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domingo, abril 26, 2026

HILDA TWONGYEIRWE, NANCY TUCKER, LUIZ RUFFATO & LUCILA NOGUEIRA

 

Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som da performance musical da flautista Tahyná Oliveira (Instrumental Sesc Brasil, Teatro Anchieta do Sesc Consolação, 2024), acompanhada de um quarteto de cordas, homenageando Wanessa Dourado, Heitor Villa-Lobos, Altamiro Carrilho e Radamés Gnattali.


 

Fecamepa: caraminholas na raiz do tempo... - No primeiro momento do Fecamepa, ali tudo era apenas dia no Vale do Una. A balbúrdia nativa fora surpreendida pelo alvoroço invasivo de naus alienígenas. E delas achegaram-se morigerados caras pálidas imponentes, que se passavam por íntimos folgazões. Não demorou muito e logo se fizeram descomedidos imprevisíveis, com a sanha escravocrata preando as posses dos autóctones indefesos. Fez-se conflito com o chicote do capataz e a ameaça de suas garruchas cuspindo fogo. Lanças, arcos e flechas jamais seriam páreo, puro erro de cálculo: a resistência foi surpreendente por sucessivos embates. Entre as perdas muitas e ganhos módicos, dos invasores proliferaram esquálidos homúnculos com seus sobrenomes bastardos, que soltavam fogo pelas ventas na captura dos inviáveis. A mamelucagem macunaímica prosperava, penderam pro outro lado e, num piscar de olhos, se empanturraram com a combustão setentrional. Reforçados, então, era a hora de trazer o meridional a reboque, desgraçados com o insucesso da catequese dos originários. Não deu, de novo. Aí traficaram e subjugaram pretos d’África, para sua laboriosa empreitada: patrulhas para as emboscadas no canavial e tiros pelas costas de supostos denegridos ou foragidos. E se de um lado eram abençoados pelo bom deus deles; de outro, pactos com o capeta – comiam dos dois lados, sabidos. Assim deu-se o segundo e lustros se acumulavam por décadas passadas quantas bodas de rancor e disputas. E se tornaram faustosos donos de engenho, abastados fornecedores de cana, todos montados dalguma patente bufada pela ordem açucarocrata, a capitanear jagunços metidos a caubóis, capangas sicários, cavaleiros que se dignavam corajosos e que recreavam a digladiar, uns contra os outros, para ver quem deles matava mais aborígenes e fujões negreiros. Reinavam dos seus casarões sobre os miseráveis, posto que, desde que foram todos abençoados pela batina cristã, os destemidos heróis da ignominia bufavam vogar o juramento de fidelidade a si próprio e tudo o mais submetido ao jogo de gatilho e munhecas, quando não facadas, foiçadas, mortandade. Aí deu no terceiro, quase mais de dois séculos engolidos virando páginas, na soberba dos que agiam por conta própria com suas leis exclusivas, puxando briga e, diante de qualquer óbice, pronto a desfeitar honra e implicâncias de pouca monta que, no final, resultavam numa bala cravada no peito alheio, como sinal de sua mandonista rubrica. Era o nascedouro de politiqueiros da verdade absoluta e vontade patenteada. E assim, no quarto, mais de meio milênio e todos os vícios por demais arraigados para serem extirpados, envenenavam a tudo e todos. Contagiavam virulentos. Rezava a lenda que se tornaram mais astutos que o rei dos falsários Smolianoff, com mais personalidades falsas que o Abagnale, mais golpistas que o Voigt na leva dos trocentos golpes por minuto; mais ousados que o criador do Esquema Ponzi, mais artísticos que o Meegeren, mais trambiqueiros que o Lustig, mais furiosos que o grande inquisidor Torquemada, mais apocalípticos que os Savonarolas do século 21. E sob seu poderio reuniam mais súditos seguidores que todos os tiranos infames, todos os execráveis líderes religiosos e a maior besta apocalíptica. Astuciosamente invadiram as delegacias e quartéis, prefeituras e câmaras de vereadores, afora as varas judiciais das comarcas; e se apossaram da assembleia legislativa, dos tribunais e órgãos governamentais; assaltaram a câmara dos deputados e o senado, invadiram a suprema corte e todo executivo, e promoveram a maior esculhambação: assumiram serem os 144 mil selados com as 7 dispensações dos cavaleiros do apocalipse e falsos profetas para varrer todas as falsidades do fim da habitabilidade, do colapso atmosférico e do risco existencial – coisas tratadas como roteiro de desenho animado e quem fosse do contra que fugisse para Ushuaia! E dane-se. Ou se engasgue com o enganchado do Doomsday Clock. Eita, boba torreiro! Afinal, tudo foi levado para a conta do duvidoso, de somenos. Ora, o que aconteceu era como se nem tivesse ocorrido, ignorado, ou pura invenção de falastrões indignados, anedotas de fim de dia, piadas de sala de aula. O que foi e será de hoje? Pinoia. Ontem nunca existiu, pura invencionice; amanhã, a esquina, viu? Já dobrou e lá vem outra. E o Fecamepa. Até mais ver.

