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sábado, março 28, 2015

GORKI, CASCUDO, LLOSA, SARAH VAUGHAN, DIANNE WIEST, BARKS & MACEIÓ.


MACEIÓ, UMA ELEGIA PARA OS QUE OUSAM SONHAR – Foto: Jannyne Barbosa - A cidade emerge no meu riso matinal e o sol faz paradeiro na minha alma desafortunada. Os meus passos reviram ruas e redimem meus pesares, remorsos e alucinações. Tudo é lindo nessa paradisíaca paragem! Tudo muito lindo premiando o meu devaneio. E eu recito loas pelas beiradas da ideia, pelas abissais paralelas do meu exílio atrevido na minha presença castigada. Nesse lindo cenário eu vou de corpo e alma e me sou todo. Vou pelas transversais, avenidas e perpendiculares, a reconhecer a punição da vida no que de vário se faz real pelo esplendor do mar, onde se lavam culpas que eram festa no negrume do asfalto, onde se pezunham esperanças na imensidão do espaço, onde se constroem todas as avenças e desavenças de nada. É outro dia sempre e a gente a sonhar com o estrondo da felicidade mesmo que tudo seja apenas feito de partidas e chegadas no desencontro dos anseios. É outro dia sempre e a gente com o plano de voo circunscrito na incerteza, como se a regra desse jogo fosse sempre o confronto da distância entre começar e acabar, sem ter prorrogação na morte súbita indesejada. É outro dia e sempre a cidade emerge na minha finitude atlântica que bordeja pelas apaziguadoras ruas breves da Mangabeiras e se arrasta na expectativa da Jatiúca, aderna pelo emaranhado da Ponta Verde, singra pela beira-mar da Pajuçara e dá nos cotovelos rentes com a fabularia do Jaraguá. É lá onde me eternizo nas cinzas. Adiante está a lama do Salgadinho empestando a Avenida onde uma guerra oculta cospe mulheres paridas e deserdadas dos arredores do Tabuleiro dos Martins e homens ciclópicos que ululam desmemoriados de tudo sem nada, oriundos do longe mais distante das bandas de lá além do Mundaú e que povoam a superfície perversa da exclusão. E me refaço porque é outro dia e sempre me esforço subindo a rodoviária até o Farol onde contemplo de tudo: a fantástica panorâmica, o silêncio dos roncos cansados, a espera dos madrugadores por condução, a perspectiva que bate as botas em Cruz das Almas e o meu desejo que escorre descendo o Riacho Doce e se esquece dos pleitos que se tornaram causas inúteis revogadas previamente pelos tribunais de então. Mas é outro dia sempre e as crianças no meio fio da madrugada com seu cobertor de mar e de noite com sonhos incertos no barulho do trânsito indômito. É outro dia e um punhado de adultos amontoam o teatro cristão com o berreiro dos desentoados em preces devotadas com seus sotaques e timbres nas rezas por seus dissabores, por remoetas embaçadas, por sacrifícios ostentatórios, pela salvação das almas da ignomínia. E tudo parece um abstrato aceno de paradoxais festeiros na celebração da tragédia pelas mesquinharias políticas, pela soberba nos limites onde o canavial impera ao lado dos alguns poucos privilégios de gados e miséria nos pastos de outro tabuleiro, onde amadurece a desimportância da oportunidade e todos são escravos do passado mesmo que se achem senhores de si e do futuro, mesmo que a vida seja um lapso de tempo nas causas perdidas. Mesmo assim a cidade emerge e meu coração se avexa com o tumulto do dia e se esboroa pela tarde e faz aconchego na noite que anuncia outro dia para um mais que desejoso amanhã. Amanhã que já será hoje, hoje que já é ontem e tudo que esquecerá. E esquecendo não veja criança estendida na calçada da manhã, nem pedinte mendigando no semáforo, nem velho sendo xingado nas filas, nem violência como efeito da desigualdade, porque os adultos precisam acordar ciosos de si a vingarem o humano à revelia dos mandos no sonho de todos os sonhos. A verdade é que a cidade emerge nos meus olhos e já é outro dia. Mesmo assim continuo atrevido e teimoso de sonhos, enquanto o meu coração bate buliçoso e atônito pelas ruas de Maceió, entoando uma elegia para os que ainda ousam sonhar. (© Luiz Alberto Machado. In: Poesia de Alagoas. Recife: Bagaço, 2007); Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui. E mais também aqui & aqui.

