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quinta-feira, setembro 03, 2020

HELEN KELLER, ELEANOR HIBBERT, ABDIAS DO NASCIMENTO, MARY SHELLEY, JIŘÍ RŮŽEK, FLORENCE NIGHTINGALE & MAÍRA ERLICH


DIÁRIO DO GENOCÍDIO NO FECAMEPA – UMA: SABE AQUELA... DE ESBORRAR PASSANDO DA CONTA!?! - Gentamiga, vamos colocar um papo aqui na roda. Seguinte, o Fecamepa evoca uma simplicíssima reflexão: suponhamos que um certo desgoverno Coisonário, fictício que seja, aliciasse a todos com rebuço das suas desastrosas paixões obcecadas pelo poder e suas tempestades emocionais em que a mentira sobrepuja a verdade, o Estado sobre a Justiça, a guerra e a morte sobre a vida, o ódio sobre o amor e, disso, assim mesmo, fosse detectada um tanto de intriga, ódio e difamação. Sim, desse jeito mesmo e nos bastidores armasse de tudo sob sigilo ultrassecreto, sonegasse informações, escondesse dados, extinguisse conselhos civis, insultasse a imprensa, os outros poderes e a inteligência da população; enrolasse e levasse nas coxas as questões atinentes ao desemprego, a pandemia e a crise econômica, dificultasse a aposentadoria, enfraquecesse o SUS para que a saúde fosse tratada por qualquer coisa sob manobras e subnotificações; o meio ambiente e todos os ecossistemas passassem a ser torrados por fogaréu geral, com liberação de agrotóxicos e explosão dos índices da violência nas áreas rurais e urbanas; privatizasse para atender interesses das elites em detrimento da população; produzisse doidices polêmicas e desequilibradas no território familiar, da mulher e dos direitos humanos; provocasse relações internacionais com protocolos aviltados e desconformes; perdoasse dívidas do agronegócio e evangélicos, entregasse a Base de Alcântara, fomentasse o fascismo e práticas totalitárias, interferisse em todo aparelho estatal, propagasse notícias falsas aos montes, tivesse ligação íntima com as milícias e desenvolvesse uma gestão para lá de desastrosa que redundasse num sem número de denúncias-crimes requerendo o impeachment e outras tantas mais além de tudo, isso no campo da suposição, será que poderia ser real mesmo ou eu estou ficando doido de ver isso no aqui agora? Sério, em que lugar do mundo se sustentaria e estaria de pé mandando e desmandando? Acredito que qualquer um diante disso daria uma de Mary Shelley e, de queixo caído, diria: Contemplei o coitado... o desgraçado monstro que eu havia criado. E, com certeza seguiria o mote dela, acrescentando como glosa: O mundo precisa de justiça, não de caridade. Então vem sempre aquela voz me dizer que: o começo é sempre hoje. Com certeza, qualquer desgraça pouca não é só bobagem, e que nunca é tarde para se faz alguma coisa concordando imediatamente com Florence Nightingale: É necessária uma certa dose de estupidez para se fazer um bom soldado. Quanto mais um capitão que deu baixa em condições de extremo desatino! Será que estou fazendo a leitura certa da realidade ou estou inventando? Ora, ora, já não passou da hora da gente cobrar providências mais enérgicas? Sei não, ora, ora. Faço a minha parte mais que indignado, de luto pelos milhares que já se foram e na luta para tirar da minha frente situação tão calamitosa. Vamos simbora, gente! Ah, já ia me esquecendo: vem aí as desventuras do Capitão Cloroquina, o anti-heroi Coisonário, aguardem. 

DUAS DO TEATRO EXPERIMENTAL DO NEGRO – Nossa! Vamos pras cenas. Primeiro: que o ator, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor universitário e ativista dos direitos humanos e civis das populações negras, Abdias do Nascimento (1914-2011), que era militar e foi perseguido, preso diversas vezes e, inclusive, expulso do exército por sua atuação no combate à discriminação racial. Segundo: que este autor criou em 1944, o Teatro Experimental do Negro, promovendo apresentações teatrais, além de convenções e congressos para debates acerca das questões raciais brasileiras, combatendo o mito da democracia racial ocorrida nos anos 1960 e, consequentemente, não resistindo aos embates, o teatro foi extinto por dificuldades financeiras em 1961. O depoimento acerca de tudo isso está no texto Teatro Experimental do Negro: trajetórias e reflexões (Estudos Avançados, 2004), oriundo da peça teatral homônima de 1959, em que ele expressa: Era previsível, aliás, esse destino polêmico do TEN, numa sociedade que há séculos tentava esconder o sol da verdadeira prática do racismo e da discriminação racial com a peneira furada do mito da “democracia racial”. Mesmo os movimentos culturais aparentemente mais abertos e progressistas, como a Semana de Arte Moderna, de São Paulo, em 1922, sempre evitaram até mesmo mencionar o tabu das nossas relações raciais entre negros e brancos, e o fenômeno de uma cultura afro-brasileira à margem da cultura convencional do país. Por conta disso, se faz necessário mencionar que o autor possui diversas obras, a exemplo de Race and ethnicity in Latin America - African culture in Brazilian art (1994); Brazil, mixture or massacre? essays in the genocide of a Black people (1989); Racial Democracy in Brazil, Myth or Reality?: A Dossier of Brazilian Racism (1977); O Quilombismo (Vozes, 1980); O Genocídio do Negro Brasileiro (Paz e Terra, 1978), entre outros publicados no Brasil e no exterior, além de filmes que vão desde O homem do Sputnik (1959), Cinco vezes favela (1962), Cinema de Preto (2005) e de documentários sobre sua trajetória. Homenagem feita e justa nestes tempos obscuros de execrável racismo. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

