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terça-feira, março 10, 2020

MARIA BONOMI, CORBINIANO, MARCELA SAID, MARTA KOHL & ISA GRINSPUM


TODO DIA É DIA DA MULHER – UMA: COMO SE FOSSE - As calçadas das ruas do mundo e eu à toa, vida de ninguém. Ela subitamente ali, olhos nos meus, riso encantador de musa. A surpresa quase impossível, não fosse cinema tão real. Um abraço afetuoso e uma folia de confetes e serpentinas dentro de mim. Dançamos a Sede de décadas sonhadas, o nosso idílio. Deu-me um beijo inesperado e eletrizante, carne em minhas mãos, a cintura dela inquieta, como se a avenida barulhenta e alvoroçada nada mais fosse que nossas línguas a se confundirem na escuridão de um quarto de hotel ao crepúsculo, um quase imperceptível amanhecer. A intimidade era uma cena repisada na memória tantas vezes revista das que ela já fora tão distante, agora ali inteira, lado a lado, hálito e respiração, a entrega de sua alma de menina travessa. Ela deu-me tudo, mais que o meu merecimento. Quem? Juliette Binoche: Estou cheia de dúvidas... Cada novo filme é como um julgamento. Antes de me colocar na frente da câmera, não sei se vou cair ou se vou voar - e é exatamente assim que quero que fique. DUAS: DE SOLIDÃO & ENTREGA – A presença dela era sempre algo mais que o indefinível, o que de mim havia se desfeito. E nos refazíamos a cada encontro, beijos de valsas intermináveis, entregas que se faziam árias na eternidade. Íamos e não. Na primeira vez ela tatuou seus lábios na minha alma, jamais esquecera. Na segunda, passou a viver dentro de mim: era comigo que ela vivia para que eu pudesse ser vivo para sempre. Na terceira, confundíamos nossas vidas e nunca mais deixei que ela se fosse de mim. Mas havia de partir e levou tudo, dias e noites, um incontável amanhã. E ela poetou, frente a frente. Quem? Anna Akhmátova: Bebo ao lar em pedaços, / À minha vida feroz, / À solidão dos abraços / E a ti, num brinde, ergo a voz… / Ao lábio que me traiu, / Aos mortos que nada vêem, / Ao mundo, estúpido e vil, / A Deus, por não salvar ninguém. E nos servimos um do outro para que a vida fosse além do átimo fugaz de um gozo perene. TRÊS: ELA & UM DESEJO - Era aniversário dela. O que presentear, nem sabia ou podia: só ao coração, uma canção, nada mais. Eu tinha os seus olhos e nada mais era maior que a nudez dela no espetáculo da vida. Era minha e cantei Desejo, era apenas o que tinha mesmo para dar. E nos embalamos nos versos da minha canção e nos refizemos em cada tom, renascemos e amamos além da conta, impetuosa e completamente. Havia sempre uma revelação a ser feita. E ela se despiu, corpalma. Quem? Mônica Bellucci: O amor não tem idade. É fundamental aceitar que a beleza desaparece com o tempo. Aceitei papéis degradantes para denunciar a violência contra a mulher. Ela sempre, nua & linda, no meu coração. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] O adulto está inserido no mundo do trabalho e das relações interpessoais de um modo diferente daquele da criança e do adolescente. Traz consigo uma história longa (e provavelmente mais complexa) de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo externo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas. Com relação à inserção em situações de aprendizagem, essas peculiaridades da etapa da vida em que se encontra o adulto fazem com que ele traga consigo diferentes habilidades [...] e, provavelmente, maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre seus próprios processos de aprendizagens. [...]. Trechos extraídos do artigo Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem, da pedagoga, psicóloga e professora Marta Kohl de Oliveira, extraído da obra Educação de jovens e adultos (Mercado das Letras, 2001), organizado por Vera Masagão Ribeiro.

