segunda-feira, novembro 19, 2007

VERNE, JENNY SAVILLE, CARDOZO, QUINTANA, EVREINOFF, HEGEL, DWORKIN, DEBRET, PAULEY PERRETTE, CYANE, FECAMEPA & OS ESCRAVOS



FECAMEPA & A ESCRAVARIA TODA


O amo não é amo senão pelo fato de que possui um escravo que o reconhece como tal”. Georg W. F. Hegel, filósofo alemão (1770-1831)

É graças a Deus que o Brasil tem saído de situações difíceis. Mas, graças ao diabo, é que se mete em outras”. (Mário Quintana)




Ahá! Sabe da maior? Deu o créu! Foi mesmo, teve um trupé indigesto que deu num desmantelo nauseante durando uns 400 anos de remoeta! Maior parque de diversão pros colonizadores que davam de urubu só por cima da carne seca! Espia só. Tudo começa quando a maldizente monocultura escravocrata da cana-de-açúcar chega por aqui por volta de 1535, usando abusivamente do braço escravo para se sustentar economicamente. Lembra? Pois é, primeiro foram para as bandas dos índios que depois de muita sacanagem, caiu a ficha deles e se viram na maior roubada pagando um mico da peste. O que deu? O invasor botou as manguinhas de fora e invadiu terra, derrubou matas, tomou as mulheres, bufou e mandou ver. Não deu outra, né? Ôxe, o aborígene deu um freio de arrumação com um ré-pra-trás fuderoso, começando um arranca-rabo que só finda com sua quase extinção. Aí a coisa começa mudando de figura, porque como o papel de servo era para o autóctone, quando este sacou a maruagem, logo se rebelou e tudo virou para o tráfico do negro africano que era tratado talqualmente bicho, ou seja, um antropóide de cor que nem era gente na regulação das Ordenações Filipinas, que o tinha no mesmo capítulo destinado aos animais. Aí sim que deu o outro bode brabo, pois foi quando se deu o pontapé inicial num conflito que num vai terminar nem tão cedo. Pois bem, derramados na praia depois duma travessia das mais sacrificantes, os negros iam se amontoando numa infecta senzala com a mais diversa etnia de boçais e ladinos minas, nagôs, guinéus, minas-nagôs, cafres, calabares, minas-popos, hauçás, malês, jejes, grumcis, tapas, iabus, benins, mundubis, bornus, baribas, grumas, camarões, congos e cabindas, tudo para adoçar o mundo com a desgraça deles. A estratégia dos traficantes era que eles não se entendessem de jeito nenhum, senão era prejuízo certo. Sabidos.



Imagem: Debret.


