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domingo, fevereiro 08, 2015

KAFKA, SOLEDAD FARIÑA, KIMBERLY PEIRCE & RADCLYFFE HALL

 


A SOLIDÃO DE KAFKA - Desdinfância em Klosterneuburg a solidão pelo conflito paterno e das línguas judaicas asquenazes: a cidade é a sina com a sua brutalidade, como a escola do Masný trh/Fleischmarkt. Os dois irmãos que sucumbiram meninos, as três irmãs quase estranhas e o futuro incerto: a vida levada por governantas e serventes, a solidão inaugural no quarto frio. O Bar Mitzvah e a antipatia pela sinagoga - apesar de apenas visita-la apenas nos quatro feriados, um ateísmo disfarçado. Nenhuma vocação para varejista nem identificado com a gralha, menos mal ter sido aceito na Deutsche Karl-Ferdinands-Universität, o estudo de Química trocado pela consciência do direito e o Lese-und Redehalle der Deutschen Studenten. O grande amigo pro resto da vida e os verdadeiros irmãos eram Dostoiévsky, Flaubert, Grillparzez e Kleist. O trabalho na Assicurazioni Generali e os contos das considerações, a insatisfação e, posteriormente, a demissão. Novo emprego com a desatenção de todos, o capacete de segurança civil quando só servia para pagar as contas. A promoção e a insistente reclamação do pai em ajudá-lo na loja. Ainda bem que apareceu o Der enge Prager Kreis senão morreria de tédio. A fábrica de asbestos com o dote em sociedade com um amigo e os negócios logo levou aos ressentimentos, o teatro iídiche era o entretenimento e o vegetarianismo com o anarquismo do Klub Mladých e Amérika para vestir um cravo rosa: Não esqueça Kropotkin! E a ascensão do socialismo sobre a trapalhada burocrática decadente. Com a primeira grande guerra a reunião da família e o choro das irmãs quase viúvas com seus problemas de saúde. O afastamento do trabalho e os sanatórios, o sonho pelos bordéis e desejo pela pornografia com a ida pra Palestina a perder-se nas Brife an Felice no meio de dois noivados desfeitos para, enfim, desaparecer de si mesmo. Salvou-se apenas o veredicto. A contemplação e a descrição de uma luta, o julgamento e o noivado com Julie Wohryzek que nunca casou por suas crenças sionistas. A Carta ao Pai e a pouca autoestima no trato com mulheres e sexo, a timidez exorbitante sonhando com Grete Bloch e um filho que nunca soube. A tuberculose e a vila boêmia de Zürau, oportunos diários e escritos íntimos: as cartas de Ottla. E as cartas para Milena Jesenská. No Mar Báltico, a professora Dora Diamant e o interesse pelo Talmude e muitos rascunhos queimando na fogueira da revolta. Termia ser repulsivo pros outros, a predileção por filmes e aviões, o barulho ao redor, a necessidade de silêncio para a oração: escrever. Precisava era transcender a metamorfose, sobrepujar o processo, desassombrar o castelo e toda alienação diante dos labirintos aterrorizantes: Mal tenho algo em comum comigo mesmo, e deveria estar quieto em um corredor, contente por respirar... As transformações místicas flagraram seu fracasso. O pouco tempo para o chamado da escrita, adiado por conta do sempre horrível ganha pão. A solidão do apartamento e a reiterada necessidade de ir pra Palestina, não fosse a recusa de um amigo em abrigar por conta da sombra da doença: Preso entre quatro paredes de mim mesmo, descubro-me um emigrante preso em um país estrangeiro... vejo minha família como alienígenas cujos costumes, ritos e linguagem estrangeiros desafiaram minha compreensão... apesar de eu não querê-los, eles forçaram-me a participar de seus rituais bizarros... não pude resistir... Morrer de fome, o desejo dos manuscritos destruídos e o que é? A solidão atormentava e era um castigo, um acontecimento acontecido: Não é necessário sair de casa. \ Permaneça em sua mesa e ouça.\ Não apenas ouça, mas espere.\ Não apenas espere, mas fique sozinho em silêncio.\ Então o mundo se apresentará desmascarado.\ Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés... E ser a ventania kafkiana: Tudo que eu deixo para trás... na forma de diários, manuscritos, cartas (minhas e de outras pessoas), esboços, e assim por diante, deve ser queimado sem ser lido... A vida é bizarra e sombria, poderia ser diferente. Veja mais abaixo e mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - A arte mudou minha vida. Quer dizer, eu diria que a arte me salvou. Acredito que ela me fez melhor em lidar com minha vida. A primeira coisa que um regime fascista faz é queimar livros. Não tê-los por perto significaria garantir que eles não fossem escritos em primeiro lugar. Eu não comecei para ser um ativista político. Eu sou apenas um ser humano que é movido por certas coisas, e se certas coisas partem meu coração, eu começo a consertá-las. Se nos educarmos, então o desejo e a necessidade de ter arte como parte de nossas vidas acontecerão organicamente. Eu convidaria qualquer um a olhar para culturas onde a arte é esmagada. Sou um artista de carreira ao longo da vida, o que por si só é um milagre. É realmente desafiador ser um artista de carreira. Eu diria que o argumento para financiamento de subsídios não é apenas que meu filme fez algum bem social - espero que tenha aberto os olhos das pessoas - mas você criou um artista profissional. Pensamento da cineasta, roteirista e produtora estadunidense Kimberly Peirce. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Você não é nem antinatural, nem abominável, nem louco; você é parte do que as pessoas chamam de natureza tanto quanto qualquer outra pessoa; só que você ainda não foi explicado - você não tem seu nicho na criação. Pensamento da escritora inglesa Marguerite Radclyffe Hall (1880–1943), que na sua obra The Well of Loneliness (Wordsworth, 2014), expressou que: […] Se nosso amor é um pecado, então o céu deve estar cheio de pecados tão ternos e altruístas quanto os nossos. [...] Que coisa terrível poderia ser a liberdade. As árvores eram livres quando eram arrancadas pelo vento; os navios eram livres quando eram arrancados de suas amarras; os homens eram livres quando eram expulsos de suas casas — livres para morrer de fome, livres para perecer de frio e fome. [...] Pelo bem de todos os outros que são como você, mas menos fortes e menos talentosos talvez, muitos deles, cabe a você ter a coragem de fazer o bem. [...]. Veja mais aqui e aqui.

