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segunda-feira, abril 14, 2025

HWANG BO-REUM, CYNTHIA FRANCO, CLAUDIA WERNECK, JUAREIZ & AMAURI CAMINHA

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som dos álbuns Archetypes (Cedille Records, 2021) e Window To The World (Vectordisc Records, 2022), da premiada compositora, pianista, cantora e arranjadora Clarice Assad. Veja mais aqui.

 

Lá vai o poeta porque a vida é uma canção de amor... - Foi Marquinhos quem trouxe um doido e a maldição da lucidez. E me levou lá na Praça da Luz – local já conhecido do saudoso casal Mestre Biu & dona Carminha. Lá estava o poeta que gozava de prestígio pela edição inaugural da antologia Poetas dos Palmares, afora outros tantos idos e acontecidos. Tinha eu lá por volta dos meus 12 anos de idade e, dias depois, conversa vai, conversa vem, ousei passar pra ele os meus rabiscos adolescentes. Ele se riu e soltou: Vamos publicar. Ora, ora. Era eu um menino da beira do rio que se jactava por conta dumas quadrinhas pra professora do primário que foram publicadas no Júnior do Diário de Pernambuco, mais uns tresloucados versos no jornal estudantil do Grêmio Castro Alves e outros estampados nos murais na Biblioteca Pública, mais nada. Ele dava corda e eu sabia: tinha topete pra isso não. A peitica dele seguia e vieram as Noites da Cultura Palmarense com Durán & a turma toda, as figurinhas trocadas sobre o poeta Raymundo e Vinicius de Moraes pros cadernos da Nova Caiana e revista Poesia. E era Zé Terra inquieto lá em casa dias e noites segurando a saia de Solange grávida de João Guarani, ao meu violão com pot-pourri de Paulo Diniz e a festa bebemorada no Poema para Léa com Vanderléa e Egberto Gismonti, afora as noitadas com Lourdes contando das muitas de Ascenso, a comemoração pelo nascimento de Mariama, da organização de Jessiva pro Voltarei ao sol da primavera com Roberto Benjamim. Muitas páginas escritas e soltas, cadernos arrumados aos monturos, volumes selecionados, capas e canetas, resmas e recortes, festejávamos diariamente na legendária Livro 7, quando não às risadagens com o pau de índio de Olinda, o mingau de cachorro de Afogados, a sopa do peixe do Pra Vocês, os cabarés da Rio Branco, as reiteradas curtidas de Bridge Over Troubled Water da dupla Simon & Garfunkel pra canção que eu fiz pro seu Ponte sobre águas turvas, a cantoria desafinada de Palmares City às gargalhadas com o nosso jogral particular em uníssono: melhor do que Palmares só Paris e à noite, porque de dia a gente levava de lambuja! E nessas idas e vindas, 10 anos se passaram: estava ali prontinho da silva o meu primeiro livro – com a coordenação dele e as gentis participações de Ângelo Meyer e Paulo Profeta. E mais vieram: os lançamentos da Pirata, as primeiras edições de A Região, a sua presença marcante na estreia das minhas peças teatrais – O prêmio, em Palmares; e a Viagem noturna do Sol, em Recife -; as conversas sobre a encenação de João sem terra do Hermilo com Paulo Cavalcanti – O caso conto como o caso foi; os brindes dos copos ao som de Junco do Seridó e as viradas de noite com Marca Ferrada. Décadas se passaram até o reencontro para a bombástica entrevista concedida pro meu Guia de Poesia lá no Rio de Janeiro e, muito tempo depois, a acertada com a tradução do Vivar pro Americanto na noite de Maceió, os 70 setembros. Foram muitas e tantas de perder a conta nos meandros da memória. Hoje meu coração entoa aquela canção para Abya Yala do Mílton: Qualquer dia a gente vai se reencontrar... Até mais ver.

 

Karen Blixen: Quando você tem uma tarefa grande e difícil, algo talvez quase impossível, se você trabalhar apenas um pouco de cada vez, um pouco a cada dia, de repente o trabalho terminará sozinho... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

Catherine Belkhodja: Todos conhecem e compartilham os sofrimentos do outro, do peso do abandono, da inevitabilidade de um acontecimento que já passou. Em seus torneios, acima de tudo uma esplêndida história de amor... Veja mais aqui.

Cressida Cowell: Estamos todos arrebatando momentos preciosos das mandíbulas pacíficas do tempo... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

A FRONTEIRA

Imagem: Acervo ArtLAM.

