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terça-feira, janeiro 27, 2015

ANA MENDIETA, CARMEN LAFORET, LYGIA CLARK & GÜLTEN AKIN CANKOÇAK

 


ANA & A ARTE INTERROMPIDA – De Havana para a casa de praia de Varadero foi a sua infância. Aos doze anos o exílio Peter Pan num orfanato dos Estados Unidos - um êxodo forçado clandestino pro orfanato de Dubuquet: Lá eu era um ser erótico (o mito da latina ardente), agressivo e de certa forma diabólico. Isso criou em mim uma atitude muito rebelde. Desterrada, a arte foi a sua salvação em Iowa. O abalo com o estupro e assassinato de uma sua colega, motivou performar com corpo coberto por sangue: Rape Scene - uma homenagem para Sara Ann Otten: uma festa em que ela debruçou-se imóvel sobre a mesa da cozinha, com as mãos amarradas e as calças arriadas, coberta por sangue. Depois Untitled (People Looking at Blood, Moffitt) e como as pessoas viam uma poça de sangue na calçada. Todos indagavam quem seria aquela corajosa jovem estudante cubana: estava muito à frente do seu tempo. Ao sair da faculdade, sem dinheiro nem contatos, foi tentar a sorte em New York depois de ter sido vítima de extremas experiências racistas e xenófobas. Sua arte pioneira e original na transcendência e singularidade experimental foi formada pelo dialeto pessoal na busca pela conexão com um passado não vivido, a ancestralidade. Integrou a A.I.R Gallery (Artists in Residence) – ampliando as experiências de imigrante excluída, desqualificada, hipersexualizada e à procura pelo pertencimento em um país avesso ao diverso: A população branca dos Estados Unidos, diversa, mas de origem europeia básica, exterminou a civilização indígena e deixou de lado as culturas negras e não-brancas para criar uma cultura homogênea dominada pelos homens acima da divergência interna... Como mulheres não brancas, nossas lutas são duplas... O contentamento com a carreira em andamento, pois havia se apaixonado, casou-se, sua arte crescia e o relacionamento se deteriorava. Demitiu-se diante de um desentendimento. Vídeos, fotografias, landart, bodyart, a recuperação do elo terra-corpo, a conexão e o envolvimento da escala humana no não-lugar e um corpo almejando abrigo imolando seus ícones: Tendo sido arrancada da minha terra natal durante a adolescência, estou oprimida pela sensação de ter sido expulsa do útero. Minha arte é a forma em que restabeleço os laços que me conectam ao universo... A transmutação e a transitoriedade levavam ao fascínio e assombro do seu labirinto expurgando, restaurando e perlaborando a sua experiência no mundo. Sentia-se arrancada do seu chão, expulsa do ventre, buscando restabelecer os laços que a uniam ao universo, por meio da sua geopolítica ecosófica e feminista. Foi pra cidade-ruína do Pueblo Viejo – Árvore Velha e seguiu para as tumbas e cavernas nas pedras vulcânicas de Yagul, em Oaxaca, México, para conceber a Silueta Series. Quando se decidiu pelo divórcio, despencou pela janela do 34º de um prédio em Greenwich Village. Ela tinha pânico de altura e muitas evidências e versões contraditórias. A sua arte e liberdade foram atacadas, interrompidas, excluída da história pelo protocolo do silêncio. Veja mais abaixo e mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Minha arte é a forma como restabeleço os laços que me unem ao universo. Minha arte é fundamentada na crença de uma energia universal que atravessa tudo: do inseto ao homem, do homem ao espectro, do espectro à planta, da planta à galáxia. Minhas obras são as veias de irrigação desse fluido universal. Por elas ascendem a seiva ancestral, as crenças originais, as acumulações primordiais, os pensamentos inconscientes que animam o mundo. Pensamento da pintora, escultora, performer e vídeo artista cubana Ana Mendieta (1948–1985). Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Quantos seres sou eu para buscar sempre do outro ser que me habita as realidades das contradições? Quantas alegrias e dores meu corpo se abrindo como uma gigantesca couve-flor ofereceu ao outro ser que está secreto dentro de meu eu? Dentro de minha barriga mora um pássaro, dentro do meu peito, um leão. Este passeia pra lá e pra cá incessantemente. A ave grasna, esperneia e é sacrificada. O ovo continua a envolvê-la, como mortalha, mas já é o começo do outro pássaro que nasce imediatamente após a morte. Nem chega a haver intervalo. É o festim da vida e da morte entrelaçadas... Pássaros e leões nos habitam, são nosso corpo-bicho... Pensamento da pintora e escultora Lygia Clark (1920-1988). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

NADA - [...] Quem poderá compreender os mil fios que unem as almas dos homens e o alcance das suas palavras? [...] Parece-me que não adianta correr se temos que seguir sempre o mesmo caminho fechado da nossa personalidade. Alguns seres nascem para viver, outros para trabalhar e outros para olhar a vida. Tive um papel pequeno e mesquinho como espectador. Impossível sair disso. Impossível me libertar. Uma angústia tremenda era a única coisa real para mim naqueles momentos [...] Não procuro gentileza nem mesmo bons modos nas pessoas..., embora acredite que estes últimos sejam essenciais para conviver com eles. Gosto de pessoas que veem a vida com olhos diferentes dos outros, que consideram as coisas de forma diferente da maioria... Talvez isso aconteça comigo porque sempre convivi com seres muito normais e satisfeitos consigo mesmos... [...] Talvez o sentido da vida para uma mulher consista apenas em ser descoberta assim, olhada de uma forma que a faça sentir-se radiante de luz.[...]. Trechos extraídos da obra Nada (Alfaguara, 2008), da escritora espanhola Carmen Laforet (1921-2004).

