TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
segunda-feira, agosto 22, 2016
MELVILLE, KATIA CANTON, FERNANDO VERÍSSIMO, ROBERTINHO DE RECIFE, XICO SÁ, SIMONE GUTIERREZ & ANDRE KOHN
sábado, dezembro 27, 2014
TRUDI GUDA, ROSA LIKSOM, EVELYN LAU, LINDA DARNELL & ADAM ALTER
A SOLIDÃO DE LINDA... - Aquela menina libriana de Dallas
era a caçula entre quatro irmãos e eram felizes apesar dos pais não serem
casado. Cresceu tímida e bastante reservada no meio da agitação doméstica. Era a
preferida da mãe que sonhava com seu futuro ignorando a criação dos demais: Mamãe
realmente me empurrou, me vendo em uma competição após a outra. Aquela doce e
atenciosa menina ainda na infância tornou-se modelo atuando em teatro e cinema,
e viveu na pele de Márcia Bromley no Hotel for Women, foi Jane Norton no Day-Time
Wife, de Carolyn Sayres no Star Dust, Zina Webb, a The Outsider no Brigham
Young, e Lolita Quintero no The Mark of Zorro. Seguia o incentivo da mãe para
estrelar em filmes de aventura até se tornar papel principal nas telas e foi Caroline
Tridd Hanna no Chad Hanna, Carmen Espinosa no Blood and Sand, Louise Murray no Rise
and Shine e Virginia Clemm no The Loves of Edgar Allan Poe. Foi aclamada pela crítica e estava lá como Nancy
Johnson no City Without Men, Virgin Mary no The Song of Bernadette, Sylvia
Smith & Stevens no It Happened Tomorrow e Dawn Starlight no Buffalo Bill. A
vida dividida entre palcos e passarelas, isolando-se dos colegas na
adolescência e partiu para um teste em Hollywood, no qual foi rejeitada por ser
muito jovem. Preferia o teatro, mas foi no cinema, aos quinze anos que ela
estrelou como Olga Kuzminichna Urbenin no Summer Storm, Trudy Wilson no Sweet
and Low-Down, Netta Longdon no Hangover Square, Anne Livingstone no The Great
John L., Stella no Fallen Angel e Tuptim no Anna and the King of Siam. Foi ainda
mais aclamada pela imprensa como nova estrela e se passava como se tivesse já
17 ou 19 anos de idade, quando ainda debutava protagonizando longas de sucesso
e foi Edith Rogers no Centennial Summer, Chihuahua no My Darling Clementine, Amber
St. Clair no Forever Amber, Algeria Wedge no The Walls of Jericho e Daphne De
Carter no Unfaithfully Yours. Ela dizia: Estou aprendendo o que é trabalho
realmente árduo. sobre o momento agradável e fácil que as estrelas do cinema
devem estar passando em Hollywood, mas os últimos dois meses me ensinaram outra
história... E foi Lora Mae
Hollingsway no A Letter to Three Wives, Mrs. Aggie Hobson no Slattery's
Hurricane, Cecil Carter no Everybody Does It e Edie Johnson no No Way Out. E
brilhou nas comédias dramáticas, a ponto de ser apelidada da “estrela mais
adorável e emocionante de Hollywood". Charmosa e com sua personalidade
juvenil elucubrava: No início, tudo parecia um conto de fadas se tornando
realidade. Entrei numa terra fabulosa onde, da noite para o dia, fui uma
estrela de cinema. Nas fotos você é construído por todos... Você acredita no
que as pessoas ao seu redor dizem... E foi Elena Kenniston no Two Flags West, Denise Turner no The 13th
Letter, Dee Shane no The Guy Who Came Back e Evelyn Walsh Warren no The Lady
Pays Off. Vieram os musicais e papéis que detestava, diretores
aterrorizantes e foi punida acumulando desapontamentos, rejeições e ressentimentos,
trabalhando para a Cruz Vermelha e vendendo títulos de guerra. Estava farta dos
elogios à sua beleza. Mas seguiu
firme e foi Lt. Elizabeth Smythe no Saturday Island, Julie Bannon no Night
Without Sleep, Edwina Mansfield no Blackbeard the Pirate e Clare Shepperd,
alias Clare Sinclair no Second Chance. E mais foi Lola Baldi no Angels of
Darkness, Vida Dove no This Is My Love, Renata Adorni no It Happens in Roma, Amy
Clarke no Dakota Incident e Ellen Stryker no Zero Hour! E ressurgiu como
pin-up com as pernas de fora em filmes tidos por imorais à época e o sucesso
deu-lhe o triunfo: Sou a garota mais sortuda de Hollywood... Mas logo vieram os
revezes: Aos trinta e dois anos, consigo ver marcas reveladoras no espelho, mas
a devastação do tempo já não me aterroriza. Disseram-me que quando a beleza
superficial desaparece, a mulher real surge... Era o alcoolismo e o ganho de
peso. Atrasou filmagens porque o seu descobridor havia morrido, adoece e fica
de quarentena. Viajou para Itália e, com seu casamento, colocou a carreira num
hiato. Depois foi para a televisão e voltou aos palcos entre amores fugazes e
flertes, a separação dos pais, as grosserias escandalosas da mãe, extorsões a
atormentavam, ameaças de fãs e ela já não era a mesma com endurecimento
temperamental, estado de saúde piorando: Eu morava em um esgoto. Agora moro em um pântano. Eu subi no mundo...
