sexta-feira, novembro 23, 2007

GURDJIEFF, ROSSINI, PESSOTTI, MIRICIOUU, REBOUL, VERDÚ, MANARA, EDNA FIALHO & MUITO MAIS!



REENGENHARIA: QUE DROGA É NOVE? - A reengenharia significa uma reação ao colossal abismo existente entre as mudanças ambientais velozes e intensas e a total inabilidade das organizações em ajustar-se a essas mudanças. Significa fazer uma nova engenharia da estrutura organizacional. Representa uma reconstrução e não simplesmente um forma total ou parcial da empresa. Baseia-se nos processos empresariais e considera que eles é que deve fundamentar o formato organizacional. Para alguns autores, a reengenharia é um reprojeto dos processos de trabalho e a implementação de novos projetos, enquanto para outros, é o repensar fundamental e a reestruturarão radical dos processos empresariais visando alcançar drásticas melhorias no desempenho de custos, qualidade, atendimento e velocidade. Assim, ela se fundamenta em quatro palavras-chave: 1. Fundamental, que busca reduzir a organização ao essencial e fundamental; 2. Radical, que impõe uma renovação radical, desconsiderando as estruturas e procedimentos atuais para inventar novas maneiras de fazer o trabalho; 3. Drástica, a reengenharia joga fora tudo o que existe atualmente na empresa; 4. Processos, reorienta o foco para os processos e não mais para as tarefas ou serviços, nem para pessoas ou para a estrutura organizacional. Está preocupada em fazer cada vez mais com menos possível. Seus três componentes são: pessoas, tecnologia da informação e processos, direcionando as características organizacionais para os processos. Suas conseqüências são: os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes orientadas para os processos e para os clientes; a estrutura organizacional hierarquizada, alta e alongada passar a ser nivelada, achatada e horizontalizada. É o enxugamento ("downsizing") da organização para transforma-la em centralizadora e rígida em flexível, maleável e descentralizadora; a atividade também muda: as tarefas simples, repetitivas, rotineiras, fragmentadas e especializadas, com ênfase no isolamento individual passam a basear-se em equipes com trabalhos multidimensionais e com ênfase na responsabilidade grupal, solidária e coletiva. Os papeis das pessoas deixam de ser moldados por regras e regulamentos internos para a plena autonomia, liberdade e responsabilidade. A preparação e desenvolvimento das pessoas deixam de ser feita por meio do treinamento específico, com ênfase na posição e no cargo ocupado, para se constituir em uma educação integral e com ênfase na formação da pessoas e nas suas habilidades pessoais. As medidas de avaliação do desempenho humano deixam de se concentrar na atividade passada e passam a avaliar os resultados alcançados, a contribuição efetiva e o valor criado à organização e ao cliente. Os valores sociais, antes protetores e visando à subordinação das pessoas às suas chefias, agora passam a ser produtivos e visando à orientação das pessoas pra o cliente, seja ele internou ou externo. Os gerentes, controladores de resultados e distantes da operações cotidianas, agora tornam-se líderes e impulsionadores, ficando mais próximos das operações e das pessoas; os gerentes gerentes deixam de ser supervisores da ação dotados de habilidades técnicas para orientadores e educadores dotados de habilidade interpessoais. (Chiavenato, 2000:668-71) DESENVOLVIMENTO: A reengenharia empresarial significa começar de novo, começar do zero. Significa pôr de lado grande parte da sabedoria legada por dois séculos de gestão industrial. Significa esquecer como o trabalho era realizado na era do mercado de massa e decidir como melhor realizá-lo agora. Os cargos e estruturas organizacionais perdem importância. O que importa é como queremos organizar o trabalho agora, frente à demanda dos mercados atuais e ao potencial das atuais tecnologias. A reengenharia capitaliza: o individualismo, a autoconfiança, a propensão para aceitar o risco e a inclinação para a mudança. No seu âmago está a noção do pensamento descontínuo - identificar e abandonar as regras ultrapassadas e as suposições fundamentais subjacentes às atuais operações empresariais. A reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade. A reengenharia primeiro determina o que uma empresa precisa fazer, depois como fazê-lo. Ela ignora no que existe e se concentra no que deveria existir, examinando as regras e suposições tácitas subjacentes à forma como conduzem as suas atividades. Amiúde essas regras se revelam obsoletas, errôneas ou inadequadas. Isto é tido por fundamental. A redefinição radical significa ir à raiz das coisas: não introduzir mudanças superficiais ou conviver com o que já existe, mas jogar fora o antigo. Na reengenharia, a redefinição radical significa desconsiderar todas as estruturas e os procedimentos existentes e inventar formas completamente novas de realizar o trabalho. A reengenharia trata da reinvenção das empresas - não de sua melhoria, de seu aperfeiçoamento, ou de sua modificação. (Hammer & Champy, 1994: 22) A reengenharia não diz respeito a melhorias marginais ou de pequenas quantidades, mas a saltos quânticos de desempenho. Isto é o que se diz por drástico. Existem 3 tipos de empresas que empreendem reengenharia: 1. Empresas em grandes apuros; 2. Empresas que ainda não estão em dificuldades, mas cuja gerência prevê problemas à frente; 3. Empresa que empreende reegenharia é aquela em seu pico de desempenho. Ela não possui qualquer dificuldade discernível, agora ou no futuro, mas a sua gerência é ambiciosa e agressiva. (Hammer & Champy, 1994:23) Define-se um processo empresarial como um conjunto de atividades com uma ou mais espécies de entrada e que cria uma saúde de valor para o cliente.  