Amor \ Você viu o rasgo da lama? \ Foi a imigração: espelho negro \ Quantos estão procurando seus filhos desaparecidos? \ Ali, entre as paredes \ na área norte \ deserdado: Você é a fronteira \ abrigado na rocha e nos ventos frios \ Onde estão os mortos nascidos amor onde? \ No deserto talvez? Você nasceu no crepúsculo de Frontera? \ Onde você costuma ficar? Da montanha, talvez? Você cheira a sálvia em sua nostalgia \ Quantos mares eu acalmo para unir uma só linguagem de amor? \ Quantas cruzes, quanto eu cruzo? \ Quanta fome, quanta sede de família? \ Para unir, unir, unir as fronteiras! \ O eterno retorno, sempre se retorna, mãe, mãe sempre se retorna! \ Se você migrar, eu também vou! \ Tentaram me parar na fronteira \ Tentaram me parar na fronteira \ Não há vistos para o seu tipo, não, não, não \ De onde você é, eles me perguntaram? \ De todo lugar, de lugar nenhum, da ferida eu venho \ A fronteira me deu a primeira canção, eu nasci com a cara do céu afundando \ Tão violento quanto seu amor \ Para unir o amor eu tive que odiar e não lembrar \ Dizem que os pássaros migram para o sul. \ Mas acredito que eles sempre retornam para o norte, para a raiz que cresce para baixo \ e sem terra não \ De onde o vento traz o chamado da morte eterna, a sombra eterna \ Nós somos os Ixcuinan, os do norte \ Estamos dando à luz uma poesia que nos protege, uma canção \ Virgem da aurora, dai-me clareza e tranquilidade \ Estrela da manhã, dá-me luz e dá-me paz \ ao longo das fronteiras, eu canto.

Poema da escritora mexicana Cynthia Franco.

 

BEM-VINDO À BIBLIOTECA - [...] Os livros não são feitos para permanecer na sua mente, mas no seu coração. Talvez eles existam na sua mente também, mas como algo mais do que memórias. Em uma encruzilhada na vida, uma frase esquecida ou uma história de anos atrás pode voltar para oferecer uma mão invisível e guiá-lo para uma decisão. Pessoalmente, sinto que os livros que li me levaram a fazer as escolhas que fiz na vida. Embora eu possa não me lembrar de todos os detalhes, as histórias continuam a exercer uma influência silenciosa sobre mim. [...] A vida é muito complicada e expansiva para ser julgada somente pela carreira que você tem. Você pode ser infeliz fazendo algo que gosta, assim como era possível fazer o que não gosta, mas obter felicidade de algo totalmente diferente. A vida é misteriosa e complexa. O trabalho desempenha um papel importante na vida, mas não é o único responsável por nossa felicidade ou miséria [...] Cada um de nós é como uma ilha; sozinho e solitário. Não é algo ruim. A solidão nos liberta, assim como a solidão traz profundidade às nossas vidas. Nos romances que eu gosto, os personagens são como ilhas isoladas. Nos romances que eu amo, os personagens costumavam ser como ilhas isoladas, até que seus destinos gradualmente se entrelaçaram; o tipo de história em que você sussurra, 'Você estava aqui?' e uma voz responde, 'Sim, sempre.' [...] Em vez de se agonizar sobre o que você deve fazer, pense em se esforçar em tudo o que você está fazendo. É mais importante tentar o seu melhor em tudo o que você faz, não importa o quão pequeno possa parecer. Todo o seu esforço vai somar em algo. [...] Um dia bem aproveitado é uma vida bem vivida. [...] Para encontrar a felicidade, faça o que você gosta. Todos vocês devem encontrar algo que gostem de fazer, algo que os deixe animados. Em vez de perseguir o que é reconhecido e valorizado pela sociedade, faça o que você gosta. Se você puder encontrar, não vacilará facilmente, não importa o que os outros pensem. Seja corajoso. [...]. Trechos extraídos da obra Welcome to the Hyunam-Dong Bookshop (Bloomsbury, 2023), da escritora sul-coreana Hwang Bo-reum.

 

INCLUSÃO DE VERDADE – [...] A inclusão é uma proposta de uma transformação política da sociedade, uma alteração estrutural, onde o mundo precisa ser preparado não para as pessoas que têm deficiência, mas para todos. [...] Estão enganados, portanto, os que acreditam que o conceito de inclusão está relacionado somente às pessoas que têm uma deficiência. Não é. Ele tem a ver com o ser humano. [...] Trata-se de uma longa trajetória de exclusão, de não-reconhecimento, de não-entendimento de que pessoas que nascem com uma síndrome genética são detentoras de direitos como o de estar na escola, no trabalho, em todos os espaços sociais. [...] Para os pais, o maior desafio é conseguir colocar o seu filho com a maior dignidade numa escola regular de qualidade, para que eles sejam reconhecidos como parte da geração a quem pertencem, que eles possam desde cedo se exercitar eticamente junto com pessoas da mesma idade e, juntos, participar deste grande exercício que é se tornar cidadão. Para a sociedade, o grande desafio é olhar para uma pessoa com síndrome de Down e não achar que ela é o exótico da natureza. Isto é um grande equívoco. Esta é uma ideia profundamente segregacionista, quase nazista. Este é, portanto, o grande desafio da sociedade, vencer seu próprio ranço na visão deturpada que ela tem de pessoas que representam a diferença. [...] A escola inclusiva nada mais é do que uma escola de qualidade para todos. [...] Hoje, dirijo o meu trabalho para a formação de guerrilheiros pró-inclusão. Adolescentes e universitários que vão saber exatamente como olhar uma pessoa com deficiência e não vê-la mais como diferente da sociedade, mas uma pessoa integrante e indispensável dela [...]. Trechos da entrevista Inclusão reflete riqueza humana (BBC Brasil, 2003), concedida pela jornalista e ativista Claudia Werneck, que é autora do livro Muito Prazer, Eu Existo: um livro sobre as pessoas com Síndrome de Down. (WWA, 1993), a fundadora idealizadora da Escola de Gente e pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva (ONU) na América Latina.

