EXERCÍCIOS
EXPERIMENTAIS DE ESBOÇOS NADA A VER – Imagem: Sim ou não (2009), do escritor e artista visual Tchello d’Barros. - UMA: ENTRE PARÊNTESES - Uma coisa é sonhar acordado quando o
dia amanhece; outra é não saber nada do que fazer diante do fato de que tudo
agora não faz o menor sentido. É a vida. As pessoas em redor, passam pensativas
ou emocionalmente abaladas, pra onde vão, não sei, erram de si, lembram e esquecem.
Eis-me aqui como se tudo fizesse para um melhor amanhã comece a partir de
agora, neste momento, enquanto, na verdade, todos se encontram refugiados em um
dia qualquer do passado. Não perdi as esperanças, só as rememorações. De fato,
eis-me aqui, na rua e perdido como qualquer um, com minhas solas e unhas em
dia, indefeso, talvez, ignoro o próximo instante. De fato, em termos
inacabáveis, em processo, o desconfortável é mais que gigantesco para eu me
perder entre tentativas de erros e acertos. Então, para quê compreender, sinto
e isso basta! Isso não quer dizer que eu seja indiferente às contradições,
sofro com as injustiças e tento fazer a minha parte, revendo minhas quedas,
tentando evitar outras, não estou isento de responsabilidade. O que sei é que o
fracasso da humanidade é uma tragicomédia. E me rio, até de mim mesmo, como se
estivesse no fim do mundo, embriagado com seus belos amanheceres e crepúsculos,
fartas aprendizagens. Vou pro que será. E se era ou não era, não esqueço que
ainda um dia eu vou morrer, claro, sou como um náufrago desamparado, mas quem
não é neste louco e vasto mundo com seus cheiros de esquisitice, encantos e
espantos. Ouço bem as ladainhas das pessoas dorminhocas sobre sonhos de
prosperidade com seus fantasmas cobrando o que devem. A escuridão não distingue
vivos ou mortos, eu mesmo não sei como salvar a minha própria pele: a vida
pendurada no arame do varal. Estar vivo é correr risco, fazer escolhas. Eu sei
e se der, redivivo, faço amor com a Terra para exorcizar a loucura na chama das
velas acesas nos candelabros, quando as sombras e os invisíveis são íntimos. Ah,
Bachelard, tantos estilhaços, muitas imundícies, heranças no chão: a noite é
alimária selvagem que me conduz atento, mãos às rédeas voo pelo absurdo da
existência. DUAS: CRIANÇA ABANDONADA -
Valdevinicio catava louco noitedia pela presença voluptuosa de Catalinivea.
Errava dela, desencontros persistentes. Urdia convergência, um dia daria certo,
com certeza. E deu, quando menos esperava. Ela lá, inteira, elegante e solícita:
um sonho de consumo pras suas garras. Chegou a sua vez, investiu pesado. Dali
para o que ele queria era um passo. Para ela, nem tanto, desconhecia, talvez,
as intenções num encontro fortuito, pagou pra ver, nada demais. Desse encontro
pro jantar, local discreto, às escuras, uns goles, ela indefesa suspirava entre
confissões e afinidades, segredos revelados; toques acidentais de pele, outros
goles, o mundo roda na cabeça, gracejos e intimidades, mão na mão, e agora? Tá
bom. Mais um pouco. Amanhã... A noite é uma criança. Goles, papos e tragadas. Nada
demais pra meter a cara, provar da surpresa, o gosto do imprevisível. A vida
gira na taça de vinho. Os sentidos falam mais alto, no flerte as carências
expostas, libido em alta. Cheiros ao olfato, perfume atrativo; o tato, a
procura na ponta dos dedos, assimetrias carnais; olhos vidram e música no ar. E
dançam quase sem jeito, estreitam dois pra lá, um pra cá, pisadas, tropeços,
risadagem, balaçam as pernas, umas entre as outras, sem sair do lugar, apenas
rodam e se tocam, a paixão faz festa. Dali o ritmo dos nervos, veias exaltadas,
carne pro desejo, corpos pros lençóis, fronhas e vestes ao chão: o calor do
prazer, sintoma da entrega, uma aos beijos, ventes e coxas, duas ao delírio de
bocas e sexos, e amanheceu como se por encanto depois de orgamos. À despedida, novo
encontro marcado. Da segunda vez, melhor. Mais outra e mais vezes, quase vício.