Queria ser enfermeira e atuando numa creche para mulheres operárias. Manteve-se
destemida e banida dos estúdios com a filha adotiva, os casos amorosos, o
divórcio malogrado, as terapias e a depressão, o quase suicídio, o tribunal e
as fraudes, a ruína e o casamento por interesse financeiro, as insatisfações e
os trabalhos de caridade, a adoção de um bebê e a incompatibilidade de gênios,
a bebida e sucumbia visivelmente. E ressuscitou como Sadie no Black Spurs
depois de um cigarro e o incêndio que a devorou, cinzas enterradas na Pensilvânia.
Um tributo à atriz estadunidense Linda Darnell (Monetta Eloyse
Darnell - 1923- 1965). Veja mais aqui e aqui.
DITOS & DESDITOS - Para onde foram os sentimentos quando
desapareceram? Será que eles deixaram um traço químico em algum lugar de nossas
mentes, de modo que, se pudéssemos olhar para dentro de nós mesmos, veríamos,
através dos padrões dos neurônios, algumas das coisas importantes que nos
aconteceram em nossas vidas? Pensamento da escritora canadense Evelyn
Lau. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
ALGUÉM FALOU: Cada um de nós é um produto contínuo
do mundo dentro de nós, do mundo entre nós e do mundo ao nosso redor – e da sua
capacidade oculta de moldar todos os nossos pensamentos, sentimentos e
comportamentos... Pensamento do professor e psicólogo estadunidense Adam
Alter, autor da obra Drunk Tank Pink: e outras forças inesperadas que
moldam a forma como pensamos, sentimos e nos comportamos (Penguin Press, 2013).
COMPARTIMENTO
NÚMERO 6 – [...] Você não consegue ver além do bico, não importa o quanto tente. Mas lembre-se, mesmo nos momentos mais
sombrios, de que sempre há vida por trás do céu morto. [...]
Tudo está em movimento – neve, água, ar, árvores, nuvens, vento, cidades,
aldeias, pessoas, pensamentos. [...] Naquela época
eu ainda não entendia que só vale a pena matar quem tem medo da morte. Caso contrário, matar é um favor a um
amigo. [...]. Trechos extraídos da obra Hytti
nro 6 (Graywolf Press, 2011), da premiada escritora,
fotógrafa e artista plástica finlandesa, Rosa Liksom, que na sua obra Perhe
(HS Kulttuur, 2000), expressa que: [...] Achei que um homem normal não poderia viver com
uma esposa assim, que de qualquer maneira está sendo vigiada por um motorista
de linha. Afinal, a esposa deveria ser gordurosa e
feia, como um marido estrangeiro que faz um rack de teto ruim. Essas esposas ficam bem em casa e limpas. [...].
DEVE HAVER
SILÊNCIO TAMBÉM - Deve haver silêncio também. \ O velho sozinho \ tecendo
provérbios esquecidos\ no crepúsculo\ Sobre os silenciosos não há mal\ Sempre
haverá aqueles\ que cuida dos feridos\ O velho em seu jardim de ervas\ sozinho
com sua sombra\ familiarizado com a morte\ seu livro de silêncio\ reflete a
luta\ de lobos e ovelhas\ tamanho real. Poema da antropóloga e poeta
surinamesa Trudi Guda (Gertrude Marie
Guda).
OUTRAS SACADAS & HUMOR
NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS
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