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sexta-feira, agosto 21, 2015

SARAMAGO, MONTELO, MARTHA MEDEIROS, COUNT BASIE, ARISTÓTELES, FRANÇA JUNIOR, GREUZE.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? SEXTA-FEIRA - Não fosse a tarde o mormaço da vida, não teria eu tantos sentimentos nesta hora, sentimentos de dor e compaixão. Não fosse o amor o termômetro desta vida, não teria eu nada para dizer agora, vez que as palavras nos escondem. Só os ingênuos compreendem o que sonhadores cultuam a qualquer hora do entardecer. Ao longe a montanha ao sol-posto, faz sombra esfriando o mormaço do meu coração. E eu um reles mortal carrego nos olhos o monograma de Cristo pela noite no mar da solidão. Na boca da noite todas as evidências levam a nada, escureceu pra que todos os gatos sejam pardos. Fui benzido de copas com a felicidade no descarte, o doce mel que se derrama em grande profusão. Fui açoitado pelo ronco da onça suçuarana e por isso virei mundo no Rabicho da Geralda. Mandei boas novas e escrevi aos familiares como se esperasse ser louvado por virgens de vestais. Enterrei o trevo de paus na volta do cruzeiro como se esperasse ser vencedor com um laço de fita no braço e uma salva de palmas. Quantas imagens nos falam labaredas? Desde que me tive por gente que vivo a morrer de sede. Deixo aqui a minha emoção e o meu adeus. (Sexta Feira, Luiz Alberto Machado. O Trâmite da Solidão. Nascente, 1992-2015). Veja mais aqui e aqui

Imagem A Young woman, do pintor francês Jean-Baptiste Greuze (1725-1805)


Curtindo o álbum Count Basie & His Orchestra (1938-1939), do músico de jazz estadunidense Count Basie (1904-1984).

DE ANIMA – O livro De anima (Da alma, Ed.34, 2012), do filósofo grego Aristóteles de Estagira (384-322aC), é composto de três livros que analisam os problemas concernentes à alma que é o princípio vital de todo e qualquer ser vivo. No Livro I ele faz uma introdução e contextualização do tema abordado; no Livro II apresenta análises sobre a relação entre alma e corpo, as faculdades da alma, nutrição e sensação; e no livro III discute a imaginação e o pensamento, além das relações entre sensação e intelecto. Da obra, destaco o trecho do Capítulo 8: [...] Agora, resumindo o que foi dito a respeito da alma, digamos novamente que a alma de certo modo é todos os seres; pois os seres são ou perceptíveis ou inteligíveis, e a ciência de certo modo é os objetos cognoscíveis, e a percepção sensível, os perceptíveis; mas é preciso investigar de que modo isto se dá. A ciência e a percerção sensível dividem-se em relação às coisas em potencia em relação às coisas em potencia, e em atualidade em relação às coisas em atualidade. A parte perceptiva e a cognitiva da alma são em potencia esses objetos: uma, o cognoscível, e outra, o perceptível. Mas já a necessidade de que sejam ou as próprias coisas ou as formas. Não são as próprias coisas, é clçaro: pois não é a pedra que está na alma, mas sua forma. De maneira que a alma é como a mão; pois a mão é instrumento de instrumentos, e o intelecto é forma das formas, bem como a percepção sensível é forma dos perceptíveis. Uma vez que tampouco há, ao que parece, qualquer coisa separada e à parte de grandezas perceptíveis, os objetos inteligíveis estão nas formas perceptíveis, tanto os que são ditos por abstração, como também todas as disposições e afecções dos que são perceptíveis. Por isso, se nada é percebido, nada se aprende nem se compreende, e, quando se contempla, já necessidade de se contemplar ao mesmo tempo alguma imagem, pois as imagens são como que sensações percebidas, embora desprovidas de matéria. E a imaginação é diferente de asserção e da negação; pois o verdadeiro e o falso são uma combinação de pensamentos. Em que os primeiros pensamentos seriam diferentes de imagens? Certamente nem estes e nem os outros pensamentos são imagens, embora também não existam sem imagens [...] Veja mais aqui, aqui e aqui.

