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quinta-feira, fevereiro 26, 2015

DORA GABE, ROSEANNE BARR, PARRIS GOEBEL & SERENAR

 


SERENAR

 

Ah, o amor

brotou de mim como se fora a flor de lis.

Fiz e refiz e nem se serenou, logrou a dor em certos sonhos infantis.

 

Ah! O amor,

predestinado a ser eterno aprendiz,

seguiu no triz e nem se revelou

e arrumou o que de breve nem se quis.

 

Chegou de dentro como chama de vulcão,

queimou com força e fez a vez do coração.

E nem sequer sabia onde encontrar você.

 

O amor fez a loucura dominar a solidão,

me diz que não a ilusão não vai mandar

e vai me dar um sim até não ter mais fim.

 

Chegou de dentro como chama de vulcão,

queimou com força e fez a vez do coração.

E nem sequer sabia onde encontrar você

pra me iluminar até que o mar seja comigo agora,

não vejo a hora de poder tocar na sua mão.

Toda emoção pra se valer precisa ter o dom da vida,

vida vivida pelo coração.


 

SERENAR - Ah, o amor, não fosse ela apaziguando minha febre irremediável toda fulgurante como uma Deusa de Sol, a se fazer rubra na escuridão das nossas noites escuras e fechadas, como quem rutila em plena efervescência de larvas vulcânicas, a se fazer clarividente ao meu toque profano nas cascatas da sua sacralizada clausura, não teria eu jamais prazer nem sentido na vida. É que sou ave cega com as raízes dos meus ossos trazidos da terra e a minha alma desenterrada na minha vida de pedras jogadas. Sou as minhas errâncias arrastando os vestígios sem rumo com todas as heranças perdidas, devorado pelas sombras da inquietação solitária na minha paz despedaçada, posto que o desditoso destino ignoto, mesmo assim, me concedeu a cortesia misteriosa de estar vivo. Não tivesse eu tantos danos por reparar com a minha culpa esdrúxula, não ficaria à boquinha da noite à espera da sua chegada toda viçosa remendando a desordem da minha vida desordenada, a serenar o meu coração enamorado. E sou grato pelo bálsamo da sua coroação de rainha a alinhar o curso de todas as minhas luas desnorteadas pra percorrer o mundo com nossos beijos errantes e a me dar sua roseira aberta que se reflora a cada toque que ouso pelo sigilo da noite mais que ádvena até a abóbada celeste de sua boca insana. E me pega pela mão no voo desde a origem do dia e toda verdade revolta na terra viva do seu ser, manejando com perícia as minhas extraviadas e pálidas insanidades, quando morde minha carne e me lambe a pele amainando as feridas cálidas, derramando o sobejo da sua boca na minha alegria. Não fosse eu ter a dádiva da vertiginosa dança do seu bailado venturoso, a me fazer Odur no seu ser de Valquíria Freya, quando já nos tornamos Súcubus e Íncubus no meio de toda tempestade dos desejos. Não tivesse eu a chama ardente de buscar sua silhueta em cada recanto e a todo instante, sem que seja cedo ou tarde para que eu me sinta nas suas pálpebras de ternas emoções, onde um só minuto é toda eternidade, pra não me deixar morrer porque já fui condenado de tudo no campo minado do amor. Não soubesse eu a escolha do que amo, não lhe veria os sinais vibrantes que ondulam em seu ser por todas as estações, porque aprendi a dormir com a noite em que a fragrante flor do seu ditoso e incendiário corpo madurado me é mais estrelado com seus prazeres inesgotáveis. Ah, o amor, não fosse ela atravessando o meu dia repleta de plena satisfação para erigirmos na dúplice taça dos amantes o mel dos felizes, ah, o amor, eu jamais teria sentido na vida, porque o amor é mútua condecoração. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Para mim, meu espírito criativo é quase outra pessoa que vive dentro de mim, a criança dentro de mim que nunca cresceu. Continue brincalhão, divirta-se e não se importe com o que as pessoas pensam. Acho que, como um ser criativo, isso é algo que nunca perdi. Só você pode ver sua visão. É importante encontrar esse relacionamento consigo mesmo e fortalecê-lo. Pensamento da dançarina, coreógrafa e atriz neozelandesa Parris Goebel, também conhecida profissionalmente como Parri$.

 

ALGUÉM FALOU: Esperar que a vida lhe trate bem é tolice como esperar que um touro não lhe bata porque você é vegetariano. A coisa mais absurda que estou dizendo é: Não tenha filhos. Não se case e tenha filhos. Tenha uma vida maior do que isso. Eu me considero um bom juiz de pessoas... É por isso que não gosto de nenhuma delas. Pensamento da atriz, escritora e comediante estadunidense Roseanne Barr, que no seu livro Roseannearchy: Dispatches from the Nut Farm (Gallery Books, 2012), ela expressa que: [...] Às vezes, para mim, não fazer birra é o que correr uma maratona ou atravessar o Canal da Mancha a nado deve ser para outras pessoas de natureza emocional menos desafiadora. [...]. Veja mais aqui e aqui.