 

TRES POEMAS – POEMA - A poesia é nossa velha cúmplice. \ Tudo o que cometemos, cometemos com ela. AREIA - Tive um amante que me mandou a areia da cidade em que morava. E sempre me \ perguntei sobre o vento daquele lugar\ É bem comportado ou louco É permanente?\ céu? O que\ tirou do chão\ Tínhamos cidades que partilhávamos Então\ o vento era mestre, eu era novato\ Ele soprou e passou com pressa\ A areia encheu meus olhos. A PRÓXIMA VEZ - Quando as coisas não acontecem do seu jeito\ Você está passando pela próxima vez\ Uma estrela cai no mundo\ De repente a terra treme\ Crianças com olhos mortos\ Esperando o sol que não nasce Tanta neve e vento\ nas montanhas O narciso esquecido Até florescer. Poema da escritora turca Gülten Akın Cankoçak (1933- 2015).

 

SACADOUTRAS

 

O SÍMBOLO DA LUTA PELOS DIREITOS – “- Por que você nos importuna”, perguntou ao policial que a abordava dentro do ônibus. – Eu não sei, mas lei é lei e você está presa!”. Esta é a abertura da narrativa do capítulo Triunfo do multiculturalismo, escrito por Demétrio Magnoli em seu Uma gosta de sangue: história do pensamento racial (Contexto, 2009). Esse caso traz a luta da costureira negra estadunidense, Rosa Parks, oficialmente Rosa Louise McCauley (1913-2005), que se tornou o símbolo do movimento dos direitos civis. A prisão ocorreu em 1955 quando ela se recusou a ceder seu lugar num ônibus para os brancos, marcando o estopim do preconceito racial que irá deflagrar o Boicote aos Autocarros de Montgomery, no Alabama. Por causa disso, por 381 dias, atendendo o chamado da Associação pelo Progresso de Montgomery, conhecida pelas iniciais MIA, a população negra da cidade parou de utilizar ônibus. Caminhando, pedalando, pegando carona ou usando táxis que, em solidariedade, cobravam o mesmo preço das tarifas dos ônibus, eles atraíram as atenções de todo país. Ativistas negros sofreram atentados e todo tipo de violência, inclusive, Luther King passou duas semanas na cadeia por conta deste evento. Uma Corte Federal do distrito julgou inconstitucional a segregação nos ônibus do Alabama e, no final de 1956, a Corte Suprema pronunciou um veredicto contra a apelação e o movimento alcançou uma vitória histórica. Depois de se aposentar, ela escreveu sua autobiografia e perseguiu seus últimos dias marcados pelo Mal de Alzheimer. Veja mais aqui e aqui.

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aqui. Logo mais, a partir das 21hs (horário de Brasília), acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá com muita festa e a apresentação da querida Meimei Corrêa. E com as seguintes atrações na programação: Mozart, Heitor Villa-Lobos, Quarteto Radamés Gnattali, Waldir Azevedo, Lenine, Rildo Hora, Geraldo Azevedo, Moraes Moreira, Milton Nascimento, Leila Pinheiro, Chico Buarque, Maria Rita, Sonia Mello, Wilson Monteiro, Milane Hora, Jan Cláudio, Eliste Retter, Monsyerrá Batista, Júlio Uçá, Ricardo Machado, Marcio Celli, Mazinho, Marisa Serrano, um especial de aniversário do Djavan & muito mais! Veja mais aqui.

SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá Especial de Ano Novo
Quando? Hoje, terça, 27 de janeiro, a partir das 21hs (horário de Brasília)
Onde? No MCLAM - blog do Programa Domingo Romântico
Apresentação: Meimei Corrêa

O programa de hoje é dedicado à memória do poetamigo Jaorish Gomes Telles.

Imagem: Mulher nua de costas, da pintora portuguesa Paula Rego. Veja mais aqui.

Ouvindo: Não é azul mas é mar (1987) de Djavan. Veja mais aqui.

PORQUE CANTAR JÁ NÃO MUDA EM MANHÃ – Quando tive o prazer e a honra de musicar este poema de Fernando Fábio Fiorese Furtado, o fiz inserir no meu show Tataritaritatá. É que o poema diz muito do que eu quero dizer no palco e na vida, e a música surgiu tão logo comecei a lê-lo. Na verdade, a música já existia no poema, eu apenas a descobri. Confira aqui e aqui.