OS TAMBORES DE SÃO LUIS – O romance Os tambores de São Luis (José Olympio, 1981), do escritor, jornalista, professor e teatrólogo Josué Montelo (1917-2006), conta entre uma noite e um amanhecer em cinquenta e oito capítulos a história de três séculos de lutas e insurreições maranhenses, misturando presente e passado. Da obra destaco o trecho: [...] Até ali os Tambores da Casa-Grande das Minas tinham seguido seus passos, e ele via ainda os três tamboreiros, no canto esquerdo da varanda, rufando forte os seus instrumentos rituais, com o acompanhamento dos ogãs e das cabaças, enquanto a nochê Andreza Maria deixava cair o xale para os antebraços, recebendo Toi-Zamadone, o dono do lugar. Por vezes, no seu passo firme pela calçada deserta, deixava de ouvir o tantantã dos tambores, calados de repente no silêncio da noite, com o vento que amainava ou mudava de direção. Daí a pouco Damião tornava a ouvi-los, trazidos por uma rajada mais fresca, e outra vez a imagem da nochê, cercada pelas noviches vestidas de branco, lhe refluía à consciência, magra, direita, porte de rainha, a cabeça começando a branquear. Fora ela que viera buscá-lo, à entrada do querebetã. A intenção dele era apenas ouvir um pouco os tambores e olhar as danças, sentado no comprido banco da varanda, de rosto voltado para o terreiro pontilhado de velas. Já o banco estava repleto. Muitas pessoas tinham sentado no chão de terra batida, com as mãos entrelaçadas em redor dos joelhos; outras permaneciam de pé, recostadas contra a parede. Mas a nochê, que o trouxera pela mão, fez sair do banco um dos assistentes, e ele ali se acomodou, em posição realmente privilegiada, podendo ver de perto os tambores tocando e as noviches dançando, por entre o tinir de ferro dos ogãs e o chocalhar das cabaças. Vez por outra sentia necessidade de ir ali, levado por invencível ansiedade nostálgica, que ele próprio, com toda a agudeza de sua inteligência superior, não saberia definir ou explicar. O certo é que, ouvindo bater os tambores rituais, como que se reintegrava no mundo mágico de sua progênie africana, enquanto se lhe alastrava pela consciência uma sensação nova de paz, que mergulhava na mais profunda essência de seu ser. Dali saía misteriosamente apaziguado, e era mais leve o seu corpo e mais suave o seu dia, qual se voltasse a lhe ser propício o vodum que acompanha na Terra os passos de cada negro. Embora só houvesse no céu uma fatia de lua nova, por cima da igreja de São Pantaleão, uma tênue claridade violácea descia sobre a cidade adormecida, com a multidão de estrelas que faiscavam na noite de estio. Em cada esquina, a sentinela de um lampião, com seu bico de gás chiante. Todas as casas fechadas. Perto, para os lados da Rua da Inveja, o apressado rolar de um carro, com o ruído do cavalo a galope nas pedras do calçamento. E sempre o baticum dos tambores, ora fugindo, ora voltando, sem perder a cadência frenética, muito mais ligeira que o retinir das ferraduras. No canto da Rua do Passeio com a Rua do Mocambo, antes de passar para a calçada fronteira, Damião parou um momento, batido em cheio pela claridade do gás. Resguardado do sereno pelo chapéu de feltro inglês, presente do Governador Luís Domingues no último Natal, parecia mais comprido, a espinha dorsal direita, o corpo seco e rijo, os ombros altos. Aos oitenta anos, dava a impressão de ter sessenta, ou talvez menos, com muita luz nos olhos, o passo seguro, a cabeça levantada. Até o começo do século, não dispensava a bengala de castão de prata com que entrou pela primeira vez no sobrado do Foro, sobraçando a sua pasta de solicitador, para defender outro negro. Agora, trajava com simplicidade, muito limpo, a barba escanhoada, o paletó abotoado acima do peito, um alfinete de ouro junto ao laço da gravata. - Faça favor... Damião assustou-se com a voz rouca que lhe vinha por trás do ombro direito, do lado da Rua do Mocambo. Não tinha sentido rumor de passos. E deu de frente com o Sátiro Cardoso, pequenino, enxuto, metido na sua sovada casaca de mágico, o colarinho alto, o rosto encovado, bigode, nos negros olhos uma faísca de loucura, e que logo lhe disse, com um pedaço de papel impresso na ponta dos dedos: - É o convite para o meu próximo espetáculo. - Outra vez A queda da Bandeira? - É. O pessoal pede sempre. E o público é quem manda. Damião quis ainda saber por que o velho mágico preferia aquela hora da noite, com as casas fechadas, para distribuir os seus convites. - De dia - redargüiu ele, dando-lhe outro convite - os moleques vêm atrás de mim, me chamando de Troíra. Chegam a atiçar cachorros para me morder. De noite é mais calmo: os moleques estão dormindo. E lá se foi, Rua do Mocambo abaixo, a enfiar o papelucho por baixo das portas, sem ruído, apenas roçando o chão da calçada com seu passo macio. [...]. Veja mais aqui.

