sábado, dezembro 10, 2016

DEPOIS DA FARRA A CORDA SÓ ARREBENTA PRA PRECIPÍCIO DOS QUE ESTÃO DE FORA!


A CORRUPÇÃO COME NO CENTRO E A GENTE É QUEM PAGA O PATO SEMPRE! - Cada dia fico mais bestificado com as coisas do meu Brasilzão véio, arrevirado e de porteira escancarada. Agora, muito pior que sempre: golpeado de pernas pro ar e com a cabeça pra baixo de tão desgovernado, aos tropicões escorregando no maior meladeiro e com a besta solta pregando das suas. Bem, se vai desenfreado descendo a ladeira, isso a gente já sabe. Mas não dá pra ver o circo pegando fogo e a gente no meio do fogueteiro tendo que pagar ingresso. Aí, não dá. Querem que a gente pague três, quatro, cinco vezes? Isso a gente já faz. Assim, também, é demais. A corrupção come solta, a sonegação no ajeitado embaixo dos panos, a inadimplência com a previdência social, com os impostos todos, a falcatrua no maior trupé, a dívida dos graudões e um tanto de enrolada nas esferas governamentais que, cobrar que é bom mesmo, não pode, foram eles que bancaram as campanhas, estão acordados! Aí como o compadrio manda no conluio dos três poderes, sobra mesmo pra quem pagar a conta? Quem? Pra mim, pra você e todo povo besta do Brasil. Pra mim não é nenhuma novidade isso, desde que me entendo por gente que sei que lei de mesmo só serve rigorosamente pra lascar a gente; a favor, nunca! Basta ter convívio com a prepotência do Judiciário, sempre negociando a sentença na ordem da escolha pelo menor prejuízo – o requerente pode perder, o requerido nunca, em nome da proporcionalidade e da razoabilidade. E se é pra gente cobrar do serviço público, o Executivo saca logo a cláusula do possível: não tem dinheiro! Só pra propaganda, pros banquetes, pra comprar os opositores e tudo que seja em detrimento do princípio da supremacia do interesse público. E se a gente resolver chamar na grande o Legislativo, vão cuspir que compraram os mandatos e estão a serviço apenas de quem bancou a campanha deles. O que sobra pra gente? Ué, pagar a conta, ora. Merda feita, bosta fedida. E o rolo pra lá de grosso sai de Brasília empurrando na nossa goela adentro, quando não rasgando o procto de cada um de nós sem um pingo sequer de vaselina. Eita! Assim, tá brabo! Vinte anos de fungado da lasqueira no cangote sem a gente poder fazer nada, é muito tempo! Tá doido, ta?!? Isso não! E já que foderam com a Previdência Social com todo tipo de tramóia, aposentadoria que é bom, já era! Nem sei por que cargas d’água ainda pago a meleca do INSS – só pra eles se arrumarem na má gestão de sempre! Gente, isso não é brincadeira, estão abusando da nossa santa paciência! Tá que tem gente que está mais que desatenta, outros que sequer sabem o que está acontecendo, afora outros tantos que nem sabe pronde vão de tão Maria-vai-com-as-outras. É sério! O desmantelo não é do outro lado do mundo não, gente, está bem juntinho da gente e vai mexer com a vida de cada um de nós! Prest’enção! Pra festa deles, a gente que está ferrado. Vamos aprumar de vez essa conversa & tataritaritatá! Senão nossos filhos, netos e bisnetos, no futuro nos chamarem de covardes? Já pensou? © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
A concorrência da palhaçada, Clarice Lispector, Emily Dickinson, Elisabeth Schwarzkopf, Lucrécio, Laila Marrakchi, Peter Fendi, Paul Paede & a comédia latina aqui.

