Mostrando postagens com marcador Mercedes Sosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercedes Sosa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, julho 09, 2020

RASHIDA JONES, HARVEY, CARMEN FAUSTINO, MARIANNE WILLIAMSON, DURIEU, FLÁVIO CARVALHO, LUDMILA FOBLOVA, RACHEL DAISY ELLIS & LITERÓTICA



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: NINGUÉM PERDEU A VIAGEM - Vou coração atravessando grades, o amor brotando da carne, adiante. Nem pergunto se vale a pena, pouco importa, o que fica da canção feita de emoções, versos da garganta aos ventos, tons dedilhados a voar, alma comungada. Do que passou para o que virá, canta Mercedes Sosa, o Corazón Libre de Rafael Amor: Durar não é estar vivo, viver é outra coisa. Não dá para prever se será pela última vez, nunca se sabe, tudo passa e só importa viver. E vivo.

DUAS: DE AMOR & ARTE, AMORARTE – Sempre fui muito presepeiro, desde menino. Não parava quieto, buliçoso. Ouvisse o que se dissesse, curioso, queria saber mais, sempre mais. E não fiz nada na vida a não ser aprendiz no amor e na arte, nada mais. Quando ouvi do Somerset Maugham: Só o amor e a arte tornam a existência tolerável, eu já sabia na Primavera de Ginsberg: Só a poesia torna a vida suportável!

TRÊS: POESIA É A VIDA E SÓ RESTA VIVER – Então, se apanhei demais, errei além da conta, paguei o pato e ainda não quitei o que porventura deva ou apareça pelos catabís e entroncamentos mundo afora, nada demais, sigo adiante com aquela do poetinha Vinicius de Moraes: A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Só sei que dos espermatozoides fui o único que escapei, abri a porteira do mundo e vou pra vida sem me importar com sorte ou azar, o presente é o meu presente todo dia e agora. Vou. Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Em muitos relacionamentos, o homem se sente ameaçado pela magnificência da mulher, e descobre uma infinidade de meios para fazê-la questionar sua própria beleza e força. Um homem seguro não se sente ameaçado pelo poder intelectual ou emocional de uma mulher, mas celebra a oportunidade que essa feliz parceria lhe oferece. […]. Trecho extraído da obra O valor da mulher (Rocco, 1995), da escritora Marianne Williamson, que propõe às mulheres uma viagem mais difícil antes de conquistar o mundo: a descoberta da dimensão espiritual e o conhecimento da vida interior. Ela defende que: O amor é o sentimento com o qual nascemos. O medo é o sentimento que aprendemos aqui.

 

OUTROS DITOS

Eu sei que na vida haverá doenças, devastação, decepções, sofrimentos — é um dado adquirido. O que não é garantido é a maneira como você escolhe superar tudo isso. Se você procurar com atenção, sempre encontrará o lado bom...

Pensamento da atriz, cantora, escritora e modelo estadunidense Rashida Jones. Veja mais aqui.

 

AS CONTRADIÇÕES & FIM DO CAPITALISMO

[...] O capital carrega em si uma definição dissecante não apenas da imensa diversidade do mundo natural, mas também do enorme potencial da natureza humana para desenvolver livremente suas próprias capacidades e poderes. A relação do capital com a natureza e com a natureza humana é alienante ao extremo. [...] Qualquer estratégia dita "radical" que busque empoderar os desfavorecidos no âmbito da reprodução social, abrindo-o à monetização e às forças de mercado, está indo exatamente na direção errada. Oferecer aulas de educação financeira para a população em geral simplesmente exporá as práticas predatórias dessa população, que busca administrar seus próprios portfólios de investimentos como peixinhos nadando em um mar de tubarões. Oferecer microcrédito e microfinanças incentiva as pessoas a participarem da economia de mercado, mas o faz de forma a maximizar a energia que elas têm para gastar, minimizando seus retornos. Fornecer título legal para a propriedade da terra na esperança de que isso traga estabilidade econômica e social às vidas dos marginalizados quase certamente levará, a longo prazo, à sua desapropriação e despejo daquele espaço e lugar que já detêm por meio de direitos de uso consuetudinário. [...] Os capitalistas também, como observou o romancista Charles Dickens, gostavam de pensar em seus trabalhadores apenas como "mãos", preferindo esquecer que tinham estômago e cérebro. Mas, diziam os críticos mais perspicazes do século XIX, se é assim que as pessoas vivem suas vidas no trabalho, como podem pensar de forma diferente quando chegam em casa à noite? Como seria possível construir um senso de comunidade moral ou de solidariedade social, de modos coletivos e significativos de pertencimento e de vida que não sejam contaminados pela brutalidade, ignorância e estupidez que envolvem os trabalhadores no trabalho? Como, acima de tudo, os trabalhadores podem desenvolver algum senso de domínio sobre seus próprios destinos e fortunas quando dependem tão profundamente de uma multidão de pessoas distantes, desconhecidas e, em muitos aspectos, incognoscíveis, que colocam o café da manhã em sua mesa todos os dias? [...].

