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sábado, maio 30, 2015

BAKUNIN, PO CHU YI, MURILO LA GRECA, BERTHA LUTZ, BELLINATI, MELINDA, SONIA MELLO, MATA HARI & PSICODRAMA.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA: HOJE É DIA DA CANTORA SONIA MELLO – A cantora pernambucana radicada no Rio de Janeiro, Sonia Mello, foi uma interprete de sucesso das canções de Roberto & Erasmo Carlos. Hoje ela trabalha o seu cd Desejo, no qual tem uma canção inédita da dupla, e seguindo a sua carreira musical lançando novos nomes da música brasileira e outros sucessos que ocorreram na época da Jovem Guarda. Como todo dia é dia da mulher, hoje, especialmente, é dia de Sonia Mello para quem daqui dou salvas de palmas desejando sucesso & felicidade. Parabéns, Sônia, feliz aniversário! E veja mais aqui, aqui e aqui.

Imagens do artista plástico e professor pernambucano Murilo La Greca (1899-1985).

Curtindo The Guitar Works of Garoto (GSP, 1991) do violonista, compositor e arranjador brasileiro Paulo Bellinati, executando obra do também compositor e violonista brasileiro Garoto – Anibal Augusto Sardinha (1915-1955).

DEUS E O ESTADO – A obra Deus e o Estado (1871), do escritor, ativista anarquista e teórico libertário russo Mikhail Bakunin (1814-1876), aborda questões atinentes à temática da autoridade a partir da ideia de Deus e do Estado, liberdade coletiva e do homem, as faculdades morais e materiais humanas, a religião, a fé, dominação e escravidão, Marxismo e autoritarismo. Da obra destaco o trecho inicial: Três elementos ou três princípios fundamentais constituem, na história, as condições essenciais de todo desenvolvimento humano, coletivo ou individual: 1º) a animalidade humana; 2º) o pensamento; 3º) a revolta. À primeira corresponde propriamente a economia social e privada; à segunda, a ciência; à terceira, a liberdade. Os idealistas de todas as escolas, aristocratas e burgueses, teólogos e metafísicos, políticos e moralistas, religiosos, filósofos ou poetas, sem esquecer os economistas liberais, adoradores desmedidos do ideal, como se sabe, ofendem-se muito quando se lhes diz que o homem, com sua inteligência magnífica, suas idéias sublimes e suas aspirações infinitas, nada mais é, como tudo o que existe neste inundo, que um produto da vil matéria. Poderíamos responder-lhes que a matéria da qual falam os materialistas, matéria espontaneamente, eternamente móvel, ativa, produtiva, a matéria química ou organicamente determinada e manifesta pelas propriedades ou pelas forças mecânicas, físicas, animais e inteligentes, que lhe são forçosamente inerentes, esta matéria nada tem de comum com a vil matéria dos idealistas. Esta última, produto de falsa abstração, é efetivamente uma coisa estúpida, inanimada, imóvel, incapaz de dar vida ao mínimo produto, um caput mortuum, uma infame imaginação oposta a esta bela imaginação que eles chamam Deus; em relação ao Ser supremo, a matéria, a matéria deles, despojada por eles mesmos de tudo o que constitui sua natureza real, representa necessariamente o supremo nada. Eles retiraram da matéria a inteligência, a vida, todas as qualidades determinantes, as relações ativas ou as forças, o próprio movimento, sem o qual a matéria sequer teria peso, nada lhe deixando da impenetrabilidade e da imobilidade absoluta no espaço; eles atribuíram todas estas forças, propriedades ou manifestações naturais ao ser imaginário criado por sua fantasia abstrativa; em seguida, invertendo os papéis, denominaram este produto de sua imaginação, este fantasma, este Deus que é o nada, "Ser supremo"; e, por conseqüência necessária, declararam que o Ser real, a matéria, o mundo, era o nada. Depois disso eles vêm nos dizer gravemente que esta matéria é incapaz de produzir qualquer coisa que seja, até mesmo colocar-se em movimento por si mesma, e que por conseqüência deve ter sido criada por seu Deus. [...] Veja mais aqui e aqui.

REFLEXOS OUVINDO INSETOS – Na obra O velho vendedor de carvão, do poeta chinês da dinastia Tang, Po Chu Yi (772-846) – também nomeado como Bai Juyi - que foi várias vezes desterrado de sua terra, autor de poemas didáticos e de protesto, encontrei o poema Reflexos: Envelheço. Estas límpidas águas refletiram já um outro rosto  Ninguém me pode devolver esse fulgor  passado. Para quê turvá-las? Também os poemas Vida em retiro: último outono & Ouvindo insetos, traduzidos por Maurício Arruda Mendonça: vida em retiro: último outono - lugar ermo: nenhuma pegada / de poucos me despeço: na entrada / dedos do poente : medito a sós / o coração rebrota : degustando a paz / jardim pleno: sem varrer: outono / na mão sopeso : galho de glicínias /em retiro : tantas folhas secas /piso minhas lembranças: ecos amarelos. [...] ouvindo insetos - escuto no escuro / ocultos entre rochas / insetos entretecem seu sussurro / envolto em névoa e sombra / promete pura chuva / deseja o céu / outono / o coração desfolha / ardendo / esse silêncio intenso / devo dormir / sem sono / sussurros se insinuam / perto / mais perto / eu permaneço / erva ceifada antes do tempo. Por fim esse belo poema sem título: Não penses nas coisas que se foram e passaram; não penses no que há de suceder; pensar no futuro é impaciência vã. É melhor que de dia sentes como um paletó na cadeira; que de noite deites como uma pedra no leito. Quando vem o jantar abre a boca; fecha os olhos quando vem o sono e o sonho. Veja mais aqui.

