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sábado, julho 28, 2012

ROSA CHACEL, JUDITH BUTLER, ELSE LASKER-SCHULER, ENEDUANA, SELMA LAGERLÖF, GAINES & FILHA DA DOR






POEMAS DE ENHEDUANA – I – Senhora de todas as essências, cheia / de luz,boa mulher, vestida de esplendor, / que possui o amor do céu e da terra,/ amiga de templo de An, tu usas adornos maravilhosos, / tu desejas a tiara da alta sacerdotisa / cujas mãos seguram as sete essências. / Ó minha senhora, guardiã de todas as boas essências, / tu as reuniste e as fizeste emanar de tuas mãos. / Tu colheste as essências santas e as trases contigo, apertadas em teus seios. II - Como dragão, encheste a terra com veneno, / Como trovão, quando bradas sobre a terra, / árvores e plantas casem diante de ti. / És o dilúvio descendo da montanha, / Ó deusa primeira, Inana, deusa / da lua, que reina sobre o céu e a terra! / Teu fogo espalha-se e cai sobre a nossa nação. / Senhora montada numa fera, / An te dá qualidades, poderes sagrados, e tu decides. / Estás em todos os nossos grandes ritos. Quem pode compreender-te? III – Tu o ergueste o/pé e abandonaste o celeiro da fertilidade. / As mulheres da cidade não falam mais e amor com seus maridos. / De noite, elas não fazem amor / Elas não se despem mais diante deles, / revelando tesouros íntimos. / Grande filha de Suen, impetuosa vaca selvagem, senhora suprema que domina An, que ousa não venerar-te? IV -  Tu pediste-me para entrar no claustro santo, o girapu, / e eu entrei nele, eu, a alta sacerdotisa Enheduana! / Eu carreguei a cesta do ritual e cantei em seu louvor. / Agora encontro-me banida, em meio aos leprosos. / Nem mesmo eu consigo viver contigo. / Sombras penetram a luz do dia, / a luz escurece à minha volta, / sombras penetram a luz do dia, / cobrindo o dia com tempestades de areia. / Minha suave boca de mel torna-se repentinamente confusa. / Minha linda face agora é pó. V - A primeira senhora da sala do trono aceitou a canção de Enheduana. / Inana a ama novamente. / O dia foi bom para Enheduana, pois ela vestiu-se de jóias. / Como os primeiros raios de luar sobre o horizonte, / Quão exuberantemente ela se vestiu! / Quando Nana, pai de Inana, fez sua aparição,o palácio abençoou Ningal, / mãe de Inana. / Da soltira da porta celeste veio à palavra:‘Bem-vinda’! Poemas da princesa do Império Acádio, Enheduana, que viveu no século XXIIIaC, a primeira mulher a se tornar Alta Sacerdotisa, uma sábia que serviu ao templo de Inana, na cidade suméria de Ur. É considerada a primeira autora da Literatura Universal, da Filosofia e da História da Ciência, autora de mais de 42 hinos dos templos acádios e de poemas narrativos à Inana, autora da obra A ascensão de Inana, também conhecida como O despertar de Inana. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


FILHA DA DOR – À memória de Jane Vanini Capozzi (1945-1974) – Aquela virginiana mato-grossense desde jovem atuou nos grêmios estudantis e foi estudar Ciências Sociais na USP. Casou-se jovem, descasou-se e tornou-se Ana para o jornalista Pepe Tapia Carrasco. Desde o primeiro casamento o casal era caçado pela repressão e, por isso, vieram as prisões promovidas pela Operação Bandeirante (Oban), a clandestinidade inevitável e o navio para o exílio: Montevideo, Buenos Aires, Roma, Praga e Cuba. Foi em Havana que ela tornou-se locutora de programa diário. E perseguiu seus ideais no Brasil e por Cuba e Chile, militante tanto da ALN como do MOLIPO. Aqui, integrou o Grupo dos 28. Novas prisões e mortes. Sem saber de nada a sobrevivente foi condenada aqui e à revelia pela 2ª auditoria militar a cinco anos de reclusão e perda dos direitos políticos por dez anos. A fuga para Santiago de Allende no MIR, novamente a clandestinidade com o golpe de Pinochet em Concepción. E ora era Adelia, ora Carmen ou Gabriela. A refugiada se refez por meio de trinta e sete cartas: angústias, esperanças e o enfrentamento do patriarcalismo machista. A família vigiada, apartamento invadido e as irmãs depondo na Oban. Tudo acabaria naquele fatídico 6 de dezembro de 1974: ela resistiu por quatro horas às torturas do Dina. Disseram até que ela sozinha resistiu a tudo enquanto destruía documentos até o fim da munição: foi encontrada caída com uma metralhadora do lado. Era essa uma informação contraditória de militares chilenos. Na verdade ela foi vítima de violações dos Direitos Humanos. Os algozes sustentáculos da ditadura chilena só reconheceram a responsabilidade vinte anos depois: a arcada dentária e o DNA da ossada encontrada em 2005, numa vala coletiva dum cemitério de Concepción no Chile. Supostamente era dela, não mais desaparecida: mas de trinta anos de espera na notícia destacada pela imprensa nacional – não era verdade, o escarcéu do noticiário em confronto com o sobrinho: O problema é que a imprensa nacional e até de outros países divulgou com bastante ênfase a notícia de que foram encontrados os restos mortais dela e isso virou uma verdade. Depois disso, ninguém procurou saber que foram feitos exames e que o resultado descartou qualquer parentesco. Portanto, para nós ela ainda é uma desaparecida política. No Chile é reconhecida como heroína de luta. Na apreciação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos do Brasil - Lei 9140/1995 – foi indeferida por unanimidade a falta de comprovação. A morte sem a dignidade no sepultamento de Cáceres, as cartas e uma frase: Perdão, meu amor, foi a última tentativa de te salvar. Veja mais abaixo, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS – É claro que herdei as fórmulas familiares, religião, moral e costumes de meus ancestrais, mas isso apenas informou a base do meu sistema pessoal. O básico, claro, não posso negar isso, mas embora básico e enterrado, sua categoria é a de suporte, não a fórmula, como todas as anteriores. Pensamento da escritora espanhola Rosa Chacel (1898-1994).