DEVERES DA ARTE – [...] Tenho a obrigação de rever as obras anteriores. E cada uma vem plena, com toda razão de ser que teve no momento de sua criação. Isso já é bastante. Então, ainda não comecei a olhar para trás. [...] minha obra não está feita, está se fazendo. Sobrou pouco tempo para que se faça. Há mais tempo para trás do que para frente, a menos que ocorra algum milagre da ciência. Então, o fato de ter pouco tempo me mantém em uma busca permanente para completar. [...] O que eu faço é uma espécie de relato. O relato do vivido, o relato do percebido, o relato daquilo que me atinge. Eu tento conviver com o que está acontecendo e traduzir essa convivência em termos visuais. [...] Eu ilustro essa experiência de vida. Há um caminho. Mas, como diz o provérbio, o caminho se faz ao caminhar. Ele é recorrente apenas como experiência. O que eu aprendi ontem estou usando hoje. E estou aprendendo hoje aquilo que usarei amanhã. [...]. Trechos da entrevista concedida ao Relatório 2014 com exposição dedicada a Maria Bonomi (Revista Pesquisa FAPESP, 2015), pela gravadora, escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa e professora Maria Bonomi. Veja mais aqui e aqui.

O CINEMA DE MARCELA SAID
Não tenha medo, em uma primeira escrita, se as coisas parecerem muito explícitas, porque elas podem ser tecidas por trás.
MARCELA SAID - A arte da cineasta chilena Marcela Said, que dirigiu o drama Los Perros (2018), contando a história de uma mulher que é membro de uma importante família chilena que, apesar dos privilégios, encontra-se inteiramente infeliz em sua própria casa, por se sentir desprezada pelo pai e pelo marido. Assim, ela encontra refúgio nos braços do seu professor de equitação, acusado de diversos crimes durante a ditadura. A partir deste caso amoroso, ela contempla o passado de sua família. Também dirigiu o drama/comédia El Verano de los Peces Voladores (2013), que conta a história das férias de uma adolescente chilena na casa da família, durante um período em que a ameaça de guerrilha está cada vez mais presente. Além destes, o documentário The Young Butler (El mocito, 2011), contando a história de um trabalhador agrícola no sul do Chile, que por muitos anos trabalhou como agente das máquinas repressivas do regime de Pinochet. Foi ele o jovem mordomo que trouxe as xícaras de café no meio das sessões de tortura, quem alimentou os prisioneiros e jogou fora seus corpos. Vinte anos depois, ele está sendo levado a tribunal e forçado a se lembrar, um retrato psicológico de um ser humano destruído por seu passado, por ter participado dos horrores e crimes da ditadura de Pinochet, mas que hoje enfrenta sua consciência e procura redenção. Por fim, I Love Pinochet (2001), documentário que mostra os "pinochetistas'' e os seus diferentes aspectos de suas vidas, exibindo sua paixão e agradecimentos ao homem que, segundo eles, salvou o Chile do comunismo internacional, com o sangrento golpe de Estado no dia 11 de setembro de 1973. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Quem vê essas esculturas lindas pode identificar que era um homem dedicado à beleza, à contemplação. As pessoas estão sempre passando com pressa, independentemente do público, a obra existe, está lá, existe, vai sempre embelezar o lugar. O reconhecimento na arte é algo extremamente complexo, é muito difícil. O grande valor independe do reconhecimento. Isso vale nada. Depois que o tempo passa, é a obra que fica, a obra vai permanecer.
CORBINIANO – A arte do escultor José Corbiniano Lins (1924-2018), que fez parte do movimento de Arte Moderna do Recife, na década de 1950, participando de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Veja mais aqui, aquiaqui. E muito mais aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER PERNAMBUCANA
A arte da socióloga, cineasta e roteirista Isa Grinspum Ferraz, que foi coordenadora e criadora de projetos para editoriais e televisão na Fundação Roberto Marinho e exibidos pela Rede Globo, atuou com Darcy Ribeiro para o programa Escola pela TV, coordenou o Projeto Especial Núcleo da TVE; concebeu e dirigiu a série de documentário O Povo Brasileiro, baseada em obra de Darcy Ribeiro e exibida no canal TV Cultura e canal GNT; diretora dos documentários Marighella (2012) e A cidade do Brasil (2018), entre outros projetos e realizações.
A literatura do premiado escritor, crítico, editor e jornalista pernambucano Raimundo Carrero aqui, aqui, aqui & aqui.
Frevo de Várzea, do poeta Wilson Araújo aqui.
Brivaldo Leão & Ginásio Municipal aqui, aqui & aqui.
A arte de Joacir aqui.
A xilogravura de Perron Ramos aqui.
Água Preta aqui, aqui & aqui.
UNA: Roteiro documentário curta-metragem aqui.
&
OFICINAS ABI
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sábado, março 07, 2015