E mais:
Molhadice do desejo na prévia do prazer aqui.
Abuso sexual aqui.
Traquinagens amantes & Cantarau de amor por ela aqui.
Sombras de Goya & os poderosos de hoje aqui.
A educação no Brasil aqui.
Karen Horney, Françoise Dolto, Mário Sérgio Cortela, Sexualidade & Ditado Chinês aqui.
A Administração Pública aqui.
As Fases Educacionais, Palavra Mínima & Fátima Maia aqui.
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Três poemas à flor da pele & Sopa de Letrinhas do Caiubi aqui.
Hedonismo, Tavito & a festa do Sopa de Letrinhas do Caiubi aqui.
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Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
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DESTAQUE: O POVO BRASILEIRO
O documentário O povo brasileiro (TV Cultura/GNT/Fundar, 2000), dirigido por Isa Grinspum Ferraz, da obra homônima do antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997), que trata das matrizes culturais e dos mecanismos de formação étnica cultural do povo brasileiro. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Indios Zo’é, 2009 - In Genesis (Taschen, 2013), do fotógrafo Sebastião Salgado
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sexta-feira, dezembro 09, 2016

O AMOR PREMIA O FINAL DE SEMANA!!!!


O FULGOR DO AMOR - Imagem: Trapiche na Praia de Brasília – Ilha do Mel – Paranaguá (PR), foto da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Tudo começa com um beijo e eu mais que premiado nos cálidos lábios dela, provo do bom e do melhor de tudo que os ventos levam e trazem na brisa dos dias que se vão pelas noites no que a existência possa proporcionar a quem só soube os destrambelhos da trajetória. Sou conquistador vitorioso nessa gloriosa festa e vencido com o prazer de súdito da grandiosa realeza dela. Não há nada maior que a sensação de recolher na sua boca toda luz da alma comungada, mão na mão, pele, afagos, atrações. Tudo é tão perto como se a distância do longe fosse do abissal à flor d’água para o mergulho das profundidades mais guardadas no fundo do mar que sou eu perdido na sua sedução. É o desvelamento dos mistérios iniciáticos da entrega na sua plena completude e sou inteiro a compartilhar da inteireza de suas expressões, concavidades, convexidades, entre as quais sou feliz em me perder e me achar quando de nada espero além de viver. E o prêmio reluz magistral quando o riso dela é a minha vida grata por ser de seu o que é meu e dela sou mais do que a mim mesmo na sua mais que verdadeira emanação. Sou-lhe mais que grato e sempre na sua carne as minhas pegadas nas travessias refratárias do que sou de mim pra ela e dela pra mim nos moldes exatos dos encaixes que nos faz unos e inteiros no fulgor do amor. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo os álbuns Eco (Dro Atlantic, 2004 – Warner, 2005), do cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler.

Veja mais sobre:
Alô, alô Recife, tô chegando, Aníbal Machado, Chico Buarque, Pedra de Roseta, Otto Maria Carpeaux, António Pedro, Maura de Senna Pereira, Teatro Grego, Todd Solondz, Selma Blair, Viva a diferença & o Brasil contra a corrupção aqui.

