quinta-feira, fevereiro 18, 2016

CECILIA MEIRELES, AMINATA TRAORÉ, FERNADO MORAIS, CASSANDRA CLARE, LOVECRAFT, CROWLEY, CRISTOFASCISMO, PASTAFARIANISMO & LITERÓTICA




 

ELA: POSE & ENSAIO - Ela chegou Vênus de Botticelli, abriu-me os braços e sussurrou: Vem! Nela fiz meu mundo e vivi. A cada três horas e meia e um pouco mais, era outra. Assim, amanheceu Susan Storm de Kirby. Antes do meio era Leda nua de Cézanne. Entardeceu voluptuosa Druuna de Serpieiri. Anoiteceu Manoela, a filha da lavadeira de Carlos Zéfiro. Na madrugada arranchou-se como uma daquelas amanhecidas de Boucher. E espreguiçou-se ao meu lado como aquela mordida pela cobra de Clésınger. E estirou-se esguia Valentina Rosselli do Guido Crepax, levantou os braços como a Maria Erótica de Seto & Padrella, enfronhou-se como as desnudas de Ingres, levantou-se como a Vampirella de Joe Jusko e posou como a Sculptor's Model de Alma-Tadema. E infatigável beijou-me Katy Apache de Colin, esfregou-se em mim como a Nuda Veritas de Klimt, arqueou-se Fanny Hill de Cleland e, femme fatale, encarou-me como a Olympia de Manet. E deitou-se manhosa como a da leitura de Andrea Vandoni, exaltou-se Mirza de Colonnese e espreguiçou como a Nu couché de Modigliani. Mais se achegou feito O de Pauline Réage, seduziu-me tal qual La Vénus de Naïs Philip e fez todo tipo de pose imitando as nuas de Egon Schiele. Exibiu-se Red Sonja de John Buscema, ensaiou sedutora Mary de Leclercq, queria ser uma das ladies nudes de Andy Warhol aos meus olhos. E saudei a Sally Forth de Wally Wood, desejando-a nua deitada de Picasso, pra me servir Josie McCoy de Dan DeCarlo, a minha Lady Godiva de Collier. E me chamou Little Annie Fanny de Kurtzman. E implorou como se fosse das hiper-realistas de Manjarrez e suplicou-me como uma das exuberantes de Mihály Zichy e agarrou o meu sexo como se fosse Ava Lord de Frank Miller. E se fez felatriz como uma das esplendorosas musas de Milo Manara e roçou minha pele como uma das angélicas de Agostini Carracci e me cheirou como uma das guerreiras de Frazetta e me pediu para que a tratasse como uma das Lost Girls de Alan Moore and Melinda Gebbie's. Aí deu-me as costas como uma das resplandescentes de Leonid Afremov e me fez abraçá-la por trás como se fosse a Maybelle de Robert Mapplethorpe e rebolou como a do The Sin de Heinrich Lossow e tomou meus braços aos seios de Halbakt de Schad e suas costas ao meu peito como se fosse a sensual Catwoman de Beekman e mais gemeu como a Angel Claws de Moebius. Girou diante de mim como uma das guerreiras de Mozart Couto, chamou-me a grande como uma das Blue Beauties de Scott Campbell e se permitiu minha ousadia de tê-la no prazer como uma modelo da arte de Clarice Gonçalves. E sentiu-se por mim beijada como a Wonder Woman de Grant Morrison e minhas mãos acariciaram seu ser no Fenômeno do Êxtase de Vik Muniz e me deu seus seios de Good Girl de Bruce Timm, trouxe-me seu ventre desnudo de femme fatales do Steranko e dançou nua em meu corpo como uma modelo de Man Ray. Abriu-me as pernas de Paprica de Tinto Brass e agarrou meu pênis como uma das Sexy Dreams de Olivia de Berardinis e se permitiu penetrada longelínea Velta de Emir Ribeiro e entrou em êxtase como a da Carne de Barganha de Mah Ferreira. E fez-se a vampira de Arantza Sestayo e aos sacolejados da Tianinha do Laudo Ferreira, a gozar como as pin-ups de Benício, aos orgasmos como a Barbarella de Forest pras cenas do Vadim. E cavalgou-me como se fosse Kara Zor-L, a power girl peituda da dupla Conway & Estrada. E jurou numa mais me largar como as domimadoras de Eric Stanton, arreou-se transida sobre como, com as suas muitas faces de Aline Kominsky-Crumb, a viver eternamente como todas elas nos meus olhos e a minha espera como a maja de Goya. Veja mais abaixo & aqui.