 

ALGUÉM FALOU: Como as pessoas encontram um encontro e um horário para tirar a vida de outro homem? Quem os fez Deus? Por que, como cultura, ficamos mais confortáveis em ver dois homens segurando armas do que de mãos dadas? Todos os escritores escrevem sobre o passado e eu tento dar vida a isso para que você possa ver o que aconteceu. Pensamento do escritor estadunidense Ernest Gaines (1933-2019). Veja mais aqui.

 

DAS CARTAS DE JANE: [...] Espero que algum dia estejamos juntos e livres, mas se não avançamos, não importa tanto, importa realmente que a sociedade que legamos aos nossos 'herdeiros' possua muito de nós mesmos, de nosso esforço, de nossos ideias, de nosso amor. [...] Um dia me chamaram de comunista porque no jornal “A voz do aluno” eu reclamava pelo aumento no preço do leite e da carne, que muita gente não podia pagar e esses alimentos são básicos para uma boa alimentação. Mais tarde eu fiquei sabendo o que era o comunismo e que para chegar ao comunismo é necessário uma longa etapa que se chama socialismo. Fiquei sabendo que já haviam muitos países socialistas: União Soviética, China, Vietnam do Norte, Coréia e muitos outros e o que é muito importante, que aqui na América Latina existia um país que era um exemplo de socialismo: Cuba. Pois bem, Cuba, como os outros, alcançou o socialismo, lutando com armas na mão, todo o povo, contra a minoria de privilegiados que tinham de tudo e contra o exército que defendiam esses privilegiados. E foi então que eu como muitos outros companheiros pensamos em lutar para implantar o socialismo no Brasil [...] Vocês se perguntarão que faço no exterior se me interesso tanto pelo Brasil. Eu lhes explico: Nós pertencemos a um continente a que se chama genericamente por América Latina. Essa América Latina toda tem as mesmas origens raciais que nós do Brasil. Fala um idioma muito parecido e que teve também as mesmas origens. Sofremos as mesmas enfermidades, analfabetismo, fome, velhice prematura, dentição podre, e principalmente o nosso inimigo fundamental é o mesmo: o ianque. É o norte-americano que explora todas nossas riquezas: o petróleo, o cobre, o café, o gado, o ouro, a cultura, as frutas, tudo enfim. E o norte americano não nos explora gratuitamente. Nossos governos pagam a eles para que eles venham a explorar nossas minas, nossos operários, nossa cultura, para que levem a matéria bruta para os EUA pagando uma miséria e nos exportem depois o café solúvel, as peças, as máquinas, enfim, caríssimo o produto acabado. Enquanto isso guardam como reserva o que eles tem nos EUA. Quando nós, os subdesenvolvidos não tivermos mais nada para oferecer-lhes, então eles ainda terão a sua própria riqueza. Nós? Mas que importa nós, se somos seres inferiores, meio macacos subdesenvolvidos, que só copiam os costumes dos povos superiores? Eu sou latino-americana e amo igual ao mestiço, ao criolo, o índio, ao negro, ao asiático, ao branco, que entraram na nossa formação. E meus irmãos são todos os latino-americanos e por eles estou disposta a dar até mesmo a única coisa que realmente possuía: a vida. Digo possuía pois uma vez que uma pessoa contempla as coisas que presenciei e toma a decisão que tomei, não possui nada além do desejo de mudar tudo, não importa a que preço. E como sou latino-americana, dá na mesma estar em Chile ou no Brasil, ou Venezuela, ou México, ou Bolívia ou qualquer outro, pois cada país livre apressará a liberdade dos outros. Cada território liberado é uma frente de luta para prosseguir lutando[...]. Não te esqueças das minhas receitas. Às vezes quero fazer algum bôlo  ou comida brasileira e não sei nenhuma receita. A única coisa que aprendi a fazer (e muito gostosa) é feijoada. Só faltam a couve e a farinha que aqui não existe, nem conhecem. Tenho saudades da manga, do caju, do mamão, porque aqui não existe[sic]essas frutas. Mande-me uma garrafa de pinga, tá? Isso não existe aqui, porque aqui não dá cana de açúcar. Temos em compensação a chicha de uva, de maçã, que é deliciosa, mas são coisas diferentes. [...]. Trechos extraídos da dissertação de mestrado Paixões políticas em tempos revolucionários: nos caminhos da militância, o percurso de Jane Vanini (Unemat, 2002), da professora e historiadora Maria Socorro Araújo. Merecem menções: o artigo O lugar da exterritorialidade, do historiador de arte Laurent Jeanpierre, extraído da obra Travessias e cruzamentos culturais - A mobilidade em questão (FGV, 2008), organizada por Heliane & Helenice Kohler; o documentário Missivas (2012), dirigido por Caroline Araújo & Mauricio Pinto; a dissertação de mestrado em História sob a temática As missivas de Jane Vanini e as disputas pela memória (UFMT, 2012) de Kátia Gomes da Silva Amaro; e o projeto de filme de Joel Varner Leão com a estudante Mayana Neiva, de 2013. Veja mais aqui e aqui.