SILVIANE, HELONEIDA, NEILA, MONICA BELLUCCI, MARIA ESTHER MACIEL, MONDRIAN, LANDSER & MULHERES MUNDURUCUS


É PRA ELA – Esta minha canção foi inserida no meu show Crônica de amor por ela (2010): É pra ela que eu dedico a poesia / Da luz de todo dia e o meu cantar / É pra ela que a vida brilha tanto / E eu faço o meu canto pra lhe dar / Eis que ela altaneira, fez-se tal porto seguro / Deu de si a vida inteira com o seu ventre maduro / Para a vida premiar / / É de dia a companheira, na sua missão mulher / Quando é noite é verdadeira, ser pro que der e vier / E tudo compartilhar / Seu perfil é doação na magia do esplendor / No seio a concepção da ternura e do amor / Aonde quer que eu vá, vem seu resplendor frequente / Ela é luz resiliente para tudo superar / É pra ela que eu dedico a poesia / Da luz de todo dia e o meu cantar / É pra ela que a vida brilha tanto / E eu faço o meu canto pra lhe dar / / Ela é meu dia / Ela é meu chão / Ela é alegria / No meu coração  / Ela é folia / Ela é devoção / Ela é poesia / Na minha canção /É pra ela que eu dedico a poesia / Da luz de todo dia e o meu cantar / É pra ela que a vida brilha tanto / E eu faço o meu canto pra lhe dar. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem do pintor e escultor britânico Edwin Landseer (1802-1873)

Ouvindo Lo Schiavo, do compositor brasileiro Carlos Gomes (1836-1896), com a soprano Silviane Bellato no Teatro Amazonas. Veja mais aqui e aqui.

QUANDO MANDAVAM AS MULHERES (LENDA MUNDURUCU) - Em tempos que vão longe, as mulheres habitavam a casa-dos-homens, e os homens estavam alojados em vasta casa coletiva. Os homens tinham de fazer todo o trabalho para as mulheres: caçar, ir buscar lenha, desenterra mandioca, espremer e fornear a farinha. Essas eram suas tarefas. E, como se isso não bastasse, também iam buscar água no rio. Foi nessas priscas eras que três mulheres – Ianiubêri, cacique dos Mundurucu, Taimbiru e Parauarê, acharam três flautas chamadas caduque. Encontraram-nas num riacho e três peixinhos as tiraram da água. As mulheres as experimentaram. – Que som bonito! – disseram elas. Então passaram a tocá-las na mata, todos os dias. E para isso saiam de casa às escondidas. Os homens começaram a desconfiar. – Aonde irão sempre as mulheres? Acabaram por esconder-se a fim de melhor espreita-las. E as encontraram tocando as suas flautas. – Que devemos fazer? – perguntaram. Mas os irmãos mais novos de Ianiubêri, que se chamavam Marimarebê e Mariburubê, propuseram: - Tiremos-lhes as flautas! Elas nem sequer vão à caça e nós temos de fazer todos os seus serviços! Aceita a proposta, furtaram-lhes as flautas. E também as experimentaram. – Que som bonito! – disseram eles. E passaram a tocá-las. As mulheres ficaram muito tristes porque já não dispunham das suas flautas. Soluçando, entraram na grande casa. Assim, os homens se apossaram da casa coletiva, que ficou sendo a casa-dos-homens. (Recolhido de Couto de Magalhães, O selvagem. Companhia Editora Nacional, 1940). Veja mais aquiaqui.

