quarta-feira, abril 26, 2017

LORCA, BERNARD LOWN, MAGDALENA CAMPOS-PONS & AMOR EM ALAGOINHANDUBA

AMOR EM ALAGOINHANDUBA - Alagoinhanduba é um lugar que não existe, só no meu coração e na minha molecagem de aprendiz de poetastro. Para ela eu faria uma canção de amor de filho pródigo desterrado. Todavia, ela é a minha casa, meu abrigo e lugar. Nela sobrevivo e angario meu sustento, alimento esperanças, vomito decepções. Quando ela chora, estou desolado. É quando sei de suas angústias e frustrações: ela sempre sonhou imortalizada feito Macondo, Antares, Dublin, ou o Aquário das Cobras, ou mesmo aquela que Paris só é melhor à noite. Infelizmente, o único filho que se poderia considerar por ilustre, desculpe a imodéstia, sou eu aquele que é o cúmulo do anonimato entre os inúteis. Triste sina, a dela. A par de tudo isso, asseguro: ela é só de nome, um distrito perdido no mapa, onde a vida mais parece desenho animado. Não há rio, deságua seus lamaçais. Todo dia e o ano todo, a vida é uma só: ou chuva, ou ensolarada, só inverno ou verão, sem meio termo, só eu e ela, meio a meio. As suas ruas, umas com nomes de santos, outras na glória dos seus vencedores, como a sua principal atração que se diga turística, a Praça Coronel Tinhoso da Gruta, montada no cume do morro, e que o povo só trata por Catombo da Bêba; ou a Travessa Prefeito Bordão que ninguém sabe ou lembra mais nem quem foi, pois a ela só se refere como o Beco do Cu da Mãe. Nela se faz de tudo: abusos, chantagens, malquerenças, arrumadinhos, blasfêmias e pirataria. Nela se mata, arranca, enterra, cavouca e revira insepultas desavenças, escabrosas vilanias, indecorosas safadezas. Só se vê o prefeito Zé Peiúdo em conchavo com os poderosos para se manter no poder, mandando o cabo distribuir lotes da beira do rio pros eleitores achegados, e os capangas a dar sumiço em tudo quanto for de putas e gays na localidade. Lá Tomé e Vitalina todas as tardes às escondidas trocam juras de amor no banco da praça deserta, e no meio de um sarro pesado são surpreendidos por ladrões que levaram seus pertences, não antes abusar libidinosamente dos dotes dela. Biritoaldo junta pules de bicho e canhotos da loteria de domingo a domingo, apelando pra sorte na esperança de arribar desse lugar odiento pra ele. Zé Corninho serra tronco das árvores a mando do dono que maldiz todo dia dos prejuízos que elas deram às suas casas e casebres que ruíram pelas raízes. Robimagaiver na maior faxina dentro de casa, juntando o que acha de imprestável na sua mania de colecionar o que lhe cai às mãos, e ao sair do aluamento joga tudo no primeiro terreno baldio que encontrar pela frente que sirva de lixão. Cada morador ama esta cidade ao seu modo: entre xingamentos, fofocas, ganâncias, bofetadas, abrindo valetas, levantando muros, promovendo intrigas. Como em qualquer lugar, os fieis rezam na igreja por suas misérias, esponsais comparecem às obrigações do coito, fossas e lixos alagando meio fio, a festa dos insetos pelos arruados emporcalhados por pôsteres e cartazes dos políticos, comemorações entre fezes de animais mortos ao relento, inaugurações entre esgotos a céu aberto, monturos e detritos, procissões pelas guaritas e lixeiras destruídas nas calçadas iguais as ruas esburacadas, passantes pra e pra cá entre os entulhos, muco, pus, catarro, santos e crucifixos, discussões entre metralhas, poças, matagal, sacos plásticos levitando aos ventos; namoricos entre moedas pelos regos com pedaços de fios, arames, vidros, cordões, retalhos, madeiras e pegadores, traições com maçanetas, parafusos, telhas, galhos, folhas e fotos, enterros entre flores, papéis, caixas, pregos, roelas, clips, caqueiras e latões, colações de grau pelas varetas, rótulos, bisnagas, cachetes e flâmulas, comícios entre botons, sacolas, sandálias, panelas e talheres, homicídios entre brinquedos, penicos, livros, balas e bulas, a vida toda entre destroços, tapumes e escombros. Cada qual se livra das broncas jogando pro lado, ou pro quintal do vizinho ou soltando na primeira esquina: agora o problema é dos outros. A cidade que chore, definhe, apodreça, cada um que se vire, resolvendo o seu, o resto se dane. A cidade é o retrato do povo que nela habita. Até que um dia, por desgraça do destno, enforcou-se o último alagoianhandubense com as tripas do último índio que havia na redondeza. A cidade foi varrida do mapa e tudo se perdeu numa brecha do tempo para nunca mais. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