TRÊS DECEPÇÕES EM CIMA DA BUCHA & A RESILIÊNCIA EM DIA - Imagem do fotógrafo tcheco Jiří RůžekApesar de tudo, nunca esmoreci. Situação aversiva que fosse, nunca baixei o badalo. Escapava fedendo, arriava aos farrapos e, no outro dia, pronto para outra e novinho em folha. Isto quer dizer que enverguei de quase torar de sobrar os farelos, mas depois de ter morrido um tanto de vezes, ressuscitava. Foram tantas mesmo que perdi a conta, já me acostumei a dormir entre escombros e acordar como se fosse a primeira vez e nada tivesse acontecido antes. Nunca esqueci Helen Keller: Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar. Ah, mas tem os que atrapalham e como tem! Não só jogam do contra, como impedem ou fazem de tudo para que não se consiga o que quer que seja. E se conseguir, dizem que botam o olho gordo daquilo se perder, quebrar ou emperrar na hora. O que me ofereciam de figa, simpatias e protetores curiosos, oxe, meio mundo de tranqueira para me proteger dos agouros dos maledicentes. Na minha, só me valia dos ditos daquela escritora britânica Eleanor Hibbert (1906-1993) com seus trocentos pseudônimos: Realmente acredito que existem algumas pessoas que odeiam contemplar a felicidade dos outros. Nunca se arrependa. Se for bom, é maravilhoso. Se for ruim, é experiência. Foi disso que aprendi a levar tudo como lição. Se não deu, aprendi, mesmo cônscio do fracasso recorrente. Ora, foi muito aprendizado, enormes aprendizagens. Trocando em miúdos, vivi plenamente, nada a reclamar. Até mais ver.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

A FOTOGRAFIA DE MAÍRA ERLICH
Gosto de enxergar a fotografia como algo muito além de ser só um registro, a fotografia tem muitas oportunidades de ser algo maior, mais profundo e transformador para muita gente. Você produzir uma foto que faça uma pessoa repensar todo o mundo dela eu acho isso um poder incrível.
A arte da premiada fotógrafa Maíra Erlich. Veja mais aqui & aqui.


segunda-feira, junho 29, 2020

JOAN LA BARBARA, ANGIE THOMAS, SAMELLA LEWIS, ABDON LYRA, LEILA KRÜGER & MARI SANTTOS



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: AUTORRETRATO, ALTER EGO - Abri a porta do poema: eu feliz na desolação quando ninguém era. A cabeça no tormento da ausência, nuvem dos fragmentos: tons, sons e versos nas garrafas e a solidão que teimava me silenciar. Não, eu era o Una noitedia inaugurando a agonia e o abandono de quem morre a cada instante. Exupéry é vento sussurrando em ré menor: Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção. O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem. Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. De mim o beijo que é paratodos, se sobrar alguma coisa. Eu sei: igual a mim, diferente do que sou: o amor.

DUAS: MONÓLOGO DA NOITE ALTA – Alô? Sou pescador na correnteza. Alô! A chave não tem fechadura. Alô? Minha pele expõe a dor mestiça de não ser ninguém na alta hora da noite, nem no calor dos dias. Ninguém responde, corro perigo e cultuo o meu vazio que não existe. Helen Keller é o que ouço entre as margens: Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada. Sou voo solitário.

TRÊS: A DANÇA DAS ESTRELAS - O céu de Nietzche e eu sorrio na minha loucura: É preciso ter o caos dentro de si... Cadê meu par? Emma Goldman: Se não posso dançar, não é minha revolução. Rimos e nos embalamos, rodopiamos, três poemas fiz pro nosso pas de deux: a dança revelou o amor. Fomos surpreendidos com a intromissão de Lafcádio Hearn: O criador de sombras molda para sempre. O tempo da ilusão, então, é o belo momento da paixão; representa a zona artística em que o poeta ou escritor de romances deve ser livre para fazer o melhor que puder. Deu-me as costas e não havia mais ninguém na minha solidão. Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Quando eu tinha 12 anos, meus pais tiveram duas conversas comigo. Uma foi a de onde vêm os bebês e tal [] A outra foi sobre o que fazer se um policial me parasse. [...] Já vi acontecer um monte de vezes: uma pessoa negra é morta só por ser negra e o mundo vira um inferno. Já usei hashtags de luto no Twitter, repostei fotos no Tumblr e assinei todos os abaixo-assinados que vi por aí. Eu sempre disse que, se visse acontecer com alguém minha voz seria a mais alta e garantiria que o mundo soubesse o que aconteceu. Agora, sou essa pessoa, e estou morrendo de medo de falar. [...] Pessoas como nós em situações assim viram hashtags, mas raramente conseguem ter justiça. Mas acho que todos esperamos que essa vez chegue, a vez em que tudo vai acabar da forma certa. [...]. Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria? [...]. Trechos extraídos da obra O ódio que você semeia (Record, 2017), da escritora estadunidense Angie Thomas, que levado para o cinema em 2018, com direção de George Tillman Jr. Ela também é autora do livro Na hora da virada (Record, 2019).