Corresponde então a quarta palavra-chave: Processos. A característica mais básica e comum dos processos renovados pela reengenharia é a ausência de uma linha de montagem, ou seja, muitos serviços ou tarefas anteriormente distintos são integrados e resumidos em um. (Hammer & Champy, 1994:38). Os benefícios dos processos integrados, dos trabalhadores de caso e das equipes de caso podem ser enormes. Eliminar as passagem de tarefas significa acabar com os erros, atrasos e reparos por elas gerados. Além do mais, como o novo processo gera menos erros e mal-entendidos, a empresa não precisa de pessoas adicionais para diagnosticá-los e repará-los. (Hammer & Champy, 1994:39). A integração dos processos também reduz as despesas gerais de administração dos processos. Dado que os empregados envolvidos no processo se responsabilizam por garantir que as solicitações dos clientes sejam atendidas pontualmente e sem defeitos, eles necessitam de menor supervisão. Pelo contrário, a empresa encoraja esses empregados com poderes delegados a encontrar formas inovadoras e criativas de reduzir continuamente os tempos de execução e os custos, ao mesmo tempo produzindo um produto ou serviço livre de defeitos. O controle melhorado é outro benefício dos processos integrados: por envolverem, menos pessoas a delegação de responsabilidade e monitoramento de seu desempenho são facilitadas. As empresas que empreendem a reengenharia comprimem os processos não apenas horizontalmente, ao fazer os trabalhadores de caso ou as equipes de caso realizarem múltiplas tarefas seqüenciais, como também verticalmente. Os próprios trabalhadores realizam, agora, a parte do serviço antes realizada pelos gerentes (Hammer & Champy, 1994:39). Os processos resultantes da reengenharia estão livre da tirania da seqüência linear; o trabalho pode explorar a precedência natural, em vez da artificial introduzida pela linearidade. Nos processos renovados pela reengenharia, o trabalho é seqüenciado em termos do que precisa vir em seguida. A deslinearização dos processos acelera-os de duas maneiras: 1. Vários serviços passam a ser simultaneamente realizados; 2. Com a redução do intervalo de tempo entre as etapas iniciais e finais de um processo, diminui a margem para grandes mudanças que poderiam invalidar o trabalho inicial ou tornar o trabalho final discrepante em relação ao inicial. Outra característica é o fim da padronização. A fim de atender às demandas do ambiente atual, precisamos de múltiplas versões do mesmo processo, ajustadas às exigências de diferentes mercados, situações ou insumos. Esses mesmos processos precisam das mesmas economias de escala que resultam da produção em massa (Hammer & Champy, 1994:41). A característica seguinte é a transposição das fronteira organizacionais pelo trabalho. O trabalho transpõe as fronteiras organizacionais para melhorar o desempenho do processo global.  (Hammer & Champy, 1994:43). As verificações e os controles são outra espécie de trabalho não-adicionador de valor minimizada pela reengenharia, valendo-se de controles apenas enquanto economicamente justificáveis, exigindo uma abordagem mais equilibrada. Entretanto, os sistemas de controle renovados mais do que compensam eventuais abusos excessivos, ao reduzirem drasticamente os custos e outros ônus associados ao próprio controle. Minimizar a reconciliação, para isso, o número de pontos de contato externo de um processo é reduzido, o que diminui a possibilidade de recebimento de dados exigindo a reconciliação. Isto é eliminar um departamento de compras, uma recepção dessas mesmas compras com conhecimento, e o contas a pagar com a fatura dessas compras. Substituição do gerente de caso para atendente do cliente com poderes delegados. Combinar, no mesmo processo, as vantagens da centralização e da descentralização, via tecnologia da informação. Nem todo processo empresarial objeto de reengenharia exibirá todas as características ou as mesmas. Aliás, nem deveria, pois algumas são conflitantes. Na verdade, um novo projeto requer visão, criatividade e discernimento. Esses ingredientes também são necessários quando se redefinem os serviços e órgãos que respaldam os processos objeto da reengenharia. As unidades de trabalho mudam - de departamentos funcionais para equipes de processos. As empresas, ao aplicarem a reengenharia, na verdade, estão reagrupando o trabalho decomposto por Adam Smith e Henry Ford tantos anos atrás. As equipes de processo são grupos de pessoas trabalhando conjuntamente para executar um processo inteiro. As equipes de processo não contem representantes de todos os departamentos funcionais envolvidos. Pelo contrário, essas equipes substituem a antiga estrutura funcional. Os serviços mudam - de tarefas simples para trabalhos multidimensionais: os trabalhadores de uma equipe de processo, que são coletivamente responsáveis pelos resultados do processo, e não individualmente responsáveis por tarefas, executam um tipo diferente de serviços. Eles compartilham com os colegas de suas equipes a responsabilidade conjunto pela realização do processo inteiro, e não apenas de uma sua parcela. Além de empregarem um conjunto de habilidades mais vasto dia após dia, também têm de pensar de forma bem mais ampla. Cada membro da equipe terá ao menos uma familiaridade básica com todas as etapas do processo e deverá realizar várias delas (Hammer & Champy, 1994:54). Os papéis das pessoas mudam - de controlados para autorizados. As empresas que praticaram a reengenharia, em vez de empregados obedientes às regras, preferem aqueles aqueles capazes de dominar as suas próprias regras. À medida que a gerência delega às equipes a responsabilidade pelo processo inteiro, também precisa lhes conceder a autoridade para tomarem as decisões necessárias. A preparação para os serviços muda - do treinamento para a educação. Os empregados necessitam ser suficientemente educados para tomarem