 

GÊNERO – [...] Se alguém “é uma mulher”, isso certamente não é tudo que esse alguém é; o termo não logra ser exaustivo, não porque os traços pré-definidos de gênero da “pessoa” transcendam a parafernália específica de seu gênero, mas porque o gênero nem sempre se constituiu de maneira coerente ou consistente nos diferentes contextos históricos, e porque o gênero estabelece interseções com modalidades raciais, classistas, étnicas, sexuais e regionais de identidades discursivamente constituídas. Resulta que se tornou impossível separar a noção de “gênero” das interseções políticas e culturais em que invariavelmente ela é produzida e mantida. [...]. Trecho extraído da obra Problemas de gênero (Civilização Brasileira, 2012), da filósofa estadunidense Judith Butler. Veja mais aqui e aqui.

 

HÓSPEDE DO NATAL - [...] Se os bons tempos não tivessem mudado, um copista de música como êle não teria mãos a medir, mas, ai! a gente de Varmland se desinteressava cada vez mais das melodias e das lindas árias. Dependuravam nos celeiros as guitarras, com as suas fitas desbotadas e as cravelhas já gastas, bem como as buzinas de caça, com as borlas meio desfiadas e o pó amontoava-se em camadas espessas sobre a caixa dos violinos. E à medida que a flauta e a pena de Ruster trabalhavam menos, a garrafa, que nunca o abandonava, trabalhava mais. Tornou-se um bêbedo incorrigível. Embora fosse recebido como um velho amigo, a sua chegada produzia uma certa contrariedade, e a sua saída, alegria. Estava sempre cheirando a álcool, que exalava de todos os poros, e logo ao segundo ponche, os olhos já turvos, entabolava as conversas mais desagradáveis. Era o eterno pesadelo das casas hospitaleiras. [...] Mas todas compreenderam que, muito mais do que nos pássaros, era no jovem Ruster que êle pensava, arrependido de o ter deixado partir na Noite de Natal. Meteu-se no seu quarto, fechando a porta, e ouviram-no tocar no violino árias estranhas, como nos tempos passados, quando sentia a casa estreita demais para êle; árias cheias de provocação e de mofa, plenas de torturante nostalgia. A mulher pensava: "Amanhã ir-se-á embora, se Deus não fizer um milagre esta noite. E aqui está como a nossa falta de hospitalidade produziu a desgraça que tanto queríamos evitar." [...]. Trecho extraído do conto O hóspede na noite de natal, da escritora sueca Prêmio Nobel de 1909, Selma Lagerlöf (1858-1940). Veja mais aqui e aqui.

 

UM POEMA – E difama a morte. / Meu olho / É o cume do tempo, / Seu brilho beija / As barras de Deus. / E ainda vou dizer mais, / Antes que entre nós escureça. / Se, entre todos, você for o mais jovem, / Saberá do que em mim é o mais antigo. / Os mundos todos brincarão / De agora em diante em tua alma. / E a noite vai se queixar / Ao dia. / Sou o hieróglifo / Sob toda criação. / E saí a vocês, / Em causa da saudade por causa do humano. / Arranquei de meus olhos os evos do olhar, / De meus lábios, a luz vitoriosa / —Pense num prisioneiro mais difícil, / Num mago mais malvado: eis-me aqui. / Meus braços, na querença de se erguer, / Tombam. Poema da poeta alemã Else Lasker-Schuler (1869-1945). Veja mais aqui.

 

SOB O OLHAR DO MAR

O filme Sob o olhar do mar (2002), dirigido por Kei Kulmai e roteiro de Akira Kurosawa, conta a história de uma prostituta perdida em seus sonhos num bordel de Tóquio, em 1868. Ela apaixona-se por seus clientes, passa por situações que expõem a mentalidade japonesa, além de revelar a sensibilidade feminina, sabidamente mais apurada que a dos homens, que são retratados como superficiais, covardes e interesseiros. Mas como a vida não é maniqueísta, ela finalmente apaixona-se por um jovem que enfrentará o mar que inunda a ilha para salvá-la. Se seus clientes invadem seu corpo, sua alma permanece intacta sob a sujeira ocasional causada pelo sexo sem amor. Assim como o mar ela é maior que seus invasores. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 