 

DOIS POEMAS - SANGUE FEMININO - Sangue feminino…\ O sangue que cria \ mundos de ternura,\ tristeza e glória,\ pensamentos sobre a noite,\ a dor de tudo,\ do ciúme à morte,\ amor pagão.\ Pagão acreditar\ e se esconder de maneiras pagãs\ de todos,\ que você está apaixonado…\ E a tua sombra\ vem e me pergunta\ se eu carrego essa “dor” \ nos meus olhos.\ Mas não foi você\ que me crucificou nela primeiro!\ Sangue feminino sagrado e pecaminoso. NÃO CHEGUE PERTO DE MIM! - Não chegue perto de mim!\ Seja uma efígie\ Na parede de pedra da antiga catedral,\ Alto e inacessível,\ Para permanecer como um desejo eterno\ Em meu coração vazio deixado por você\ Silencioso e em alerta.\ Não chegue perto de mim… Poema da escritora, tradutora e ativista Dora Gabe (1886-1983).

 

PRIMEIRO COMO TRAGÉDIA, DEPOIS COMO FARSA – Por uma indicação dos amigos Luiz Dorvilé e Fábio, tive acesso à obra Primeiro como tragédia, depois como farsa (Boitempo, 2011), do filósofo, teórico crítico e cientista social esloveno Slavoj Zizek, ele aborda sobre ideologia, socialismo capitalista, a hipótese comunista, a estrutura da propaganda inimiga, a crise como terapia de choque, fetichismos, entre outros assuntos. Na parte do livro denominada Humano, demasiado humano, encontrei: [...] A era contemporânea volta e meia se proclama pós-ideológica, mas essa negação da ideologia só representa a prova suprema de que, mais do que nunca, estamos imbuídos na ideologia. A ideologia é sempre um campo de luta - entre outras, de luta pela apropriação de tradições passadas. Um dos indicadores mais claros de nossa triste situação é a apropriação liberal de Martin Luther King, em si uma operação ideológica exemplar. Recentemente, Henry Louis Taylor observou: "Todos, até as criancinhas, conhecem Martin Luther King e podem dizer que seu grande momento foi aquele discurso do 'Eu tenho um sonho'. Ninguém consegue ir além dessa frase. Tudo que sabemos é que esse camarada teve um sonho. Não sabemos que sonho foi. King fez um longo caminho desde que foi saudado pelas multidões em Washington, em março de 1963, quando foi apresentado como o "líder moral de nosso país". Por insistir em questões que iam além da simples segregação, perdeu muito apoio público e foi visto cada vez mais como um pária. Como explicou Harvard Sitlcoff, "ele assumiu a questão da pobreza e do militarismo porque as considerava vitais 'para tornar a igualdade algo real, não apenas uma irmandade racial, mas igualdade de fato"'. Nos termos de Badiou, King seguiu o "axioma da igualdade", muito além da questão isolada' da segregação racial: estava em campanha contra a pobreza e a guerra na época em que morreu. Falou contra a Guerra do Vietnã e, quando foi morto, em Memprus, em abril de 1968, estava lá para apoiar a greve dos trabalhadores da limpeza pública. Como disse Melissa Harris-Lacewell, "seguir King significava seguir a estrada impopular, não a popular". Além disso, tudo que hoje identificamos com liberdade e democracia liberal (sindicatos, voto universal, educação gratuita universal, liberdade de imprensa etc.)foi conquistado com a luta difícil e prolongada das classes inferiores nos séculos XIX e XX; em outras palavras, foi tudo, menos consequência "natural" das relações capitalistas. Recordemos a lista de exigências que conclui o Manifesto Comunista: com exceção da abolição da propriedade privada dos meios de produção, a maioria é amplamente aceita hoje nas democracias "burguesas", mas somente como resultado de lutas populares. Vale destacar outro fato com frequência ignorado: hoje, a igualdade entre brancos e negros é comemorada como parte do sonho americano e tratada como axioma ético-político evidente por si só; mas nas décadas de 1920 e 1930 os comunistas norte-americanos eram a única força política a defender a igualdade racial completa. Os que defendem a existência de um vínculo natural entre capitalismo e democracia distorcem os fatos, assim como a Igreja Católica distorce os fatos quando se apresenta como defensora "natural" da democracia e dos direitos humanos contra à ameaça de totalitarismo – como se a Igreja não tivesse aceitado a democracia apenas no fim do século XIX como uma concessão desesperada, e mesmo assim rangendo os dentes, deixando claro que preferia a monarquia e que era com relutância que cedia aos novos tempos. Por conta de sua total difusão, a ideologia surge como seu oposto, como não ideologia, como âmago de nossa identidade humana para além de qualquer rótulo ideológico. [...]. Veja mais aqui, aquiaqui.