E mais:
Formação docente na Educação Especial, Literatura de Cordel & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
O professor & a Inclusão, Pedro Onofre, Simone Moura Mendes, Sandra Magalhães Salgado, Justiça à Poesia & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação & Cidadania, Cidinha Madeiro, Mácleim, Íbys Maceioh, Carlito Lima, Naldinho Freire, Lucciana Fonseca, Fagner Dubrown, Aline Romariz & o Portal do Poeta Brasileiro, Teco Seade, Demis Santana, Rogério Dias & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação Especial & Inclusão, Ronaldo Freire & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Inclusão Escolar, Arriete Vilela, Demis Santana, Jorge Calheiros, Ricardo Cabús, Geraldo Câmara, Maria Luísa Russo, Chico de Assis & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Leitura, Aprendizagem & Prática Pedagógica, Maria Teresa Pereira & Proler, Queridina & Macambira, Carolina Leopardi, Isvânia Marques, Jorge Calheiros & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Leitura, Celso Sisto, Aline Romariz & Portal do Poeta Brasileiro, Simone Cavalcante, Ricardo Cabús & Instituto Lumieiro, Gal Monteiro, Fátima Maia, Rogerio Dias, Cida Lima & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Lêdo Ivo, Brincar & Aprender, Cidadania & Direitos Políticos, Aline Romariz, Simone Moura Mendes & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação, Interdisciplinaridade & Transversalidade, Orientação Sexual, Turma da Carochinha & Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Educação & Temas Transversais, Maria Luísa Russo, Marcia Sarmento & Turma da Carochinha, Bienal do Livro de Alagoas aqui.
Falando de Sexo, Simone de Beauvoir, Eduardo Galeano, Erik Erikson, Wilhelm Reich, Rudolf Peyer, Ana Maria Fonseca Zampieri, Jurema Furlani, & Zine Tataritaritaritatá aqui.
Habermas, República & Civilização Brasileira, Inclusão & Doro aqui.
Cento e oitenta e sete horas de amor aqui.
Princípio da Afetividade, Palavra Mínima & Fátima Maia aqui.
Michael Moore & Capitalism, a love story aqui.
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DESTAQUE: ÉRICO VERÍSSIMO
[...] Neste dia gris de duas dimensões, nem os livros têm sentido. [...] Parece que tudo se imobiliza num silêncio polar. Procurou um romance tropical. Encontrou nele um sol de gelo, uma vegetação de cinza e criaturas que diziam palavras brancas de sentido. Abriu cinco livros para fechá-los logo em seguida. [...] Por fim ficou sentado, de olhos fechados, caçando recordações. [...]
Trechos extraídos da obra Caminhos cruzados (Globo, 1978), do escritor Érico Veríssimo (1905-1975). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Depois da meia noite de que me vale o sono, se você não vem? Asgaard é logo ali, num canto do quintal onde a lua faz carícias na copa do arvoredo desenhanho crivos pelo chão. O meu corpo está deserto e as feras do meu medo, rondam pela sombra, soltando rugidos e lambendo os meus pés desnudos. As feras de mim mesma! O que é a noite sem os teus beijos acendedores que são, das minhas estrelas?! O que posso desejar da noite, se não, a concha da tua mão onde repousar meu seio?! De que me vale a noite, se eu sou escuridão sem a tua luz?
Reflexão – poemas & imagens da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
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quinta-feira, dezembro 08, 2016

QUANDO TUDO SE DESAPRUMA A FARRA É SÓ PRO DESGOVERNO!