Imagem: Girl of the Ancient Temeculas Art, do ilustrador e criador da arte sequencial estadunidense Carl Barks (1901-2000)

Ouvindo: O som brasileiro de Sarah Vaughan (RCA Victor, 1978), da cantora de jazz estadunidense Sarah Vaughan (1924-1990). Veja mais aqui.

BURRINHA DE PADRE – Imagem: J. Lanzelloti. In: Estórias e lendas do Norte e Nordeste (Edigraf, s/d) - No livro Geografia dos mitos brasileiros (José Olympio, 1947), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), encontrei a lenda Burrinha do Padre narrada assim: Certo morador de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, fazendo longa viagem por solitária estrada, encontrou, assustadíssimo, uma burrinha de padre, daquelas de que ouvira contar nos compridos serões familiares. Sabia, portanto, que transfigurada nesse animal, estava uma mulher de leviano procedimento, pois transformar-se em burrinha é o castigo da moça que se amanceba com vigário da freguesia, embora não seja amaldiçoada antes do padre dizer a missa. Enfeitiçada, ela se torna semelhante a qualquer outra burra. Apenas com uma larga lista branca no pescoço, como sinal. No seu fadário, corre velozmente, acompanhada de um barulho de ferros entrechocados que se ouve à distância. Ela não cessa um só momento de correr e de relinchar. Se alguém a encontra no caminho e tanta fazê-la parar, é morto a coices. Cada coice de suas patas é pior que um tiro. Mas um ferimento que na burrinha se faça e brote sangue, quebra o encanto e a mulher volta à forma humana. Então, aparece inteiramente nua. Somente despida é que a manceba pode ser atingida pela penitencia. O padre com quem vive, ou com quem tem relações amorosas, é revelado por uma visagem que apresenta as suas feições e monta no lombo da burrinha. Quando o morador de Canguaretama encontrou a burrinha, tentou subjuga-la. Empenhou-se com ela numa luta de morte. Acabou por feri-la com o seu cacete armado de aguilhão. Ao brotar o sangue, ela se transformou em mulher, em quem ele reconheceu certa mocinha rica, de família de muito relevo social. Regressa à sua casa, com a manceba desencantada, deu-lhe roupas para a agasalhar e foi leva-la à residência dos pais. Estes a receberam com demonstrações de alegria. Chegaram mesmo a dar-lhe uma bela soma em dinheiro, para que ele guardasse segredo sobre o caso e não desse com a língua nos dentes. No entanto, logo depois, o pobre teve de mudar-se para o município de Goianinha, a fim de livrar-se das emboscadas com que a antiga burrinha pretendia vingar-se da fama que a cercava de ter um dia sofrido da tal moléstia... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

PEQUENOS BURGUESES – A peça em quatro atos Pequenos Burgueses (Abril, 1979), do escritor e dramaturgo russo Máximo Gorki (1868-1936), foi concebida em 1900 quando o autor se encontrava preso, evidenciando uma predominante situação que constatava a lenta deterioração da pequena burguesia: uma multidão cinza e entediada. As personagens da peça vivem num meio mesquinho, revelando-se quase sempre impotentes em vencer as barreiras desse meio: o único elemento comum a todas elas. Na peça destaco o diálogo entre os personagens Pertchiki, Teteriev e Bessemenov: PERTCHIKIN - Ah, eu não conto. Eu só digo que se não houvesse velhos, não haveria estupidez no mundo... Velho pensa como pau verde queimando, mais fumaça do que fogo! (Pólia olha carinhosamente o pai e acaricia seu ombro). TETERIEV – Aprovado. BESSEMENOV – É, é assim mesmo... Vá! Continue mentindo! (Piotr e Tatiana, parando de conversar, observam, sorrindo, a Pertchikin) PERTCHIKINOs velhos são antes de mais nada uns cabeças duras... peguem um velho, ele vê que está enganado, não entende nada... mas admitir? Ah, não admite.... ah! O orgulho! Eu vivi, ele diz; só de calça, só de calça eu já usei umas 40... e de repente eu não entendo mais nada, como é isso? É absurdo! E lá recomeça: sou velho, estou certo, tenho a razão... mas onde a razão? Seu espírito está cansado enquanto que os jovens estão vivos, têm miolo [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

