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terça-feira, janeiro 15, 2008

MARGOT DE MONBRON, BEAUVOIR, MOUSTAKAS, REBOUL, TIN-TUN-SING, FRANZ POST, FECAMEPA & O BRASIL HOLANDÊS


Imagem: Franz Post (1612-1680) Engenho com capela, 1667 óleo sobre madeira 41 x 53 cm.

O BRASIL HOLANDÊS


Gente, quando o vuque-vuque vira buruçú e o negócio se desapruma numa verdadeira casa de mãe-Joana, todo mundo mete o dedo, o bedelho, o pentelho e o que mais couber, né não? É. É só o triz da cipoada latanhando tudo, zás, para a barbárie da discórdia se armar por escaramuças irrefreáveis explodindo em tudo quanto é ajuntamento de gente. Eita, boba-torrêro! Inferno perto disso é pouco! Bote bronca pra moer. Evidentemente que o Brasil ficava pequeno para tanta refrega. Isto porque eram os franceses na Paraíba, no Maranhão e no Rio Grande do Norte. Eram os espanhóis rondando tudo, ora aliado, ora em pé de guerra. Eram corsários ingleses, piratas anônimos, navios neerlandeses, ladrões e fascínoras de todas as estirpes, maior fuá de mar terra adentro. É compreensível que a razão para esse bafafá todo era porque todo olho grande estava na açucarocracia reinante. E mais porque ninguém estava nem aí para quem pintou a zebra, só comer as índias, vender a cana e o pau-brasil e vencer na vida, pouco se lixando para a defesa da imensidão de terra. Além disso, como narrou Joan Nieuhof de que aqui era “(...) uma região magnificamente prendada pela natureza, para a produção de tudo quanto se encontra nas Índias Ocidentais, em climas iguais ou afins, à exceção do ouro e prata. (...) Entretanto, à parte esses metais preciosos, o açúcar apresenta-se, aí, como a principal produção do país”. Por isso que os batavos botaram fé nisso e fincaram pé na conquista, reunindo aparato naval que encarou a supremacia luso-galaica, findando por ancorar nestas terras em 1630, na praia de Pau Amarelo. E vieram com fome ampliando as conquistas da Holanda Nova e da Companhia das Índias Ocidentais, passando a administrar em pouco tempo e em lutas sangrentas, desde Sergipe-d´El-Rei, Alagoas, Pernambuco, Itamaracá – que pertencia à Goiana -, Paraíba, Potigí – mais tarde Rio Grande do Norte -, e Siará – mais tarde Ceará. Tudo isso no ajeitado da lábia que prometia liberdade a quem se infincasse no chão para produzir, besteiras de impostos baratos, oferta de compradores certos, arteirice com direito de ir e vir, culto religioso liberado para qualquer crente, porte de arma para os graúdos donos de plantação, enfim, proposta completamente simpática e por demais diferente das que estavam acostumados a receber do ordenamento português. Ôxe, se era?! Hum! Muito diferente, ora!
Não deu outra e os nativos logo se bandearam pros flamengos, maior trupé de festa nas homenagens, tendo em vista, conforme registrado por Nelson Barbalho, que a indiada de Pernambuco, via de regra, ter sido sempre espoliada pelos portugueses da colônia, os quais viam os índios como seres inferiores que eram preados, reduzidos à escravidão através das infames guerras justas, prostituídas as suas mulheres, roubando-lhes as terras, perseguidos a ferro e fogo, massacrados, trucidados impunemente, enquanto os holandeses sempre trataram como criaturas humanas dignas de respeito e consideração, instruindo, dando-lhes assistência médica e social, não escravizando nem jamais invadindo as suas aldeias, muito menos roubando as suas terras. Olhe o enterro voltando de novo, hem? Será que aprenderam? Hum, duvido! Espia só. Do outro lado, com os luso-brasileiros comandados por Matias de Albuquerque num clima de sedição, deserções e traições, todas fartamente registradas nas Memórias Diárias da Guerra do Brasil, de Duarte de Albuquerque Coelho. É quando Domingos Fernandes Calabar, um mulato ativo, sagaz e astuto, natural da Paróquia de Porto Calvo, empreendedor e conhecedor das matas e terras, diga-se de passagem um dos primeiros a se engajar no luta dos portugueses e que insatisfeito por nunca receber sequer uma respeito, distinção ou honraria, porque era somente espezinhado pelo conde de Bagnuolo que era o chefe das tropas mercenárias napolitanas enviadas pelos espanhóis, resolveu, enfim, em 1632, a engrossar as fileiras flamengas. Putzgrilla! E ao receber a acolhida deles, só aceitou a oferta do posto de major, exigindo informações acerca do futuro dos brasileiros depois da contenda. Tudo preto no branco, maior enlace. Evidente que no fuxico luso ele fora acusado de traidor e se defendia alegando abandonar a causa da escravidão de Portugal pela liberdade