Meses passaram até a menstruação parar não se sabe quando, um teste e a
comprovação na promessa esponsal. No outro dia ela ligou, ele não atendeu,
estava em reunião. Ligações repetidas o dia todo e demais dias, uma semana,
quase um mês depois e ele fora transferido pra outra filial não se sabe onde. A
solidão e a gravidez. Exames e parto na obstetrícia. Ela fechou os olhos, a
criança chorava ao colo. A manchete do noticiário: recém-nascida encontrada na
lata do lixo. TRÊS: VENCEDOR & VENCIDO - A recepção e os atavios,
carteira assinada no sorriso entre orelhas, o relógio de ponto no peito
estufado, o expediente e a vida valia a pena. Aprendeu rápido, muitas tarefas,
profissional da vez, diplomas nos trinques, como manda o figurino. Não sabia
sem vez nem voz. Meio dia, quinze minutos pra marmita. Engole sem mastigar.
Encheu a pança? Bora! Tem muito a fazer. Dezoito horas, ufa! Hoje tem serão;
amanhã, também; depois de amanhã e sempre, inclusive finais de semana e
feriados, sem horas extras no contracheque. Que horas são? Madruga. O sono
vence. O apito, despertador; corre-corre, nada de atraso. Manhã vira tarde e
noite, todo dia e o dia todo. Respira cansaço, tudo pronto, concluído. A ilusão do tempo no tictac a corromper
a vigília. Tá cochilando é? 99 não dão 100, quero 101! Qualidade total, erro
zero! Manda quem pode; obedece quem tem juízo! Arrume o que fazer! Hem? Vá limpar o
eixo do sol. Como? Vá calar aquele sabiá que está me incomodando. Hum? Plante
bananeira ou dê um salto solto aí, vá! Ué! Faça-me rir! Vá ver se estou lá
esquina, já voltou? Nem fui! Então acorda os pássaros, faça alguma coisa! O
quê? Vai sentar o cu num balaio de rola, já! Eita! Isso, aquilo, de novo,
limpe, esfregue, quero brilhando! Agora conte! Reconte! Faça! Desfaça! Refaça!
De novo! Vá e volte! Sente e levante! Sentido! Fique aí coarando até eu voltar,
não se mexa! Pare de respirar! Parou. Caiu, nunca mais se levantou. Era uma
vez. O que será escravidão que eu não sei? ©
Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.Zineblog de Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
segunda-feira, fevereiro 19, 2018
FEUERSTEIN, QUINTANA, GALSWORTHY, GIOSUÈ CARDUCCI, JORGE ANDRADE, NELSON AYRES, ELISA FUKUDA & TCHELLO D’BARROS
EXERCÍCIOS
EXPERIMENTAIS DE ESBOÇOS NADA A VER – Imagem: Sim ou não (2009), do escritor e artista visual Tchello d’Barros. - UMA: ENTRE PARÊNTESES - Uma coisa é sonhar acordado quando o
dia amanhece; outra é não saber nada do que fazer diante do fato de que tudo
agora não faz o menor sentido. É a vida. As pessoas em redor, passam pensativas
ou emocionalmente abaladas, pra onde vão, não sei, erram de si, lembram e esquecem.
Eis-me aqui como se tudo fizesse para um melhor amanhã comece a partir de
agora, neste momento, enquanto, na verdade, todos se encontram refugiados em um
dia qualquer do passado. Não perdi as esperanças, só as rememorações. De fato,
eis-me aqui, na rua e perdido como qualquer um, com minhas solas e unhas em
dia, indefeso, talvez, ignoro o próximo instante. De fato, em termos
inacabáveis, em processo, o desconfortável é mais que gigantesco para eu me
perder entre tentativas de erros e acertos. Então, para quê compreender, sinto
e isso basta! Isso não quer dizer que eu seja indiferente às contradições,
sofro com as injustiças e tento fazer a minha parte, revendo minhas quedas,
tentando evitar outras, não estou isento de responsabilidade. O que sei é que o
fracasso da humanidade é uma tragicomédia. E me rio, até de mim mesmo, como se
estivesse no fim do mundo, embriagado com seus belos amanheceres e crepúsculos,
fartas aprendizagens. Vou pro que será. E se era ou não era, não esqueço que
ainda um dia eu vou morrer, claro, sou como um náufrago desamparado, mas quem
não é neste louco e vasto mundo com seus cheiros de esquisitice, encantos e
espantos. Ouço bem as ladainhas das pessoas dorminhocas sobre sonhos de
prosperidade com seus fantasmas cobrando o que devem. A escuridão não distingue
vivos ou mortos, eu mesmo não sei como salvar a minha própria pele: a vida
pendurada no arame do varal. Estar vivo é correr risco, fazer escolhas. Eu sei
e se der, redivivo, faço amor com a Terra para exorcizar a loucura na chama das
velas acesas nos candelabros, quando as sombras e os invisíveis são íntimos. Ah,
Bachelard, tantos estilhaços, muitas imundícies, heranças no chão: a noite é
alimária selvagem que me conduz atento, mãos às rédeas voo pelo absurdo da
existência. DUAS: CRIANÇA ABANDONADA -
Valdevinicio catava louco noitedia pela presença voluptuosa de Catalinivea.