FUNÇÃO EDUCATIVA DOS MUSEUS – A obra A função educativa dos museus (Museu Nacional, 2008), organizado por Guilherme Gantois de Miranda, Maria José da Costa Santos, Silvia Ninita de Moura Estevão e Vítor Manoel Marques da Fonseca, destaca o trabalho da bióloga e advogada brasileira Bertha Lutz (1894-1976), especialista em anfíbios e pesquisadora do Museu Nacional, foi uma das figuras mais representativos da Educação e do Feminismo do século XX. Mulher polivalente, Bertha Lutz participa em vários campos do conhecimento com a sua excepcional formação cientista e fluência em várias línguas, depois de um período de estudos na França retorna ao Brasil para fundar a Liga para Emancipação Intelectual da Mulher, no Rio de Janeiro, atuando como tradutora do Instituto Oswaldo Cruz e no trabalho de pesquisa do seu pai, Adolpho Lutz na Medicina Tropical e Zoologia Médica, sendo, ainda, a principal autora da obra Lutz's Rapids Frog, ao descrever o Paratelmatobius lutzii (Lutz and Carvalho, 1958), além de fundar a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). Veja mais aqui.

TEATRO ESPONTÂNEO E PSICODRAMA – O livro Teatro espontâneo e psicodrama (Ágora, 1998), de Moysés Aguiar, trata de temas como o campo do teatro espontâneo, o papel do diretor, os atores: protagonista, aquecimento: a caminho da criação, dramaturgia: a produção do texto, encenação e comunicação cênica, a construção da teoria, círculos de giz, marco teórico, conceito de co-transferência, processamento em psicodrama, entre outros assuntos. Da obra destaco os trechos: [...] O teatro espontâneo introduz no pensamento psicológico uma forma nova de encarar o comportamento humano. Em primeiro lugar, porque se propõe a investiga-lo por meio da criação artística. A representação da vida no palco, atuada pelos próprios autores do relato, permite revelar os aspectos mais importantes do aqui-e-agora concreto de pessoas concretas. A singularidade dos ângulos pelos quais a vida é observada é um dos elementos mais valiosos que compõe a abordagem artística. Como ciência, estabelece um novo objeto, diferente dos que ocupam, respectivamente, tanto a psicologia como a sociologia. Na tentativa de compreender o homem, privilegia a intersecção entre o individual e o coletivo. Nem o psiquismo individual nem os macrofenomenos sociais lhe interessam como campo de pesquisa (embora não seja todo em negar a importância das investigações que se fazem nessas áreas fronteiriças). O que instiga sua atenção é o relacionamento concreto entre pessoas concretas e a inserção desse particular no geral, considerado em amplitude tanto mais amplas quanto possível. O terapeuta é, nesse caso, um misto de artista e cientista. [...] Veja mais aqui, aqui e aqui.

MATA HARI – A dançarina exótica e símbolo da ousadia feminina holandesa Mata Hari (1876-1917) foi acusada de espionagem e condenada à morte por fuzilamento durante a I Guerra Mundial. Sua vida foi levada pela primeira ao cinema, no longa metragem Mata Hari: The Dancer Red, pelas mãos do diretor austríaco Friedrich Feher (1889-1950), em 1927, estrelado pela atriz tcheca Magda Sonja (1886-1974). Em 1931, novo filme contando seus últimos dias de vida, levou a atriz sueca Greta Garbo (1905-1990) a interpretá-la, com direção de George Fitzmaurice (1885-1940). Em 1985, foi a vez da atriz, modelo e diretora holandesa Sylvia Kristel (1952-2012) viver o personagem da dançarina, com direção de Curtis Harrington. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte da desenhista estadunidense Melinda Gebbie, autora do livro Fresca Zizis (1977) e parceria de Alan Moore nos quadrinhos Cobweb e da publicação erótica Lost Girls.


Veja mais sobre:
História Universal da Temerança, La Divina Increnca de Juó Bananére, Savarasti, Ator e estranhamento de Eraldo Pera Rizzo, a música de Mônica Feijó, a poesia de Colombina, a pintura de Alfred Pellan & Kellie Day aqui.