holandesa. E saiu levando mato nos peitos até suplantar a resistência hispano-portuguesa do Arraial do Bom Jesus, numa batida macha e desmoralizante. U-hu! A respeito da conduta de Calabar, ao contrário da pecha oficial de traidor, vários historiadores são convergentes à idéia de que ele traiu o colonizador português e o espanhol pela liberdade e pela pátria, nunca o Brasil. Há, inclusive, o registro que em virtude disso, José Bonifácio de Andrade e Silva declarou a deserção de Calabar como patriótica. No entanto, cabe a você, minha distinta leitora, avaliar pelos fatos narrados. Já viu “Calabar, o elogio da traição”, de Chico Buarque & Ruy Guerra? Vamos nessa. Então, perseguido, Calabar foi, enfim, traído e entregue ao inimigo Matias de Albuquerque, em 22 de julho de 1635, sendo executado sumariamente em praça pública, enforcado e esquartejado. Desse fato, contam que, de garroteado, seu corpo foi retalhado e seus restos expostos à curiosidade pública, espetados em estacas. Ai ai ai ai ai ai ai! Pois é, eis que dois anos depois, chega o Conde Maurício de Nassau-Siegen, defendendo a luta de Calabar, a liberdade e alardeando que a monocultura é um atraso de vida. Botou quente logo de cara! Com ele, a prosperidade e a movimentação em Pernambuco fez com que promovesse uma estrepitosa festa de conclamar o povo para ver um boi voar pela ponte. Foi ele que inaugurou aquele ditado de 50 anos em 5. Mas como tudo agrada uns que é maioria na mundiça e desagrada outros poucos gananciosos, anos depois, a Companhia não se satisfez com a gestão e obras nassovianas de pacificação e descobertas locais, a ponto de, em 1644, forçá-lo a se despedir, sendo substituído por um Conselho Supremo que iniciou uma administração extremamente severa, cobrando dívidas e confiscando propriedades dos luso-brasileiros, pondo fim na tolerância religiosa, dentre outras rígidas conduções, provocando tensões que foram pipocando, o rebuliço se agigantando até esborrarem em rebeliões que se generalizaram. Tascaram fogo no rabo e sacudiram tudo! Nem deu tempo de perceber que tais conduções levaram às constantes conspirações dos portugueses que eram levados aos tribunais batavos para resolverem as pendências de todas as transações e só engrossavam os bolsos dos advogados, o que ainda mais concorria par agravar a insatisfação geral, dado o elevado custo do processo judicial, no Brasil, desde esta época, pode? A cena é tão parecida com a realidade de hoje, que Joan Nieuhof diz: “Depois quando já se tinha sentença e mandado de execução contra os devedores, o difícil era descobrir onde e como cumpri-lo, pois a maioria dos portugueses reclamava a proteção real”. Olha só onde está a origem da ineficiência, da lerdeza, contraproducência e privilégio dos apaniguados na justiça brasileira. Aí, meu babau! O buruçu desencadeou rebeliões que resultaram na Insurreição Pernambucana, que teve início em 1645 e só findou com a derrota dos holandeses em 1654. Isso numa só frente o negro valente Henrique Dias, o índio servil Felipe Camarão e toda a tropa de Mathias de Albuquerque, os lideres como André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira que foram acumulando vitórias como a do monte das Tabocas, de 1645, bem como a primeira e segunda batalhas de Guararapes, de 1648 e 1649, respectivamente, dando pano para as mangas pruma guerra que continuava penincando a tampa da bronca com devastações, prisões, delações, jogos baixos, a ponto dos portugueses envenenarem todos os poços onde os batavos bebiam água. Eita! Até que em 1653, finalmente, Portugal decidiu armar uma frota para lutar, sacudindo a poeira até a capitulação holandesa da Campina da Taborda, que se dá exatamente em 26 de janeiro de 1654. Pronto, aí que a porca torceu o rabo. Expulsos, os batavos restabeleceram as relações com Portugal, mas, a merda foi que depois que saíram provocaram a decadência do açúcar, vez que passaram a produzir a matéria-prima nas Antilhas em situação mais competitiva. Eita, porra!!!! Fodeu Maria-preá, num foi? Foi. Pois, com a maior mais sem-graceza dos vitoriosos, para num virar tudo uma meleca só, deram por satisfeito com a formalização diplomática da vitoriosa insurreição pernambucana, ocorrida só em 1661, com a assinatura da Paz de Haia. Para desconsolo dos despropósitos, o Brasil havia se tornado, sem dúvida, a mais valiosa possessão portuguesa, mas o açúcar agora era Holandês nas Antilhas, i-hi!! Cada jumento com sua carga, a-há! Isso é Brasil! E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais FECAMEPA. 