 

O HORROR DA SOLIDÃO - Antes de adormecer. Parece tão horrível ser solteiro, envelhecer lutando por manter a dignidade enquanto se pede um convite sempre que se deseja passar o serão em companhia, tendo de levar a refeição para casa, incapaz de esperar alguém com um sentimento de lassidão e de calma confiança, apenas capaz de, com dificuldade e vexame, dar um presente a alguém, tendo de dizer boa noite à porta de casa, nunca podendo subir as escadas a correr ao lado da mulher, não tendo outra consolação quando estiver doente que a vista da janela, se se puder sentar na cama, tendo somente portas ao lado que dão para salas de estar de outras pessoas, sentindo-se afastado da própria família, com quem só pelo casamento se pode manter laços de intimidade, primeiro pelo casamento dos pais, depois, passado o efeito deste casamento, pelo próprio, tendo de admirar os filhos dos outros e não lhe sendo sequer permitido continuar a dizer: “Eu não tenho nenhum”, nunca se sentindo envelhecer uma vez que não há gente da família a crescer à volta, formando-se na aparência e no comportamento segundo os modelos de uma ou duas pessoas solteiras que conheceu na juventude. Tudo isto é verdade, mas é fácil cometer o erro de desdobrar de tal maneira os sofrimentos futuros à nossa frente que os nossos olhos têm de passar por eles e nunca mais voltar, quando, na realidade, tanto hoje como amanhã, a pessoa permanece com um corpo verdadeiro e uma cabeça verdadeira, e uma testa verdadeira, para bater com a mão. Extraído dos Diário (1911), do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924), que no conto Josefine, a cantora ou O povo dos ratos, extraído da obra Um artista da fome (L&PM, 2009), expressa que: [...] Eu ainda não tinha visto um sorriso tão atrevido, tão orgulhoso como o que ela abriu; ela, que aparenta ser a delicadeza em pessoa, delicada mesmo para o nosso povo tão rico em figuras femininas, pa-receu naquele instante francamente má; Josefine, aliás, deve ter sentido o mesmo graças à sua profunda sensibilidade e, assim, recompôs-se. Ademais, ela negava qualquer relação entre sua arte e o assobio. Em relação aos que discordassem dessa opinião, nutria apenas desprezo e provavelmente um ódio inconfessado. Não é uma vaidade comum, pois a oposição, na qual em parte incluo-me, não a admira menos do que a multidão, porém Josefine não deseja apenas ser admirada, mas ser admirada exatamente a seu modo, pois não tem interesse na admiração pura e simples. E quem se senta diante dela compreende; a oposição só se faz à distância; quem se senta diante dela sabe: o que ela assobia não são meros assobios. [...] a entrega incondicional é quase desconhecida de nosso povo; esse povo, que acima de tudo ama a astúcia inofensiva, os cochichos pueris, as fofocas inocentes, que põem apenas os lábios em movimento, um povo assim não tem condições de entregar-se incondicionalmente, Josefine sem dúvida também percebe, é isso o que ela combate com todas as forças de sua débil garganta. [...] Ela se esconde e não canta, mas o povo, tranquilo, sem nenhuma decepção visível, altaneiro, uma massa serena que, a bem dizer, mesmo que as aparências surgiram o contrário, só é capaz de dar, jamais de receber presentes, tampouco de Josefine, esse povo segue em seu caminho. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