 

MOVIMENTOS DESPEDAÇADOS...

[...] Nunca poderemos perder as esperanças. Ou acreditamos ou nada acontecerá. Portanto, o nosso sonho não está acabado, vamos atrás desse sonho, possivelmente nossa geração não alcançará, mas, à geração do futuro certamente... [...]

Trecho extraído do livro Movimentos despedaçados e outras histórias (JC, 2024), do escritor e militante político Amauri Cavalcanti Caminha.

&

JUAREIZ CORREYA NO TTTTT

Reunião de textos do poeta e editor Juareiz Correya (1951-2025) aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ITINERARTE – COLETIVO ARTEVISTA MULTIDESBRAVADOR:

Veja mais sobre MJ Produções, Gabinete de Arte & Amigos da Biblioteca aqui.

& mais:

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Diário TTTTT aqui.

Literatura Indígena: Cosmovisões & Pela Paz aqui & aqui.

Poemagens aqui.

Cantarau Tataritaritatá aqui.

Teatro Infantil: O lobisomem Zonzo aqui.

Faça seu TCC sem traumas – consultas e curso aqui.

VALUNA – Vale do Rio Una aqui.

&

Crônica de amor por ela aqui.




 


quinta-feira, agosto 07, 2014

WALT WHITMAN, VIOLETA PARRA, MICHIO KAKU, DOROTHY EDEN, SOLANAS & BELKHODJA

 

CANTA, VIOLETA!!! - Canta, Violeta, da barra do dia ao poente anoitecendo, canta a madrugada e o dia amanhecendo, a Terra se encanta Gracias a la Vida! Ouço o canto de San Carlos além de Ñuble, como se a infância inesquecível ficasse em Lautaro. Canta Chillán e desperta depois que o pai morreu pra deixar a casa da mãe por Santiago. Canta a separação dolorosa pro abrigo das filhas em Valparaíso. Canta Qué pena siente el alma depois dos Campos campesinos. Canta a festa do Casamiento de negros e viva Concepión no talento arpillerista. Canta quem sofre com o Corazón maldito, quem segue perdido e ¿Qué he sacado con quererte?... Canta as esculturas em arame e as Ultimas composiciones. Chora cantando Volver a los 17 para seguir adiante Run Run se fue pa’l norte aos olhos de La Reina na exibição de Miren cómo sonríen. Escreve La Carta e canta das dores de quem vive cantante: Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia... Chora com todas as mães o Rin de Angelito, o peito doendo a cantar Maldigo del alto cielo proutra canção comprometida Contra la Guerra porque pelo jovem namorado não vale morrer. Mantém-se viva no canto e em El libro mayor de Violeta Parra que se fue a los cielos... Gracias, Violeta Parra (1917-1967). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Infelizmente continuo bastante pessimista sobre o que qualquer movimento artístico saturado de guerras e destruição ambiental pode trazer. Os artistas têm uma devoção ao despertar e à observação, através dos seus escritos ou das suas obras. Mas os lobbies armamentistas asseguram que as guerras sejam renovadas regularmente, de modo a consumir os prodigiosos investimentos que são feitos. Em nenhum lugar você encontrará tanta obsolescência planejada. aviões e bombas custam bilhões e são destruídos em poucos segundos… Assim podemos projetar novos ainda mais caros e os povos manipulados alegram-se com as armas que deveriam defendê-los. Os diplomatas ainda demoram a encontrar uma solução pacífica. durante este tempo, milhares de mortes mantêm o pânico… E não termina aí… os artistas devem protestar mesmo que as suas palavras sejam pouco tidas em conta… mas não devemos desistir por tudo issoPensamento da multiartista francesa Catherine Belkhodja.