DESTAQUE: Vai passar. Mas, antes, vai te derrubar. A escritora Leila Krüger é autora dos livros Reencontro (2011), A Queda da Bastilha (2012/2019), Coração em chamas (2014), Eu quero mais é ser feliz (2018) e A night the taverna (2018) e participou de antologias no Brasil e em Portugal. Ela atua como ghost writer e jornalista, colaborando com jornais como HoraH. Ela é graduada em Desenho Industrial - habilitação em Programação Visual pela UFSM-RS, especialista em Expressão Gráfica pela PUCRS e Mestre em Comunicação Social pela Famecos. Atualmente, trabalha como jornalista nas áreas de finanças, sociedade, marketing e cultura. Colaborou em jornais como Gazeta do Povo, Correio do Estado e Zero Hora, entre outros.

A MÚSICA DE JOAN LA BARBARA
Ao pensar na maneira como construo a música, também me concentro mais na maneira como outros compositores constroem a música - no que eles estão pensando, nas formas das coisas - e se alimenta entre essas duas funções.
Quando você começa a analisar exatamente como uma peça é montada - se você também é compositor, isso pode ser retroalimentado nessa outra função, e você começa a analisar a maneira como está fazendo algo em oposição à maneira como outra pessoa pode lidar com a mesma situação.
JOAN LA BARBARA – Curtindo a arte da cantora, vocalista e compositora estadunidense Joan La Barbara. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Uma maneira de ajudar a obter arte afro-americana, mesmo que impressa, nas casas de pessoas que normalmente não a teriam. Eu não consigo parar. Tudo isso é uma obra de arte.
SAMELLA LEWIS - A arte da historiadora, educadora e artista afro-americana Samella Lewis, com suas belas gravuras. Veja mais aqui.
&
MARI SANTTOS
A arte da quadrinista, ilustradora e desenhista Mari Santtos, autora do livro A Máscara de Togi, das tirinhas biográficas Toda Mari e desenvolve pequenos contos e tirinhas publicados em diversas páginas. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
A música do compositor, maestro e trombonista Abdon Lyra (1887-1962).
&
História do espetáculo, do escritor, dramaturgo, tradutor e advogado Hermilo Borba Filho. (1917-1976) aqui.
Somas dos sumos, do escritor, jornalista e sociólogo Alberto da Cunha Melo (1942-2007) aqui.
A lenda dos cem, do premiadíssimo escritor Gilvan Lemos (1928-2015) aqui.
Alimentação e nutrição no Brasil. Percepção do passado para transformação do presente, do médico e professor universitário Bertoldo Kruse Grande de Arruda aqui.
Chalé do Inglês & a Casa Grande do Engenho Paul, do pintor Luiz Barreto aqui.
Arte, folclore e subdesenvolvimento, de Souza Barros aqui.
&
Jurema aqui & aqui.


sexta-feira, outubro 13, 2017

NAGUIB MAHFUZ, JOÃO MARTINS DE ATHAYDE, HELEN KELLER, STEPHEN GREENBLATT & RICHARD DIEBENKORN

SEXTA FEIRA – Imagem: arte do pintor estadunidense Richard Diebenkorn (1922-1993). - Reviro inheto na madrugada longa e meus olhos flagram agora o que já foi passado esquecido, dado por morto, sepultado, de nunca mais saber. Há dias, muitos dias, como se fantasmas forjassem vinganças deletérias, as coisas se complicam incompreensivelmente. Ao me comprromissar com o meu tempo e a minha terra, jamais soubera que emergeria agora, a contragosto, o que não se previra: andar para trás -  isso não é usual. Teimo para que em mim renasça a vida na manhã vindoura, sabendo que será outro dia, não da esperança inalcançável, mas como território para ação. Constato, contudo, que tudo é extremamente delicado, como se uma paz falsa e forasteira se instaurasse nesse instante, olvidando da hora, como se nada estivesse acontecendo, nem acontecesse ou tivesse acontecido, enquanto desenterram os desvarios de ontem e do presente. A quietude esconde as adversidades que transitam entre sabidos e incautos, como se não houvesse degradação saindo das normas para evacuar os campos de batalhas em sinal de enganoso armistício. Afinal, já é sexta-feira, a meio caminho andado pra loucura. Enquanto todos dormem, sigo de ventas acesas a livrar-me de chatos no rol dos cretinos e de temperamentais metidos a besta que se escondem por trás de togas e gravatas arbitrárias investidas pela legalidade de plantão ao arrepio da própria lei. Enquanto todos dormem, mil atos desumanos evoluem nas disfunções sistêmicas dos interesses, ninguém os vê, são invisíveis e ubíquos, assumem disfarces mil na força do engodo e pra nosso desespero. Segue a sexta-feira silenciosa e calma para mais um dia chocho como outro qualquer que se faz pela vigência da exceção, aquele que, ao contrário de todas as boas aparências, mantém subjacente a premência iminente da indignação. Hoje é sexta-feira e denuncio a mim mesmo: não há como aceitar tudo isso, não há como se omitir, nem se calar. Havia um tempo em que toda sexta, meio dia em ponto, eu traquinava solto na buraqueira, feliz da vida, rindo ao Sol, a mais do tanto. Hoje, no máximo, apenas minhas mãos para medir o tamanho da coragem de seguir adiante, retomando a direção da vida, teimando em viver, persistindo, perseverando – quase completamente inútil fora do convencional, e não me aquieto. Apesar de ser tudo muito difícil, é possível sonhar que a partir de hoje, a partir desta sexta-feira, a vida seja plena e verdadeira, senão, ao contrário dos finais felizes das telenovelas, seja como um filme que nos cobre no final, provocativamente, explicação pelo que somos, isso pra quem não tem a coragem de encarar o espelho. Vamos aprumar a conversa. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a música do cantor e compositor Raimundo Fagner: O quinze, Eternas Ondas e A arte; a panista Karin Fernandes interpretando Shajarat al-Hayah tanmow fi al-Sahra Yahi, de Tatiana Catanzaro, Seresta, para piano e orquestra, de Camargo Guarnieri, Nó, de Sergio Kafejian & Concerto Romântico de Radamés Gnattali; do compositor estadunidense de música minimalista Morton Subotnick: The Last Dream of the Beast, Axolotl & Ascent into Air; e da cantora Sônia Mello: Desejo,  Aurora/Minha Voz, Começo meio e fim, Proposta & Outra vez. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIAEu, que sou cega, posso dar uma sugestão aos que vêem – um conselho àqueles que deveriam fazer completo uso do dom da vida: servi-vos dos vossos olhos como se amanhã fosseis cegar. O mesmo princípio é valido para o restante dos sentidos. Ouvi a música das vozes, o canto de uma ave, os poderosos acordes de uma orquestra como se amanhã fossem vbítima de surdez. Tocai em tudo o que desejais tocar, como se amanhã viésseis a ficar privados da faculdade do tato. Aspirai o perfure das flores, sobejai com deleite os vossos alimentos, como se amanhã perdêsseis o olfato e o paladar. Pensamento da escritora, conferencista e ativista social estadunidense Helen Keller (1880-1968), ela foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Veja mais aqui e aqui.