 


DITOS & DESDITOS

A única coisa que tenho é minha independência... Um jornalista que não se interessar por [figuras polêmicas e históricas] deveria mudar de profissão...

Pensamento do jornalista, biógrafo e escritor Fernado Morais (Fernando Gomes de Morais, autor de obras como Os Últimos Soldados da Guerra Fria (2011), A Ilha (1976), Olga (1985), Chatô, o rei do Brasil (1994), Corações sujos (2000), Cem quilos de ouro (2003), Na toca dos leões (2005), Montenegro (2006), entre outros. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU:

Como seria de se esperar de uma forma tão intimamente ligada às emoções primordiais, as histórias de terror são tão antigas quanto o próprio pensamento e a linguagem humana...

Pensamento do escritor estadunidense H.P. Lovecraft (Howard Phillips Lovecraft – 1890-1937). Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

CIDADE DO FOGO CELESTIAL - [...] Somos todas as peças daquilo de que nos lembramos. Guardamos em nós as esperanças e os medos daqueles que nos amam. Enquanto houver amor e memória, não há perda verdadeira. [...] Há memórias que o tempo não apaga... O "para sempre" não torna a perda algo que se possa esquecer, apenas algo que se pode suportar. [...] Temperem-nos no fogo, e nos tornaremos mais fortes. Quando sofremos, sobrevivemos. [...]. Trechos extraídos da obra City of Heavenly Fire (Margaret K. McElderry, 2015), da escritora estadunidense Cassandra Clare, autora de obras como City of Fallen Angels (2011), City of Ashes (2008) e City of Lost Souls (2014), entre outras. Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

O ESTUPRO DA IMAGINAÇÃO - [...]A violência política e institucional atropela nossa soberania e devasta nossos territórios, enquanto a violência simbólica ataca nossa memória e nossa imaginação. [...]. Trecho extraído da obra L'immaginario violato (Ponte alle Grazie, 2002), da escritora e ativista malinesa Aminata Traoré (Aminata Dramane Traoré), que foi coordenadora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e atualmente é coordenadora do Forum pour l'autre Mali e coordenadora associada da Rede Internacional para a Diversidade Cultural. É autora do livro L'Afrique humiliée (2008) e expressa suas perspectivas: Meu sonho para as mulheres com albinismo em todo o mundo é que elas tenham acesso a uma educação de qualidade e que ofereça saúde. Porque o que eu vejo diariamente é deplorável.

 