Errava dela, desencontros persistentes. Urdia convergência, um dia daria certo,
com certeza. E deu, quando menos esperava. Ela lá, inteira, elegante e solícita:
um sonho de consumo pras suas garras. Chegou a sua vez, investiu pesado. Dali
para o que ele queria era um passo. Para ela, nem tanto, desconhecia, talvez,
as intenções num encontro fortuito, pagou pra ver, nada demais. Desse encontro
pro jantar, local discreto, às escuras, uns goles, ela indefesa suspirava entre
confissões e afinidades, segredos revelados; toques acidentais de pele, outros
goles, o mundo roda na cabeça, gracejos e intimidades, mão na mão, e agora? Tá
bom. Mais um pouco. Amanhã... A noite é uma criança. Goles, papos e tragadas. Nada
demais pra meter a cara, provar da surpresa, o gosto do imprevisível. A vida
gira na taça de vinho. Os sentidos falam mais alto, no flerte as carências
expostas, libido em alta. Cheiros ao olfato, perfume atrativo; o tato, a
procura na ponta dos dedos, assimetrias carnais; olhos vidram e música no ar. E
dançam quase sem jeito, estreitam dois pra lá, um pra cá, pisadas, tropeços,
risadagem, balaçam as pernas, umas entre as outras, sem sair do lugar, apenas
rodam e se tocam, a paixão faz festa. Dali o ritmo dos nervos, veias exaltadas,
carne pro desejo, corpos pros lençóis, fronhas e vestes ao chão: o calor do
prazer, sintoma da entrega, uma aos beijos, ventes e coxas, duas ao delírio de
bocas e sexos, e amanheceu como se por encanto depois de orgamos. À despedida, novo
encontro marcado. Da segunda vez, melhor. Mais outra e mais vezes, quase vício.
Meses passaram até a menstruação parar não se sabe quando, um teste e a
comprovação na promessa esponsal. No outro dia ela ligou, ele não atendeu,
estava em reunião. Ligações repetidas o dia todo e demais dias, uma semana,
quase um mês depois e ele fora transferido pra outra filial não se sabe onde. A
solidão e a gravidez. Exames e parto na obstetrícia. Ela fechou os olhos, a
criança chorava ao colo. A manchete do noticiário: recém-nascida encontrada na
lata do lixo. TRÊS: VENCEDOR & VENCIDO - A recepção e os atavios,
carteira assinada no sorriso entre orelhas, o relógio de ponto no peito
estufado, o expediente e a vida valia a pena. Aprendeu rápido, muitas tarefas,
profissional da vez, diplomas nos trinques, como manda o figurino. Não sabia
sem vez nem voz. Meio dia, quinze minutos pra marmita. Engole sem mastigar.
Encheu a pança? Bora! Tem muito a fazer. Dezoito horas, ufa! Hoje tem serão;
amanhã, também; depois de amanhã e sempre, inclusive finais de semana e
feriados, sem horas extras no contracheque. Que horas são? Madruga. O sono
vence. O apito, despertador; corre-corre, nada de atraso. Manhã vira tarde e
noite, todo dia e o dia todo. Respira cansaço, tudo pronto, concluído. A ilusão do tempo no tictac a corromper
a vigília. Tá cochilando é? 99 não dão 100, quero 101! Qualidade total, erro
zero! Manda quem pode; obedece quem tem juízo! Arrume o que fazer! Hem? Vá limpar o
eixo do sol. Como? Vá calar aquele sabiá que está me incomodando. Hum? Plante
bananeira ou dê um salto solto aí, vá! Ué! Faça-me rir! Vá ver se estou lá
esquina, já voltou? Nem fui! Então acorda os pássaros, faça alguma coisa! O
quê? Vai sentar o cu num balaio de rola, já! Eita! Isso, aquilo, de novo,
limpe, esfregue, quero brilhando! Agora conte! Reconte! Faça! Desfaça! Refaça!