A METAFÍSICA TRILÓGICA -  A metafísica trilógica é o resultado da Trilogia Analítica – Psicanálise Integrada, desenvolvida pelo psicanalista Norberto R. Keppe Ph.D., como sendo uma nova metodologia e teoria cientifica de unificação dos campos da ciência, filosofia e teologia. Para essa teoria, no individuo corresponde a unificação do sentimento, pensamento e ações que resulta na consciência completa. A trilogia é aplicada nas áreas de psicoterapia, medicina, educação, economia, sociologia, artes, entre outros, nos três níveis psicológico, social e espiritual. O volume I da Metafísica Trilógica – A libertação do ser (1993), está baseado em Aristóteles e nos filósofos aristotélico-tomistas, desinvertendo esse setor e estabelecendo uma relação das doenças humanas e sociais com a negação do Ser. Para o autor, faz-se necessário libertar o Ser de prisões milenares, posto que finalmente os conhecimentos da teologia e filosofia integram-se à ciência. A religação à realidade dá-se por meio dos sentidos – fonte do conhecimento do mundo físico e transcendental, considerando-se o ato puro, ou seja, ação boa, bela e verdadeira que é o caminho de volta à sanidade. No volume II – Fenomenos Sensoriais Transcendentais (1994), estuda os fenômenos denominados pela parapsicologia de transcendentais, explicado por meio da ciência física – mesmo que seu fundamento se estenda ao campo da energia pura; de qualquer forma, segundo o autor, é lá que habitam os seres espirituais. De outro lado, apresenta uma nova visão sobre a origem e tratamento das doenças por meio do campo psicoenergético que abarca as grandes descobertas do século XX, da chamada rainha das ciências, a Física: Aharonov, Bohm, De La Warr, Einstein, Heiseberg, Hoaf, Plank e, principalmente, Tesla, com a descoberta sobre a energia escalar. Já no III volume – Cura através das forças energéticas (1995), trata sobre o funcionamento cerebral e as energias curativas, o verdadeiro esoterismo, as seitas, as sociedades secretas e a doença social, defendendo que: A saúde advém da conduta interna relacionada com os pensamentos corretos e sentimentos bons, que formam uma tríade perfeita, captando a energia escalara (energia essencial) que fornece o equilíbrio suficiente ao organismo psicossomático para funcionar. Veja mais aqui.

PSICÓLOGO BRASILEIRO – O livro Psicólogo Brasileiro: práticas emergentes e desafios para a formação (Casa do Psicólogo, 1994), organizado pelo Conselho Federal de Psicologia, aborda temas como as concepções e atividades emergentes na psicologia clínica: implicações para a formação, movimentos emergentes na pratica dos psicólogos brasileiros nas organizações de trabalho, formação do psicólogo na educação: dinâmica de transformação, psicologia social, psicologia do esporte, psicologia jurídica, dinâmica profissional e formação do psicólogo: uma perspectiva de integração, alguns dilemas na formação dos psicólogos: buscando sugestões de superação, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

MEIO AMBIENTE NA ESCOLA – Para abordar a temática proposta faz-se necessário efetuar uma revisão da literatura com abordagem aos conceitos e origens da ecologia, o homem e sua ação no progresso e na degradação, as previsões da Constituição Federal de 1988, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a LDB, o meio ambiente e a educação ambiental, a educação e os seus princípios, a educação ambiental e seus conceitos e aplicações, a transversalidade e o desenvolvimento sustentável. Veja mais aqui, aqui e aqui.

DIREITO EMPRESARIAL – Para desenvolver um trabalho acadêmico na área de estudo relacionada ao direito empresarial, torna-se necessário efetuar uma revisão da literatura compreendendo os conceitos e definições de empresa, a visão de empresa no direito, as espécies de empresa, a empresa no direito comercial e o comércio com uma abordagem histórica a respeito, o desenvolvimento do comércio e o direito regulador das atividades comerciais, o direito empresarial sob as previsões do Código Civil vigentes e as alterações paradigmáticas. Veja mais aqui e  aqui.


Veja mais sobre:
Falar de Deus, Carl Gustav Jung, Charles Baudelaire, Pat Metheny, Raimundo Carrero, Aristóteles, Eric Rohmer, Leopold Schmutzler, Florence Darel, Jacqueline Saburido Garcia, as previsões do Doro & Dia da Bondade aqui.

E mais:
Direito à saúde aqui, aqui e aqui.
A miséria obscena da avareza aqui.
Brebotes nos drops arruelados aqui.
A surpresa no reino do amor aqui.
Por um novo dia & outras sacadas aqui.
Todo dia é dia do Meio Ambiente aqui.
A entrega total dos namorados aqui.
Direito Ambiental aqui.
Refém do amor aqui.
Responsabilidade Civil dos Bancos aqui.
A paixão: uso & abuso aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sexta-feira, novembro 23, 2007

GURDJIEFF, ROSSINI, PESSOTTI, MIRICIOUU, REENGENHARIA, VERDÚ, MANARA, EDNA FIALHO & MUITO MAIS!