 

ALGUÉM FALOU: O que irá libertar as mulheres, portanto, do controlo masculino é a eliminação total do sistema dinheiro-trabalho, e não a obtenção da igualdade económica com os homens dentro dele. Chamar um homem de animal é bajulá-lo; ele é uma máquina, um vibrador ambulante. Costuma-se dizer que os homens usam as mulheres. Usá-los para quê? Certamente não para prazer. Todo homem, no fundo, sabe que é um pedaço de merda inútil. Pensamento da escritora feminista estadunidense Valerie Solanas (1936-1988), autora da peça teatral Up Your Ass: Or from the Cradle to the Boat or the Big Suck or Up from the Slime (1965). Veja mais aqui.

 

O FUTURO DA MENTE - […] O cérebro pesa apenas um quilo e meio, mas é o objeto mais complexo do sistema solar. [...] Para quem acredita, nenhuma explicação é necessária; para aqueles que não acreditam, nenhuma explicação será suficiente. [...] Aprendemos mais sobre o cérebro nos últimos quinze anos do que em toda a história humana anterior, e a mente, antes considerada fora de alcance, está finalmente a assumir o centro das atenções. [...] O talento atinge um alvo que ninguém mais consegue atingir. O gênio atinge um alvo que ninguém mais consegue ver. [...] Algo tão supérfluo como “brincar” também é uma característica essencial da nossa consciência. Se você perguntar às crianças por que elas gostam de brincar, elas dirão: “Porque é divertido”. Mas isso suscita a próxima pergunta: O que é divertido? Na verdade, quando as crianças brincam, muitas vezes tentam reconstituir interações humanas complexas de forma simplificada. A sociedade humana é extremamente sofisticada, demasiado envolvida para o desenvolvimento dos cérebros das crianças pequenas, por isso as crianças realizam simulações simplificadas da sociedade adulta, jogando jogos como médico, polícia e ladrão, e escola. Cada jogo é um modelo que permite às crianças experimentar um pequeno segmento do comportamento adulto e depois executar simulações para o futuro. (Da mesma forma, quando os adultos participam num jogo, como um jogo de póquer, o cérebro cria constantemente um modelo das cartas que os vários jogadores possuem, e depois projecta esse modelo para o futuro, usando dados anteriores sobre a personalidade das pessoas, a capacidade de fazer bluff, etc. A chave para jogos como xadrez, cartas e jogos de azar é a capacidade de simular o futuro. Os animais, que vivem em grande parte no presente, não são tão bons em jogos quanto os humanos, especialmente se envolverem planejamento. Os mamíferos infantis se envolvem em uma forma de jogo, mas isso é mais para exercício, para testar uns aos outros, para praticar batalhas futuras e para estabelecer a hierarquia social futura, em vez de simular o futuro.) [...] Recentes varreduras cerebrais esclareceram como o cérebro simula o futuro. Essas simulações são feitas principalmente no córtex pré-frontal dorsolateral, o CEO do cérebro, usando memórias do passado. Por um lado, as simulações do futuro podem produzir resultados desejáveis e prazerosos, caso em que os centros de prazer do cérebro se acendem (no núcleo accumbens e no hipotálamo). Por outro lado, estes resultados também podem ter um lado negativo, de modo que o córtex orbitofrontal entra em ação para nos alertar sobre possíveis dançarinos. Existe, portanto, uma luta entre diferentes partes do cérebro em relação ao futuro, que pode ter resultados desejáveis e indesejáveis. Em última análise, é o córtex pré-frontal dorsolateral que faz a mediação entre eles e toma as decisões finais. (Alguns neurologistas salientaram que esta luta se assemelha, de uma forma grosseira, à dinâmica entre o ego, o id e o superego de Freud.) [...] A fofoca é essencial para a sobrevivência porque a mecânica complexa das interações sociais está em constante mudança, por isso temos que dar sentido a este terreno social em constante mudança. Esta é a consciência do Nível II em ação. Mas assim que ouvimos uma fofoca, imediatamente fazemos simulações para determinar como isso afetará nossa própria posição na comunidade, o que nos leva ao Nível III de consciência. Na verdade, há milhares de anos, a fofoca era a única maneira de obter informações vitais sobre a tribo. A própria vida muitas vezes dependia de saber as últimas fofocas [...]. Trechos extraídos da obra The Future of the Mind: The Scientific Quest to Understand, Enhance, and Empower the Mind (Doubleday, 2014), do físico teórico estadunidense Michio Kaku, co-criador da teoria de campos de corda.

 

BAÚ DO CASAMENTO - [...] E você, disse Emily vigorosamente para seu reflexo no espelho, não é um fantasma, e é melhor não ser tratado como tal. Nada de sapatos de mulher morta para você, minha garota. Uma nova vida para você neste sol glorioso. Amor, vida, diversão, liberdade... Todas as coisas que a pobre e azarada Dolly perdeu tão cedo. [...]. Trecho extraído da obra The Marriage Chest (Fawcett Crest, 1968), da escritora neozelandesa Dorothy Eden (1912-1982), autora de frases como: A ambição muitas vezes leva os homens a desempenharem os cargos mais mesquinhos; então a escalada é realizada na mesma posição do rastejamento. Veja mais aqui.