O POETA & O ASSOMBRO – [...] "Ninguém poderá ser chamado de poeta", escreve o influente crítico italiano Minturno na década de 1550, se não se sobressair no poder de provocar assombro" Para Aristóteles, o assombro está associado ao prazer como fim da poesia, e na Poética ele examina as estratégias pelas quais os poetas trágicos e épicos empregam o maravilhoso para provocar assombro. Também para os platônicos o assombro é um elemento essencial na arte, pois é um dos principais efeitos da beleza. Nas palavras de Plotino, "Este é o efeito que a Beleza deve sempre induzir, assombro e pasmo deleitoso, desejo e amor, e um terror que seja prazeroso." No século XVI . o neoplatônico Francesco Patrizi define o poeta como O "criador do maravilhoso", e afirma que o maravilhoso está presente quando os homens ficam "estupefatos, arrebatados em êxtase". Patrizi chega ao ponto de considerar o maravilhamento uma faculdade especial da mente, uma faculdade que na verdade é mediadora entre a capacidade de pensar e a capacidade de sentir. [...]. Trechos da obra As possessões maravilhosas (Edusp, 1996), do teórico e critico literário estadunidense Stephen Greenblatt.

MIRAMAR – [...] À minha frente, o mar sem-fim estendia-se, azul, claro e belo. As ondas calmas brincavam com as perolas que o sol lançava. Um vento agradável me envolveu. [...] Estava quase me entregando à melancolia, quando ouvi um barulho no quarto, olhei, era Zohra arrumando minha cama com lençois e cobertas. [...] Contemplei sua estonteante beleza camponesa. [...]. Trecho do romance Miramar (Berlendis e Vertecchia, 2003), do escritor egípcio & Prêmio Nobel de Literatura de 1988, Naguib Mahfuz (1911-2006), contando a história de seis personagens exilados pelas circunstancias em Alexandria, no início dos anos 1960, em hotel antes refinado, agora pobre e decadente, administrada por uma envelhecida proprietária e uma linda jovem ajudante, Zohra, cujas relação com os hóspedes refletem a realidade social e política do período e das transformações da sociedade egípcia seguida à revolução de 1952.

O PODER OCULTO DA MULHER BONITA
[...]
Qualquer um religioso
Querendo experimentar
Fazer uma procissão,
Sem a mulher ajudar,
Chegando no meio do caminho,
O santo fica sozinho
Sem ter quem o carregar.
A mulher indo no meio,
Como é acostumada,
Anima-se todo mundo,
Ali não falta mais nada...
Da minha parte eu garanto
Que o povo carrega um santo
Que pesa uma tonelada!
Poema do poeta popular paraibano João Martins de Athayde (1880- 1959). (Xilogravura de Airton Marinho). Veja mais aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A  arte do pintor estadunidense Richard Diebenkorn (1922-1993).
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segunda-feira, junho 27, 2016

