Good in Bed (Bons de cama, 2001), In her shoes (Na sua pele, 2002), Little Earthquakes (2004), Goodnight Nobody (2005), The Guy Not Taken (2006), Certain Girls (2008), Best Friends Forever (2009), Fly Away Home (2010), Then Came You (2011), The Next Best Thing (2012), All Fall Down (2014), Who Do You Love (2015) e Hungry Heart: Adventures in Life, Love, and Writing (2016). O romance Em seu lugar (2002) foi transformado em longa-metragem. No total ela já publicou oito romances e uma coletânea de histórias curtas. Ela também é co-criadora e produtora executiva de série da ABA, State of Georgia, e conhecida por live-twittar que se autodenomina de feminista.

 

Ninguém consegue fazer tudo certo desde o início. Todos aprendem com o tempo e a experiência...

Pensamento da escritora sul-coreana Cho Nam-joo. Veja mais aqui.

 

O LIVRO DA FÊNIX

[...] Eu adoro livros. Adoro tudo neles. Adoro a sensação das páginas na ponta dos meus dedos. São leves o suficiente para carregar, mas tão pesados ​​de mundos e ideias. Adoro o som das páginas tremulando contra meus dedos. Impressões digitais contra impressões digitais. Os livros deixam as pessoas quietas, mas são tão barulhentos. [...] Conhecer a dor de alguém é compartilhá-la. E compartilhá-la é destacar um pouco dela. [...].

Trechos extraídos da obra The Book of Phoenix (Hodder Paperback, 2016), da premiada escritora e educadora nigeriana Nnedi Okorafor, autora de obras como A bruxa de Akata (2011) e Zahrah the Windseeker (2005). Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

QUEBRANDO O HÁBITO DA PREOCUPAÇÃO

[...] A confiança permanece firme até que a entrega chegue ou uma solução seja encontrada. [...] A preocupação nega o poder de Deus e não produz bons resultados. A preocupação não acrescenta valor à sua vida. Elimine-a com a ajuda de Deus. [...] Substitua a preocupação pela oração. Tome a decisão de orar sempre que se pegar preocupado. [...].

Trechos extraídos da obra , Breaking the Worry Habit...Forever!: God’s Plan for Lasting Peace of Mind (Harvest House, 2009), da escritora estadunidense Elizabeth George (Susan Elizabeth George), autora de obras como: Quiet Confidence for a Woman's Heart: The Power of God's Restoration and Healing (2009), A Young Woman After God's Own Heart: A Teen's Guide to Friends, Faith, Family, and the Future (2002), A Woman's High Calling: 10 Essentials for Godly Living (2001), A Woman's Daily Walk with God (2000) e A Mom After God's Own Heart: 10 Ways to Love Your Children (1997). Veja mais aqui & aqui.

 

O QUE SERÁ DE NÓS... – [...] Após o coronavírus, o mundo não voltará a ser o que era [...] Não tem como retomar o que existia antes. Precisamos nos adequar a uma nova economia e ao trabalho remoto. Todos os países estão fazendo alguma coisa. É uma questão de tempo. O tempo é daqui para agosto. Mais do que o teto de mortes, que pode ser um desastre, o intervalo para agir é curto. É urgente e isso dá ânsia para avisar. Felizmente, a maioria dos estados aderiu à quarentena ou reduziram a circulação. Uma ou duas semanas mais pra frente poderiam representar dezenas de milhares de mortos que não precisavam morrer. [...] Quem nega o aquecimento global vai ver os efeitos em 30 anos. Os afetados não serão eles. Quem não vacina os filhos, provoca um surto dez anos depois. Com a covid-19, a consequência virá rapidamente. Quem está negando, só tem que esperar. A situação vai mudar em duas ou três semanas. [...] Faltam ações. Quem trabalha com epidemiologia já fala que são possíveis epidemias sérias. Torço para que este seja um preparo. Não é a pior epidemia possível. Podemos ter epidemias que cheguem aos números de hoje em um mês. É uma possibilidade concreta. [...] Vemos um desprezo pelas ciências humanas. Elas que poderiam mostrar aonde ações deveriam ser aplicadas. O melhor cenário é renovar o respeito [...] Temos duas ferramentas que estavam em descrédito. É bom renovar a confiança. A imprensa, que vem sendo atacada, é de extrema importância, é confiável gente competente que apura informação. A outra é a ciência. Seja histórica, para reconstruir e construir cenários, ou para prever, como a biologia [...]. Trechos extraídos da entrevista concedida pelo biólogo e pesquisador doutor em virologia, Átila Iamarino, ao programa de TV Roda Viva, da TV Cultura. Ele apresenta o canal Nerdologia e integra o grupo Jovem Nerd, uma plataforma digital de cultura pop, jogos eletrônicos e conteúdo jovem, e trabalha na Pró-Reitoria de Pesquisa da USP como designer institucional, no desenvolvimento de cursos online.