A exemplo das carnificinas que vitimaram os ameríndios, os escravos também não escaparam de castrações, amputações, extrações e torturas as mais terríveis. Isso sem falar que eram, entre outras malvadezas, punidos severamente quando famintos lambiam o querosene dos lampiões. Por isso, tinha até escravas que preferiam abortar a ver seus filhos nessa desgraceira de vida. E era justamente essa desgraça que os fraternizava para sublevar, causando a criação de quilombos que, segundo quase todos os historiadores, só deram o ar da graça mesmo na vera no final do séc. XVI. Pelo visto, como registram unanimemente, os escravos não tinham saída: ou a floresta, ínvia, impenetrável, desconhecida e hostil, ou a re-escravização. E aí, hem? Sinuca de bico. Deu no que deu, né? O quilombo era para o rei de Portugal, “(...) toda habitação de negros fugidos que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados nem se achem pilões neles”. E a fuga era a única forma de libertação e representava um perigo: a tentativa de aqui repetir a façanha da ilha de São Tomé quando os negros tomaram pé da coisa e expulsaram os portugueses. A-há! Bem feito, hem? Destá. O caldo engrossa e a rebelião começa mesmo pra valer quando os fugitivos se deram munidos de armas de fogo, chuços, de facões e de lanças. Nasce, então, Palmares, o mais importante acontecimento do século XVII. Localizada numa imensa selva entre o rio São Francisco e o Cabo de Santo Agostinho, abrigo para os negros fugitivos, índios, mamelucos, mulatos e brancos, bem como fugitivos do serviço militar, criminosos e todos os perseguidos e deserdados da sociedade colonial. Este reduto resistiu a todas as expedições punitivas de 1630 até 1695. Como tudo tem duas faces, a guerra com os palmarinos tinha lá seus interessados, o que, segundo Décio Freitas, por causa disso – a exemplo das inúmeras campanhas e investimentos públicos de hoje -, a roubalheira comia no centro: “(...) em grande parte motivada pela desbragada corrupção que lavrava nos altos escalões administrativos da colônia. Governadores, magistrados, oficiais das câmaras e outros funcionários se apropriavam regular e impunemente das rendas da coroa”. Além do mais, uma coisa era certa: as ordens da coroa eram sempre acatadas, mas raramente cumpridas. Eita! Esse filme eu vejo hoje, né não? Igualzinho, né? Vamos lá. Os quilombos se multiplicavam chegando ao registro de 11 no Amazonas, 04 no Maranhão, 09 em Minas Gerais, 11 em São Paulo, 12 na Bahia, 08 em Sergipe e 11 em Pernambuco. Neste último, Palmares que foi primeiro comandado por Gangga-Zumba, que caiu na besteira de celebrar um tratado de paz com Portugal, findando sitiado em Cucaú e, depois, assassinado. Aparece então Zumbi, o Espártaco Negro dos Palmares, nascido no começo do ano de 1655, numa das inúmeras povoações palmarinas. Esse guerreiro chegou ao ponto ter a patente de capitão reconhecida pelo rei D. Pedro II, de Portugal, que perdoou “seus crimes” na tentativa de selar a paz, Mas tá, hem? Nem aí. E mais ainda: a turma dos senhores de engenho logo se mobilizaram para acabar com essa festinha pacífica e botando fogo no monturo com todas as influencias em Lisboa. Pois é, cada guerra com seus interesses, ora. Aí entra na história a tropa de choque dos sanguinários e violentos bandeirantes paulistas, capitaneados por Domingos Jorge Velho, promotores de briga, ruína e terror. Deram logo um treino – tipo café pequeno - e lascaram a vida duns coitados dos índios janduins. Já eram, coitados. Num foi bem assim, o bafafá deu trabalho, mas findou, a exemplo dos caetés, com a varredura geral dos nativos.



Imagem: Debret.