DARCY RIBEIRO, HELEN KELLER, EMMA GOLDMAN, GUILHERMINA SUGGIA, VIVIANE MADU, PISCO DEL GAISO, MARTIN EDER & LUIZ MORRONE

TUDO EM MIM, MESTIÇO SOU – Imagem: Mbiey, a índia Bartira, escultura de Luiz Morrone (1906-1998) – Sou amerídio de Pindorama, caeté dos atlantes. Sou também branco europeu colonizador e preto africano dos lemurianos que foi escravizado, sou afrodescendente. Antes de tudo, sou da água e vivo no continente, por isso sou tão líquido quanto o chão que piso. Sou feito do mesmo barro: terra, água, ar e fogo. Estou sobre a crosta terrestre e sob o Sol da Via Láctea. Sou espiritualmente uníssono e nasci do amor que se fez real no ventre materno: mamífero, bípede primata de construção estratigráfica, migrante da mobilidade territorial, com formas assimétricas definidas na cabeça, tronco e membros. Ao pó voltarei, depois de passar pela infância de todos os quintais e faz-de-conta; pela adolescência de todos os conflitos, descobertas e rebeldias; do adulto de todas as lições, experiências e malogros; da velhice de toda sapiência e decreptude - o mesmo trajeto de início ao término da transformação material para o ápice espiritual. Sou gente, sujeito do meu tempo e espaço na minha compleição física e psíquica. Tenho mãos para plantar e colher, pés para andar e correr, e respirar o testemunho de viver. Por isso sou tropical quanto análogo ao equatorial ou dos hemisférios ou mesmo de qualquer ponto cardeal. Sou semelhante ao polinésio quanto micronésio ou indonésio-papua, como sou atlântico sob o mesmo céu de estrelas do australiano, ou asiático, indiano, tão caucasiano quanto negroide, mongoloide ou australoide. Sou do Todo: uma gota d’água no oceano cósmico. Ao que me cabe em ser todo, parto de mim à parte de tudo do ser total: da chuva que cai na semeadura do chão, daquilo que nasce ao que renasce no grão. O que me diferencia do outro é termos cada qual uma digital individual e outras distinções de gênero, etnia e geografia cultural. No mais, sou tão igual quanto ao que está na noite ou no dia de qualquer lugar deste mundão. Afinal a humanidade constitui espécie única e politípica, o que me faz ser cidadão do planeta Terra, a raça humana. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

 Imagem: Índios Awa-Guajá, do fotógrafo Pisco Del Gaiso - índia guajá amamentando filhote de porco selvagem.

 Curtindo o álbum Suggia Plays Haydn, Bruch, Lalo (Dutton Vocalion, 2005), da violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia (1885-1950).

PESQUISA
O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil (Global, 2015), do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) tratando das matizes culturais e dos mecanismos de formação ética e cultural brasileira, a partir de análise dos brasis sertanejo, crioulo, caboclo, caipira, sulino e sua influência na miscigenação: Nós, brasileiros, nesse quadro, somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros [...]. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
Nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar.
As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas, mas o coração as sente.
A história da minha vida (José Olympio, 1902), da escritora e ativista social estadunidense Helen Keller (1880-1968), a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
Quero liberdade, o direito de expressão própria, o direito de todos às coisas radiantes e belas. [...] Ano após ano dos portões das infernais prisões retornam ao mundo amaciados, deformados, indesejáveis, tripulantes da humanidade naufragada, com a marca de Caim em suas testas, suas esperanças esmagadas, todas suas inclinações naturais prejudicadas. Com nada além de fome e desumanidade para recebê-los, estas vítimas logo novamente afundarão no crime como única possibilidade de existência [...] Busco a independência da mulher, seu direito de se apoiar; de viver por sua conta; de amar quem quer que deseje, ou quantas pessoas deseje. Eu busco a liberdade de ambos os sexos, liberdade de ação, liberdade de amor e liberdade na maternidade. [...] Temos a necessidade de libertarmo-nos das velhas tradições e hábitos. O movimento para a emancipação feminina desde então conseguiu dar apenas o primeiro passo nesta direção. [...].
Trechos extraídos do livro Anarquismo e Outros Ensaios (Anarchism and Other Essays, 1910), coletânea de artigos escritos pela ativista libertária Emma Goldman (1869-1940), no qual ela aborda temas como anarquismo, crime e prisão, feminismo e emancipação da mulher, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA 
A atriz Viviane Madu no premiado espetáculo Terra de Santo (APCA/CPT, 2012), encenado pelo grupo Os Fofos Encenam, do fotógrafo João Caldas Filho, que conta por meio de poesia indígena, xamânica, judaica, judaico-cristã e afro-brasileira, a miscigenação cultural do Brasil.

Veja mais sobre João Guimarães Rosa, Anamaria Nunes, Ida Presti, Anaximandro de Mileto, Lelia Coelho Frota, Krzystof Kieslowski, Lavinia Fontana, Kurt Schwitters, Irène Marie Jacob & Márcio Baraldi aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Nude, do artista plástico alemão Martin Eder.
Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá.
Veja aqui.

quarta-feira, novembro 28, 2007

HELLEN KELLER, VAUGHAM, MÉROT, XICO SÁ, FASCIONE, VALLEJO, GIULIA GAM, HYGIENE, URINOTERAPIA & TEORIA DA DECISÃO!!!