 

POEMAS DE WALT WHITMAN

UMA MULHER ESPERA POR MIM

Uma mulher espera por mim, ela tudo contém, nada falta,
No entanto, tudo ficou faltando se o sexo faltou, ou se o orvalho do varão certo estivesse faltando.
O sexo contém tudo, corpos, almas,
Significados, experiências, purezas, delicadezas, resultados, promulgações,
Canções, mandamentos, saúde, orgulho, o mistério da maternidade, o leite seminal,
Todas as esperanças, benefícios, doações, todas as paixões, amores, belezas, deleites da terra,
Todos os governos, juízes, deuses seguiram pessoas da terra,
Estes estão contidos no sexo como partes de si mesmo e justificativas de si mesmo.
Sem pejo a mulher de quem eu gosto conhece e assegura a delícia do seu sexo,
Sem pejo a mulher de quem eu gosto conhece e assegura as suas.
Agora vou dispensar-me de mulheres frias,
Vou ficar com ela que espera por mim e com aquelas mulheres que são apaixonadas e me satisfazem,
Vejo que me compreendem e não me negam,
Vejo que são dignas de mim, serei o marido vigoroso de tais mulheres.
Elas não são em nada menos do que eu,
Têm a face curtida por sóis luzentes e o sopro dos ventos,
A sua carne possui a velha divina maleabilidade e energia,
Sabem como nadar, remar, cavalgar, lutar, atirar, correr, golpear, recuar, avançar, resistir, defenderem-se,
São irrevogáveis quanto a seus direitos - são calmas, claras, seguras de si próprias.
Trago-as para perto de mim, vocês mulheres,
Não posso deixá-las ir, faria bem a vocês,
Estou para vocês e vocês estão para mim, não apenas para o nosso bem, mas para o bem de outros,
Envoltos em vocês adormecem os maiores heróis e bardos,
Recusam-se a despertar ao toque de qualquer homem, a não ser eu.
Sou eu, mulheres, faço meu caminho,
Sou duro, amargo, grande, indissuadível, mas amo-as,
Eu não as faço sofrer além do necessário para vocês,
Eu verto a substância para encetar filhos e filhas aptos para estes EUA, pressiono com o músculo rude e lento,
Eu me abraço efetivamente, não escuto súplicas,
Não ouso me afastar até que deposite o que, há muito, estava acumulado dentro de mim.
Através de vocês faço escoar os reprimidos rios de mim mesmo,
Em vocês contenho mil lágrimas progressivas,
Sobre vocês eu enxerto os enxertos do mais amado de mim e da América,
Os pingos que destilo sobre vocês farão crescer moças impetuosas e atléticas, novos artistas, músicos e cantores,
As crianças que eu gerar sobre vocês hão de gerar crianças por sua vez,
Hei de exigir homens e mulheres perfeitos do meu consumir amoroso,
Espero que eles se interpenetrem com outros, como eu e vocês nos interpenetramos agora,
Vou contar os frutos das ejeções abundantes deles, assim como conto os frutos das ejeções abundantes que eu agora dou,
Vou aguardar as colheitas de amor, desde o nascimento, vida, morte, imortalidade, do que planto tão amorosamente agora.

CALAMUS (Parte 3)

Seja você quem for segurando-me na mão,
Sem uma coisa tudo será inútil,
Aviso em tempo, antes que me insista,
Eu não sou o que você supôs, mas muito diferente.
Quem é aquele que se tornaria meu seguidor?
Quem se assinaria candidato às minhas afeições? Você é ele?

O caminho é suspicaz - o resultado lento, incerto, talvez destrutivo;
Você teria que desistir de tudo o mais - eu sozinho esperaria ser seu Deus, único e exclusivo,
Seu noviciado seria assim mesmo longo e exaustivo,
Toda a teoria passada da sua vida, e toda a conformidade às vidas ao seu redor, teriam que ser abandonadas;
Portanto solte-me agora, antes de se dar ao trabalho - Tire as mãos dos meus ombros,
Largue-me, e siga o seu caminho.

Ou senão, apenas de leve, nalgum bosque, para tentar,
Ou atrás de uma pedra, ao ar livre,
(Pois em qualquer aposento coberto de uma casa eu não me mostro - nem em companhia. E em bibliotecas deito como um mudo, um parvo, ou não nascido, ou morto)
Mas apenas talvez com você numa alta colina - primeiro vigiando para que ninguém, por milhas em torno, se aproxime despercebido,
Ou talvez com você velejando no mar, ou na praia do mar, ou alguma ilha calma,
Aqui botar seus lábios nos meus eu lhe permito,
Com o beijo demorado dos camaradas, ou o beijo do novo marido,
Pois eu sou o novo marido, e eu sou o camarada.