 

Nélida Piñon: Só envelhece quem vive. Se a memória simula esquecer os mortos, o amor, albergado no coração e sempre à espreita, a qualquer sinal açoita quem sobrevive às lembranças. Se essas frases tocaram você, os livros vão marcar...  Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Alejandra Pizarnik: A melancolia é, creio eu, um problema musical: uma dissonância, uma mudança de ritmo. Enquanto por fora tudo acontece com o ritmo vertiginoso de uma catarata, por dentro reina o adágio exausto de gotas de água que caem de tempos em tempos. Por essa razão, o exterior, visto do interior melancólico, parece absurdo e irreal, e constitui 'a farsa que todos devemos representar. Mas por um instante – por causa de uma música selvagem, ou de uma droga, ou do ato sexual levado ao clímax – o ritmo muito lento da alma melancólica não apenas se eleva ao do mundo exterior: ele o ultrapassa com uma exuberância inefavelmente feliz, e a alma então vibra, animada por novas energias delirantes... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Mary Wollstonecraft: O começo é sempre hoje... Ninguém escolhe o mal por ser mal; simplesmente o confunde com a felicidade, o bem que busca... Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

CÍRCULO DE MULHERES

Imagem: Acervo ArtLAM.

Sua cabeça é uma colmeia, \ você não tem certeza se vai sobreviver. \ Mulheres formam um círculo ao seu redor. \ Em seus olhos, suas histórias fluem como o Nilo. \ Elas as recolhem \ e lhe entregam a taça. \ "Vá em frente", dizem, \ mas você hesita. \ “Está tudo bem", dizem, \ e você aceita. Você leva a taça aos lábios, \ passa-a para a próxima mulher \ e todas bebem um gole, uma de cada vez. \ É um juramento de não perturbar as normas sociais em nome da veneração. \ Você passa o cordão com mais força para a próxima geração \ de mulheres que conhece, \ para mulheres que não conhece, \ até perceber que é um esquema \ e o cordão \ começa a cravar na pele. \ Você o deixa cair \ e quebra o círculo.

Poema da escritora e editora ugandense Hilda Twongyeirwe, autora de obras como Fina, the Dancer (2007) e Summoning the Rains (2012), entre outros.

 

VERÃO TARDIO – [...] Uma fraca luminosidade azulada desenha um retângulo imperfeito na poeira do piso. Tiro a calça e os óculos, ajeito o virol, deito. Em outros tempos, a essa hora, talvez fosse feliz. Às vezes, despertava apenas para, suspirando, me mover para o canto e dormir mais um pouco, satisfeito, a certeza de que ali ao meu lado encontrava o João Lúcio, na parede-meia ressonavam a Rosana a Lígia a Isinha, no outro aposento o pai e a mãe descansavam. O passado são ruínas [...]. Trecho extraído da obra O verão tardio (Companhia das Letras, 2019), do escritor Luiz Ruffato, contando a história de um homem abandonado por mulher e filho, Oséias, que depois de mais de vinte anos, decide regressar a sua cidade-natal, Cataguases, em Minas Gerais. Durante seis dias suas andanças, visitas a familiares, encontros com velhos personagens locais, a sombra do suicídio de uma de suas irmãs, Lígia, e a comunicação falha com praticamente todos a sua volta, persistindo nas suas tentativas de reatar os fios do passado. A obra propõe uma reflexão sobre uma sociedade em que as classes sociais romperam completamente o diálogo, prontos para entrarem em rota de colisão e se destruírem. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

