Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

SHOW PÉ-DE-SERRA



TATARITARITATÁ: SHOW PÉ-DE-SERRA – Show poético-musical reunindo xotes, baiões e forrós levando no ritmo da sanfona, zabumba & triângulo. Veja o repertório abaixo:


ABERTURA: Tataritaritatá (Vinheta) (Luiz Alberto Machado)

Cantador (Luiz Alberto Machado)

Desnorteio (Luiz Alberto Machado)

Tataritaritatá (martelada) (Luiz Alberto Machado)

Itinerância (Sonekka & Luiz Alberto Machado)

Pura Magia (Santanna o Cantador & Luiz Alberto Machado)

Farra do Biritoaldo (Luiz Alberto Machado)

Abusão (Luiz Gulu de França, Fernando Melo e Luiz Alberto Machado)

Perdi a noção de ser feliz (Félix Porfírio & Luiz Alberto Machado)


Nunca chore por mim (Santana o Cantador & Luiz Alberto Machado)






TATARITARITATÁ: SHOW DE LUIZ ALBERTO MACHADO & TRIO PÉ-DE-SERRA. Contato: 82 8845.4611 / 96064436



Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

FOLIA TATARITARITATÁ: CAMPANHA TODO DIA É DIA DA MULHER



CAMPANHA TODO DIA É DIA DA MULHER – Campanha deflagrada na promoção do cambate à violência contra a mulher, culminando com as comemorações do Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março, e Dia Nacional da Mulher, dia 30 de abril.

Confira as homenageadas pela campanha no Crônica de amor por ela, a última entrevista realizada no Varejo Sortido e o evento no Facebook.


Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

A FARRA DO BIRITOALDO




A FARRA DO BIRITOALDO


Letra & Música de Luiz Alberto Machado


Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez

Quando o cara se enfia na cachaça
Mais parece ver o mundo se acabar
Se tem guerra ele ganha na moral
Pois o pinguço jamais arreda a raça
Toda honra e macheza tá na taça
E pro resto vale tudo é carnaval.
Ele pensa que a cana é que nem água
Enche o chifre pra azeitar até a gaia
Mais parece arranchar na sua baia
Pitulcilina aliviando suas mágoas
Arremeda o valor de todas táboas
Pra que a morte na vida não lhe caia.

A primeira lapada vai pro santo
Homenagem para sua devoção
Pro capeta também por precaução,
A abrideira eleva o tranvanquante
Pois dali ele passa pra adiante
A cachaça é só sua louvação.
Tudo bem todo só socialmente
Educado que nem lá na Suíça
Mais parece com devoto pela missa
Não dá trela pra bater língua no dente
Tudo ali é só coisa de parente
Nos conformes de quem se compromissa

Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez

Na segunda lapada o sapecado
Faz boquinha no sabor do tira-gosto
Se benzendo pra ajeitar todo seu rosto
Esquentando o bico amaneirado
Cospe o bicho então pra todo lado
Pra ninguém vir tomar o que é seu posto
Faz careta pra dar vinco no pinote
Fecha o corpo pra deixar aberta a goela
É quando azeita a prensa, o zé-ruela
Alinhado está tudo em seu cangote
Todo ancho fica certo o piparote
Que ali nunca vai abrir da vela.

Na quartinha a golada do sarrafo
Alevanta a moral do pé-de-cana
Faz ali a rodada soberana
Sobre o mando do mais profundo bafo
Ele agarra as bolas do seu cacho
Aprumando a volta da carraspana
A macheza é botada logo em dia
Arreia a lenha e solta o esculacho
Chamando atenção do populacho
Manda em tudo ali na freguesia
Na maior da sua sabedoria
Vai sempre como no maior abafo.

Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez

A meiota já vem leite de onça
Acendendo de vez a lamparina
É quando o cabra mira a sua doutrina
Vai largando toda a sua geringonça
Que é fiada e feita na responsa
Que se vem do raio da silibrina
Na verdade é asneira medonha
Onde troca todo nome do defunto
Traçando tudo o que surgir de assunto
Com a cara lisa da desvergonha
Escondida vai na carantonha
Do mais abestalhado bestunto

Quando um litro já foi esvaziado
É quase porre já no meio dessa farra
As idéias já não saem mais na marra
Porque o jipe pegou desgovernado
O cara vai ficando mariado
Pelo jeito que a coisa nele agarra
É que vai endoidando o mancebo
Já cheinho que está da meropéia
Inventa ele a maior das odisséias
Castigando com o seu papo de bebo
Quanto mais ele vira o placebo
Mais aumenta a sua prosopopéia.

Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez

Lá pras tantas ele já está ramado
Esborrando de vez a mandureba
Vira rico o boca de pereba
Que já tem ali até reinado
Ele então se achando um abastado
Dono de chãs de lá de Igarapeba
E já bebinho da silva ele vai lá
Elegendo vai as sete virtudes
Chega embeiçar de chapa um açude
E um oceano inteirinho baldear
Volta após de pé pra Quipapá
Foi moleza zoar a longitude.

É quando então aparece uma tetéia
Do cabra agarrar logo a donzela
Pendurou-se com jeito no beiço dela
E jurou se casar com a mocréia
Convocou o povo todo pra platéia
Deu vazão pra manter a sua trela
E jurou seu amor pra mulé feia
Prometendo ser feliz no mar de rosa
Sapecou toda rima em sua prosa
Até se ferrar na maior teia
Foi ai que ele amolegou a peia
Pra virar baixaria escandalosa.

Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez

Ele aprontou acertando no desfeito
Danou-se pra falar muita besteira
Fabricando a maior das baboseiras
Até se dar sem o menor respeito
Foi mijando no pirão do seu prefeito
E sapecou cantada boa numa freira
Adispois lambeu a boca dum cachorro
Dançou com a mulher do seu vizinho
Meteu em tudo logo o seu fucinho
Gritou: dessa cachaça eu sei que morro
Não sei mais se fico aqui ou se já corro
O seu socorro acabou num descaminho.

Seu desmantelo fedeu que nem inhaca
Dele inventar na hora um pesque-pegue
Puxou a primeira dama para um reggae
Queria fazer sexo com a macaca
Enfiou então de vez o pé na jaca
Nem ligou quando ali levou uns bregues
Foi aí que ele pactou com o cramunhão
Fez a maior orgia no cabaré
Agarrou-se na caçola da mulher
Pra fazer a melhor da diversão
Virado estava na gota do cancão
Restou encardido lheguelhé

Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez

Quando pronto o cara tá pra lá de grogue
Vai a reboque todo cheio dos quequeos
Faz alarde de virar um escarcéu
Manda ver pra que nada ali derrogue
É ai que ele vira um mau buldogue
E a coisa mesma dá o maior créu
Chamou logo a polícia de freguês
E com isso ele armou maior barraco
De todo mundo ele apois encheu o saco
E na volta da maior da sordidez
Finda ele desgraçado no xadrez
Preso com a cara de tabaco.

Vem então a temulência da ressaca
Finda mais transido de vergonha
Escabriado com a pior peçonha
Remoída no meio de uma catraca
Viu-se todo na maior urucubaca
Na pior de todas as piores ronhas
Amarrou ali o seu bezerro novo
A caganeira arrasando no furico
Foi pagando o seu mais caro mico
O pior de qualquer insano estorvo
Viu que era um biltre babaovo
Que não valia o menor do menor tico.

Eu tomo uma, viro duas e venha três
Eu bebo todas pra cair só duma vez



Quarta-feira, Janeiro 11, 2012

GALDINO VIVE



GALDINO VIVE



Há quinze anos, o menino não era um homem só.

No horizonte do sol, era Galdino, pataxó solidário.

Na madrugada meeira, sem relicário, a brincadeira era um susto ufano, extraordinário, dava sem beiras pra cinco fulanos dali, salafrários pro suplício daqui, sem dó, a besteira de pró no ofício de reduzir nossa vida a pó.

Hoje, o meu diário triste, ainda resiste no quinhão fundiário.

Meu coração é vário, e eu vou como um beija-flor que trissa, insubmisso e real, que alça bem alto, alheio à justiça na Praça do Compromisso, Planalto Central.



Veja mais na da Campanha 15 Anos sem Galdino e muito mais na Agenda.


Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

O SOL NASCE PARA TODOS





Imagens da série Vôo, fotos de Luiz Alberto Machado.