FESTA DO DIA 8 DE DEZEMBRO, LAVANDO A JEGA – Imagem: Festa da Padroeira, do pintor Militão dos Santos. - Era 8 de dezembro de mil novecentos e não me lembro, dia de festa da padroeira local. Tinha eu lá pelos treze ou catorze anos de idade, por aí, acho, todo metido pelas ruas da cidade apinhada de gente de tudo que é cato, cada qual se achando mais elegante na sua indumentária peculiar, tudo novinho em folha do penteado ao chulé. Deus meu, quantos ocrídios esnobes nas caricaturas jocosas dos curaus de todas as marcas e laias mais inesperadas! Procurava eu por beldades para paqueras, quando só me apareciam brucutus desinfelizes. Vôte! Era, a região inteira acorria para os festejos tradicionais, cada um mais lambido que o outro, pescando satisfação pessoal. Era gente como a praga da rua ficar estreita com os esfregados dos que vinham aos que iam. Achando pouco o volume estrondoso da efeméride, o prefeito inventou de, no mesmo dia, entregar algumas obras, fazendo sua promoção pessoal. Dentre as mais bestas e as mais despropositais, estava a principal: a rodoviária. Se tudo era um festejo, todo ano, neste dia a coisa estava maior: era pipôco desde as seis da manhã. No meio desse festeiro, comecei a bebericar numa barraca na praça da matriz desde as três da tarde só vendo o povo todo se mexendo pra lá e pra cá: uma multidão que mais parecia um mar de curaus e matutas! Quando deu lá pelas dez da noite, eu já estava bem bicado. Presenciei tudo: alvoroço, estardalhaço, mungangas, peiticas e apertões. A inauguração fora toda ruidosa. Mais tarde, deu vontade, pela bilionésima vez, de mijar: - vou inaugurar a rodoviária. E fui, isso depois de ter me aventurado a sapecar micções por locais insólitos e arranjados na hora. Fui lá. Quanta gente, meu Deus! Só para entrar nas dependências tive que transpor uma multidão de boquiabertos engolindo mosquito com sua leseira. Com a dificuldade de locomoção para sobrepujar a mundiça toda, o negócio apertou. Saí empurrando como pude e na primeira porta que encontrei aberta, adentrei. Não deu tempo nem de olhar a diferença, tudo muito limpo - porque, banheiro de homem, fede. E catinga mesmo com a peste! Tem nada mais chato que fedentina de mijadouro masculino, tem? Não obstante, ali tudo limpinho, imaginei porque era tudo novo, ainda por usar. Procurei onde e, não encontrando de primeira– novidade, hem? -, já fui arriando o zíper porque não aguentava mais segurar a aprtura e fui inaugurando logo no piso de azulejo branquinho, andando, até divisar uma porta e empurrei. Estava me aliviando quando tomei um baita susto! Eu com o pingulim derramando e uma moça loura e linda depositada no trono. O mijo, sem querer, respingou nela. Nossa, fiquei estatelado. Imaginava o escândalo. Paralisei-me. Como pedir desculpas? Procurei um buraco no chão e não encontrei como me safar daquilo. Não sabia se corria ou tentava enxugar a baboseira que fiz. Até a urina trancou na bexiga. Ainda consegui ver a carinha linda dela com seus olhos fechados, as mãos levantadas para não ser atingida e aquele corpo sentado na privada, quase nua. Sem saída, eu berrei: - Moça, a senhora está no banheiro errado! - Negativo! Você que está no sanitário errado, meu caro! Será? Fiquei nervoso, cocei o quengo. E agora? Foi aí que dei conta da mudança, da modernidade que apostava ter chegado à cidade, não era nada, era a toalete feminina que eu... Agoniei-me e fiz menção de sair o mais depressa daquela situação difícil, mas a porta havia se fechado atrás de mim: dei uma cabeçada de ficar zonzo. Voltei, me contorcendo, mas busquei o trinco, não achava, e a fechadura dificultava abrir. Foi quando ela, a moça loura do jeito de Cristina Berndt pegou-me pelo braço e puxou-me para perto de si. Fiquei com o meu membro rente ao seu rosto, imóvel. Não imaginei nada, só esperava pelo pior. Ela tateou, alisou e ficou admirando minha manjuba. Nossa, o que fazer? Ela remexeu carinhosamente e logo meu membro deu sinal de vida – oxe, já vivia se insinuando com besteira qualquer, imagine com uma daquela rente e disposta, hem? Oxe, a minha peia estirou-se toda, dura de esticar maior do que já vira. Ela remexeu mais, o negócio foi ficando bom e friccionando e eu apertando os olhos até que não aguentei e, depois da exímia manipulação dela, fiquei exaltado, duríssimo-da-silva, perigo e prazer se misturando na minha e ela acariciando, melando o meu