sexta-feira, fevereiro 04, 2011

RUI KNOPFLI, LEON ELIACHAR, RICHARD MILLER, EDUCAÇÃO & PAZ

A arte do pintor do impressionismo estadunidense Richard E. Miller (1875–1943).

A PAZ – Não seria a paz a moldura funesta com rostos algozes impressos para o terror, não, não seria. Nem seria a chamada fúnebre para enfrentamento dos que querem nos sepultar de qualquer forma, como se fôssemos meros obstáculos e serviríamos para alimentar suas orgias de conquistas e vitórias. Não, não seria a paz o estampido da arma atroz a deflagrar petardos letais sobre nossa face, tórax, peito, coração. Não seria a máquina insistente a triturar sonhos e anseios, como se fôssemos azeite para as engrenagens mais sórdidas. Não seria a bandeira discriminatória de uns sobre outros, os melhores, os limpos, os puros e os bestiais construindo uma nova civilização conforme sua loucura e querer. Não, não seria a paz a injustiça nossa de todos os dias, jamais. A paz ainda precisa ser criada, nascida da mão estendida, da lágrima solidária, do peito aberto, da voz amena, do olhar terno e da vida compartilhada. A paz é como o beijo da mulher amada apaziguando nossas inquietudes. Esta a paz que precisamos criar e fazê-la nascer a cada dia. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.




 EDUCAÇÃO – [...] Creio que o primeiro dever do educador consiste em aguardar um interesse fundamental pela pesquisa e em despertar no educando o espírito de busca, a sede da descoberta, da imaginação criadora e da insatisfação fecunda, no domínio do saber. Porque ele é um “agende provocador” e desequilibrador de estruturas mentais rígidas. O essencial é que o educando permaneça se mpre em estado de apetite. [...]. Trecho extraído do artigo A atitude interdisciplinar no sistema de ensino (Tempo Brasileiro, 1992), do epistemólogo e professor doutor em Filosofia pela Université des Sciences Sociales de Grenoble (França) e pós-doutorado pela Universitsé des Sciences Humaines de Strasbourg (França), Hilton Japiassu. Veja mais aqui.

DEPOIS DAS REVOLUÇÕES UTÓPICAS – [...] O novo individualismo transforma o sujeito na medida final de tudo, orienta- se para a realização profissional e pessoal a parti r de um processo de libertação à qual, entretanto, não se soma a responsabilidade cívica. Pelo contrário, é um individualismo muitas vezes cínico, no qual a idéia de liberdade é pensada como fruição e se realiza em um quadro de relativismo moral em que tudo é permitido [...] Trecho extraído da obra As Revoluções Utópicas dos anos 1960 (Editora 34, 2006), do economista, advogado, cientista político e administrador de empresas Luiz Carlos Bresser Pereira.

A MISÉRIA DA ESTÉTICA – [...] a família rural migra para a periferia, o marido se desemprega e bebe ou se aproxima da praga tual, a droga e seu tráfico; a mulher trabalha e a filha de 6 anos cuida dos menores. Como de 30% a 40% da população brasileira migra a partir de 1970, estamos falando de dados epidêmicos. Onde não há estrutura de intimidade, os sintomas não se constituem no que Freud denominou essas maravilhosas construções estéticas. Estas necessitam de um mínimo de delicadeza amorosa. Personalidades construídas nesse estado de rarefação se tornam destituídas da matéria dos sonhos e assim não constroem interioridade. A ação prevalece sobre o pensamento, o concreto se impõe ao simbólico, a pornografia suplanta o erótico, a droga não permite a fruição. A pobreza de espírito não permite a configuração da intimidade. O verso se apresenta em exílio forçado. A violência caótica se torna a regra. Diante dessa miséria, dessa impossibilidade de reflexão de carência de modelos para identificação, migalhas de intimidade são consumidas com furor [...]. Trecho extraído do artigo A miséria da estética (Bravo, janeiro 2002), do psicanalista Leopold Nosek.

ISABELA, A MULHER QUE SOFRIA EM GRIFOIsabela nasceu num cantinho de página. Nasceu para sofrer, para q eu negar? Logo na terceira ou quarta linha, completou 20 anos de idade, pra ter, de saída, a sua primeira desilusão no amor. [...] Tudo é premeditado. Para aproveitarmos um velho desenho de uma mulher de preto, matamos, sem titubear, o marido de Isabela que passou a ficar de luto, pela morte do seu primeiro marido – uma vez que pretendemos casar Isabela muitas outras vezes. Para isso, neste capítulos, fizemos um desenho novo, com tinta e nanquin também novos, em papel de primeira qualidade: afinal de contas, uma Isabela caprichada, com traços firmes e curvas insinuantes, atrairá certamente a cobiça de novos personagens [...]. Trechos extraídos da obra Homem ao zero (Expressão e Cultura, s/d), do escritor e jornalista Leon Eliachar (1922-1987). Veja mais aqui.

TESTAMENTOSe por acaso morrer durante o sono / não quero que te preocupes inutilmente. / Será apenas uma noite sucedendo-se / a outra noite interminavelmente. / Se a doença me tolher na cama / e a morte aí me for buscar, / beija Amor, com a força de quem ama, / estes olhos cansados, no último instante. / Se, pela triste monotonia do entardecer, / me encontrarem estendido e morto, / quero que me venhas ver / e tocar o frio e sangue do corpo. / Se, pelo contrário, morrer na guerra / e ficar perdido no gelo de qualquer Coreia, / quero que saibas, Amor, quero que saibas, / pelo cérebro rebentado, pela seca veia, / pela pólvora e pelas balas entranhadas / na dura carne gelada, / que morri sim, que me não repito, / mas que ecoo inteiro na força do meu grito.Poema do poeta, jornalista e critico literário moçambicano Rui Knopfli (1932-1997). Veja mais aqui.

EDUCAÇÃO
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 DESPAUTÉRIOS DO FHC: E HAJA ÓLEO DE PEROBA!!!! – Quando vi Fegacê do mais DEMo com aquele blá blá blá todo de decepcionado sociológica e políticamente do governo do Lulinha, isso acoloiado com o coveiro Serra que é o hipocondríaco careca, mais o Guerra que era brizolista, o catatônico Téo das Alagoas que é o mamoeiro da Seresta e mais uma enfieira de trepeças mumunhentas que passaram 10 anos no planalto e a desgraça que já era foi feita de festa, pensei logo, cá comigo, que a fábrica de óleo de peroba deve estar com o faturamento lá em cima de tão superavitário pelo consumo desses caras de pau. Ora, ora, isso tudo só mesmo no FECAMEPA.




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    Ao som do Violin Concerto No. 1 in G minor, Op. 26 (1866), do compositor alemão Max Bruch (1838-1920), na interpretação da violinista ...