por sí sóis essa decisão. A ênfase se desloca do treinamento para a educação, ou a contratação de pessoal especializado. O treinamento aumenta as habilidades e a competência e se ensina aos empregados o como de um serviço. Já a educação aumenta a sua visão e compreensão e ensina o "por que" (Hammer & Champy,1994:57). O enfoque das medidas de desempenho e da remuneração se altera - da atividade para os resultados. A contribuição e o desempenho são as principais bases da remuneração. O desempenho é medido pelo valor criado e a remuneração deve ser fixada pelo mesmo critério. Os critérios das promoções mudam - do desempenho para a habilidade. A distinção entre promoção e desempenho é claramente traçada. A promoção para um novo cargo na organização é uma função de habilidade e não do desempenho. Trata-se de uma mudança e não de um prêmio. Os valores mudam - de protetores para produtivos. A reengenharia implica uma grande mudança na cultura de uma organização assim como em sua configuração estrutural. Ela exige que os empregados acreditem profundamente que trabalham para os seus clientes, e não para os seus chefes. Isso só acontecerá na proporção em que as práticas da empresa reforçarem essa crença. Os gerentes mudam - de supervisores para instrutores. Equipes orientadas para o processo, consistindo em uma ou mais pessoas, não necessitam de chefes, mas de instrutores.  Equipes pedem conselhos aos instrutores. Os instrutores as ajudam a solucionar os problemas. Os instrutores não participam da ação, mas estão suficientemente próximos para ajudar a equipe em seu trabalho. As estruturas organizacionais mudam - de hierárquicas para niveladas. Quando um processo inteiro se torna o trabalho de uma equipe, a gestão do processo passa a fazer parte desse trabalho. O trabalho está organizado em torno dos processos e das equipes que os executam. As pessoas se comunicam com quem precisam. O controle é assumido pela pessoa que executa o processo. Os executivos mudam - de controladores do resultado para líderes. Outra importante conseqüência da reengenharia é a oportunidade e necessidade de mudança do papel dos altos executivos de uma empresa. Portanto, os executivos precisam ser líderes capazes de influenciar e reforçar os valores e as crenças dos empregados através de suas palavras e ações.  Os executivos têm responsabilidade global pelo desempenho dos processos reformulados sem terem contacto direto com os seus executantes. Estes trabalham mais ou menos autonomamente sob a orientação de seus instrutores. Os executivos cumprem com as suas responsabilidades ao assegurarem que os processos sejam, projetados de modo que os trabalhadores possam executar os serviços necessários e sejam motivados a isso pelos sistemas gerenciais da empresa: a medição do desempenho e o sistema de remuneração (Hammer & Champy, 1994:63). CONCLUSÃO: As pessoas é quem aplica a reengenharia, e não a empresa. A reengenharia é um jogo de xadrez: ou ganha, ou perde. É só esperar para ver. A forma mais notória de se fracassar na reengenhar é não praticá-la, ou sejam, apenas conduzir mudanças nos processos e chamar a isso de reengenharia. Um esforço de reengenharia provoca mudanças de várias espécies. As atribuições dos cargos, as estruturas organizacionais, os sistemas gerenciais, em suma, tudo associado com o processo precisa ser reformulado de modo a se manter a coerência do sistema empresarial (Hammer & Champy, 1994:170). Alguns dados: ignorar os outros aspectos além da redefinição dos processos; não enfocar os processos empresariais; tentar consertar um processo em vez de mudá-lo; negligenciar os valores e as crenças das pessoas; contentar-se com resultado de pequena monta; parar cedo demais; colocar restrições prévias à definição do problema e ao alcance do esforço de reengenharia; permitir que a atual cultura empresarial e atitudes gerenciais impeçam o início da reengenharia; tentar empreender a reengenharia de baixo para cima; designar alguém que não entende de reengenharia para liderá-la; limitar os recursos dedicados à reengenharia; negar à reengenharia posição de destaque na agenda da empresa; dissipar a energia entre muitos projetos de reengenharia; tentar aplicar a reengenharia faltando dois anos para a aposentadoria do presidente; não distinguir a reengenharia de outros programas de melhoria empresarial; concentra-se exclusivamente no projeto; tentar aplicar a reengenharia sem descontentar ninguém; retroceder ante a resistência das pessoas às mudanças da reengenharia; estender excessivamente o esforço. A reengenharia não promete cura milagrosa. Ela não oferece uma solução rápida, simples e indolor. Pelo contrário, ela implica um trabalho difícil e árduo. Requer que os gerentes das empresas e os seus trabalhadores substituam as antigas práticas por outras completamente novas. Uma metodologia para conduzir os esforços de reengenharia, a orquestração da campanha de mudanças, o projeto e cronograma da implementação dos processos redefinidos e as táticas para se enfrentarem os problemas mais comuns surgidos na implementação são questões que transcendem nossos estudos. As incertezas da reengenharia, porém, não podem servir de desculpa para se esquivar do que precisa ser feito. É um fato ainda novo, um novo empreendimento; todos aqueles nela engajados são pioneiros. O mundo da revolução industrial está dando lugar a uma era de economia global, de poderosas tecnologias da informação e de mudança incessante. Tudo que se precisa é a vontade de sucesso e a coragem de começar. (Hammer & Champy, 1994:180). REFERÊNCIAS: ANSOFF, H. Igor & McDONNEL, Edward J. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993. CHAMPY, James & HAMMER, Michael. Reengenharia. Rio de Janeiro: Campus, 1994. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000. Veja mais aqui , aqui e aqui.