Imagem: Sketch La République, do pintor e escultor francês Honoré Daumier (1808-1879). Veja mais aqui.

Curtindo o dvd da ópera popular Alabê de Jerusalém (2006), do cantor e compositor Altay Veloso. Veja mais aqui.

HÁ UM OUVIDO NO IGNOTO – No capítulo VII da obra Os trabalhadores do mar, do escritor francês Victor Hugo (1802-1885), Há um ouvido no ignoto, encontrei o seguinte relato: Correram algumas horas. O sol levanta-se deslumbrante. O seu primeiro raio iluminou na plataforma da grande Douvre uma forma imóvel. Era Gilliatt. Continuava estendido em cima do rochedo. Já não estremecia aquela nudez gelada e endurecida. Estavam lívidas as pálpebras fechadas. Era difícil dizer que não era um cadáver. O sol parecia contemplá-lo. Se aquele homem nu não estava morto, devia estar tão perto disso que bastaria o menor vento frio para acaba-lo. Começou a soprar o vento, tépido e vivificante; era o hálito vernal de maio. Entretanto, o sol subia no profundo céu azul; o seu raio menos horizontal ia-se purpureando. A luz fez-se calor. Cingiu Gulliatt. Gilliatt não se mexia. Se respirava, era uma respiração quase extinta que mal poderia embaciar um espelho, o sol continuava a sua ascensão cada vez menos obliqua sobre Gilliatt. O vento, que era tépido ao princípio, tornou-se cálido. Aquele corpo rígido nu continuava sem movimento; entretanto a pele parecia menos lívida. O sol, acercando-se do zênite, caia a primo sobre a plataforma do Douvre. Vertia do alto do céu uma prodigalidade de luz; juntava=se a ela a vasta reverberação do mar tranquilo, o rochedo começava a ficar tépido e aquecia o homem. O perito de Gilliattt levantou-se com um suspiro. Vivia. O sol continuava as suas carícias, quase ardentes. O vento, que já era o vento do meio-dia, e o vento de verão, aproximava-se de Gilliatt como uma boca, soprando molemente. Gilliatt fez um movimento. Era inexprimível a tranquilidade do mar, tinha um murmúrio de ama ao pé do filho. As vagas pareciam embalar o escolho. As aves marinhas que conheciam Gilliatt voavam inquietas por sobre ele. Já não era o medo selvagem do princípio. Era um quê de terno e fraternal. Soltavam pequenos guinchos. Pareciam chama-lo; uma gaivota que o amava, sem dúvida, teve a familiaridade de descer para junto dele. Começou a falar-lhe. Ele não parecia ouvi-la. Ela saltou-lhe sobre o ombro e começou a brincar docemente com o bico nos seus lábios. Gilliatt abriu os olhos. Os pássaros, alegres e ariscos, voaram. Gilliantt levantou-se e espreguiçou-se como o leão acordando, correu a bordo da plataforma e olhou para o intervalo do Douvre. A pança estava intata. O batoque resistira. Provavelmente o mar maltratara-o pouco. Tudo estava salvo. Gilliatt já não estava cansado. Refizeram-se-lhe as forças. O desmaio foi um sono. Esvaziou a pança, pôs a avaria fora da flutuação, vestiu-se, bebeu, comeu, tornou-se alegre. O buraco, examinado de dia, demandava mais trabalho do que Gilliatt pensou. Era uma grande avaria. Gilliatt gastou o dia inteiro em repará-lo. No dia seguinte, de madrugada, depois de desfazer a tapagem e abrir a saída do estreito, vestido com os andrajos que tinham vencido a avaria, tendo consigo o cinto de Clubin e os 75 000 francos, em pé na pança consertada, ao lado da máquina salva, com um vento de feição e mar admirável. Gilliatt saiu do escolho Douvres. Aproou sobre Guernesey. No momento em que se afastava do escolho, alguém que lá estivesse tê-lo-ia ouvido entoar a meia voz a canção Bonny Dundee. Veja mais aqui, aquiaqui.