Trechos extraídos da obra Seventeen Contradictions and the End of Capitalism (Oxford University Press, 2015), do professor e geógrafo britânico David Harvey, autor das obras Rebel Cities: From the Right to the City to the Urban Revolution (2012), The Enigma of Capital and the Crises of Capitalism (2010), A Companion to Marx's Capital (2010), A Brief History of Neoliberalism (2005), The Condition of Postmodernity: An Enquiry into the Origins of Cultural Change (1989) e The Limits to Capital (1982), entre outras. As suas crônicas anticapitalistas formam verdadeiro guia para a luta de classes no século XXI, mencionando que: O capital se tornou muito sofisticado em absorver o tempo livre das pessoas porque ele não quer que você tenha tempo livre, porque você pode PENSAR... Veja mais aqui & aqui.

 

MEU ORGASMO É CURA

Quando a explosão \ Toma conta \ E aquece o estado \ Líquido... \ Toda dor \ Que esse mundo criou \ Para me levar \ A exaustão de banzo \ Evapora... \ Meu corpo \ Transcende \ Como brisa leve \ Beleza africana \ Consagração \ De um espírito livre \ Quilombola \ De quem goza \ Por rebeldia e pirraça \ Pois o meu prazer \ Você racista \ Não mata.

Poema extraído da obra Estado de libido: ou poesias de prazer e cura (Oralituras, 2020), da poeta, editora, educadora, gestora e ativista Carmen Faustino (Carmen Lucia Faustino). Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

 

O BAILADO DO DEUS MORTO, DE FLÁVIO CARVALHO
[...] V1: e o pelo do Deus... L (cadenciadamente): para fazer pincel... V1: e os ossos do Deus... L: para farinha de osso... [...] V1: E o sangue do deus... L (bem alto): farinha para as galinhas... [...] V1: e as partes imprestáveis... L: para guano... para guano... [...] A banha lubrificará o moto-contínuo... [...] V1: e as glândulas do pescoço... os gânglios... os gânglios... L: [...] eu sou o médico... com o pescoço e os gânglios... fabricarei o novo deus... V1 (secamente): não pode... V3: não pode.. não pode... V1: não pode... V2: não pode... Cai o pano.
O BAILADO DO DEUS MORTO - Trecho extraído da obra teatral A origem animal de Deus e o bailado do deus morto (Difusão Europeia do Livro, 1973), do teatrólogo, filósofo, escritor, músico, pintor e artista modernista Flávio de Carvalho (1899-1973), que é um rito-espetáculo de curta duração, apresentado com longa e dura ação reflexiva sobre o patriarcado, a religiosidade e sua ligação com a fome, o medo e o sexo destronador da mulher inferior que tira o deus animal do mato, o faz homem civilizado, sem a condição de deus, enquanto todos ficam perplexos, porque as benesses do deus são distribuídas para humanos em produtos industrializados num mundo mecanizado que não pode criar outro deus. Escrita em 1933, a peça foi proibida durante suas apresentações, sendo remontada pelo Teatro Oficina Uzyna Uzona, com os atores e músicos usando réplicas das máscaras da montagem original. Trata-se, portanto, de uma obra moderna com crítica radical e histórica do mundo artístico e seu contexto. Ele é autor de outras obras, tais como Experiência n.2 realizada sobre uma procissão de Corpus-Christi: uma possível teoria e uma experiência (Nau, 2001) Experiência #3 (Performance, 1956) e Os ossos do mundo (Ariel, 1936). Sobre sua obra encontra-se Flávio de Carvalho, o revolucionário romântico (Philobiblion, 1985), de Sangirandi Júnior; Modernismo e vanguarda: o caso Flávio de Carvalho (Estudos Avançados, 1998), de Rui Moreira Leite; Flávio de Carvalho (1899-1973) entre a experiência e a experimentação (Tese de doutoramento ECA-USP, 1994), de Rui Moreira Leite; Flávio de Carvalho - o comedor de emoções (Brasiliense/Unicamp, 1994), de J. Toledo; A arqueologia do resíduo: os ossos do mundo sob o olhar selvagem (Antiqua, 2013), de Marcus Rogério Salgado; História d’O Bailado do Deus Morto: uma radical modernização do teatro no Brasil. (Dissertação de mestrado – UFMG, 2002), de William Golino; e Flávio de Carvalho (Cosac Naify, 2009), de Luiz Camilo Osório. Veja mais aqui.

A ARTE DE EUGÈNE DURIEU
A arte do fotógrafo francês Jean Louis Marie Eugène Durieu (1800-1974), que teve muitos dos seus modelos pintados por Eugène Delacroix. Veja mais aqui.
&
A FOTOGRAFIA DE LUDMILA FOBLOVA
A arte da fotógrafa tcheca Ludmila Foblova. Veja mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
 
O premiado documentário curta-metragem Mini miss (2018), da produtora, diretora e escritora Rachel Daisy Ellis, que apresenta a moda sob a perspectiva das crianças, mostrando pequenas modelos de uma perspectiva única: a câmera se posiciona exatamente na mesma altura delas, meninas de todos os cantos do Brasil, porém todas elas brancas. Ela é formada com mestrado em Políticas Sociais e, em 2010, tornou-se co-fundadora da produtora independente Desvia que produz conteúdo audiovisual para o cinema que pesquisa narrativas inovadoras.
&
Fome: um tema proibido, do médico, professor catedrático, pensador, ativista político e embaixador do Brasil na ONU, Josué de Castro (1908-1973) aqui.
CAOS – Arte e Tecnologia nas questões sociais aqui.
Silêncio, da poeta Edjane Leal Cruz aqui.
O Bom Pastor: as histórias e os afetos, organizado por Karina Vasconcelos aqui.
A música de Manoel Carvalho & Brapo aqui.
A fotografia de Natalí Paiva aqui.
A contribuição sociológica da poesia de Ascenso Ferreira, de Maria do Socorro Barros y Durán & José Avani Tavares de Azevedo aqui.
O fantasma da Maria Fumaça aqui.
&
Jupi aqui & aqui.