E mais:
Vamos aprumar a conversa, a poesia de Mario Quintana, a música de Iancu Dumitrescu, o ativismo anarquista de Maria Lacerda de Moura, Toda América de Ronald de Carvalho, Aventuras galantes de Rabelais, Pele de lobo de Artur Azevedo, o cinema de Mario Monicelli & Faith Minton, a pintura de Alfred Pellan & Pierre-Paul Prud'Hon aqui.
Do individualismo ao umbigocentrismo, o pensamento de Gianni Vattimo, A mulher no Diário de um sedutor de Kierkegaard, O poema do haxixe de Baudelaire, Tribo Ik, Antípodas Tropicais de Adriano Nunes aqui.
As delícias do pomar dela, Abre-te Sésamo: Monstesquieu, Declaração de amor de Michael Moore, Imprensa Brasileira & Big Shit Bôbras: o Big Bode aqui.
Princípios de retórica aqui.
A educação na sociologia de Max Weber aqui.
Quem desiste jamais saberá o gosto de qualquer vitória, A ciência da linguagem de Roman Jakobson, Caminhos de Swan de Marcel Proust, a música de Secos & Molhados & Luiza Possi, a pintura de Henry Asencio, a fotografia de Thomas Karsten, a arte de Regina José Galindo & Tortura é crime aqui.
Tudo em mim, mestiço sou, O povo brasileiro de Darcy Ribeiro, A história da vida de Helen Keller, O anarquismo de Emma Goldman. a música de Guilhermina Suggia, Viviane Madu & Os Fofos Encenam, a escultura de Luiz Morrone, a fotografia de Pisco Del Gaiso & a pintura de Martin Eder aqui.
Educação, professor-aluno, gestão escolar & neuroeducação, Livro dos sonhos de Jorge Luis Borges, Neurociência & Educação, Ciência psicológica de Michael Gazzaniga, a música de Ayako Yonetan, a fotografia de Anton Giulio Bragaglia, a pintura de Jean Metzinger & Anthony Gadd aqui.
Cantarau Tataritaritatá, a literatura de John dos Passos, O teatro pobre de Jerzy Grotowski, a música de Carlos Careqa, Estética teatral de José Oliveira Barata, a coreografia de Xavier Le Roy, a arte de Alex Mortensen & Vesselin Vassilev aqui.
Manchetes do dia: ataca o noticiário matinal, Folclore pernambucano de Pereira da Costa, Filosofia da Linguagem, Vinte vezes Cassiano Nunes, a música de Fabian Almazan, a coreografia de Doris Uhlich, a pintura de Nicolai Fechin & a arte de Roberto Prusso aqui.
Fecamepa – quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Ísis Nefelibata
Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


terça-feira, março 24, 2015

GREENAWAY, FERLINGHETTI, MILTON, WESTON, LEO LOBOS, PORTAL DO POETA, PROGRAMA TATARITARITATÁ & A COELHINHA DA PÁSCOA!

MINHA VOZ – A minha predileção por Elis Regina foi muito além duma verdadeira adoração: a voz, a interpretação, a mulher – a pimentinha! Era a deusa-mor no panteão de todas as minhas deusas. Em 1982 eu ouvia Milton Nascimento quando soube da notícia. Essas vozes ecoaram em mim, essas vozes maravilhosas. Rabisquei no papel uns versos que fizeram parte do meu A Intromissão do Verbo (Pirata, 1983) e depois incluído no Primeira Reunião (Bagaço, 1992). Vingou mais quando a cantora Sônia Mello gravou junto com a minha canção Aurora, recitando: Minha voz é a coragem de amar no ultraje dos desencontros. E eu sou navio com rota esquecida e naufrágios muitos. Quando minha voz é torrente de dor no exagero sombrio de uma canção, não é nada, é tempestade que passou e deixou danos. Quando minha voz é a coragem de amar, não é a sombra de um vendaval, é a sujeição de um eterno pavio que aceso nunca apagará. Veja mais aqui e aqui. E ainda tem mais aqui e aqui