De novo! Vá e volte! Sente e levante! Sentido! Fique aí coarando até eu voltar,
não se mexa! Pare de respirar! Parou. Caiu, nunca mais se levantou. Era uma
vez. O que será escravidão que eu não sei? ©
Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.quarta-feira, dezembro 13, 2017
JUNG, BAUMAN, QUINTANA, GONZAGA, JOÃO CABRAL, DOROTHY IANNONE & ESCADA
UMA COISA DENTRO
DA OUTRA – Imagem: Blue and wihte sunday morning, da artista estadunidense Dorothy Iannone. - Olá, gentamiga, um
dia radiante de harmonia paratodos, salve, salve. As coisas parecem andar meio embaralhadas,
de pernas pro ar, ou melhor, desgovernadas mesmo. É que entre uma coisa e
outra, o que aparece é meio insólito, senão, paradoxal. Deveras, é só olhar
direitinho que está duvidoso saber se o que é certo virou errado, ou se o
direito e o justo são apenas acomodações negociadas. Tem muita bravata no ar. É
que enquanto teimam em fazer da oportunidade do presente um passado não muito
distante de infeliz condução, produzem um futuro no capricho dos interesses
escusos. O noticiário quase não deixa qualquer entendimento que não seja a da
discórdia, entender são outros quinhentos. O falso moralismo de plantão
reinante imprmindo o retrocesso, e apenas para satisfação dos que pensam que
sua condição egoísta, retrógrada e vaidosa é imperiosa e urgente, mostra, nada
mais, nada menos, a mais cristalina das constatações de sectarismo raivoso de
trogloditas da barbárie e cultores das trevas para a implementação do
neofundamentalismo canceroso que alastra tenazmente entre nós. Esse despropósito
confunde vida com conforto, arte com baboseira, artista com diletante,
sinceridade com artifício, crença com intolerância. No entanto, apesar da
insegurança impressa por estabanados arrumadinhos que se processas em todas as
esferas da gestão governamental do nosso país, apesar da dubiedade de expressão
entre cordados e conformados, e da escuridão no fim do túnel, a nós que nos foi
concedido o poder de sermos seres pensantes, nos resta seguir, firme e
serenamente, decodificando os acontecimentos e desfechos do momento atual. É preciso,
antes de qualquer coisa, sabermos que não é apenas o umbigo o legítimo
beneficiário das benesses existentes no mundo, muito menos o único detentor do
poder de razão acima de quem quer que seja. O outro e os demais, senão todos,
merecem também partilhar do direito de viver por serem legítimos ocupantes do
planeta Terra. Vale dizer que nunca ouvi dizer que um cavalo, ou um cachorro,
jacaré ou leão, ou o mais peçonhento dos seres ditos irracionais desse mundo,
matasse ou vitimasse o outro da mesma espécie, só pra se apossar ou acumular
aquilo que fosse o seu desejo sobre os demais. Isso nos leva a refletir acerca da
evolução humana ao longo dos séculos e milênios, a avaliar o inventário da
humanidade. A nós, de fato, nos resta entender que a humildade, gentileza e
discernimento são atributos que nos distinguem como seres humanos, portanto, isso
é o que nos faz distinguir no plano cósmico, qual a nossa missão e propósito na
vida. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.domingo, abril 22, 2012
LIVROTERAPIA, DONNA HARAWAY, TRAPIELLO, PAUL TILLICH, LUCÉLIA PAIVA, EDUCAÇÃO & DIREITO AMBIENTAL
LIVROTERAPIA - Era eu menino quando ouvi a frase: O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um
morto que vive. Só muito depois é que soube de quem era a autoria ao
ler textos do escritor missionário e filósofo português António Vieira (1608-1697),
aquele mesmo conceptista da Companhia de Jesus no Brasil que escreveu mais de
duzentos sermões, entre eles: A vida é uma lâmpada acesa, vidro e fogo.