O LIVRO DO ATOR, FLAVIO DE SOUZA
[...] eu conto minhas aventuras como ator de teatro, televisão e cinema (além de explicar algumas coisas sobre essa profissão, é claro). O caso é que os atores estão sempre num palco, quando representam. Mesmo quando estão em estúdios de cinema ou televisão, numa praia, numa rua, num beco sem saída ou numa cidade cenográfica. Palco é aquele lugar onde você finge que é outra pessoa e quem assiste finge que acredita. [...]
O LIVRO DO ATOR - A obra O livro do ator (Companhia das Letrinhas, 2001), do escritor e roteirista Flavio de Souza, é uma publicação que alterna relatos autobiográficos com um apanhado histórico do teatro no mundo e no Brasil, acrescido de um depoimento sobre a profissão de ator e apresentação de uma galeria de profissionais que se tornaram "monstros sagrados", além de revelar quem são os seus "deuses pessoais". O autor também é conhecido como criador e roteirista de séries para a TV - Mundo da lua e Castelo Rá-Tim-Bum, entre outros. Veja mais aqui, aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Eu me identifiquei com a luta social e econômica dela por causa de onde eu sou. O nome dela era Florence Owens Thompson. Então comecei a me fazer uma pergunta: se Florence Owens Thompson pudesse fazer seus próprios auto-retratos, como eles seriam? Comecei a colaborar e a fazer retratos com minha mãe e minha avó, pensando em como recuperar nossa agência e como impactar a narrativa e a história que sai de Braddock. Historicamente, não há histórias sobre mulheres - e muito menos mulheres afro-americanas - nas cidades siderúrgicas. Elas não existem.
LATOYA RUBY FRAZIER - A arte da fotógrafa, artista e professora estadunidense LaToya Ruby Frazier, que trabalha na Escola do Instituto de Arte de Chicago. Ela começou a fotografar sua família e cidade natal aos 16 anos, revisando o documentário social tradicional de Walker Evans e Dorothea Lange para imaginar a documentação de dentro e pela comunidade e a colaboração entre o fotógrafo e seus súditos. Inspirada por Gordon Parks, que promoveu a câmera como uma arma para a justiça social, ela usa seu foco para tornar aparente o impacto de problemas sistêmicos, do racismo à desindustrialização e degradação ambiental, em corpos, relacionamentos e espaços individuais. Em seu trabalho, ela se preocupa em trazer à luz esses problemas, que ela descreve como questões globais. Veja mais aquiaqui.
  
PERNAMBUCO ART&CULTURAS
É sempre o mundo / que em nós principia / nas fundas grutas / de fontes secretas: / faíscam lumes de estrelas bravias / deliram rosas plenamente abertas.
MARIA DE LOURDES HORTAS
A poesia da poeta, ficcionista, ensaísta e advogada Maria de Lourdes Hortas aqui, aqui & aqui.
A música do pianista, maestro e compositor Marlos Nobre aqui, aqui & aqui.
A arte do artista plástico Luiz Barreto aqui, aqui & aqui.
Palmarinalidades poéticas, do escritor e pesquisador Bhasílio Santtos aqui.
Arte na Usina aqui.
Os índios caetés aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Artes pegando fogo aqui.
A barragem de Serro Azul aqui.
O município de Jupi aqui & aqui.
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OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
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quarta-feira, abril 01, 2020

WANGARI MAATHAI, ANNA SEWELL, O CAFUNÉ DE ROGER BASTIDE, FERNANDA CARVALHO LEITE & MÁRIO SOUTO MAIOR.