Ou, se quiser, me enfiando sob a sua roupa,
Onde eu possa sentir as batidas do seu coração, ou descansar no seu quadril,
Carregar-me quando atravessar terra ou mar;
Pois assim, apenas tocando você, é o bastante - é o melhor,
E assim, tocando você, eu dormiria em silêncio e seria levado eternamente.

Mas se você enganar estas folhas, corre perigo,
Pois estas folhas, e eu, você não entenderá,
Elas vão lhe escapar de pronto, e ainda mais depois - eu certamente vou lhe escapar,
Mesmo quando você ache que sem dúvida me pegou, cuidado!
Você já pode ver que eu lhe escapei.

Pois não é pelo que pus nele que escrevi este livro,
Nem é ao lê-lo que você irá adquiri-lo,
Nem aqueles que melhor me conhecem e admiram, e me elogiam com alarde,
Nem os candidatos ao meu amor, (a não ser no máximo pouquíssimos) serão vitoriosos,
Nem meus poemas farão só o bem - farão o mal também, talvez mais,
Pois tudo é inútil sem o que você pode ter pensado muitas vezes mas não atingido - o que eu insinuei,

Portanto larga-me, e segue o seu caminho.

SONG OF MYSELF (Parte 11)

Vinte e oito rapazes se banham perto da praia,
Vinte e oito rapazes e todos tão simpáticos;
Vinte e oito anos de vida feminil e todos tão solitários.
Ela é dona da fina casa na subida da margem,
Ela se esconde vistosa e ricamente trajada atrás da cortina da janela.
Qual dos rapazes que ela gosta mais?
Ah, o mais sem graça deles é lindo para ela.
Aonde vais, senhora? pois te vejo,
Saltas lá na água, contudo, estás estática em tua sala.
Dançando e rindo pela praia vinha o vigésimo-nono banhista,
Os demais não a viram, mas ela os viu e os amou.
As barbas dos rapazes cintilaram de umidade, ela escorria de seus longos cabelos,
Filetes deslizaram por todos os corpos.
Uma invista mão também deslizou sobre seus corpos,
Desceu trêmulamente pelas têmporas e costelas.
Os rapazes flutuam de costas, suas barrigas brancas incham para o sol, eles não indagam quem os agarra firme,
Eles não sabem quem ofega e declina num pendente e curvo arco,
Eles não pensam a quem encharcam com esguichos.

WALT WHITMAN - Nascido em 1819 em West Hills, Long Island, Walt Whitman foi precursor dos versos livres e da abordagem de temas sociais, do erotismo, de temas polêmicos, da guerra, do capitalismo, da escravidão, da liberdade sexual, da literatura popular. Não à toa, é considerado o maior poeta norte-americano, senão do mundo. Em 1855, aos 35 anos, após a morte de seu pai, publicou a primeira edição do livro ‘Leaves of Glass’, Folhas de Relva, uma coletânea de poemas que seria alterada constantemente pelo autor e viraria a sua antologia principal – ao total foram oito reedições. Thomas Eakins, pintor, amigo e diretor da Escola de artes da Pensilvânia, colocou em telas os poemas de Whitman, acabou perdendo seu emprego, assim como Whitman perdeu o seu na Capital. Eles compartilhavam uma visão real para seus trabalhos. Ambos foram vítimas do preconceito por assumirem em suas obras a sua sexualidade. Viveu de ajuda de amigos e admiradores, sobretudo os europeus, e em 1884, comprou uma casa na mesma cidade. Morreu em 26 de Março de 1892. No final do século passado, Whitman foi resgatado pelo movimento gay como patrono. As suas poesias foram citadas no filme ‘Sociedade dos Poetas Mortos’, que reacendeu o interesse do grande público pelo autor. Em 2004, a Big Apple comemorou 150 anos da publicação de sua obra prima. Influenciou Oscar Wilde, Van Gogh, Paulo Leminski e toda a história. Veja mais aqui, aqui , aqui e aqui.