A COELHINHA DA PÁSCOA - Ela é uma dama, uma distinta senhora escorpiana, dona de uma nobreza ímpar e só dela, que a faz simpática e bem-humorada, o tanto de recatada com tudo nos limites do decoro – basta um milímetro de insolência ou qualquer licenciosidade pra que desça das tamancas e, com todos os pingos nos iis, botar tudo no seu devido lugar. Assim é ela, linda e maravilhosa, educada e gentil risonha, com as todas as luas de sua expressão: dias de si, outros de deixa pra lá. Porém, comigo e só comigo, tão mais linda quanto maravilhosamente sempre foi, ela se permitiu, no que é de seu, ser a lambreta dos meus sonhos. Viu-se enredada num sequestro anunciado e topou pagar o resgate, sussurrando ao meu ouvido: - Quero ser a sua coelhinha da páscoa. Imediatamente o meu sexo buliçoso começou a fazer volume dentro da cueca a me denunciar armado para dar o maior bote. Ela percebeu a saliência que de mim se insinuava no seu ventre e mais se encostou com um beijo envolvente que roubou os sentidos, aflorando a mais primitiva das volúpias arrebatadas. Minhas mãos inquietas percorreram a sua assimétrica geografia, conferindo a sua apetitosa e saborosa feitura, até pousá-las firmes nas suas ancas para, livres e desimpedidas, vasculharem sua saborosa intimidade corporal. Ela me beijava e suspirava enquanto eu tomava conta daquela gostosura de mulher. De repente ela virou-se de costas e disse: - Quer ganhar o presente: os ovos de páscoa? Nem respondi, abracei-lhe embalado pelo perfume de seus cabelos, beijei-lhe e lambi a sua nuca e ombros, enquanto ela empinava o glúteo para mais se achegar a minha priápica exploração. Desci lentamente com a ponta do nariz por sua coluna vertebral sob a blusinha de alças, até alcançar toda dimensão de sua bunda tesuda sob a calça jeans que, calma e demoradamente, desabotoei e fui lentamente baixando para ver-lhe a calcinha, por meus dedos puxadas para baixo, até deixá-la nua e eu pudesse ter toda dimensão de sua delícia. Beijei-lhe os pés: - Se um pé de coelho dá sorte, imagine dois de uma coelhinha gostosíssima! -, disse-lhe e ela sorriu timidamente safada, como se estivesse ciente de que seria tomada por minha gula desesperada. E subi beijando e lambendo as pernas e as coxas como quem escala íngreme montanha para chegar ao pico de suas montanhas do Cáucaso e lá hastear minha bandeira para tomar posse do que me era devido por direito e justiça. Beijei-lhe de um lado a outro escorrendo a língua no rego da bunda para ela, jeitosa e deliciosamente, arquear na posição da gata e deixar-me frente a frente com a delícia do seu ânus e vagina, aos quais lambi do cóccix até o pinguelo, para chupá-la vorazmente. Bruscamente ela se levanta se virando e com o sexo em minha boca exige: - Encontre o seu presente! E mais lambi a vulva, enfiando a língua traquina na sua gruta para descobrir o recôndito de seus desejos. Quanto mais ela se contorcia, mais eu chupava e ela escorria louca pra me dar o manjar mais predileto. Lentamente ela foi puxando minha cabeça pra cima e a minha língua subiu saboreando sua púbis, seu umbigo, sua pele macia, até encontrar seus seios duros prontos para serem abocanhados por minha fome e sede, enquanto a glande do meu sexo pincelava sua vagina para mais incendiá-la. Então ela levou a minha boca à sua boca e me beijou ardente e sofregamente, para que eu me apoderasse de vez daquela beldade exuberante e a fizesse a lambreta dos meus sonhos e começasse a pagar o seu resgate, loucamente gostosa, exageradamente puta delirante pro seu prazer, ao passo que eu mais guerreiro com as armas da guerra do prazer, deliberadamente, enfiasse meu pênis duríssimo pau mandado inteiro nela pro prazer dos seus múltiplos e intensos orgasmos. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aquiaqui e aqui.


PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aquiLogo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com muita festa e a apresentação da querida Meimei Corrêa. E com as seguintes atrações na programação: Pablo Neruda, Egberto Gismonti, Joyce & Monica Salmaso, Geraldo Azevedo, Djavan, Chico Buarque, Verônica Sabino, Milton Nascimento, Hidden Treasures, Fanny Crosby, Franz Scchreker, Sonia Mello, Mazinho,  Rosana Simpson, Dery Nascimento, Ricardo Machado, Franco do Valle, Nino Antunes & Ana Fulmian, Katya Chamma, Carlinho Motta, Maria Dapaz, Teco Seade & Washignton Maguetas, Frederico Amitrano, Auri Viola, Mu Chebabi, Elisete Retter, Julia Crystal, Nick Lowe, Park Bom & muito mais! Veja mais aqui.

SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? Hoje, terça, 24 de março, a partir das 21hs
Onde? No MCLAM - blog do Programa Domingo Romântico
Apresentação: Meimei Corrêa

Imagem Margrethe (nude woman-body) do fotógrafo estadunidense Edward Weston (1886-1958)

Ouvindo o álbum Milagre dos Peixes, ao vivo (EMI, 1973) de Milton Nascimento. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui

O OLHO DO POETA OBSCENO – No livro A Coney Island of the Mind (1958), do poeta, pintor e editor estadunidense da Geração Beat, Lawrence Ferlinghetti, destaco dois dos seus poemas: o primeiro, O olho do poeta obsceno vendo, na tradução de Paulo Leminski: O olho do poeta obsceno vendo / vê a superfície do mundo redondo / com seus telhados bêbados / e pássaros de pau nos varais / e suas fêmeas e machos feitos de barro / com pernas em fogo e peitos em botão / em camas rolantes / e suas árvores de mistérios / e seus parques de domingos no parque e estátuas sem fala / e seus Estados Unidos / com suas cidades fantasmas e Ilhas Ellis vazias / e sua paisagem surrealista de / pradarias estúpidas / supermercados subúrbios / cemitérios com calefação / e catedrais que protestam / um mundo à prova de beijo um mundo de / tampas de privada e táxis / caubóis de butique e virgens de Las Vegas / índios sem terra e madames loucas por cinema / senadores anti-romanos e conformistas / conformados / e todos os outros fragmentos desbotados / do sonho imigrante real demais / e disperso / entre esse pessoal que toma banho de sol. O segundo Tudo muda e nada muda, na tradução de Ronaldo Werneck: Tudo muda e nada muda. / Séculos findam / e tudo continua / como se nada findasse. / Como nuvens estáticas a meio-voo / Como dirigíveis presos contra o vento. / E a urbana febre das feras do cotidiano / ainda domina as ruas. Mas ouço cantarem / ainda agora as vozes dos poetas / mescladas ao grito das prostitutas / na velha Mannahatta / ou na Paris de Baudelaire, / chamados de pássaros ecoam / nas ruelas da história / renomeados. / E agora são os Novecentos / e a Bolsa quebrou de novo. / E meu pai vagabundeia aqui perto com toda a sua coragem / os olhos na calçada / uma única lira italiana / e um penny com a figura da cabeça de / um indiano / no bolso / Traficantes de bebidas e carros fúnebres passam / em câmera lenta. / Enquanto ternos novos correm para o trabalho / em arranha-céus que oscilam. / Veja mais aqui, aquiaqui.