O PRIMEIRO DIA DA PRIMAVERA – [...] Mamãe sempre gostou de Deus, mesmo quando não gostava de mim. [...] Quando alguém que você conhecia morria, você não morria com essa pessoa. Você seguia em frente, passando por fases e capítulos tão diferentes que pareciam vidas completamente distintas, mas em todas essas vidas a pessoa morta continuava morta. Morta, quer você estivesse triste ou feliz, morta quer você pensasse nela ou não, morta quer você sentisse falta dela ou não. Se não durasse, não era uma morte de verdade, era apenas alguém que se importava tão pouco que desapareceu. [...] Você não conseguia entender o que era justo e injusto quando tinha uma mãe que fazia cones e um pai que escrevia seu nome em canções [...] Sentir falta dele era como uma queimadura de fumaça no meu corpo: um pequeno buraco redondo, preto nas bordas. [...] Eu fiz muitas coisas ruins. Era bom ser abraçada. Eu gostava de ficar mole nos braços deles e ouvi-los dizer: 'Pronto. Muito bem por se acalmar. Boa menina, Chrissie. Boa menina.' Era quase como se eu não fosse má de verdade. [...] Se você quiser, você dá um jeito. Na maioria das vezes é muito difícil e chato, mas não é impossível. Você só precisa querer muito fazer isso. [...] Na manhã seguinte, prometi a mim mesma que machucaria alguém, qualquer um, quantos eu quisesse. Peguei um pedaço de travesseiro na boca e rugi. [...] Liberdade não era o mesmo que se sentir livre. [...] estou longe de casa, quase ninguém por família e nunca matei ninguém, mas sinto que perdi tudo que tive e foquei no meio do caminho. [...]. Trechos extraídos da obra The First Day of Spring (Riverhead, 2021), da psicóloga e escritora inglesa, Nancy Tucker, autora dos livros The time in between (Icon Books, 2015) e That was when people started to worry (Icon Books, 2018).

 

A POESIA DE LUCILA NOGUEIRA

E se inda houver amor eu me apresento, \ E me entrego ao princípio do oceano, \ E se me atinge a onda, úmida eu tremo \ esquecida de insones desenganos. \ E se inda houver amor eu me arrebento \ feliz, atravessada de esperança \ e mesmo lacerada inda assim tento \ quebrar com meu amor todas as lanças. \ E se inda houver amor terei alento \ para aguentar o inútil destes anos. \ E não me matarei, sonhando o tempo \ em que me afogarei no seu encanto \ E se inda houver amor, ah, me consente \ ser pasto de tua chama, astro medonho. \ e se inda houver amor, eu simplesmente \ apago esta ferida do meu sono.

Poema E se inda houver amor, da escritora, professora, crítica literária e tradutora Lucila Nogueira (1950-2016), autora de obra como Almenara (1979), Peito Aberto (1983), Quasar (1987), A Dama de Alicante (1990), Livro do Desencanto (1991), Ainadamar (1996), Ilaiana (1997), Zinganares (1998), Imilce (1999), Amaya (2001), A Quarta Forma do delírio (2002), Refletores (2002), Bastidores (2002), Desespero Blue (2003), Estocolmo (2004), Mar Camoniano (2005), Saudade de Inês de Castro (2005), Poesia em Medellin (2006), Poesia em Caracas (2007), Poesia em Cuba (2007), Tabasco (2009), Casta Maladiva (2009), Mas Não Demores Tanto (2011), Poesia em Houston (2013) e Imilce (2014). Veja mais aqui & aqui.

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PANORAMA DO TEATRO: DE PERNAMBUCO PARA O MUNDO

Formação nos dias 28 (tarde) e 29 (manhã) de abril, no Centro de Formação Douglas Miranda Marques, em Palmares (PE). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

Roberto Benjamin aqui & aqui.

Roberta Guimarães aqui & aqui.

Cláudio Bezerra aqui & aqui.

Isa Pontual aqui.

Jaci Bezerra aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Adriana Lima – a Adriana do Frevo aqui.

Leidson Ferraz aqui, aqui & aqui.

Maíra Passos aqui.

Flávio Gadêlha aqui

Christiana Ubach aqui & aqui.

 


terça-feira, outubro 06, 2020

MARY WOLLSTONECRAFT, JUDITH BUTLER, ANNETE KELLERMAN, ENHEDUANA & MESTRE ZUZA

 


TRÍPTICO DGF – AQUELA DE... DAS CHAMAS ÀS CINZAS, O QUE FOI & NÃO MAIS - A chama e a vida, vela acesa à luz, pacífica: a comunhão cósmica ilumina os umbrais interiores, rumo à senda universal. Outros são reféns das labaredas, ou se rendem na reprodução de faíscas iminentes às inimizades, ou fósforos da devastação: queimam impunes gentes, bichos, coisas, e não há mais ética, espórtula! Não há mais respeito, servidão. Não há mais lei, contravenção, sangue na rótula! Não há mais vida, escravidão. Ouço Enheduana no meio do fogaréu assassino: Sua ira é uma inundação devastadora que ninguém pode suportar. Doutro lado, Horácio alerta: Quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo. Valha-me! O meu vizinho atiça, propaga, só quer a ele, ninguém mais. Outro se insurge, contenda. Estou, deveras, alarmado, prefiro a paz. Em meu socorro, a solidária Judith Butler: É crucial que resistamos às forças da censura que prejudicam a possibilidade de viver em uma democracia igualmente comprometida com a liberdade e a igualdade. Sim, nunca será tarde demais, haverá sempre tempo para fazer o que se deve pela paz e pela vida! Vambora.