REENGENHARIA: QUE DROGA É NOVE? - A reengenharia significa uma reação ao colossal abismo existente entre as mudanças ambientais velozes e intensas e a total inabilidade das organizações em ajustar-se a essas mudanças. Significa fazer uma nova engenharia da estrutura organizacional. Representa uma reconstrução e não simplesmente um forma total ou parcial da empresa. Baseia-se nos processos empresariais e considera que eles é que deve fundamentar o formato organizacional. Para alguns autores, a reengenharia é um reprojeto dos processos de trabalho e a implementação de novos projetos, enquanto para outros, é o repensar fundamental e a reestruturarão radical dos processos empresariais visando alcançar drásticas melhorias no desempenho de custos, qualidade, atendimento e velocidade. Assim, ela se fundamenta em quatro palavras-chave: 1. Fundamental, que busca reduzir a organização ao essencial e fundamental; 2. Radical, que impõe uma renovação radical, desconsiderando as estruturas e procedimentos atuais para inventar novas maneiras de fazer o trabalho; 3. Drástica, a reengenharia joga fora tudo o que existe atualmente na empresa; 4. Processos, reorienta o foco para os processos e não mais para as tarefas ou serviços, nem para pessoas ou para a estrutura organizacional. Está preocupada em fazer cada vez mais com menos possível. Seus três componentes são: pessoas, tecnologia da informação e processos, direcionando as características organizacionais para os processos. Suas conseqüências são: os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes orientadas para os processos e para os clientes; a estrutura organizacional hierarquizada, alta e alongada passar a ser nivelada, achatada e horizontalizada. É o enxugamento ("downsizing") da organização para transforma-la em centralizadora e rígida em flexível, maleável e descentralizadora; a atividade também muda: as tarefas simples, repetitivas, rotineiras, fragmentadas e especializadas, com ênfase no isolamento individual passam a basear-se em equipes com trabalhos multidimensionais e com ênfase na responsabilidade grupal, solidária e coletiva. Os papeis das pessoas deixam de ser moldados por regras e regulamentos internos para a plena autonomia, liberdade e responsabilidade. A preparação e desenvolvimento das pessoas deixam de ser feita por meio do treinamento específico, com ênfase na posição e no cargo ocupado, para se constituir em uma educação integral e com ênfase na formação da pessoas e nas suas habilidades pessoais. As medidas de avaliação do desempenho humano deixam de se concentrar na atividade passada e passam a avaliar os resultados alcançados, a contribuição efetiva e o valor criado à organização e ao cliente. Os valores sociais, antes protetores e visando à subordinação das pessoas às suas chefias, agora passam a ser produtivos e visando à orientação das pessoas pra o cliente, seja ele internou ou externo. Os gerentes, controladores de resultados e distantes da operações cotidianas, agora tornam-se líderes e impulsionadores, ficando mais próximos das operações e das pessoas; os gerentes gerentes deixam de ser supervisores da ação dotados de habilidades técnicas para orientadores e educadores dotados de habilidade interpessoais. (Chiavenato, 2000:668-71) DESENVOLVIMENTO: A reengenharia empresarial significa começar de novo, começar do zero. Significa pôr de lado grande parte da sabedoria legada por dois séculos de gestão industrial. Significa esquecer como o trabalho era realizado na era do mercado de massa e decidir como melhor realizá-lo agora. Os cargos e estruturas organizacionais perdem importância. O que importa é como queremos organizar o trabalho agora, frente à demanda dos mercados atuais e ao potencial das atuais tecnologias. A reengenharia capitaliza: o individualismo, a autoconfiança, a propensão para aceitar o risco e a inclinação para a mudança. No seu âmago está a noção do pensamento descontínuo - identificar e abandonar as regras ultrapassadas e as suposições fundamentais subjacentes às atuais operações empresariais. A reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade. A reengenharia primeiro determina o que uma empresa precisa fazer, depois como fazê-lo. Ela ignora no que existe e se concentra no que deveria existir, examinando as regras e suposições tácitas subjacentes à forma como conduzem as suas atividades. Amiúde essas regras se revelam obsoletas, errôneas ou inadequadas. Isto é tido por fundamental. A redefinição radical significa ir à raiz das coisas: não introduzir mudanças superficiais ou conviver com o que já existe, mas jogar fora o antigo. Na reengenharia, a redefinição radical significa desconsiderar todas as estruturas e os procedimentos existentes e inventar formas completamente novas de realizar o trabalho. A reengenharia trata da reinvenção das empresas - não de sua melhoria, de seu aperfeiçoamento, ou de sua modificação. (Hammer & Champy, 1994: 22) A reengenharia não diz respeito a melhorias marginais ou de pequenas quantidades, mas a saltos quânticos de desempenho. Isto é o que se diz por drástico. Existem 3 tipos de empresas que empreendem reengenharia: 1. Empresas em grandes apuros; 2. Empresas que ainda não estão em dificuldades, mas cuja gerência prevê problemas à frente; 3. Empresa que empreende reegenharia é aquela em seu pico de desempenho. Ela não possui qualquer dificuldade discernível, agora ou no futuro, mas a sua gerência é ambiciosa e agressiva. (Hammer & Champy, 1994:23) Define-se um processo empresarial como um conjunto de atividades com uma ou mais espécies de entrada e que cria uma saúde de valor para o cliente.  