O SOL NASCE PARA TODOS



É janeiro e o sol contempla todas as manhãs no maior exemplo de justiça que se possa imaginar. É assim como eu vejo, podendo não ser esta a mesma ótica de outros, interpretando, então, cada qual a seu modo. Este é o meu olhar.

Mesmo que leve oito minutos e meio para tocar a pele e brozeando nossas mentes, o disco alado, indiscriminadamente, reluz para brancos, pretos, cafusos, mamelucos, crioulos, mulatos, arianos, caboclos, mongóis, germanos e cores várias. Seja católico, batista, pentecostal, confucionista, judeu, quackers, budistas, anti-semitas, ateus; seja que sexo for: homo, hetero, trans, hermafrodita ou assexuado; seja flamenguista ou de que time for, ou ainda iconoclasta; seja, enfim, rico, pobre, emergente, descamisado, bem-aventurado, burguês, desafortunado, aristocrata, quem quer que seja, o seu fulgir nos dá o privilégio de constatar a maior e mais verdadeira liberdade.



Seja através do prisma de Newton ou nas citações da Cidade de Campanela, aprendemos que "o amor à coisa pública aumenta na medida em que se renuncia ao interesse particular... ninguém deve apropriar-se das partes que cabe aos outros". E mesmo sob as vicissitudes inopinadas, do etéreo brilhante devemos ter a mesma atitude de Manco Capac, o inca primeiro, que abriu os olhos e inquiriu das criaturas da ignomínia, o que esperavam de tal vileza quando o sol dava vida para serviço dos homens e vegetais e tudo do mundo.

Ou como os Maias e a bela lição de modéstia de vigoroso astro, fazendo do ser humano um ser subalterno e acidental. Fábulas maias pregam que se se nasce de noite, só se realiza ao alvorecer.


  
Irradiante, pois, nos ensina que os deuses são matinais para honrar a alma, indo, com sua majestade, do oriente ao ocidente a caminho da constelação de Lira. E eu, curaca silente, tiro minhas sandálias para sentir o chão, voltado para o leste, aplaudindo o espetáculo dos clarões da aurora dourando a vida de todos. Beijo, na catarse do momento, os primeiros raios e os guardo no meu relicário para entregá-los às mãos puras que "contemplam-no como a imagem de Deus, chamam-no de excelso rosto do Onipotente, estátua viva, fonte de toda luz, calor, vida e felicidade de todas as coisas".

Por isso, sigo fiel contrito pelas supremas hierofanias solares, colhendo no Livro dos Mortos: "o ontem me criou. Eis hoje. Eu crio amanhãs".


  
PS: “NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO”

Uma coisa é um pássaro que voa. Outra é um avião. [...] Em minha mão.... não tinha o peito de amianto. Não voaria mais, como o avião nos longos túneis de cristal do espaço”. (Vinicius de Moraes, Soneto com Pássaro e Avião).

O meu sonho nasce na vigília. A minha lucidez já é pura alucinação, isso no meio do meio dia. É o mesmo que a metafísica de Fernando Pessoa: de nada, o sonho.
Desde menino que meus olhos são oníricos: como Galileu, vivia a investigar os céus pra projetar minha odisséia de Archytas, construindo meu próprio pombo mecânico e alçar vôo, gritando como Arquimedes a descoberta da flutuação dos objetos. E chegava às conclusões de Roger Bacon numa pipa chinesa ou na carruagem aérea do rei Supama, ou nos veículos aéreos do Ramayana para chegar às alturas como Ramado do Sri Lanka até Ayodhaya, pousando em Uttakosala, ou fazendo a viagem espacial de Arjuna e alcançar a cidade de Kuvera. E ao contrário de João de Almeida Torto, voar como no vôo de Mirita. A minha cabeça é o vento no ninho das quimeras. Minhas orelhas são asa-delta, então. Entre onde eu vivo e a galáxia, não há distância.


  
 “[...] Sou vinte na maquina que suavemente respira, entre placas estelares e remotos sopros de terra, sinto-me natural a milhares de metro de altura, nem ave nem mito, guardo consciência de meus poderes, e sem mistificação eu vôo, sou um corpo voante e conservo bolsos, relógios, unhas, ligados à terra pela memória e pelo costume dos músculo, carne em breve explodindo”. (Carlos Drummond de Andrade, Morte no avião).