 


DUAS VEZES A FILHA DOS DEUSES, A SEREIA DO MAR - A solidão e o meu quarto é um forno, calor nas paredes. Para minha sobrevivência ela emerge pela fresta deusa nua, Vênus dos Mares do Sul. E injeta vida nas minhas veias porque estou mortificado e logo me conta da tragédia da Noiva de Lammemoor, com seu jeito canceriano de enfeitiçatriz no palco, Rainha do Mar atravessando o canal da Mancha a nado, uma tentativa malograda que me faz rir de seu destempero e retoma e ganhou a corrida do Nado em Paris através do Sena, derrotando homens, e venceu no Danúbio de Tuin até Viena, viva! E fala pelos cotovelos para que eu ria muito mais e não saiba do que há lá fora. Ora me falava do Dom da Juventude, ou das filhas de Netuno e dos Deuses, feliz Mulher Perfeitamente Formada, triste quando Filha de Jephtah, dançando nas águas de Sydney, chapinhando para me molhar também e a me contar que foi nadadora e mergulhadora premiada para defender os direitos das mulheres e criar os maiôres que a levariam à prisão acusada de indecência e atentado ao pudor. Rimos muitos, quantos desequilíbrios, lá se vão, sobe-desce, é preciso rir-se de tudo. Aos nossos prazeres, beijojes, beijagoras, gozoras e mais. E me falava de seus livros How To Swim (1918), e o Physical Beauty: How to Keep It (1919), e os infantis do Fairy Tales of the South Seas (1926) e My History, a autobiografia jamais publicada, só nos desenhos Les Culottées (Destemidas, 2016), de Pénélope Bagieu ou no documentário The original Mermaid (2002), ou mesmo no acervo do Powerhouse Museum e nas cinzas na Grande Barreira de Corais. Era ela nualua no escuro do meu quarto, Annete Kellerman divinamente bela no meu coração para me dizer que vale a pena viver.

 


UM, DOIS, TRÊS: O AMOR À VIDA SUPERA A MORTE - Imagem: arte da escultora estadunidense Anna Vaughn Hyatt Huntington (1876-1973). - Lá estava elagora Polímnia com sua túnica e véus transparentes, feita poesia na minha vida e carne, a me fazer dançar na geometria do universo, entre beijentregas. À sesta me ensinou a meditação para alcançar o Olimpo e noutra tarde a agricultura para que eu semeasse os campos. Quando era noite ela fugia e só voltava altas horas como Mary Wollstonecraft depois de duas tentativas suicidas e passionais, a me chamar de William para acasalarmos à poesia em paixão. Em mim ela filosofou, poetou e renasceu com a reinvindicação dos direitos da mulher. Escreveu-me cartas que não me deixava lê-las e que eu havia lhe trazido vida para afugentar a melancolia e arrependimentos, e me beijava com ternura e me afagava a face para se desnudar no The Polygon na nossa festa diária em que nada mais existisse além de nós, nossos quereres, nossos prazeres, nossa paixão. Na última noite, ao se despedir: Eu não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens; mas sobre si mesmas. Nenhum homem escolhe o mal por ser o mal; mas apenas por confundi-lo com felicidade. Deixe a mulher compartilhar dos direitos e ela emulará as virtudes do homem. E comungamos das mesmas ideias e defendemos os mesmos ideais, solidários e reais até nos diluirmos em nós mesmos e em todas as coisas. Até mais ver.

 

MESTRE ZUZA

A riqueza da gente é saber fazer a arte. Não tem coisa melhor do que você saber fazer alguma coisa e não precisar estar empregado pra sobreviver. Consegui trabalhar com artesanato a vida toda, muita gente não acredita que isso é possível.

A arte do artesão, ceramista, artista plástico, escultor, compositor e professor historiador Mestre Zuza – José Edvaldo Batista, que é pós-graduado em História pela UPE, sócio da Cooperata e instrutor no Sernar-PE. Veja mais aqui & aqui.


 

 


terça-feira, junho 02, 2009

YIANNIS RITSOS, MARY WOLLSTONECRAFT, HEINE, MARIA BARROSO, DANIELLE DARRIEUX, CALAMITY JANE & RESPONSABILIDADE SOCIAL



A arte da atriz e cantora francesa Danielle Darrieux (1917-2017) que trabalhou em mais de uma centena de filmes para o teatro, cinema e televisão.


