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terça-feira, março 10, 2020

MARIA BONOMI, CORBINIANO, MARCELA SAID, MARTA KOHL & ISA GRINSPUM


TODO DIA É DIA DA MULHER – UMA: COMO SE FOSSE - As calçadas das ruas do mundo e eu à toa, vida de ninguém. Ela subitamente ali, olhos nos meus, riso encantador de musa. A surpresa quase impossível, não fosse cinema tão real. Um abraço afetuoso e uma folia de confetes e serpentinas dentro de mim. Dançamos a Sede de décadas sonhadas, o nosso idílio. Deu-me um beijo inesperado e eletrizante, carne em minhas mãos, a cintura dela inquieta, como se a avenida barulhenta e alvoroçada nada mais fosse que nossas línguas a se confundirem na escuridão de um quarto de hotel ao crepúsculo, um quase imperceptível amanhecer. A intimidade era uma cena repisada na memória tantas vezes revista das que ela já fora tão distante, agora ali inteira, lado a lado, hálito e respiração, a entrega de sua alma de menina travessa. Ela deu-me tudo, mais que o meu merecimento. Quem? Juliette Binoche: Estou cheia de dúvidas... Cada novo filme é como um julgamento. Antes de me colocar na frente da câmera, não sei se vou cair ou se vou voar - e é exatamente assim que quero que fique. DUAS: DE SOLIDÃO & ENTREGA – A presença dela era sempre algo mais que o indefinível, o que de mim havia se desfeito. E nos refazíamos a cada encontro, beijos de valsas intermináveis, entregas que se faziam árias na eternidade. Íamos e não. Na primeira vez ela tatuou seus lábios na minha alma, jamais esquecera. Na segunda, passou a viver dentro de mim: era comigo que ela vivia para que eu pudesse ser vivo para sempre. Na terceira, confundíamos nossas vidas e nunca mais deixei que ela se fosse de mim. Mas havia de partir e levou tudo, dias e noites, um incontável amanhã. E ela poetou, frente a frente. Quem? Anna Akhmátova: Bebo ao lar em pedaços, / À minha vida feroz, / À solidão dos abraços / E a ti, num brinde, ergo a voz… / Ao lábio que me traiu, / Aos mortos que nada vêem, / Ao mundo, estúpido e vil, / A Deus, por não salvar ninguém. E nos servimos um do outro para que a vida fosse além do átimo fugaz de um gozo perene. TRÊS: ELA & UM DESEJO - Era aniversário dela. O que presentear, nem sabia ou podia: só ao coração, uma canção, nada mais. Eu tinha os seus olhos e nada mais era maior que a nudez dela no espetáculo da vida. Era minha e cantei Desejo, era apenas o que tinha mesmo para dar. E nos embalamos nos versos da minha canção e nos refizemos em cada tom, renascemos e amamos além da conta, impetuosa e completamente. Havia sempre uma revelação a ser feita. E ela se despiu, corpalma. Quem? Mônica Bellucci: O amor não tem idade. É fundamental aceitar que a beleza desaparece com o tempo. Aceitei papéis degradantes para denunciar a violência contra a mulher. Ela sempre, nua & linda, no meu coração. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] O adulto está inserido no mundo do trabalho e das relações interpessoais de um modo diferente daquele da criança e do adolescente. Traz consigo uma história longa (e provavelmente mais complexa) de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo externo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas. Com relação à inserção em situações de aprendizagem, essas peculiaridades da etapa da vida em que se encontra o adulto fazem com que ele traga consigo diferentes habilidades [...] e, provavelmente, maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre seus próprios processos de aprendizagens. [...]. Trechos extraídos do artigo Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem, da pedagoga, psicóloga e professora Marta Kohl de Oliveira, extraído da obra Educação de jovens e adultos (Mercado das Letras, 2001), organizado por Vera Masagão Ribeiro.

