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quarta-feira, julho 15, 2020

RASGA CORAÇÃO DE VIANINHA, MAYANA ZATZ, EADWEARD MUYBRIDGE & DOSSIÊ FEMINILIDADE



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: QUASE UM CLAUSTRÔMANO, EITA! - Desde que me entendo por gente, ouço do perigo a nos espreitar: olha a tuia de aerólitos e cometas ameaçando cair! Molejo de cintura e espinhaço, lá vem bala perdida! Tirou fino, raspão! Ande na linha e se ligue no trem, ora! O raio torra, prestenção no desmantelo, tanto mata sapo como espalha merda, se avie! Vixe, o estrupício! E por aí vai, peibufe etc e coisa e tal. Até aquela da Cartomante de Ivan/Martins: Nos dias de hoje é bom que se proteja... Não ande nos bares, esqueça os amigos, Não pare nas praças, não corra perigo. Não fale do medo que temos da vida... Há quanto tempo a gente ligado para escapar na hora do revestrés! E a vida segue: quem teme não vive! Vou de Oduvaldo Vianna Filho: Não estamos atrás de novidades. Estamos atrás de descobertas. Não somos profissionais do espanto. Para achar a água, é preciso descer terra adentro, enchacar-se no lodo. Mas há os que preferem olhar os céus e esperar pelas chuvas. Em tempos de pandemia, para quem não é claustrofóbico, nem como eu que ando meio agorafóbico ou demofóbico, fica em casa, pega um livro e dá uma lida boa, ou ouve uma música daquelas bem grandonas, ou assiste um filme daqueles de empenar o juízo e deixar você pensando um bocado de tempo no que o diretor queria dizer, enfim, é isso que faço e adorando ficar em casa.

DUAS: DAS ESCORREGADAS & LIÇÕES DA VIDA – Ah, se a gente for se engasgar com os temores que nos metem na vida, a gente não vive. Minha vó costumava dizer que cobra que não anda, não engole sapo: morre de fome. Eu que sempre fui presepeiro, nunca deixei de me arriscar, mesmo quando me sentia altamente seguro. Afinal, só em viver, corre o risco de qualquer forma: para morrer basta estar vivo. Tanto é que um dia desses numa aula de Neuropsicologia, do professor Nicolaas Grosse Vale, dei de cara com essa do Alexander Luria: os anos de desastre nos proporcionaram a maior oportunidade no avanço da ciência. Conversar é um milagre. Comigo foi assim mesmo: tagarela que só, dos tropeços e quedas, tudo que havia para aprender.

TRÊS: DAS QUEDAS, OS IDEAIS – Quase sempre vou dormir nos escombros e, dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, acordo pronto para dar o pontapé na estaca zero como se estivesse renascendo a cada dia. Escoriações duram alguns dias, passa. Numa dessas, estava eu condoído das lapadas ocasionais, no curso de Jornalismo assistindo uma palestra do saudoso Barbosa Lima Sobrinho, quando ele encerrou dizendo: Não posso renegar o sacrifício de lutar e defender os ideais de toda a minha vida. A luta dá razão à vida. Eita! Injeção de ânimo dessa, levantei na hora para aplaudir, nem lembrava mais de dor nem de nada, queria era agir, assim viver. E vamos nessa! Até amanhã, depois conto outra. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Queremos identificar as variantes genéticas de risco e aquelas protetoras. Como temos grande interesse em descobrir os genes protetores, vamos focar nos superidosos [...] As pessoas me perguntam como um centenário conseguiu sobreviver ao coronavírus. E eu respondo que é exatamente por ser um centenário. Em algumas famílias temos casos de pessoas que suportam inúmeras situações adversas do ambiente. [...]. Trechos da entrevista O que explica resistência de superidosos ao coronavírus? (Boas Novas, 2020), da bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz, que sobre os estudos ela explicou: Essa pesquisa começou em março e nós já estamos coletando amostras de voluntários. A gente quer entender por que algumas pessoas se infectam com o novo coronavírus e desencadeiam um quadro mais grave, enquanto outros convivem de perto com pessoas infectadas e não desenvolvem nenhum sintoma. Nós acreditamos que isso é devido à genética. Temos as pessoas assintomáticas e existem outros que não possuem sintomas e que os exames dão todos negativos – estas, são chamadas de pessoas resistentes. Portanto, temos um interesse enorme em entender como isto funciona e qual a frequência destas pessoas na população. Atualmente, estima-se que as que têm anticorpos são aquelas que foram expostas e são assintomáticas, mas não sabemos quantos não possuem anticorpos e podem ser resistentes. E arremata: O mundo não será mais o mesmo pós-coronavírus. Por conclusão, ela diz que: Sempre há resistência quando a ciência avança. Veja mais aquiaqui.