BATISMO DE FOGO – O premiado livro Batismo de fogo (La ciudad y los perros - Nova Fronteira, 1962), é o primeiro romance do escritor e jornalista peruano, Premio Nobel de Literatura de 2010, Mario Vargas Llosa, traz o cotidiano de quatro cadetes de um colégio militar de Lima que tentam bater o sistema, limitar o aborrecimento e ultrapassar os confinamentos da academia, acabando por desencadear uma série de eventos que resulta em uma morte. Foi adaptado para o cinema com o título original, La ciudad y los perros (1985), pelo diretor peruano Francisco José Lombardi, interpretação de Luis Álvarez, argumento de José Watanabe e texto do autor do livro. Do livro destaco o seguinte trecho: [...] Alberto voltou para a casa a pé, ensimesmado, aturdido. O agonizante inverno se despedia de Miraflores com uma neblina súbita que pairava sobre as árvores da Avenida Larco, enfraquecendo o brilho dos postes de iluminação. Espalhava-se por toda a parte, envolvendo e dissolvendo objetos, pessoas, recordações: os rostos de Arana e do Jaguar, os alojamentos, as detenções, perdiam realidade cedendo lugar a um grupo de rapazes e moças que julgava esquecidos. Conversava com essas imagens de sonho no pequeno quadrilátero de relva da esquina da Diego Ferré e nada parecia ter mudado. A linguagem e os gestos lhe eram familiares. A vida era tão harmoniosa e tolerável, o tempo passava sem sobressaltos, doce e excitante com os olhos escuros daquela garota desconhecida que brincava alegremente com ele, uma garota baixinha e delicada, de voz clara e cabelos negros. Ninguém se surpreendia por vê-lo de novo ali, já adulto. Todos tinham crescido, homens e mulheres pareciam mais integrados no mundo, mas a atmosfera continuava igual: Alberto reconhecia as preocupações de outrora, os esportes, as festas, o cinema, as praias, o amor, o humor bem comportado, a malicia sutil. O quarto estava escuro. Deitado de costas na cama, Alberto sonhava de olhos abertos. Havia bastado apenas alguns segundos para que o mundo que tinha abandonado lhe reabrisse as portas e o recebesse outra vez em seu seio, sem lhe pedir explicações, como se o lugar que ocupava entre eles tivesse sido guardado zelosamente durante aqueles três dias. Tinha recuperado seu futuro [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.


UMA VIDA EM SEGREDO – O belíssimo filme Uma vida em segredo (2002), da cineasta e roteirista brasileira Suzana Amaral, é baseado no romance homônimo de Autran Dourado. A história se passa no século XIX, contando a história de uma mulher acostumada à fazenda de café e gado, Biela e que, com a morte do pai, passa a morar na cidade com familiares, tentando se adaptar à nova realidade e, ao mesmo tempo, procurando manter-se fiel à sua maneira de ser. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui e aqui.


HOMENAGEM DO DIA
DIANNE WIEST


Todo dia é dia da premiada atriz estadunidense Dianne Wiest, Oscar de Melhor Atriz em 1986 e 1994. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
Padre Bidião & Doro discutem o reino do Fecamepa, a literatura de Tariq Ali, a música de Karin Fernandes, a pintura de Sigmar Polke & Orly Cogan aqui.