CAPSI – Realizou-se nesta última quarta-feira, 22 de fevereiro, mais uma assembleia do Centro Acadêmico Martin Baró, do curso de Psicologia do Cesmac, ocasião em que foram debatidos diversos assuntos, entre eles o do desenvolvimento do Movimento dos Estudantes de Psicologia de Alagoas, congregando alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cesmac e Unit, com evento previsto para realização no próximo dia 10 de março, na Ufal. Também foram abordados assuntos sobre a realização de palestras, ficando marcada a primeira delas para o dia 05 de março, como Me. Luiz Geraldo Rodrigues de Gusmão abordará sobre o tema da Psicologia Organizacional e a hegemonia dos testes psicológicos. Também foram debatidos os assuntos sobre o CineClube e a criação de Grupos de Pesquisa articulados com professores e as disciplinas do curso. Veja mais aqui.

DIA DO COMEDIANTE:- Tive a oportunidade na vida de assistir a um espetáculo ao vivo, de ouvir um disco e de ver também na televisão (este último não demonstrando o seu grandioso talento como ao vivo e no disco), apresentações do ator e humorista brasileiro Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho, mais conhecido como Agildo Barata que hoje se encontra no auge dos seus 83 anos de idade. Confesso para vocês que foi uma experiência inenarrável e de extremo prazer, não conseguindo nem mesmo me controlar diante das piadas e sacadas no palco, me levando mesmo a extremos momentos de descontrole com as interpretações e imitações do Agildo de Nelson Rodrigues, de Dercy Gonçalves, de Clodovil e de tantos personagens que ganharam homenagem na expressão desse grande artista. E como hoje é o Dia do Comediante, nada mais justo que homenagear aqui um dos maiores atores e humoristas do Brasil. Veja mais aqui


TEOREMA – O destaque cinematográfico de hoje é o aclamado drama da escola do Cinema Italiano, Teorema (1968), do cineasta e escritor italiano Pier Paulo Pasolini, com música maravilhosa de Ennio Morricone e destaque pro trabalho da atriz Silvana Mangano. Trata-se de um filme que retrata as instituições italianas contando a história de um personagem e sua influência em uma família burguesa. O filme critica a futilidade, o comodismo e a alienação da burguesia. Veja mais aqui, aquiaqui e aqui.


HOMENAGEM ESPECIAL
Como todo dia é dia da mulher, a homenagem de hoje vai pra cantora Maria Creuza que ficou mais conhecida como a mulher de dois homens, por suas participações em shows como de Toquinho & Vinicius e, também, da dupla Antonio Carlos & Jocafi.


Veja mais sobre:
De heróis, mitos & o escambau, Alphonse Eugène Felix Lecadre & Aldemir Martins aqui.

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Literatura Infantil, Tiquê, Leviatã & Thomas Hobbes, Constantin Stanislavski, Hermann Hesse, Lee Ritenour, Krzysztof Kieslowski, Jean-Honoré Fragonard, Juliette Binoche, Bette Davis & Alexey Tarasovich Markov aqui.
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Caríssimos ouvintes, a voz ao coração, Bernhard Hoetger, Aleksandr Rodchenko & Fremont Solstice Parade aqui.
Carpe diem, mutatis mutandis!, Endecha, Nikolai Roerich, Antonella Fabiani & Leon Zernitsky aqui.
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E se o amor fosse a vida na tarde ensolarada do quintal, Varvara Stepanova & Luciah Lopez aqui.
Errâncias de quem ama, promessas da paixão, Richard Strauss & Leonie Rysanek, A lenda Bororo de origem das estrelas, Sonia Ebling de Kermoal & Dorothy Lafriner Bucket aqui.
A ponte entre quem ama e a plenitude do amor, Murilo Rubião, Anneke van Giersbergen, Wäinö Aaltonen, Eduardo Kobra, Ramón Casas, Manuel Colombo & Fátima Jambo aqui.
Legalidade sob suspeita, Anna Moffo, Viola Spolin, Reisha Perlmutter, Floriano de Araújo Teixeira & Moína Lima aqui.
Os seus versos, danças & cantos do cacrequin, Jasmine Guy, Renata Domagalska, Lívia Perez, Luciah Lopez & Vera Lúcia Regina aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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terça-feira, novembro 18, 2014

SOPHIE OLUWOLE, WISLAWA, DAREL, JESS SCOTT, ÁNGEL RAMA, MARIA AZENHA & ALMA MAHLER

 