TRÊS POEMAS - COM ESTE LAÇO VERMELHO - Eu saio para a rua e corro \ pela rua levantando redemoinhos \ de poeira para que eles não me vejam \ Eu abro portas com chaves \ Deixo as chaves abertas \ as portas eu abro as mandíbulas \ levantando redemoinhos de poeira \ Não é assim que eles me veem agachado \ pelas suas costas afundando os dedos \ para onde ligar fiquei sem fichas \ não há mais fichas, não há mais números \ para onde ligar. ONDE ESVAZIAR O CHORO - Eu sonho em montar em você, estimulando você \ seus flancos de lobo \ desfigurado quem sabe \ quem sou eu \ Formigas sobem pelos seus dedos \ dos pés \ subir como um murmúrio \ insistente \ eles querem sair pelas mandíbulas \ como rugido \ mas não há fichas ou cabines telefônicas \ Eles gastaram seus dedos e números fazendo \ musaranhos no ar de marcar tanto o ar \ onde esvaziar o choro \ escondido em seu punho lambendo suas gemas. O QUE FAZER COM ELES - A escuridão e o pavor caem agora \ sinta o estalar dos dedos \ hesitando no ar O que fazer com eles\ na folhagem escura\ com este laço vermelho \ hesitando no ar. Poemas da escritora Soledad Fariña Vicuña.

 

SACADOUTRAS

 

O EU E TU – A intersubjetividade no pensamento do filosofo, escritor e pedagogo israelita Martin Buber (1878-1965) compreende uma das áreas que envolve a vida do homem que necessita ser refletida e analisada à luz da filosofia e da antropologia filosófica. Para ele uma nova sociedadew constituída por um socialismo descentralizado se organiza através de pequenos grupos, nos quais os homens viveriam em relacionamento direto, motivados mais por idéias religiosas do que polikticas. Essa teoria, para o autor, seria não existencial do conhecimento não está implícita no dualismo e para superá-lo a relação teria de ser com o ego se defrontando com o mundo como sujeito, uma vez que o homem é eu e Deus tu, tomando o universo como tu, o mundo e a vida ganham signifcado. Em suas publicações o autor deu ênfase à sua idéia de que não há existência sem diálogo e comunicação e que os ohjetos não existem sem que haja uma interação entre eles. As palavras eu-tu compreendem relação e eu-isso compreendem experiência, demonstram as duas dimensões da filosofia do diálogo e que dizem respeito à própria existência, conforme ele expressa na sua obra Eu e Tu. Veja mais aqui, aquiaqui.

Imagem: The woman in the waves (1868), do pintor francês Gustave Courbert (1819 – 1877). Veja mais aqui e aqui.

Ouvindo: o álbum Mask (1985), do compositor grego Vangelis. Veja mais aqui.


LÃS AO VENTO – A premiadíssima poeta e professora Arriete Vilela é um dos mais representativos nomes da literatura brasileira contemporânea. Em seu livro Lãs ao Vento ela traz uma narrativa das mais encantadoras e magistrais, capazes de nos envolver numa teia de deleite e inspiração. Eis um fragmento dessa belíssima obra: “[...] Senhora Editora, sei que hoje a Palavra silencia, silencia-se, silencia-me. Uma violência simbólica – e insidiosa: sinto-me despedaçada, burlada, triste, esgarçada, desamparada, ludibriada, trapaceada no afeto, na esperança, no sonho e na alegria... Não tenho encontrado consolo. Fiz da Palavra palavras: charola enfeitada com santinhos de roca. Quimeras. Soçobros. Folhas maceradas. Bordejos. Transitoriedades. Quinquilharias. Apenas lãs ao vento. Lãs ao vento...”. Veja mais Arriete aqui, aquiaqui.

A TRAGÉDIA DO AMOR DE ABELARDO E HELOISA – Amorosos célebres, cujo tumulo pode ser visto no cemitério de Père-Lachaise, em Paris. Pierre Esbeilard ou Abelardo, ficou célebre como filósofo e teólogo; seguiu a carreira religiosa e tinha recebido ordens menores, quando o cônego Fulbert, impressionado por sua inteligência e cultura, convidou-o para professor de sua sobrinha Heloisa, que possuía, então, 17 anos e Abelardo 39. O convívio com a jovem, inteligente e bela, despertou violenta paixão carnal no professor, que logo fez da jovem sua amante, valendo-se da confiança nele depositada. Algum tempo depois, tendo Heloisa ficado grávida, resolveu o filósofo encerrar sua carreira religiosa e desposá-la, para o que não havia nenhum impedimento canônico; isto só ocorreria no caso de ter recebido as ordens maiores. A família, no entanto, apõe-se terminantemente a essa solução e o cônego Fulbert, indignado, contratou sicários, para que prendessem Abelardo e o castrassem, quando o mesmo entrou para um mosteiro e escreveu várias obras sobre Teologia, mas uma parte da sua doutrina foi denunciada como herética por um frade cisterciense, Guilherme de Saint-Thierry, denuncia levada a um concilio presidido por São Bernardo e que terminou com a sua condenação. Empenhava-se em sua defesa, perante Roma, quando morreu no convento de Cluny. Heloisa viveu ainda 22 anos. Tinha ela entrado também para um conventop, o do Paracleto, fundado por Abelardo. Priora desse mosteiro, quando o teólogo amado morreu, reclamou o corpo do amante e foi ao lado deste que desejou ser enterrada, em Paris. Seus desejos foram cumpridos. Os amores de Abelardo e Heloisa se tornaram objeto de referencia da famosa Ballade des dames du temps jadis, de François Villon, e inspiraram uma peça dramática de Eugène Scribe, além de varias biografias e versão para o cinema. Toda história foi narrada no livro Histoire de mes malheurs. Veja detalhes aqui.