HOLÍSTICA – O livro Introdução à visão holística, de Roberto Crema, trata de temas como cosmovisão, paradigma e crise, o paradigma cartesiano-newtoniano, o salto quântico da física moderna, física e mística, o ocidente e o oriente: uma estonteante convergência, o novo paradigma holístico, a concepção sistêmica, os mentores do pensamento moderno, o racionalismo científico e o império da objetividade, a abordagem Bootstrap e o universo holográfico, o chifre do unicórnio, as duas asas do pássaro, a holoepistemologia, a sistematologia de Lupasco, uma epistamologia do espanto, a nova transdisciplinariade, a Declaração de Veneza, a Carta de Brasília, entre outros assuntos. O NOVO PARADIGMA HOLÍSTICO – O livro O novo paradigma holístico: ciência, filosofia, arte e mística, organizado por Dênis M. S. Brandão e Roberto Crema, aborda assuntos a nova ciência, a ciência simbólica: epistemologia e arquétipo, a abordagem holística, fundamentos proprioceptivos de conceitos da física tradicional e moderna, a matemática, a experiência da não-dualidade nas grandes tradições espirituais da humanidade, hinduísmo, budismo, sufismo, uma leitura holística da Bíblia e do Alcorão, sinergética e ioga, a tradição hesicaste espírito e método, a constituição planetária, a nova lógica, entre outros temas. REFERÊNCIAS BRANDÃO, Dênis; CREMA, Roberto (Orgs). O novo paradigma holístico: ciência, filosofia, arte e mística, São Paulo: Summus, 1991. CREMA, Roberto. Introdução à visão holística: breve relato de viagem do velho ao novo paradigma. São Paulo: Summus, 1989. Veja mais aqui e aqui.

O QUE É PSICOLOGIA SOCIAL – O livro O que é psicologia social, da filósofa e doutora em Psicologia, Silvia Tatiana Maurer Lane aborda fundamentos conceituais do que é psicologia, como nos tornarmos sociais, os outros, a identidade social, a consciência de si, como aprendemos o mundo que nos cerca, a linguagem, a história via família e escola, trabalho e classe social, o individuo na comunidade e a psicologia social no Brasil. Ela é uma importante pesquisadora brasileira que nas últimas décadas tem contribuído para as discussões acadêmicas sobre o assunto, colocando na mesa de discussões sobre o tema a identidade, os papeis, as instituições e as representações sociais, o discurso e a ideologia, a dominação, a reprodução ideológica, a educação e o desenvolvimento da consciência social na convivência grupal e comunitária, o diálogo entre a sociologia e a psicologia social por meio de uma abordagem crítica acerca do desenvolvimento da psicologia social e suas dificuldades no Brasil. REFERÊNCIAS LANE, Silvia. O que é psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2006. Veja mais aqui.