A OBRA DE DAREL VALENÇA LINS - Nascido na cidade pernambucana de Palmares, no dia 9 de dezembro de 1924, o gravurista, pintor, desenhista, ilustrador e professor Darel Valença Lins, iniciou aprendizado de desenhista técnico de máquinas na Usina de Catende, localizada na vizinha cidade catendense, e dedica-se à prática do desenho à mão livre, em 1937, estudando na Escola de Belas Artes, atual Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em 1941 passa a ser desenhista no Departamento Nacional de Obras e Saneamento de Recife. Mudou-se pro Rio de Janeiro em 1946, onde, no ano seguinte, matriculou-se no Liceu de Artes e Ofícios, onde estuda gravura em metal com Henrique Oswald, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, entra em contato com Oswaldo Goeldi e passa a atuar como ilustrador em diversos periódicos, como para a revista Machete, Senhor, Revista da Semana, entre outras, além dos jornais Última Hora, O Jornal e o Diário de Notícias. Em 1949 realiza uma exposição Individual, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1950 recebe o Prêmio Parkes pelo Ibeu. Em 1951 passa a lecionar gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp); litografia na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro; e na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo. A partir de 1953 encarrega-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil. Com o prêmio de viagem ao exterior, recebido no Salão Nacional de Arte Moderna – (SNAM), do Rio de Janeiro, em 1957, viaja para a Itália, onde permanece até 1960, realizando doze murais para a cidade de Reggio Emilia e se interessa pela obra de Pisarello. De volta ao Rio de Janeiro, ilustrou diversas obras literárias, como obras de Manuel Antônio de Almeida, Barbosa Rodrigues, Graciliano Ramos, Dalton Trevisan e Dostoievski. Em 1964 recebe o prêmio de desenho no 2º Resumo de Arte do Jornal do Brasil, no MAM/RJ. A partir daí retomou as atividades jornalísticas e realizou uma série de colagens e fotomontagens para as crônicas de Antônio Maria, na Revista da Semana. Em 1966 participa do 15º Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro como membro do júri de seleção e premiação. Em 1968 é editado álbum com doze gravuras em metal, organizado por Júlio Pacello, com texto de Clarice Lispector. Entre 1968 e 1969, realiza painéis como os do Palácio dos Arcos, sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, para a Olivetti (1970) e para a IBM (1979). Em 1982 recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo pelo melhor conjunto de ilustrações para a reista Playboy. Nos anos 1970 realiza uma série de exposições individuais no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e internacionais em Bruxelas na Bélgica e Copenhague na Dinamarca. Nos anos 1980 realiza individuais em Curitiba, Porto Alegre, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Nos anos 1990 as individuais se repetem em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Nos anos 2000 tive oportunidade de conhece-lo na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele faleceu no dia 7 de dezembro de 2017. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e  aqui.

 


DITOS & DESDITOS - A vida é tão rica e cheia de variedade que você tem que lembrar o tempo todo que há um lado divertido nisso tudo. Continue fazendo um bom trabalho, mesmo que só por um instante, só pelo cintilar desta pequenina galáxia. Deixe que as pessoas que nunca encontraram o verdadeiro amor continuem dizendo que ele não existe. Esta crença vai fazer com que seja mais fácil para eles viver e morrer. Prefiro o inferno do caos ao inferno da ordem... Pensamento da poeta, critica literária e tradutora polonesa e Prêmio Nobel de Literatura, Wislawa Szymborska (1923-2012). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU - Foi a distância entre a letra rígida e a fluida palavra falada, que fez da cidade letrada uma cidade escriturada, reservada a uma estrita minoria... Pensamento do escritor e crítico literário uruguaio, Ángel Rama (Ángel Antonio Rama Facal – 1926-1983), autor de obras como Transculturación narrativa en América Latina (El Andariego, 2008) e Las máscaras democráticas del modernismo (Fundación Ángel Rama, 1985).

 

CARTADe repente, percebo que só levo uma vida fictícia. Minha submissão interna é muito grande, meu navio está no porto mas está aguado. Agora estou morrendo de amor e depois de um tempo não sinto mais nada! Quando me sinto amando, tudo suporto com a maior facilidade... Quando não, as coisas são impossíveis. E, no entanto, sei perfeitamente bem que ninguém nunca esteve tão perto de mim quanto ele. Se ao menos eu pudesse recuperar meu equilíbrio interior! Quanto mais forte uma pessoa é, mais ela deseja possuir. Ele quer ser dono de tudo e levar tudo, às vezes também o absurdo. E deve ser assim... E me sinto forte. Você tem que aceitar qualquer estímulo a uma sensação, não importa de onde venha. Ninguém está esperando por mim. Ninguém está preparado para nos levar sem propaganda prévia. Cada um tem que se oferecer em toda a sua intensidade, para atrair, incitar e deslumbrar. É uma obrigação. Porque essa intensidade aumenta o calor do mundo, e a Terra deve ser aquecida, não resfriada. Para conquistar a liberdade você também tem que ser livre por dentro, e isso é o difícil. Carta da compositora, pintora e editora austriaca Alma Mahler (Alma Maria Mahler-Werfel, Alma Margaretha Maria Schindler – 1879-1964). Veja mais aqui.