DEVERES DA ARTE – [...] Tenho a obrigação de rever as obras anteriores. E cada uma vem plena, com toda razão de ser que teve no momento de sua criação. Isso já é bastante. Então, ainda não comecei a olhar para trás. [...] minha obra não está feita, está se fazendo. Sobrou pouco tempo para que se faça. Há mais tempo para trás do que para frente, a menos que ocorra algum milagre da ciência. Então, o fato de ter pouco tempo me mantém em uma busca permanente para completar. [...] O que eu faço é uma espécie de relato. O relato do vivido, o relato do percebido, o relato daquilo que me atinge. Eu tento conviver com o que está acontecendo e traduzir essa convivência em termos visuais. [...] Eu ilustro essa experiência de vida. Há um caminho. Mas, como diz o provérbio, o caminho se faz ao caminhar. Ele é recorrente apenas como experiência. O que eu aprendi ontem estou usando hoje. E estou aprendendo hoje aquilo que usarei amanhã. [...]. Trechos da entrevista concedida ao Relatório 2014 com exposição dedicada a Maria Bonomi (Revista Pesquisa FAPESP, 2015), pela gravadora, escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa e professora Maria Bonomi. Veja mais aqui e aqui.

O CINEMA DE MARCELA SAID
Não tenha medo, em uma primeira escrita, se as coisas parecerem muito explícitas, porque elas podem ser tecidas por trás.
MARCELA SAID - A arte da cineasta chilena Marcela Said, que dirigiu o drama Los Perros (2018), contando a história de uma mulher que é membro de uma importante família chilena que, apesar dos privilégios, encontra-se inteiramente infeliz em sua própria casa, por se sentir desprezada pelo pai e pelo marido. Assim, ela encontra refúgio nos braços do seu professor de equitação, acusado de diversos crimes durante a ditadura. A partir deste caso amoroso, ela contempla o passado de sua família. Também dirigiu o drama/comédia El Verano de los Peces Voladores (2013), que conta a história das férias de uma adolescente chilena na casa da família, durante um período em que a ameaça de guerrilha está cada vez mais presente. Além destes, o documentário The Young Butler (El mocito, 2011), contando a história de um trabalhador agrícola no sul do Chile, que por muitos anos trabalhou como agente das máquinas repressivas do regime de Pinochet. Foi ele o jovem mordomo que trouxe as xícaras de café no meio das sessões de tortura, quem alimentou os prisioneiros e jogou fora seus corpos. Vinte anos depois, ele está sendo levado a tribunal e forçado a se lembrar, um retrato psicológico de um ser humano destruído por seu passado, por ter participado dos horrores e crimes da ditadura de Pinochet, mas que hoje enfrenta sua consciência e procura redenção. Por fim, I Love Pinochet (2001), documentário que mostra os "pinochetistas'' e os seus diferentes aspectos de suas vidas, exibindo sua paixão e agradecimentos ao homem que, segundo eles, salvou o Chile do comunismo internacional, com o sangrento golpe de Estado no dia 11 de setembro de 1973. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Quem vê essas esculturas lindas pode identificar que era um homem dedicado à beleza, à contemplação. As pessoas estão sempre passando com pressa, independentemente do público, a obra existe, está lá, existe, vai sempre embelezar o lugar. O reconhecimento na arte é algo extremamente complexo, é muito difícil. O grande valor independe do reconhecimento. Isso vale nada. Depois que o tempo passa, é a obra que fica, a obra vai permanecer.
CORBINIANO – A arte do escultor José Corbiniano Lins (1924-2018), que fez parte do movimento de Arte Moderna do Recife, na década de 1950, participando de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Veja mais aqui, aquiaqui. E muito mais aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER PERNAMBUCANA
A arte da socióloga, cineasta e roteirista Isa Grinspum Ferraz, que foi coordenadora e criadora de projetos para editoriais e televisão na Fundação Roberto Marinho e exibidos pela Rede Globo, atuou com Darcy Ribeiro para o programa Escola pela TV, coordenou o Projeto Especial Núcleo da TVE; concebeu e dirigiu a série de documentário O Povo Brasileiro, baseada em obra de Darcy Ribeiro e exibida no canal TV Cultura e canal GNT; diretora dos documentários Marighella (2012) e A cidade do Brasil (2018), entre outros projetos e realizações.
A literatura do premiado escritor, crítico, editor e jornalista pernambucano Raimundo Carrero aqui, aqui, aqui & aqui.
Frevo de Várzea, do poeta Wilson Araújo aqui.
Brivaldo Leão & Ginásio Municipal aqui, aqui & aqui.
A arte de Joacir aqui.
A xilogravura de Perron Ramos aqui.
Água Preta aqui, aqui & aqui.
UNA: Roteiro documentário curta-metragem aqui.
&
OFICINAS ABI
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


terça-feira, janeiro 05, 2016

DESEJO, NIETZSCHE, ARIOSTO, ARETINO, TAUTOU, ÍBYS, PERSSON, KIKI SUDÁRIO & MUITO MAIS!!