ROMANCE IV - DONZELA ASSASSINADA (ROMANCEIRO DA INCONFIDENCIA)Sacudia o meu lencinho \ para estendê-lo a secar. \ Foi pelo mês de dezembro, \ pelo tempo do Natal. \ Tão feliz que me sentia, \ vendo as nuvenzinhas no ar, \ vendo o sol e vendo as flores \ nos arbustos do quintal, \ tendo ao longe, na varanda, \ um rosto para mirar! \ Ai de mim, que suspeitaram \ que lhe estaria a acenar! \ Sacudia o meu lencinho \ para estendê-lo a secar. \ Lencinho lavado em pranto, \ grosso de sonho e de sal, \ de noites que não dormira, \ na minha alcova a pensar, \ - porque o meu amor é pobre, \ de condição desigual. \ Era no mês de dezembro \ pelo tempo do Natal. \ Tinha o amor na minha frente, \ tinha a morte por detrás: \ desceu meu pai pela escada, \ feriu-me com seu punhal. \ Prostrou-me a seus pés, de bruços, \ sem mais força para um ai! \ Reclinei minha cabeça \ em bacia de coral. \ Não vi mais as nuvenzinhas \ que pasciam pelo ar. \ Ouvi minha mãe aos gritos \ e meu pai a soluçar, \ entre escravos e vizinhos, \ e não soube nada mais. \ Se voasse o meu lencinho, \ grosso de sonho e de sal, e pousasse na varanda, \ e começasse a contar \ que morri por culpa do ouro \ - que era de ouro esse punhal \ que me enterrou pelas costas \ a dura mão de meu pai - \ sabe Deus se choraria \ quem o pudesse escutar, \ - se voasse o meu lencinho \ e se pudesse falar, \ como fala o periquito \ e voa o pombo torcaz... \ Reclinei minha cabeça \ em bacia de coral. \ Já me esqueci do meu nome, \ por mais que o queira lembrar! \ Foi pelo mês de dezembro, \ pelo tempo do Natal. \ Tudo tão longe, tão longe, \ que não se pode encontrar. \ Mas eu vagueio sozinha, \ pela sombra do quintal, \ e penso em meu triste corpo, \ que não posso levantar, \ e procuro o meu lencinho, \ que não sei por onde está, \ e relembro uma varanda \ que havia neste lugar... \ Ai, minas de Vila Rica, \ santa Virgem do Pilar!  Dizem que eram minas de ouro... \ - para mim, de rosalgar, \ para mim, donzela morta \ pelo orgulho de meu pai. \ (Ai, pobre mão de loucura, \ que mataste por amar!) \ Reparai nesta ferida \ que me fez o seu punhal: \ gume de ouro, punho de ouro, \ ninguém o pode arrancar! \ Há tanto tempo estou morta! \ E continuo a penar. Poema da poeta, jornalista, pintora, escritora e professora Cecilia Meireles (Cecília Benevides de Carvalho Meireles – 1901-1964). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui aqui, & aqui.

 

OS MANDAMENTOS DO PASTAFARIANISMO – Os 8 condimentos ou Eu realmente preferiria que você não, foram recebidos pelo pirata Mosei diretamente do Monstro do Espaguete Voador e servem como um código moral contra o dogmatismo e a intolerância: 1 - Eu realmente preferiria que você não agisse como uma pessoa arrogante e santarrona ao promover a minha "nhoquice". Se alguém não acreditar em mim, não tem problema. Eu não sou tão vaidoso. 2 -Eu realmente preferiria que você não usasse a minha existência como um meio para oprimir, subjugar, castigar, eviscerar ou ser cruel para com os outros. 3 - Eu realmente preferiria que você não julgasse as pessoas pela sua aparência, por como se vestem, ou de que maneira falam. 4 -Eu realmente preferiria que você não fizesse nada que pudesse ofender a si mesmo, ou ao seu parceiro(a) que seja mentalmente maduro e de maior idade. 5 -Eu realmente preferiria que você não desafiasse as ideias fanáticas e odiosas dos outros com o estômago vazio. Coma primeiro, depois vá conversar com elas. 6 - Eu realmente preferiria que você não construísse igrejas, templos ou mesquitas de milhões de dólares para a minha grandiosidade, quando esse dinheiro poderia ser melhor gasto acabando com a pobreza, curando doenças ou vivendo a vida. 7 - Eu realmente preferiria que você não andasse por aí dizendo às pessoas que eu falo com você. Você não é tão especial assim. 8 - Eu realmente preferiria que você não fizesse aos outros o que gostaria que fizesse a você, caso você goste de coisas que envolvem fetiches. Se a outra pessoa também consentir e curtir, então aproveitem. Estes princípios estão descritos detalhadamente no Evangelho do Montro do Espaguete Voador, durante a criação de uma religião satírica e irreverente, em 2005 quando Bobby Henderson, um físico estadunidense, redigiu uma carta aberta ao Conselho de Educação do Kansas, nos Estados Unidos, em protesto à inclusão do Criacionismo no currículo escolar. Henderson propôs a “Teoria do Monstro de Espaguete Voador” como uma alternativa igualmente válida, na qual, um Criador sobrenatural, composto por espaguete e almôndegas, e solicitou que o Pastafarianismo fosse incluído no ensino de ciências. Os seguidores são conhecidos como Pastafaris e impulsionados pela sátira, humor e crítica à inclusão de ensinamentos religiosos em aulas de ciências. Por consequência, Lukas Novy, obteve permissão de um tribunal da República Tcheca para usar um escorredor de macarrão na cabeça em suas fotos oficiais, considerando-o um símbolo de sua fé Pastafari. Por sua natureza inclusiva e de livre adesão, o grupo não possui celebridades tradicionais, mas é composto por defensores do humor e da liberdade religiosa, destacando-se o político austríaco e empresário Niko Alm, que em 2011 obteve o direito de estampar sua carteira de motorista usando um escorredor de macarrão na cabeça, após uma batalha legal de três anos baseada na liberdade religiosa; e o cidadão tcheco Lukas Novy, que ganhou as manchetes em 2013 ao conseguir a mesma permissão para usar o apetrecho culinário na foto do seu documento de identidade.