PRECISA-SE SABER DE DEMOCRACIA, DITADURA E DIREITOS – UMA: DO PERÍODO DE CHUMBO E TREVA - Era eu ainda menino quando deu-se o Golpe de 1964. Meu pai tinha lá pelos 20 e poucos anos, era assessor de um secretário do Governo Arrais e cagou-se todo quando chegou um batalhão lá em casa com a sua exoneração embaixo de interrogatório ineivado. O susto foi tão grande que ele morreu com os dois colhões do lado direito das pernas, nunca mais quis saber de comunismo ou da falácia de coisas públicas pro povo. Falar de povo ou se expressar a favor disso sempre foi coisa de comunista no Brasil. Até hoje é assim. Eu cresci e vivi toda a adolescência até a adulteza todo esse processo e lembro bem do que falava Maria Barroso lá de Portugal: Vivíamos em ditadura e era preciso ter coragem para tomar uma atitude contra o regime. O meu pai teve-a. E valeu a pena ter vivido. Apesar de todas as contrariedades, de todos os revezes, de todas as encruzilhadas. Passei tempos muito difíceis quase desde que nasci. Mas acreditei sempre. Assim foi no Brasil de 1964 até começar o processo de redemocratização e a gente pelejar até hoje para que o país tenha plenitude democrática, tentando erradicar a tortura e as penas cruéis tão vigente durante o regime ditatorial. Sinto apenas que a coisa vai para frente e para trás, como se um passo adiante e, em seguida, uns trocentos em retrocesso. Sei não, persisto, apesar do Fecamepa. DUAS: A DEMOCRACIA É FALÁCIA OU QUE DROGA QUE É? - Para saber o que é definitivamente democracia entrei na faculdade de direito e meti as catanas à cata de melhor entendimento. Primeiro, Aristóteles: A democracia é o governo nas mãos de homens de baixa extração, sem posses e com empregos vulgares. Hummm. No meio a risadagem do Henry Louis Mencken: A democracia é a arte e ciência de administrar o circo a partir da jaula dos macacos. Não menos risível chegou o Bernard Shaw: A democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes. Aí para embananar veio o Norberto Bobbio dizendo tratar-se de uma promessa não cumprida: Se a democracia não consegue derrotar por completo o poder oligárquico, é ainda menos capaz de ocupar todos os espaços nos quais se exerce um poder que toma decisões vinculatórias para um inteiro grupo social. Aí a coisa complicou. Tive que participar de um congresso em São Paulo, para ouvir a Marilena Chauí expressar: A democracia é invenção porque, longe de ser a mera conservação de direitos, é a criação ininterrupta de novos direitos, a subversão contínua dos estabelecidos, a reinstituição permanente do social e do político. Ah, tá. Trata-se, então, de um processo, a gente, eu & você que teremos que construir de verdade. Vamos nessa. TRES: QUEM SABE QUAIS DIREITOS - Foi quando comecei a assimilar que a democracia é a efetivação dos direitos, sejam civis, sociais, políticos e difusos na convivência humana. A Constituição de 1988 havia sido promulgada e perguntava a um e a outro o que entendiam por direito e a respostas era cada uma que chega eu me arrepiava. Tentava explicar e sempre levei na cara o desdém. Foi aí quando resolvi usar de Pedro Demo: Os direitos passam a concessão. O Estado já não cumpre deveres, mas doa favores. Os líderes fundam o povo, não o contrário. A legitimidade não se elabora na criação comunitária, mas se decreta. Qualidade política é aquela do homem como ator e criador de si mesmo. Como estratificador e distribuidor da desigualdade social. Como produtor de utopias e futuros melhores. Como conquista humana. Olhavam para mim com aquela cara de “Sei...” e davam-me as costas. Persigo e tento perseverar. Vamos aprumar a conversa, gente! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.


DITOS & DESDITOS - Toda a minha atuação está numa linha de continuidade de tudo o que fiz quando era jovem. Quando olho para a minha cara, vejo o envelhecimento que houve, mas sinto que é a ordem natural das coisas. Os africanos costumam dizer que quando um velho morre é uma biblioteca inteira que desaparece. Ao amor? Fazem-se as concessões que entendemos que devemos fazer porque amamos, porque estamos dispostos a sacrificar tudo para demonstrar o nosso amor a outro ser humano. Fui sempre tímida na maneira de estar no mundo, mas determinada na defesa dos valores que entendia que eram fundamentais. Que as jovens que se sentem vocacionadas para o teatro se não prestem à representação de obras sem qualidade. Que estudem e façam da representação uma atividade exigente e muito séria. Que não cedam à facilidade e à sedução do dinheiro – fazê-lo é retirar toda a dignidade e nobreza de que essa atividade se deve revestir. Um ator não se pode vender – tem de ser um cidadão responsável e consciente do papel que lhe cabe na sociedade, ajudando a enriquecê-la, a humanizá-la e a dignificá-la. Pensamento da atriz, professora e ativista portuguesa Maria Barroso (1925-2015).