A DIVINA COMÉDIA – O filósofo alemão Friedrich Schelling (1775-1854), entre os seus estudos desenvolvidos, tratou a respeito da obra A divina comédia, o poema sagrado do poeta e político italiano, Dante Alighieri (1265-1321), em um ensaio que expressa que: “[...] tão longínquo monumento da filosofia ligada com a poesia como são as obras de Dante, há muito recobertas pela santidade da antiguidade. [...] A admirável grandeza do poema, que refulge na interpenetração de todos os elementos da poesia e da arte, chega inteiramente, desse modo, à aparição exterior. Essa obra divina não é plástica, nem pitoresca, nem musical, mas estudo isso ao mesmo tempo e em concordante harmonia: não é dramática, nem épica, nem lírica, mas também deste gêneros uma mistura inteiramente própria, única, sem exemplo. Acredito ter mostrado, ao mesmo tempo, que ele é profético, exemplar, para toda a poesia moderna. Capta em si todas as suas determinações e sobressai-se à sua maestria, ainda multiplamente misturada, como a primeira planta que se espraia sobre a terra e para o céu, o primeiro fruto da transfiguração. Aqueles que querem conhecer a poesia do tempo mais tardio, não segundo conceitos superficiais, mas em sua fonte, que frequentem este grande e rigoroso espírito, para saber por que meios a totalidade do tempo moderno é abrangida – e que não é tão fácil de atar o elo que a unifique. Aqueles que não estão destinados a isso, que desde já apliquem a si mesmo as palavras do inicio da primeira parte: deixai partir toda esperança, ó vós que entrais!”. A obra é inquestionavelmente um clássico da literatura universal, dividido em três partes: inferno, purgatório e paraíso, descrevendo a viagem do poeta na busca pela sua musa Beatriz, num cenário de riqueza de alegorias para um relato atemporal.Veja mais aqui, aqui e aqui.

JAGUADARTE – O cultuado e traduzidíssimo poema nonsense de Lewis Carroll, pseudônimo do escritor, matemático, desenhista, fotógrafo e reverendo anglicano britânico Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), Jaguadarte (em inglês Jabberwocky), tem sido apreciado pelos mais renomados críticos e estudiosos pela fusão e disposição espacial das palavras ao longo do poema, precursor da poesia de vanguarda. Eis o poema numa tradução de Augusto de Campos: Era briluz. As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos. Estavam mimsicais as pintalouvas, E os momirratos davam grilvos. "Foge do Jaguadarte, o que não morre! Garra que agarra, bocarra que urra! Foge da ave Fefel, meu filho, e corre Do frumioso Babassura!" Ele arrancou sua espada vorpal e foi atras do inimigo do Homundo. Na árvore Tamtam ele afinal Parou, um dia, sonilundo. E enquanto estava em sussustada sesta, Chegou o Jaguadarte, olho de fogo, Sorrelfiflando atraves da floresta, E borbulia um riso louco! Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante! Cabeca fere, corta e, fera morta, Ei-lo que volta galunfante. "Pois entao tu mataste o Jaguadarte! Vem aos meus braços, homenino meu! Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!" Ele se ria jubileu. Era briluz. As lesmolisas touvas roldavam e relviam nos gramilvos. Estavam mimsicais as pintalouvas, E os momirratos davam grilvos. Veja mais aqui.
E como todo dia é dia da mulher, hoje é dia de homenagear a linda atriz Carrie-Anne Moss. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
Ovídio, Nikolai Gógol, Eduardo Giannetti, Xangai, Bob Rafelson, Diana/Ártemis, Theresa Russel & Agostino Carracci aqui.

E mais:
Antígona de Sófocles aqui.
Perfume de mulher aqui.
João Cabral de Melo Neto, Rigoberta Menchú Tum, Joan Baez, Simone de Beauvoir & Eduardo Viana aqui.
Hermeto Pascoal, Eric Kandel, Ludwig van Beethoven, Linda Lovelace & Nina Kozoriz aqui.
Oswald de Andrade, Stanislaw Ponte Preta, Mary Whiton Calkins, Hypatia de Alexandria, Geraldo Azevedo & Parmigiano aqui.
Hannah Arendt, Tarsila do Amaral, Edvard Hagerup Grieg, Rubem Braga & Eleanor Jack Gibson aqui.
Paul Feyerabend, Gilberto Mendes, Brian de Palma, Sandra Scarr, Chaim Soutine, Penelope Ann Miller & Programa Tataritaritatá aqui.
A vida é linda, apesar dos enrustidos & dos chatos de galocha, Selene, A lenda Bororo das duas pombas, Laura Tedeschi, Witold Lutoslawski & Ewa Kupiec aqui.
No país da sabiduria, só sabido ganha jogo, Alfosno Hernández Catá, Sebastião Salgado, Zé Paulo Becker, Pedro Sangeon & Michael Malfano aqui.
Bloco descontentes do Fecamepa, Alban Berg, Andy Golub, Cristiane Campos & Wilson Araújo aqui.
O milagre do amor na festa do dia e da noite, Oscar Wilde, Richard Strauss & Inga Nielsen, Violante Placido & Luciah Lopez aqui.
A vida que sou na alma do Recife, Marlos Nobre, Osman Lins, Cicero Dias & André Cunha aqui.
No país do Fecamepa, até no dia da felicidade não dá pra ser feliz & João Câmara aqui.
Contratos Mercantis, Denise Dalmacchio, Fernanda Guimarães, Jussanam, Consiglia Latorre, Aline Calixto & Fátima Lacerda aqui.
Psicologia no Brasil, Armélia Sueli Santos Salles, Carmen Queiroz, Bárbara Rodrix, Verônica Ferriani, Paula Moreno & Liz Rosa aqui.
Mesmer & Mesmerismo, Nara Salles, Mirianês Zabot, Elaine Guedes, Eleonora Falcone, Juliana Farina & Dani Gurgel aqui.
Martin Buber, Elisabeth Carvalho Nascimento, Célia Mara, Adryana BB, Ivete Souza, Sandra Vianna & Elisete aqui.
Ayn Rand, Teca Calazans, Danny Reis, Tatiana Rocha, Valéria Oliveira, Natália Mallo & Dani Lasalvia aqui.
István Mészarós, Tetê Espíndola, Luciana Melo, Fhatima Santos, Thaís Fraga, Ana Diniz & Patty Ascher aqui.
Literatura de cordel: o papé da rapariga de Bob Motta aqui.
Proezas do Biritoaldo: quando o urubu tá numa de caipora, não há pau que escore: o de debaixo caga no de cima aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Ísis Nefelibata
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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segunda-feira, setembro 29, 2014