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA – A fascinante obra Viagem ao centro da terra (Voyage au centre de la Terre, 1864), do escritor francês Julio Verne (1828-1905), foi uma das que mais me impressionaram desde a infância até hoje, pela sua instigante história narrada sobre uma incursão pela cratera do vulcão Sneffels, na Islândia, até chegar no centro da terra. Essa narrativa inspirou belíssimo terceiro álbum do músico de rock progressivo e rock sinfônico britânico Rick Wakeman, Jorney tho the centre of the earth (A&M, 1974), ao vivo no Royal Festival Hall, em Londres, na Inglaterra, no dia 18 de janeiro de 1974, com a The London Sympohony Orchestra e o The English Chamber Choir, sob a regência do maestro David Measham, arranjos para orquestra e coro de Wil Malone e Danny Beckerman. Tanto o livro como o álbum me fascinam até hoje, razão pela qual estou sempre passando a vista e ouvidas causando-me deleite inenarrável. Veja mais aqui, aquiaqui.

SALÒ OU OS 120 DIAS DE SODOMA – O polêmico filme Salò ou os 120 dias de Sodoma (Salò o le 120 giornate di Sodoma, 1875) é uma das obras primas do poeta, escritor e cineasta Pier Paolo Pasolin1 (1922-1975), inspirado no livro 120 dias de Sodoma, do escritor francês Marquês de Sade (1740-1814), contando a perturbadora história de um grupo de jovens numa região italiana sob o governo de Mussolini, que são agrupados por dirigentes fascistas do poder econômico, jurídico, religioso e da nobreza, para serem vítimas de uma série de torturas e experimentos sádicos que compreendem três fases ou círculos: a primeira parte, o círculo das manias no qual ocorre a satisfação dos desejos sexuais dos fascistas; a segunda fase, o círculo das fezes, os jovens são submetidos à tortura de ingerir fezes num momento de repleta escatologia; e a terceira fase, o círculo de sangue, ocasião em que os prisioneiros são punidos com torturas, mutilações e assassinatos por desobediência. Nesse filme o diretor desnuda a insanidade, crueldade e bestialidade do ser humano no abuso de poder. Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.



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quarta-feira, agosto 06, 2014

ANNE SEXTON, SCHILLER, MAYA ANGELOU, FLORA TRISTAN & LAURENCE GONZALES

 