Vidro que com um sopro se faz e fogo que com um sopro se apaga. Desde então passei a ser assíduo leitor,
sobretudo porque recebi do poeta Mário Quintana uma dose dupla: O livro traz
a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado. Os
verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem. Em seguida Descartes: A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais
honestas pessoas dos séculos passados. Já adolescente foi a vez de Kafka: Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós. Logo
após um conselho da poeta Cora Coralina:
Tenha sempre um livro ao alcance do seu
tempo. E assim o fiz porque Paulo Freire me guiou: É preciso que a
leitura seja um ato de amor. Até que um dia tomei nas mãos os dois volumes
da obra O ato da leitura: uma teoria do
efeito estético de Wolfgang Iser,
passando literalmente a viajar e muito, até descobrir que existia a Biblioterapia proposta por Marc-Alain Ouaknin. Sim. Se eu já
gostava de ler, agora tinha um motivo a mais, reiterado mais pela obra A
leitura como função terapêutica: biblioterapia, da Clarice Fortkamp Caldin. Melhor ainda quando
conheci, primeiro: Os jovens e aleitura, em seguida: Qual o poder da leitura e, por fim, A arte de ler, todos da Michèle
Petit. Aí me aprofundei no assunto, ao me deparar com História da
Leitura do Alberto Manguel, Gratidão
aos livros de Stefan Zweig e
a Aventura do livro de Roger Chartier. Foi por este tempo que
recolhi da obra A arte de falar da morte
para crianças: A literatura infantil como recurso para abordar a morte com crianças e
educadores (Ideias
& Letras, 2011), da psicóloga Lucélia
Paiva: As histórias podem levar a
mudanças, pois auxiliam o indivíduo a enxergar outras perspectivas e distinguir
opções de pensamentos, sentimentos e comportamentos, dando oportunidades de
discernimento e entendimento de novos caminhos saudáveis para enfrentar
dificuldades. Desde então passei a cultivar a Livroterapia. Isso mesmo. Quer saber mais? Veja mais abaixo e aqui.
DITOS & DESDITOS - A blasfêmia sempre pareceu exigir que as coisas fossem
levadas muito a sério. Embora ambos estejam vinculados à dança em espiral,
prefiro ser um ciborgue do que uma deusa. Pensamento da filósofa estadunidense Donna
Haraway. Veja mais aqui.
O EU, SOLITUDE & O MUNDO – [...]
o
eu é um ser sob a dimensão da autoconsciência e nunca deve ser equivocado com
um objeto, cuja existência pudesse ser discutida, ou como parte de um ser vivo,
mas sim como o ponto ao qual todos os conteúdos da consciência estão referidos. [...] Ser só na finitude essencial é uma expressão
da completa centralidade do homem [...] É a condição para a relação com o
outro. Aquele que é capaz de ter solitude é capaz de ter comunhão. [...] Trechos
extraídos da obra Teologia sistemática
(Paulinas/Sinodal, 1987), do filósofo alemão Paul Tillich (1886-1965). Veja mais aqui.
TRÊS POEMAS – NO
FINAL DA TARDE: No final da tarde / as
últimas trilhas param / na parede de cal, / acidentes, cinzas. / Aos olhos,
então, as paisagens / parecem laqueadas / e até parecem lágrimas, / tão
suavemente que vêm. / Falo de mim porque temo a morte / nua das coisas / e que
a morte venha a este telhado / para ficar no vale calmo e silencioso. / Como em
seu copo o chá verde e mouro / ou o velho livro que se abre ao lado deles / conseguiram
ser mestres de sua quietude, / e em sua quietude se / igualam às estrelas que
andam em vastas órbitas, / como aquele velho livro e aquele copo de chá, / lembre-se
deste lugar e deste momento. / Chegará o dia em que você / se perguntará o que aconteceu com tudo
aquilo sobre você, eu, e nenhuma palavra sairá / dos olhos. DOIS: Olhe para mim
ainda. O musgo cresceu em meus lábios / e em invernos rigorosos a neve me
visita. / Sente-se, viajante, ao meu lado. / Quando a chuva arranca / coroas de
prata da pedra e silenciosamente / no cipreste a tarde morre, só de / você eu
me lembro. Mas você está longe. / Passe a mão sobre meu nome e remova / as
folhas amarelas que o cobrem / e as pétalas secas daquelas flores / antigas. Me
ligue mais tarde e me diga / se o vento daqueles campos a apagou / ou se ainda
treme no ar / como o alecrim verde. MONÓLOGO: Como uma criança, ela fala / consigo
mesma, sentada sozinha na cômoda / da mãe, com ruge nas bochechas. / Ela fala
sobre quem vai amá-la e chora de / alegria, apesar da maquiagem / excessiva. As
lágrimas anunciam / um anjo para ela, mas também a morte / que ela ignora,
atordoada naquelas sedas. / O barulho da escova no vidro de / repente o
assusta. / Ele levanta o olhar para o espelho / e se contempla em olhos que são
seus, / mas depois de muitos anos. Poemas do escritor espanhol Andrés Trapiello. Veja mais aqui.