 

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

É nela que sou vivo: ela nua é linda...

Literótica & muito mais aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

  



segunda-feira, julho 09, 2018

PATATIVA DO ASSARÉ, PERLS, MERCEDES SOSA, VIANINHA, KA-LAO-YEH, BIOGRAFIA DO FABO & FECAMEPA


TUDO CERTO, FABO! - Pra Fabo que se preze está tudo bem, tudo certo. Não passa em branco pelas quatro festas do ano: carnaval, maior folião, bronca pra lá, da sexta de Zé-Pereira emendada até só depois do meio dia da quarta-feira de cinzas, aí é que encara – pra ele, o Reino do Momo deveria ser a semana toda, aliás, o mês de fevereiro completo, ora. No São João, de primeiro de junho, passando por SantAntonho, até o final do mês de SumPedinho, maior rastapé – pensar na vida, pra quê? Simbora. No Natal obra caridade e faz cara feia, Deus é brasileiro; e no Ano Novo, pula onda, faz promessa, projeto de vida, simpatia pra enricar e seja lá o que Deus quiser! Isso sem contar que é festa pra todo final de semana: boca de ponche pega arrego até em festa infantil. Durante a semana, da segunda de ressaca começa a dar seus pulos pra chegar na sexta de pé na goela, vôte! Se não deu, parte pra outra, promove maus rótulos: uma boquinha aqui, um ajeitado ali, tudo na base da cama de gato e toque de arrodeio. Completamente imoderado, manguinhas de fora: dá-se uma mão, quer levar logo os pés. Farejador manhoso, rói caladinho pelas beiradas, se aproveita das catástrofes e passa por dignitário. Deprimiu com a angústia de corno, mata ou não mata, bola pra frente e haja mola no trampo, só corre atrás do troco, da sorte e da oportunidade. Passa recibo e paga pra ver. Vacila e paga mico, sai de mansinho: pega o beco. Pra tudo tem jeitinho, ora, ora. Ah, se soubesse! Aprende na marra magoando a pereba da canela, ai, cada raladura só carne viva, fratura exposta, mandíbula deslocada, clavícula fraturada, ai o calo do dedo mindinho quando o sapato aperta, acocha o cinturão, se vira com a dor de dente, gel nas olheiras e ronchas, arranhou o pau da venta, levou puxão de orelha, um safanão aqui, cutucada no espinhaço acolá, eita, descompostura! Pede pra São Lunguinho achar o que perdeu da vergonha, cara mais lisa; lavou, está novo, ora. Puxa o carro. E se a coisa empena, lá vem o enterro voltando. O ruim é espragatar a verruga quando cai de joelhos, valha-me! Está nem aí se a educação é da pior qualidade – uma fábrica de moldes só pra servir o mercado, que é que tem? -, se quiser da boa que pague e olhe lá! Nem esquenta se não tem atendimento médico ou saúde – se quiser, ora, pague plano de saúde. E paga de novo. Quando precisa: seis meses pra ser atendido, xinga a mãe do guarda e faz um auê aos esporros na maior saia justa, desce do tamanco e fecha pra balanço, quando não o quarteirão. Nem liga se não tem direitos, Justiça só pra proteger quem detém poder – e sobrevive à força de lambidas e babações, cada qual que emboneque seu padrinho, meu! Aí fura fula, mexe os pauzinhos, sombra de costa-larga vale. Se aparecer emprego, só serve se não der trabalho. Se está na reta, desinreta; depois quer enretar, maior bronca. Quem quiser que fique pra trás, vai de venta empinada e beiço virado. Pensa que está abafando, o vulgo condena: só faz merda. Como se acha o supra sumo dos perspicazes, alimenta grandíssimas ambições, esquisitices e extravagâncias. Ah, quando veste a camisa da seleção, civismo ufano e bairrismo chauvinista, maior garra e torcida, todo mundo junto e pra frente – mesmo que seja o maior ré-pra-trás no revestrés! Na hora de construir um país melhor, é cada um por si, o outro que se foda! E vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da saudosa cantora argentina Mercedes Sosa (1935-2009) – La Negra, A Voz dos Sem Voz: Concierto em el Rosedal, Trinta Años, Festival Viña del Mar & Volver a los 17 com Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso & Gal Costa & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui, aqui & aqui.

PENSAMENTO DO DIA – [...] Estamos entrando numa fase nova e perigosa. Estamos entrando na fase das terapias ‘estimulantes’: ligando-nos em cura instantânea, em consciência sensorial instantânea. Estamos entrando na fase dos homens charlatães e de pouca confiança, que pensam que se vocês obtiverem alguma quebra de resistência estarão curados, sem considerar qualquer necessidade de crescimento, sem considerar o potencial real, sem considerar o gênio inato em todos vocês. [...]. Trecho extraído da obra Gestalt-terapia explicada (Summus, 1976), do psicólogo, psicoterapeita e psiquiatra alemão Fritz Perls (1893-1970), que em outra de suas obras, Fome e agressão: uma revisão da teoria e do método de Freud (Summus, 2002), expressou: O conflito mais importante que pode levar a uma personalidade integrada ou a uma neurótica é o conflito entre as necessidades sociais e as biológicas do homem [...] com muita frequência o autocontrole exigido socialmente pode ser alcançado apenas à custa da desvitalização e do enfraquecimento das funções de grandes partes da personalidade humana — à custa da criação de neurose coletiva e individual [...]. Veja mais aqui.