POESIA REUNIDA – No livro Poesia reunida (L&PM, 1999), da poeta gaúcha Martha Medeiros, autora dos livros Strip Tease (Brasiliense, 1985), Meia-Noite e Um Quarto (L&PM, 1987) Persona Non Grata (L&PM, 1991), De Cara Lavada (L&PM, 1995), Poesia Reunida (L&PM, 1999) e Cartas Extraviadas e Outros Poemas (L&PM, 2001), entre outros. Da obra destaco inicialmente: 4 - sou uma mulher madura / que às vezes anda de balanço / sou uma criança insegura / que às vezes usa salto alto / sou uma mulher que balança / sou uma criança que atura [...] 5.- eu penso conforme o tempo / eu danço conforme o passo / eu passo conforme o espaço / eu amo conforme a fome / eu como conforme a cama / eu sinto conforme o mundo / mas no fundo / eu não me conformo [...] 7.- nanci num dia diana / a ana me ama, me norma, me helena / serena, me ensinou a ver a verdade, vera / que dói menos que uma ilusão fausta / de tarde eu tenho tereza / e vivo uma magda magia / alegria, maria, calor de suor / de se ficar Eduarda / quem dera denise / eu poder ser suzana / e ler lia muitas laudas / lauras / olga tem lindos olhos / olhe / e luiza tem luz / e alice tem paz / na cara karin eu quero / uma risada rosaura / um sono soninha de outrora / isadora, que namora isabel / neca de amor, ane versando a razão / coração, corália de canções / a musa musical de soraia / a saia de zélia / acabo de lena notícia letícia / caio de katia no chão / choro, clara / tetê temia meus medos / tenho medo da morte / tenho medo do mar / tenho medo de amar / tenho medo de marta. Também o poema Minha Boca: minha boca / é pouca / pro desejo / que anda à solta. Por fim, o poema A todos: a todos trato muito bem / sou cordial, educada, quase sensata / mas nada me dá mais prazer / do que ser persona non grata / expulsa do paraíso / uma mulher sem juízo, que não se comove / com nada / cruel e refinada / que não merece ir pro céu, uma vilã de novela / mas bela, e até mesmo culta / estranha, com tantos amigos / e amada, bem vestida e respeitada / aqui entre nós / melhor que ser boazinha e não poder ser imitada. Veja mais aqui e aqui.