DIREITO ADMINISTRATIVO – Na sua amplitude temática, o direito administrativo, como ciência ou como sistema de normas jurídicas, não se refere exclusivamente à administração pública, nem se limita somente à prestação de serviços públicos. É o Estado em atividade, o exercício da função administrativa, a proteção jurisdicional contra o exercício duvidoso da função administrativa, o controle dos atos de governo, a tutela dos direitos individuais diante da ação estatal, o limite entre a liberdade privada e a eficácia pública. As bases do direito administrativo contemporâneo assentam no Estado social de direito e no princípio da legalidade, no intervencionismo estatal e no princípio da legitimidade na satisfação do bem comum. Na sua conceituação jurídica atual, positiva, realística e relacional, o direito administrativo, ramo do direito público interno, é aquele complexo de princípios e de normas que regulam a atividade administrativa, a organização do Estado e dos serviços públicos, as relação da administração com os administrados, a capacidade das pessoas administrativas, a competência no exercício das funções públicas e dá proteção recursal às garantias outorgadas aos cidadãos para a defesa dos seus direitos. O direito administrativo é o ramo do direito que determina a organização, os poderes e os deveres das autoridades administrativas, os requisitos legais que regem seu funcionamento e os recursos disponíveis para aqueles que forem afetados desfavoravelmente pela ação administrativa. DIREITO ADMINISTRATIVO – O livro Direito administrativo, de Diogenes Gasparini, aborda tema como o direito, seus ramos e sub-ramos, conceito de direito administrativo, os princípios informativos, interpretação, fontes, codificação, relacionamentos, aspectos históricos, administração pública, órgãos públicos, hierarquia administrativa, atividade administrativa, atos administrativos, classificação dos atos administrativos, exteriorização e espécies, procedimento, vinculação e discricionariedade, extinção, revogação, invalidação, controle, poderes regulamentar e de polícia, agentes públicos, poder5es, prerrogativas, uso e abuso de poder, deveres, classificação, cargos públicos, provimento e acumulação, serviço público, execução dos serviços públicos, descentralização, licitação, modalidades e fases da licitação, contrato administrativo, intervenção do Estado na propriedade e no domínio econômico, desapropriação, bens públicos, controle da administração publica, processo administrativo e sindicância e responsabilidade civil do Estado. CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO – O livro Curso de direito administrativo, de Marçal Justen Filho, trata da definição do direito administrativo, a atividade da administração pública, regime jurídico de direito público, regime de direito administrativo e a legalidade, a organização estrutural da administração pública, atividade administrativa e procedimentalização, o ato administrativo, contrato administrativo, tipos de atividade administrativa, limitação da autonomia privada, a regulação econômico-social, serviço público, exploração direta de atividade econômica pelo Estado, estrutura administrativa do Estado, os agentes públicos, os bens públicos, o controle da atividade administrativa, a responsabilidade do Estado e o decurso do tempo e a consolidação de situações. CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO – O livro Curso de direito administrativo, de Diogo de Figueiredo Moreira Neto, aborda o Estado e a ordem jurídica, organização e funções do Estado, o sistema federativo brasileiro, o direito administrativos, servidores públicos, domínio público, polícia, o domínio privado e o Estado, serviços públicos, controle da administração pública, ordenamento econômico e social, fomento público, constituição da relação jurídica administrativa, desconstituição, aperfeiçoamento e controle de juridicidade. REFERÊNCIAS: ARAUJO, Edmir Neto. Curso de direito administrativo. São Paulo: Saraiva, 2009. BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva, 2001. BRAGA, Valeschka e Silva. Princípios da proporcionalidade & da razoabilidade. Curitiba: Juruá, 2008. CARLIN, Volnei. Manual de direito administrativo: doutrina e jurisprudência. Florianópolis: Conceito, 2007. CARVALHO, Raquel. Curso de direito administrativo. Salvador: Pódium, 2009. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. São Paulo: Atlas, 2014. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. Direito administrativo. São Paulo: Atlas, 2014. ______. Discricionariedade Administrativa na Constituição de 1988. São Paulo: Atlas, 2012. FREIRE JÚNIOR, Américo Bedê. O controle judicial de políticas públicas. São Paulo: RT, 2005. FREITAS, Juarez. O Controle dos atos administrativo e os princípios fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2009. GASPARINI, Diógenes. Direito administrativo. São Paulo: Saraiva, 2010. JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. São Paulo: Saraiva, 2008. LOPES, Marcelo. Controle jurisdicional dos atos discricionários da Administração Pública. Brasília: FESMPDFT. 2009. MADEIRA, José Maria Pinheiro. Administração Pública. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 MEDAUER, Odete. Direito administrativo moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2013. MELLO, Celso Antonio Bandeira. Curso de direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 2010. ______. Discricionariedade e Controle Jurisdicional. São Paulo: Malheiros, 2004. MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Curso de direito administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2009. MOTTA, Carlos Pinto Coelho. Curso prático de direito administrativo. Belo Horizonte: Del Rey, 2004. PESTANA, Marcio. Direito administrativo brasileiro. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. QUEIROZ, Marco. O princípio constitucional da legalidade administrativa e os limites do controle de atividades-fim das agências reguladoras pelo Tribunal de Contas da União. Natal: UFRN, 2010. Veja mais aqui.


MARIZA SORRISOA cantora, compositora, atriz, poeta e locutora carioca Mariza Sorriso é digna de ser homenageada pela nossa campanha Todo dia é dia da mulher! Por seu talento artístico ela foi apadrinhada pelo cantor e compositor Nelson Sargento, batismo mais que honroso. É economista formada pela UCP (1983) e Técnica de Contabilidade (1978), mas é a arte que predomina por sua versatilidade talentosa: já apresentou o programa E você, como vai? – na rádio Mare Manguinhos/Fiocruz, levando a sua alegria, também já atuou como atriz na peça O Rei Chegou, de Suely Vaz Tosta (2008) e em 2011, lançou seu cd Rio de Todas as Cores. Em 2012 comemorou 25 anos de palco e, no ano seguinte, lançou seu livro Das raízes do coração (Editora Sapere, 2013), além de integrar a antologia A essência dos sentidos (Editora Paula Oz, 2013). Entre as sua poesias, destacamos Inocência:

Não perdemos a inocência
Cada vez que experimentamos
A maldade do mundo.
Perdemos a inocência
Quando deixamos de confiar
No amor
Do próximo ser humano.

Palmas & parabéns efusivos para Mariza Sorriso. Veja mais aqui!


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Os encantos de Valkyria Freya, Paulo Freire, Daniel Goleman, a literatura de Pierre Michon,o teatro de Mario Viana,o cinema de Ferenc Moldoványi, a música de Vânia Abreu, a pintura de Carolyn Weltman, a arte de Alexis Texas, Merari Tavares, Saúde no Brasil, Fracasso Escolar & Professor e aluno aqui.

E mais:
A poesia de Benhjamim Péret, Dolls & Cátia Rodrigues aqui.
Paixão, a literatura de Francis Scott Fitzgerald & Djuna Barnes, o teatro de Sarah Kane, o cinema de Ken Loach, a música de Regina Carter, a pintura de Pal Fried & Carolyn Weltman & Jane Graverol, a fotografia de Wang Huaxiang, Jurema Barreto de Souza, Gestão em Saúde, A relação entre professor & aluno aqui.
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