CORPO A CORPO – [...] A propriedade privada tornou-nos tão estúpidos e unilaterais que um objeto só é nosso quando o temos, quando existe para nós como capital ou quando é imediatamente possuído, comido, bebido, vestido, habitado, em resumo, utilizado por nós. [...] Em lugar de todos os sentidos físicos e espirituais apareceu assim a simples alienação de todos esses sentidos, o sentido do ter. O ser humano teve que ser reduzido a esta absoluta pobreza, para que pudesse dar à luz a sua riqueza interior partindo de si. [...]. Trecho extraído da peça teatral Corpo a Corpo (Vozes. 1999), do dramaturgo, ator e diretor de teatro e televisão Oduvaldo Vianna Filho – Vianinha (1936-1974), que sobre a peça expressou: Corpo a Corpo não é uma experiência formal nova. É tradicional. Mas a sensação de ir descamando a realidade, de ir tirando pedaços e pedaços de sua superfície para chegar mais e mais até a sua intimidade, seus núcleos, foi o meu propósito. A tonteira da razão. O nunca acabar de relações que dão ao indivíduo, tiram-lhe a razão, formam novas sínteses, desbordam de novo. Uma sanfona de Luís Gonzaga, esticando, tocando, tocando sempre. Noutro texto do autor Um pouco de pessedismo não faz mal a ninguém, recolhido da obra Vianinha: teatro, televisão e política (Brasiliense,1999), de Fernando Peixoto, o dramaturgo expressa: [...] Estamos convencidos de que o trabalho cultural, como todo trabalho, tem por exigência básica a qualidade. Mas, sobre o conceito de qualidade, pesam inúmeros equívocos. Do nosso ponto de vista, a qualidade de uma obra resulta da formulação adequada da experiência na complexidade de suas contradições, isto é, na sua natureza dialética. Conclui-se daí que uma visão estreita do mundo não pode produzir boa obra, pelos simples fato de que, na sua limitação, é incapaz de revelar o verdadeiro conteúdo da realidade de que trata. Assim como não basta estar teoricamente armado de uma visão justa para obter resultados artisticamente positivos, pode um escritor alienado criar boa arte, desde que, no processo formulativo — no fazer —, consiga ampliar sua visão o suficiente para abranger as contradições inerentes a ela. O que não quer dizer que as obras estejam despidas de caráter ideológico ou de classe, mas que elas podem ter qualidade apesar disso. A liberdade é, portanto, condição necessária do trabalho criador. Numa entrevista recolhida da mesma obra, Vianinha trata que: Para reduzir uma sociedade de mais de cem milhões de pessoas a um mercado de vinte e cinco milhões de pessoas é preciso um processo cultural muito intenso, muito elaborado e muito sofisticado, muito rico, para manter, para fazer com que as pessoas aceitem ser parte de um país fantasma, um país inexistente, de um país sem problemas, [...] porque parece que realmente precisa, para circunscrever a minha visão de existência social a esse círculo muito fechado, da duplicação dos produtos de consumo. [...] Veja mais aqui e aqui.

ILUMINEMOS PEQUIM! – [...] O Imperador sentou-se no trono e assim falou: - A nossos ouvidos chegou a voz de que as grandes cidades habitadas pelos bárbaros de pele branca, quando a noite desenrola das alturas do céu os véus da sombra, são iluminadas por milhares de luzes em cada rua e em cada praça. [...] Tomai do nosso tesouro um milhão de taels, e que as ruas de Pequim sejam iluminadas como pela luz do sol. – A cidade será iluminada – respondeu o Camareiro-Mor, e, executando o Kolow, abandonou a audiência imperial. [...] Ali esperava o seu ajudante. - Chame o Grande Eunuco – ordenou. [...] – Saiba, Grande Chefe dos Eunucos, que o Filho dos Céus (que reine por dez mil anos), pela bondade de sua alma, me entregou mil taels a fim de que as ruas de Pequim resplandeçam à noite como de dia. Que as ruas da cidade sejam portanto imediatamente iluminadas. – Ouvir é obedecer! – respondeu o outro, inclinando-se e cumprimentando, conforme o ritual. [...] – O Augusto Imperador – disse o Grande Eunuco – em sua magnanimidade, estabeleceu duzentos e cinquenta mil taels para que as ruas de Pequim sejam iluminadas à noite! Providencie. – O Filho do Céu só concebe o que é justo. Nossa cidade será a maior do mundo. Apresso-me a executar a vontade do Filho do Céu – respondeu o Governador Militar, que voltou imediatamente a seu yamen e mandou chamar o Chefe dos Magistrados. [...] – Tenho o prazer e a honra de informa Vossa Excelência que a Sublime Serenidade, o Filho do Céu, resolveu gastar cem mil taels para que Pequim seja iluminada à noite. Vossa Excelência providencie. – Obedeço incontinente – foi a resposta. E subindo no palanquim, o Chefe dos Magistrados fez-se levar ao escritório dos Vigilantes da Cidade. [...] – O Filho do Céu deu-me cinquenta mil taels para que Pequim seja iluminada à noite. Providencie até amanhã ou receie o seu rigor! Grande foi a surpresa da população de Pequim quando deparou, na manhã seguinte, afixado por todos os cantos da cidade, com este manifesto: “A Serena Sublimidade, o Filho do Céu, o Augusto Imperador, Soberano do Império do Meio, Senhor dos Países Bárbaros, Vassalos e Tributários, decretou que todas as ruas e praças de Pequim sejam e permaneçam iluminadas desde a primeira hora da noite até o romper da aurora. Todo chefe de família, todo artesão, todo mercador, providenciará, portanto, para que seja aceso um lampião fora da porta externa de sua casa, de sua oficina, de sua loja. Perderá a vida quem transgredir a ordem, que será cumprida com o máximo rigor. E foi assim que o Imperador, na noite seguinte, olhando pelas janelas do sétimo andar do pagode de porcelana construído sobre a colina artificial do jardim imperial, pôde ver a cidade iluminada como por milhões e milhões de vagalumes, animais diminuídos que devoram a vasta escuridão, mas não souve jamais de que forma tinha sido gasto o milhão de taels que orçara para aquele fim. Trechos do conto do escritor chinês Ka-Lao-Yeh, recolhido de Maravilhas do conto humorístico (Cultrix, 1969), organizado por Mariano Torres.