JENNIFER WEINER, MANOEL DE BARROS, OAKLEY, BLANCHOT, MARIE UNDER, SHIORI TESHIROGI & LITERÓTICA.

 


ELA, CALAMATY JANE... – Soube dela pelo próprio pai à meia idade gabando-se ao nomeá-la mal saída do parto, como se a si fosse no diminutivo: Pereira, o Pereirão, pai; Pereirinha, filha. E batia no peito: a mulher mais macha do mundo, paraibana de lei, brinque não! E narrava sobre os feitos dela como Eduardo Galeano nas Palavras andantes: Conheci a mãe dela num rastapé em Caruaru e com ela virei mundo, de norte a sul das Américas. Embuchei-lhe esperando o primogênito, não foi: a menina rebentou virada feito a capota choca, isso no meio duma noite turvada num sítio de parentes, em Cabedelo. Pelo gênio, logo atinei e sapequei-lhe meu apelido, nome este até hoje conhecida. Cuidei dela como se fosse o meu menino, crescendo firme e destemida. No jardim da infância botava no bolso os meninos maiores no jogo de chimbra e na quebra-de-braço, arte esta que lhe valeu fama. Entre rapazotes respeitavam-na, resolvia tudo na força da munheca e no muque. Quando soube que ela quase moça andava com uma 6,35 no cós da saia, chamei-lhe na grande. Ela só me respondeu ameaçadora que nunca levou nem levaria desaforo pra casa. Envolveu-se com um tenente quando nem tinha tirado ainda a catinga do mijo; depois com um coronel e outras patentes foram por ela levados aos socos de seu punho certeiro. Enfrentava qualquer desafiante, fosse metido a decente ou fora da lei: a valentia servia para passar a limpo qualquer mal-entendido, e se esta lhe faltasse, tudo se resolvia à força da bala. Vi-lhe o cabelo curto, calça comprida colada nas pernas e coxas, bota de salto alto pisando forte, blusa de manga, brincos na orelha, batom vermelho nos lábios e um chega pra lá pra quem ultrapassasse a distância regulamentar. Era de beiço virado mesmo. Tanto é que ainda adolescente caiu no mundo: enfrentou-me de eu tremer na vara de raiva, acovardando-me de umas boas lamboradas de pisa. Bicha braba, arisca. Daquele dia em diante, só ouvia seus feitos. Do relato dele aos boatos graúdos tantas me disseram de quantos não foram nocauteados, quando não baleados, estropiados pela força de seus murros ou calcanhares. De cuspidas na cara, mãozadas no maluvido, às espinhelas envergadas, pescoços quebrados e arreios por chutes no saco, deixando no chão quem a enfrentasse: era ela ao saracoteio das capoeiras ou golpes de uma dessas lutas chinesas, danada. Pois bem de tantas ouvidas e amiudadas, na noite passada, estava eu aboletado virando um copo no social só para clarear as ideias e deixar o tempo passar. Senti, às minhas costas, alguém se aproximar. Só pude identificá-la quando puxou a cadeira e sentou-se à minha mesa: Dá licença? Prazer, Pereirinha Calamity Jane! Nunca a vira antes: era Carrie-Anne Moss em pessoa, ninguém Trinity mais parecida só que pra ela no Velho Oeste. Verdade! Percebi pelos olhares alheios que eu fora o premiado da noite e que não me daria bem a partir de então. Chamou o garçom e pediu-lhe um copo e, ao trazê-lo, encheu com minha cerveja e virou de um só gole. Voltou seu olhar firme ao meu: Vamos dançar? Não ousaria jamais negar. Fomos ao centro do salão escurecido, ela passou-me o braço pelo pescoço colando seus lábios ao meu ouvido, mordiscando-o, suas coxas entre as minhas, seu sexo colou-se ao meu e no passo miúdo da música lenta ela remexia sem sair do lugar. Aquilo eletrizou-me por dentro e logo meu pênis deu sinal de vida insinuando-se ao seu contato. Logo ela percebeu e senti sua mão apertando-o avidamente, enquanto resfolegava ronronando ao meu ouvido. Vamos ali!, ordenou-me levando-me pela mão. Saímos do recinto, dobramos a primeira esquina, eu não conseguia tirar os olhos do meneio de suas nádegas proeminentes na calça justa que delineava o contorno de sua cintura pelas coxas e pernas bem torneadas, o barulho do salto na pisada firme pela calçada, o seu jeito elegante de quase marchar para onde eu sequer sabia. Montou sobre a moto e obrigou-me o garupa, colando-me ao seu corpo, envolvendo meus braços pela sua cintura. Seguimos por algumas quadras, estacionou nas proximidades de uma residência, desmontamos e segui-a abrindo o ferrolho do portão de um muro baixo, virando o trinco da grade de uma varanda mal iluminada e ali com um beijo tórrido me premiou com seus lábios nos meus, já desatacando minha camisa para deslizar suas mãos por meu peito e findar com os braços cruzados em volta do meu pescoço, requebrando aos esfregões do seu ventre contra o meu. Virou-me para a porta da entrada e me empurrou beijoqueira pela sala, empurrando-me ao sofá e se desfazendo de suas próprias vestes para pular sobre mim, completamente nua e a me despir com pressa, descobrindo meu sexo babando aos seus alisados, um beijo de biquinho na ponta da glande, uma lambida de mulher-gato por toda extensão do meu caralho, como se o salivasse e aprontá-lo para a montada certeira de sua vagina quente a galopar-me Martha Jane, amazona guerreira, madrugada adentro de dias sem fim. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Estou bebendo alegria, mas algo em mim quer sofrer assim, é mais astuto do que eu: filtra apenas um pouco da dor da felicidade... Pensamento da poeta estoniana Marie Under (1883-1980). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Tenho muitas áreas para explorar e outras facetas da minha personalidade como artista para apresentar... Pensamento da mangaká japonesa Shiori Teshirogi.