Tal como Ícaro, anseio por alturas. Não esqueço o conselho de Dédado. Vou-me Antoine de Saint-Exupéry: “Nós não pedimos para ser eternos, mas apenas para não ver os atos e as coisas perderem subitamente seu sentido. O vazio que nos rodeia faz-se então sentir”. E sonho como Leonardo da Vinci com seu ornithopter: “[...] depois que alguém voa, passa o resto dos seus dias olhando pra cima querendo voltar pra lá”. Por isso mesmo, nada satisfeito, me mando na passarola de Bartolomeu de Gusmão que já era a máquina voadora de Emanuel Swedenborg para que eu repetissse dele: “[...] Temos provas suficientes e exemplos na natureza que voar sem perigo é possível, embora quando as primeiras tentativas sejam feitas, possivelmente teremos que pagar pela experiência com um braço ou uma perna”. E me atrepo na vida feito a dupla Jean-François de Rozier e François d´Arlandes no vôo com o balão de ar quente dos irmãos Etiene e Joseph Montgolfier. E faço um verso como quem vai no aeróstato dirigível e no balão motorizado de Henri Giffard. E entoando a canção vôo como quem sobrevoa no planador do Sir George Cayley. E se cheguei ou me perdi de mim, sigo sem rumo no monoplano do inventor neozelandês Richard Pearse que logo vira o biplano de Hiram Maxim e já transmuda no aerodrome de Samuel Langley para que eu aterrisse no 14-Bis de Santos Dumont para zoar do Flyer dos irmãos Wright. Não erro da terra e já me dou no hidro-aeroplano de Henri Fabre e o meu mundo aos rodopios no girocóptero de Juan de La Cierva, aprumando a conversa com o ekranoplano do russo Alexeev Rostislav Evgenievich. Estou sempre na imensidão, pés no chão de Anteu, decolo no helicóptero de Paul Cornu, me dano feito o supersônico concorde de Chuck Yager, dou carreira no foguete R.7 da missão Sputnik e me vejo Yuri Gagarin na Vostok para sacar que a terra é azul. E me refaço como Alan Shepard no foguete Radstone e eu já sou Neil Armstrong na Apolo 11 seguindo incólume feito o Hubbel rumo à direção da venta.



  
 “[...] Quem ama vive a sonhar. Voar é do homem”. (Djavan, Boa noite)

As asas da imaginação – O meu brevê sempre foi a imaginação. Tal como Julio Verne, maior viagem. Feito curtir uma peça de rock progressivo, tipo Close to the edge do Yes, êxtase catártico no epílogo. Ou o Concierto de Aranjuez nos teclados de Tomita: agora eu vou sair de mim. Ou, melhor, Clair de Lune de Debussy. Virei Fernão Capelo Gaivota. E também o piloto das Ilusões de Richard Bach. Acho que esses sonhos o Freud explica: eu Blériot atravessando o canal da mancha com meu aeroplano. Como nada é previsível no sonho, lá vou eu na maior doidice com a musa mecânica (que é a Anne Moss nuínha da silva) no aerobanquete futurista de Marinetti: “No avião, sentado sobre o tanque de gasolina, com o ventre aquecido pela cabeça do aviador, eu senti a inanidade da velha sintaxe herdada de Homero”. Com isso vou até a ascensão da Zona de Apollinaire e pelos júbilos de Kafka com os aeroplanos em Brescia e o vôo de D´Annunzio com o piloto Curtis (nessa hora, com certeza, estarei ao lado da sedutora Anneliese van der Pol). E como dissera o general romano Pompeu, o Grande, reiterado por Plutarco, Petrarca e Fernando Pessoa: “navegar é preciso, viver não é preciso”.


 Veja mais na Agenda.

Sábado, Janeiro 07, 2012

MAIS DE 400 MIL ACESSOS NO YOUTUBE



400 MIL NO YOUTUBEGentamiga, há exatamente 30 dias atrás comemorávamos 200 mil acessos no nosso perfil do YouTube. Hoje, um mês de depois, além de comemorar os 30 anos de arte cidadã (1982-2012), estamos em plena festa pela marca de mais de 400 mil acessos no YouTube.

GRATIDÃO – Queremos aqui agradecer um a um dos nossos amigos e amigas que prestigiam nosso trabalho. Obrigado, nossa gratidão para todos.

Beijabrações

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