 

ORUMILÁ & SÓCRATES - […] A verdade é o que o Grande Deus Invisível usa para organizar o mundo... A verdade é a Palavra que nunca pode ser corrompida. [...] Quando eles se viraram para mim e disseram: 'Bàbá, agora aceitamos que você é o único que sabe o fim de tudo', respondi, 'eu mesmo não sei essas coisas.' Para obter instruções sobre este assunto, você tem que ir a Deus através da adivinhação, pois somente Ele é o possuidor desse tipo de sabedoria. [...] A tribulação não vem sem seus bons aspectos. O positivo e o negativo constituem um par inseparável. [...] Ninguém que saiba que o resultado da honestidade é sempre positivo escolheria a maldade quando sabe que ela tem uma recompensa negativa. [...]. Trechos extraídos da obra Socrates and Orunmila. Two Patron Saints of Classical Philosophy (Ark Publishers, 2014), da filósofa nigeriana Sophie Oluwole (Abosede Oluwole – 1935-2018).

 

NOVA ORDEM - [...] Suponho que não seja uma norma social e não seja uma coisa masculina de se fazer – sentir, discutir sentimentos. Então é para isso que estou apontando o dedo. Normas sociais e outras coisas... para que servem as normas sociais, realmente? Acho que tudo o que fazem é projetar uma imagem limitada e prejudicial das pessoas. Impede, assim, uma aceitação social mais ampla de como alguém, ou um grupo de pessoas, pode realmente ser. [...] Oh meu Deus. Deixo meu programa de lado e rapidamente me curvo para pegá-lo. Quero sair escondido com ele até o estacionamento, sob o luar, arrancar sua boxer e colocá-la entre os dentes. Ele está imaculado, vestido com um terno branco, branco-santo, de todas as cores. As luzes no palco lançam um halo em torno de seu cabelo castanho, fios aleatórios e sexiliciosos descansando sobre suas sobrancelhas. Ele está diretamente sob os holofotes centrais, como se fosse a estrela do show – ele sabe que é. Ele sabe, e eu sei. Mas ele não sabe que eu sei. Carne magra e corpo polido, quase sem ossos à mostra, quase sem uma gota de gordura. Maçãs do rosto e um maxilar como se tivessem sido esculpidos pelas mãos de um mestre artesão. Ele se move com muita leveza pelo palco, e penso no deus mensageiro grego, Hermes, com asas rápidas nos calcanhares. [...]. Trechos extraídos da obra New Order (jessINK, 2009), da escritora independente singapurense Jess C Scott.

 

DOIS POEMAS - CONHECI-O EM LONDRES - Conheci-o em Londres. \ Olhos negros, figura alta, esguia,\ com a face quase oculta pela tarde,\ parece um príncipe arruinado.\ Ou talvez um rei no meio do mundo.\ Todos os dias o encontro.\ Todos os dias com ele me cruzo.\ É um homem fechado à chave\ com todos os seus erros e todas as suas virtudes.\ Todos os dias o encontro.\ Todos os dias com ele me cruzo.\ Crescemos juntos com as árvores e\ com os ramos da tarde a falar com os pássaros.\ Oxalá que a Noite não leve tudo\ no seu saco desesperado de vento e\ lume. A MENINA COM AS MÃOS CHEIAS DE LÁGRIMAS - Era uma vez uma menina que apanhou duas lágrimas e entrou com elas no quarto. \ Deixou-as crescer lentamente e afogou os pais. Mas a mãe\ que sabia nadar abriu a porta de casa e disse: \ olha o \mar \ O mar foi a correr buscar uma gaivota e uma caixa de memórias e retorquiu:\ “olha o inverno a chegar.”\ A menina então com as mãos cheias de lágrimas\ e o cabelo chuvoso\ apertou o mar no coração da mãe. Poemas da poeta portuguesa Maria Azenha.

 