RASGA CORAÇÃO DE VIANNINHA
[...] MANGUARI: O que significa ser espontâneo num mundo de três bilhões de pessoas, não somos o clube dos quinhentos... que é ser espontâneo? LUCA: Chi, ele nem sabe mais o que é ser espontâneo [...] LUCA: Verdade que quase 70 por cento das mulheres nunca tiveram prazer sexual? [...] E o capitalismo também é culpado? MANGUARI: Acho que é... claro que é... LUCA: Na Rússia como é? Cinco coitos por quinquênio? MANGUARI: ... primeiro, parece que foi amor livre, depois... acho que teve um Sexpol - é política sexual... agora, parece que é muito moralista... o proletariado é moralista... LUCA: Por quê? Ele não é a vanguarda revolucionária? [...] LUCA: ... gás S02, brometos, DDT, 40 toneladas de corante, é isso que as pessoas comem! Vocês estão comendo coisas mortas, fúnebres, e isso é que explode dentro do sangue de vocês! Hein? E para fugir desta morte, hein? Essa ansiedade! Pra afogar essa ansiedade vocês resolveram fazer o reino da fartura e pulam em cima da natureza, querem domá-la à porrada e comem morte e engolem carnes, bloqueiam o corpo, os poros, sobra o cérebro pensando incendiado em descobrir um jeito de não viver e a tensão toma conta de tudo e vocês só parem guerras, as guerras pela justiça, pela liberdade, dignidade e nada descarrega a tensão, o cheiro de podre vem de dentro, o sexo entra pelas frestas, sobra o sexo nas noites solitárias martelando, então mais guerra e napalm e guerras... [...]. LUCA: ... Já foram encontrados pinguins com inseticida no corpo, a Europa já destruiu todo seu ambiente natural, diversas espécies de animais só existem nos jardins zoológicos, as borboletas estão acabando, vocês vivem no meio de fezes, gás carbônico, asfalto, ataques cardíacos, pílulas, solidão... essa civilização é um fracasso, quem fica nela e se interessa por ela, essas pessoas é que perderam o interesse pela vida... eu é que devia te chamar pra largar tudo isso... é na pele a vida, é dentro da gente, vocês não sabem mais se maravilhar! Eu não estou largado pai, ontem estive na porta de uma fábrica de inseticida, fui explicar pros operários que eles não podem produzir isso... [...].
RASGA CORAÇÃO DE VIANNINHA - Trecho do texto teatral Rasga coração (SNT, 1979), do dramaturgo, ator e diretor de teatro e televisão, Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), o Vianinha, que sobre a peça teatral escreveu: Rasga Coração é uma homenagem ao lutador anônimo político, aos campeões das lutas populares; preito de gratidão à velha guarda, à geração que me antecedeu, que foi a que politizou em profundidade a consciência do país… Em segundo lugar, quis fazer uma peça que estudasse as diferenças entre o novo e o revolucionário. O revolucionário nem sempre é novo e o novo nem sempre é revolucionário. Veja mais aqui, aqui e aqui.

A FOTOGRAFIA DE EADWEARD MUYBRIDGE
A arte do fotógrafo inglês Eadweard Muybridge (1830-1904), inventor do zoopraxiscópio que detectava o movimento na projeção de retratos, precursor da película de celuloide com seus experimentos. Veja mais aqui, aqui & aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Como pode o gesto artístico funcionar como chave de acesso a modos de existência e de pensamento de um ‘ser ou tornar-se mulher’ como potência e ação? Como compreender as sutis dinâmicas de poder que os imaginários de masculinidades e feminilidades reproduzem para além das cenas e movimentos nos palcos?
O Dossiê Feminilidade é um projeto desenvolvido pela professora Lady Selma Albernaz (UFPE), a performer Rebeca Gondim (Coletivo Rua das Vadias) e a atriz, pedagoga e ativista Mayza Dias de Toledo (Coletivo Flor do Mangue Recife) que levam a pensar o espaço da arte tanto como reprodutor de violências relacionadas a gênero e ao feminino quanto como potência para formação de novos olhares sobre essas questões.
&
Cana Caiana - Poemas de Ascenso Ferreira, do poeta modernista Ascenso Ferreira (1895-1956) aqui & aqui.
Sobrados e mocambos: decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano, do sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987) aqui.
Bando de mônadas, de Vital Corrêa de Araújo aqui.
Frevo – Uma apresentação coreológica, da historiadora e pesquisadora doutora em Dança pela University of Surrey, Maria Goretti Rocha de Oliveira aqui.
Vulvas Livres aqui.
Lampioa & Zé Bunito aqui.
&
Tacaimbó aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