DITOS & DESDITOS – O momento de solidão é um despertar espontâneo, um nascimento à sua própria maneira, um caminho em direção à autenticidade e à auto-renovação. A solidão é um retorno a si mesmo, quando o mundo se tornou frio e sem significado, quando a vida ficou cheia de gente e se tornou demasiadamente, uma resposta aos outros. Pensamento do psicólogo estadunidense Clark Moustakas (1923- 2012);

A RETÓRICA NO DISCURSO PARA EXECUTIVOS, À LUZ DE OLIVIER REBOUL – Tendo-se por base a obra Introdução à retórica (Martins Fontes, 1998), de Olivier Reboul, efetuando uma leitura do artigo entitulado Vão faltar dólares? (Revista Exame, out/2008), escrito por André Lahóz e publicado na edição de 18 de outubro do corrente ano, pela revista Exame, está bastante recheado de afirmativas e conceitos oriundos de uma observação econômica do país de forma interpretativa e conclusiva, assaz eloqüente. Inicialmente ele aborda dados e desempenho da balança comercial brasileira, detectando que esta está imergindo rumo a causar prejuízos para a economia brasileira, visualizando um aclive nas importações em detrimento dos números coletados pelas exportações. Argumenta que a economia brasileira continua vulnerável em relação aos investimentos externos, investimentos estes que estão apenas montados sobre uma única base, nos dólares. Acena, então, que tais dólares representam a melhor fonte de mercado, tendo em vista de virem acompanhados de tecnologia, dinamismo, novos produtos e empregos. Relaciona tais benesses do dólar em relação aos principais mercados absorventes da produção brasileira: a Argentina e o Euro. A primeira em crise e colocando barreiras aos produtos brasileiros. A segunda, uma moeda que não conseguiu se estabelecer no próprio continente europeu e que se relaciona comercialmente com o Brasil sob a chancela do dólar, ao que, cada vez que tal moeda se desvaloriza encarece os produtos brasileiros. Ademais, o texto é incisivo, reunindo uma ótica ampla da problemática e demonstrando profundidade e conhecimento de causa. É eufemista à medida em que isenta o governo e as empresas do país de responsabilidade sobre tal panorâmica, atribuindo as causas a um conjunto de fatores externos à nossa realidade, o que deixa entender tratar-se de uma atitude sofismável. II - DISPOSIÇÃO DE IDÉIAS: O texto em referência traz por princípio uma série de raciocínios que nos leva a verificar as idéias da seguinte forma: conduções turbulentas caracterizando a economia nacional; modelo de sustentação dessa turbulência na condição de normal; conteúdo verossímil baseado em formulações comparativas; natureza informativa e subordinação ao raciocínio anterior; e informativo delineando a desconfiança e sustentando o sofisma. No parágrafo I, está apresentado de forma lacônica as causas dos problemas, sendo taxativo e dogmático quanto ao quadro que se vislumbra. No segundo parágrafo, efetua comparações econômicas e arremata com a indecisão programada na equipe econômica nacional. No terceiro parágrafo, sentencia eufemísticamente, apresentando causas reais, mas não totais ou exclusivos para a existência dos problemas. O quarto parágrafo é de natureza informativa, subordinado ao raciocínio do parágrafo anterior. O quinto mantém a mesma linha, manifestando desconfiança através das expressões de todo modo, portanto... O sexto é conclusivo e utilitário de comparações. Enquanto o sétimo é taxativo e prescreve ações para se vislumbrar um futuro possível. O oitavo parágrafo está delineado na confirmação conclusiva de dados anteriores. E, por fim, o nono parágrafo, está o arremate sofismável. III – ARGUMENTAÇÃO: André Lahóz inicia associando suas idéias aos dados da balança comercial deficitária que provoca a inibição a novos investimentos no país. É dogmático e pessimista quando afirma: "Pior: o dado de setembro serviu também pra levantar suspeitas sobre o resultado comercial de 2001". Ao longo do discurso o autor se preocupa em deixar claro, o tempo todo, que nada disso tem a ver com necessárias ações governamentais e com reposicionamento político-econômico das empresas estabelecidas no Brasil. Insiste em seu raciocínio que a vulnerabilidade da economia brasileira se deve a uma combinação de inúmeros fatores externos e não de uma política equivocada, uma economia que privilegia empreendimentos sólidos; e aliando sua persuasão com bases outras alheias, mas pertinentes, como a crise da Argentina, a desvalorização do Euro e o declínio na balança comercial. O seu raciocínio se torna ainda mais verossímil quando sentencia ser o dólar a melhor fonte de investimento, em detrimento a um reposicionamento na valorização dos recursos internos e busca da capacidade de mercado emergente das empresas brasileiras. Em todo o texto está comparações e prescrições dogmáticas, a ponto de um desfecho não menos provável que o de três posicionamentos irreversíveis: ou esse, ou este, ou aquele. E larga, finalmente um eufemismo: "o quando está longe de ser alarmante". IV - AS FIGURAS DE RETÓRICA: O texto de André Lahóz está aberto com uma figura de sentido, consigne-se a metáfora: "representaram uma ducha de água fria para quem acompanha a evolução da economia brasileira". Outra figura de sentido virá ainda no primeiro parágrafo, como sendo a hipálage: "pior: o dado de setembro serviu também para levantar suspeitas sobre o resultado comercial de 2001". Quanto às figuras de pensamento encontramos ainda alegorias e graça: "é preciso dizer que um bom pedaço dessa vulnerabilidade independe de qualquer interferência ou ação do governo ou das empresas brasileiras" e outras. Quanto às figuras de enunciação, podemos detectar a epanortose: "quem olhar a histórica econômica brasileira, aliás, notará que o problema de financiamento nunca se manifestou quando as oportunidades de investimento são óbvias". V – CONCLUSÃO: O presente texto está fundamentado em dogmas, desenvolvido sob comparações e verossimilhanças para redundar num eufemismo. Veja mais aqui.