O DEFEITO DA FAMILIA – A comédia de um único ato O Defeito de Família (1870- Funarte, 1980), do advogado, dramaturgo, jornalista e pintor França Júnior (1838-1890), conta a história de um segredo familiar em uma grande confusão, que coloca um casamento em xeque. Um mero joanete torna-se um fogoso amante e arrisca colocar tudo por água abaixo. Da obra destaco o seguinte trecho: [...] CENA XXV Gertrudes, Ruprecht, Artur, André, Matias e Josefina. Ruprecht (Com a espada embainhada e fazendo esforço por tirá-la da bainha) - Aqui está a esbada. Muito verrugem, non sai, non. Matias - Leva-a para dentro; já não é preciso. Ruprecht - Gomo? Matias (Batendo no ombro de Gertrudes) - Sempre me meteste um susto... Ruprecht (Para Artur) - Gomo se expliga isdo? Artur - As aparências muitas vezes enganam, meu palerma. Ruprecht (Á parte) - Bercepo, apafaram o negocia em família. Josefina (Canta) - Meus senhores e senhoras, Quero dar-lhes um lembrete, Não propalem por aí... Gertrudes (Canta) - Que ela tem um joanete. Todos (Menos Ruprecht) - Silêncio! Scio ! Atenção! Por favor bico calado, Que um defeito de família Não deve ser revelado. (Cai o pano), Veja mais aqui.

ETERNAL SUNSHINE OG THE SPOTLESS MIND – O filme Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, 2004), dirigido por Michel Gondry com roteiro de Charlie Kaufman, e música de Jon Brion, conta a história de um casal que inicia uma relação em um trem, sendo um atraído imediatamente pelo outro, mas com personalidades radicalmente diferentes. Na verdade, são ex-namorados separados e que, ela depois de uma briga, procura uma clínica para apagar todas as suas lembranças do relacionamento. Ele fica arrasado ao saber disso e decide se submeter ao mesmo procedimento. O filme faz uso de elementos de ficção científica, suspense psicológico, e uma narrativa não-linear para explorar a natureza da memória e do amor romântico. O destaque do filme é a premiada e bela atriz inglesa Kate Winslet. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Imagem: O evangelho segundo Jesus Cristo, homenagem da revista Playboy portuguesa ao escritor José Saramago. Veja mais aqui.

 Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Some Moments, a partir das 21hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa & Verney Filho. Para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Golden Queen by Boris Vallejo,
Veja mais aqui


quarta-feira, novembro 28, 2007

HELLEN KELLER, VAUGHAM, MÉROT, XICO SÁ, FASCIONE, VALLEJO, GIULIA GAM, HYGIENE, URINOTERAPIA & TEORIA DA DECISÃO!!!