BODAS DE SANGUE DE LORCA
(Minutos antes acabam de partir o noivo e sua mãe, que vieram pedir a mão da noiva em casamento e deixaram presentes). CRIADA Estou louca para ver os presentes. NOIVA (áspera) Sai! CRIADA Ai, menina, deixe eu ver! NOIVA Não quero. CRIADA Ao menos, as meias. Dizem que são todas rendadas! NOIVA Já disse que não! CRIADA Por Deus. Está bem. É como se não estivesse com vontade de casar. NOIVA (mordendo a mão com raiva) Ai! CRIADA Menina, filha, o que você tem? É pena de deixar tua vida de rainha? Não pense nessas coisas tristes. Tem algum motivo? Nenhum. Vamos ver os presentes. (apanha a caixa) NOIVA (agarrando-a pelos pulsos) Larga. CRIADA Ai, mulher! NOIVA Larga, já disse. CRIADA Tem mais força que um homem. NOIVA Não tenho feito trabalho de homem? Antes eu fosse! CRIADA Não fale assim! NOIVA Cale-se já disse. Vamos mudar de assunto! CRIADA Você ouviu um cavalo ontem à noite? NOIVA Que horas? CRIADA Às três. NOIVA Era algum cavalo solto? CRIADA Não era, tinha cavaleiro! NOIVA Como você sabe? CRIADA Porque eu vi. Estava parado na sua janela, estranhei muito. NOIVA Não seria o meu noivo? Algumas vezes ele passa essa hora! CRIADA Não. NOIVA Você o viu? CRIADA Vi. NOIVA Quem era? CRIADA Era Leonardo. NOIVA (forte) Mentira! Mentira! O que veio fazer aqui? CRIADA Veio. NOIVA Cale-se! Maldita seja a sua língua! CRIADA (à janela) Olha. Chega aqui! Era? NOIVA Era.
Trecho da peça teatral Bodas de Sangue (Agir, 1968), do poeta, dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca (1898-1936). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Ganhar o mundo no rumo das ventas, O mito e a política de Jean-Pierre Vermant, a literatura de Cesare Pavese, a pintura de Eugène Delacroix & Caroline Vos, a música de Wagner & Hélène Grimaud aqui.

E mais:
Brincarte do Nitolino, o Tratado Lógico-Filosófico de Ludwig Wittgenstein, o Teatro Futurista de Filippo Marinetti, a literatura de Azar Nafisi, a pintura de Eugène Delacroix, a música de Nelson Freire, a fotografia de John De Mirjian, Augustine de Charcot, a arte de Stéphanie Sokolinski, a cangaceira Dadá & Maria Iraci Leal aqui.
Do espírito das leis, de Montesquieu aqui.
Caxangá, a literatura de Cervantes & Lima Barreto, o Abstracionismo & Vassili Kandinsky, a música de Sainkho Namtchylak, o cinema de Anthony Minghella & Gwyneth Kate Paltrow, a pintura de Guido Cagnacci, a arte de Adelaide Ristori & Clara Sampaio aqui.
A poesia de Gabriela Mistral & William Wordsworth, a literatura de Gregório de Matos Guerra & Ana Miranda, o cinema de Krzysztof Kieslowski & Irène Jacob, a música de Ravi Shankar & a pintura de Almada-Negreiros aqui.
Brincarte do Nitolino & Lendas do Nordeste, Buda, O caso Anna O de Freud & Bertha Pappenheim, A fenomenologia de Edmund Husserl, a poesia de Basílio da Gama, o teatro de Edmond Rostand, a pintura de Sergei Semenovich Egornov, a música de Steve Howe & a arte de Anne Brochet aqui.
O que deu, deu; o que não deu, paciência, fica pra outra, A teoria das emoções de Jean- Paul Sartre, a literatura de Dyonélio Machado, O fim da modernidade de Gianni Vattimo, a pensamento de Friedrich Nietzsche, Neurofilosofia & Neurociência, a música de Laurence Revey, a pintura de Fernando Rosa & Jonas Paim, a fotografia de Faisal Iskandar & O sisifismo na segunda de outra semana aqui.
Para quem vai & para quem vem, A filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin, a Fenomenologia & o fenômeno de Armando Asti Vera, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Djavan, a fotografia de Gal Oppido, a pintura de João Evangelista Souza, A pancada insólita se alastra na culatra: viver, a arte de Luciah Lopez & Elciana Goedert aqui.
Se o sonho pra se realizar está custoso demais, paciência..., As origens da vida de Jules Carles, Elementos da dialética de Alexander Soljenítsi, a poesia de Gilka Machado, a música de Álbaro Henrique, a fotografia de Camila Vedoveto, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, As torturas prazerosas de Quiba, Aos futuros poetas de J. Martines Carrasco, a arte de Fernando de La Rocque & Fernando Nolasco aqui.
Quando a poluição torna o ar irrespirável, a vida vai pro beleleu, O mundo de Albert Einstein, a literatura de Imre Kertész, a Educação de Dermeval Saviani, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Mafalda Veiga, A pluralidade cultural de Manuel Diégues Júnior, a fotografia de Eustáquio Neves, a pintura de Evelyn Hamilton, a fotografia de Cida Demarchi & Os erradios catimbós de Afredo aqui.
Quem, nunca aprendeu a discernir entre o que é e o que não é, jamais aprenderá a votar, a literatura de Marguerite Duras & Stanislaw Ponte Preta, o pensamento de Friedrich Nietzsche, O combate à corrupção, a música de Miriam Ramos, o Conhecimento de Cipriano Carlos Luckesi, a arte de Lenora de Barros, a fotografia de Ed Freeman, Luciah Lopez & O amor é tudo no clarão dos dias e na escuridão das noites aqui.
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A arte da pintora, fotógrafa, escultora, performer e artista visual cubana María Magdalena Campos-Pons.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: [...] Sinto-me por vezes desanimado quando vejo que, após investir muito tempo na coleta de detalhada história médica que me diz exatamente o que há, o paciente de mostra incrédulo. Mas, quando o levo para minha sala de exames, onde tenho a um canto um antiquado fluoroscópio com intensificador de imagens, máquina cujo painel de instrumentos se assemelha ao de um avião, o paciente fica impressionado e posso imaginá-lo dizendo com seus botões:”Ah, que bom estar num consultório tão bem equipado”. Ou talvez: “O doutor vai usar comigo essa máquina maravilhosa?”. A fé pueril na magia da tecnologia é uma das razões pelas quais o público vem tolerando a desumanização da medicina. [...].
Trecho da obra A arte perdida de curar (Peirópolis, 1998), do médico, professor e inventor lituano Bernard Lown, que só aceitou o Prêmio Nobel da Paz de 1985 em nome dos Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear, que fundou com o cardiologista russo Yevegeny Chazov.
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terça-feira, abril 25, 2017