O foco passa a ser Palmares, maior teitei estrepitoso. Investidas atrás da outra e nada. Vai e volta, passam os anos. Até o dia que juntaram todo ódio e partiram com tudo para acabar com o que tivesse em pé. No fim, Zumbi não morreu como conta a lenda: um suicídio se jogando no despenhadeiro. Na verdade, ele morreu atraiçoado no dia 20 de novembro de 1695, pelo negro Antonio Soares, numa cilada armada pelos paulistas que transportaram seu corpo para Porto Calvo, lavrando-se o Auto de decapitação do negro Zumbi. Quando todos pensam que a coisa se aquieta, ledo engano, meu. Eis que surge o quilombo de Ambrósio que, segundo Clóvis Moura “Tudo era de todos e não havia nem meu nem teu”, em Minas Gerais, que durou até 1746 quando foi destruído. E ainda prosseguem em Minas Gerais, tanto em 1756 como em 1864, as revoltas negras objetivando a liberdade dos cativos. Ainda no séc. XVIII grupos esparsos de escravos fugidos continuavam homiziados na região palmarina dando trabalho às autoridades coloniais. Foi quando a massa escrava brasileira – as de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro -, se rebelou de vez. Tome bronca. E lá vai logo em 1821 os escravos da fazenda Santana, Ilhéus, na Bahia, se revoltando e permanecendo na propriedade até 1824, prosseguindo em 1828 quando os cativos tentam tomar conta de tudo. Quando ocorre, então, a grande insurreição negra de 1835, em Salvador, findando só no dia 14 de maio, condenados à forca mas por não dispor de carrasco para a execução, restou o fuzilamento de todos os seus membros. Segura a onda que lá vem mais. Depois, entre os anos de 1838/41 foi a vez do Preto Cosme, no Maranhão, aderir à Balaiada. Quando finda a rebelião, o de sempre: os liberais são salvos por anistia, e os escravos sacrificados por obra e comando de 8 mil homens do coronel Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias. Pois é, Preto Cosme foi preso, julgado, condenado e enforcado em São Luis. Também Manuel do Congo, no Estado do Rio de Janeiro, em 1838, liderou uma rebelião na Fazenda Freguesia e Maravilha, quando foi aclamado Rei por todos os revoltosos. Mas, em 1839, Caxias invadiu o quilombo em pavorosa carnificina e tudo já era então, pronto, findada toda festa. Já o quilombo de Jabaquara, em São Paulo, foi formado pela ideologia abolicionista e não pelos escravos. Isso ocorre por volta de 1882, por iniciativa dos abolicionistas Américo Martins e Xavier Pinheiro, sendo escolhido Quintino de Lacerda como líder. Este quilombo finda quatro anos depois de sua criação, junto com a abolição da escravatura em Santos. Mas a coisa vai mudando e a partir de 1870, a região Sul do Brasil passa a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros. No Norte, as usinas substituem os engenhos de cana. Parece mais que o Brasil vai mudando de vez, acredita? Eu, hem! Ah, vamos lá. Tudo vem na esteira dos acontecimentos internacionais com a extinção do tráfico negreiro em 1850 – e o Brasil, como sempre, atrasado como porra.
Depois, veio a Lei do Ventre-livre, de 1871, tornando livres os filhos dos escravos. Logo após, a lei dos Sexagenários de 1885 que contemplava os negros de mais de 65 anos. E por fim, a Lei Áurea de 1888, declarando livre todos os escravos, sendo, pois, o Brasil o último país do mundo a abolir a escravidão negra depois de quase 400 anos de regime escravista. Ô atraso, hem? Pensa que terminou por aí, foi? Então vamos aprumar a conversa. Sabe qual a remissão dos pretos então libertados? Claro e evidente que toda cultura escravista brasileira não desaparece por força de uma simples lei, nada disso. E passando a limpo: tudo aconteceu – como sempre acontece no mundo – por força do desenvolvimento econômico, custe o que custar, né? Pois bem, a revolta que criou o Estado Negro de Palmares resistiu até o fim do séc. XVIII. Foram ao todo 35 expedições. Dá pra ver os custos desses gastos e a contraproducência, tudo em nome da ambição, ganância e avareza. Seria cômico se não fosse trágico! A lição que fica dessas revoltas todas é que se adoçava o mundo com o sangue da desgraça humana. Quer a prova dos nove? Ainda há que considerar que o regime escravocrata se mantém disfarçado ainda hoje e de forma tal que nenhum órgão fiscalizador – que também é ao mesmo tempo conivente – é capaz de flagrar, punir e erradicar. Vê-se, apenas, que uma vez ou outra é feita uma incursão séria entre os Andorinhas da cana, ou nas fazendas de todos os Estados, ou qualquer esporádica intervenção combatendo o escravismo, logo é flagrada e registrada pela mídia atual, muito embora resulte no afastamento de funcionários que vão tomar na tarraqueta ou casa de caixa pregos, engavetamento de processos que viram dorminhocos dos compadrios, retaliações violentas que sapecam o pé do maluvido delator e impunidade geral reinando para felicidade dos promotores do desenvolvimento econômico do país. Inegavelmente tal escravismo disfarçado que já vinha desde sempre solapando a massacrada vida dos trabalhadores da economia privada brasileira, mascarou-se mais com a flexibilização e desregulamentação das leis trabalhistas em relações informais, subempregos, baixas remunerações, desqualificações e outras práticas abusivas arrepiando a lei e fomentando uma exploração que é protestada desde que o sujeito entra para trabalhar e não tem hora para sair e sem hora-extra nem qualquer verba indenizatória, ao bel prazer da bondade do patrão. Vê-se com isso que a escravidão só fez virar com uma cara eufemista, persistindo ainda hoje com outra nomenclatura. Precisamos, pois nos libertar de verdade. Ih, lascou, né? Pois é, gente, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais FECAMEPA.