Imagem: Madame Souty Reclining on a Sofa (1921), do pintor espanhol Ignacio Zuloaga y Zabaleta (1870-1945). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum da ópera Gala (2000), de Gioacchino Rossini, com a soprano romena Nelly Miricioiu & Academy of St Martins in the Fields & Geoffrey Mitchell Choir. Veja mais aqui.

EPÍGRAFE: A CLASSIFICAÇÃO DA HUMANIDADEPodemos representar a humanidade como sendo formada por vários círculos concêntricos: o círculo interior, esóterico, compreende as pessoas que atingiram o mais alto desenvolvimento possível. O círculo seguinte, o chamado mesotérico, caracteriza os segundo nível de pessoas, cujo saber tem um caráter teórico. O terceiro nível, o exotérico, caracteriza a humanidade mecânica, na qual está a maioria dos homens. Extraído do pensamento do filósofo místico e mestre espiritual armênio, Georgiǐ Ivanovič Gǐurdžiev (1866-1949), mais conhecido como Gurdjieff. Veja mais aqui.

FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: FINANCIAMENTO DAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS - Efetuando detida leitura no capítulo referente ao Financiamento das Atividades Empresariais, contido no livro Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira (Atlas, 1992), escrito por Roberto Braga, deparou-se com assuntos atinentes às modalidades de financiamentos por parte das empresas, bem como da visualização do sistema financeiro no Brasil. Informa o autor que a principal fonte externa de recursos próprios corresponde à subscrição e integralização de aumentos de capital. Os fundos próprios gerados internamente decorrem da retenção do lucro líquido, registrada nas contas de reservas de lucros ou de lucros acumulados. As vendas de ativos e as reduções nos níveis de estoques, contas a receber e outros ativos, possibilitam a liberação de recursos para outras finalidades. O capital próprio, assim, constitui a fonte de recursos mais adequada para investimentos de maior risco ou de manutenção prolongada. Os lucros retidos constituem uma fonte interna de capital próprio largamente utilizada no financiamento dos planos operacionais e de investimentos e correspondem ao valor remanescente do lucro líquido após a dedução da parcela ser distribuída em espécie aos proprietários, denominada por dividendos em se tratando de sociedades por ações. Assim, a política de dividendos satisfaz às expectativas dos investidos quanto à realização de uma parcela dos lucros, devendo atingir dois objetivos básicos na maximização da riqueza dos acionistas e provendo recursos para financiar os planos operacionais e de investimento. Os tipos de políticas de dividendos são a manutenção de uma taxa constante de distribuição dos lucros apurados; pagamento de um valor fixo por ação, independentemente das flutuações ocorridas no lucro por ação; e pagamento regular de um dividendo fixo mínimo e de dividendo extra nos exercícios em que ocorrerem lucros acima do normal. O dividendo preferencial fixo corresponde a certo valor, enquanto o dividendo preferencial mínimo representa um percentual sobre o valor nominal da ação ou sobre o valor total do capitula preferencial quando essas ações não tiverem valor nominal. As bonificações, o aumento do capital social efetuado mediante a incorporação de reservas e lucros mantêm inalterado o valor total do patrimônio líquido. Contabilmente trata-se de uma transferência interna de valores dentro do mesmo grupo de contas representativas do capital própria da empresa. Já o desdobramento de ações, é fixado na legislação para companhia abertas, a correção monetária do capital realizado e deve ser capitalizada sem modificação do número de ações emitidas. As fontes internas de recursos de terceiros correspondem a diversas obrigações decorrentes das atividades operacionais da empresa, tais como salários, contribuições sociais, impostos, dividendos declarados, etc. Os créditos dos empregados, diretores e acionistas representam recursos de terceiros, pois se deve separar a empresa das pessoas que nela trabalham ou detenham participação societária. A partir do fato gerador e durante o prazo concedido para pagamento ou recolhimento, os impostos, contribuições e outros compromissos são considerados recursos de terceiros. As fontes externas de recursos de terceiros podem ser geradas espontaneamente, como o crédito concedido pelos fornecedores e os adiantamentos de clientes relativos a bens ou serviços encomendados. As fontes externas de passivos onerosos são constituídas pelos empréstimos e financiamentos contratados com instituições financeiras ou com outras pessoas jurídicas ou físicas. Ainda, as fontes externas de capitais de terceiros apresentam-se as operações de arrendamento mercantil (leasing) em que a empresa arrendatária detém a posse e o uso de ativos fixos, durante a maior parte de sua vida útil. O financiamento com capital de terceiros pode ser gerado espontaneamente no curso normal das atividades operacionais e também ser obtido mediante a contratação de empréstimos e financiamentos. As fontes espontâneas de capital de terceiros são constituídas pelas exigibilidades diversas, adiantamentos de clientes e obrigações para com fornecedores. As exigibilidade da empresa para com seus empregados e diretores, órgãos governamentais, credores diversos e acionistas constituem exemplos de fontes internas de capital de terceiros, tais como salários e encargos incidentes sobre a folha de pagamento, inclusive as contribuições previdenciárias e sindicais dos empregados retidas para posterior recolhimento; impostos e contribuições sobre o faturamento; imposto de renda a pagar sobre o lucro de exercício e imposto de renda retido na fonte sobre salários e dividendos; contas a pagar e provisões para despesas incorridas e ainda não pagas relativas a férias, 13.