OS BITUS NAS PARADAS & TÃO C’A PESTE! - No começo os Bitus, formado pela dupla de punheteiros, Bitu & Elvysprei, não davam em nada. Com a adesão pauleira de DuCoyce, novo nome: Sibito’s. Maior zoadeiro. E com a doideira de Leorel, enfim, Rebito’s. Fazer o quê? Não sabiam. O microfone do gorducho Elvyspray era um cototo roliço de pau (sem contar a crise de identidade dele: um costeletudo cintura-de-ovo com trejeitos de Ney Matogrosso, avalie); a guitarra de Bitu era um cabo de vassoura empenado e enrolado por todo tipo de arames e fios; a bateria do Du Coice, uma tuia de lata velha, bacias e bombos imprestáveis; os teclados de Leorel, frascos e pitocos friccionados por toda espécie de ferraço. O som só no bocal. Isso mesmo: berros, urros, peidos, arrotos, sovacadas, estalos de dedo, ocarina de mão, palmas e atritos, imitações de instrumentos e outras onomatopeias indistinguíveis, afora o maior baticum teibei. Assim meteram bronca, uma promessa nas paradas de sucesso. Mais fosse: pelas tabelas, nada de emplacar. Até que com o alarido, uma frochosa perfumada e reboladeira aos falsetes deu a solução: Que porra é essa, meu? Hem? Vocês estão doidos é? Qualé! Papo vai, chaveco vem: ajeitaram namorico e o quarteto lavou a jega! Não ficou só nisso: outras três frochosas engrossaram o backing vocal. Doravante denominados Rebitu’s & outros Priquitos, de boca em ouvido, uivam, berram, simulam maior ladainha. E para si prometiam exitosas propagações na popularidade entre as celebridades anônimas. Tudo armado para bombar, eis que um intruso invisível apareceu e a plateia gigantesca arrumada sumiu. Cadê todo mundo? Tá se cuidando, meu! E agora? Vamos se juntar na garagem. Desdentão, se esgoelam às escondidas noite e dia para desassossego dos vizinhos e próximos. Qual a desses doidos, hem? Quem sabe! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades, as quais temos o poder de evitar e nada fazemos, nós somos coniventes. Pensamento da escritora inglesa Anna Sewell (1820-1878), autora de grandes bestselleers e que era apaixonada por cavalos e ficou inválida por toda vida, por conta de uma doença crônica dos ossos e músculos. Na sua principal obra Black Beauty (Beleza negra: a autobiografia de um cavalo – Ridel, 2004), ela traduz os sentimentos e conta a história deste cavalo: Nós os chamamos de animais burros, e eles são, pois não podem nos dizer como se sentem, mas não sofrem menos porque não têm palavras. Ela veementemente criticava o uso da gamarra, correia dos arreios que impediam o animal de levantar a cabeça, por ser um acessório que os fazia sofrer. Ironicamente, os cavalos das carruagens que acompanharam o funeral dela usavam gamarras, mas a sua mãe exigiu que fossem retiradas, em homenagem à sua filha, que deu voz a este animal que tanto a encantou. Outra entre suas pérolas expressa: Não existe religião sem amor, e as pessoas podem falar o quanto quiserem sobre sua religião, mas se isso não as ensina a serem boas e gentis com homens e animais, é tudo uma farsa.

DOS DESAFIOS DO PRESENTE - Hoje enfrentamos um desafio que exige uma mudança no nosso pensamento, para que a humanidade pare de ameaçar o seu suporte de vida. Somos chamados a ajudar a Terra, a curar as suas feridas e, no processo, curar as nossas - a abraçar, de verdade toda a criação em toda a sua diversidade, beleza e maravilha. Reconhecer que o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz só resultam juntos. Foi fácil me perseguirem sem que as pessoas se sentissem envergonhadas. Foi fácil me vilipendiar, mostrar-me como alguém que não seguia a tradição da ‘boa mulher africana’; como uma mulher elitista de fina educação que tentava mostrar às inocentes mulheres africanas um modo de conduta não aceitável para os homens africanos. O nosso povo foi historicamente persuadido a acreditar que, por ser pobre, também não tinha conhecimento e capacidade para enfrentar os seus próprios problemas. Expressões da professora, ativista ambientalista e feminista queniana Wangari Maathai (1940–2011), criadora do Green Belt Movement (Movimento Cinturão Verde) e Nobel da Paz de 2014. Sobre questões ambientais ela expressa: São essas pequenas coisas que os cidadão fazem a diferença. Minha pequena coisa é plantar árvores. Quando se começa a trabalhar seriamente em temas ambientais, a arena passa a ser os direitos humanos, os direitos das mulheres, os direitos ambientalistas, os direitos das crianças, isto é, os direitos de todo mundo. Uma vez que se começa a realizar essas associações, já não se pode continuar simplesmente plantando árvores. Veja mais aqui & aqui