TEORIA DA DECISÃOA teoria da decisão nasceu com Herbert Simon, que a utilizou como fundamento para explicar o comportamento humano nas organizações. Desta forma, na Teoria Comportamental da Administração a organização é considerada como um sistema de decisões em que cada pessoa participa racional e conscientemente, escolhendo e tomando decisões a respeito de alternativas mais ou menos racionais de comportamento. Assim, a organização é um complexo sistema de decisões. Para tanto, é preciso compreender os elementos comuns à decisão, quais sejam, o tomador de decisão, que é quem faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação; os objetivos, que são as pretensões que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações; as preferências, que são os critérios que o tomador de decisão usa para fazer a escolha; a estratégia, que é o caminho que o decisor escolhe para melhor atingir o objetivo; a situação, que são os aspectos ambientais que envolvem o decisor; e o resultado, que é a conseqüência de uma dada estratégia. Por esta razão, a decisão é o processo de análise e escolha, entre várias alternativas disponíveis, do curso de ação que a pessoa deverá seguir. O processo decisorial é a seqüência de etapas que formam uma decisão. A tomada de decisão pode ser estudada sob duas perspectivas a do processo e a do problema. A perspectiva do processo se concentra nas etapas do processo de decisão, é genérica. É uma abordagem criticada por se relacionar muito com o procedimento e não com o conteúdo da decisão. Já a perspectiva do problema é uma perspectiva orientada para a resolução de problemas. Na perspectiva de problemas, o tomador de decisão pode aplicar métodos quantitativos para tornar o processo decisório mais racional possível, concentrando-se principalmente na determinação e equacionamento do problema a ser resolvido. As decisões, conforme as etapas do processo, podem ser decisões programadas e decisões não-programadas. As suas características estão nomeadas como sendo decisões programadas são as caracterizadas pela rotina e repetitividade; e decisões não-programadas são as caracterizadas pela não-estruturação e, basicamente, pela novidade. Os tipos de decisão e as técnicas de tomada de decisão, conforme Stenvenson (2001) e Chiavenato (1993), estão no grau de certeza na decisão, onde as organizações defrontam-se constantemente com problemas que variam em graus de complexidade. Isto quer dizer que um problema pode ser definido como uma discrepância entre o que é (isto é, a realidade) e o que poderia ou deveria ser ( isto é, valores, metas, objetivos). Já os problemas podem ser divididos em dois grandes grupos, quais sejam, os estruturados e os não-estruturados. Um problema estruturado é aquele que pode ser perfeitamente definido, pois as suas variáveis são conhecidas. O problema estruturado pode ser subdividido em três categorias, a saber: decisões sob certeza, onde as variáveis são conhecidas e a relação entre a ação e as consequêcias é determinística e a decisão conduz a um resultado específico; decisões sob risco, onde as variáveios são conhecidas e a relação entre a consequência e a ação é conhecida em termos probabilísticos; decisões sob incerteza, onde as variáveis são conhecidas, mas as probabilidades para determinar a conseqüência de uma ação são desconhecidas ou não podem ser determinadas com algum grau de certeza. As possibilidades associadas aos resultados são desconhecidas (Ackoff & Sasieni, 1971). Um problema não-estruturado é aquele que não pode ser claramente definido, pois uma ou mais de suas variáveis é desconhecida ou não pode ser determinada com algum grau de confiança. A interação da informação com o processo decisorial, conforme Bronson (1985), estão nos diferentes níveis da organização: na relação sistêmica entre a organização e seu ambiente, onde as decisões tomadas no nível institucional são, na sua maioria, decisões não-programadas, enquanto que a medida em que se aproximam do nível operacional tendem a ser programadas. Isto porque o nível institucional é carregado de riscos, incertezas devido a sua proximidade com o ambiente externo à empresa. O inverso ocorre com o nível operacional. As empresas a partir dos diferentes setores em que atuam, vem sofrendo diversos problemas relacionados aos seus processos, cuja essência restringe-se à natureza operacional. Na condição de decidir quais prioridades deveriam ser adotadas, desconhece que existe ferramentas capazes de auxiliá-la em função de critérios que tornam-se imprescindíveis tanto na maximização de lucro, quanto na minimização de custos. Assim, nos dias de hoje, é de fundamental importância para o gerente de uma empresa o desenvolvimento da sua capacidade de visualizar o processo como um todo, ou seja, desenvolver um pensamento sistêmico, onde torna-se necessário a definição do problema, observação das circunstâncias pelas quais este problema está envolvido, qual a solução existente para ele, impactos e consequências globais, tentativa de previsão dos resultados, avaliação da solução e a capacidade de adaptação da solução frente as constantes mudanças das circunstâncias. Cabe a este gerente, definir através do processo de decisório quais as atitudes a serem