º salário, indenizações contratuais, contingência fiscais e trabalhistas, etc; e dividendos e participações estatutárias a pagar, etc. Ocorre o adiantamento de clientes quando os bens são produzidos sob encomenda mediante a celebração de contratos que especificam as características técnicas do produto, o prazo de entrega, a base de cálculo do preço final quando este não for determinado. Essa prática ocorre com equipamentos não produzidos em série, construção civil, projetos de engenharia e outros serviços técnicos de valor elevado. O crédito mercantil ou comercial constitui uma modalidade de financiamento a curto prazo concedido por uma empresa a outra, mediante o diferimento entre o momento da entrega da mercadoria ou da prestação do serviço e a data de pagamento. Os empréstimos e financiamentos podem ocorrer  através de descontos de títulos: é uma operação típica de bancos comerciais que envolve notas promissórias ou duplicatas emitidas pela empresa com vencimento de até 180 dias; de empréstimos em conta-corrente, geralmente são concedidos pelos bancos comerciais por um prazo de 60 dias, com possibilidade de renovação; de financiamento de tributos e contribuições previdências, realizado por bancos comerciais por um prazo inferior ao período em que os recursos arrecadados ficam em seu poder, esses financiamentos estão sujeitos à tarifa de contratação, juros e IOF e garantidos por notas promissórias avalizadas. Ainda podem ocorrer os empréstimos à micro, à pequena e à média empresa, que são financiamentos para capital de giro regulamentado pelo Banco Central que corresponde a uma aplicação compulsórias dos bancos comerciais calculadas sobre seus depósitos a vista. Os contratos de financiamento, são destinado ao capital de giro ou capital fixo, são oferecidos por bancos comerciais ou de investimentos, que bancam as operações com recursos próprios e de depósitos a prazo, cobrando comissões, taxas, correção monetária, juros e IOF. Já o financiamento com recursos do PIS, são realizadas com recursos proveniente do programa, administrado pela Caixa Econômica Federal. Ainda ocorre o financiamento com recursos do BNDES, os repasses de recursos do FINAME, realizados por bancos comerciais, de investimento ou sociedade de crédito, financiamento e investimento, destinam-se ao financiamento de máquinas, equipamentos, veículos pesados e equipamentos de informática, novos e de fabricação nacional; os financiamentos com recursos externos, são financiamento para capital de giro ou capital fixo com prazos que varia de 90 dias a 08 anos; debêntures, são títulos da dívida emitidos pelas sociedades anônimas com a finalidade de levantar recursos de médio e longo prazos para financiar suas necessidades de capital de giro ou capital fixo. O arrendamento mercantil, ou leasing, pode ser operacional e financeiro. Operacional quanto os contratos celebrados por prazos bastante inferiores à vida útil do bem, podendo envolver computadores, máquinas copiadoras e outros equipamentos. O financeiro que é praticado somente pelas sociedade de arrendamento mercantil, pelo período de vida útil do produto. O sistema financeiro nacional é formado por diferentes tipos de instituições financeiras públicas e privadas. Em função da natureza e do prazo, as operações realizadas por essas instituições podem ser agrupadas em quatro grandes mercado: mercado monetário, também denominado mercado aberto ou open market que compreende operações de curto e curtíssimo prazo, realizadas por alguns dias ou de um dia para o outro (overnight); o mercado de crédito que envolve empréstimos e financiamentos de curto e médio prazos; o mercado de capitais, que engloba operações de crédito de longo prazo e transações com ações, debêntures e títulos públicos de longo prazo; e o mercado de câmbio onde são realizadas transações de compra e venda de moedas estrangeiras conversíveis em moeda nacional. O Conselho Monetário Nacional constitui a cúpula do sistema, sendo um órgão normativo que atua mediante um colegiado presidido pelo ministro da fazenda e composto por outros ministros de estado, dirigentes de entidades governamentais, basicamente da área financeira, e representantes do setor privado. Em virtude do conselho não possuir uma estrutura administrativa própria, o Banco Central funciona como sua secretaria. O banco central é uma autarquia federal que atua como o principal executor das decisões do conselho monetário nacional e, dentre as suas atribuições, destacam-se a emissão de moeda, a