Corresponde então a quarta palavra-chave: Processos. A característica mais básica e comum dos processos renovados pela reengenharia é a ausência de uma linha de montagem, ou seja, muitos serviços ou tarefas anteriormente distintos são integrados e resumidos em um. (Hammer & Champy, 1994:38). Os benefícios dos processos integrados, dos trabalhadores de caso e das equipes de caso podem ser enormes. Eliminar as passagem de tarefas significa acabar com os erros, atrasos e reparos por elas gerados. Além do mais, como o novo processo gera menos erros e mal-entendidos, a empresa não precisa de pessoas adicionais para diagnosticá-los e repará-los. (Hammer & Champy, 1994:39). A integração dos processos também reduz as despesas gerais de administração dos processos. Dado que os empregados envolvidos no processo se responsabilizam por garantir que as solicitações dos clientes sejam atendidas pontualmente e sem defeitos, eles necessitam de menor supervisão. Pelo contrário, a empresa encoraja esses empregados com poderes delegados a encontrar formas inovadoras e criativas de reduzir continuamente os tempos de execução e os custos, ao mesmo tempo produzindo um produto ou serviço livre de defeitos. O controle melhorado é outro benefício dos processos integrados: por envolverem, menos pessoas a delegação de responsabilidade e monitoramento de seu desempenho são facilitadas. As empresas que empreendem a reengenharia comprimem os processos não apenas horizontalmente, ao fazer os trabalhadores de caso ou as equipes de caso realizarem múltiplas tarefas seqüenciais, como também verticalmente. Os próprios trabalhadores realizam, agora, a parte do serviço antes realizada pelos gerentes (Hammer & Champy, 1994:39). Os processos resultantes da reengenharia estão livre da tirania da seqüência linear; o trabalho pode explorar a precedência natural, em vez da artificial introduzida pela linearidade. Nos processos renovados pela reengenharia, o trabalho é seqüenciado em termos do que precisa vir em seguida. A deslinearização dos processos acelera-os de duas maneiras: 1. Vários serviços passam a ser simultaneamente realizados; 2. Com a redução do intervalo de tempo entre as etapas iniciais e finais de um processo, diminui a margem para grandes mudanças que poderiam invalidar o trabalho inicial ou tornar o trabalho final discrepante em relação ao inicial. Outra característica é o fim da padronização. A fim de atender às demandas do ambiente atual, precisamos de múltiplas versões do mesmo processo, ajustadas às exigências de diferentes mercados, situações ou insumos. Esses mesmos processos precisam das mesmas economias de escala que resultam da produção em massa (Hammer & Champy, 1994:41). A característica seguinte é a transposição das fronteira organizacionais pelo trabalho. O trabalho transpõe as fronteiras organizacionais para melhorar o desempenho do processo global.  (Hammer & Champy, 1994:43). As verificações e os controles são outra espécie de trabalho não-adicionador de valor minimizada pela reengenharia, valendo-se de controles apenas enquanto economicamente justificáveis, exigindo uma abordagem mais equilibrada. Entretanto, os sistemas de controle renovados mais do que compensam eventuais abusos excessivos, ao reduzirem drasticamente os custos e outros ônus associados ao próprio controle. Minimizar a reconciliação, para isso, o número de pontos de contato externo de um processo é reduzido, o que diminui a possibilidade de recebimento de dados exigindo a reconciliação. Isto é eliminar um departamento de compras, uma recepção dessas mesmas compras com conhecimento, e o contas a pagar com a fatura dessas compras. Substituição do gerente de caso para atendente do cliente com poderes delegados. Combinar, no mesmo processo, as vantagens da centralização e da descentralização, via tecnologia da informação. Nem todo processo empresarial objeto de reengenharia exibirá todas as características ou as mesmas. Aliás, nem deveria, pois algumas são conflitantes. Na verdade, um novo projeto requer visão, criatividade e discernimento. Esses ingredientes também são necessários quando se redefinem os serviços e órgãos que respaldam os processos objeto da reengenharia. As unidades de trabalho mudam - de departamentos funcionais para equipes de processos. As empresas, ao aplicarem a reengenharia, na verdade, estão reagrupando o trabalho decomposto por Adam Smith e Henry Ford tantos anos atrás. As equipes de processo são grupos de pessoas trabalhando conjuntamente para executar um processo inteiro. As equipes de processo não contem representantes de todos os departamentos funcionais envolvidos. Pelo contrário, essas equipes substituem a antiga estrutura funcional. Os serviços mudam - de tarefas simples para trabalhos multidimensionais: os trabalhadores de uma equipe de processo, que são coletivamente responsáveis pelos resultados do processo, e não individualmente responsáveis por tarefas, executam um tipo diferente de serviços. Eles compartilham com os colegas de suas equipes a responsabilidade conjunto pela realização do processo inteiro, e não apenas de uma sua parcela. Além de empregarem um conjunto de habilidades mais vasto dia após dia, também têm de pensar de forma bem mais ampla. Cada membro da equipe terá ao menos uma familiaridade básica com todas as etapas do processo e deverá realizar várias delas (Hammer & Champy, 1994:54). Os papéis das pessoas mudam - de controlados para autorizados. As empresas que praticaram a reengenharia, em vez de empregados obedientes às regras, preferem aqueles aqueles capazes de dominar as suas próprias regras. À medida que a gerência delega às equipes a responsabilidade pelo processo inteiro, também precisa lhes conceder a autoridade para tomarem as decisões necessárias. A preparação para os serviços muda - do treinamento para a educação. Os empregados necessitam ser suficientemente educados para tomarem por sí sóis essa decisão. A ênfase se