TEORIA DA DECISÃOA teoria da decisão nasceu com Herbert Simon, que a utilizou como fundamento para explicar o comportamento humano nas organizações. Desta forma, na Teoria Comportamental da Administração a organização é considerada como um sistema de decisões em que cada pessoa participa racional e conscientemente, escolhendo e tomando decisões a respeito de alternativas mais ou menos racionais de comportamento. Assim, a organização é um complexo sistema de decisões. Para tanto, é preciso compreender os elementos comuns à decisão, quais sejam, o tomador de decisão, que é quem faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação; os objetivos, que são as pretensões que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações; as preferências, que são os critérios que o tomador de decisão usa para fazer a escolha; a estratégia, que é o caminho que o decisor escolhe para melhor atingir o objetivo; a situação, que são os aspectos ambientais que envolvem o decisor; e o resultado, que é a conseqüência de uma dada estratégia. Por esta razão, a decisão é o processo de análise e escolha, entre várias alternativas disponíveis, do curso de ação que a pessoa deverá seguir. O processo decisorial é a seqüência de etapas que formam uma decisão. A tomada de decisão pode ser estudada sob duas perspectivas a do processo e a do problema. A perspectiva do processo se concentra nas etapas do processo de decisão, é genérica. É uma abordagem criticada por se relacionar muito com o procedimento e não com o conteúdo da decisão. Já a perspectiva do problema é uma perspectiva orientada para a resolução de problemas. Na perspectiva de problemas, o tomador de decisão pode aplicar métodos quantitativos para tornar o processo decisório mais racional possível, concentrando-se principalmente na determinação e equacionamento do problema a ser resolvido. As decisões, conforme as etapas do processo, podem ser decisões programadas e decisões não-programadas. As suas características estão nomeadas como sendo decisões programadas são as caracterizadas pela rotina e repetitividade; e decisões não-programadas são as caracterizadas pela não-estruturação e, basicamente, pela novidade. Os tipos de decisão e as técnicas de tomada de decisão, conforme Stenvenson (2001) e Chiavenato (1993), estão no grau de certeza na decisão, onde as organizações defrontam-se constantemente com problemas que variam em graus de complexidade. Isto quer dizer que um problema pode ser definido como uma discrepância entre o que é (isto é, a realidade) e o que poderia ou deveria ser ( isto é, valores, metas, objetivos). Já os problemas podem ser divididos em dois grandes grupos, quais sejam, os estruturados e os não-estruturados. Um problema estruturado é aquele que pode ser perfeitamente definido, pois as suas variáveis são conhecidas. O problema estruturado pode ser subdividido em três categorias, a saber: decisões sob certeza, onde as variáveis são conhecidas e a relação entre a ação e as consequêcias é determinística e a decisão conduz a um resultado específico; decisões sob risco, onde as variáveios são conhecidas e a relação entre a consequência e a ação é conhecida em termos probabilísticos; decisões sob incerteza, onde as variáveis são conhecidas, mas as probabilidades para determinar a conseqüência de uma ação são desconhecidas ou não podem ser determinadas com algum grau de certeza. As possibilidades associadas aos resultados são desconhecidas (Ackoff & Sasieni, 1971). Um problema não-estruturado é aquele que não pode ser claramente definido, pois uma ou mais de suas variáveis é desconhecida ou não pode ser determinada com algum grau de confiança. A interação da informação com o processo decisorial, conforme Bronson (1985), estão nos diferentes níveis da organização: na relação sistêmica entre a organização e seu ambiente, onde as decisões tomadas no nível institucional são, na sua maioria, decisões não-programadas, enquanto que a medida em que se aproximam do nível operacional tendem a ser programadas. Isto porque o nível institucional é carregado de riscos, incertezas devido a sua proximidade com o ambiente externo à empresa. O inverso ocorre com o nível operacional. As empresas a partir dos diferentes setores em que atuam, vem sofrendo diversos problemas relacionados aos seus processos, cuja essência restringe-se à natureza operacional. Na condição de decidir quais prioridades deveriam ser adotadas, desconhece que existe ferramentas capazes de auxiliá-la em função de critérios que tornam-se imprescindíveis tanto na maximização de lucro, quanto na minimização de custos. Assim, nos dias de hoje, é de fundamental importância para o gerente de uma empresa o desenvolvimento da sua capacidade de visualizar o processo como um todo, ou seja, desenvolver um pensamento sistêmico, onde torna-se necessário a definição do problema, observação das circunstâncias pelas quais este problema está envolvido, qual a solução existente para ele, impactos e consequências globais, tentativa de previsão dos resultados, avaliação da solução e a capacidade de adaptação da solução frente as constantes mudanças das circunstâncias. Cabe a este gerente, definir através do processo de decisório quais as atitudes a serem tomadas para a obtenção do melhor resultado. Assim, esta decisão pode ser tomada em três níveis básicos: estratégico, operacional e táticos, cujos modelos de raciocínios necessários para implementação ocorrem em função dos seguintes níveis: suposições, modelos e programas. Caracteriza-se então a complexidade da decisão, que tem como principais elementos em nosso estudo: a capacidade de conhecer (as variáveis que têm algum impacto relevante; o valor que cada variável assume; a inter-relação entre todas elas; e do emergente sistêmico); o “efeito cadeia”; os impactos de cada decisão; proximidade com o conflito externo. Para cada problema que demande uma decisão da empresa, a solução proposta pelo gerente também é única. Daí a grande parte do acervo de conhecimentos que foi, está sendo e será constituído no campo da pesquisa operacional ser do tipo “case book” (históricos de casos reais). E quando se refere à tomada de decisão, principalmente por parte de uma organização, independentemente de sua finalidade (lucrativa ou não), na maioria das vezes, deve-se obrigatoriamente levar em consideração o Planejamento Estratégico adotado por esta organização. A globalização, o imperativo da competitividade por que passam as empresas, cuja palavra de ordem é sempre a de aumentar as vantagens competitivas destas empresas com relação aos seus concorrentes, aumentando por conseguinte suas parcelas nos mercados onde atuam, fazem com que estas empresas estabeleçam estratégias de ações para atuarem em mercados locais, regionais e até mesmo globais. O Planejamento Estratégico das empresas tem, entre outros, o objetivo de fixar diretrizes de atuação nas áreas administrativa, financeira, de marketing e de manufatura ou operações, visando dar à empresa uma ou mais vantagens competitivas. Desta forma, uma empresa pode obter uma vantagem competitiva a partir de uma estratégia financeira adequada, o mesmo valendo para marketing ou manufatura ou operações. Uma empresa pode estabelecer uma ou mais estratégias competitivas, como por exemplo: informatização, desmobilizações, qualidade total de seus produtos, aquisições de outras empresas, incentivos para seus funcionários, projeção de demanda com baixas margens de erros e robotização das linhas de produção, custos de seus produtos, prazos de entregas de sues produtos, inovação de seus produtos e processos, aumento de sua produtividade, eficiência na fabricação de seus produtos. Planejar é, portanto, saber onde queremos chegar. É tomar todas as medidas e Decisões necessárias e pró-ativas, para que, mesmo que o nosso barco venha a enfrentar as várias tempestades proporcionadas pelo mar bravio, possamos ter a absoluta certeza e a tranqüilidade de que, no final, estaremos aportando em terras firmes. Como exemplos de decisões que via de regra são tomadas no nível estratégico de planejamento por parte das organização, pode-se elencar a missão, que é o motivo principal da existência de uma organização, demonstrando seu verdadeiro papel perante as sociedades interna e externa, onde ela atua; a visão, que representa o objetivo maior da organização, onde todos os esforços internos da organização e de todas as pessoas envolvidas dentro deste contexto , possam estar levando a empresa ao seu ápice organizacional, bem como é a melhoria é a buscar contínua pela conquista da tão sonhada e necessária excelência organizacional; os clientes, que são os principais responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso da organização porque são eles que estarão absorvendo ou rejeitando os produtos oferecidos pela organização; os fornecedores, que dentro da moderna concepção de parceria, os fornecedores têm um papel importante para as organizações e que é o chamado "comakership", onde a relação de parceria entre cliente-fornecedor atinge um elevado grau de evolução, traduzida em confiança mútua, participação, fornecimento com qualidade assegurada etc; os negócios, que na área de atuação da organização tem por objetivo suprir as necessidades apresentadas pelos seus clientes, através dos fornecimentos dos produtos e também dos serviços necessários para satisfazer tais necessidades. Já as decisões operacionais são eminentemente técnicas, isto é, sem um forte alcance de cunho político-social, exatamente o contrário das decisões estratégicas, as quais representam , muitas vezes, podem representar até mesmo a existência da organização. REFERÊNCIAS: ACKOFF, R. L. & SASIENI, M. W. Pesquisa Operacional. São Paulo: EDUSP, 1971. BRONSON, R. Pesquisa operacional. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1985 BRUYNE, P. de; HERMAN, J. & SCHOUTHEETE, M. de. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais: os pólos da prática metodológica. Rio de Janeiro: F. Alves, 1991. CHIAVENATO, I. Teoria geral da Administração: abordagens descritivas e explicativas. São Paulo: Makron Books, 1993. HILLIER, F. S. & LIEBERMAN, G. J. Introdução à pesquisa operacional. Rio de Janeiro: Campus / USP, 1988. J. & CHARNOV, B. H. Administração. São Paulo: Saraiva, 1998. MARTINS, Petrônio G., LAUGENI, Fernando P. Administração de Produção, São Paulo: Ed. Saraiva, 2000. STEVENSON, William J. Administração das Operações de Produção. Rio de Janeiro: LTC, 2001. Veja mais aqui.