A SOLIDÃO DE ANNE – A menina foi criada em Weston, filha de empresário nem sucedido, infância confortável e nem um pouco feliz. A difícil relação com os pais em Boston: era a caçula entre duas irmãs. Quando saía do internato era a sua tia-avó solteira o seu amparo. Os pais alcoólatras e a tia-avó distante não parecia louca, apenas doente. Culpou-se pelas enfermidades de Nana: sua voz irada ecoava na cabeça. Casou-se aos 19 anos: ele na Coréia, ela nas passarelas. Como simples dona de casa teve seu primeiro filho e um sinal de alerta: vitimada posteriormente por uma depressão pós-parto. Nasce a filha e sofre um colapso nervoso, internando-se num hospital neuropsiquiátrico. Ali foi encorajada a escrever durante o tratamento: a escrita uma terapia. E escrevia sonetos e outros versos, poemas sobre suas lutas psiquiátricas: To Bedlam and Part Way Back. E as experimentações: de loucura e quase loucura, do patético e bem-intencionado... O mundo ao seu redor a desencorajava, juntou-se a grupos de escritores. Recontava contos de Grimm, usava de fatos e imaginação, ensinava redação criativa e educava adultos. Manipulava tons, rimas e ritmos, refletia sobre os seus tormentos, a dependência de drogas e alcoolismo crônico. Era uma mãe com esgotamento nervoso entre tentativas de suicídio. A filha sai do casulo e perde o corpo antigo, enquanto ela apodrece a maternidade por dentro, sentindo-se descartada, com seus episódios maníacos persistentes. Formou um grupo de jazz com os tons de sua poesia, escrevendo a peça teatral Mercy Street. Seus temas iam além do isolamento e desespero, também tratavam os dramas de seu cotidiano, de menstruação e aborto, masturbação e adultério. Separou-se do marido com uma frase... Como já foi dito: O amor e a tosse não podem ser disfarçados, nem mesmo a pequena tosse. Nem mesmo o pequeno amor... Ela lutou contra a depressão, explorou seus mitos, exorcizou seus demônios, sublimou seus paradoxos. E a vida era a separação, duas filhas, amantes, psiquiatras e incontáveis tentativas de suicídio. Recriou-se e ganhou prêmios, bolsas e viagens. Estava desestabilizada, uma espiral de emoções e sentimentos: a poeta! Enfim, era outubro e retornou para casa depois de uma agenda agitada. Vestiu o casaco de peles de sua mãe e fechou-se em sua garagem: ligou o carro e inalou monóxido de carbono, tornando realidade os versos de "Querendo Morrer": Mas as suicidas têm uma linguagem especial/ como carpinteiros, eles querem saber 'com que ferramenta'/ jamais perguntam o porquê da obra. Anne Sexton (1928-1974). Veja mais abaixo, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível... Quando você aprender, ensine; quando você receber, dê. Há um mundo de diferença entre verdade e fatos. Fatos podem obscurecer a verdade. Minha missão na vida não é meramente sobreviver, mas prosperar; e fazê-lo com alguma paixão, alguma compaixão, algum humor e algum estilo. Pensamento da escritora e ativista estadunidense Maya Angelou - Marguerite Ann Johnson (1928-2014). Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Duas coisas me admiram: a inteligência das feras e a bestialidade dos homens. Todas as desgraças do mundo advêm do esquecimento e do desprezo que até hoje se tem demonstrado aos direitos naturais e essenciais de ser mulher. A lei que escraviza as mulheres e as priva da educação também oprime vocês, homens proletários. Em nome do seu próprio interesse, homens; em nome da sua melhoria, da sua, homens. Em suma, em nome do bem-estar universal de todos, comprometo-vos a exigir os direitos das mulheres. O nível de civilização que várias sociedades humanas alcançaram é proporcional à independência de que as mulheres desfrutam. Pensamento da escritora e ativista franco-peruana Flora Tristan (1803-1844). Veja mais aqui.

 

A NOIVA DE MESSINA – [...] Nas montanhas há liberdade! O mundo é perfeito em todos os lugares, exceto onde o homem chega com seu tormento. [...] Não ligue seu coração aos bens, Que enfeitam a vida de forma fugaz! Quem possui aprende a perder, Deixe quem está feliz aprender a dor! [...]. Trechos extraídos da peça teatral Die Braut von Messina (Createspace, 2012), do poeta, dramaturgo, filósofo e historiador alemão Friedrich Schiller (1759-1805). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

SOBREVIVÊNCIA PROFUNDA – [...] A sobrevivência é a celebração da escolha da vida em vez da morte. Sabemos que vamos morrer. Nós, todos eles. Mas a sobrevivência está dizendo: talvez não hoje. Nesse sentido, os sobreviventes não derrotam a morte, eles aceitam-na. [...] A palavra 'experiente' geralmente se refere a alguém que se safou fazendo coisas erradas com mais frequência do que você [...] Para lidar com a realidade você deve primeiro reconhecê-la como tal. [...] Não entendemos o poder da natureza e do mundo porque não convivemos com ele. Nosso ambiente foi projetado para nos sustentar. Somos os animais domésticos de um zoológico humano chamado civilização. [...] O mundo que imaginamos parece tão real quanto aqueles que vivenciamos. Infundimos o modelo com os valores emocionais de realidades passadas. E, sob o domínio dessa visão (chame-a de “o plano”, escreva em letras grandes), seguimos em frente e agimos. Se as coisas não correrem de acordo com o planejado, poderá ser difícil rever um modelo tão robusto. Num ambiente que apresenta riscos objetivos elevados, quanto mais tempo for necessário para desalojar o mundo imaginado em favor do mundo real, maior será o risco. Na natureza, a adaptação é importante; o plano não é. É uma coisa Zen. Temos que planejar. Mas também devemos ser capazes de abandonar o plano. [...] Para sobreviver, você deve desenvolver emoções secundárias que funcionem em equilíbrio estratégico com a razão. [...] Estou constantemente cercado por uma exibição de maravilhas naturais... É uma beleza cercada por um medo horrível. Escrevo em meu diário que é uma vista do céu de um assento no inferno. (sobrevivente após 53 dias no mar) [...] Perder tudo numa eternidade tão gloriosa é muito mais doce do que vencer arrastando-se por uma vida cautelosa, indolor e sem características. [...] Achamos que acreditamos no que sabemos, mas só acreditamos verdadeiramente no que sentimos. [...] Todo mundo que morre por aí morre de confusão. [...] Ajudar outra pessoa é a melhor maneira de garantir sua própria sobrevivência. Isso tira você de si mesmo. Ajuda você a superar seus medos. Agora você é um salvador, não uma vítima. E ver como sua liderança e habilidade estimulam os outros lhe dá mais foco e energia para perseverar. O ciclo se reforça: você os anima e a resposta deles o anima.Muitas pessoas que sobrevivem sozinhas relatam que estavam fazendo isso por outra pessoa (esposa, namorado, mãe, filho) em casa. [...]. Trechos extraídos da obra Deep Survival: Who Lives, Who Dies, and Why (W. W. Norton & Company, 2004), do escritor estadunidense Laurence Gonzales.