tomadas para a obtenção do melhor resultado. Assim, esta decisão pode ser tomada em três níveis básicos: estratégico, operacional e táticos, cujos modelos de raciocínios necessários para implementação ocorrem em função dos seguintes níveis: suposições, modelos e programas. Caracteriza-se então a complexidade da decisão, que tem como principais elementos em nosso estudo: a capacidade de conhecer (as variáveis que têm algum impacto relevante; o valor que cada variável assume; a inter-relação entre todas elas; e do emergente sistêmico); o “efeito cadeia”; os impactos de cada decisão; proximidade com o conflito externo. Para cada problema que demande uma decisão da empresa, a solução proposta pelo gerente também é única. Daí a grande parte do acervo de conhecimentos que foi, está sendo e será constituído no campo da pesquisa operacional ser do tipo “case book” (históricos de casos reais). E quando se refere à tomada de decisão, principalmente por parte de uma organização, independentemente de sua finalidade (lucrativa ou não), na maioria das vezes, deve-se obrigatoriamente levar em consideração o Planejamento Estratégico adotado por esta organização. A globalização, o imperativo da competitividade por que passam as empresas, cuja palavra de ordem é sempre a de aumentar as vantagens competitivas destas empresas com relação aos seus concorrentes, aumentando por conseguinte suas parcelas nos mercados onde atuam, fazem com que estas empresas estabeleçam estratégias de ações para atuarem em mercados locais, regionais e até mesmo globais. O Planejamento Estratégico das empresas tem, entre outros, o objetivo de fixar diretrizes de atuação nas áreas administrativa, financeira, de marketing e de manufatura ou operações, visando dar à empresa uma ou mais vantagens competitivas. Desta forma, uma empresa pode obter uma vantagem competitiva a partir de uma estratégia financeira adequada, o mesmo valendo para marketing ou manufatura ou operações. Uma empresa pode estabelecer uma ou mais estratégias competitivas, como por exemplo: informatização, desmobilizações, qualidade total de seus produtos, aquisições de outras empresas, incentivos para seus funcionários, projeção de demanda com baixas margens de erros e robotização das linhas de produção, custos de seus produtos, prazos de entregas de sues produtos, inovação de seus produtos e processos, aumento de sua produtividade, eficiência na fabricação de seus produtos. Planejar é, portanto, saber onde queremos chegar. É tomar todas as medidas e Decisões necessárias e pró-ativas, para que, mesmo que o nosso barco venha a enfrentar as várias tempestades proporcionadas pelo mar bravio, possamos ter a absoluta certeza e a tranqüilidade de que, no final, estaremos aportando em terras firmes. Como exemplos de decisões que via de regra são tomadas no nível estratégico de planejamento por parte das organização, pode-se elencar a missão, que é o motivo principal da existência de uma organização, demonstrando seu verdadeiro papel perante as sociedades interna e externa, onde ela atua; a visão, que representa o objetivo maior da organização, onde todos os esforços internos da organização e de todas as pessoas envolvidas dentro deste contexto , possam estar levando a empresa ao seu ápice organizacional, bem como é a melhoria é a buscar contínua pela conquista da tão sonhada e necessária excelência organizacional; os clientes, que são os principais responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso da organização porque são eles que estarão absorvendo ou rejeitando os produtos oferecidos pela organização; os fornecedores, que dentro da moderna concepção de parceria, os fornecedores têm um papel importante para as organizações e que é o chamado "comakership", onde a relação de parceria entre cliente-fornecedor atinge um elevado grau de evolução, traduzida em confiança mútua, participação, fornecimento com qualidade assegurada etc; os negócios, que na área de atuação da organização tem por objetivo suprir as necessidades apresentadas pelos seus clientes, através dos fornecimentos dos produtos e também dos serviços necessários para satisfazer tais necessidades. Já as decisões operacionais são eminentemente técnicas, isto é, sem um forte alcance de cunho político-social, exatamente o contrário das decisões estratégicas, as quais representam , muitas vezes, podem representar até mesmo a existência da organização. REFERÊNCIAS: ACKOFF, R. L. & SASIENI, M. W. Pesquisa Operacional. São Paulo: EDUSP, 1971. BRONSON, R. Pesquisa operacional. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1985 BRUYNE, P. de; HERMAN, J. & SCHOUTHEETE, M. de. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da prática metodológica. Rio de Janeiro: F. Alves, 1991. CHIAVENATO, I. Teoria geral da Administração: abordagens descritivas e explicativas. São Paulo: Makron Books, 1993. HILLIER, F. S. & LIEBERMAN, G. J. Introdução à pesquisa operacional. Rio de Janeiro: Campus / USP, 1988. J. & CHARNOV, B. H. Administração. São Paulo: Saraiva, 1998. MARTINS, Petrônio G., LAUGENI, Fernando P. Administração de Produção, São Paulo: Ed. Saraiva, 2000. STEVENSON, William J. Administração das Operações de Produção. Rio de Janeiro: LTC, 2001. Veja mais aqui.