MULHER – A escritora, jornalista e atriz de teatro, cinema e televisão, Neila Tavares, já colaborou para diversos veículos de comunicação, entre eles o jornal Folha de São Paulo e TVE Brasil. É dela a letra da belíssima canção composta por Geraldinho Azevedo, Mulher: Eu sou a mãe da Praça de Mayo Sou alma dilacerada Sou Zuzu Angel, sou Sharon Tate O espectro da mulher assassinada Em nome do amor Sou a mulher abandonada Pelo homem que inventou Outra mais menina Sou Cecília, Adélia, Cora Coralina Sou Leila e Angela Diniz Eu sou Elis Eu sou assim Sou o grito que reclama a paz Eu sou a chama da transformação Sorriso meu, meus ais Grande emoção Que privilégio poder trazer No ventre a luz capaz de eternizar Em nós sonho de criança Tua herança Eu sou a moça violentada Sou Mônica, sou a Cláudia Eu sou Marilyn, Aída sou A dona de casa enjaulada Sem poder sair Sou Janis Joplin drogada Eu sou Rita Lee Sou a mulher da rua Sou a que posa na revista nua Sou Simone de Beauvoir Eu sou Dadá Eu sou assim... Ainda sou a operária Doméstica, humilhada Eu sou a fiel e safada Aquela que vê a novela A que disse não Sou a que sonha com artista De televisão A que faz a feira Sou o feitiço, sou a feiticeira Sou a que cedeu ao patrão Sou a solidão Eu sou assim . Veja mais aquiaqui e aqui.


MULHER OBJETO DE CAMA E MESA – O livro Mulher objeto de cama e mesa (Vozes, 1974), da escritora, teatróloga e jornalista Heloneida Studart (1932-2007), uma das mais expressivas defensoras dos direitos da mulher, é uma das mais relevantes publicações do movimento feminino brasileiro. Na obra destaco: Só existe quem faz: a mulher à beira do século XXI, tem a sua oportunidade de começar a fazer civilização. Em caso contrário, corre o risco de acabar no museu, como um espécie obsoleta. Com um título embaixo: mulher, fêmea do homem até meados da Era Tecnológica. Usada para procriar descendentes, antes dos bancos de espermas e dos bebês de proveta. Extinta por inútil. Veja mais aqui, aquiaqui.


PRESENÇA – A escritora e professora de Teoria da Literatura e Literatura Comparada da UFMG, Maria Esther Maciel, doutora em Literatura Comparada e pós-doutorada em cinema pela Universidade de Londres, é autora autora do livro Dos haveres do corpo (1985), do qual destaco o seu poema Presença: Não vim para ficar: / não sou senão minha possibilidade de volta / minha indizível presença / que se resvala / no espanto de ser / Vim / provisoriamente / desafiar o século / anistiar meu susto / traduzir no tempo / este absurdo de nós / Não cheguei tarde / porque tarde é para os incrédulos / e os fantasmas que não se vingaram em vida / E porque nem tudo está falado: / o mundo ainda é uma esfinge / que devora os mudos / e os simplesmente chegados. Veja mais dela aqui e aqui.


MALENA – O filme Malena (2000), escrito e dirigido pelo cineasta italiano Giuseppe Tornatore, apresenta a atriz e modelo italiana Monica Bellucci no papel da belíssima Malena Scordia, casada com um soldado que é considerado morto na guerra. Com a morte trágica do seu pai, ela fica desamparada, tendo de vender seu corpo, angariando antipatia das mulheres da cidade, resultando no seu espancamento em praça pública. Eis que seu marido ressurge, não encontra a mulher na cidade e um garoto que era apaixonado por ela, dá-lhe uma carta dando conta do seu paradeiro. Veja mais aqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER
Dia da mulher não é só 08 de março (Internacional) nem 30 de abril (Nacional), é todo dia.

Imagem; Evolution, do pintor neerlandês Piet Mondrian (1872-1944)
Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
Todo dia, a primeira vez, Gilvan Samico & Paul Mathiopoulos aqui.