CRÔNICA DE AMOR POR ELA: DESEJO - Foi nela que a canção se fez semente como o que brota da terra pro sabor de todas as satisfações. Foi dela que nasceu a canção: dos seus olhos brilhantes a me criar visões de tudo e de nada na mais plena paisagem de todas as belezas do mundo, a me dar o universo para que eu me embriague com seus olhares e me tenha cada vez mais cioso do seu encanto na minha fortaleza e esperança. Foi de suas faces boas de beijar todo dia e o dia todo pela maciez e requinte de beleza além de todas as mais mimosas coisas do mundo, que a canção se fez solfejo no dia. Foi dos seus lábios que beijam e me fazem refém de seu carinho no mais prazeroso hálito de perfume de todas as rosas, que a canção se fez compasso. Foi do seu beijo que me ensina todos os caminhos de ir e voltar para recolher a panaceia de todos os meus males e sofrimentos, que a canção se fez estribilho. Foi do seu riso ensolarado que ilumina a minha vida e me faz mais que refeito pronto para viver os desafios de toda a existência, a canção se fez refrão. Foi de sua boca abrasada e abraçadora de todas as volúpias que me recolhe do nada para ser-me inteiro na posse de todas as posses, que a canção se fez melodia completa para embalar a minha alma. Foi da sua voz que me encanta a alma e me alcança para fazer-me doce e mel no seu paladar, que a canção se fez harmonia na minha para cantar seus atributos generosos. Foi do seu jeito benévolo de me dar a fragrância do mundo com todas as diversões profusas e a se esforçar em reter minhas tresnoitadas indômitas de todas as premências e quedas, que a canção chegou à minha voz para ser plena aos seus ouvidos. Foi do seu coração de amada que me guarda errante solitário com todos os meus navios e naufrágios para eu navegar e dormir; foi do meneio dos seus ombros que me levam amiúde à devassidão impávida de devaneios do amor na sua sensualidade extrema; foi da sua aparição repentina com todos os encantos de céu e terra a me deixar a sua mercê para ajeitar o proposito do artífice na arte da poesia pra cantá-la todos os louvores e seus feitos pormenorizados nas entregas e lascívias. Foi dos seus seios que me abrigam além de maternal e me ilumina com as duas luas do seu decote augurando o amor eterno; foi dos seus braços com o abraço mais acolhedor onde tudo o que existe se torna real para que eu viva sem ter que ir tão longe além da sua entrega a me dar o mar de todas as ondas, o brilho de todas as estrelas, a queda de todas as cachoeiras e toda a festa de toda natureza. Foi do seu andar cativante de aprazível elegância a bulir com meu coração que se agiganta ao seu convite de seguir seus passos por todas as veredas do universo a cometer os versos mais audazes. Foi da candura dos seus movimentos de requintada beleza e pompa singular para júbilo das minhas querências de querer acariciar todos os seus pendores de bem-amada na maior experiência do amor. Foi da forma como encara a vida a vê-la revirada para que dê tudo certo mesmo que nada por satisfeito de tudo; foi dos seus sonhos de menina que alentam a maturidade de sua eterna infância quando me tem por menino travesso e virado da breca; foi das vestes que compõem sua indumentária cotidiana e me encanta a se ajeitar toda formosura de fêmea mais que gueixa na minha predileção; foi seu modo de me fitar com atenção e um não sei quê de perdão sempre guardado a cada desatino meu de maluco beleza; foi do pensar que tudo pode ser melhor e que há de haver uma forma de felicidade possível na vida; foi do agir muitas vezes sem ter que ficar repisando os erros de ontem e os acertos de nunca; foi da entrega, ah, sobretudo da entrega de sua alma e corpo na carne de quem nada detém as fantasias do seu inebriante jeito de gozar e dar prazer, a vê-la nítida e clara completamente arrebatada com minhas investidas ao se revelar a aproximação sensual dos nossos corpos com a turgência do meu sexo, as loas de nossas juras, o aranzel dos meus galanteios na minha poesia estupefata a desfrutar de sua graça e todos os amanheceres carentes e manhosos que guarda todas as minhas insônias selenitas. Foi por todos os entardeceres de ebriez erótica por todas as formas de me dar a vida com seu sexo quente; por todos os anoiteceres que me agasalha porque conhece o ardor da minha luxúria que atravessa a noite a buscar dos palpitantes aromas caprichosos da sua perfeita noite a oferecer o infinito e sou maior que a mim mesmo a devorar sua vastidão; por todos os madrugares dos seus prazeres nos leitos esplêndidos de todas as suas querências; e por todos os novos amanheceres com seus desejos intensos como quem tudo quer de novo outra vez e todas as vezes para dar-me a poesia e a canção que cantarei pro seu coração. (Luiz Alberto Machado. Veja mais aquiaqui, aqui, aqui e aqui).