ALGUÉM FALOU: O homem que se contenta em viver com uma companheira bela e útil, mas que não usa a mente perdeu em satisfações voluptuosas o gosto por deleites mais refinados; nunca sentiu a calma satisfação que refresca o coração sedento de ser amado por alguém que poderia entendê-lo. Mesmo na companhia dessa esposa, ele ainda está sozinho, a menos que aceite submergir no estado de animal. Eu não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens; mas sobre si mesmas. Pensamento da escritora inglesa Mary Wollstonecraft (1759-1797), que, entre outras obras, escreveu Uma reivindicação pelos direitos da mulher (1792), na qual ela argumenta que as mulheres não são, por natureza, inferiores aos homens, mas apenas aparentam ser por falta de educação e escolaridade. Ela sugere que tanto os homens como as mulheres devem ser tratados como seres racionais, e concebe uma ordem social baseada na razão. Ela é considerada uma das fundadoras do feminismo filosófico. Veja mais aqui & aqui.

ALGUÉM FALOU DE NOVO: Não há nada mais silencioso do que um canhão carregado. Pensamento do poeta romântico alemão Heinrich Heine (1797 – 1856). Veja mais aqui e aqui.

CALAMITY JANE – A comédia, musical e faroeste Calamity Jane (no Brasil Ardida como Pimenta, 1953), dirigido por David Butler, conta o romance de Jane Calamidade, uma adaptação para o que seria, na verdade, a vida de Martha Jane Canary-Burke (1852-1903), mais conhecida como Calamity Jane ou  Jane Calamidade), uma famosa aventureira que viveu nos tempos do Velho Oeste estadunidense, uma guia que lutou contra os ameríndios. A sua mãe era prostituta e i seu pai um pobre fazendeiro e viciado em jogo. Aos 13 anos mudou-se em busca de trabalho, nessa viagem sua mãe falece e seu pai abandonou os seus irmãos, os quais ela passou a criar sozinha. Recorreu à prostituição até alistar-se na cavalaria, tendo permissão para entrar na luta como combatente, provando ser uma soldado capaz, razão pela qual foi batizada pelo capitão como Calamity Jane. Ela possuía uma personalidade única, sem se importar com o que dissessem ou pensassem dela, forte e independente.

INELUTÁVEL - Tarde sombria como um bolso vazio. / No fundo do bolso um buraco doce, penugento. / Por lá passas um dedo em segredo, / tocas a própria coxa como se tocasses / outro corpo, maior, estranho, profundo / — o corpo da noite ou da tua morte. / Por esse buraco caem as moedas todas, / mesmo as de ouro, cunhadas com a efígie / esplêndida e jovem do Príncipe dos Lírios. Poema do poeta e tradutor grego Yiannis Ritsos (1909-1990).