BRASI DE CIMA E O BRASI DE BAXOMeu compadre Zé Fulô, / Meu amigo e companhêro, / Faz quage um ano que eu tou / Neste Rio de Janêro; / Eu saí do Cariri / Maginando que isto aqui / Era uma terra de sorte, / Mas fique sabendo tu / Que a misera aqui no Su / É esta mesma do Norte. / Tudo o que procuro acho. / Eu pude vê neste crima, / Que tem o Brasi de Baxo / E tem o Brasi de Cima. / Brasi de baxo, coitado! / É um pobre abandonado; / O de Cima tem cartaz, / Um do ôtro é bem deferente: / Brasi de Cima é pra frente, / Brasi de Baxo é pra trás. / Aqui no Brasil de Cima, / Não há dô nem indigença, / Reina o mais soave crima / De riqueza e de opulença; / Só se fala de progresso, / Riqueza e novo processo / De grandeza e produção. / Porém, no Brasi de Baxo / Sofre a feme e sofre o macho / A mais dura privação. / Brasi de cima festeja / Com orquestra e com banquete, / De uísque dréa e cerveja / Não tem quem conte os rodete. / Brasi de baxo, coitado! / Vê das casa despejado / Home, menino e muié / Sem achá onde mora / Proque não pode pagá / O dinhêro do alugué. / No Brasi de Cima anda / As trombeta em arto som / Ispaiando as propaganda / De tudo aquilo que é bom. / No Brasi de Baxo a fome / Matrata, fere e consome / Sem ninguém lhe defendê; / O desgraçado operaro / Ganha um pequeno salaro / Que não dá pra vivê. / Inquanto o Brasi de cima / Fala de transformação, / Industra, matéra-prima, / Descoberta e invenção, / No Brasi de Baxo isiste / O drama penoso e triste / Da negra necissidade; / É uma cousa sem jeito / E o povo não tem dereito / Nem de dizê a verdade. / No Brasi de Baxo eu vejo / Nas ponta das pobre rua / O descontente cortejo / De criança quage nua. / Vai um grupo de garoto / Faminto, doente e roto / Mode caçá o que comê / Onde os carro põem o lixo, / Como se eles fosse bicho / Sem direito de vivê. / Estas pequena pessoa, / Estes fio do abandono, / Que veve vagando à toa / Como objeto sem dono, / De manêra que horroriza, / Deitado pela marquiza, / Dromindo aqui e aculá / No mais penoso relaxo, / É deste Brasi de Baxo / A crasse dos marginá. / Meu Brasi de Baxo, amigo, / Pra onde é que você vai? / Nesta vida do mendigo / Que não tem mãe nem tem pai? / Não se afrija, nem se afobe, / O que com o tempo sobe, / O tempo mesmo derruba; / Tarvez ainda aconteça / Que o Brasi de Cima desça / E o Brasi de Baxo suba. / Sofre o povo privação / Mas não pode recramá, / Ispondo suas razão / Nas colunas do jorná. / Mas, tudo na vida passa, / Antes que a grande desgraça / Deste povo que padece / Se istenda, cresça e redobre, / O Brasi de Baxo sobe / E o Brasi de Cima desce. / Brasi de Baxo subindo, / Vai havê transformação / Para os que veve sentindo / Abandono e sujeição. / Se acaba a dura sentença / E a liberdade de imprensa / Vai sê lega e comum, / Em vez deste grande apuro, / Todos vão te no futuro / Um Brasi de cada um. / Brasi de paz e prazê, / De riqueza todo cheio, / Mas, que o dono do podê / Respeite o dereito aleio. / Um grande e rico país / Munto ditoso e feliz, / Um Brasi dos brasilêro, / Um Brasi de cada quá, / Um Brasi nacioná / Sem monopólo estrangêro. Poema extraído da obra Cante lá que eu canto cá: filosofia de um trovador nordestino (Vozes,1 984), do poeta popular, compositor, cantor e improvisador Antônio Gonçalves da Silva, mais famoso como Patativa do Assaré (1909-2002). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

BIOGRAFIA DO FABO & FECAMEPA
O brasileiro é só um CPFabo arrodeado de golpes por todos os lados!
Veja mais (é só clicar sobre os títulos):
Abundâncias fabísticas - quando um Fabo faz das suas, valham-me todos os santos, é uma tragédia: não prevê a descarga e, muito menos, a enrabada geral!!
Dicionário Tataritaritatá: o Pai dos Fabos Burros, apedeutas graduados e intelectuais de sovaco

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

Os livros Hímen de Mallarmé & Crepúsculo do Pênis & muito mais na Agenda aqui.
&
Os milagres de Alagoinhanduba, A história secreta de Donna Tartt, a dança de Ana Botafogo, a música de Toquinho, Rosa Passos, João Bosco & Paula Morelenbaum; a arte de Artemisia Gentileschi & a poesia de Edjane Leal Cruz aqui.

APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Livros nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo.
 

quinta-feira, julho 09, 2015

JOSUÉ DE CASTRO, HOMERO, ANA BOTAFOGO, MERCEDES, FRIDA, ANGERICK, LEMPICKA, GENÉSIO, ELIEZER AUGUSTO & TRÂMITE DA SOLIDÃO!!!



Curtindo Mercedes Sosa en vivo en Europa (Universal, 1990), da cantora argentina Mercedes Sosa, La Negra – a voz dos sem voz (1935-2009). Veja mais aqui.

O ESPECTRO DA FOME – O livro Geografia da fome - o dilema brasileiro: pão ou aço (Antares, 1984), do médico, professor catedrático, pensador, ativista político e embaixador do Brasil na ONU, Josué de Castro (1908-1973), aborda a fome no nordeste açucareiro, no sertão do nordeste, nas áreas de subnutrição, no centro e no sul, estudo do conjunto brasileiro com o seu pensamento sobre a fome e a miséria resultantes da má distribuição das riquezas, concentradas cada vez mais nas mãos de pouquíssimas pessoas, defendendo a distribuição dos recursos, da terra para produção dos trabalhadores e da reforma agrária. Nesse trabalho ele mapeia a distribuição e concentração da fome no Brasil, na qual destaco o trecho O espectro da fome: Tempos atrás, um surto de sarampo, de tipo violento e infeccioso, que praticamente dizimou uma localidade mineira do vale do Jequitinhonha, revelou, ou antes, confirmou, a situação calamitosa, em matéria de saúde e desnutrição, em toda aquela vasta região. Logo em seguida, ou pouco antes, as cifras enumeradas no documento trágico de 18 altas autoridades eclesiásticas mostravam a mesma situação por todo o Nordeste. E outro documento, talvez ainda mais impressionante, dos bispos do Centro-Oeste (Marginalização de um povo), confirmava o impacto do primeiro e acentuava-o. Ainda outro documento, no mesmo sentido, e talvez ainda mais alarmante, pois se refere à região considerada mais sadia de todo o Brasil: o Rio Grande do Sul, foi referido no O Estado de São Paulo de 12 de agosto: A Revista da Associação Médica do Rio Grande do Sul publicou o resultado de uma pesquisa feita pela entidade, revelando que quase a metade das crianças gaúchas (1 milhão em 2 milhões e 600 mil) são desnutridas (sic). A desnutrição é responsável pela alta taxa de mortalidade infantil e pela evasão escolar: menos de 10% dos alunos matriculados no primeiro ano atingem a oitava série do ensino fundamental. A desnutrição é causada pela falta de alimentos, dificuldades econômicas e desconhecimento dos princípios de alimentação balanceada. Uma criança de quatro anos da classe A (isto é, das camadas ricas da população, lembro eu), diz a revista, é em geral, 9,19 centímetros mais altas que uma da classe B (isto é, das camadas populares, lembro eu) e seu peso é superior. Isso significa que no Estado mais sadio da federação, a desnutrição está concorrendo, fundamentalmente, para a divisão crescente de nossa terra em dois modelos de população: os tipos biologicamente superiores e os tipos biologicamente inferiores. E como estas estatísticas informam, a proporção entre os exemplarei: bem nutridos e sadios e os desnutridos e enfermiços é praticamente de 50%. Isso na região mais sadia e rica de nossa pátria. Imaginemos então o que ocorre nas regiões que representam uma proporção de mais de 80% da nossa população total. [...] Interesses e preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada civilização ocidental tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco aconselhável de ser abordada. [...] Veja mais aqui.