PICADINHO


Imagem: Labandon Italian female nude, do pintor da Renascença italiana Piero Della Francesca (1415-1492). Veja mais aqui

 Curtindo a música Aqui Alagoas e o álbum Cabelo de Milho (Carambola, 2002), do violonista, cantor e compositor Ibys Maceioh. Veja mais aqui.

EPÍGRAFELes vertus sont à pied, le vice est à cheval, verso de um epigrama anônimo francês que se tornou proverbial por satirizar que as virtudes estão a pé e o vício está a cavalo. Veja mais aqui.

ESPÍRITO APOLÍNEO E DIONISÍACO – No livro A origem da tragédia (Guimarães, 1954), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), destaco o trecho em que: Teremos dado um grande passo, e promovido o processo da ciência estética, quando chegarmos não só à indução lógica, mas também à certeza imediata, deste pensamento: a evolução progressiva da arte resulta do duplo caráter do espírito apolíneo e do espírito dionisíaco, tal como a dualidade dos sexos gera a vida no meio de lutas, que são perpetuas e por aproximações que são periódicas. Tais designações, fomos nós busca-las aos gregos. Foram eles quem tornou inteligível ao pensador o sentido oculto e profundo da concepção artística, não por meio de noções abstratas, mas com auxilio das figuras altamente significativas do mundo dos seus deuses. É, pois, às suas duas divindades das artes, a Apolo e a Dionisos, que se refere a nossa consciência do extraordinário antagonismo, tanto de origens como de fins, que existe no mundo grego entre a arte plástica ou apolínea e a arte sem formas ou musical, a arte dionisíaca. Estes dois instintos impulsivos andam lado a lado e na maior parte do tempo em guerra aberta, mutuamente se desafiando e excitando para darem origem a criações novas, cada vez mais robustas, para com elas perpetuarem o conflito deste antagonismo que a palavra arte, comum dos dois, consegue mascarar, até que por fim, devido a um milagre metafísico da vontade helênica, os dois instintos se encontrem e se abraçem para, num amplexo, gerarem a obra superior que está ao nosso tempo apolínea e dionisíaca – a tragédia ática. [...]. Veja aqui e aqui.

SÓROR FILOMELA – No conto Soror Filomela (Cultrix, 1962), do escritor do Modernismo nicaraguense Rubén Darío, destaco o trecho: - Já está feito, com todos os diabos! – rugiu o gordo empresário, dirigindo-se à mesinha de mármore onde o pobre Tenório afogava sua amargura no opalino corpo de absinto. O empresário, esse famoso Krau – não conhecia por acaso o seu soberbo nariz, uma joia de coral pintado de um ruivo alcóolico? – pediu o seu absinto com pouca água. Depois, enxugou o suor da teste e, dando um murro na mesa, que fez tremerem a bandeja e os copos, deu à língua: - Sabe, Barlet? Estive lá durante toda a cerimonia; presenciei tudo. Para dizer a verdade, foi uma coisa comovedora... a gente não é feita de ferro... Contou-lhe o que tinha visto: a bonita pequena, que era a joia de sua companhia, tomar o ver, sepultar a beleza num convento, professar, com o vestido escuro de religiosa, a vela de cera na mão branca. Depois os comentários daquela gente: - Uma cômica feito freira! Isto é difícil de engolir! Barlet – o namorado romântico – olhava o teto e bebia a pequenos goles. [...]. Veja mais aqui.

SONETO LUXURIOSO – Entre os Sonetos luxuriosos (Companhia das Letras, 2011), do poeta Pietro Aretino (1492-1556), destaco: I - Mais que sonetos este livro aninha, / Mais que éclogas, capítulos, canções. / Tu, Bembo ou Sannazaro, aqui não pões / Nem líquidos cristais e nem florinhas. / Marignan madrigais não escrevinha / Aqui, onde há caralhos sem bridões, / Que em cu ou cona lépidos dispõem- se / Como confeitos dentro da caixinha. / Gente aqui há que fode e que é fodida, / De conas e caralhos há caudal / E pelo cu muita alma já perdida. / Fode-se aqui com graça sem igual, / Alhures nunca assaz reproduzida / Por toda a jerarquia putanal. / Enfim loucura tal / Que até dá nojo essa iguaria toda, / E Deus perdoe a quem no cu não foda. Veja mais aqui, aquiaqui, aqui e aqui.