RESPONSABILIDADE SOCIAL - Muito da discussão sobre a ética na administração tem sua origem na opinião de que as organizações têm responsabilidades sociais, ou seja, elas têm a obrigação de agir no melhor interesse da sociedade. Portanto, devem pautar sua ação pelo princípio do estágio pós-convencional de desenvolvimento moral. Esta opinião representa uma ampliação da idéia da responsabilidade social dos indivíduos, idéia que, assim como toda a discussão sobre ética, é herança que a sociedade moderna recebeu da antigüidade clássica. No contexto da responsabilidade social, a ética trata essencialmente das relações entre pessoas. Se cada um deve tratar os outros como gostaria de ser tratado, o mesmo vale para as organizações. Ética, portanto, é uma questão de qualidade das relações humanas e indicador do estágio de desenvolvimento social. Não há discussão sobre o fato de que as organizações, assim como os indivíduos, têm responsabilidades sociais, à medida que seu comportamento afeta outras pessoas e, querendo elas ou não, há pessoas e grupos dispostos a cobrar essas responsabilidades por meio do ativismo político, da imprensa, da legislação e da atuação nos parlamentos. Porém, existem duas correntes a esse respeito, cada uma delas com argumentos fortes. São elas doutrinas, a primeira delas, da Responsabilidade Social, onde a empresa usa recursos da sociedade e tem responsabilidades em relação à sociedade. A segunda, Doutrina do Interesse do Acionista, onde não cabe à empresa resolver problemas sociais e a única responsabilidade que a empresa tem é com relação a seus acionistas.
RESPONSABILIDADE SOCIAL – A primeira corrente é a que reconhece a responsabilidade social das organizações de forma geral e das empresas em particular. O princípio da responsabilidade social baseia-se na premissa de que organizações são instituições sociais, que existem com autorização da sociedade, utilizam os recursos da sociedade e afetam a qualidade de vida da sociedade. Um dos principais representantes dessa corrente Andrew Carnegie, fundador da U. S. Steel, que em 18999, nos Estados Unidos, publicou "O evangelho da riqueza", livro no qual estabeleceu os dois princípios da responsabilidade social corporativa: caridade e zelo. Esses princípios baseavam-se numa visão paternalista do papel do empresário em relação aos empregados e aos clientes. O princípio da caridade, segundo Carnegie, diz que os indivíduos mais afortunados da sociedade evem cuidar dos menos afortunados, compreendendo desempregados, doentes, pobres, pessoas com deficiências físicas. Esses desafortunados podem ser auxiliados diretamente ou por meio de instituições, como igrejas, associações de caridade ou movimentos de auxílio. A obrigação é do indivíduo, não de sua empresa, e o indivíduo decide qual o valor da caridade que pretende praticar. Na década de 20, nos Estados Unidos, a Grande Depressão aumentou enormemente as necessidades comunitárias, o que estimulou o movimento das empresas com o princípio da caridade. Já o princípio do zelo, derivado da Bíblia, estabelece que as empresas e indivíduos ricos deveriam enxergar-se como depositário de sua propriedade. Segundo Carnegie, os ricos têm seu dinheiro com a confiança do resto da sociedade e podem usá-lo para qualquer finalidade que a sociedade julgar legítima.  O papel da empresa é também aumentar a riqueza da sociedade, por meio de investimentos prudentes e uso cauteloso dos recursos sob sua responsabilidade.  A idéia de responsabilidade social, embora não seja nova, ganhou muita força quando a deterioração dos ecossistemas, provocada pela poluição, estimulou o debate sobre os benefícios e malefícios da sociedade industrial. As conseqüências indesejáveis da industrialização aguçaram a consciência ecológica de certos segmentos sociais e motivaram o surgimento de grupos de ativistas que se propuseram a combater o comportamento socialmente irresponsável de certas empresas ou ramos de negócios, como os madeireiros, os caçadores de baleias e a indústria de peles de animais. Devido às pressões que nasceram de todos esses movimentos, muitos países estabeleceram legislações severas sobre essas questões. A existência dessa legislação é um dos principais fatores que as empresas devem levar em conta ao tomar decisões que envolvem considerações de ordem ética. Outra base para a aceitação da doutrina da responsabilidade social é a proposição de que as organizações provocam efeitos que nem sempre são bons para seus relacionamentos com fornecedores, funcionários, clientes, enfim, todos que fazem parte da relação empresarial. Seus benefícios para a coletividade são contrabalançados pelos prejuízos que, involuntariamente, muitas vezes causam. Os benefícios podem ser percebidos através da criação de empregos, pagamentos de impostos e salários, promoção da distribuição da renda, desenvolvimento de fornecedores e treinamento da mão-de-obra.             Quanto aos prejuízos, pode-se detectar danos ao ambiente, utilização e manipulação dos empregados, demissões, desemprego, relações suspeitas com o poder, corrupção de funcionários públicos, dentre outras. Concernente à Doutrina do Interesse do Acionista, esta corrente alternativa da responsabilidade social propõe que as empresas têm obrigações primordialmente com seus acionistas. O representante mais conhecido dessa doutrina é Milton Friedman, economista da Universidade de Chicago. Ele afirma que a principal responsabilidade das empresas é maximizar o lucro do acionista. De acordo com este ponto de vista, a ética das decisões de negócios consiste em procurar as alternativas que produzam mais dinheiro, porque esta diretriz promove a utilização mais eficiente e eficaz dos recursos individuais, organizacionais, sociais e ambientais. Segundo Friedman, os administradores não têm condições de definir as prioridades nem as necessidades de recursos dos problemas sociais e devem concentrar-se naquilo que é fundamental para as empresas, ou seja, fazer dinheiro. A solução dos problemas sociais deve ser entregue às pessoas que se preocupam com eles e ao governo. No entanto, se o sistema de valores sempre orientasse as organizações para o benefício dos clientes, funcionários