 

MENTE, NÚMEROS & CIÊNCIA – [...] Concentre-se no processo (a maneira como você gasta seu tempo) e não no produto (o que você deseja realizar). Processo, não produto Se você evita certas tarefas porque elas o deixam desconfortável, há uma ótima maneira de reformular as coisas: Aprenda a focar no processo, não no produto [...] Tentar recordar o material que você está tentando aprender – prática de recuperação – é muito mais eficaz do que simplesmente reler o material. [...] Se você proteger sua rotina, eventualmente ela irá protegê-lo. [...] A confusão é uma parte saudável do processo de aprendizagem. Quando os alunos abordam um problema e não sabem como fazê-lo, muitas vezes decidem que não são bons no assunto. Os alunos mais brilhantes, em particular, podem ter dificuldades neste sentido – o facto de passarem rapidamente pelo ensino secundário não lhes deixa motivos para pensar que ficar confuso é normal e necessário. Mas o processo de aprendizagem consiste em sair da confusão. Articular sua pergunta é 80% da batalha. Quando você descobrir o que é confuso, é provável que você mesmo tenha respondido à pergunta! [...] A procrastinação é como o vício. Oferece excitação temporária e alívio da realidade chata [...] A maior mentira de todos os tempos é que a prática leva à perfeição. Não é verdade – a prática torna você melhor. [...] Ser multitarefa significa que você não é capaz de estabelecer conexões completas e ricas em seu pensamento, porque a parte do seu cérebro que ajuda a estabelecer conexões está constantemente sendo afastada antes que as conexões neurais possam ser firmadas. [...]. Trechos extraídos da obra A Mind for Numbers: How to Excel at Math and Science (TarcherPerigee, 2014), da cientista, pesquisadora e professora estadunidense Barbara Oakley. Veja mais aqui.

 

O LIVRO, O TEMPO & O DESERTO – [...] O deserto ainda não é nem o tempo, nem o espaço, mas um espaço sem lugar e um tempo sem engendramento. Nele, pode-se apenas errar, e o tempo que passa nada deixa atrás de si, é um tempo sem passado, sem presente, tempo de uma promessa que só é real no vazio do céu e na esterilidade de uma terra nua, onde o homem nunca está, mas está sempre fora. O deserto é o fora, onde não se pode permanecer, já que estar nele é sempre já estar fora [...]. Trecho extraído da obra O livro por vir (Martins Fontes, 2005), do escritor, ensaísta, romancista e crítico literário Maurice Blanchot (1907-2003). Veja mais aqui e aqui.

 

BOA DE CAMA - [...] Aprendi muito este ano. Aprendi que as coisas nem sempre acontecem como você planejou ou como você acha que deveriam. E aprendi que há coisas que dão errado e que nem sempre são consertadas ou recompostas como eram antes. Aprendi que algumas coisas quebradas permanecem quebradas e aprendi que você pode superar momentos difíceis e continuar procurando por outros melhores, desde que tenha pessoas que amem você [...] O divórcio não é uma tragédia. Uma tragédia é permanecer num casamento infeliz, ensinando aos filhos coisas erradas sobre o amor. Ninguém nunca morreu de divórcio [...] Quando eu tinha cinco anos aprendi a ler. Os livros foram um milagre para mim - páginas brancas, tinta preta e novos mundos e amigos diferentes em cada um. Até hoje, aprecio a sensação de romper um vínculo pela primeira vez, a antecipação de para onde irei e quem encontrarei lá dentro. [...] Ele me ama. Ele me amou, mas não me ama mais e não é o fim do mundo. [...] Se você deseja algo com bastante força, os contos de fadas nos ensinam, você pode consegui-lo no final. Mas quase nunca é como você imaginou e os finais nem sempre são felizes. [...] Amarei a mim mesmo e ao meu corpo pelo que ele pode fazer - porque é forte o suficiente para levantar, caminhar, subir uma colina de bicicleta, abraçar as pessoas que amo e segurá-las totalmente, e nutrir um novo vida. Vou me amar porque sou forte. Porque eu não - não vou - quebrar. [...]. Trechos extraídos Good in Bed (‎Washington Square Press, 2002), da escritora estadunidense Jennifer Weiner. Veja mais aqui.