 

CRISTOFASCISMO – Trata-se de um termo que descreve a união entre o fundamentalismo cristão e a ideologia fascista ou autoritária. A expressão sugere a instrumentalização da fé e de símbolos cristãos para justificar práticas autoritárias, nacionalistas e de exclusão, muitas vezes focadas na manutenção de uma estrutura familiar tradicional, defesa de políticas ultraliberais e desprezo por minorias e populações vulneráveis. Em 1970, a teóloga alemã Dorothee Sölle criou o termo “cristofascismo” para se referir às relações entre o partido nazi e as igrejas cristãs no desenvolvimento do Terceiro Reich. Embora o neologismo seja da década de 1970, a união de símbolos religiosos cristãos com discursos nacionalistas e autoritários tem raízes históricas profundas. Antes da criação do termo, essa aliança já existia. Exemplos incluem o surgimento da Guarda de Ferro na Romênia, a organização de base católica Ustaše na Croácia e colaborações de alas das igrejas com o Terceiro Reich. Mais recentemente, a expressão tem sido resgatada por teólogos e cientistas sociais para descrever alianças entre setores fundamentalistas religiosos (neopentecostais ou católicos ultraconservadores) e movimentos políticos de extrema direita.

 


BEGIN TO HOPE – Curtindo o álbum duplo Begin to Hope (Sire Records, 2007), da cantora, pianista e compositora russa radicada nos Estados Unidos, Regina Spektor, reunindo uma diversidade de gêneros que vão desde o piano rock, indie pop, rock alternativo e indie rock, associada ao cenário antifolk da música estadunidense. 