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA – A peça teatral Morte acidental de um anarquista (Brasiliense, 1986), do escritor, dramaturgo e comediante italiano Dario Fo, Premio Nobel de Literatura de 1997 e um dos dramaturgos mais importantes da atualidade, lançada em 1970, relata um fato real ocorrido na cidade Milão, no ano de 1969, relativo ao suicídio de um agitador anarquista que pulou da janela do prédio da polícia. Da obra destaco esse trecho: [...] LOUCO: Mas eu estou falando de "liberdade de arrotinhos", não de "liberdade de expressão"! Há uma boa diferença, sabia? Os líderes do movimento negro estavam fora do jogo! Saíam por aí, dizendo: "Irmãos, companheiros, se quisermos realmente ver o homem novo, se quisermos realmente ter alguma esperança em uma sociedade melhor, devemos destruir este sistema pela raiz! Devemos derrubar o Estado capitalista!". Mas o que é isso? Ficou todo mundo louco? Nesses casos, é óbvio, saem dois policiais uniformizados, com os botões bem-lustrados, revólver à mostra, chegam à casa do propagandista acima citado. "Tóc, tóc." "Quem é?" "Bom-dia, me desculpe, é o senhor que anda por aí com cartazes 'ABAIXO A GUERRA', 'A EXPLORAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM'?" "Sim, sou eu." "Muito prazer, pum, pum." E o que está feito, está feito. E olhe que o chefe da polícia não se esconde, não fica dizendo, como alguns amigos meus, "mas eu não estava presente, foi o meu colaborador". Nada disso! Assume toda a responsabilidade! "Sim, fui eu que dei a ordem. Eles são inimigos da pátria, da nossa gente, gloriosa nação!" BERTOZZO: Mãos pra cima... com as costas pra parede senão eu atiro! COMISSÁRIO: O que é isso, Bertozzo? Ficou louco?! BERTOZZO: Eu disse mãos pra cima... O senhor também, delegado... Advirto-os que não respondo mais por mim! JORNALISTA: Oh, meu Deus! DELEGADO: Se acalme, Bertozzo! BERTOZZO: Fique calmo o senhor e não se preocupe. .. (Tira da escrivaninha um molho de algemas, entrega ao agente e obriga-o a algemar todo mundo.) Vamos, prenda um por um no cabide. (Ao fundo se vê uma haste horizontal na parede à qual todos são presos, um por um, algema em um pulso, o outro preso à haste) E não me olhem com essas caras. Daqui a pouco vocês vão entender que este é o único modo que me sobrou para que me escutem. (Ao agente que está em dúvida se algema a jornalista também) É, a senhorita também... e você também. (E aí se dirigindo ao louco) Agora você, meu caro Fregoli da puta que o pariu — me faça o favor de contar aos senhores quem realmente é... ou, como me esgotou a paciência, arrebento as suas gengivas com um tiro... tá claro? (Os policiais e a jornalista ameaçam um protesto contra tanta irreverência) Boca calada... vocês! LOUCO: Com o maior prazer, mas temo que se conto assim, na lata, não vão acreditar. BERTOZZO: O que, talvez prefira cantar? LOUCO: Não, bastaria mostrar os documentos... a ficha clínico-psiquiátrica... etc. BERTOZZO: Muito bem... e onde estão? LOUCO: Ali, naquela bolsa. BERTOZZO: Mexa-se, vai buscar e não faça piada que eu acabo com você. O louco retira meia dúzia de fichas e cartões. LOUCO: Tá tudo aqui. (Estende os documentos ao Bertozzo.) BERTOZZO:(Apanha-os e distribui aos algemados. Cada um deles está com a mão esquerda livre) A vocês, senhores... E ver para crer! DELEGADO: Nããão! Ex-professor de desenho!? Aposentado! Com inclinação para exaltação paranóica? ! Mas é um louco! BERTOZZO: (Suspirando) Há uma hora que estou lhes dizendo! COMISSÁRIO: (Lendo em uma outra ficha) Hospital psiquiátrico de Imola, Voghera, Varese, Gorizia, Parma... rodou todos! LOUCO: Certo, o giro da Itália dos loucos. JORNALISTA: Quinze eletrochoques... isolamento por vinte dias... três crises de vandalismo... AGENTE: (Lendo em uma folha) Piromaníaco! Dez incêndios dolosos! JORNALISTA: Deixa eu ver? Incendiou a biblioteca de Alexandria! Alexandria do Egito? No século II antes de Cristo! BERTOZZO: Impossível. Passa pra cá! (Observa) Mas foi ele que acrescentou à mão... não está vendo? Do Egito pra frente...! DELEGADO: Falsificador também... além de mistificador, simulador... camuflador... (Ao louco que está sentado com a grande bolsa sobre os joelhos, ar ausente) Mas eu te meto dentro por abuso e apropriação de cargos religiosos e civis! LOUCO: (Desligado) Tsc, tsc... (E dá sinais de reprovação. ) BERTOZZO: Nada feito, tem carteirinha... Já sei de tudo! JORNALISTA: Que pena, eu já estava com um artigo tão bom na cabeça! Acabou-se! COMISSÁRIO: E eu acabo com ele... Por favor, Bertozzo, me tira a algema... BERTOZZO: Genial! Assim se arruina de vez... Na Itália — vocês deveriam saber — os loucos são como as vacas sagradas na Índia... Se puser as mãos neles, te lincham! DELEGADO: Esse delinquente, louco criminoso... se fez passar por juiz... a contra-investigação... Se penso no susto que me deu! LOUCO: Não, não foi um grande susto se comparado ao que vem agora! Olhem para isso aqui. (Retira da bolsa a caixa que Bertozzo tinha esquecido sobre a mesa) Contem até dez e vamos todos pro ar! BERTOZZO: O que você está aprontando... Não se faça de tonto! LOUCO: Eu sou louco, tonto não! Meça as palavras, Bertozzo... e joga a pistola... ou eu enfio o dedo no "Tramptur" e acabamos logo com isso! JORNALISTA: Meu Deus! Por favor, senhor louco...! DELEGADO: Não cai nessa, Bertozzo... a bomba está desativada... Como é que pode explodir? COMISSÁRIO: Justamente... não cai nessa! LOUCO: E agora, Bertozzo, você que entende disso... mesmo sendo fraco de gramática... Olha só, tem ou não tem... um detonador... olha aqui... não está vendo? E um longber acústico. BERTOZZO: (Se sente mal, deixa a pistola e as chaves das algemas caírem) Um longber acústico? Mas como foi que você encontrou? O louco recolhe as chaves e a pistola. LOUCO: Trouxe comigo (Indica a bolsa) Aqui dentro tem tudo! Tenho até um gravador onde está gravada toda a nossa conversa, desde que eu entrei. (Retira o gravador e mostra) Olhem aqui! DELEGADO: E o que é que pretende fazer? LOUCO: Transcrevo a fita umas cem vezes e mando pra todo mundo: partidos, jornais, ministérios, rá, rá... essa sim que vai ser uma bomba! DELEGADO: Não, o senhor não pode fazer uma coisa dessas... Sabe muito bem que as nossas declarações foram falseadas, distorcidas pelas suas provocações de falso juiz! LOUCO: E o que é que eu tenho com isso?! ... O importante é que estoure o escândalo... Nolimus aut velimus! E que também o povo italiano — como o povo americano e o inglês — se torne social-democrata, moderno, e possa finalmente exclamar "estamos na merda até o pescoço, é verdade, mas é justamente por isso que caminhamos com a cabeça erguida!". Veja mais aqui, aqui, aqui, aquiaqui.


UNA SECRETA FORMA – O poeta, ensaísta, tradutor e artista visual chileno Leo Lobos, tem se destaco por seu talento multiartístico. Dele recebi esse poema Una secreta forma: El automóvil esta poseído por la fuerza / de los animales que le habitan / como un carruaje tirado por caballos / sobre piedras húmedas de un pasado verano / Río de Janeiro aparece de repente como / la secreta forma que el Atlántico / deja entrever desde sus colinas de azúcar: / ballenas a la distancia algo / comunican a nuestra humanidad sorda / y cegadas por el sol preparan su próximo vuelo / caen ellas entonces una vez más como /lo han hecho desde hace siglos / caen ellas en las profundidades entonces / caen ellas y crecen en su liquido amniótico. Veja mais aqui.