Imagem: Amanti, da artista plástica italiana Margherita Fascione.


Curtindo o álbum Brazilian Romance (Sony, 1987), da cantora estadunidense de jazz Sarah Vaughan (1924-1990), com participação especial de Milton Nascimento. Veja mais aqui.

EPÍGRAFENenhum pessimista jamais descobriu o segredo das estrelas, nem velejou a uma terra inexplorada, nem abriu um novo céu para o espírito humano, frase atribuída à escritora, conferencista e ativista social estadunidense Helen Keller (1880-1968), ela foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Veja mais aqui.

URINOTERAPIA – O livro Urinoterapia – Xixi: o meio de saúde mais extraordinário que existe (Madras, 1999), de Ludmilla De Bardo, Johanne Razanamahay, Christian Tal Schaller, Françoise Schaller-Nitelet e Kiran Vyas, trata de temas como o que é a terapia pela urina, as bases críticas, a utilização do método, as contra-indicações, homeopatia, massagens, doenças graves, reações, os povos que utilizam a terapia, os mecanismos de ação, livros publicados, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] a terapia pela urina trilha, no mundo inteiro, uma caminhada triunfal, pois traz uma solução eficaz e gratuita para a maior parte de nossos contemporâneos que sofrem, em seus corpos, de uma poluição tão grave quanto a do ar, da água e da terra, e em seu psiquismo, de um conformismo que os faz viver na dependência e no medo. Com a Urinoterapia, um mundo novo se abre para aqueles que ousam sair de um papel de consumidores passivos, conduzidos em direção à doença pela publicidade e pela obediência aos peritos. Um mundo de responsabilidade, de saúde, de liberdade e de criatividade que promove a reconciliação conosco mesmos e com todos os seres vivos. Veja mais aqui.

MAMÍFEROS – O livro Mamíferos (Companhia das Letras, 2005), do escritor francês Pierre Mérot, conta a história de um tio que é alcoolatra depressivo e solitário, sofrendo por fazer parte de uma sociedade que abomina e de uma família padrão. Da obra destaco o trecho: [...] Talvez alguém vá pensar que o tio, nesse inicio incerto de sua odisseia, é puro vinagre, que está de má-fé ou que carece de nuances. Sem dúvida... mas ele também se considera uma especia de Parca benevolente e rebelde que vigia de longe o destino dos seus, com cumplicidade tanto maior por ter saído do mesmo molde ridículo, doroloso e terrivelmente humano. [...] Veja mais aqui.

PROVOCAÇÃO DO RECIFE – Na antologia Poesia Viva do Recife – 100 poetas vivem, amam e eternizam a cidade (CEP, 1996), organizada pelo poeta e editor Juareiz Correya, destaco o poema Provocação do Recife, do escritor e jornalista Xico Sá: Poetas e putas / invadem os bares / é sexta: / RECIFE PODE EXPLODIR A QUALQUER VERSO / QUALQUER GOZO! / Meninas sujas / vendem flores e amendoins / teimosas demais / pra tanto NÃO! / Putas e poetas / na goela da noite / como uma espinha de peixe / que faz tossir / e avermelha os olhos! / RECIFE PODE EXPLODIR A QUALQUER VERSO / QUALQUER GOZO! II – Missão boêmia: Por entre putas e poetas / que trocam versos às sextas / pedófilos inveterados / zombem zangões abelhas / meninas do amendoim / teimosas ninfetas / penélopes ariadnes / proletárias deusas / velhos decadentes / funcionários públicos / babam na gravata / deusas do subúrbio / ísis beatrizes / lirismo ambulante / consolo de bêbados / meninas de dante’s. Veja mais aqui e aqui.