SEGUNDO SEXO – [...] Os termos masculino e feminino só são usados simetricamente no registro formal, como nos documentos legais. Na verdade, a relação entre os dois sexos não se parece muito com aquela entre dois pólos elétricos, porque o homem representa tanto o positivo quanto o neutro, como aparece no uso comum de homem para designar seres humanos de modo geral, enquanto a mulher representa só o negativo, definida por critérios de limitação, sem reciprocidade. Numa discussão abstrata, é irritante ouvir um homem dizer: “você pensa dessa forma porque é mulher”; mas eu sei que minha única saída é responder: “penso assim porque é verdade”, retirando da discussão, portanto, meu eu subjetivo. Estaria fora de cogitação responder: “e você pensa o oposto porque é homem”, já que fica subentendido que o fato de ser homem não é uma peculiaridade [...] Há um tipo humano absoluto, o masculino. A mulher tem ovários, útero; essas peculiaridades a aprisionam em sua subjetividade, circunscrevem-na nos limites de sua própria natureza. Diz-se freqüentemente que ela pensa com suas glândulas. O homem soberbamente ignora o fato de que sua anatomia também inclui glândulas, como os testículos, e o de que eles também secretam hormônios. Ele pensa seu corpo numa conexão direta e normal com o mundo, que ele acredita apreender objetivamente, enquanto se refere ao corpo da mulher como uma prisão, um obstáculo, sobrecarregado por tudo o que lhe é peculiar. [...] Trecho extraído da obra O segundo sexo (Difusão Europeia do Livro, 1970), da escritora, filósofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social francesa Simone de Beauvoir (1908-1896). Veja mais aqui.


MARGOT – [...] Monsieur le President de ... mais pontual para estar em tais designações do que nas audiências das sete horas, chegou exatamente quando eu acabara de terminar meu banheiro. Vi uma espécie de homem de estatura medíocre, vestido de preto, apoiado em duas pernas enrugadas, retas, rígidas e ingurgitadas, com a cabeça voltada apenas para o corpo, uma peruca artisticamente marmorizada, sobrecarregada de pólvora. O marechal, cuja abundante superfluidade cedeu três quartos de seu casaco; Acrescente a isso que ele exalou um odor de âmbar e almíscar para fazer as pessoas mais perfumadas desmaiarem. "Ah! pela primeira vez, Florença ", ele exclamou, lançando os olhos em mim", isso é o que é chamado de linda, deliciosa, divina. Francamente, você se superou hoje. Eu lhe digo a sério, Mademoiselle é adorável: sim, cem piques acima do retrato que você me fez. Em minha honra, é um anjo. Falo com você de verdade: a fé do magistrado, estou impressionado. Mas veja o lindo olho; Eu devo beijá-la, não posso segurá-la”. Madame Florence, julgando pelo trem que as coisas estavam tomando, que a presença de um terceiro se tornou inútil, secretamente se retirou e nos deixou sozinhos. Assim que o Sr. Presidente, sem me desviar da majestade de sua condição, me deitou no sofá, e depois de ter recuado alguns momentos para considerar e apalpar meu caso mais secreto, ele me colocou em uma atitude bastante oposta ao que eu estava acostumada a segurar com Pierrot. Eu fui recomendada para ser complacente: eu era demais. O traidor fez o que os libertinos fazem uns aos outros. Eu perdi minha outra virgindade. As contorções que fiz naquela operação antinatural, combinadas com alguns gritos que me escaparam apesar de tudo, fizeram o presidente entender que eu não compartilhara de modo algum seus prazeres. Então, para me recompensar e me fazer esquecer meus sofrimentos, ele colocou dois louis na minha mão. "Isso", diz ele, "é superexpendimento; não fale com Florence; Eu pagarei a ela além de suas especiarias e suas. Adeus, pequena rainha, a quem beijei antes daquela covinha encantadora: espero que nos encontremos novamente um dia desses. Sim, nos encontraremos novamente; Estou muito feliz com você e suas boas maneiras". [...]. Trechos extraídos da obra Margot la ravaudeuse (Margot, o devastador, 1800), do escritor Louis-Charles Fougeret de Monbron, também Fougeret de Monbron (1706-1760).

AS FLORES E OS PINHEIROS - Vi os pinheiros no alto da montanha / Ouriçados e velhos; / E ao sopé da montanha, abrindo as flores / Os cálices vermelhos. / Contemplando os pinheiros da montanha,/ As flores tresloucadas / Zombam deles enchendo o espaço em torno / De alegres gargalhadas. / Quando o outono voltou, vi na montanha / Os meus pinheiros vivos, / Brancos de neve, e meneando ao vento / Os galhos pensativos. / Volvi o olhar ao sítio onde escutara / Os risos mofadores; / Procurei-as em vão; tinham morrido / As zombeteiras flores. Poema do poeta chinês Tin-Tun-Sing, extraído da Antologia Poética para a Infância e a Juventude (INL, 1961), traduzido por Machado de Assis e selecionado por Henriqueta Lisboa.



Veja mais sobre Nascente – Publicação Lítero Cultural, Bertolt Brecht, Steven Pinker, Luiz Ruffato, Rocio Jurado, Gilvan Pereira, Greta Garbo, Literatura Infantil, Teatro Infantil, Albert Marquet, Neila Tavares & Bruno Gaudêncio aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sexta-feira, novembro 23, 2007

GURDJIEFF, ROSSINI, PESSOTTI, MIRICIOUU, REENGENHARIA, VERDÚ, MANARA, EDNA FIALHO & MUITO MAIS!