pau-madeira-de-lei com uma carícia infinda e botou um palmo de língua pra fora e começou a libar proficiente com aquela grunhideira doce - essa, com certeza, não tinha papas na língua -, e o meu cajado no seu eurístomo lépido de Elaine Mickeli, tomando no gargalo, calibrando, beijando, cheirando, lambendo, de não haver quem quisesse se desvencilhar do precipício. Justo eu um arolas franzino, quebra-freios, todo gamela, birrento, pimponete com a domingueira em dia, com a soberba machista da adolescência, beldroega ancho com aquilo, sem oficio nem benefício, o raio da celebrina dum graveto de gente, todo lambaio, exaltado, danou-se! É hoje! Medroso para não cair em alrotaria pelo flagra em local indevido, nossa! Perdi as estribeiras! Mas ela peitou, pegou no bico da chaleira-quente, aguentou o repuxo e me expôs o seu paladar, mordendo com os lábios, mastigando carinhosamente, inferindo, salivando, de alcançar sua abóbada palatina, por todos os cantos, eu morrendo, sapequei: - Isso tá bão demais de ótimo! E ela só felando gostosamente! Isso é que era milagre! Enquanto segurava meu pênis com uma das suas mãos, ela se alisava com a outra e parecia que ia se levantar de tão agitada, quando sussurrei: - Bota pra cá o agasalha-rola, vai! Vou te enfiar o meu pé-de-mesa! Hum... ela lambeu os lábios demonstrando uma carinha de anja safada doida pela foda, se remexendo que só, ficando de quatro e se apoiando na bacia sanitária mostrando aquela lindeza de bundinha. - Isso não é bunda, é uma verdadeira obra de arte! -, disse eu então empolgadíssimo com aquele pódice para lá de maravilhoso. Não podia ser diferente, com aquela belezura toda pronta para ser servida na minha frente, não fiz por menos, encanguei-me naquela garupa e quase estrompo a moça, todo malicioso e inclemente, enfiando até topar no canto. E tome e tome e tome e tome, vuque-vuque da porra, ela gemendo, se esgoelando, eu pior ainda, quanto mais eu enfiava mais ela requebrava gemente pedindo mais e mais e mais, enlouquecidos e ensopados de suor, mais caprichava nas estocadas, empurrando firme até que, em uníssono, gozamos agoniado. Esporrei tudo, ela urrava de prazer, enquanto molhávamos de suor e resfolegávamos satisfeitos, cansados, felizes. Ali, desfalecemos de prazer. Era a surpresa mais maravilhosa que já havia sentido até aquele momento da minha vida. Ela com a carinha mais linda foi deslizando pela parede até sentar-se no piso. Imitei-lhe e fiquei fitando sua beleza taful: era a glória de Deus! Fitamo-nos um tempão, até que, lá para as tantas, ela me disse: - Muito prazer, rola-doce! - Prazer é meu, boceta-gostosa -, respondi-lhe. Nisso, batem na porta, silenciamos e não nos mexemos. Ficamos algum tempo ali, trancados, silentes. A tesão já dava sinal de vidas. - Adoro foder em lugares assim, aperreados -, falou-me com seu jeito safado. - Também -, assenti.  - Vamos vasculhar outro lugar assim? -, surpreendeu-me com jeito putinha safada. - Agora? -, perguntei mais abestalhado que nunca. – Sim, bocó! -, assentiu. - Vamos. Quando não ouvimos mais nenhum barulho, saímos de mãos dadas e negociamos nossos quereres nas noites perdidas, achadas, desencontradas até o fim do nosso idílio no meio duma ressaca das brabas. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo o álbum Amor amigo – canta Milton (Lua Music, 2008), da cantora e compositora Alaíde Costa.

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Infância, imagem e literatura, Hermilo Borba Filho, Ixchel, Diego Rivera, Jean Sibelius, Epicuro de Samos, Horácio, Anne-Sophie Mutter, Irene Ravache, Ziraldo & Maria Luísa Mendonça aqui.

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Dia Branco aqui.
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A mulher, o Movimento Sufragista, o Feminismo & Vida de Artista aqui.
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Precisando de secretária, uma homenagem aqui.
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DESTAQUE:FLORBELA ESPANCA
Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
O teu olhar, do livro A mensageira das violetas (L&PM, 1999), da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da escultora francesa Camille Claudel (1864-1943).
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Espaço em branco entre quatro paredes, da escultora, gravadora e desenhista Tatiana Grinberg.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.