e fornecedores, ou para proteção do ambiente e dos recursos naturais, não seria necessário estabelecer multas e punições precisamente para forçar a obediência a esses comportamentos. Entretanto, a sociedade vê-se obrigada a criar o Código de Defesa do Consumidor, ou a Lei de Proteção dos Mananciais, ou a Lei do Colarinho Branco e outros controles para impedir a liberação de poluentes na atmosfera ou o despejo de petróleo no mar. Questões como essas sempre estiveram no centro da discussão sobre a ética. A primeira motivação para que as organizações se preocupem com questões éticas é precisamente a obrigação de seguir esses códigos. O Código de Defesa do Consumidor nasceu como resposta da sociedade aos danos, voluntários e involuntários, provocados pelos fornecedores de produtos e serviços. Mau atendimento, produtos inseguros para crianças e adultos, descumprimento de promessas e falha ou atraso na entrega de produtos são problemas que não contava com legislação específica para a defesa do consumidor. O código surgiu para evitar esses e inúmeros problemas, desde a informação falsa na propaganda até a falta de peças para os automóveis que saem de linha, para não falar no comportamento manifestamente desonesto ou irresponsável de algumas empresas, como as fábricas de alimentos e medicamentos. O código é apenas decorrência da preocupação e das reivindicações de grupos de pressão dentro da sociedade em favor da defesa dos consumidores. Sua existência ajudou a acentuar essa preocupação, disseminando novos hábitos e normas sociais. A principal conseqüência, provavelmente, é a criação do hábito de reclamar e, em seguida, usar o mecanismo de defesa que o código oferece. A desobediência ao código, como a qualquer outro tipo de legislação, pode acarretar sérios transtornos para a empresa. Desde os custos da não-qualidade até a possibilidade de ações legais, passando pela perda de clientes e projeção de má imagem, são inúmeros os motivos para que as empresas prestem atenção ao código. Como a ignorância da lei não pode ser invocada como justificativa para desobedecê-la, estudar e informar os funcionários sobre o código e outros dispositivos legais tornou-se necessidade da administração moderna. A nova ética da conduta em relação aos consumidores é, no mínimo, aquela que o código estabelece. Já a proteção do ambiente é motivada pelas mesmas razões da defesa do consumidor. Por isso, há inúmeros dispositivos que estabelecem regras para o comportamento em relação ao ambiente, bem como punições em caso de desrespeito. Da mesma forma como aconteceu a defesa do consumidor, a proteção do ambiente passou para a esfera legal. Além disso, não há empresa preocupada com ambiente sua imagem que queira parecer de alguma forma irresponsável nesse aspecto. Porém, a nova ética em relação ao ambiente não decorre apenas das imposições legais, porque há aspectos da conduta desejável que a lei não prevê. São aqueles aspectos enfatizados pela consciência social de setores específicos da sociedade. Supor que a nova ética ou qualquer ética, seja motivada apenas pelo receio das punições é incorreto. Muito da preocupação com a ética advém da necessidade de administrar comportamentos que a experiência demonstra serem duvidosos. Julgar indesejável algum comportamento é o primeiro passo para transformá-lo numa questão ética. De outro lado, há os comportamentos que estão definitivamente no terreno da incerteza. Os códigos de ética são conjuntos de normas de conduta que procuram oferecer diretrizes para decisões e estabelecer a diferença entre certo e errado. A preparação de códigos organizacionais de ética tornou-se prática relativamente comum a partir dos anos 90.
CONCLUSÃO - A responsabilidade social das empresas estão se tornando cada vez mais como um processo de conscientização empresarial e de ajustamento social no relacionamento empresa e comunidade. Algumas atividades são desenvolvidas neste sentido, a exemplo do Balanço Social, onde as empresas destinam parcelas de seus lucros para a manutenção de uma atividade social de benefício para uma comunidade estabelecida. No Brasil, por exemplo, o Balanço Social é voluntário tendo em vista ainda não se tornar em lei que, ainda, tramita no Congresso Nacional. O Código de Defesa do Consumidor tem sido um importante instrumento legislativo para coibir abusos e outras nocivas práticas. A legislação ambiental tem se tornado amplamente praticada, punindo ações e comportamento danosos aos recursos naturais e às populações limítrofes de empreendimentos empresariais. Conta-se, portanto, que desde da promulgação da Constituição Federal em vigência, que a preocupação com o social se estendeu para pessoas físicas e jurídicas, no sentido de coibir desmandos e desvios de condutas pessoais e empresariais. Trata-se, assim, de um instrumento de solidariedade humana contribuinte do exercício da cidadania, considerando-se que as empresas atuam numa comunidade determinada, dela auferem lucros, expandem-se e conseguem atingir um raio superior de atuação até o alcance absoluto de empreendimento exitoso, sem que, além da obrigatoriedade tributária de recolher seus impostos, deve fazer retornar parcela de seus lucros para as comunidades que se avizinham ou estão contidas em seu raio de ação. A iniciativa da responsabilidade social das empresas, defendidas pelas forças progressivas empresariais no mundo inteiro, faz parte de uma nova realidade de relacionamento entre a empresa e o seu meio de atuação.
REFERÊNCIAS
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KOTLER, Philip & ARMSTRONG, Gary. Princípios de marketing. Rio de Janeiro: LTC, 1998
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MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. São paulo: Atlas, 2000
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OLIVEIRA, Djalma Pinho Rebouças. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia, práticas. São Paulo: Atlas, 1999
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SEMENIK, Richard & BAMOSSY, Gary. Princípios de marketing: uma perspectiva global. São Paulo: Makorn, 1996. Veja mais aqui e aqui



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