TEATRO RENASCENTISTA – O poeta italiano Ludovico Ariosto (1474-1533), é autor da obra capital Orlando furioso (1516), epopeia feérica e tragicômica, publicada a principio em 40 cantos, acrescidos de outros seis posteriormente. Em Morgante (1481), os elementos do enredo cavalheiresco são pretexto para fazer como o povo, ridicularizando sua credulidade nas façanhas da gesta medieval. Em suas obras ele confessa suas inclinações pessoais para a vida familiar e meditativa, ironiza os costumes da época e exprime, ainda que sem rancor, seu descontentamento pelas espinhosas funções que lhe haviam destinado o cardeal Ippolito e o duque Alfonso. Suas comédias Os supostos (1509) e O necromante (1520), calcadas em Plauto e Terencio, tem o mérito de iniciar a assimilação convincente dos modelos clássicos ao ambiente da Renascença, constituindo a primeira manifestação relevante do gênero na Itália. Veja mais aqui, aqui e aqui.

UN LONG DIMANCHE DE FIANÇAILLES – O filme Un long dimanche de fiançailles (Amor Eterno, 2004), dirigido pelo cineasta e roteirista francês Jean-Pierre Jeunet, conta a história ocorrida após o fim da primeira guerra mundial, quando uma jovem aguarda notícias sobre seu noivo e fica sabendo que ele fez parte de um grupo de cinco soldados que, individualmente, provocaram a sua própria mutilação, para que deixassem a frente de batalha da guerra. Os cinco são condenados à morte pela corte marcial e, após serem levados para uma trincheira francesa, são deixados à morte no território existente entre o local em que estavam e a trincheira alemã. Apesar de todos serem considerados mortos pelo exército francês, ela acredita que ele está vivo e inicia, por conta própria, uma busca por pistas que confirmem isso. O destaque do filme fica por conta da atriz francesa Audrey Tautou. Veja aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte de Maria Luisa Persson
Veja mais aquiaqui e aqui.

DEDICATÓRIA
A edição é dedicado à lindamiga e maravilhosa atriz, cantora e escritora Kiki Sudário. Veja aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER
Veja as homenageadas aqui.


quarta-feira, fevereiro 04, 2015

PAZ, PRÉVERT, HATOUM, LARSON, FISCHL, MÔNICA BELLUCCI, MARETIORE E SONIA MELLO


A HISTÓRIA DA CANÇÃOImagem: arte digital da série Trígonos, de Madhu Maretiore - A música Desejo foi concebida na segunda metade dos anos 1980 e só nos anos 2000 é que ela ganhou expressão quando a cantora Sônia Mello a incluiu no seu álbum também denominado Desejo. Daí por diante, essa canção seguiu sua própria vida: Quero ficar no seu coração e assim poder sonhar toda aventura que pintar da emoção, toda fervura que brotar das suas mãos pra iluminar a reticência que aprumou a minha vida e um dia ser feliz e nada mais. Quero ficar no seu coração e assim me agasalhar do frio impune que semeia a solidão e feito imune repetir a sensação que vai pra lua na volúpia mais fervida e um dia ser feliz e nada mais. E quando o jeito de você virar absoluta adoração será o véu perfeito e a ternura abraçará minha ilusão. Quero o meu destino a confundir-se com o seu e sermos um o que a sina prometeu. E o que sobrar de nós será um ninho verdadeiro e um dia ser feliz e nada mais. (Desejo, letra & música de Luiz Alberto Machado). Veja detalhes aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem: Friends lovers and other constellations: Ausstellung in Wien, do pintor e escultor norte-americano Eric Fischl. Veja mais aqui.