E mais:
As presepadas do Zé Corninho aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
A literatura de Monteiro Lobato aqui, aqui, aqui e aqui.
O teatro de Jerzy Grotowski, a poesia de Antero de Quental, a literatura de Patrícia Galvão – Pagu & Monteiro Lobato, a música de Uakti & Sacudindo Choro, a pintura de Jean-Baptiste Debret, o cinema de Norma Benguel & Carla Camurati aqui.
A menina dos olhos do bocejo eterno, a pintura de Aldo Palazzolo & muito mais aqui.
A professora, A sociedade da mente de Marvin Minsky, A lenda do mel de Ralph Whiteside Kerr, o teatro de Henrik Ibsen, a música de Lenine, a poesia de Columbina - Yde Schloenbach Blumenschein, a pintura de Carlos Leão, o cinema de Jean-Jacques Beineix & Valentina Sauca aqui.
A poesia & a música de Bee Scott aqui.
Dificuldades de aprendizagem da língua portuguesa aqui.
Aurora, a canção, A natureza humana de Alfred Adler, Zaratustra & Friedrich Nietzsche, A logoterapia de Viktor Frankl, a poesia de Gregory Corso, o teatro de Tennessee William, a música de Hermeto Pascoal, a pintura de Gaston Guedy, o cinema de Pedro Almodóvar & Leona Cavalli aqui.
A literatura de João Guimarães Rosa, a poesia de Affonso Romano de Sant´Anna, a música de Dmitri Shostakovich & Mstislav Rostropovich, o teatro de Maria Helena Kühner, o serviço social de Marilda Vilela Yamamoto, Pra Frente Brasil, a arte de Gloria Swanson & a pintura Albert Marquet aqui.
Espera, A condição humana de Karl Jaspers, A crise das ciências de Hilton Japiassu, a literatura de João do Rio & Marquês de Sade, a música de Regina Schlochauer, o teatro de Dario Fo, a entrevista de Bráulio Tavares, a pintura de Anthea Rocker & Aaron Czerny, a fotografia de Herbert Matter, a arte de Ghada Amer, a escultura de Diogo de Macedo, Jazz & Cia Grupo de Dança, Dicionário Tataritaritatá, O que sou de praça na graça que é dela & O brasileiro é só um CPF Fabo arrodeado de golpes por todos os lados aqui.
De golpe em golpe a gente vai aprendendo, O coração humano de Goethe, Iniciações tibetianas de Alexandra David-Néel, O trabalho de André Gorz, a música de Franz Schubert & Mitsuko Uchida, a escultura de Horatio Greenough, a arte de Lygia Clark & Marina Abramović, A prática e a teoria de José Paulo Netto, a fotografia de Carl Warner, a arte de Simone Spoladore & Laura Barbosa & John Currin, o cinema de Mohsen Makhmalbaf, a coreografia de Anna Halprin, a entrevista de Tchello d’Barros, Oficina de Cordel, Vitalina & Tomé: o vexame da maior presepada & Do jeito que esse mundão vai só deus na causa aqui.
Tantas fazem & a gente é quem paga o pato, A condição pós-moderna de Jean-François Lyotard, a História de Georges Duby, a literatura de George Orwell & Alfredo Flores, Nietzsche e a psicologia, a pintura de Balthus, a música de PJ Harvey,a fotografia de Marta Maria Pérez Bravo & Richard Murrian, A dona da História de João Falcão, a arte de Marco Cochrane, a entrevista de Virna Teixeira, O infortúnio da prima da vera & Quando a bronca dá na canela, o melhor é respirar fundo à flor d’água pra não morrer afogado aqui.
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quarta-feira, novembro 28, 2007

HELLEN KELLER, VAUGHAM, MÉROT, XICO SÁ, FASCIONE, VALLEJO, GIULIA GAM, HYGIENE, URINOTERAPIA & TEORIA DA DECISÃO!!!