DITOS & DESDITOSO homem possui um instinto com relação ao qual, a despeito de sua inesgotável vitalidade, nem os historiadores nem os psicólogos nem os que se ocupam de estética disseram jamais, até aqui, a menor palavra. Refiro-me ao instinto de transfiguração, ao instinto de opor às imagens recebidas de fora, as imagens arbitrárias criadas no íntimo, ao instinto de transformar as aparências ofertadas pela natureza em alguma outra coisa..., numa palavra, ao instinto cuja essência se revela no que eu chamo a teatralidade. Pensamento do dramaturgo russo Nicolas Evreinoff (1879-1953). Veja mais aqui.

MULHER, CORPO & PADRÕES DE BELEZA – [...] Padrões de beleza descrevem em termos precisos o relacionamento que uma pessoa terá com seu próprio corpo. Eles prescrevem sua mobilidade, espontaneidade, postura, porte, os usos que ela pode fazer de seu corpo. Eles definem precisamente as dimensões da liberdade física. E, é claro, a relação entre liberdade física, desenvolvimento psicológico, possibilidades intelectuais e potencial criativo é umbilical. Em nossa cultura nenhuma parte do corpo feminino foi deixada intacta, inalterada. Nenhum aspecto ou extremidade é poupado da arte, da dor, do aprimoramento [...] Da cabeça aos pés, cada traço do rosto de uma mulher, cada parte do seu corpo é sujeita a modificação, alteração. Essa alteração é um processo contínuo e repetitivo. É vital para a economia, é o objeto principal da diferenciação entre homem e mulher, é a realidade física e psicológica mais imediata do ser mulher. Dos onze ou doze anos até a morte, uma mulher gastará grande parte de seu tempo, dinheiro e energia talhando-se, depilando-se, maquiando-se e perfumando-se. É comum e errôneo dizer que os travestis, usando roupas e maquiagens femininas, caricaturizam as mulheres em que se transformariam, mas qualquer conhecimento real do ethos romântico deixa claro que esses homens penetraram no cerne da experiência de ser uma mulher, um construto romantizado. [...] Trechos extraídos da obra Woman-Hating (Dutton, 1974), da escritora feminista Andrea Dworkin (1946-2005).

20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS[...] Não posso de modo algum dar aqui pormenores das maravilhas do fundo do mar, nem dos formosos e surpreendentes exemplares de seres vivos, ignorados até agora, que passaram pelos meus olhos fascinados, durante esta memorável viagem, e que jamais, antes de mim, vira qualquer naturalista. Mas é preciso não se supor que, pelo fato de estarmos prisioneiros, nunca saíamos do interior do Nautilus. [...] Existe ainda o Nautilus? Viverá ainda o capitão Nemo? Nada se pode dizer ao certo sobre o destino do capitão Nemo. O que afirmo, porque distou estou bem certo, é que só há dois homens no mundo com direito a responder à pergunta formulada no livro Eclesiastes: Quem poderá saber o que está longe e a muita profundidade? Esses dois homens são: o capitão Nemo e eu. [...]. Trechos extraídos da obra Vinte mil léguas submarinas (Hermis, 1982), do escritor francês Julio Verne (1828-1905). Veja mais aqui e aqui.