HYGIENE – Em 2006, tive oportunidade de assistir na Vila Maria Zélia, em São Paulo, à montagem da peça Hygiene, criação do Grupo XIX de Teatro, com direção de Luiiz Fernando Marques, contando a história de operários, imigrantes, meretrizes e ex-escravos do Rio de Janeiro do fim do século XIX, num encontro que sela a construção da identidade brasileira. A peça mostra o processo de higienização urbana por que passou o país ao substituir cortiços, habitação mais comum naquela época, pela casa unifamiliar. O destaque do espetáculo fica por conta da atuação das atrizes Janaina Leite, Juliana Sanches e Sara Antunes. Veja mais aqui.

ÁRIDO MOVIE – O drama Árido Movie (2004), dirigido por Lírio Ferreira, conta a história de um jornalista que vai ao interior pernambucano, para o enterro do pai que mal conheceu. Lá é esperado com ansiedade pela avó e, no caminho, reencontra amigos do Recife e conhece uma videomaker que está preparando um trabalho sobre a importância da água. O destaque do filme fica por conta da atriz de teatro, cinema e televisão, Giulia Gam. Veja mais aqui e aqui.

VEJA MAIS:

Guilherme Vaz, José de Alencar, Sergio Bernades, Mariza Lacerda, Hernâni Donato, Stela Freitas, Moira Kelly & Simone Moura e Mendes aqui

Maceió, História do Brasil, Gilles Lipovetsky, Umberto Eco, Slavoj Žižek, Quinteto Armorial, Victor Meirelles, Felicien Rops, Michael Winterbottom, Anna Louise Friel & Juareiz Correya aqui.

Prevenção da couraça, Guilherme de Almeida, Romero Britto, Samara Felippo, Wesley Ruggles, Carole Lombard, Peter Fendi & Mácleim aqui.  

FECAMEPA - Gentamiga do meu Brasil de Cipopau I e outras canalhices mais bizarras!! O papo da CPMF ainda vai dar muito pano pras mangas. Tanto é que escrevi um artigo em 1996 contra essa desgraça que foi publicado em vários jornais impressos do país. Depois, andei remexendo com o tema e trouxe, alguns dias atrás, de novo esse questionamento. Até o Governo Federal resolveu se meter no debate que eu provoquei. Quer ver? Está logo abaixo. De antemão assevero que não quero dar trela para a oposição mais incompetente, salafrária e detestável do planeta! Nunca! Foram eles que criaram essa desgraça e mamaram como a praga. Também não vou avalizar a manutenção dessa tramoienta por causa da ineficiência do atual governo de gerir o país sem uma maloqueragem dessa. O que precisamos, todo brasileiro sabe: combater a injustiça. Se a gente levantar a bandeira de combate à injustiça, vamos aprumar a conversa e colocar na reta o que está desinretado neste pais. Por isso, cidadania e vergonha na cara não faz mal a ninguém. Por isso mesmo trago agora, novamente, para vocês apreciarem e participarem, afinal, é a nossa vida que está em jogo. E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Veja mais do Fecamepa aqui.

Para ver tudo é só acessar:


 IMAGEM DO DIA
Imagem: sem título, do pintor e ilustrador peruano Boris Vallejo.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora parabenizando o Tataritaritatá.
Veja aqui e aqui.

SÓNIA SULTUANE, MARCO NICOLINI, RUBY BRIDGES, JOÃO FALCÃO & MUITO MAIS!!!

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Revestrés escatológico pra bufos e ranas... - Para quem não sabia, fingiu ou olvidou, muita coisa passou p...