TEORIA DA DECISÃOA teoria da decisão nasceu com Herbert Simon, que a utilizou como fundamento para explicar o comportamento humano nas organizações. Desta forma, na Teoria Comportamental da Administração a organização é considerada como um sistema de decisões em que cada pessoa participa racional e conscientemente, escolhendo e tomando decisões a respeito de alternativas mais ou menos racionais de comportamento. Assim, a organização é um complexo sistema de decisões. Para tanto, é preciso compreender os elementos comuns à decisão, quais sejam, o tomador de decisão, que é quem faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação; os objetivos, que são as pretensões que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações; as preferências, que são os critérios que o tomador de decisão usa para fazer a escolha; a estratégia, que é o caminho que o decisor escolhe para melhor atingir o objetivo; a situação, que são os aspectos ambientais que envolvem o decisor; e o resultado, que é a conseqüência de uma dada estratégia. Por esta razão, a decisão é o processo de análise e escolha, entre várias alternativas disponíveis, do curso de ação que a pessoa deverá seguir. O processo decisorial é a seqüência de etapas que formam uma decisão. A tomada de decisão pode ser estudada sob duas perspectivas a do processo e a do problema. A perspectiva do processo se concentra nas etapas do processo de decisão, é genérica. É uma abordagem criticada por se relacionar muito com o procedimento e não com o conteúdo da decisão. Já a perspectiva do problema é uma perspectiva orientada para a resolução de problemas. Na perspectiva de problemas, o tomador de decisão pode aplicar métodos quantitativos para tornar o processo decisório mais racional possível, concentrando-se principalmente na determinação e equacionamento do problema a ser resolvido. As decisões, conforme as etapas do processo, podem ser decisões programadas e decisões não-programadas. As suas características estão nomeadas como sendo decisões programadas são as caracterizadas pela rotina e repetitividade; e decisões não-programadas são as caracterizadas pela não-estruturação e, basicamente, pela novidade. Os tipos de decisão e as técnicas de tomada de decisão, conforme Stenvenson (2001) e Chiavenato (1993), estão no grau de certeza na decisão, onde as organizações defrontam-se constantemente com problemas que variam em graus de complexidade. Isto quer dizer que um problema pode ser definido como uma discrepância entre o que é (isto é, a realidade) e o que poderia ou deveria ser ( isto é, valores, metas, objetivos). Já os problemas podem ser divididos em dois grandes grupos, quais sejam, os estruturados e os não-estruturados. Um problema estruturado é aquele que pode ser perfeitamente definido, pois as suas variáveis são conhecidas. O problema estruturado pode ser subdividido em três categorias, a saber: decisões sob certeza, onde as variáveis são conhecidas e a relação entre a ação e as consequêcias é determinística e a decisão conduz a um resultado específico; decisões sob risco, onde as variáveios são conhecidas e a relação entre a consequência e a ação é conhecida em termos probabilísticos; decisões sob incerteza, onde as variáveis são conhecidas, mas as probabilidades para determinar a conseqüência de uma ação são desconhecidas ou não podem ser determinadas com algum grau de certeza. As possibilidades associadas aos resultados são desconhecidas (Ackoff & Sasieni, 1971). Um problema não-estruturado é aquele que não pode ser claramente definido, pois uma ou mais de suas variáveis é desconhecida ou não pode ser determinada com algum grau de confiança. A interação da informação com o processo decisorial, conforme Bronson (1985), estão nos diferentes níveis da organização: na relação sistêmica entre a organização e seu ambiente, onde as decisões tomadas no nível institucional são, na sua maioria, decisões não-programadas, enquanto que a medida em que se aproximam do nível operacional tendem a ser programadas. Isto porque o nível institucional é carregado de riscos, incertezas devido a sua proximidade com o ambiente externo à empresa. O inverso ocorre com o nível operacional. As empresas a partir dos diferentes setores em que atuam, vem sofrendo diversos problemas relacionados aos seus processos, cuja essência restringe-se à natureza operacional. Na condição de decidir quais prioridades deveriam ser adotadas, desconhece que existe ferramentas capazes de auxiliá-la em função de critérios que tornam-se imprescindíveis tanto na maximização de lucro, quanto na minimização de custos. Assim, nos dias de hoje, é de fundamental importância para o gerente de uma empresa o desenvolvimento da sua capacidade de visualizar o processo como um todo, ou seja, desenvolver um pensamento sistêmico, onde torna-se necessário a definição do problema, observação das circunstâncias pelas quais este problema está envolvido, qual a solução existente para ele, impactos e consequências globais, tentativa de previsão dos resultados, avaliação da solução e a capacidade de adaptação da solução frente as constantes mudanças das circunstâncias. Cabe a este gerente, definir através do processo de decisório quais as atitudes a serem