 

POESIA - No começo era o verbo. \ Só depois é que veio o delírio do verbo. \ O delírio do verbo estava no começo, lá onde a \ criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos. \ A criança não sabe que o verbo escutar não\ funciona para cor, mas para o som.\ Então se a criança muda a função de um\ verbo, ele delira.\ E pois. \ Em poesia que é a voz do poeta, que é a voz \ de fazer – nascimentos \ O verbo tem que pegar delírio. Poema do poeta Manoel de Barros (1916-2014). Veja mais aqui e aqui.

 

HUMOROUTROS


DORO PRESIDENCIÁVEL DÁ UMA DENTRO – Como o Doro presidenciável a não sei quê, sem partido, sem ter onde cair morto, sem eira nem beira, não se conforma de ser candidato sem chapa nem nada, resolveu conferir de perto no Horário Eleitoral Gratuito se por cagada do TSE saía o material e foto dele lá. Pregou o olho na telinha e viu um, outro e tantos candidatos e nada seu. Ouviu tanto a palavra “mudança” que falou: - Isso é mudança ou mundiça?!? Mais reticente que tudo, teve paciência de ficar o tempo todo ouvindo cada um da citada mundiça expressar suas propostas. Depois de tudo, ele esgueirou-se e reafirmando enfaticamente: - Sou mais eu!! -, apoderou-se dum tamborete e, primeira esquina que encontrou, fez um discurso relâmpago largando os seus impropérios misturados aos borborigmos e despautérios. Aí um bêbo lá que passava perguntou: - Cê vai votar mesmo em quem, hem? Na hora deu um branco no quengo dele e berrou: - Golbery Lessa! Foi, deveras, um ato falho. Nem ele mesmo vota nele. Aí o bebo disse: - Entonse, vou votá nesse! E eu também. Veja mais aqui e aqui. 

ÓLEO DE PEROBA – Deu no noticiário que desde julho as fábricas de óleo de peroba tem batido todos os recordes de superávit, ultrapassando o lucro dos bancos, dos planos de saúde, das companhias de seguro e em tudo que se imagine! Um renomado economista salientou que o lucro dessas fábricas nos últimos dois meses, ultrapassaram os lucros de mais de 10 anos acumulados de todos os segmentos sociais. Aí o Doro comentou: - Tomém, meu, com a cara de pau dos políticos cum suas promessa, prurisso num tem óleo de peroba que dê vencimento na maquiagem deles! Veja mais presepada do Doro aqui.

JÁ DIZIA GREGORY BATESON – O biólogo e antropólogo inglês Gregory Bateson (1904 – 1980) pode ser considerado o pai da análise das perturbações mentais na perspectiva de sistema, em que o sujeito perturbado é apenas um componente de uma dinâmica de atividade social já estabilizada. Sabiamente ele chegou a afirmar: “Os processos políticos não são senão fenômenos biológicos, mas qual político sabe disso?" (Gregory Bateson, Passos para uma ecologia da mente). Destá. Veja mais aqui.

LIÇÕES DE LEONTIEV – O psicólogo russo Alexis Nikolaevich Leontiev (1903-1979), no seu livro O desenvolvimento do psiquismo, traz sempre uma colocação apropriada para nosso melhor entendimento, tais como “A consciência individual do homem só pode existir nas condições em que existe a consciência social [...] A linguagem é aquilo através do que se generaliza a experiência da prática socio-histórica da humanidade. [...] O alimento é, sem dúvida, objeto material. No entanto, o significado da palavra alimento não contém um grama de substância alimentícia”. Veja mais aqui.

SACADA DO PINEL – No seu livro Bipsicologia, John P. J. Pinel dá uma sacada arretada: “Você é o produto intelectual de uma cultura que promove formas inconsistentes de pensar inconsistentemente sobre as bases biológicas do comportamento”. Veja mais aqui.
 