EDUCAÇÃO
Reunião
de artigos e trabalhos acadêmicos
EDUCAÇÃO, ORIENTAÇÃO & PREVENÇÃO AO ABUSO SEXUAL
AS FASES EDUCACIONAIS NO BRASIL
FORMAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
EDUCAÇÃO, INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE & ORIENTAÇÃO
SEXUAL
A
EDUCAÇÃO & TRANSVERSALIDADE – TEMAS TRANSVERSAIS
A MULHER & AS RELAÇÕES DE GÊNERO
EDUCAÇÃO,
PROFESSOR & INCLUSÃO
FORMAÇÃO DOCENTE & ENSINO MÉDIO
A AFETIVIDADE & A
PEDAGOGIA DO AFETO
BISSEXUALIDADE
& EDUCAÇÃO PARA AS DIFERENÇAS
A TRANSVERSALIDADE NA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
(Para conferir os artigos & trabalhos acadêmicos é só clicar sobre o título de cada um)
EDUCAÇÃO & DIREITO AMBIENTAL - O presente
trabalho foi desenvolvido sobre a múltipla aplicação da Educação e do Direito
Ambiental, seja na esfera pública, quanto na área privada, remontando para a
importância das sanções definidas na Constituição Federal. Além disso,
analisando as referências bibliográficas disponíveis, aprofundou-se acerca de
questões, tais como culpa, dano, aplicabilidade da norma tanto para pessoas
físicas quanto jurídicas, compensações, reparações de dano, sanções
administrativas e penais, abordagem histórica da legislação ambiental dos
primórdios até o momento atual na vida brasileira. Justifica-se tal pesquisa no
sentido de que dado a relevância necessária ao tema ambiental, tendo em vista,
nos dias de hoje, propagar-se a idéia de desenvolvimento sustentável e o
respeito ao ser humano e o seu ambiente. A agressão ao meio ambiente implica em causar
danos tanto ao ser humano quanto ao seu meio, carecendo de se reparar ações
saneadoras e restauradoras, com o fito de tanto restringir quanto educar
pessoas físicas e jurídicas no trato com o patrimônio ambiental e humano. Hoje
é tratado com salutar importância as resoluções tomadas nas Conferências das
Nações Unidas, quanto as legislações vigentes atinentes ao tema, rearticulando
todas os níveis sociais na obtenção de uma educação ambiental que seja
compatível com a sustentabilidade. É
nesse tocante que se efetuará pesquisa observando a responsabilidade ambiental
a partir da Constituição Federal, dando relevância ao conceito de dano, a
apuração do dano ambiental e sua reparação, bem como a atuação da pessoa
jurídica quanto a reparação do dano causados pelos crimes ambientais; e, ao final,
considerações conclusivas alusivas ao tema proposto no presente trabalho. ANNE CARSON, FRANÇOISE VERGÈS, TAHMIMA ANAM & SETÍGONO
Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Em rota de colisão, a sorte...
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Imagem: Pulsações caósmicas , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Em rota de colisão, a sorte...
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Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Ressaca aluada de panacei...
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O MILAGRE DELA, KAREN, KARA ZOR-L... – Absorto com as minhas escrevinhações, nem percebia o que se passava ao meu redor. Levantei-me...
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DORO, A TEIBEI & ORÁCULO... – Doro aperreou-se: a situação não estava nada auspiciosa; de promissor mesmo, só a vontade de tom...
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UMAS DE MUITAS & OUTRAS – UMA: DA DIFUSA LUTA DAS MULHERES – Um exemplo dos mais extraordinários é aquele no qual constatamos as l...