tomadas para a obtenção do melhor resultado. Assim, esta decisão pode ser tomada em três níveis básicos: estratégico, operacional e táticos, cujos modelos de raciocínios necessários para implementação ocorrem em função dos seguintes níveis: suposições, modelos e programas. Caracteriza-se então a complexidade da decisão, que tem como principais elementos em nosso estudo: a capacidade de conhecer (as variáveis que têm algum impacto relevante; o valor que cada variável assume; a inter-relação entre todas elas; e do emergente sistêmico); o “efeito cadeia”; os impactos de cada decisão; proximidade com o conflito externo. Para cada problema que demande uma decisão da empresa, a solução proposta pelo gerente também é única. Daí a grande parte do acervo de conhecimentos que foi, está sendo e será constituído no campo da pesquisa operacional ser do tipo “case book” (históricos de casos reais). E quando se refere à tomada de decisão, principalmente por parte de uma organização, independentemente de sua finalidade (lucrativa ou não), na maioria das vezes, deve-se obrigatoriamente levar em consideração o Planejamento Estratégico adotado por esta organização. A globalização, o imperativo da competitividade por que passam as empresas, cuja palavra de ordem é sempre a de aumentar as vantagens competitivas destas empresas com relação aos seus concorrentes, aumentando por conseguinte suas parcelas nos mercados onde atuam, fazem com que estas empresas estabeleçam estratégias de ações para atuarem em mercados locais, regionais e até mesmo globais. O Planejamento Estratégico das empresas tem, entre outros, o objetivo de fixar diretrizes de atuação nas áreas administrativa, financeira, de marketing e de manufatura ou operações, visando dar à empresa uma ou mais vantagens competitivas. Desta forma, uma empresa pode obter uma vantagem competitiva a partir de uma estratégia financeira adequada, o mesmo valendo para marketing ou manufatura ou operações. Uma empresa pode estabelecer uma ou mais estratégias competitivas, como por exemplo: informatização, desmobilizações, qualidade total de seus produtos, aquisições de outras empresas, incentivos para seus funcionários, projeção de demanda com baixas margens de erros e robotização das linhas de produção, custos de seus produtos, prazos de entregas de sues produtos, inovação de seus produtos e processos, aumento de sua produtividade, eficiência na fabricação de seus produtos. Planejar é, portanto, saber onde queremos chegar. É tomar todas as medidas e Decisões necessárias e pró-ativas, para que, mesmo que o nosso barco venha a enfrentar as várias tempestades proporcionadas pelo mar bravio, possamos ter a absoluta certeza e a tranqüilidade de que, no final, estaremos aportando em terras firmes. Como exemplos de decisões que via de regra são tomadas no nível estratégico de planejamento por parte das organização, pode-se elencar a missão, que é o motivo principal da existência de uma organização, demonstrando seu verdadeiro papel perante as sociedades interna e externa, onde ela atua; a visão, que representa o objetivo maior da organização, onde todos os esforços internos da organização e de todas as pessoas envolvidas dentro deste contexto , possam estar levando a empresa ao seu ápice organizacional, bem como é a melhoria é a buscar contínua pela conquista da tão sonhada e necessária excelência organizacional; os clientes, que são os principais responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso da organização porque são eles que estarão absorvendo ou rejeitando os produtos oferecidos pela organização; os fornecedores, que dentro da moderna concepção de parceria, os fornecedores têm um papel importante para as organizações e que é o chamado "comakership", onde a relação de parceria entre cliente-fornecedor atinge um elevado grau de evolução, traduzida em confiança mútua, participação, fornecimento com qualidade assegurada etc; os negócios, que na área de atuação da organização tem por objetivo suprir as necessidades apresentadas pelos seus clientes, através dos fornecimentos dos produtos e também dos serviços necessários para satisfazer tais necessidades. Já as decisões operacionais são eminentemente técnicas, isto é, sem um forte alcance de cunho político-social, exatamente o contrário das decisões estratégicas, as quais representam , muitas vezes, podem representar até mesmo a existência da organização. REFERÊNCIAS: ACKOFF, R. L. & SASIENI, M. W. Pesquisa Operacional. São Paulo: EDUSP, 1971. BRONSON, R. Pesquisa operacional. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1985 BRUYNE, P. de; HERMAN, J. & SCHOUTHEETE, M. de. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da prática metodológica. Rio de Janeiro: F. Alves, 1991. CHIAVENATO, I. Teoria geral da Administração: abordagens descritivas e explicativas. São Paulo: Makron Books, 1993. HILLIER, F. S. & LIEBERMAN, G. J. Introdução à pesquisa operacional. Rio de Janeiro: Campus / USP, 1988. J. & CHARNOV, B. H. Administração. São Paulo: Saraiva, 1998. MARTINS, Petrônio G., LAUGENI, Fernando P. Administração de Produção, São Paulo: Ed. Saraiva, 2000. STEVENSON, William J. Administração das Operações de Produção. Rio de Janeiro: LTC, 2001. Veja mais aqui.