 

TRÊS POEMAS - A BALADA DO MASTURBADOR SOLITÁRIO - O fim do caso é sempre a morte. \ Ela é minha oficina. Olho escorregadio, \ fora da tribo de mim mesmo, minha respiração \ descobre que você se foi. Eu horrorizo \ aqueles que estão por perto. Eu estou alimentado. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama.\ Dedo com dedo, agora ela é minha. \ Ela não está muito longe. Ela é meu encontro. \ Eu bati nela como um sino. eu reclino \ no caramanchão onde você costumava montá-la. \ Você me emprestou na colcha florida. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Tomemos por exemplo esta noite, meu amor, \ que cada casal reúne \ com um tombamento conjunto, abaixo, acima, \ os dois abundantes em esponja e pena, \ ajoelhando-se e empurrando, cabeça com cabeça. \ À noite, sozinho, me caso com a cama. \ Eu saio do meu corpo dessa maneira, \ um milagre irritante. Posso \ exibir o mercado dos sonhos? \ Estou espalhado. Eu crucifico. \ Minha pequena ameixa é o que você disse. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Então veio meu rival de olhos pretos. \ A senhora das águas, subindo na praia, \ um piano na ponta dos dedos, vergonha \ nos lábios e um discurso de flauta. \ E eu era a vassoura com os joelhos dobrados. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Ela pegou você do jeito que uma mulher leva \ um vestido de barganha fora do rack \ e eu quebrei como uma pedra quebra. \ Devolvo seus livros e apetrechos de pesca. \ O jornal de hoje diz que você está casado. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. \ Os meninos e meninas são um só esta noite. \ Eles desabotoam blusas. Eles descompactam moscas. \ Eles tiram os sapatos. Eles apagam a luz. \ As criaturas cintilantes estão cheias de mentiras. \ Eles estão comendo um ao outro. Eles estão superalimentados. \ À noite, sozinho, casei-me com a cama. ESSE DIA - Esta é a escrivaninha à qual me sento \ e é a esta escrivaninha que te amo demasiado\ e esta é a máquina de escrever perante mim\ e ontem apenas o teu corpo esteve perante mim\ com os seus ombros unidos num coro grego\ com a sua língua de rei, inventando leis no momento,\ com a sua língua exposta como um gato bebendo leite\ com a língua – e nós os dois na espiral da sua vida escorregadia.\ Foi ontem, esse dia.\ Esse foi o dia da tua língua,\ da tua língua, que veio dos teus lábios,\ duas aberturas, meio animal, meio ave\ capturadas da soleira do teu coração.\ esse foi o dia em que segui as leis do rei,\ passando pelas tuas veias rubras e azuis,\ as minhas mãos descendo pela espinha, descendo depressa como bombeiros num mastro,\ mãos entre as pernas onde exibes a tua sabedoria íntima,\ onde minas de diamantes se escondem e sobressaem para se esconderem,\ sobressaem mais depressa que uma cidade reconstruída.\ ergue-se em segundos, esse monumento.\ O sangue flui no subsolo mas ergue uma torre.\ Uma multidão devia assistir à ascensão deste edifício.\ Por um milagre, fica-se em fila e atira-se confetes. \ Claro, A Imprensa está cá em busca de títulos.\ Claro que alguém devia levar um estandarte pelo passeio.\  Se uma ponte é construída, o presidente não corta uma fita?\ No advento de um fenómeno, o Reis Magos não devem trazer presentes?\ Ontem foi o dia em que eu trouxe presentes para o teu presente\ e vim do vale para me encontrar contigo no pavimento.\ Foi ontem, esse dia. \ Foi esse o dia do teu rosto,\ do teu rosto depois do amor, junto à almofada, uma canção de embalar.\ Meio a dormir ao meu lado, deixando parar o berço antiquado,\ O nosso respirar tornou-se uno, tornou-se no respirar de uma criança,\ enquanto os meus dedos desenhavam pequenos sorrisos na tua boca,\ enquanto eu desenhava AMO-TE no teu peito e no seu baterista\ e murmurava, “Acorda!” e resmungaste no sono\ “Sh. Vamos de carro para Cape Cod. Vamos para a Ponte de\ Bourne. Andamos às voltas na Rotunda de Bourne.” \ Bourne! \ Depois conheci-te no teu sonho e rezei pelo tempo em que seria trespassada e ganharias raízes em mim\ tempos em que poderia dar à luz o teu filho, em que te traria comigo, tu ou o teu fantasma no meu pequeno lar.\ Ontem, eu não queria ser perdida ou achada para isto\ mas esta é a máquina de escrever perante mim\ e o amor vive onde o ontem vive. CELEBRANDO O MEU ÚTERO - Tudo em mim é uma ave.\ Esvoaço todas as minhas asas.\ Elas quiseram cortar-te\ mas não o farão.\ Disseram que eras infinitamente vazio\ mas não és.\ Disseram que estavas moribundo\ mas enganaram-se.\ Cantas como uma colegial.\ Não estás ferido.\ Doce valor,\ celebrando a mulher que sou\ e a alma da mulher que sou\ e a criatura central e o seu prazer\ canto para ti. Atrevo-me a viver.\ Olá, espírito. Olá, taça.\ Firmada, coberta. Cobertura com conteúdo.\ Olá, terra dos campos.\ Bem-vindas, raízes.\ Cada célula tem uma vida.\ Há suficientes para agradar a uma nação.\ Estes bens bastam à populaça.\ Qualquer pessoa, qualquer comunidade diria,\ “É óptimo podermos plantar novamente este ano\ E ter perspectivas de uma colheita.\ Previu-se míldio mas houve engano.”\ Muitas mulheres cantam isto:\ Uma está numa fábrica de sapatos, a amaldiçoar a máquina,\ outra está no aquário a tratar uma foca,\ outra aborrece-se ao volante do Ford,\ outra recebe dinheiro na portagem,\ outra ata a corda do vitelo no Arizona,\ outra percorre a escala de um violoncelo na Rússia,\ outra muda de turno num forno egípcio,\ outra pinta as paredes do quarto da cor da Lua,\ outra morre mas recorda um pequeno-almoço,\ outra estende-se no seu tapete na Tailândia,\ outra limpa o rabo do filho,\ outra olha pela janela de um comboio\ no meio do Wyoming e outra\ está algures e algumas estão em toda a parte e todas\ parecem cantar, embora algumas não saibam cantar uma nota.\ Doce valor,\ celebrando a mulher que sou\ deixa-me andar com um lenço de três metros,\ deixa-me atrair os rapazes de dezanove,\ deixa-me transportar tigelas para a oferenda\ (se é a parte que me toca).\ Deixa-me estudar o tecido cardiovascular,\ deixa-me examinar a distância angular de meteoros,\ deixa-me chupar os caules das flores\ (se é a parte que me toca).\ Deixa-me desenhar umas imagens tribais\ (se é a parte que me toca).\ Por esta coisa que o corpo precisa,\ deixa-me cantar\ pela ceia,\ pelos beijos,\ pelo sim\ correto. Poemas da escritora estadunidense Anne Sexton (Anne Gray Harvey – 1928-1974). Veja mais aqui e aqui.