EINSTEIN, CAETANO, RUTH RACHOU, AMOR EM SAMPA & ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS

ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Entre o espelho e a foto, a vida por um fio: do cordão umbilical ao esquecimento, quantas lembranças de menino do quintal nas rodagens de Badalejo: o carro de boi trazia novidades. Quando não, o olho nas fechaduras e nos manequins de mulher nua, quanta correria. parece que foi ontem, paisagens outras: quintais e troços que nem existem mais. A Rua do Rio se perdeu no tempo, o ginásio municipal ainda incendeia o moleque que queria atravessar o rio Una e o Pirangi, o canavial até o pescoço, coisas de mãos dadas e a vista no chão. Ainda sou no carinho de Pai Lula e Carma nos brinquedos da tarde por manhãs e noite, na garupa do cavalo de vô Arlindo e na reinação pela bodega de vó Benita, vou como sou: ambulante de Deus. Tudo era mais que zorra no rádio de pilha colado ao pé do ouvido cantando de tudo e a imaginação na fantasia do artista nos palcos da vida e aplausos. Não menos me metia nas peladas dos campinhos e o perna de pau no futebol como se fosse um craque da seleção de 70. Queria tudo, tudo ao alcance da mão e o reino do faz de conta desde o teatro no colégio, a música na varanda de Gulu, a filosofia nos copos, a vida pelas calçadas das ladeiras, o cinismo bobo de todas as errâncias, a arte a pulso e contra tudo e todos: fragmentos de mim, pedaços de quimeras que ruíram do tédio e das lassidões, simulacros, parafilias. Ah, entre cães raivosos e mugidos, eu seguia a toda pelos matagais entre estampidos, caçotes, mosquitos, piparotes. Muitos alaridos que vinham de longe pras galhofas, pedradas nas vidraças e pés na bunda, maior bagaceira! Coisas que não aprendi a lidar entre moitas, chãs e capoeiras. Seria mané-gostoso, não fossem tantas travessuras e maloqueragens na expectativa do improvável e solos de violas pras aspirações impossíveis, quantos sonhos no horizonte flutuante, esmurrando ventos, chutando lata, olhando pro relógio a hora de ir e achar a tabela periódica um tabuleiro de jogo, a invasão de domicilio por cima do muro, o quase não se conter em si na Festa do Dia 8, presepadas e carrosséis. Dos garranchos pra péssima caligrafia havia o tombo das sentenças, registro de processos e protocolos de intimação – o direito nem passava pela cabeça, um destro cabeça nas nuvens e anjo torto às esquerdas. Quase sempre correria me safando dos pintos na gaveta, as noites insones, as queimações de filme, a fotografia 3x4 e tantas perguntas adivinhando respostas, closes e poses, caras e lugares. Em qualquer esquina eu me valia do que desse com as mulheres da rua, cocô de pombos, louco varrido no meio de pilhérias pelo lamaçal do barro, as rieiras e trilhas no capinzal, o arame farpado e avelois, putas, caboetas e cheleleus. Haja vista os que se foram pra nunca mais, outros se perderam nos atalhos e vielas, amigos que se tornaram inimigos e eu nem sabia disso – a gente nunca se lembra do que faz aos outros, só ao se dar conta de que todos sumiram, ou se afastaram de fininho e não sobrou ninguém pra servir de ombro ou mão em socorro. Parece até que tudo foi pro beleleu, quantas rememorações no travesseiro tentando fugir do Hades, como quem se esquece do ruim e só lembrar das boas no clique do tempo que para pro Dorian Gray. Quantos risos, choros esquecidos, o pior é ter que recuperar o tempo perdido e correr atrás, a reconstrução das perdas nas imagens distorcidas: lembranças vivas nas molduras da memória, sensações recorrentes de que tudo parou, apesar de tudo mudado, déjà-vu: sonhos e pesadelos reais na data da carteira de identidade, bilhetes e cartas perdidas, quantas extraviadas, tantas segredadas que não seguiram pros destinatários, gente da mais alta estima, as recordações e o abandono, eu acho, envelheci. Dentro de mim a criança teima em brincar e fugir. O espelho diz que não, nem vi o tempo passar na condenação de esquecido. Parece que tudo foi ontem, mesmo. Eu nem sabia, até. Ah, se tenho passado é porque vivo, estou perdido e vou adiante. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

AMAR A CIDADE
O musical Amor em Sampa (2016), dirigido por Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli com roteiro da Bruna Lombardi, vale mais as cinco histórias que transitam com pano de fundo: a campanha de amor à cidade. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e Avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi da dura poesia concreta de tuas esquinas, da deselegância discreta de tuas meninas.
Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João.
Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho, nada do que não era antes quando não somos mutantes e foste um difícil começo
Afasto o que não conheço e  quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba mas possível novo quilombo de Zumbi e os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa.
Sampa, música do álbum Muito – dentro da estrela azulada (Universal Music, 1978) compositor, cantor, produtor, arranjador e escritor Caetano Veloso. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Dois quentes & um fervendo, a poesia de James Joyce, A música viva de Koellreutter & Carlos Kater, a pintura de Jan Sluijters, a arte de Karel Appel, a música de Brahms & Giorgia Tomassi aqui.