administração da liquidez da economia, o controle do crédito, o controle de capitais estrangeiros, a autorização para funcionamento e a fiscalização das instituições financeiras. A comissão de valores mobiliários é uma autarquia vinculada ao ministério da Fazenda que regulamenta e controla as companhias abertas, os investidores, os intermediários e os profissionais envolvidos nos mercados de ações e de debêntures. O banco nacional de desenvolvimento econômico e social - BNDES, é o principal agente da política de investimentos do governo federal, num sistema formado pelo próprio banco e suas subsidiárias, o FINAME, agência especial de financiamento industrial que financia a aquisição de máquinas e equipamentos industriais de procedência nacional através de outras instituições financeiras como repassadores de recursos, e o BNDESPAR, BNDES Participações S/A, que apoia empresas nacionais através de participação societária em seu capital, prestação de garantia de subscrição de ações ou debêntures conversíveis em ações, concessão de aval em empréstimos em moeda nacional e estrangeira e outras formas de colaboração. O Banco do Brasil é o principal agente financeiro do governo federal que, além de atuar como banco comercial, é o principal executor da política de financiamento da agricultura, executa o serviço de compensação de cheques e exerce outras atividades em nome do governo federal. os bancos regionais e estaduais de desenvolvimento têm sua atuação voltada para o financiamento de projetos públicos e privados que promovam o fomento econômico e social. O Banco do Nordeste do Brasil S/A e o Banco da Amazônia S/A, são controlados pelo governo federal e operam o FINOR e o FINAM, ambos constituídos por meios de deduções do imposto de renda das pessoas jurídicas. O Banco Nacional de Crédito Cooperativo é vinculado ao Ministério da Agricultura e presta apoio financeiro às cooperativas de produção. As instituições bancárias são aquelas que captam depósitos a vista, livremente movimentos através de cheques emitidos pelos depositantes. Os bancos comerciais concedem empréstimos de curto prazo às pessoas jurídicas em geral e também às pessoas físicas. Os bancos comerciais também realizam financiamentos a prazos mais dilatados atuando como agentes de fundos oficiais de crédito e repassadores de empréstimos contraídos no exterior. A caixa econômica federal possui múltiplas funções, dentre elas, captação de depósitos a vista, arrecada tributos, realiza empréstimos pessoas e concede financiamentos para capital de giro das empresas utilizando recurso do PIS. As caixas estaduais realizam algumas operações típicas dos bancos comerciais, mas atuam principalmente em financiamentos de imóveis residenciais através de suas próprias carteiras hipotecárias ou com recursos do SFH. O conjunto de instituições não bancárias é bastante heterogêneo, tendo como característica comum o impedimento legal de captar depósitos a vista. O papel originalmente atribuído aos bancos de investimentos era o de suprir as empresas com recursos de médio e longo prazos através de financiamentos e da compra de títulos e valores mobiliários emitidos pelas empresas que seriam mantidos em carteira ou revendidos posteriormente ao público. As sociedades de crédito, financiamento e investimentos têm como operação básica o crédito ao consumidor, financiando suas compras de bens de consumo durável diretamente através do refinanciamento das vendas a prestação do comércio varejista. As sociedades de crédito imobiliário integram o sistema financeiro de habitação financiando a construção e aquisição de imóveis e também empresas fornecedores de materiais de construção. As associações de poupança e empréstimo têm pouca expressão dentro do sistema financeiro de habitação. As cooperativas de crédito são entidades formadas por um grupo de pessoas que contribuem periodicamente com certa soma de dinheiro e se habilitam a obter empréstimos a juros inferiores àqueles praticados no mercado. As sociedades de arrendamento mercantil adquirem bens para arrendá-los pela maior parte de sua vida útil a empresas industriais, comerciais, agrícolas e de serviços. as instituições auxiliares atuam no sistema de distribuição de títulos e valores mobiliários. As bolsas de valores não são instituições financeiras, mas associações civis, de âmbito regional e sem finalidade lucrativa, constituídas pelas sociedades corretoras para que as mesmas disponham de um local adequado e da infra-estrutura necessária à realização de operações de venda e compra de títulos e valores mobiliários por conta de terceiros. As sociedades corretoras detêm títulos patrimoniais das bolsas de valores e são as únicas instituições autorizadas a operar nos pregões. as sociedades distribuidoras de valores atuam na intermediação de títulos e valores mobiliários colocando no mercado certificados de depósito bancários, letras de câmbio, debêntures e ações emitidos por outras instituições financeiras ou empresas em geral. Os agentes autônomos de investimento são pessoas físicas credenciadas para atuar na distribuição de títulos e valores mobiliários. Veja mais aqui, aqui e aqui.