REENGENHARIA: QUE DROGA É NOVE? - A reengenharia significa uma reação ao colossal abismo existente entre as mudanças ambientais velozes e intensas e a total inabilidade das organizações em ajustar-se a essas mudanças. Significa fazer uma nova engenharia da estrutura organizacional. Representa uma reconstrução e não simplesmente um forma total ou parcial da empresa. Baseia-se nos processos empresariais e considera que eles é que deve fundamentar o formato organizacional. Para alguns autores, a reengenharia é um reprojeto dos processos de trabalho e a implementação de novos projetos, enquanto para outros, é o repensar fundamental e a reestruturarão radical dos processos empresariais visando alcançar drásticas melhorias no desempenho de custos, qualidade, atendimento e velocidade. Assim, ela se fundamenta em quatro palavras-chave: 1. Fundamental, que busca reduzir a organização ao essencial e fundamental; 2. Radical, que impõe uma renovação radical, desconsiderando as estruturas e procedimentos atuais para inventar novas maneiras de fazer o trabalho; 3. Drástica, a reengenharia joga fora tudo o que existe atualmente na empresa; 4. Processos, reorienta o foco para os processos e não mais para as tarefas ou serviços, nem para pessoas ou para a estrutura organizacional. Está preocupada em fazer cada vez mais com menos possível. Seus três componentes são: pessoas, tecnologia da informação e processos, direcionando as características organizacionais para os processos. Suas conseqüências são: os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes orientadas para os processos e para os clientes; a estrutura organizacional hierarquizada, alta e alongada passar a ser nivelada, achatada e horizontalizada. É o enxugamento ("downsizing") da organização para transforma-la em centralizadora e rígida em flexível, maleável e descentralizadora; a atividade também muda: as tarefas simples, repetitivas, rotineiras, fragmentadas e especializadas, com ênfase no isolamento individual passam a basear-se em equipes com trabalhos multidimensionais e com ênfase na responsabilidade grupal, solidária e coletiva. Os papeis das pessoas deixam de ser moldados por regras e regulamentos internos para a plena autonomia, liberdade e responsabilidade. A preparação e desenvolvimento das pessoas deixam de ser feita por meio do treinamento específico, com ênfase na posição e no cargo ocupado, para se constituir em uma educação integral e com ênfase na formação da pessoas e nas suas habilidades pessoais. As medidas de avaliação do desempenho humano deixam de se concentrar na atividade passada e passam a avaliar os resultados alcançados, a contribuição efetiva e o valor criado à organização e ao cliente. Os valores sociais, antes protetores e visando à subordinação das pessoas às suas chefias, agora passam a ser produtivos e visando à orientação das pessoas pra o cliente, seja ele internou ou externo. Os gerentes, controladores de resultados e distantes da operações cotidianas, agora tornam-se líderes e impulsionadores, ficando mais próximos das operações e das pessoas; os gerentes gerentes deixam de ser supervisores da ação dotados de habilidades técnicas para orientadores e educadores dotados de habilidade interpessoais. (Chiavenato, 2000:668-71) DESENVOLVIMENTO: A reengenharia empresarial significa começar de novo, começar do zero. Significa pôr de lado grande parte da sabedoria legada por dois séculos de gestão industrial. Significa esquecer como o trabalho era realizado na era do mercado de massa e decidir como melhor realizá-lo agora. Os cargos e estruturas organizacionais perdem importância. O que importa é como queremos organizar o trabalho agora, frente à demanda dos mercados atuais e ao potencial das atuais tecnologias. A reengenharia capitaliza: o individualismo, a autoconfiança, a propensão para aceitar o risco e a inclinação para a mudança. No seu âmago está a noção do pensamento descontínuo - identificar e abandonar as regras ultrapassadas e as suposições fundamentais subjacentes às atuais operações empresariais. A reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade. A reengenharia primeiro determina o que uma empresa precisa fazer, depois como fazê-lo. Ela ignora no que existe e se concentra no que deveria existir, examinando as regras e suposições tácitas subjacentes à forma como conduzem as suas atividades. Amiúde essas regras se revelam obsoletas, errôneas ou inadequadas. Isto é tido por fundamental. A redefinição radical significa ir à raiz das coisas: não introduzir mudanças superficiais ou conviver com o que já existe, mas jogar fora o antigo. Na reengenharia, a redefinição radical significa desconsiderar todas as estruturas e os procedimentos existentes e inventar formas completamente novas de realizar o trabalho. A reengenharia trata da reinvenção das empresas - não de sua melhoria, de seu aperfeiçoamento, ou de sua modificação. (Hammer & Champy, 1994: 22) A reengenharia não diz respeito a melhorias marginais ou de pequenas quantidades, mas a saltos quânticos de desempenho. Isto é o que se diz por drástico. Existem 3 tipos de empresas que empreendem reengenharia: 1. Empresas em grandes apuros; 2. Empresas que ainda não estão em dificuldades, mas cuja gerência prevê problemas à frente; 3. Empresa que empreende reegenharia é aquela em seu pico de desempenho. Ela não possui qualquer dificuldade discernível, agora ou no futuro, mas a sua gerência é ambiciosa e agressiva. (Hammer & Champy, 1994:23) Define-se um processo empresarial como um conjunto de atividades com uma ou mais espécies de entrada e que cria uma saúde de valor para o cliente.  