SACADOUTRAS


DA AMIZADE – Na obra Do espírito (1758), do filósofo e literato francês Claude Adrien Helvétius (1715-1771), destaco o trecho do Discurso III – Se o espírito deve ser considerado um dom da natureza ou como efeito da educação, notadamente no capítulo XIV - Da amizade: Amar é ter necessidade. Se não existe necessidade, não existe amizade: seria um efeito sem causa. Os homens não possuem todos as mesmas necessidades; a amizade, pois, entre eles, fundada sobre motivos diferentes. [...] Confesso que, considerando-a como uma necessidade recíproca, não nos podemos ocultar que, num longo espaço de tempo, é muito difícil que a mesma necessidade e por conseguinte a mesma amizade subsista entre dois homens. Por isso, nada de mais raro que as amizades antigas. É muito difícil ter ideias claras a respeito da amizade. Tudo que nos cerca procura nos enganar sobre o assunto. Existem homens que, para se acharem mais estimáveis aos olhos dos outros, fazem da amizade descrições romanescas e persuadem-se de sua realidade, até que as circunstancias, desiludindo a eles e a seus amigos, lhes ensinam que eles não amavam tanto quanto pensavam. Esse tipo de gente pretende comumente ter a necessidade de amar e de ser amado vivamente. [...] a força da amizade é sempre proporcional à necessidade que os homens têm uns dos outros, e que essa necessidade varia segundo a diferença dos séculos, dos costumes, das formas de governo, das condições e dos caracteres. [...] Caímos na miséria: procuramos com o mesmo amigo os meios de nos subtrairmos à indigência; e sua conversa nos poupa pelo menos na infelicidade o aborrecimento das conversações indiferentes. É portanto sempre de nossas dificuldades ou prazeres que se fala com o amigo. Ora, se não há verdadeiros prazeres nem verdadeiras dificuldades, como o provei anteriormente, a não ser os prazeres e as dificuldades físicas. Se os meios de busca-los são apenas prazeres de esperança, que supõem a existência dos primeiro, e que não passam, por assim dizer, de uma consequência; segue-se que a amizade, assim como a avareza, o orgulho, a ambição e as outras paixões, é o efeito imediato da sensibilidade física. Veja mais aqui e aqui.


AFRODITE (Imagem: Afrodite descansando, do pintor francês Henri-Pierre Picou (1824-1895) – Em grego, Afrodite significa espuma, correspondendo na mitologia helênica, à Vênus dos romanos. Era filha de Zeus e a ninfa Dione. Ela teria pela primeira vez subido à terra na ilha de Chipre que ficara sendo a sua ilha sagrada. Deusa da beleza e do amor sexual, seu cinto inspirava violentas paixões a quem eventualmente o possuía. Por isso, do seu nome foi derivada a palavra afrodisíaco, aplicada a todos os excitantes das funções sexuais. O cinto de Afrodite chamava-se Cesto e figura em muitas alusões literárias. Da mitologia grega, o cinto de Afrodite passou para a mitologia romana, transformado em cinto de Vênus. Juno o teria pedido emprestado para se fazer amar por Júpiter, o Zeus dos romanos. Veja mais aquiaqui e aqui.

O CONTRATO DA CARNE – No livro O retrato do rei (Companhia das Letras, 1991), da escritora Ana Miranda, destaco o trecho inicial: “Deus criou a luz”, disse frei Francisco de Meneses, acendendo uma vela. “As águas, o firmamento; a terra e a relva”. Sua voz ecoava na igreja vazia. “Criou o sol, a lua, as estrelas”. Uma mariposa acercou-se da chama e ficou rodeando-a, numa atração fulminante. “Criou os animais estúpidos”, olhou o homem a seu lado, e o homem. Sorriu. “Que não deixa de ser um animal estúpido”. Flexionou os joelhos, reverente; fez o sinal-da-cruz. Virou-se para seu interlocutor, sem dar as costas para o altar. Fernando de Lancastre, o governador da capitania do Rio de  Janeiro, São Paulo e Minas do Ouro ouvia-o, silencioso. “Criou um jardim paradisíaco para que os seres ali habitassem e plantou a árvore proibida”, continuou o trinitário. E disse ao homem: do fruto do conhecimento não comerás. Se comeres, morrerás. O padre e o governador caminharam pelo corredor da igreja. A espada de Fernando às vezes arranhava o chão, emitindo ruídos estridentes. Esta é a mais idiota de todas as histórias, disse frei Francisco. A mais mentirosa. O conhecimento não traz a morte. Todos os seres morrem, sejam árvores, papagaios, macacos, zebras. Ainda sereis queimado por vossas estultícias, disse o governador. O conhecimento traz apenas a infelicidade, apenas isso. Mas prefiro ser um desgraçado entendedor que uma mula aventurosa. Como eu ia dizendo, Deus fizera um rio que saía do Éden para regar o jardim do Paraíso. Em um braço desse rio, chamado Pisom, o que rodeava a terra de Havilá, havia ouro. O ouro refulgente. Em sua infinita malícia, Ele nada avisou ao homem. Hic jacet lepus. Poderia aquele reinol ignorante entender latim?  Ali se escondia a lebre, completou. Tolices. O ouro traz benefícios, disse Fernando, ao entrarem na sacristia. Numa banca brilhava um crucifixo. O padre sentou-se no faldistório, sobre o estofo rasgado. Benefícios? A poderosa força maléfica do ouro cria mais ruínas que fortunas; todos se tornam credores e devedores; a ambição surpassa os demais sentimentos. A ilusão da opulência e do poder destrói a ética. Pelo ouro, os justos cometem injustiças, os sagazes tornam-se parvos e os idiotas brilham na retórica. Pegou um cálice dourado. Olhou o reflexo de seu rosto, -distorcido, no metal. E para que os homens sonham com o ouro? , continuou o padre. A realização de seus sonhos está perto, entre pedras de cascalho, ali, entre rochas e penedos, a um passo, basta estender a mão para atingir o zênite. O zênite do quê? A visão de seus sonhos se evapora como um resto de chuva em dia de sol. E se no meio de uma imensa devastação alguém se decide a perguntar: por que, mesmo, queremos o ouro? Por que sonhávamos? Ninguém saberá responder. Mas eu vos digo: para reinar, para comer e para fornicar. É isso que os homens desejam, e nada mais. Reinar, comer, fornicar. Fernando mantinha-se silencioso. Considerava aquele padre um fementido prevaricador, soturno, crápula, e tinha problemas demais para perder tempo com filosofias esdrúxulas e blasfemas. Além disso, percebia aonde frei Francisco queria chegar, com aquelas ruminações inconvenientes. Ia pedir-lhe a prorrogação do monopólio da venda de carne nas Minas do Sertão. Poucos, disse o padre, elevando o indicador, são os que contam o trágico fim de Jasão. Ele perdeu tudo que tinha. O mesmo navio que o levara de encontro ao velocino de ouro o esmagou. Este é o destino de todos os heróis. Frei Francisco suspirou. Tinha nariz longo quebrado na metade, sobrancelhas juntas. Estas rugas, disse o frei, oferecendo uma visão completa de seu rosto, são as únicas condecorações que recebi por meus esforços. O próprio Midas esteve a ponto de morrer de fome, e nasceram-lhe duas orelhas de burro. Veja mais aqui.