 


O TEATRO DA ESPONTANEIDADE – A obra O teatro da espontaneidade, de Jacob Levy Moreno (1892-1974), aborda temas como a influencia da espontaneidade no drama moderno e psicodrama, ideia fixa, lugar e significação do self, dimensões e futuro do sel do homem, origem do teatro, analise do teatro legitimo e a categoria do momento, teatro do conflito, teatro no palco e teatro de plateia ou grupo, participação da audiência e diretor de audiência, drama da audiência, o metateatro, estrutura arquitetônica, elenco, as duas meta zonas, metapraxis, dramaturgia experimental, principio, direção de produção, teste de espontaneidade, ciência das formas, diferente analítica entre o ator de espontaneidade e o ator dramático, ato criativo, estado de espontaneidade, caráter duplo do estado de espontaneidade, status nasciendi e ideia de perfeição, dramaturgia e criaturgia, patologia do trabalho de espontaneidade, drama-máquina e o principio da espontaneidade, ciência das relações interpessoais, técnicas para o ator individual e ação interpessoal, principio de liderança no role playing, espaço e movimento, técnica de um desempenho dramático totalmente espontâneo, sistemas de comunicação, ciência da apresentação, panos de fundo, máscaras, preparação, direção, aplicações, programa de peças, jornal vivo, improvisação e drama espontâneo, temas principais da educação da espontaneidade, linguagem legitima e ilegítima, catarse mental e cura, teatro terapêutico, Goethe e o psicodrama, entre outros importantes assuntos. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIA
MORENO, Jacob Levy. O teatro da espontaneidade. São Paulo: Summus, 1984.