Corresponde então a quarta palavra-chave: Processos. A característica mais básica e comum dos processos renovados pela reengenharia é a ausência de uma linha de montagem, ou seja, muitos serviços ou tarefas anteriormente distintos são integrados e resumidos em um. (Hammer & Champy, 1994:38). Os benefícios dos processos integrados, dos trabalhadores de caso e das equipes de caso podem ser enormes. Eliminar as passagem de tarefas significa acabar com os erros, atrasos e reparos por elas gerados. Além do mais, como o novo processo gera menos erros e mal-entendidos, a empresa não precisa de pessoas adicionais para diagnosticá-los e repará-los. (Hammer & Champy, 1994:39). A integração dos processos também reduz as despesas gerais de administração dos processos. Dado que os empregados envolvidos no processo se responsabilizam por garantir que as solicitações dos clientes sejam atendidas pontualmente e sem defeitos, eles necessitam de menor supervisão. Pelo contrário, a empresa encoraja esses empregados com poderes delegados a encontrar formas inovadoras e criativas de reduzir continuamente os tempos de execução e os custos, ao mesmo tempo produzindo um produto ou serviço livre de defeitos. O controle melhorado é outro benefício dos processos integrados: por envolverem, menos pessoas a delegação de responsabilidade e monitoramento de seu desempenho são facilitadas. As empresas que empreendem a reengenharia comprimem os processos não apenas horizontalmente, ao fazer os trabalhadores de caso ou as equipes de caso realizarem múltiplas tarefas seqüenciais, como também verticalmente. Os próprios trabalhadores realizam, agora, a parte do serviço antes realizada pelos gerentes (Hammer & Champy, 1994:39). Os processos resultantes da reengenharia estão livre da tirania da seqüência linear; o trabalho pode explorar a precedência natural, em vez da artificial introduzida pela linearidade. Nos processos renovados pela reengenharia, o trabalho é seqüenciado em termos do que precisa vir em seguida. A deslinearização dos processos acelera-os de duas maneiras: 1. Vários serviços passam a ser simultaneamente realizados; 2. Com a redução do intervalo de tempo entre as etapas iniciais e finais de um processo, diminui a margem para grandes mudanças que poderiam invalidar o trabalho inicial ou tornar o trabalho final discrepante em relação ao inicial. Outra característica é o fim da padronização. A fim de atender às demandas do ambiente atual, precisamos de múltiplas versões do mesmo processo, ajustadas às exigências de diferentes mercados, situações ou insumos. Esses mesmos processos precisam das mesmas economias de escala que resultam da produção em massa (Hammer & Champy, 1994:41). A característica seguinte é a transposição das fronteira organizacionais pelo trabalho. O trabalho transpõe as fronteiras organizacionais para melhorar o desempenho do processo global.  (Hammer & Champy, 1994:43). As verificações e os controles são outra espécie de trabalho não-adicionador de valor minimizada pela reengenharia, valendo-se de controles apenas enquanto economicamente justificáveis, exigindo uma abordagem mais equilibrada. Entretanto, os sistemas de controle renovados mais do que compensam eventuais abusos excessivos, ao reduzirem drasticamente os custos e outros ônus associados ao próprio controle. Minimizar a reconciliação, para isso, o número de pontos de contato externo de um processo é reduzido, o que diminui a possibilidade de recebimento de dados exigindo a reconciliação. Isto é eliminar um departamento de compras, uma recepção dessas mesmas compras com conhecimento, e o contas a pagar com a fatura dessas compras. Substituição do gerente de caso para atendente do cliente com poderes delegados. Combinar, no mesmo processo, as vantagens da centralização e da descentralização, via tecnologia da informação. Nem todo processo empresarial objeto de reengenharia exibirá todas as características ou as mesmas. Aliás, nem deveria, pois algumas são conflitantes. Na verdade, um novo projeto requer visão, criatividade e discernimento. Esses ingredientes também são necessários quando se redefinem os serviços e órgãos que respaldam os processos objeto da reengenharia. As unidades de trabalho mudam - de departamentos funcionais para equipes de processos. As empresas, ao aplicarem a reengenharia, na verdade, estão reagrupando o trabalho decomposto por Adam Smith e Henry Ford tantos anos atrás. As equipes de processo são grupos de pessoas trabalhando conjuntamente para executar um processo inteiro. As equipes de processo não contem representantes de todos os departamentos funcionais envolvidos. Pelo contrário, essas equipes substituem a antiga estrutura funcional. Os serviços mudam - de tarefas simples para trabalhos multidimensionais: os trabalhadores de uma equipe de processo, que são coletivamente responsáveis pelos resultados do processo, e não individualmente responsáveis por tarefas, executam um tipo diferente de serviços. Eles compartilham com os colegas de suas equipes a responsabilidade conjunto pela realização do processo inteiro, e não apenas de uma sua parcela. Além de empregarem um conjunto de habilidades mais vasto dia após dia, também têm de pensar de forma bem mais ampla. Cada membro da equipe terá ao menos uma familiaridade básica com todas as etapas do processo e deverá realizar várias delas (Hammer & Champy, 1994:54). Os papéis das pessoas mudam - de controlados para autorizados. As empresas que praticaram a reengenharia, em vez de empregados obedientes às regras, preferem aqueles aqueles capazes de dominar as suas próprias regras. À medida que a gerência delega às equipes a responsabilidade pelo processo inteiro, também precisa lhes conceder a autoridade para tomarem as decisões necessárias. A preparação para os serviços muda - do treinamento para a educação. Os empregados necessitam ser suficientemente educados para tomarem por sí sóis essa decisão. A ênfase se desloca do treinamento