PORTAL DO POETA BRASILEIRO – O Portal do Poeta Brasileiro é uma iniciativa da Editora Iluminatta, de Campinas (SP), comandada pela poeta Aline Romariz que realiza um trabalho cúmplice e de realização da melhor sintonia entre o autor e a edição. O projeto realiza uma série de atividades voltadas para o poeta brasileiro. Veja mais aqui.


THE PILOW BOOK – O filme franco-britânico The Pilow Book (Livro de Cabeceira, 1996), do cineasta Peter Greenaway, com música de Brian Eno, é baseado nas Notas de Cabeceira da escritora medieval japonesa Sei Shōnagon, com transposição para a atualidade, utilizando-se de temáticas plásticas e estéticas voltadas para a metáfora do poder sensual da literatura e da escrita para o êxtase físico. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.



Veja mais sobre:
O beijo que se faz poema aqui.

E mais:
O beijo dela de sol na minha vida de lua aqui.
Itinerário do final de semana num lugar que não existe, O beijo de Théodore Géricault & Carla Carson, Cartografia Rumos, a pintura de Luis Rodolfo & James Ensor aqui.
O pensamento de György Lukács aqui e aqui.
O pensamento de Jacques Lacan aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
A arte de Samuel Beckett aqui e aqui.
Georg Lukács, Jacques Lacan, Samuel Beckett, a literatura de Henry James, a música Morton Subotnick, o cinema de Jane Campion & Nicole Kidman, a pintura de Aurélio D'Alincourt, o desenho Fady Morris & a poesia de Dorothy Castro aqui.
O Cravo & a Rosa, a literatura de Antônio Torres, Clitemnestra & Oréstia, A música de Elis Regina, Antônio Maria & Clara Redig, o cinema de Bernardo Bertolucci & Maria Schneider, a pintura de Antoine-Jean Gros & Pierre-Narcisse Guérin & Programa Tataritaritatá aqui.
Brincarte do Nitolino, a poesia de Stéphane Mallarmé, a literatura de John Updike, a música de Guerra-Peixe, o teatro de Ingrid Koudela, a pintura de Frank Frazetta, o cinema de Luc Besson & Scarlett Johansson aqui.
Pesquisa & Cia., O Big Bang de Marcelo Gleiser, a literatura de Fernando Sabino & Minna Canth, Juno/Hera, a música de Eliane Elias, a pintura de Alonso Cano, o cinema de Bigas Luna & Francesca Neri aqui.
A vida por uma peínha de nada, As mil e uma noites, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a crise da atualidade de Ivo Tonet, a violência de Necilda de Moura Santana, a pintura de Vincent van Gogh & Umberto Boccioni, o teatro de Caryl Churchill, a música de Eveline Hecker, a coreografia de Angelin Preljocaj, a escultura de Kaleb Martyn, o cinema de Christine Jeffs, Luciah Lopez & Sonho real amanhecido aqui.
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quarta-feira, fevereiro 04, 2015

PAZ, PRÉVERT, HATOUM, LARSON, FISCHL, MÔNICA BELLUCCI, MARETIORE E SONIA MELLO


A HISTÓRIA DA CANÇÃOImagem: arte digital da série Trígonos, de Madhu Maretiore - A música Desejo foi concebida na segunda metade dos anos 1980 e só nos anos 2000 é que ela ganhou expressão quando a cantora Sônia Mello a incluiu no seu álbum também denominado Desejo. Daí por diante, essa canção seguiu sua própria vida: Quero ficar no seu coração e assim poder sonhar toda aventura que pintar da emoção, toda fervura que brotar das suas mãos pra iluminar a reticência que aprumou a minha vida e um dia ser feliz e nada mais. Quero ficar no seu coração e assim me agasalhar do frio impune que semeia a solidão e feito imune repetir a sensação que vai pra lua na volúpia mais fervida e um dia ser feliz e nada mais. E quando o jeito de você virar absoluta adoração será o véu perfeito e a ternura abraçará minha ilusão. Quero o meu destino a confundir-se com o seu e sermos um o que a sina prometeu. E o que sobrar de nós será um ninho verdadeiro e um dia ser feliz e nada mais. (Desejo, letra & música de Luiz Alberto Machado). Veja detalhes aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem: Friends lovers and other constellations: Ausstellung in Wien, do pintor e escultor norte-americano Eric Fischl. Veja mais aqui.