Imagem: Amanti, da artista plástica italiana Margherita Fascione.


Curtindo o álbum Brazilian Romance (Sony, 1987), da cantora estadunidense de jazz Sarah Vaughan (1924-1990), com participação especial de Milton Nascimento. Veja mais aqui.

EPÍGRAFENenhum pessimista jamais descobriu o segredo das estrelas, nem velejou a uma terra inexplorada, nem abriu um novo céu para o espírito humano, frase atribuída à escritora, conferencista e ativista social estadunidense Helen Keller (1880-1968), ela foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Veja mais aqui.

URINOTERAPIA – O livro Urinoterapia – Xixi: o meio de saúde mais extraordinário que existe (Madras, 1999), de Ludmilla De Bardo, Johanne Razanamahay, Christian Tal Schaller, Françoise Schaller-Nitelet e Kiran Vyas, trata de temas como o que é a terapia pela urina, as bases críticas, a utilização do método, as contra-indicações, homeopatia, massagens, doenças graves, reações, os povos que utilizam a terapia, os mecanismos de ação, livros publicados, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] a terapia pela urina trilha, no mundo inteiro, uma caminhada triunfal, pois traz uma solução eficaz e gratuita para a maior parte de nossos contemporâneos que sofrem, em seus corpos, de uma poluição tão grave quanto a do ar, da água e da terra, e em seu psiquismo, de um conformismo que os faz viver na dependência e no medo. Com a Urinoterapia, um mundo novo se abre para aqueles que ousam sair de um papel de consumidores passivos, conduzidos em direção à doença pela publicidade e pela obediência aos peritos. Um mundo de responsabilidade, de saúde, de liberdade e de criatividade que promove a reconciliação conosco mesmos e com todos os seres vivos. Veja mais aqui.

MAMÍFEROS – O livro Mamíferos (Companhia das Letras, 2005), do escritor francês Pierre Mérot, conta a história de um tio que é alcoolatra depressivo e solitário, sofrendo por fazer parte de uma sociedade que abomina e de uma família padrão. Da obra destaco o trecho: [...] Talvez alguém vá pensar que o tio, nesse inicio incerto de sua odisseia, é puro vinagre, que está de má-fé ou que carece de nuances. Sem dúvida... mas ele também se considera uma especia de Parca benevolente e rebelde que vigia de longe o destino dos seus, com cumplicidade tanto maior por ter saído do mesmo molde ridículo, doroloso e terrivelmente humano. [...] Veja mais aqui.