E mais:
Afrodite & O julgamento de Páris, Lya Luft, Marcia Tiburi, Cacilda Becker, Diana Krall, José Celso Martinez Corrêa, Krzysztof Kieslowski, Jeanne Hébuterne, Débora Arango, Julie Delpys & Enrique Simone aqui.
Reflexões de metido em camisa de onze varas e cheio de nó pelas costas, Viviane Mosé, Ralph Waldo Emerson, Isaac Newton, o Método Perigoso de Carl Gustav Jung & Sabina Spielrein, A Síndrome de Klüver-Bucy, Auguste Comte & Cloltilde de Vaux aqui.
Slavoj Zizek, Victor Hugo, Pier Paulo Pasolini, Agildo Ribeiro, Silvana Mangano, Honoré Daumier, Altay Veloso & Maria Creuza aqui.
Li Tai Po, Paul Ricoeur, Millôr Fernandes, Carlos Saura, Ralph Gibson, Salomé & Aída Gomez, Ronaldo Urgel Nogueira & Mônica Salmaso aqui.
O morto e a lua, Ferreira Gullar, Oscar Wilde, Louis Malle, Montaigne, Lisztomania, Juliette Binoche, Virginia Lane, Luhan Dias & Neurofilosofia e Neurociência Cognitiva aqui.
A desgraça de um é a risada de outro, Gonzaguinha, Rosie Scribblah, Milton Dacosta, Jean-Michel Basquiat, Nitolino & Literatura Infantil aqui.
Dos gostos e desgostos da vida, Claude Monet, Ewald Mataré, Chris Maher, Marlina Vera & Quanto mais a gente vive, mais se enrola nas voltas do tempo aqui.
A República no reino do Fecamepa – lições de ontem e de hoje pro que não é: Platão, Cícero, Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Georg Lukács, Norbert Elias, Zygmunt Bauman & aqui.
Abram alas pra revolta passar que os invísiveis apareceram, Debora Klempous, Amadeo de Souza-Cardoso, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva aqui.
As escolhas entre erros e acertos, Armand Pierre Fernandez, Alexandra Nechita, Raceanu Adrian & Laura Canabrava aqui.
Das vésperas & crástinos na festa do amor, Peter Greenaway, Dalu Zhao, Luciah Lopez, A Notícia & Jamilton Barbosa Correia aqui.
Água morro acima, fogo queda abaixo, isto é Brasil, Noêmia de Sousa, Juarez Machado, Tetê Espíndola, Glauco Villas Boas, Geraldo de Arruda Castro & Giselda Camilo Pereira aqui.
Todo dia o primeiro passo, José Orlando Alves, Gilberto Mendonça Teles, Belle Chere & David Ngo, Lia Rodrigues Companhia de Danças & Maria Núbia Vítor de Souza aqui.
Pelos caminhos da vida, A lenda Tembé do incêndio universal e o dilúvio, Benedicto Lacerda, Ferdinand Hodler, Clodomiro Amazonas, Alessandro Biffignandi, Diane Arbus & Ligia Scholze Borges Tormachio aqui.
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quarta-feira, fevereiro 04, 2015

PAZ, PRÉVERT, HATOUM, LARSON, FISCHL, MÔNICA BELLUCCI, MARETIORE E SONIA MELLO


A HISTÓRIA DA CANÇÃOImagem: arte digital da série Trígonos, de Madhu Maretiore - A música Desejo foi concebida na segunda metade dos anos 1980 e só nos anos 2000 é que ela ganhou expressão quando a cantora Sônia Mello a incluiu no seu álbum também denominado Desejo. Daí por diante, essa canção seguiu sua própria vida: Quero ficar no seu coração e assim poder sonhar toda aventura que pintar da emoção, toda fervura que brotar das suas mãos pra iluminar a reticência que aprumou a minha vida e um dia ser feliz e nada mais. Quero ficar no seu coração e assim me agasalhar do frio impune que semeia a solidão e feito imune repetir a sensação que vai pra lua na volúpia mais fervida e um dia ser feliz e nada mais. E quando o jeito de você virar absoluta adoração será o véu perfeito e a ternura abraçará minha ilusão. Quero o meu destino a confundir-se com o seu e sermos um o que a sina prometeu. E o que sobrar de nós será um ninho verdadeiro e um dia ser feliz e nada mais. (Desejo, letra & música de Luiz Alberto Machado). Veja detalhes aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem: Friends lovers and other constellations: Ausstellung in Wien, do pintor e escultor norte-americano Eric Fischl. Veja mais aqui.