PSICANÁLISE DO CAFUNÉ
[...] No Brasil colonial um costume curioso, sob o pretexto de matar os piolhos nas cabeleiras longas ou emaranhadas, deixavam que suas cabeças fossem lentamente acariciadas por escravos negros. O cerimonial tem um nome: chama-se cafuné. [...] De qualquer modo, o importante é que aqui o gesto deixa de ser um simples gesto utilitário para se transformar em um cerimonial demorado e complicado, uma lenta carícia da mão hábil entre os cabelos soltos, uma festa da preguiça nas horas quentes do dia, que não é mais uma medida de higiene ou de limpeza da cabeça, mas a procura de um prazer; e que este prazer é um prazer ancorado nos costumes de certo tipo de sociedade: a sociedade escravagista, que se reveste assim de um caráter sociológico. É preciso, portanto, mostrar sucessivamente como um gesto utilitário pôde transformar-se em um gesto de prazer e, então, procurar no cafuné uma metamorfose da Libido; ver, em seguida, a razão pela qual essa metamorfose se transformou em uma espécie de instituição social, um costume coletivo, em vez de permanecer como um hábito próprio de alguns indivíduos e, assim, completar a interpretação psicanalítica por uma explicação sociológica. [...] compreender a significação do cafuné. Tomemos, primeiramente, o caso dos meninos que gostam que lhe cocem a cabeça. E façamos uma distinção entre o caso dos meninos e o das meninas. Veremos, em primeiro lugar, que os meninos ávidos do prazer proporcionado pelas mãos femininas que lhes embaraçam os cabelos são geralmente crianças tranquilas, tímidas, concentradas, introvertidas em suma, essas das quais se diz que não largam a saia de suas mães. Os extrovertidos, ao contrário, mesmo quando têm parasitas, não suportam que alguém os cate e ficam impacientes para escapulir dos joelhos sobre os quais repousaram suas cabeças, preferindo os brinquedos de fora, as batalhas da rua com outros garotos de sua idade. [...] Quanto às meninas, observamos algo mais curioso ainda: as mesmas crianças que tremem ao chegar o momento destinado aos cuidados dos cabelos, que choram enquanto sua mãe lhes desembaraça os cabelos, adoram olhar sua cabeleira solta diante do espelho e, enquanto se contemplam, passam o pente suavemente entre as madeixas úmidas e as tranças desfeitas. Basta comparar alguns desses fatos para apreender o sentido oculto do cafuné [...]
PSICANÁLISE DO CAFUNÉ - Trechos extraídos da obra Psicanálise do cafuné: estudos de sociologia estética brasileira (Guaira - Coleção Caderno Azul, 1941), do sociólogo e antropólogo francês Roger Bastide (1898-1974), sintetizando as relações entre a sociologia e a psicanálise e sua complementaridade, os elos entre o biológico e a libido, o psíquico e o social, a interpenetração e a reciprocidade do social e da libido, chamando a atenção para a etnologia notadamente com relação ao racismo. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Há muito tempo, quando estudava Biologia, algo me marcou muito. A gente sempre acreditou que a evolução se dava pela competição – uma mentalidade darwiniana. Mas há outras correntes que colocam o valor da cooperação como um grande fator evolutivo. Se a gente for por essa linha de se ajudar, de colaborar, cresce muito mais tanto como humanidade quanto na posição da mulher na sociedade, no mercado, na vida amorosa.
FERNANDA CARVALHO LEITE - A arte da premiada atriz e bailarina Fernanda Carvalho Leite, que atua no teatro, cinema, TV, dublagens, publicidade, eventos, espetáculos e performances. Ela estudou em Nova Iorque na The Lee Strasberg Theatre Institute e possui um extenso currículo de atividades, participando em festivais pelo Brasil e em diversos países, como Argentina, Uruguai, Chile, Alemanha e Estados Unidos. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
Dou nó em pingo d’água, beliscão em nuvem e gosto de subir de tamancos em pé de bananeira.
A obra do advogado, historiador e folclorista Mário Souto Maior (1920-2001) aqui, aqui & aqui.
A poesia absoluta de Vital Corrêa de Araújo aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
A arte de João Gonçalves aqui
Teatro de Pernambuco aqui.
A IV Feira de Música aqui.
Sarau Amigos da Arte & Guerrilha Cultural – Armazém do Campo aqui.
O cordel de Ricardo Cordel aqui.
Mata de Pernambuco aqui.
Pesqueira aqui & aqui.
&
OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
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DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...