PROVOCAÇÃO DO RECIFE – Na antologia Poesia Viva do Recife – 100 poetas vivem, amam e eternizam a cidade (CEP, 1996), organizada pelo poeta e editor Juareiz Correya, destaco o poema Provocação do Recife, do escritor e jornalista Xico Sá: Poetas e putas / invadem os bares / é sexta: / RECIFE PODE EXPLODIR A QUALQUER VERSO / QUALQUER GOZO! / Meninas sujas / vendem flores e amendoins / teimosas demais / pra tanto NÃO! / Putas e poetas / na goela da noite / como uma espinha de peixe / que faz tossir / e avermelha os olhos! / RECIFE PODE EXPLODIR A QUALQUER VERSO / QUALQUER GOZO! II – Missão boêmia: Por entre putas e poetas / que trocam versos às sextas / pedófilos inveterados / zombem zangões abelhas / meninas do amendoim / teimosas ninfetas / penélopes ariadnes / proletárias deusas / velhos decadentes / funcionários públicos / babam na gravata / deusas do subúrbio / ísis beatrizes / lirismo ambulante / consolo de bêbados / meninas de dante’s. Veja mais aqui e aqui.

HYGIENE – Em 2006, tive oportunidade de assistir na Vila Maria Zélia, em São Paulo, à montagem da peça Hygiene, criação do Grupo XIX de Teatro, com direção de Luiiz Fernando Marques, contando a história de operários, imigrantes, meretrizes e ex-escravos do Rio de Janeiro do fim do século XIX, num encontro que sela a construção da identidade brasileira. A peça mostra o processo de higienização urbana por que passou o país ao substituir cortiços, habitação mais comum naquela época, pela casa unifamiliar. O destaque do espetáculo fica por conta da atuação das atrizes Janaina Leite, Juliana Sanches e Sara Antunes. Veja mais aqui.

ÁRIDO MOVIE – O drama Árido Movie (2004), dirigido por Lírio Ferreira, conta a história de um jornalista que vai ao interior pernambucano, para o enterro do pai que mal conheceu. Lá é esperado com ansiedade pela avó e, no caminho, reencontra amigos do Recife e conhece uma videomaker que está preparando um trabalho sobre a importância da água. O destaque do filme fica por conta da atriz de teatro, cinema e televisão, Giulia Gam. Veja mais aqui e aqui.

VEJA MAIS:

Guilherme Vaz, José de Alencar, Sergio Bernades, Mariza Lacerda, Hernâni Donato, Stela Freitas, Moira Kelly & Simone Moura e Mendes aqui

Maceió, História do Brasil, Gilles Lipovetsky, Umberto Eco, Slavoj Žižek, Quinteto Armorial, Victor Meirelles, Felicien Rops, Michael Winterbottom, Anna Louise Friel & Juareiz Correya aqui.

Prevenção da couraça, Guilherme de Almeida, Romero Britto, Samara Felippo, Wesley Ruggles, Carole Lombard, Peter Fendi & Mácleim aqui.  

FECAMEPA - Gentamiga do meu Brasil de Cipopau I e outras canalhices mais bizarras!! O papo da CPMF ainda vai dar muito pano pras mangas. Tanto é que escrevi um artigo em 1996 contra essa desgraça que foi publicado em vários jornais impressos do país. Depois, andei remexendo com o tema e trouxe, alguns dias atrás, de novo esse questionamento. Até o Governo Federal resolveu se meter no debate que eu provoquei. Quer ver? Está logo abaixo. De antemão assevero que não quero dar trela para a oposição mais incompetente, salafrária e detestável do planeta! Nunca! Foram eles que criaram essa desgraça e mamaram como a praga. Também não vou avalizar a manutenção dessa tramoienta por causa da ineficiência do atual governo de gerir o país sem uma maloqueragem dessa. O que precisamos, todo brasileiro sabe: combater a injustiça. Se a gente levantar a bandeira de combate à injustiça, vamos aprumar a conversa e colocar na reta o que está desinretado neste pais. Por isso, cidadania e vergonha na cara não faz mal a ninguém. Por isso mesmo trago agora, novamente, para vocês apreciarem e participarem, afinal, é a nossa vida que está em jogo. E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Veja mais do Fecamepa aqui.

Para ver tudo é só acessar:


 IMAGEM DO DIA
Imagem: sem título, do pintor e ilustrador peruano Boris Vallejo.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora parabenizando o Tataritaritatá.
Veja aqui e aqui.

SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...