desloca do treinamento para a educação, ou a contratação de pessoal especializado. O treinamento aumenta as habilidades e a competência e se ensina aos empregados o como de um serviço. Já a educação aumenta a sua visão e compreensão e ensina o "por que" (Hammer & Champy,1994:57). O enfoque das medidas de desempenho e da remuneração se altera - da atividade para os resultados. A contribuição e o desempenho são as principais bases da remuneração. O desempenho é medido pelo valor criado e a remuneração deve ser fixada pelo mesmo critério. Os critérios das promoções mudam - do desempenho para a habilidade. A distinção entre promoção e desempenho é claramente traçada. A promoção para um novo cargo na organização é uma função de habilidade e não do desempenho. Trata-se de uma mudança e não de um prêmio. Os valores mudam - de protetores para produtivos. A reengenharia implica uma grande mudança na cultura de uma organização assim como em sua configuração estrutural. Ela exige que os empregados acreditem profundamente que trabalham para os seus clientes, e não para os seus chefes. Isso só acontecerá na proporção em que as práticas da empresa reforçarem essa crença. Os gerentes mudam - de supervisores para instrutores. Equipes orientadas para o processo, consistindo em uma ou mais pessoas, não necessitam de chefes, mas de instrutores.  Equipes pedem conselhos aos instrutores. Os instrutores as ajudam a solucionar os problemas. Os instrutores não participam da ação, mas estão suficientemente próximos para ajudar a equipe em seu trabalho. As estruturas organizacionais mudam - de hierárquicas para niveladas. Quando um processo inteiro se torna o trabalho de uma equipe, a gestão do processo passa a fazer parte desse trabalho. O trabalho está organizado em torno dos processos e das equipes que os executam. As pessoas se comunicam com quem precisam. O controle é assumido pela pessoa que executa o processo. Os executivos mudam - de controladores do resultado para líderes. Outra importante conseqüência da reengenharia é a oportunidade e necessidade de mudança do papel dos altos executivos de uma empresa. Portanto, os executivos precisam ser líderes capazes de influenciar e reforçar os valores e as crenças dos empregados através de suas palavras e ações.  Os executivos têm responsabilidade global pelo desempenho dos processos reformulados sem terem contacto direto com os seus executantes. Estes trabalham mais ou menos autonomamente sob a orientação de seus instrutores. Os executivos cumprem com as suas responsabilidades ao assegurarem que os processos sejam, projetados de modo que os trabalhadores possam executar os serviços necessários e sejam motivados a isso pelos sistemas gerenciais da empresa: a medição do desempenho e o sistema de remuneração (Hammer & Champy, 1994:63). CONCLUSÃO: As pessoas é quem aplica a reengenharia, e não a empresa. A reengenharia é um jogo de xadrez: ou ganha, ou perde. É só esperar para ver. A forma mais notória de se fracassar na reengenhar é não praticá-la, ou sejam, apenas conduzir mudanças nos processos e chamar a isso de reengenharia. Um esforço de reengenharia provoca mudanças de várias espécies. As atribuições dos cargos, as estruturas organizacionais, os sistemas gerenciais, em suma, tudo associado com o processo precisa ser reformulado de modo a se manter a coerência do sistema empresarial (Hammer & Champy, 1994:170). Alguns dados: ignorar os outros aspectos além da redefinição dos processos; não enfocar os processos empresariais; tentar consertar um processo em vez de mudá-lo; negligenciar os valores e as crenças das pessoas; contentar-se com resultado de pequena monta; parar cedo demais; colocar restrições prévias à definição do problema e ao alcance do esforço de reengenharia; permitir que a atual cultura empresarial e atitudes gerenciais impeçam o início da reengenharia; tentar empreender a reengenharia de baixo para cima; designar alguém que não entende de reengenharia para liderá-la; limitar os recursos dedicados à reengenharia; negar à reengenharia posição de destaque na agenda da empresa; dissipar a energia entre muitos projetos de reengenharia; tentar aplicar a reengenharia faltando dois anos para a aposentadoria do presidente; não distinguir a reengenharia de outros programas de melhoria empresarial; concentra-se exclusivamente no projeto; tentar aplicar a reengenharia sem descontentar ninguém; retroceder ante a resistência das pessoas às mudanças da reengenharia; estender excessivamente o esforço. A reengenharia não promete cura milagrosa. Ela não oferece uma solução rápida, simples e indolor. Pelo contrário, ela implica um trabalho difícil e árduo. Requer que os gerentes das empresas e os seus trabalhadores substituam as antigas práticas por outras completamente novas. Uma metodologia para conduzir os esforços de reengenharia, a orquestração da campanha de mudanças, o projeto e cronograma da implementação dos processos redefinidos e as táticas para se enfrentarem os problemas mais comuns surgidos na implementação são questões que transcendem nossos estudos. As incertezas da reengenharia, porém, não podem servir de desculpa para se esquivar do que precisa ser feito. É um fato ainda novo, um novo empreendimento; todos aqueles nela engajados são pioneiros. O mundo da revolução industrial está dando lugar a uma era de economia global, de poderosas tecnologias da informação e de mudança incessante. Tudo que se precisa é a vontade de sucesso e a coragem de começar. (Hammer & Champy, 1994:180). REFERÊNCIAS: ANSOFF, H. Igor & McDONNEL, Edward J. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993. CHAMPY, James & HAMMER, Michael. Reengenharia. Rio de Janeiro: Campus, 1994. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000. Veja mais aqui , aqui e aqui.