PSICODRAMA – A obra Psicodrama, de Jacob Levy Moreno, trata do berço do psicodrama, antecedentes históricos e ideia de catarse total, origens do drama terapêutico, filosofia do ato criador, o estado da espontaneidade, o jornal vivo, mundo das crianças, teoria geral da espontaneidade, Helen H. Jennings, o psicodrama na educação, psicodrama experimental, função do direito e do Ego auxiliar, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
MORENO, J. L. Psicodrama. São Paulo: Cultrix, 1978.

PSICODRAMA E NEUROCIÊNCIA - A obra Psicodrama e Neurociência: contribuição para a mudança terapêutica, aborda temas como neuroplasticidade e mudança terapêutica, neurônios-espelho e o espaço intersubjetivo, o conceito de eu em Moreno e a teoria emergentista do eu de Rojas-Bermudes, imagem psicodramática e a técnica de construção de imagens, uso da técnica de construção de imagens na clinica psicodramática, construção de imagens com tecidos (CIT) em psicoterapia psicodramática bipessoal e nas organizações, construção de imagens em grupo com pacientes psicóticas, psicodrama transformador na mudança terapêutica, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
FLEURY, Heloisa; KHOURI, Georges; HUG, Edward. Psicodrama e Neurociência: contribuição para a mudança terapêutica. São Paulo: Ágora, 2008.

PSICODRAMA COM CRIANÇAS – A obra Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível, organizada por Camila Salles Gonçalves, aborda temas como faz-de-conta e participação social, implantação do atendimento a crianças, rematrizando a relação pais-filhos, psicoterapia dos papéis de pai e de mãe, psicodrama com crianças, duas sessões com meninas, matriz de identidade e desenvolvimento afetivo-emocional, o som e a fúria dos punks, uma nave contra a monstro do espaço, o avião e a morte, entre outros importantes temas.

REFERÊNCIA
GONÇALVES, Camila (Org.). Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível. São Paulo: Ágora, 1988.

PSICODRAMA NO SÉCULO 21 – A obra Psicodrama no século 21: aplicações clínicas e educacionais, organizada por Jacob Gershoni, reúne diversos autores que abordam temas como o psicodrama e outros métodos, o sistema triádico, sociometria, psicodrama, psicoterapia de grupo, a transferência no psicodrama analítico, a utilização na terapia familiar sistêmica de Bowen, terapia estrutural de família, modelo para grupos de crianças, metáforas para conectar corpo e mente, sinergia entre arteterapia e psicodrama, interligação dos mundos externo e interno, aplicações a diversos grupos, aplicação do psicodrama na vida diária, métodos, sociodrama, sociometria, traumas de terremotos, tratamento de adição e trauma em mulheres, comunidade gay, lésbicas, bissexuais, transgêneros, treinamento e consultoria, educação vivencial, exploração de um ambiente de aprendizagem cooperativa, treinamento de advogados, consultas sistêmicas com clínicos gerais, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
GERSHONI, Jacob (Org.). Psicodrama no século 21: aplicações clínicas e educacionais. São Paulo: Ágora, 2008.

UMA ANATOMIA DO DRAMA – A obra Uma anatomia do drama, de Martin Esslin, aborda temas como definições, delimitações e natureza do drama, a experiência coletiva, o ritual, estilo e caracterização, a estrutura, o vocabulário crítico, tragédia, comédia, tragicomédia, o palco e os meios de comunicação de massa, ilusão e realidade, o drama e a sociedade, a verdade do drama, entre outros importantes temas.

REFERÊNCIA
ESSLIN, Martin. Uma anatomia do drama. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

O SIGNO TEATRAL – A obra O signo teatral: a semiologia aplicada à arte dramática, de Roman Ingarden, Petr Bogatyrev, Jindrich Holzl e Tadeuz Kowzan, trata da semiologia e o espetáculo teatral, as funções da linguagem teatral, os signos do teatro, a mobilidade do signo teatral e o signo no teatro.

REFERÊNCIA
INGARDEN, R.; BOGATYREV, P.; HONZL, J.; KOWZAN, T. O signo teatral: a semiologia aplicada à arte dramática. Porto Alegre: Globo, 1977.

TEORIA E TÉCNICA DA ARTE-TERAPIA – A obra Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito, de Sara Païn e Gladvs Jarreau, aborda a arte-terapia sua definição, dimensão antropológica da atividade estética, a subjetiva estética, a utilização da arte com fins terapêuticos, o papel do arte-terapeuta, os espaços e o tempo, a constituição dos grupos, definição psicologia da atividade representativa, os aspectos semióticos, o processo de criação, representação e patologia, psicologia da representação, as técnicas, as marionetes, o fantoche de vara, psicologia da representação pela marionete, as máscaras, entre outros importantes temas.

REFERÊNCIA
PAÏN, S.; JARREAU, G. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.


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