E mais:
Exercício de admiração de Emil Cioran, Abril despedaçado de Ismail Kadaré, o teatro de Meyerhold, a arte de Fridha Khalo, a música de Badi Assad, a pintura de Karel Appel, o cinema de Carla Camurati & Marieta Severo, Carlota Joaquina & Clube Caiubi de Compositores aqui.
Doro na Caixa do Fecamepa aqui.
Constitucionalização do direito penal aqui.
Literatura Infantil, a poesia de Hermann Hesse, o teatro de Constantin Stanislavski, Leviatã de Thomas Hobbes, o cinema de Krzysztof Kieslowski & Juliette Binoche, a música de Tom Jobim & Lee Ritenour, Tiquê: a deusa da fortuna, a arte de Bette Davis, a pintura de Jean-Honoré Fragonard & Alexey Tarasovich Markov aqui.
O lado fatal de Lya Luft, a literatura de Marcia Tiburi, Afrodite & o julgamento de Páris, a música de Diana Kral, o teatro de Cacilda Becker & José Celso Martinez Corrêa, o cinema de Krzysztof Kieslowski & Julie Delpys, a arte de Jeanne Hébuterne, a pintura de Débora Arango & Enrique Simonet aqui.
A salvação bidiônica depois da bronca, o pensamento de István Mészarós, Mal de amores de Ángeles Mastretta, Horror econômico de Viviane Forrester, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a pintura de Auguste Chabaud, a música de Tatjana Vassiljeva, a arte de Lia Chaia & Wesley Duke Lee aqui.
Colocando os pingos nos iiiiis, A teoria da viagem de Michel Onfray, Discurso & argumentação de Débora Massmann, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Neurofilosofia & Neurociência, a música de Natalia Gutman, a poesia de Viviane Mosé, a fotografia de Cris Bierrenbach, a arte de Mira Schendel, Conversa de bar & filho não reconhece pai & Quando se pensa que está abafando, das duas, uma: ou contraria ou se expõe ao ridículo. Cadê o simancol, meu aqui.
A gente tem é que fazer, nunca esperar que façam por nós, O enigma do artista de Ernest Kris & Otto Kurz, Os catadores de conchas de Rosamunde Pilcher, As viagens de Marco Polo, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, Respeito aos idosos, a música de Silke Avenhaus, a arte de Beth Moyses & Antonio Saura, Os passos desembaraçados nos emaranhados caminhos & Quando os ventos sopram a favor, tudo fica mais fácil aqui.
Que coisa! Quando eu ia, todos já voltavam, a poesia de Sylvia Plath, Estruturas sociais da economia de Pierre Bourdieu, Rede e movimentos sociais de Maria Ceci Misoczky, Gravidez na adolescência de Laura Maria Pedrosa de Almeida, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, a música de Coeur de Pirate, a arte de Luciah Lopez, O feitiço do amor & Quando algo der errado, não adianta chilique: cada um aprende mesmo é com suas escolhas aqui.
No reino da competição todo mundo tem de ser super-homem – o ser humano não é nada, As causas da pobreza de Simon Schwatzman, A crise da educação de Hannah Arendt, a literatura de Abraham B. Yehoshua, Aprender e suportar o equivoco de Clemencia Baraldi, A gaia ciência de Friedrich Nietzsche, A primeira paixão de Ximênia, a música de Ernesto Nazareth & Maria Teresa Madeira, a pintura de Arturo Souto & Mikalojus Konstantinas Ciurlionis aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
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ARTE
arte da bailarina, atriz, coreógrafa, diretora e professora Ruth Rachou.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Quando agredida, a natureza não se defende: apenas se vinga, pensamento do físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955).
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segunda-feira, abril 24, 2017

BACHELARD, ROGEL SAMUEL, GÉRÔME, WENDY ARNOLD, DE HOMENS, BICHOS & FERAS.