CINCO POEMAS & PROSAS LUXURIANTES – REENCONTRO – No reencontro do desejo realizado, \ Em orgasmo de prazer inolvidável, \ Com nuances de confusas escaladas, \ No reencontro da paixão fremente, \ Quero poder usufruir essa hora inadiável. I - Ah, meu amor \ Que gostoso, eu ao seu lado dormindo em conchinha e você se achegando ajeitando seu pênis, ereto “que é todo meu” e só meu, deslizando a se esfregar entre minhas coxas e se acomodar no vão da minha vagina que logo se abriu e abrigou-o, aos remexidos de minha bundinha em seu ventre. Uma delícia! Suas mãos deslizando por todo o meu corpo e o beijo em minha nuca, sentindo meu aroma a inebriá-lo , querendo-me mais que tudo assim como eu já sentindo a sensação mais gostosa do mundo. Maravilhoso, eu acordando, dengosa, mais me encostando em você, arrepiada de desejo, suas mãos tateando na escuridão, meus olhos brilhantes, reflexos de nossa volúpia e do seu jeito carinhoso de me explorar, manusear, recheando-me de carícias, eu tocando a glande do que “que é meu” e só meu e acariciando-o com meus dedos e ele babento e maravilhosamente gostoso. Seus adoráveis beijos em minha nuca e eu me enroscando em você, pedindo para ser penetrada, ajeitando seu” pau duro” e o enfia delirante em minha vagina. E eu pedindo mais, querendo ser mais fodida, seviciada e eu a sua putinha manhosa e fascinante a querer mais e mais porque realmente sou sua “gostesuda” dadeira e quero você muito, muito e você empurrando mais e mais sacolejando e eu completamente enlouquecida. Desejando que nunca acabe de aquele momento e você, dentro de mim, eu gemendo de prazer, a sua putinha que realiza todos os seus desejos. você me fodendo e me levando aos múltiplos gozos e orgasmos estonteantes com o esperma a batizar nosso amor. Delícia maior do universo mesmo, meu amor. O dia amanhecendo com a plenitude da nossa paixão. A maior felicidade do mundo. Eu quero você demais! PERTO DE MIM - No desejo que inunda meu corpo incontrolável, \ Enquanto ouço os ruídos da vida ao lado, \ Concluo que és aquele ser doce e insubstituível,\ E entendo então por que meu coração está parado.\ Eu te sinto como estivesses tão perto de mim,\ Acariciando meu corpo em brasas inteiro,\ E a sensação poderosa é que só vivo assim,\ E teu carinho é sempre indescritível e certeiro.\ Nas horas de loucura e prazerosa alucinação, \ Em que só conseguia sentir intenso prazer,\ O desejo era a única e verdadeira reação,\ Que meu cérebro descontrolado conseguia ver.\ Meus lábios sentem o néctar que absorveu,\ Em horas de carícias em que perdi a razão,\ E naquele momento em que o mundo era meu,\ Elegi como único caminho possível a paixão. II - Ah, você fica de “pau duro” como eu adoro e “o que é meu” recebe meus beijos porque tudo meu é para ele e por ele. Meu olfato, paladares se comprazem e minha língua faz malabarismos com ele chupando-o e muito apaixonada e saboreando-o, e querendo sempre mais. Você que é o meu irresistível sedutor ao qual me rendo tentando enfeitiçá-lo sempre mais e enviando minhas poses e versos que são só desse e para ele para que ele mais não resista. Quero realmente me tornar a putinha mais devastadora, que almeja seu corpo inteirinho e para isso será cortesã, putinha ou rainha depende do que mais desejar. De todos os jeitos e maneiras. Estou sempre disposta a me entregar insinuante e dadeira ajeitando-me para que fique entre minhas coxas que se abrem para recebê-lo enlouquecida de tesão. Quero receber suas peiadas maravilhosas com todas as enfiadas que desejar para mais tê-lo sempre em mim e para mim. Desejo cada momento, cada impulso, onde quiser se insinuar, desnudando cada peça de minha roupa. E é isso mesmo que anseio, Quero-o babento, o dia todo e todo dia. Sedutor gostoso que é só meu. Para sempre! NOSSO AMOR - Não existe desejo mais forte e intenso,\ que me confunde e logo me enterneço,\ aos meus pensamentos eu retorno\ e com tanta intensidade que me confundo.\ vivo dos dias maravilhosos e te procuro,\ entre as lembranças do nosso amor me perco,\ a saudade é intensa e com facilidade lembro,\ e todos os segundos dos nossos dias vivo.\ vontade de te apertar em meus braços desejo\ perdida em poderosa lascívia eu me transtorno\ com a distância  que nos separa e sempre sonho\ com a felicidade que nos aguarda no caminho.\ Gostaria de sentir-te ofegante, transtornado,\ as mãos passeando acariciantes em meu corpo,\ teu pênis ereto penetrando sempre bem dentro\ e chegando ao ápice no abundante gozo.