Imagem: Amanti, da artista plástica italiana Margherita Fascione.


Curtindo o álbum Brazilian Romance (Sony, 1987), da cantora estadunidense de jazz Sarah Vaughan (1924-1990), com participação especial de Milton Nascimento. Veja mais aqui.

EPÍGRAFENenhum pessimista jamais descobriu o segredo das estrelas, nem velejou a uma terra inexplorada, nem abriu um novo céu para o espírito humano, frase atribuída à escritora, conferencista e ativista social estadunidense Helen Keller (1880-1968), ela foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado. Veja mais aqui.

URINOTERAPIA – O livro Urinoterapia – Xixi: o meio de saúde mais extraordinário que existe (Madras, 1999), de Ludmilla De Bardo, Johanne Razanamahay, Christian Tal Schaller, Françoise Schaller-Nitelet e Kiran Vyas, trata de temas como o que é a terapia pela urina, as bases críticas, a utilização do método, as contra-indicações, homeopatia, massagens, doenças graves, reações, os povos que utilizam a terapia, os mecanismos de ação, livros publicados, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] a terapia pela urina trilha, no mundo inteiro, uma caminhada triunfal, pois traz uma solução eficaz e gratuita para a maior parte de nossos contemporâneos que sofrem, em seus corpos, de uma poluição tão grave quanto a do ar, da água e da terra, e em seu psiquismo, de um conformismo que os faz viver na dependência e no medo. Com a Urinoterapia, um mundo novo se abre para aqueles que ousam sair de um papel de consumidores passivos, conduzidos em direção à doença pela publicidade e pela obediência aos peritos. Um mundo de responsabilidade, de saúde, de liberdade e de criatividade que promove a reconciliação conosco mesmos e com todos os seres vivos. Veja mais aqui.