DE HOMENS, BICHOS & FERAS - Imagem: Diógenes (1860), do pintor e escultor academicista francês Jean-Léon Gérôme (1824-1904) - Ainda ontem eu vi o velho Diógenes com sua vigilância e inseparável lanterna pelas ruas de Sinope e alguém lhe perguntou: pra onde vai, mestre, com essa lanterna acesa em plena luz do dia? Procuro um homem com agá maiúsculo. Virou gay, mestre? Não, pra sua mãe, gafanhoto. Mestre! E retirou-se resmungando: melhor pedir esmolas às estátuas. Nesse contratempo, surge o ameaçador e poderoso Xandão Pistola, com sua cara de mi bordão a indagar do velho com ar de repreensão: o que espera do futuro, Diógenes? Para quem saiu do barril e só tem um alforje, um bastão e uma tigela, só espero que não me tire o que não me pode dar. Estranhou Xandão aquela resposta, só entendendo ao ser empurrado pro lado, retirando a sombra que fazia para que o idoso pudesse sentir a luz do Sol em sua pele. Prevendo a tragédia, o discípulo logo acorreu para apaziguar: Não ligue, senhor Xandão, o velho não anda bem da cabeça. Se eu não fosse Xandão, poderoso e rico, eu queria ser Diógenes, admiro a sua coragem. E saiu como uma nuvem negra que vai atemorizar outras paragens. Ao se virar, o discípulo flagra o mestre se masturbando diante da uma estátua nua em plena via pública: mestre, o que é que é isso? Que porra é essa, mestre? O senhor enlouqueceu? Indiferente, respondeu: que pena não se possa viver apenas esfregando a barriga. Mestre, isso é crime! Ah, gafanhoto, quanta gente-lesma se arrasta reprimida e desencorajada a se enojar dos seus próprios excrementos sem se envergonhar dos seus imundos roubos do que é dos outros e querem tudo só pra si; quanta gente-papagaio que é só tagarela repetindo o que bebeu na boca dos outros e se torna pior que as cantigas de grilo remoendo no juízo só pro engano que querem perpetuar; quanta gente-maribondo ferroando a paciência alheia a ensinar o que já se sabe e tirar de quem nada mais tem; quanta gente-cupim a corroer o erário público em nome de uma riqueza que diz ser de todos e que é só pro gozo de si mesmo; quanta gente-vagalume que precisa de luz e plateia para enganar a todos com seus pesadelos mais profundos e sua infelicidade na peçonha que faz todos serem infelizes; quanta gente sangue de barata que não passa de um bando de traiçoeiros tubarões wobbegong nas cruzetas dos sicários, a prear tudo pros seus latifúndios infindáveis; quanta gente-louva-a-deus que se julga a maior tropa de escolhidos dos céus para cometerem as maiores ignomínias em nome da fé e da moral; quanta gente-escorpião com seu rabo homicida a promover discórdias e confusões; quanta gente-lagartixa para servir de lambecus dos dominantes; quanta gente-caranguejo aprisionados por cordas invisíveis, cada qual puxando pra direções opostas na maior das confusões e equívocos; quanta gente-urubu pra se servir da carniça dos miseráveis corrompidos; quanta gente-abutre que abduzem desmiolados pra escravaria; quanta gente-serpente a destilar veneno pra desunião; quanta gente-pavão tão camaleônica a ponto de enganar a todos e a si mesmo; quanta gente-gambá que fede por dentro e por fora e se entope dos aromas para perfumar sua fedentina na luxuria da sociedade corrupta. O que pode ser pior, gafanhoto? Mas o senhor está colocando tudo num mesmo balaio, mestre, ricos e pobres? Não há onde cuspir na casa de um rico, senão na cara dele mesmo! Ah, mestre, existem pessoas boas no mundo! Não duvido, gafanhoto, só não encontro uma, só Fabos. Quem são esses, mestres? Fabricantes de bosta, só o que sabem fazer, comboio de patetas. Mestre! Um dia, os insetos que empestam a vida de todo mundo se reuniram protestado por serem presas dos seus predadores. O aniquilador respondeu: faço isso pra sobreviver e, ao mesmo tempo, aproveitou pra protestar a cadeia alimentar, porque apareceu o homem e fodeu com tudo, derrubando árvores, desmatando pra bagunçar com tudo, matando bichos e feras pra se alimentar e comerciar, escravizando o próprio humano pra se deliciar com a desgraça de tudo, Homo homini lúpus. Mestre, mestre... ah, gafanhoto, prefiro o meu barril que viver como todos: enrustidas lagartas que rastejam com a borboleta aprisionada, por completa falta de coragem de libertá-la, dias piores virão. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

 O que acreditamos saber, claramente ofusca o que deveríamos saber.
Trecho da obra A formação do espírito científico (Contraponto, 1996), do filósofo, crítico literário e epistemólogo francês Gaston Bachelard (1884-1962). Veja mais aqui, aqui e aqui.
[...] Para que memorizar, se máquinas podem fazê-lo melhor e mais rapidamente do que nós? De que adianta conhecer um teorema ou uma receita, se podemos acessá-los facilmente na web? Mas será que devemos concluir que a sociedade da informação conduz a uma sociedade caracterizada pela amnésia e ignorância? Não. A pergunta “quem sabe?” só terá perdido a relevância se confundirmos informação com conhecimento [...] O conhecimento inclui dimensões sociais, ética e políticas que não podem ser reduzidas à tecnologia. Uma sociedade que fosse exclusivamente de informação seria um conjunto de enormes redes interligadas, eficazes e ágeis, mas que não iria produzir inovações [...] Sem o intercâmbio do conhecimento não podem existir avanços econômicos, científicos ou políticos de monta em nível local, regional ou global. A partilha equitativa do conhecimento será a origem da riqueza do amanhã.
Trecho do artigo Quem sabe (Tendências e Debates - Folha de São Paulo, 2003), do sociólogo alemão Jérôme Bindé e do filósofo francês Jean-Joseph Goux. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Parece que foi ontem ser pai no aniversário da filha, a literatura de Erza Pound, Enterrem meu coração na curva de um rio de Dee Brown, a música de Percorso Ensemble & pintura de Fernand Khnof aqui.