quinta-feira, fevereiro 27, 2020

GOLDONI, SOPHIE SCHOLL, RABINOVITCH, TALLULLAH BANKEHEAD, MILENA MORAES, TEREZA LIMA & PERNAMBUCO


TODO DIA É DIA DA MULHER – UMA: A FOLIA DO CARNAVAL TRAZ DUAS BOMBRAS PRO BRASIL - A primeira bomba é a de que o Coisonário & sua coisada trupe, convocaram seu batalhão de coisominions no carnaval, para protestarem no próximo dia 15 de março, contra o Congresso Nacional e o STF. Como a estupidez, a desinformação e a indiferença de grande parte da população e da maioria das autoridades constituídas estão no pico do sensômetro beirando o descabível, faz-se necessário observar que tal ato conflita com o previsto no inciso II do art. 85 CF/88, que dispõe: São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: [...] II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; [...]. Como tem muita gente levando nas coxas e deixando essas coisas pra lá, uma sacadinha só: para qualquer simples entendedor isto significa: golpe! Ou não? Nesse caso, mais um, né? Huummmm... A segunda: são as notícias calamitosas de supostos casos do coronavírus no Brasil, sobretudo em São Paulo e em Pernambuco. Eita! Em tempos sombrios como os atuais, não seria nunca demais recorrer a quem entendia do riscado, como o caso da Marie Curie (1867-1934): “A vida não é fácil para nenhum de nós. Temos que ter persistência e, acima de tudo, confiança em nós mesmos. Cada pessoa deve trabalhar para o seu aperfeiçoamento e, ao mesmo tempo, participar da responsabilidade coletiva por toda a humanidade”. É isso aí. DUAS: EM TEMPOS SOMBRIOS, ONDE O AMOR? – De 2015 para cá a coisa começou mesmo a desandar dum jeito desarrumado. A bronca tem ficado séria demais: lapadas de golpes, umas atrás das outras, tem deixado tudo muito imprevisível. Mesmo com tudo isso, das duas, uma: ou os corações apaixonados estão roendo a maior dor de cotovelo de não verem mais nada; ou estão amando com urgência demais que não conseguem sacar a situação desesperadora que estamos atravessando. Da minha parte, vou de Adélia Prado: “Estou no começo do meu desespero, e só vejo dois caminhos: ou viro doida, ou santa”. Acho que já endoidei o suficiente na vida, nunca tive vocação para santo. Estou, portanto, num mato sem cachorro. Como não vejo solução para o meu caso, melhor levar o assunto para o coração e destacar outro recado dela: “Amor pra mim é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor. Dar a liberdade dele existir ao meu lado do jeito que ele é”. Assim, sim. TRÊS: RAZÃO X EMOÇÃO - Nunca é demais levantar a bola dos equívocos que a gente costuma secularmente meter o bedelho. O mundo ocidental – leia-se: esse mesmo que a gente vive, ora! -, não encontra conciliação entre o que deve prevalecer: a razão ou a emoção. A segunda ganha de feio, razão pela qual a gente flagra todo dia muita pisada na bosta no noticiário, parecendo mais que a gente gosta mesmo de fazer muita merda. A primeira, por sua vez, uma frieza que sai da academia com despreparados de nariz empinado, só para contaminar a indiferença daqueles que se acham os sabidos intelectuais acima da mundiça. Coisa de ficar puxando prum lado ou pro outro, no desgraçado maniqueísmo dos sectários. Melhor, acho eu, a da sábia Mayana Zatz: “Um olho na razão, outro no coração”. Aí, sim, ora, ora, vamos aprumar a conversa, gente! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] PLÁCIDA – Se voltarmos a levar comédias dell’arte, estaremos bem arranjados. O mundo está farto de ver sempre as mesmas coisas e de ouvir sempre as mesmas palavras; o público já sabe de antemão o que Arlequim vai dizer, antes mesmo que abra a boca. Por mim, senhor Horácio, digo francamente que em poucas peças antigas ainda trabalharei; estou encantada com o novo estilo. [...] PLÁCIDA – Meu caro poeta, o senhor é um louco. (Sai) [...]. Trechos da Cena 2 do 1º Ato da peça teatral O teatro cômico (Companhia Teatro de Almada, 2011), do dramaturgo veneziano Carlo Goldoni (1707-1793), escrita em 1743 para a grande atriz florentina, Anna Boccherini, La donna di Garbo, sua primeira comédia regular totalmente escrita, entregando aos atores o texto completo, da primeira à última palavra. Trata-se da primeira das dezesseis comédias, a peça representa uma inovação na produção do autor, na qual discute o estado atual da comédia, corrompido e muitas vezes vulgar, e apresenta seu projeto para colocar em nova honra as boas práticas da tradição, enquanto mostra cenas e personagens fiéis à vida real. É uma comédia metateatral que enfatiza o status da peça como encenada. Os personagens são atores que, para interpretar uma comédia, colocam máscaras e nomes da tradicional Commedia dell'Arte, revelando as problemáticas do tempo em que a peça foi escrita: a precariedade da vida dos atores, a crise do melodrama, o desemprego, a fome que atormenta a classe dos artistas, mostrando a solidariedade que une os trabalhadores do teatro e que dá sentido à aventura humana e teatral. O espaço cênico exibe o trabalho que cada ator deverá levar a cabo – ou seja, trata-se aqui do teatro dentro do teatro, de uma viagem entre o imaginário e a realidade, na forma de uma alegoria que desvenda os processos do teatro para aproximá-lo do seu público. Veja mais aqui, aqui, aquiaqui, aqui & aqui.