A ILÍADA – A obra A Ilíada é um poema épico grego do poeta Homero (928aC-898aC), composto de quinze mil seiscentos e noventa e três versos em hexâmetro dactílico – composto de seis sílabas -, que narra os acontecimentos ocorridos na Guerra de Tróia. Acerca da obra, escreve Otto Maria Carpeaux (História da Literatura Ocidental – Alhambra, 1978) que está cheia de ruídos de batalhas e lutas pessoais, uma multiplicidade de episódios em torno dos personagens principais: ira, abstenção e luta final de Aquiles, as empresas bélicas individuais de Ajax, Diomedes e Menelau, as intervenções de Agamenon e Ulisses, a sabedoria episódica de Nestor e a maledicência de Tersistes e mais os episódios troianos: a fraqueza de Páris, a bravura estoica de Heitor, o sentimento sentimental de Andrômaca, o sentimento trágico de Príamo. Da obra destaco o trecho do Canto I: Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida (mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades, ficando seus corpos como presa para cães e aves de rapina, enquanto se cumpria a vontade de Zeus), desde o momento em que primeiro se desentenderam o Atrida, soberano dos homens, e o divino Aquiles. Entre eles qual dos deuses provocou o conflito? Apolo, filho de Leto e de Zeus. Enfurecera-se o deus contra o rei e por isso espalhara entre o exército uma doença terrível de que morriam as hostes, porque o Atrida desconsiderara Crises, seu sacerdote. Ora este tinha vindo até as naus velozes dos Aqueus para resgatar a filha, trazendo incontáveis riquezas. Segurando nas mãos as fitas de Apolo que acerta ao longe e um cetro dourado, suplicou a todos os Aqueus, mas em especial aos dois Atridas, condutores de homens: “Ó Atridas e vós, demais Aqueus de belas cnêmides! Qu e vos concedam os deuses, que o Olimpo detêm, saquear a cidade de Príamo e regressar bem a vossas casas! Mas libertai a minha filha amada e recebei o resgate, por respeito para com o filho de Zeus, Apolo que acerta ao longe.” Então todos os outros Aqueus aprovaram estas palavras: que se venerasse o sacerdote e se recebesse o glorioso resgate. Mas tal não agradou ao coração do Atrida Agamêmnon; e asperamente o mandou embora, com palavras desabridas: “Que eu te não encontre, ó ancião, junto às côncavas naus, demorando-te agora ou voltando nos tempos próximos, pois de nada te servirá o cetro e a fita do deus! Não libertarei a tua filha. Antes disso a terá atingido a velhice em minha casa, em Argos, longe da sua pátria, enquanto se afadiga ao tear e dorme na minha cama. Vai-te agora. Não me encolerizes: partirás mais salvo.” Assim falou. Amedrontou-se o ancião e obedeceu ao que fora dito. Caminhou em silêncio ao longo da praia do mar marulhante. E depois de ter se afastado para longe, rezou o ancião ao soberano Apolo, que Leto de belos cabelos deu à luz: “Ouve-me, senhor do arco de prata, deus tutelar de Crise e da sacratíssima Cila, que pela força reges Tênedo, ó Esminteu! Se alguma vez ao belo templo te pus um teto, ou queimei para ti as gordas coxas de touros ou de cabras, faz que se cumpra isto que te peço: que paguem com tuas setas os Dânaos as minhas lágrimas!” Assim disse, orando; e ouviu-o Febo Apolo. Desceu do Olimpo, com o coração agitado de ira. Nos ombros trazia o arco e a aljava duplamente coberta; aos ombros do deus irado as setas chocalhavam à medida que avançava. E chegou como chega a noite. Depois sentou-se à distância das naus e disparou uma seta: terrível foi o som produzido pelo arco de prata Primeiro atingiu as mulas e os rápidos cães; mas depois disparou as setas contra os homens. As piras dos mortos ardiam continuamente. Durante nove dias contra o exército voaram os disparos do deus. Ao décimo dia, Aquiles convocou a hoste para a assembleia: fora isso que lhe colocara no espírito a deusa Hera de alvos braços. Pois sentia pena dos Dânaos, porque os via morrer. [...] Veja mais aqui.

SOB O CÉU DE PALMARES: CIDADE PROMETIDA DO SER POETA – Da minha santa terrinha, vez em quando tenho ótimas notícias! Desta vez, para ampliar as minhas saudades, chegou-me notícias para lá de alvissareiras. Trata-se do trabalho artístico desenvolvido pelo poeta e compositor Genesio Cavalcanti que acaba de lançar Sob o céu de Palmares, no qual ele expressa: "Sendo poeta, costumo usar palavras para compor meu estado de ser: ser feliz, viver feliz, morrer feliz"; também o dvd Cidade prometida, em que ele traz a sua ousadia: "Minha ousadia vai além dos meus sonhos. E, se por ventura, sinto medo, tristeza ou melancolia, persisto. Nunca desanimo, pois encontro forças necessárias escrevendo uma nova poesia! Mas, se esse sonho adormece à medida que esmoreço, é tempo de renovar energias. Parar. Dar um tempo. Tempo para pensar, repousar aquilo que mereço, porque sei que na verdade, é chegada a hora de um novo desafio, um novo recomeço"; e o belíssimo livro Poéticas de Amor, do qual destaco o poema Amor é arte: Amor é arte / Arte de sentir, tocar / De despir, apreciar / É a arte de falar / De saber silenciar / É a arte de receber, doar / Arte de completar / De plantar, colher / De saber esperar / Arte de reinventar / De querer, satisfazer / Amor é a pura arte / De viver, de amar! Ele também edita o blog Ser Poeta no qual costumo sempre apreciar sua literatura. Parabéns, Genésio! Sucesso procê, meu irmão. Veja mais aquiaqui.

ANA IN CONCERT – A bailarina e atriz brasileira Ana Botafogo é desde 1981 a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, já realizando apresentações na Europa e nas Américas. Ela estreou com o ballet Coppélia, tendo integrado o Ballet de Marseille, na França, e participado de festivais na Suíça, Itália, Cuba e Espanha, bem como ter dançado em palcos da Inglaterra, tendo como preocupação constante levar a arte para todos os cantos do Brasil, ministrando palestras para estimulação de jovens bailarinos, fato que a faz ser considerada uma das mais importantes bailarinas brasileiras. Veja mais aqui e aqui.