\ sinto enlouquecida no estertor da paixão,\ vibrando em brasa, meu sexo afogueado,\ e só tu podes, de verdade, cessar meu pranto\ e para conter a saudade, lembranças vivencio. III - Sou uma deusa enfeitiçante para seduzi-lo, para que você fique cada vez mais apaixonado e me cobice todos os minutos de sua vida. Me pegue, me cobice, me abrace, beije, desnude, deixe seu coração disparado de paixão e o seu pênis “que é meu” E TODINHO SOMENTE MEU babento, duro cheio de tesão. Sou e vou ser sempre. Rainha poderosa para lhe fascinar, rebolar os quadris, levantar a saia para você perceber o estufadinho da minha calcinha. Sou sim rainha poderosa. Musa poeta, que atiça seu desejo intenso contempla meus olhos brilhantes de amor, minha boca, que lhe beija os lábios e todo o seu corpo “o que é meu” e só meu, o meu sorriso de doçura especial só para você. Que compõe versos para você que saem minha alma, e se infiltram no meu coração e no meu corpo inteiro. O meu canto é seu, minha alegria é sua e também minha inspiração. Quando você passou distante aqueles dias, pela primeira vez eu não conseguia escrever e minha inspiração sofreu uma pausa que nunca tinha ocorrido. AMADO (dedicado ao nosso amor e aos dias vividos) - Ah, como vivi cada segundo daqueles dias \ inesquecíveis em que te beijava e aspirava\ tua respiração sedutora em meu rosto, em meus seios,\ em meu ventre e em todo o caminho do meu corpo.\ os momentos se sucediam e queria muito mais,\ galopando vibrante no caminho da paixão eterna,\ meus lábios a embeberem o lúdico suor do prazer\ que emanava do teu corpo e agonizava na volúpia\ Quero ter-te infindavelmente, e que pudesses me reter,\ sem dia nem hora vivendo em minhas entranhas,\ satisfazendo nossa libertinagem  louca e apaixonada \ não dando tréguas e em lascívia transformado. \ Ah esses dias que meu coração e cérebro retém \ para sempre lembrado em cada gesto teu,\ sentindo o mágico poder de tuas libidinosas mãos\ e vivendo a paixão antes que o mundo acabasse.\ Preciso de tudo que transborda em teu corpo,\ ultrapassando metas para o gozo extremo\ desejo sentir-te sempre extravagante e possessivo,\ no caminho que nos conduz à plenitude.\ Quero-te em cada regozijo a provocar gemidos,\ no deleite tentando apaziguar a efervescência,\ que nos tortura na saudade que não se acalma,\ e na  aflição de ter-te para mim ad aeternum. IV - Eu sou sua putinha mais fascinante, mais dadeira para satisfazer todos os seus desejos mais extravagantes, desnudar-me, ali mesmo no chão e me entregar completamente ao homem maravilhoso e que eu morro de paixão. Estou arrepiada só de pensar nesse momento que será o auge de minha vida, em que realizarei todos os seus desejos e compartilharei as minhas fantasias, em que anseio tê-lo de todas as maneiras, jeitos, formas, de dia, de noite, de manhã ou de madrugada. Quero sentir você, me desnudando toda e retirando a calcinha estufada que guarda a fonte de seus desejos mais enlouquecedores. E então despi-lo com volúpia e posso senti-lo em toda a nudez agarrado a mim se ajeitando entre minhas coxas e sentindo que “o que é meu” e só meu se avoluma, ereto e duro procurando minha vagina febril de desejo. E eu a sua putinha dadeira se convulsiona trepidante a sentir seu pênis ardente para recebê-lo em todas as partes do meu corpo. Fico em brasas com suas investidas priápicas que me enlouquecem e me proporcionam orgasmos sucessivos numa onda de prazeres jamais imaginados. Sou revirada por sua impulsividade e me transtorno no pico de todas as sensações. Você me beija todinha e posso então lamber, chupar e levar seu pênis ao céu da minha boca pressurosa na degustação do meu alvo de prazer infindável. E sentir como se estivesse saboreando um manjar, ao sentir o seu sêmen do amor a me deliciar de gozo jamais sentido, que se transforma num fetiche inesgotável. Mas quero beijá-lo todinho depois de acariciar seus cabelos e percorrer cada parte de seu corpo traduzindo a nossa paixão em toques mágicos e irresistíveis. Quero você sempre e cada vez mais. E sou eu que estarei ao seu lado, pronta para ser tocada e acariciada no seu amanhecer, disposta a recebe-lo em meus braços, a amá-lo e ser desnudada em qualquer canto da sala até chegar ao sofá toda vibrante de desejos, com o olhar expressivo de quem lhe pede o carinho mais abundante em meu corpo. Estarei ali, muito dengosa, toda manhosa a dizer a frase que sai do meu coração. Vem me pegar, porque é tudo que eu quero, peço, desejo sempre. E sei que você vem ao entardecer, E vem, pressuroso alisando minhas pernas priápico e ansiosamente desejando-me para acalmar a ânsia que lhe domina. Alcança meus joelhos e arrança minha calcinha e sutiã, enquanto quase desfaleço de desejo imediato. Vai me pegar todas as noites, beijando-me e se envolvendo em meu corpo tão voluptuoso que pede: Vem me foder. E vai me foder nas madrugadas insinuantes, fodendo-me inteira e enlouquecido, a sua putinha dadeira que lhe deseja irresistivelmente e sempre pedindo a você mais e mais do que nunca acabar de carícias que me deixam alucinada. E seu pênis “que é meu” e só meu invadindo-me, alucinado num entrar e sair que me deixa desvairada de prazer, pedindo-me em transe, que me foda mais e sempre e mais você me fode, entre orgasmos múltiplos e gozos intensos. E sou toda sua inteiramente sua e só sua em carne viva. E para sempre sua putinha tresloucada pedindo sempre mais e sempre, em qualquer lugar e posição, revirada por sua sanha de carícias que absorvo e gemo, querendo sempre mais, em carne viva. Poemas e prosas da escritora Vânia Moreira Diniz. Veja mais aqui.

 


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