A RETÓRICA NO DISCURSO PARA EXECUTIVOS, À LUZ DE OLIVIER REBOUL – Tendo-se por base a obra Introdução à retórica (Martins Fontes, 1998), de Olivier Reboul, efetuando uma leitura do artigo entitulado Vão faltar dólares? (Revista Exame, out/2008), escrito por André Lahóz e publicado na edição de 18 de outubro do corrente ano, pela revista Exame, está bastante recheado de afirmativas e conceitos oriundos de uma observação econômica do país de forma interpretativa e conclusiva, assaz eloqüente. Inicialmente ele aborda dados e desempenho da balança comercial brasileira, detectando que esta está imergindo rumo a causar prejuízos para a economia brasileira, visualizando um aclive nas importações em detrimento dos números coletados pelas exportações. Argumenta que a economia brasileira continua vulnerável em relação aos investimentos externos, investimentos estes que estão apenas montados sobre uma única base, nos dólares. Acena, então, que tais dólares representam a melhor fonte de mercado, tendo em vista de virem acompanhados de tecnologia, dinamismo, novos produtos e empregos. Relaciona tais benesses do dólar em relação aos principais mercados absorventes da produção brasileira: a Argentina e o Euro. A primeira em crise e colocando barreiras aos produtos brasileiros. A segunda, uma moeda que não conseguiu se estabelecer no próprio continente europeu e que se relaciona comercialmente com o Brasil sob a chancela do dólar, ao que, cada vez que tal moeda se desvaloriza encarece os produtos brasileiros. Ademais, o texto é incisivo, reunindo uma ótica ampla da problemática e demonstrando profundidade e conhecimento de causa. É eufemista à medida em que isenta o governo e as empresas do país de responsabilidade sobre tal panorâmica, atribuindo as causas a um conjunto de fatores externos à nossa realidade, o que deixa entender tratar-se de uma atitude sofismável. II - DISPOSIÇÃO DE IDÉIAS: O texto em referência traz por princípio uma série de raciocínios que nos leva a verificar as idéias da seguinte forma: conduções turbulentas caracterizando a economia nacional; modelo de sustentação dessa turbulência na condição de normal; conteúdo verossímil baseado em formulações comparativas; natureza informativa e subordinação ao raciocínio anterior; e informativo delineando a desconfiança e sustentando o sofisma. No parágrafo I, está apresentado de forma lacônica as causas dos problemas, sendo taxativo e dogmático quanto ao quadro que se vislumbra. No segundo parágrafo, efetua comparações econômicas e arremata com a indecisão programada na equipe econômica nacional. No terceiro parágrafo, sentencia eufemísticamente, apresentando causas reais, mas não totais ou exclusivos para a existência dos problemas. O quarto parágrafo é de natureza informativa, subordinado ao raciocínio do parágrafo anterior. O quinto mantém a mesma linha, manifestando desconfiança através das expressões de todo modo, portanto... O sexto é conclusivo e utilitário de comparações. Enquanto o sétimo é taxativo e prescreve ações para se vislumbrar um futuro possível. O oitavo parágrafo está delineado na confirmação conclusiva de dados anteriores. E, por fim, o nono parágrafo, está o arremate sofismável. III – ARGUMENTAÇÃO: André Lahóz inicia associando suas idéias aos dados da balança comercial deficitária que provoca a inibição a novos investimentos no país. É dogmático e pessimista quando afirma: "Pior: o dado de setembro serviu também pra levantar suspeitas sobre o resultado comercial de 2001". Ao longo do discurso o autor se preocupa em deixar claro, o tempo todo, que nada disso tem a ver com necessárias ações governamentais e com reposicionamento político-econômico das empresas estabelecidas no Brasil. Insiste em seu raciocínio que a vulnerabilidade da economia brasileira se deve a uma combinação de inúmeros fatores externos e não de uma política equivocada, uma economia que privilegia empreendimentos sólidos; e aliando sua persuasão com bases outras alheias, mas pertinentes, como a crise da Argentina, a desvalorização do Euro e o declínio na balança comercial. O seu raciocínio se torna ainda mais verossímil quando sentencia ser o dólar a melhor fonte de investimento, em detrimento a um reposicionamento na valorização dos recursos internos e busca da capacidade de mercado emergente das empresas brasileiras. Em todo o texto está comparações e prescrições dogmáticas, a ponto de um desfecho não menos provável que o de três posicionamentos irreversíveis: ou esse, ou este, ou aquele. E larga, finalmente um eufemismo: "o quando está longe de ser alarmante". IV - AS FIGURAS DE RETÓRICA: O texto de André Lahóz está aberto com uma figura de sentido, consigne-se a metáfora: "representaram uma ducha de água fria para quem acompanha a evolução da economia brasileira". Outra figura de sentido virá ainda no primeiro parágrafo, como sendo a hipálage: "pior: o dado de setembro serviu também para levantar suspeitas sobre o resultado comercial de 2001". Quanto às figuras de pensamento encontramos ainda alegorias e graça: "é preciso dizer que um bom pedaço dessa vulnerabilidade independe de qualquer interferência ou ação do governo ou das empresas brasileiras" e outras. Quanto às figuras de enunciação, podemos detectar a epanortose: "quem olhar a histórica econômica brasileira, aliás, notará que o problema de financiamento nunca se manifestou quando as oportunidades de investimento são óbvias". V – CONCLUSÃO: O presente texto está fundamentado em dogmas, desenvolvido sob comparações e verossimilhanças para redundar num eufemismo. Veja mais aqui.