LIBER AL VEL LEGIS, DE ALEISTER CROWLEY - [...] e em sua mulher chamada a Mulher Escarlate está todo o poder concedido. Eles agruparão minhas crianças dentro do seu cercado: eles trarão a glória das estrelas para dentro do coração dos homens. [...] Ó mulher das pálpebras azul-celeste, curva-te sobre eles! [...] Então disse o profeta e escravo da mais bela: Quem sou eu, e o que será o sinal? Então ela lhe respondeu, curvando-se para baixo, uma suave chama de azul, tudo tocando, tudo penetrando, suas adoráveis mãos sobre a terra negra, & seu corpo flexível arqueado por amor, e seus pés macios não ferindo as pequenas flores: Tu o sabes! E o sinal deverá ser meu êxtase, a consciência da continuidade da existência, a onipresença de meu corpo. [...] Mas ela disse: os ordálios eu não escrevo: os rituais deverão ser metade conhecidos e metade ocultos: a Lei é para todos. Isto que tu escreves é o tríplice livro da Lei. [...] Mas amar-me é melhor do que todas as coisas: se sob as estrelas noturnas no deserto tu neste momento queimas meu incenso perante mim, invocando-me com um coração puro, e a chama da Serpente aí dentro, tu virás a deitar um pouco em meu seio. Por um beijo tu então estarás querendo dar tudo, mas aquele que der uma partícula de pó perderá tudo nessa hora. Vós devereis juntar bens e provisões de mulheres e especiarias; vós devereis trajar ricas jóias, vós devereis exceder as nações da terra em esplendor & orgulho; mas sempre no amor de mim, e então devereis vir para a minha alegria. Eu vos ordeno seriamente a vir ante mim num robe único e cobertos com um rico adorno na cabeça. Eu vos amo! Eu anseio por vós! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, eu que sou toda prazer e púrpura, e a embriaguez do sentido mais profundo, vos desejo. Colocai as asas e despertai o esplendor enrodilhado dentro de vós: vinde até mim! [...] Que a Mulher Escarlate se acautele! Se a piedade e a compaixão e a ternura visitarem seu coração; se ela deixar meu trabalho para brincar com velhas doçuras; então minha vingança será conhecida. Eu sacrificarei sua criança para mim: eu alienarei seu coração: eu a arremessarei para fora dos homens: como uma meretriz encolhida e desprezada, ela rastejará através das ruas escuras e úmidas, e morrerá gelada e faminta. Mas que ela se erga em orgulho! Que ela me siga em meu caminho! Que ela trabalhe a obra da perversidade! Que ela mate seu coração! Que ela seja escandalosa e adúltera! Que ela seja coberta de jóias, e ricos trajes, e que ela seja desavergonhada perante todos os homens! Então eu a elevarei aos pináculos do poder: então eu gerarei nela uma criança mais poderosa que todos os reis da terra. Eu a preencherei com júbilo: com minha força ela verá & golpeará na adoração de Nu: ela alcançará Hadit. LIBER AL VEL LEGIS – A obra Liber al vel Legis (O Livro da Lei), de Aleister Crowley, pseudônimo do ocultista britânico Edward Alexander Crowley (1875-1947), trata no primeiro capítulo da manifestação de Nuit, o desvelar da companhia do céu, todo homem e toda mulher é uma estrela, todo número é infinito; não existe diferença, o esplendor nu de Nuit e ela se curva em êxtase a beijar, os ardores secretos de Hadit, entre outras. No segundo capítulo, o esconder de Hadit, eu sou a chama que queima em todo coração humano, e no âmago de cada estrela. Eu sou a Vida e o doador da Vida; entretanto o conhecimento de mim é o conhecimento da morte; eu sou o Mago e o Exorcista. Eu sou o eixo da roda, e o cubo no círculo. “Vinde a mim” é uma palavra tola, pois sou eu quem vai; eu sou a Serpente que dá o Conhecimento e a Delícia e a glória que brilha, e agito os corações dos homens com a embriaguez. Para me adorar toma vinho e drogas estranhas sobre as quais falarei ao meu profeta, & embebeda-te de todas ! Elas não te farão mal algum. Isso é mentira, essa tolice contra ti. A exposição da inocência é uma mentira. Sê forte, ó homem! Deseja intensamente, usufrui de todas as coisas dos sentidos e do arrebatamento: não temas que qualquer Deus venha a te renegar por isso; existem os rituais dos elementos e as festas das estações; eu estou erguido em teu coração; e os beijos das estrelas chovem forte sobre teu corpo, o fim do esconderijo de Hadit; e bênção & adoração para o profeta da adorável Estrela, entre outros. No capítulo três, Abrahadabra! a recompensa de Ra Hoor Khut, escolhei uma ilha!, Fortificai-a!, Meu altar é de latão trabalhado: queimai sobre ele em prata ou ouro! Este livro deverá ser traduzido para todas as línguas; mas sempre com o original na escrita da Besta; pois na forma casual das letras e suas posições de uma para outra: nisso estão mistérios que nenhuma Besta adivinhará . Que ele não procure tentar; mas um virá após ele, de que lugar eu não digo, que descobrirá a Chave de tudo. Então esta linha traçada é uma chave: então este círculo enquadrado em sua falha é uma chave também. E Abrahadabra. Será a criança dele & isso estranhamente. Que ele não vá atrás disso; pois desse modo ele pode cair sozinho. O fim das palavras é a Palavra Abrahadabra. O Livro da Lei está Escrito E oculto Aum. Ha. Veja mais aqui.

REFERÊNCIA
CROWLEY, Aleister. Liber al vel Legis - O Livro da Lei. Phoenix Library, s/d.


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