 Ouvindo: The monologue Tick Tick Boom, do compositor e dramaturgo norte-americano Jonathan Larson (1960-1996)

CONTRIBUIÇÃO PARA A PAZContribuo para a paz quando me esforço para manifestar o melhor de mim em meus relacionamentos com os outros. Contribuo para a paz quando uso minha inteligência e minhas aptidões a serviço do bem. Contribuo para a paz quando sinto compaixão pelos que sofrem. Contribuo para a paz quando tenho a mesma consideração por todos os meus irmãos e irmãs, independente de raça, cultura ou religião. Contribuo para a paz quando ouço com tolerância as opiniões que diferem das minhas ou que são contrárias a elas. Contribuo para a paz quando recorro ao diálogo em vez da força para dissipar qualquer conflito, Contribuo para a paz quando respeito a Natureza e a preservo para as futuras gerações. Contribuo para a paz quando não procuro impor aos outros o meu conceito de Deus. Contribuo para a paz quando faço da Paz o alicerce dos meus ideais e da minha filosofia. (Ralph M. Lewis, Contribuição para a paz). Veja mais aquiaqui

NA LOJA DE FLORES – O poeta e roteirista francês Jacques Prévert (1900-1977) esteve sempre voltado para as situações triviais do cotidiano e para o homem pequeno, impiedosamente massacrado pela rotina do trabalho e engrenagens  de uma sociedade que não favorece as aspirações mais legitimas do ser. Seus poemas, de construção simples, mas rigorosamente elaborada, caracterizam-se por lirismo contagiante, meios-tons de humor, pitadas de sarcasmo e até mesmo pelo colorido inesperado de uma anedota. Exemplo disso o seu Na loja de flores: “Um homem entra na loja de flores / e escolhe flores / a florista embrulha as flores / o homem enfia a mão no bolso / para pegar o dinheiro / dinheiro para pagar as flores/ mas de repente e ao mesmo tempo / ele põe / a mão no coração / e cai / Enquanto cai ; o dinheiro roda por terra / e depois as flores caem / ao mesmo tempo que o homem / ao mesmo tempo que o dinheiro / e a florista fica ali / vendo o dinheiro que roda / as flores que murcham/ o homem que morre / tudo isso é muito triste é claro / e é preciso que ela faça alguma coisa / a florista / não sabe o que fazer / não sabe / por onde começar / Já tantas coisas por fazer / pelo homem que morre / pelas flores que murcham / e com o dinheiro / esse dinheiro que roda / que não para de rodar. Veja mais aqui.


O INSTANTÂNEO PRESENTE – Analisando a instantaneidade do nosso tempo contemporâneo, o escritor, tradutor e professor Milton Hatoum expressou: Nosso tempo parece hipnotizar-se com a voracidade e velocidade de imagens vazias e com a aceitação de tudo o que causa sensação, escândalo, alvoroço. A literatura é o oposto de tudo isso, pois exige do escritor e do leitor um certo tempo de reflexão e interesse pela linguagem. O prazer do texto é também o do conhecimento do mundo narrado. Sem essa leitura, que é a um só tempo critica e prazerosa, corre-se o risco de trocar gatos por lebres ou gastos por livros. Mas tudo isso faz parte do cinismo crescente que, de resto, não é apenas contemporâneo. No século passado, Chateaubriand já afirmava que ‘o cinismo dos costumes, ao aniquilar o senso moral, reaviva na sociedade uma espécie de barbárie’”. Veja mais aquiaqui


DO ESTRELATO NAS TELAS PRA HOMENAGEM EM DESEJO - A atriz e modelo italiana, Monica Bellucci abandonou o curso de Direito para brilhar nas passarelas e, posteriormente, nas telas. No cinema a sua primeira aparição ocorreu em 1992, no filme Drácula de Bram Stocker, dirigido por Francis Ford Coppola. O sucesso foi alcançado com o filme encantador Malèna, de Giuseppe Tornatore. Por causa desse filme ela foi homenageada por mim no primeiro videoclipe feito pra minha canção Desejo, interpretada pela cantora Sonia Mello. Para ambas, lindas e maravilhosas mulheres, nossas reiteradas homenagens. Afinal, todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui.


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A educação por água abaixo pra farra dos mal-educados, o cenário escolar, Friedrich Nietzsche, Gilles Deleuze & Félix Guattari, Santiago Nazarian, Pierre Salvadori, Henri Cartier-Bresson, George Segal, P com P de Teatro, Eulalia Valldosera, Roger de La Fresnaye, Jussara Silveira, Crânio & Quando ciuço pacaru embarcou no maior revestrés aqui.
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O sonho de Orungan, James Joyce, Ayn Rand, Lenine, Elisa Lucinda, Enrique Simonet, Alina Zenon, Ekaterina Krysanova & Paula Burlamaqui aqui.
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Maceió, uma elegia para os que ousam sonhar, Luis da Câmara Cascudo & a burrinha de padre, Máximo Gorki, Mario Vargas Llosa, Autran Dourado, Sarah Vaughan, Suzana Amaral,Carl Barks & Dianne Wiest aqui.
Aos quatro cantos e ventos minha vida, Jacob Boehme, Esther Scliar, Jo Ansell, Tamara de Lempicka, Jonathan Charles & Dene Ramos aqui.
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NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...