AQUELES CÃES MALDITOS DE ARQUELAU – O livro Aqueles cães malditos de Arquelau (Ed. 34, 1993 Prêmio Jabutti - 1994), do escritor, psicólogo e professor universitário Isaias Pessotti, conta a história passada na Itália da década de 1960, quando um grupo de estudantes que têm suas vidas alteradas pela paixão despertada pela descoberta de um manuscrito medieval em que o autor, um misterioso bispo, analisa a obra de Eurípedes. Da obra destaco o trecho: [...] Além disso, havia Anna. Dependendo do meu latim, torcendo por meu sucesso, obrigado a reconhecer alguma qualidade em mim. O Comenmentarium criava uma gostosa intimidade que me ligava a Eurípedes e a ela. Trabalhar na tradução era como contemplar os vitrais de alabastro da biblioteca ao lado dela. o conhecimento deve ter alguma dimensão erótica. [...]. Veja mais aqui.

DESPERTA-ME – Entre os poemas da poeta Edna Fialho, editora dos blogs Laços do Pensamento e Momentos, Delírios e Arrepios do Coração, reunindo seu trabalho literário no Recanto das Letras, destaco o poema Desperta-me: Desperta-me o corpo esquecido pelo teu silêncio. / Desperta-me em sussurros o gozo clamante / Dos teus afagos, das tuas palavras ousadas... / Desperta-me! / O esboço da lua entre nuvens fugazes / Espairando a angústia de não te pertencer / ... Ainda, / Tinge o crepúsculo de ócio, de intranquilidade, / Me invade a alma em tremor, se faz em alquimia. / Num espiral de afagos, sorvo teus beijos / E entorpecida versejo em êxtase / Tua escultura surgindo em fascínio / Delineada por adornos gritantes. / São cordas, são fábulas sonorizadas / De um amor milenar... É magia! Veja mais aqui.

BABILÔNIA – Em 2002, tive a oportunidade de assistir no Galpão do Folias, em São Paulo, à montagem da fábula grotesca Babilônia, de Reinaldo Maia, com direção de Marco Antonio Rodrigues, contando a história de uma caravana de mendigos que segue em peregrinação à Babilônia, onde será eleito o novo chefe. A viagem é interrompida com a chegada de um novo integrante que desperta a discórdia. Entre eles surgem os mecanismos de cobiça e as ilusões de fraternidade. O destaque do espetáculo é para todo elenco, especialmente para as atrizes Bete Dorgan e Juliana Balsalobre. Veja mais aqui.

Y TU MAMÁ TAMBIÉN – O drama Y tu mamá también (E sua mãe também, 2001), dirigido por Alfonso Cuarón, conta ua história contínua em que um narrador comenta sobre os personagens, os eventos ou os locais mostrados. Esses comentários às vezes chamam a atenção para questões político-econômicas do México, especialmente sobre os pobres que vivem nas zonas rurais do país. O enredo foca em dois jovens amigos de classe média que tentam impressionar uma bela mulher sobre uma praia paradisíaca, para a qual eles viajarão e querem que ela os acompanhe. Ela inicialmente recusa o convite, mas muda de ideia quando seu marido a liga e confessa tê-la traído. É a partir daí que a história toma um rumo que envolve muitas paisagens, bebidas e sexo. O destaque do filme para a atuação da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú.

VEJA MAIS:
Lilith, As trelas do Doro, A alienação social do trabalho, François Truffaut, Anna Netrebko, Erasmo de Roterdã, Honoré de Balzac, Catarina Ribeiro, Vladislav Nagornov, Camila Diehel, Fanny Ardant, Otto Lingner & Sandra Lustosa aqui.

Psicologia Infantil, Leila Diniz, Béla Bartók, Gerd Bornheim, David Lean, Gutzon Borglum, Clotilde Tavares, Sarah Miles & Nilto Maciel aqui 

Por um novo dia, Daniel Goleman, Max Ehrmann, Truman Capote, Eugène Delacroix, Yes, A filha do rei do céu, Patrícia França, Audrey Hepburn & Annie Leibovitz aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara.
Veja aqui e aqui.
  

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CRIATIVIDADE & INOVAÇÃO NA PRÁTICA EDUCATIVA – Imagem: Luta dos índios Kalapalo (1951), do escultor Victor Brecheret (1894-1955) - A...