para a educação, ou a contratação de pessoal especializado. O treinamento aumenta as habilidades e a competência e se ensina aos empregados o como de um serviço. Já a educação aumenta a sua visão e compreensão e ensina o "por que" (Hammer & Champy,1994:57). O enfoque das medidas de desempenho e da remuneração se altera - da atividade para os resultados. A contribuição e o desempenho são as principais bases da remuneração. O desempenho é medido pelo valor criado e a remuneração deve ser fixada pelo mesmo critério. Os critérios das promoções mudam - do desempenho para a habilidade. A distinção entre promoção e desempenho é claramente traçada. A promoção para um novo cargo na organização é uma função de habilidade e não do desempenho. Trata-se de uma mudança e não de um prêmio. Os valores mudam - de protetores para produtivos. A reengenharia implica uma grande mudança na cultura de uma organização assim como em sua configuração estrutural. Ela exige que os empregados acreditem profundamente que trabalham para os seus clientes, e não para os seus chefes. Isso só acontecerá na proporção em que as práticas da empresa reforçarem essa crença. Os gerentes mudam - de supervisores para instrutores. Equipes orientadas para o processo, consistindo em uma ou mais pessoas, não necessitam de chefes, mas de instrutores.  Equipes pedem conselhos aos instrutores. Os instrutores as ajudam a solucionar os problemas. Os instrutores não participam da ação, mas estão suficientemente próximos para ajudar a equipe em seu trabalho. As estruturas organizacionais mudam - de hierárquicas para niveladas. Quando um processo inteiro se torna o trabalho de uma equipe, a gestão do processo passa a fazer parte desse trabalho. O trabalho está organizado em torno dos processos e das equipes que os executam. As pessoas se comunicam com quem precisam. O controle é assumido pela pessoa que executa o processo. Os executivos mudam - de controladores do resultado para líderes. Outra importante conseqüência da reengenharia é a oportunidade e necessidade de mudança do papel dos altos executivos de uma empresa. Portanto, os executivos precisam ser líderes capazes de influenciar e reforçar os valores e as crenças dos empregados através de suas palavras e ações.  Os executivos têm responsabilidade global pelo desempenho dos processos reformulados sem terem contacto direto com os seus executantes. Estes trabalham mais ou menos autonomamente sob a orientação de seus instrutores. Os executivos cumprem com as suas responsabilidades ao assegurarem que os processos sejam, projetados de modo que os trabalhadores possam executar os serviços necessários e sejam motivados a isso pelos sistemas gerenciais da empresa: a medição do desempenho e o sistema de remuneração (Hammer & Champy, 1994:63). CONCLUSÃO: As pessoas é quem aplica a reengenharia, e não a empresa. A reengenharia é um jogo de xadrez: ou ganha, ou perde. É só esperar para ver. A forma mais notória de se fracassar na reengenhar é não praticá-la, ou sejam, apenas conduzir mudanças nos processos e chamar a isso de reengenharia. Um esforço de reengenharia provoca mudanças de várias espécies. As atribuições dos cargos, as estruturas organizacionais, os sistemas gerenciais, em suma, tudo associado com o processo precisa ser reformulado de modo a se manter a coerência do sistema empresarial (Hammer & Champy, 1994:170). Alguns dados: ignorar os outros aspectos além da redefinição dos processos; não enfocar os processos empresariais; tentar consertar um processo em vez de mudá-lo; negligenciar os valores e as crenças das pessoas; contentar-se com resultado de pequena monta; parar cedo demais; colocar restrições prévias à definição do problema e ao alcance do esforço de reengenharia; permitir que a atual cultura empresarial e atitudes gerenciais impeçam o início da reengenharia; tentar empreender a reengenharia de baixo para cima; designar alguém que não entende de reengenharia para liderá-la; limitar os recursos dedicados à reengenharia; negar à reengenharia posição de destaque na agenda da empresa; dissipar a energia entre muitos projetos de reengenharia; tentar aplicar a reengenharia faltando dois anos para a aposentadoria do presidente; não distinguir a reengenharia de outros programas de melhoria empresarial; concentra-se exclusivamente no projeto; tentar aplicar a reengenharia sem descontentar ninguém; retroceder ante a resistência das pessoas às mudanças da reengenharia; estender excessivamente o esforço. A reengenharia não promete cura milagrosa. Ela não oferece uma solução rápida, simples e indolor. Pelo contrário, ela implica um trabalho difícil e árduo. Requer que os gerentes das empresas e os seus trabalhadores substituam as antigas práticas por outras completamente novas. Uma metodologia para conduzir os esforços de reengenharia, a orquestração da campanha de mudanças, o projeto e cronograma da implementação dos processos redefinidos e as táticas para se enfrentarem os problemas mais comuns surgidos na implementação são questões que transcendem nossos estudos. As incertezas da reengenharia, porém, não podem servir de desculpa para se esquivar do que precisa ser feito. É um fato ainda novo, um novo empreendimento; todos aqueles nela engajados são pioneiros. O mundo da revolução industrial está dando lugar a uma era de economia global, de poderosas tecnologias da informação e de mudança incessante. Tudo que se precisa é a vontade de sucesso e a coragem de começar. (Hammer & Champy, 1994:180). REFERÊNCIAS: ANSOFF, H. Igor & McDONNEL, Edward J. Implantando a administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993. CHAMPY, James & HAMMER, Michael. Reengenharia. Rio de Janeiro: Campus, 1994. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2000. Veja mais aqui , aqui e aqui.