MAMÍFEROS – O livro Mamíferos (Companhia das Letras, 2005), do escritor francês Pierre Mérot, conta a história de um tio que é alcoolatra depressivo e solitário, sofrendo por fazer parte de uma sociedade que abomina e de uma família padrão. Da obra destaco o trecho: [...] Talvez alguém vá pensar que o tio, nesse inicio incerto de sua odisseia, é puro vinagre, que está de má-fé ou que carece de nuances. Sem dúvida... mas ele também se considera uma especia de Parca benevolente e rebelde que vigia de longe o destino dos seus, com cumplicidade tanto maior por ter saído do mesmo molde ridículo, doroloso e terrivelmente humano. [...] Veja mais aqui.

PROVOCAÇÃO DO RECIFE – Na antologia Poesia Viva do Recife – 100 poetas vivem, amam e eternizam a cidade (CEP, 1996), organizada pelo poeta e editor Juareiz Correya, destaco o poema Provocação do Recife, do escritor e jornalista Xico Sá: Poetas e putas / invadem os bares / é sexta: / RECIFE PODE EXPLODIR A QUALQUER VERSO / QUALQUER GOZO! / Meninas sujas / vendem flores e amendoins / teimosas demais / pra tanto NÃO! / Putas e poetas / na goela da noite / como uma espinha de peixe / que faz tossir / e avermelha os olhos! / RECIFE PODE EXPLODIR A QUALQUER VERSO / QUALQUER GOZO! II – Missão boêmia: Por entre putas e poetas / que trocam versos às sextas / pedófilos inveterados / zombem zangões abelhas / meninas do amendoim / teimosas ninfetas / penélopes ariadnes / proletárias deusas / velhos decadentes / funcionários públicos / babam na gravata / deusas do subúrbio / ísis beatrizes / lirismo ambulante / consolo de bêbados / meninas de dante’s. Veja mais aqui e aqui.

HYGIENE – Em 2006, tive oportunidade de assistir na Vila Maria Zélia, em São Paulo, à montagem da peça Hygiene, criação do Grupo XIX de Teatro, com direção de Luiiz Fernando Marques, contando a história de operários, imigrantes, meretrizes e ex-escravos do Rio de Janeiro do fim do século XIX, num encontro que sela a construção da identidade brasileira. A peça mostra o processo de higienização urbana por que passou o país ao substituir cortiços, habitação mais comum naquela época, pela casa unifamiliar. O destaque do espetáculo fica por conta da atuação das atrizes Janaina Leite, Juliana Sanches e Sara Antunes. Veja mais aqui.

ÁRIDO MOVIE – O drama Árido Movie (2004), dirigido por Lírio Ferreira, conta a história de um jornalista que vai ao interior pernambucano, para o enterro do pai que mal conheceu. Lá é esperado com ansiedade pela avó e, no caminho, reencontra amigos do Recife e conhece uma videomaker que está preparando um trabalho sobre a importância da água. O destaque do filme fica por conta da atriz de teatro, cinema e televisão, Giulia Gam. Veja mais aqui e aqui.

VEJA MAIS:

Guilherme Vaz, José de Alencar, Sergio Bernades, Mariza Lacerda, Hernâni Donato, Stela Freitas, Moira Kelly & Simone Moura e Mendes aqui

Maceió, História do Brasil, Gilles Lipovetsky, Umberto Eco, Slavoj Žižek, Quinteto Armorial, Victor Meirelles, Felicien Rops, Michael Winterbottom, Anna Louise Friel & Juareiz Correya aqui.

Prevenção da couraça, Guilherme de Almeida, Romero Britto, Samara Felippo, Wesley Ruggles, Carole Lombard, Peter Fendi & Mácleim aqui.  

FECAMEPA - Gentamiga do meu Brasil de Cipopau I e outras canalhices mais bizarras!! O papo da CPMF ainda vai dar muito pano pras mangas. Tanto é que escrevi um artigo em 1996 contra essa desgraça que foi publicado em vários jornais impressos do país. Depois, andei remexendo com o tema e trouxe, alguns dias atrás, de novo esse questionamento. Até o Governo Federal resolveu se meter no debate que eu provoquei. Quer ver? Está logo abaixo. De antemão assevero que não quero dar trela para a oposição mais incompetente, salafrária e detestável do planeta! Nunca! Foram eles que criaram essa desgraça e mamaram como a praga. Também não vou avalizar a manutenção dessa tramoienta por causa da ineficiência do atual governo de gerir o país sem uma maloqueragem dessa. O que precisamos, todo brasileiro sabe: combater a injustiça. Se a gente levantar a bandeira de combate à injustiça, vamos aprumar a conversa e colocar na reta o que está desinretado neste pais. Por isso, cidadania e vergonha na cara não faz mal a ninguém. Por isso mesmo trago agora, novamente, para vocês apreciarem e participarem, afinal, é a nossa vida que está em jogo. E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Veja mais do Fecamepa aqui.

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 IMAGEM DO DIA
Imagem: sem título, do pintor e ilustrador peruano Boris Vallejo.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora parabenizando o Tataritaritatá.
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MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...