CONVERSATION NOCTURNE – O documentário Martha Argerich, conversation nocturne (2002), realizado pelo diretor francês Georges Gachot com a pianista argentina de ascendência judaica e catalã Martha Angerich, considerada um dos maiores expoentes de sua geração e do período pós-guerra, no qual ela conta suas memórias, confidências sobre suas dúvidas e o seu apetite pela produção musical. Ela se destacou por suas interpretações de Chopin, Liszt, Bach, Schumann, Ravel e Prokofiev, principalmente por sua interpretação no Concerto para Piano nº 3, de Rachmaninoff, merecendo destacar os duos que ela realizou com o pianista brasileiro Nelson Freire. Mesmo mantendo-se distante da imprensa e publicidade, reservando-se à sua carreira, concedendo pouquíssimas entrevistas, ela aceitou realizar o elegante documentário entrelaça maravilhosos trechos de apresentações, ensaios, entrevistas e depoimentos da talentosa artista, apresentando desde a adolescência solitária de estudante na Europa, até os dias mais recentes de sua vida. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
As obras do artista plástico tricordiano Eliezer Augusto (Info: Meimei Corrêa/SelTC)

Veja mais sobre:
O passado escreveu o presente; o futuro, agora, Sociolinguística de Dino Preti, o teatro de Bertolt Brecht, Nunca houve guerrilha em Palmares de Luiz Berto, a música de Adriana Hölszky, a escultura de Antonio Frilli, a arte de Thomas Rowlandson, a pintura de Dimitra Milan & Vera Donskaya-Khilko aqui.

E mais:
A liberdade de expressão, A filha de Agamenon de Ismail Kadaré, A natureza de Parmênides de Eléia, Poema sujo de Ferreira Gullar, O teatro essencial de Denise Stoklos, a música de Badi Assad, o cinema de Ingmar Bergman & Liv Ullmann, a escultura de Emilio Fiaschi, Programa Tataritaritatá, a pintura de Gustav Klint & Vera Donskaya-Khilko aqui.
O discurso do método de René Descartes, a música de João Bosco, o teatro de Denise Stoklos, o cinema de Ingmar Bergman, a pintura de Gustav Klimt, Sandra Regina, Bernadethe Ribeiro & Danny Calixto aqui.
Literatura de cordel: História do capitão do navio, de Silviano Pirauá de Lima aqui.
Preconceito, ó! Xô pra lá, Diários de viagem de Franz Kafka, A revolta de Atlas de Ayn Rand, A lua e o infinito de Giacomo Leopardi, a música de Leoš Janáček & Cheryl Barker, o cinema de Alessandro Blasetti & Sophia Loren, Maguerite Anzieu & Jacques Lacan: caso Aimée, a arte de Liliana Castro, a pintura de Helmut Breuninger & Hermann Fenner-Behmer aqui.
Os vexames dum curau no sul, O absurdo de Thomas Nagel, Voragem de Junichiro Tanizaki, Pretidão de amor de Emílio de Meneses, Mão na luva de Oduvaldo Vianna Filho, o cinema de Olivier Assayas & Maggie Cheung, a música de Rosalia de Souza, a pintura de Pierre-Auguste Renoir & Suzanne Frie aqui.
Quadrilha das paixões mais intensas, Vaqueiros & cantadores de Luís da Câmara Cascudo, Terra de Caruaru de José Condé, a música da Orquestra Armorial & Cussy de Almeida, A Setilha de Serrador, O casamento de Maria Feia de Rutinaldo Miranda Batista, a arte de Roberto Burle Marx. a xilogravura de Severino Borges, J. Miguel & Vermelho aqui.
Entre nós, vivo você, as gravuras de Lasar Segall, a música de Sivuca, Cartilha do cantador de Aleixo Leite Filho, Cancão de fogo de Jairo Lima, a poesia de Belarmino França, a arte de Luciah Lopez, a xilogravura de J. Borges & José Costa Leite aqui.
Dos bichos de todas as feras e mansas, Cantadores de Leonardo Mota, O Romance da Besta Fubana de Luiz Berto, O martelo alagoano de Manoel Chelé, a música do Duo Backer, a escultura de Antoni Gaudí, a militância de Brigitte Mohnhaupt, a arte de Natalia Fabia & a xilogravura de J. Borges aqui.
Quem desiste jamais saberá o gosto de qualquer vitória, A linguagem & as ciências de Roman Jakobson, Nos caminhos de Swan de Marcel Proust, a arte de Regina José Galindo, a fotografia de Thomas Karsten, a pintura de Henry Asencio, a música de Secos & Molhados & Luiza Possi aqui.
Tudo em mim, mestiço sou, O povo brasileiro de Darcy Ribeiro, A história da minha vida de Helen Keller, Anarquismo & ensaios de Emma Goldman, a escultura de Luiz Morrone, a fotografia de Pisco Del Gaiso, Os Fofos Encenam & Viviane Madu, a música de Guilhermina Suggia & a pintura de Martin Eder aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Brincar para aprender aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Fecamepa – quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Reclining Nude with Book (1927), da pintora art déco polaca Tamara de Lempicka (1898-1980).
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


LYGIA FAGUNDES TELLES, RIM BATTAL, MILTON HATOUM, BEATRIZ PAREDES RANGEL & ANASTÁCIA

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Vênus da Lua de Fel na Serra das Russas... - Lá ia Tó Zeca , sobe-desce na sua fubica incrementada, todo a...