E mais:
Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, a literatura de Ítalo Calvino, Mademoiselle Fifi de Guy de Maupassant, Mandrágora de Nicolau Maquiavel, Serge Gainsbourg & Jane Birkin, a música de Cole Porter, os Poemas de amor de Ivo Korytowski, a arte de Maria de Medeiros, a pintura de Odilon Redon & a coreografia da Quasar Cia de Dança aqui.
Ginofagia: quatro poemetos em prosa de paixão por ela & a pintura de Victoria Selbach aqui.
A arte musical de Ruthe London & outras dicas tataritaritatá aqui.
A honra dos sertões à morte, a literatura de Euclides da Cunha, O julgamento de Frineia, Amarcord de Federico Fellini, a música de Amedée Ernest Chausson, a pintura de Antonio Parreiras, a poesia de Ana Terra & Programa Tataritaritatá aqui.
A filosofia na alcova de Marquês de Sade, a necessidade neurótica do amor de Karen Horney, O tambor de Günter Grass, a música de Chico Buarque, o teatro de Maria Clara Machado, a pintura de Larry Vincent Garrison, a arte de Angela Winkler, a poesia de Luiz Edmundo Alves & o blog de Monica & Monique Justino aqui.
O caso Dora de Freud & Ida Bauer, Contos do Panchatantra, O amante de Marguerite Duras, o teatro de Molière, a música de Muddy Waters, o cinema de Jean-Jacques Annaud & Jane March, a pintura de Maurice de Vlaminck & a Deusa Cibele aqui.
A menstruação mental do Robimagaiver puto da vida, A realidade e os sonhos de Muriel Spark, O mundo da vida cotidiana de Peter L. Berger & Thomas Luckmann, A sociologia econômica de Mark Granovetter, a música de Han-Na Chang, a arte de Marina Abramović, a fotografia de Greg Gorman & Alfred Cheney aqui.
A correnteza do rio me ensinou a nadar, A flor azul de Penelope Fitzgerald, A juventude e as tecnologias de Beatriz Polivanov e Vinicius Andrade Pereira, Intereções e redes na sociedade de Denise Najmanovich & Elina Dabas, a música de Karlheinz Stockhausen & Suzanne Stephens, a arte de Yayoi Kusama & Robert Rauschenberg, a coreografia de Anita Berber, a arte de Otto Dix & Sue Halstenberg, Palmares & Rio Una aqui.
O amor todo dia e o dia todo, O homem ativo & o intelectual de Antonio Gramsci, a literatura de Samuel Rawet, A dialética do concreto de Karel Kosik, a música de Madeleine Peyroux, a fotografia de Rory Banwell, a arte de Luciah Lopez, a pintura de Serge Marshennikov & Amélia Toledo aqui.
Entre topadas e escorregões, eu insisto, persisto, resisto e até persevero, A poesia brasileira de Antonio Cândido, História de um louco amor de Horacio Quiroga, O espelho da alma de Marilena Chauí, a música de Catherine Ribeiro, a coreografia de Caralotta Ikeda, a pintura de Anders Zorn, a fotografia de Spencer Tunick & Maureen Bisilliat aqui.
Poesia não deu, só noutra, o pensamento de Friedrich Nietzsche, a literatura de Nadine Gordimer, A gaia ciência de José D 'Assunção Barros, a música de Dulce Pontes, a fotografia de Kharlos Cesar, a arte de Giovanna Casotto & Jeju Loveland aqui.
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O AMANTE DAS AMAZONAS, DE ROGEL SAMUEL
[...] Quando a urutu pica, dói muito e incha a carne, que vai ficando escura e roxa, até o aparecimento da hemorragia e da morte. Já a picada da cascavel ataca o sistema nervoso central, a dor desaparece, a vista se perturba, vai ficando cega lentamente, começa a perder os movimentos do corpo, a princípio os dedos. Aí vêm dores na nuca, cada vez mais fortes, a paralisia vai subindo, a gente via ferver o progresso da morte, das extremidades para o centro, o corpo ficando rijo, duro, a morte vem pela rigidez viscosa, por asfixia, quando o diafragma enrijece. A morte vence o corpo, e a coral, obra de ourivesaria, é linda, vermelho-amarelo, cores vivas, e presas curtas, mas raramente pica. Mas não seja enganosa esta beleza, pois picando, mata. Mas pior de todas é a surucucu, grande, agressiva, forte e que, ao contrário das outras, vem e ataca. Tem muito veneno e permanece na tocaia das margens escuras de rios e lagos [...].
Trecho do romance O amante das amazonas (Itatiaia, 2005), do escritor, professor doutor em Letras, webjornalista e colunista cultural, Rogel Samuel, que edita o blog Literatura e foi entrevistado por mim no Guia de Poesia – O referencial Humano. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: a arte da artista plástica neozelandeza Wendy Arnold.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sábado, abril 22, 2017

O BRASIL & OUTROS BRASIS, SICKO DE MOORE, SOS SAÚDE & BEATRICE TOSI.

O BRASIL & OUTROS BRASIS -Tem Brasil pra todo gosto, quem manda é o freguês. Todo mundo está careca de saber que tem o Brasil pra FIFA, pra Fórmula 1, pras Olimpíadas, tem até o mundo todo dentro do Brasil. Duvida? Tem o das tantas e muitas crenças e cultos, dos tantos e muitos carnavais, de todas as ideologias, das loterias & apostas, das festas de dia santo e feriados, das ondas de todas as modas, das gafes e chistes, da hipocrisia e falso moralismo, do que se diz que é e não é, do que não se diz e é, da propaganda enganosa, do BBB, dos telejornais – que apesar da espetacularização e da instantaneidade, mostra só uma banda das bandas: os interesses dominantes; tem o da roubalheira e das belezas naturais poluídas; o dos políticos que abusam do óleo de peroba, o das florestas que quase nem existem mais; o dos novos ricos e falidos metidos a besta; o das epidemias de todos os tipos de epidemias que logo viram calamidade pública e até as que foram erradicadas ou as que nunca existiram e aparecem assim do nada de repente quando menos se esperava; tem o dos helicópteros e dos recordes negativos, o dos remédios e placebos de ocasião, o da soja, o da cana, o do ouro que ninguém sabe de onde vem, o do tráfico de tudo, o da formação de todas as quadrilhas, o dos fazendeiros e latifundiários de todas as monoculturas, o dos bacanas, o dos salafrários, o dos sacanas e o dos usurários, e tantos muitos outros que se misturam e se renovam na mais inovadora diversidade. Tem Brasil de todo tipo: o do primeiro mundo que é só de fachada, o do segundo mundo pras arrumações dos seletos e servir ao primeiro, e o terceiro que é a tragédia de tudo e ninguém faz nada porque não se vê no meio da desgraça, mas que serve ao primeiro e ao segundo, sim senhor, tudo certo, muito bem. Tanto é que em uma pesquisa os brasileiros foram indagados: - Você é feliz? Sou, dentro da minha realidade, sou (e essa a resposta da esmagadora maioria consultada de norte a sul, leste a oeste do país). E o brasileiro é feliz? Nunca, nunquinha (resposta de 100% dos entrevistados). E você nasceu e vive aonde mesmo? Nasci e vivo no Brasil (idem anterior). E é? Eu, hem!?! Que coisa! Pois é. O Brasil de verdade, esse é pouco, senão minimamente mostrado, afora o que não é nem cogitado quanto menos visto – mesmo que se veja ou esteja a um palmo do nariz é ignorado. Tem até o Brasil dos invisíveis, esse o maior de todos: ninguém vê, não sai na telinha, é reprimido e expulso pras escondidas periferias e pendurados na beira de qualquer morro em qualquer cidade desse Brasilzão afora, sem contar com a que ninguém vai ou nem quer saber. Se tantos ou muitos, ainda é pouco. Na verdade, por trás de cada um há outros Brasis. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