RESISTIR É PRECISO - Não nos calaremos, somos a sua consciência pesada; a Rosa Branca não os deixará em paz! O que escrevemos e falamos é o que muitas pessoas pensam, mas não têm coragem de dizer. Como podemos esperar que a justiça prevaleça, quando dificilmente alguém se dispõe a se entregar por uma causa justa? Levante-se pelo que você acredita, mesmo que isso signifique levantar-se sozinho. O que importa a minha morte se, através do nosso exemplo, milhares de pessoas acordarão e começarão a agir. Palavras da pacifista alemã Sophie Scholl (1921-1943), a jovem que enfrentou Hitler, como membro do movimento de resistência antinazista, Rosa Branca, que se opôs ativamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial. Ela foi presa pela Gestapo, em 18 de fevereiro de 19043, enquanto distribuía panfletos na Universidade de Munique e na Baviera com trechos apocalípticos da Bíblia, condenada por traição e executada na guilhotina, tornando-se mártir e heroína alemã da causa, juntamente com seu irmão, Hans Scholl, e um colega universitário, Christoph Probst, 24 horas depois de condenados. Esse fato foi tema do filme A Rosa Branca (Die Weiße Rose - 1982), de Michael Verhoeven, baseado na história dos estudantes alemães que protestaram contra o regime nazista. Em seguida, a atriz Lena Stolze, que interpretou Sophie Scholl, reprisou seu papel em The Last Five Days (1982) e, logo após, no Sofphie Scholl: The Final Days (2005). Outro filme também retrata a cena vivida, a exemplo do premiado Shophie Scholl – Diez letzten Tage (Uma mulher contra Hitler, 2005), dirigido por Marc Rothermundo e Fred Breinersdorfer, estrelado por Julia Jentsch.

A ARTE TEATRAL DE TALLULLAH BANKEHEAD
Se eu pudesse voltar à juventude, cometeria todos aqueles erros de novo. Só que mais cedo. Eu sou séria sobre o amor. Estou bem séria sobre isso agora... Não tive um caso por seis meses. Seis meses! É bem longo... Se há alguma coisa comigo agora, não é o estado de espírito de Hollywood ou Hollywood... O assunto comigo é, quero um homem!... Seis meses é muito, muito tempo. Eu quero um homem! Ninguém pode ser exatamente como eu. Algumas vezes eu mesmo tenho problemas sendo assim. São as boas garotas que escrevem diários; as más nunca têm tempo. Já não se fazem espelhos como antigamente.
TALLULLAH BANKEHEAD - A arte da atriz estadunidense Tallullah Bankehead (1902-1968), conhecida por sua atuação no teatro em comédias e dramas, personalidade vibrante, sagacidade devastadora e voz rouca, tornando-se um ícone de personalidade e atuação tempestuosa e atraente, com uma voz única e maneirismos que costumavam beirar a imitação e a paródia. Teve marcante participação em causas como os movimentos por direitos civis, abrigos para crianças abandonados e às famílias vítimas da Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial. Atuou também no cinema, no rádio e na televisão. Teve uma vida sexual desinibida, lutando contra o alcoolismo e o vicio em drogas. Veja mais aqui.
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A ATRIZ MILENA MORAES
Se o que você faz não é relevante de fato, não tem por que fazer. Eu comecei a fazer teatro em 1994, mas foi a partir de 2001 que considero o primeiro trabalho profissional com ‘Uma Mulher Só’, solo que tratava de uma personagem que sofre violência doméstica e é presa em casa. Gosto de trabalhar com espaços não convencionais, esse deslocamento é potente. O teatro não precisa acontecer no teatro. E também acho importante manter o intercâmbio com autores latinos vivos por que afinal, somos todos latinos, e dessa maneira conseguimos manter o diálogo aberto. Quem faz humor faz qualquer coisa. Em todos os meus trabalhos vai ter uma pitada de humor. Na vida é assim, tem humor em tudo. Para que o drama tenha densidade também é necessário que existam momentos de leveza e ironia. Como vou saber o que é triste se não sei o que é ser alegre?
MILENA MORAES - A arte da atriz Milena Moraes, fundadora da companhia teatral Cia La Vaca, participando por festivais e tendo integrado o Teatro de Quinta. Ela já representa em Mi Muñequita (2008), Kassandra (2012), UZ (2014) e Odiseo.com (2014). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do fotógrafo e pedagogo ucraniano Ben Magid Rabinovitch (1884-1964), autor da monografia instrutiva, How To Learn Photography, que permaneceu impressa durante sua vida. Veja mais aquiaqui.