O UM E A SUA INTIMIDADE No Um está o ser isolado e / está o Universo. / Não é naquele ser, porém, nem neste Todo / onde reside a sua intimidade. / Não está no subjetivo, nem na unidade. / O Um é único e absolutamente disjunto / não tem aberturas, nem fechos. / O Um não participa, como supõem / das unidades do corpo dos complexos / dos quatérnios / dos octérnios / dos sedênios / a sua intimidade é a infinita sinfularidade / do só, a infinitude da concentração do ser / é o ser sobre o ser: SER/SER = UM / A intimidade do Um está no valor da função / que na sua origem, num breve, infinitamente instante, liturgicamente / oscila eternamente, entre +1 e -1 / entre os dois, no entanto, não há tempo de zero - / a intimidade do Um está no ponto antesdepois / do teu prazer, Mulher! / Esta no ponto AnteDepois da Morte. Poema extraído da obra Joaquim Cardozo: contemporâneo do futuro (Ensol, 2003), que reúne a vida e a obra: um livre entrelaçamento, do objeto ao olhar: o mundo em processo e visão do último trem subindo ao ceu, a poesia escolhida: Trivium e poemas; signo estrelado: canções varzinas e praianas, a aprição da rosa e outros sonetos, fábulas, elegias, Arquitetura nascente & permanente, mundos paralelos, réquiem por uma vida desnecessária, versos urgentes, sonetossom, poemas sistema, entre outras, de Joaquim Cardozo, organizada por Maria da Paz Ribeiro Dantas. Veja mais aqui.

A ARTE DE JENNY SAVILLE
JENNY SAVILLE – (por Cyane Pacheco) - H.A: A carnação de morte nas obras de Jenny Saville, os seus grises, rosas e azuis, quando elege os proscritos pela sociedade, quando os releva às belezas improváveis, também diz do tempo sobre os corpos, dessa incidência que igualmente busco, no que reflete sobre a decomposição dos afetos, dos pudores da morte. Como aproximar-se dessa "coisa" que é gente e corpo, simultaneamente? Fiquei realmente impressionada, com suas mulheres obesas, seus olhares longitudinais, de soberba e inocência, acuadas e ferozes, mostrando seus excessos adiposos, devolvendo-os às dobras projetadas por essa mesma sociedade, que empanturra seus alvos: homens, mulheres e crianças impondo-os objetos, cânones, letreiros - animados e inanimados, reificados ou subsumidos, despudoradamente, roubados, recusados, tecidos nas malhas e imposições perversas, impondo o horror da máquina faminta por dinheiro. Quando a artista regurgita e aproxima os corpos que concebe, a partir das grossas pinceladas, os une (uns aos outros e à morte) convidando a recusa do nosso olhar, a refletir sobre nossos próprios corpos, busca o que fazemos quando resistimos sob todos os riscos, o que Conrad escreveu ("o horror, o horror") ao enfrentar geografia diversa, nos indica aqueles que negam a vaidade doentia- estéril e rasa, aqueles que nunca negociaram suas verdadeiras essências (Goya, Bacon, Freud, Jean Rustin, tantas fotógrafa(o)s e tantos outra(o)s pintora(e)s), para urdirem suas obras. A artista e essa genealogia artística, fizeram um doloroso percurso em volta dos seus desertos íntimos, para continuarem seguindo atrás das respostas; para não cerrarem os olhos às diferenças, lugar constituído de suas perguntas; para acolherem o outro, incluindo-o em seus suportes e, consequentemente, nas discussões sobre o mundo; para retratarem esse "outro" e não encaixá-lo nos padrões do consumismo anódino, quando enfrentam o horror, simetricamente, com toda a coragem que dispõe ou inventam em suas urgências. Fito a metáfora, que dá-se a outros fins, que mira a palavra em seu voo primeiro, atingindo-a para que se torne outra coisa, um teatro de sombras, por exemplo, alcançando os mesmos territórios que alcançaram esses artistas, em suas buscas. Sobre a imagem e a palavra, na obra de Jenny Saville, urge serem fragmentadas, recompostas, ampliadas, exibidas engolindo o olhar do fruidor, que tirem suas vestes de gala, para que a vejam nua, andando por aí, escancarando nossas mortes. Veja mais da arte da pintora britânica Jenny Saville aqui e aqui.



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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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