O BRASIL & OUTROS TANTOS BRASIS
O Brasil é o país da violência institucional. As primeiras e principais vítimas: todo cidadão e cidadã deste país que, inevitavelmente, precisam dos serviços públicos. Os servidores são conscientemente algozes dos primeiros e, inconscientemente, as segundas vítimas de um sistema perverso que permeia a engrenagem de toda disfuncional burocracia brasileira que só serve pra uns poucos milhares de gatos pingados lavarem a jega. (LAM)

Veja mais sobre:
O Brasil na festa do Fecamepa, a música de Marlos Nobre, a literatura de Anna Bolecka, a arte de Adriana Varejão & Sophia Monte Alegre aqui.

E mais:
Numa roda de choro, Chorinho brejeiro de Dalton Trevisan, Almanaque do choro de André Diniz da Silva, a música d’O Charme do Choro, a pintura de Marina Bonifatti & Sérgio Marques da Silva Júnior aqui.
O jacaré & a princesa, Catxerê, a mulher estrela, a Metafísica de Immanuel Kant, Lolita de Vladimir Nabokov, a música de Bach & Yehudi Menuhin, o teatro de Thomas Stearns Eliot, o cinema de Éric Rohmer, a arte de Mae West. a pintura de Paul Sieffert, Domingo com Poesia & Natanael Lima Júnior aqui.
Aurora nascente de Jacob Boehme, a Teoria Quântica de Max Planck, o teatro de William Shakespeare, a música de Pixinguinha, o cinema de Michael Moore, a pintura de Marcel René Herrfeldt, a arte de Brigitte Bardot & a Biopoesia de Silvia Mota aqui.
Educação & direito ambiental porque todo dia é dia da terra aqui.
Eu & ela naquela noite todas as noites aqui.
O evangelho de José Saramago aqui.
Günther Jakobs & o direito penal do inimigo e do cidadão aqui.
Educação Infantil, a psicologia de Abraham Maslow, a música de Sergei Rachmaninoff, a poesia de Nauro Machado, a pintura de Edgar Leeteg, A pesca das mulheres, a arte de Luz del Fuego & Lucélia Santos aqui.
O teatro de William Shakespeare, a literatura de Émile Zola & Hans Christian Andersen, Casanova de Fellini, a música de Emmylou Harris, a escultura de Harriet Hosmer, a Rainha Zenóbia, a pintura de Max Ernst & Contos de Magreb aqui.
Até onde o amor levar, Sidarta Gautama, o teatro de Constantin Stanislavski, a música de Maria Rita, a escultura de Carlos Baez Barrueto, a pintura de Clare Rose, Luciah Lopez & a poesia de Ieda Estergilda de Abreu aqui.
Da vida, meio a meio, O suicídio de Karl Marx, a poesia de Mário Quintana, a música de Girolamo Frescobaldi & Jody Pou, A estrutura do todo de Andras Angyal, a fotografia de Mário Cravo Neto, a pintura de Mario Zanini & Arna Baartz aqui.
O poema nasce na solidão, a poesia de Adélia Prado, a psicanálise de Carl Gustav Jung, a psicologia educacional de David Ausubel, a arte de Salvador Dali & Cristiana Reali, a música de Cynthia Makris, a pintura de Catherine Abel & Luciah Lopez aqui.
Andejo da noite e do dia, O caminho interior de Graf Dürckheim, A cultura da educação de Jerome Bruner, a poesia de Giuseppe Ungaretti, a música Ricardo Tacuchian, a fotografia de Ana Carolina Fernandes, a coreografia de Célia Gouvêa, a pintura de Tess Gubrin & Kerry Lee aqui.
Nunca fui e quando inventei de ir não era pra ter ido, A pedagogia do sonho de Paulo Freire, O narratário de Vitor Manuel de Aguiar e Silva, a literatura de Tessa Bridal, a música de Quinteto Violado & Dominguinhos, a escultura de Pedro Figueiredo, a arte de Marcela Tiboni & a pintura de Victoria Selbach aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

SICKO: A SAÚDE DE LÁ – E A DE CÁ, COMO SERÁ?
Sicko (S.O.S. Saúde, 2007), drama independente do cineasta Michael Moore que trata do sistema de saúde dos Estados Unidos, analisando as crises e observando porque milhões continuam se seguro saúde adequado para tratamentos. PS: Se lá que é lá é assim, como será aqui no Brasil? Veja mais aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: arte da artista italiana Beatrice Tosi.
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sexta-feira, abril 21, 2017