 Ouvindo: The monologue Tick Tick Boom, do compositor e dramaturgo norte-americano Jonathan Larson (1960-1996)

CONTRIBUIÇÃO PARA A PAZContribuo para a paz quando me esforço para manifestar o melhor de mim em meus relacionamentos com os outros. Contribuo para a paz quando uso minha inteligência e minhas aptidões a serviço do bem. Contribuo para a paz quando sinto compaixão pelos que sofrem. Contribuo para a paz quando tenho a mesma consideração por todos os meus irmãos e irmãs, independente de raça, cultura ou religião. Contribuo para a paz quando ouço com tolerância as opiniões que diferem das minhas ou que são contrárias a elas. Contribuo para a paz quando recorro ao diálogo em vez da força para dissipar qualquer conflito, Contribuo para a paz quando respeito a Natureza e a preservo para as futuras gerações. Contribuo para a paz quando não procuro impor aos outros o meu conceito de Deus. Contribuo para a paz quando faço da Paz o alicerce dos meus ideais e da minha filosofia. (Ralph M. Lewis, Contribuição para a paz). Veja mais aquiaqui

NA LOJA DE FLORES – O poeta e roteirista francês Jacques Prévert (1900-1977) esteve sempre voltado para as situações triviais do cotidiano e para o homem pequeno, impiedosamente massacrado pela rotina do trabalho e engrenagens  de uma sociedade que não favorece as aspirações mais legitimas do ser. Seus poemas, de construção simples, mas rigorosamente elaborada, caracterizam-se por lirismo contagiante, meios-tons de humor, pitadas de sarcasmo e até mesmo pelo colorido inesperado de uma anedota. Exemplo disso o seu Na loja de flores: “Um homem entra na loja de flores / e escolhe flores / a florista embrulha as flores / o homem enfia a mão no bolso / para pegar o dinheiro / dinheiro para pagar as flores/ mas de repente e ao mesmo tempo / ele põe / a mão no coração / e cai / Enquanto cai ; o dinheiro roda por terra / e depois as flores caem / ao mesmo tempo que o homem / ao mesmo tempo que o dinheiro / e a florista fica ali / vendo o dinheiro que roda / as flores que murcham/ o homem que morre / tudo isso é muito triste é claro / e é preciso que ela faça alguma coisa / a florista / não sabe o que fazer / não sabe / por onde começar / Já tantas coisas por fazer / pelo homem que morre / pelas flores que murcham / e com o dinheiro / esse dinheiro que roda / que não para de rodar. Veja mais aqui.


O INSTANTÂNEO PRESENTE – Analisando a instantaneidade do nosso tempo contemporâneo, o escritor, tradutor e professor Milton Hatoum expressou: Nosso tempo parece hipnotizar-se com a voracidade e velocidade de imagens vazias e com a aceitação de tudo o que causa sensação, escândalo, alvoroço. A literatura é o oposto de tudo isso, pois exige do escritor e do leitor um certo tempo de reflexão e interesse pela linguagem. O prazer do texto é também o do conhecimento do mundo narrado. Sem essa leitura, que é a um só tempo critica e prazerosa, corre-se o risco de trocar gatos por lebres ou gastos por livros. Mas tudo isso faz parte do cinismo crescente que, de resto, não é apenas contemporâneo. No século passado, Chateaubriand já afirmava que ‘o cinismo dos costumes, ao aniquilar o senso moral, reaviva na sociedade uma espécie de barbárie’”. Veja mais aquiaqui


DO ESTRELATO NAS TELAS PRA HOMENAGEM EM DESEJO - A atriz e modelo italiana, Monica Bellucci abandonou o curso de Direito para brilhar nas passarelas e, posteriormente, nas telas. No cinema a sua primeira aparição ocorreu em 1992, no filme Drácula de Bram Stocker, dirigido por Francis Ford Coppola. O sucesso foi alcançado com o filme encantador Malèna, de Giuseppe Tornatore. Por causa desse filme ela foi homenageada por mim no primeiro videoclipe feito pra minha canção Desejo, interpretada pela cantora Sonia Mello. Para ambas, lindas e maravilhosas mulheres, nossas reiteradas homenagens. Afinal, todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui.


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NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Interregno das personas... - Havia o que já foi sem que desse nunca pelo que virá: só crescia de noite para ...