Imagem: Madame Souty Reclining on a Sofa (1921), do pintor espanhol Ignacio Zuloaga y Zabaleta (1870-1945). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum da ópera Gala (2000), de Gioacchino Rossini, com a soprano romena Nelly Miricioiu & Academy of St Martins in the Fields & Geoffrey Mitchell Choir. Veja mais aqui.

EPÍGRAFE: A CLASSIFICAÇÃO DA HUMANIDADE – Podemos representar a humanidade como sendo formada por vários círculos concêntricos: o círculo interior, esóterico, compreende as pessoas que atingiram o mais alto desenvolvimento possível. O círculo seguinte, o chamado mesotérico, caracteriza os segundo nível de pessoas, cujo saber tem um caráter teórico. O terceiro nível, o exotérico, caracteriza a humanidade mecânica, na qual está a maioria dos homens. Extraído do pensamento do filósofo místico e mestre espiritual armênio, Georgiǐ Ivanovič Gǐurdžiev (1866-1949), mais conhecido como Gurdjieff. Veja mais aqui.

AQUELES CÃES MALDITOS DE ARQUELAU – O livro Aqueles cães malditos de Arquelau (Ed. 34, 1993 Prêmio Jabutti - 1994), do escritor, psicólogo e professor universitário Isaias Pessotti, conta a história passada na Itália da década de 1960, quando um grupo de estudantes que têm suas vidas alteradas pela paixão despertada pela descoberta de um manuscrito medieval em que o autor, um misterioso bispo, analisa a obra de Eurípedes. Da obra destaco o trecho: [...] Além disso, havia Anna. Dependendo do meu latim, torcendo por meu sucesso, obrigado a reconhecer alguma qualidade em mim. O Comenmentarium criava uma gostosa intimidade que me ligava a Eurípedes e a ela. Trabalhar na tradução era como contemplar os vitrais de alabastro da biblioteca ao lado dela. o conhecimento deve ter alguma dimensão erótica. [...]. Veja mais aqui.

DESPERTA-ME – Entre os poemas da poeta Edna Fialho, editora dos blogs Laços do Pensamento e Momentos, Delírios e Arrepios do Coração, reunindo seu trabalho literário no Recanto das Letras, destaco o poema Desperta-me: Desperta-me o corpo esquecido pelo teu silêncio. / Desperta-me em sussurros o gozo clamante / Dos teus afagos, das tuas palavras ousadas... / Desperta-me! / O esboço da lua entre nuvens fugazes / Espairando a angústia de não te pertencer / ... Ainda, / Tinge o crepúsculo de ócio, de intranquilidade, / Me invade a alma em tremor, se faz em alquimia. / Num espiral de afagos, sorvo teus beijos / E entorpecida versejo em êxtase / Tua escultura surgindo em fascínio / Delineada por adornos gritantes. / São cordas, são fábulas sonorizadas / De um amor milenar... É magia! Veja mais aqui.

BABILÔNIA – Em 2002, tive a oportunidade de assistir no Galpão do Folias, em São Paulo, à montagem da fábula grotesca Babilônia, de Reinaldo Maia, com direção de Marco Antonio Rodrigues, contando a história de uma caravana de mendigos que segue em peregrinação à Babilônia, onde será eleito o novo chefe. A viagem é interrompida com a chegada de um novo integrante que desperta a discórdia. Entre eles surgem os mecanismos de cobiça e as ilusões de fraternidade. O destaque do espetáculo é para todo elenco, especialmente para as atrizes Bete Dorgan e Juliana Balsalobre. Veja mais aqui.

Y TU MAMÁ TAMBIÉN – O drama Y tu mamá también (E sua mãe também, 2001), dirigido por Alfonso Cuarón, conta ua história contínua em que um narrador comenta sobre os personagens, os eventos ou os locais mostrados. Esses comentários às vezes chamam a atenção para questões político-econômicas do México, especialmente sobre os pobres que vivem nas zonas rurais do país. O enredo foca em dois jovens amigos de classe média que tentam impressionar uma bela mulher sobre uma praia paradisíaca, para a qual eles viajarão e querem que ela os acompanhe. Ela inicialmente recusa o convite, mas muda de ideia quando seu marido a liga e confessa tê-la traído. É a partir daí que a história toma um rumo que envolve muitas paisagens, bebidas e sexo. O destaque do filme para a atuação da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú.

VEJA MAIS:
Lilith, As trelas do Doro, A alienação social do trabalho, François Truffaut, Anna Netrebko, Erasmo de Roterdã, Honoré de Balzac, Catarina Ribeiro, Vladislav Nagornov, Camila Diehel, Fanny Ardant, Otto Lingner & Sandra Lustosa aqui.

Psicologia Infantil, Leila Diniz, Béla Bartók, Gerd Bornheim, David Lean, Gutzon Borglum, Clotilde Tavares, Sarah Miles & Nilto Maciel aqui.   

Por um novo dia, Daniel Goleman, Max Ehrmann, Truman Capote, Eugène Delacroix, Yes, A filha do rei do céu, Patrícia França, Audrey Hepburn & Annie Leibovitz aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara.
Veja aqui e aqui.
  

GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...