 Ouvindo: The monologue Tick Tick Boom, do compositor e dramaturgo norte-americano Jonathan Larson (1960-1996)

CONTRIBUIÇÃO PARA A PAZContribuo para a paz quando me esforço para manifestar o melhor de mim em meus relacionamentos com os outros. Contribuo para a paz quando uso minha inteligência e minhas aptidões a serviço do bem. Contribuo para a paz quando sinto compaixão pelos que sofrem. Contribuo para a paz quando tenho a mesma consideração por todos os meus irmãos e irmãs, independente de raça, cultura ou religião. Contribuo para a paz quando ouço com tolerância as opiniões que diferem das minhas ou que são contrárias a elas. Contribuo para a paz quando recorro ao diálogo em vez da força para dissipar qualquer conflito, Contribuo para a paz quando respeito a Natureza e a preservo para as futuras gerações. Contribuo para a paz quando não procuro impor aos outros o meu conceito de Deus. Contribuo para a paz quando faço da Paz o alicerce dos meus ideais e da minha filosofia. (Ralph M. Lewis, Contribuição para a paz). Veja mais aquiaqui

NA LOJA DE FLORES – O poeta e roteirista francês Jacques Prévert (1900-1977) esteve sempre voltado para as situações triviais do cotidiano e para o homem pequeno, impiedosamente massacrado pela rotina do trabalho e engrenagens  de uma sociedade que não favorece as aspirações mais legitimas do ser. Seus poemas, de construção simples, mas rigorosamente elaborada, caracterizam-se por lirismo contagiante, meios-tons de humor, pitadas de sarcasmo e até mesmo pelo colorido inesperado de uma anedota. Exemplo disso o seu Na loja de flores: “Um homem entra na loja de flores / e escolhe flores / a florista embrulha as flores / o homem enfia a mão no bolso / para pegar o dinheiro / dinheiro para pagar as flores/ mas de repente e ao mesmo tempo / ele põe / a mão no coração / e cai / Enquanto cai ; o dinheiro roda por terra / e depois as flores caem / ao mesmo tempo que o homem / ao mesmo tempo que o dinheiro / e a florista fica ali / vendo o dinheiro que roda / as flores que murcham/ o homem que morre / tudo isso é muito triste é claro / e é preciso que ela faça alguma coisa / a florista / não sabe o que fazer / não sabe / por onde começar / Já tantas coisas por fazer / pelo homem que morre / pelas flores que murcham / e com o dinheiro / esse dinheiro que roda / que não para de rodar. Veja mais aqui.


O INSTANTÂNEO PRESENTE – Analisando a instantaneidade do nosso tempo contemporâneo, o escritor, tradutor e professor Milton Hatoum expressou: Nosso tempo parece hipnotizar-se com a voracidade e velocidade de imagens vazias e com a aceitação de tudo o que causa sensação, escândalo, alvoroço. A literatura é o oposto de tudo isso, pois exige do escritor e do leitor um certo tempo de reflexão e interesse pela linguagem. O prazer do texto é também o do conhecimento do mundo narrado. Sem essa leitura, que é a um só tempo critica e prazerosa, corre-se o risco de trocar gatos por lebres ou gastos por livros. Mas tudo isso faz parte do cinismo crescente que, de resto, não é apenas contemporâneo. No século passado, Chateaubriand já afirmava que ‘o cinismo dos costumes, ao aniquilar o senso moral, reaviva na sociedade uma espécie de barbárie’”. Veja mais aquiaqui


DO ESTRELATO NAS TELAS PRA HOMENAGEM EM DESEJO - A atriz e modelo italiana, Monica Bellucci abandonou o curso de Direito para brilhar nas passarelas e, posteriormente, nas telas. No cinema a sua primeira aparição ocorreu em 1992, no filme Drácula de Bram Stocker, dirigido por Francis Ford Coppola. O sucesso foi alcançado com o filme encantador Malèna, de Giuseppe Tornatore. Por causa desse filme ela foi homenageada por mim no primeiro videoclipe feito pra minha canção Desejo, interpretada pela cantora Sonia Mello. Para ambas, lindas e maravilhosas mulheres, nossas reiteradas homenagens. Afinal, todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui.


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Aos quatro cantos e ventos minha vida, Jacob Boehme, Esther Scliar, Jo Ansell, Tamara de Lempicka, Jonathan Charles & Dene Ramos aqui.
Solilóquio na viagem noturna do sol, Sêneca, Educação, Maria Esther Pallares, Paula Águas, Terry Miura & Amenaide Lima aqui.
A lição de cada amanhecer, A lenda da origem do Solimões, Anne Schneider, Alice Soares, Lorenzo Quinn, O Lobisomem Zonzo & Edla Fonseca aqui.
O cordão dos a favor & os do contra, Água, Jorge Ben Jor, Hélio Oiticica, Vampirella & Forrest J. Ackerman, Eliane Queiroz Auer & Lia Kosta aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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