HANNAH ARENDT, EGOROV, HANLEY & AGANOCÊ

AGANOCÊ: O POEMA FEITO PROSA DE AMOR – Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Sou coração na mão, carne esquartejada, andarilho errante na noite pavorosa dos dias imensos, a mendigar pousada para minhas andanças no seu coração nu deitado ao Sol. Ouço em voz alta a respiração dos segredos que delineiam seu corpo e me provocam arguto sedutor, a perseguir cada mínimo fluir de sua fruição provocante, a me fazer descarga além da vontade de viver desembaraçado por seus entornos, que me fazem viandante ao eterno retorno do que sou em você. Uma vez e mais vezes tantas fui o primeiro a tocar a pele do seu poema vivificante e nele revivi a embriaguês do vinho nobre na satisfação de entontecer e celebrar a mais lúcida das alucinadas sensações de viver e amar, para rastejar novamente do fim ao ponto inicial de cada ato indispensável. Instantes eternizados na minha fome e sede, fizeram de você a estrela que se deseja por guia e a perseguir noitedia as tantas veredas que me levam ao futuro prometido de aportar no cais de sua morada eterna. Nela é tudo começo e recomeço com idas e voltas à porteira do mundo e refaço contumaz a vez primeira pela milésima vez, como se não bastasse apenas ter de ir ou ficar, mas ir e vir para reviver o novo de sempre e a novidade da revisita. Tudo é extremamente inigualável, por ter sido o que foi e é no que será cada vez provado, cada vez sentido, cada vez saboreado como um novo gosto na mesma tigela sedutora e inesgotável. Emerso, restauro o fôlego para tibungar afoito recorrente no paroxismo dos seus versos transbordantes que saltam da sua boca, seios, ventre, e me enredam nas suas aconchegantes súplicas e inescapáveis seduções. Inteiro e firme sou aquele que chegou para ficar e fazer morada pra sair e voltar pela calada da noite dos seus murmúrios e me aninhar pelas manhãs saltitantes de sua euforia receptiva e surpreendente. Renovando a vida a cada dia no que sou em você, perfilados, meu sexo no seu, somos agá, a ponte entre o presente e a entrega, onde aprendo a pôr pedras para edificar o abrigo onde achei o que perdi, juntando meus pedaços a se completar no seu ser de mar aberto. O que ganho não se perde, a fonte perene de sua carne recrudesce a minha língua entre seus lábios e meu falo revivendo no seu fogo e flama, inexplicáveis e vivificantes e arrebatadoras sensações de infinitude e amplidão. Meu coração das minhas mãos pro seu, vai longe suas entranhas para ser reinação e festa no que de seu me pertence para devolver mutuamente até não saber mais o que é de meu e seu por ser minha. Vai mais e longe além porque meus braços envolvem sua esplendorosa feitura torsal, deslizando sua magnânima sinuosidade dorsal, a desconhecerem o que perto ou longe se faz entre o querer e o prazer. Ouço sua voz e a poesia é viva em meu ser, porque cada palavra brota de novos versos e reversos de sua manifestação mais íntima para se realizar no que de mim é mais que sentimento. Cada verso renovado e o cheiro de sua flor, cada sílaba e o perfume do seu roseiral, cada palavra que me chega e o suor de sua magnífica exalação, recompõe meu ser e me faz seu poema transformado em beijos que lhe distribuo aos montes. E teimoso requerente eu refaço trajeto no que é de seu pra mim, com zilhões de novos beijos, ternura antiga e zis afetos para sermos festa a toda hora e o dia todo, vivendo a nossa orgia viva e transbordante. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Toda dor pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história.
Pensamento da filósofa política alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906-1975). Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
A terra & o porvir da humanidade, Fecamepa, a pintura de Paul Gauguin, a música de Nivaldo Ornelas & a literatura de Adelino Magalhães aqui.

E mais:
A literatura de Hilda Hilst, o teatro de Antonin Artaud, a História da Literatura de Silvio Romero, a Esfera Estética de Max Weber, a música de Al Di Meola & Cynthia Makris, o cinema de Russ Meyer & Lorna Maitland, a pintura de Ludovico Carracci, a poesia de Iramar Freire Guimarães & Programa Tataritaritatá aqui.
A literatura de Clarice Lispector, o pensamento de Emil Cioran & Hilton Japiassu, Darcy Ribeiro & Fecamepa aqui.
As fases da persecução penal brasileira e o prazo razoável aqui.
Cantarau, a poesia de Thiago de Mello & Paul Verlaine, Hannah Arendt, Melanie Klein, o teatro de José Celso Martinez Corrêa, a pintura de Francisco de Goya & Vincent Van Gogh, a música de Tracy Chapman, o cinema de Warren Beatty, a arte de Méry Laurent & Paulo Cesar Barros aqui.
Nênia de Abril, Os filhos do barro de Octavio Paz, Jorge Tufic & Rogel Samuel, o Cogito de René Descartes, a música de Joseph Haydn, o cinema de Nagisa Oshima, a pintura de William Morris Hunt & Programa Tataritaritatá aqui.
Do amor e da vida, a História da Sexualidade de Michel Foucault, a educação sexual de Isaura Guimarães, a pintura de Di Cavalcanti & Daphne Todd, a música de Giacomo Meyerbeer, a poesia de Antônio Cícero, Nascente & a entrevista de Marina Lima aqui.
Cantos do meu país, o Febeapá de Stanislaw Ponte Preta, o pensamento de Mário Schenberg, a música de Ivan Lins & Vitor Martins, o teatro de Plínio Marcos, a fotografia de Marcia Foletto, Claudia Alende & o cinema de José Mojica Marins aqui.
Pelo jeito, o doro agora vai, a literatura de Antônio Alcântara Machado, a poesia de Eugénio de Andrade, a biopsicologia de John P. J. Pinel, a música de Mary Jane Lamond, a fotografia de Harry Fayt & a pintura de Ana Maia Nobre aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A arte do escultor e fotógrafo cazaquistanês Dmitri Egorov (1869-1931).

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: art by Jack Hanley.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.