TEATRO & POESIAO poeta e dramaturgo do período elizabetano inglês Christopher Marlowe (1564-1593), levou uma vida desregrada, envolveu-se com espionagem e foi assassinado por um de seus companheiros, durante uma orgia. A sua primeira produção dramática foi a tragédia em duas partes Tamerlão o Grande (1890-93), em que o personagem central é um conquistador ávido de poder e de humilhar seus inimigos, revelando-se um herói voraz, arrogante e cruel. Esse mesmo tema reaparece na farsa trágica A famosa tragédia do rico judeu de Malta (1592), encaminhando-se pro lirismo exaltado na A trágica história do doutor Faustus (1588-1604), revelando-se um mestre na versão mais notável da lenda do homem que vendeu a alma ao diabo, para dominar o mundo e seus prazeres. Em seguida ele escreveu peças históricas como O massacre de Paris (1593), também O reinado difícil e a morte lamentável de Eduardo II (1594), bem como o seu poema Hero e Leandro (1598), um decassílabo narrativo que é manejado com grande habilidade e os encontros amorosos são descritos com vigor apaixonado. Ele é considerado o precursor de Shakespeare e, por consequência, um gênio do teatro. Veja mais aqui.

NON TI MUOVERE – O filme Non ti muovere (Não se mova, 2004), dirigido por Sergio Castellitto, baseado no romance homônimo de Margaret Mazzantini, conta a história de um pai em pânico que espera o desenrolar da cirurgia que pode salvar a sua filha acidentada, enquanto lembra suas escolhas e os acasos que moldaram sua vida, como a relação arrebatadora com uma jovem camareira. Trata-se de um retrato sentimental das suscetibilidades do homem, naturalmente inclinado a abrir mão do desejo por um cotidiano previsível. O destaque do filme vai para a atriz espanhola Penélope Cruz Sanchez. Veja mais aqui, aqui e aqui.

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aqui Logo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá – agora com 2 horas de duração -comemorando os mais de 400 mil acessos do blog, apresentação da querida Meimei Corrêa e com as seguintes atrações na programação: Heitor Villa Lobos, Airto Moreira & Flora Purim, Patativa do Assaré, Elis Regina, Enya, Chico Buarque & Gilberto Gil, Edu Lobo, Djavan, Lenine, Ivan Lins, Maria Rita, Geraldo Azevedo, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Milton Nascimento, Bráulio Tavares, Kleiton & Kledir, Sonia Mello, Mazinho, Ricardo Machado, Moína Lima, Roberto Toledo, Ozi dos Palmares, Zé Ripe & Paulo Profeta, Cikó & Zé Linaldo, Amel Brahim, Gonzaguinha, Michael Kamen & muito mais!SERVIÇO:O que? Programa Tataritaritatá Quando? Hoje, terça, 18 de novembro, a partir das 21hsOnde? No MCLAM - blog do Programa Domingo Romântico Apresentação: Meimei Corrêa. Confira mais aqui



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NÉLIDA PIÑON, OCTAVIO PAZ, AMIA SRINIVASAN, CONCEIÇÃO LIMA & NANÁ VASCONCELOS

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