Imagem: Madame Souty Reclining on a Sofa (1921), do pintor espanhol Ignacio Zuloaga y Zabaleta (1870-1945). Veja mais aqui.


Curtindo o álbum da ópera Gala (2000), de Gioacchino Rossini, com a soprano romena Nelly Miricioiu & Academy of St Martins in the Fields & Geoffrey Mitchell Choir. Veja mais aqui.

EPÍGRAFE: A CLASSIFICAÇÃO DA HUMANIDADE – Podemos representar a humanidade como sendo formada por vários círculos concêntricos: o círculo interior, esóterico, compreende as pessoas que atingiram o mais alto desenvolvimento possível. O círculo seguinte, o chamado mesotérico, caracteriza os segundo nível de pessoas, cujo saber tem um caráter teórico. O terceiro nível, o exotérico, caracteriza a humanidade mecânica, na qual está a maioria dos homens. Extraído do pensamento do filósofo místico e mestre espiritual armênio, Georgiǐ Ivanovič Gǐurdžiev (1866-1949), mais conhecido como Gurdjieff. Veja mais aqui.

AQUELES CÃES MALDITOS DE ARQUELAU – O livro Aqueles cães malditos de Arquelau (Ed. 34, 1993 Prêmio Jabutti - 1994), do escritor, psicólogo e professor universitário Isaias Pessotti, conta a história passada na Itália da década de 1960, quando um grupo de estudantes que têm suas vidas alteradas pela paixão despertada pela descoberta de um manuscrito medieval em que o autor, um misterioso bispo, analisa a obra de Eurípedes. Da obra destaco o trecho: [...] Além disso, havia Anna. Dependendo do meu latim, torcendo por meu sucesso, obrigado a reconhecer alguma qualidade em mim. O Comenmentarium criava uma gostosa intimidade que me ligava a Eurípedes e a ela. Trabalhar na tradução era como contemplar os vitrais de alabastro da biblioteca ao lado dela. o conhecimento deve ter alguma dimensão erótica. [...]. Veja mais aqui.

DESPERTA-ME – Entre os poemas da poeta Edna Fialho, editora dos blogs Laços do Pensamento e Momentos, Delírios e Arrepios do Coração, reunindo seu trabalho literário no Recanto das Letras, destaco o poema Desperta-me: Desperta-me o corpo esquecido pelo teu silêncio. / Desperta-me em sussurros o gozo clamante / Dos teus afagos, das tuas palavras ousadas... / Desperta-me! / O esboço da lua entre nuvens fugazes / Espairando a angústia de não te pertencer / ... Ainda, / Tinge o crepúsculo de ócio, de intranquilidade, / Me invade a alma em tremor, se faz em alquimia. / Num espiral de afagos, sorvo teus beijos / E entorpecida versejo em êxtase / Tua escultura surgindo em fascínio / Delineada por adornos gritantes. / São cordas, são fábulas sonorizadas / De um amor milenar... É magia! Veja mais aqui.

BABILÔNIA – Em 2002, tive a oportunidade de assistir no Galpão do Folias, em São Paulo, à montagem da fábula grotesca Babilônia, de Reinaldo Maia, com direção de Marco Antonio Rodrigues, contando a história de uma caravana de mendigos que segue em peregrinação à Babilônia, onde será eleito o novo chefe. A viagem é interrompida com a chegada de um novo integrante que desperta a discórdia. Entre eles surgem os mecanismos de cobiça e as ilusões de fraternidade. O destaque do espetáculo é para todo elenco, especialmente para as atrizes Bete Dorgan e Juliana Balsalobre. Veja mais aqui.

Y TU MAMÁ TAMBIÉN – O drama Y tu mamá también (E sua mãe também, 2001), dirigido por Alfonso Cuarón, conta ua história contínua em que um narrador comenta sobre os personagens, os eventos ou os locais mostrados. Esses comentários às vezes chamam a atenção para questões político-econômicas do México, especialmente sobre os pobres que vivem nas zonas rurais do país. O enredo foca em dois jovens amigos de classe média que tentam impressionar uma bela mulher sobre uma praia paradisíaca, para a qual eles viajarão e querem que ela os acompanhe. Ela inicialmente recusa o convite, mas muda de ideia quando seu marido a liga e confessa tê-la traído. É a partir daí que a história toma um rumo que envolve muitas paisagens, bebidas e sexo. O destaque do filme para a atuação da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da belíssima atriz espanhola Maribel Verdú.

VEJA MAIS:
Lilith, As trelas do Doro, A alienação social do trabalho, François Truffaut, Anna Netrebko, Erasmo de Roterdã, Honoré de Balzac, Catarina Ribeiro, Vladislav Nagornov, Camila Diehel, Fanny Ardant, Otto Lingner & Sandra Lustosa aqui.

Psicologia Infantil, Leila Diniz, Béla Bartók, Gerd Bornheim, David Lean, Gutzon Borglum, Clotilde Tavares, Sarah Miles & Nilto Maciel aqui.   

Por um novo dia, Daniel Goleman, Max Ehrmann, Truman Capote, Eugène Delacroix, Yes, A filha do rei do céu, Patrícia França, Audrey Hepburn & Annie Leibovitz aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte do desenhista e ilustrador italiano Milo Manara.
Veja aqui e aqui.
  

GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...