TODO DIA É DIA DA MULHER PERNAMBUCANA
Ana Lins & a Revolução Pernambucana de 1817 aqui.
A poesia do poeta, jornalista, professor e memorialista Mauro Mota (1911-1984) aqui, aqui & aqui.
A crônica do jornalista e escritor Ronildo Maia Leite (1930-2009) aqui e aqui.
A Cronologia pernambucana, do jornalista, historiador, pesquisador, lexicógrafo e compositor Nelson Barbalho (1918-1993) aqui, aqui & aqui.
A pintura de Marisa Lacerda aqui
A cigana Rejane Soares Cavalcanti aqui
A cana: dos coronéis aos mamoeiros aqui, aqui & aqui.
O município de Primavera aqui & aqui
O blog da professora e ativista cultural Tereza Lima aqui.
&
OFICINAS ABI
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


quinta-feira, julho 16, 2015

LURIA, ZATZ, ARENAS, LÍRIA, ARTHUR MOREIRA LIMA, VISCONTI, GINGER, ARÓSIO, JOSHUA, LARSSON & CANTANDO ÀS MARGENS DO UNA!!!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? CANTANDO ÀS MARGENS DO UNA – Estou aqui à margem do mundo e dos sentidos, no meio de um verso anímico de Celina Holanda que pousa na varanda do meu peito. Estou aqui com todas as dores do mundo na varanda da alma no meio do vento que vem do Una no horizonte da tarde de junho no sol de câncer. Estou aqui com a cara pra vida sem relógio ou ampulheta, alumbrado ou quase com as palmeiras das rotas crepusculares que sou eu incólume sempre no coração. Estou aqui com a folia das crianças que sobem as côncavas e íngremes tardes de Santo Antônio para mirar no cruzeiro toda longitude do tapete mágico e a anatomia selvagem da cidade escrava do pó da cana e da mata. Estou aqui como se estivesse no meio dos pantanais da sorte onde a caiana me dá o troco da vida açucarada quando o sangue é suor que lava o corpo nos espelhos anis suspensos que o bueiro da usina toca. Estou aqui na fumaça que sai com a nódoa execrável da calda como um golpe estrondoso na gengiva do Una e envenena a minha e todas as vidas daqui. Estou aqui onde o verde é o muro e coisa alguma no luar da mata no espaço vazio implacável no pardo olhar que se perde na vigília das abusões dos morcegos da vida provinciana. Estou aqui onde os sonhos escapam pelas brechas das casas alcançando o azul com promessas de sopa, xerém, pé-de-porco, mão-de-vaca, carne-de-sol, feijão verde e fome das sedes de sempre. Estou aqui no mormaço com seus timbres suaves instaurados pelo sol dos ambulantes de deus que vivem na sesta contumaz, piongos insones debruçados sobre os sonhos de catavento. Estou aqui e percebo a fuga que aduba a moldura da fatalidade presente porque pelas ruas da minha cidade eu vou voluntariamente vivo e às vezes fujo num voo que se despenca da minha liberdade e só muito depois volto para minha cidade tapando os ouvidos, mãos na cabeça, peito aberto. Estou aqui sem flores nem presentes, só com meu riso anêmico e o meu aceno de já voltei e voltarei sempre que puder só com meu gesto telúrico, pálin! Estou aqui me certificando das promessas que rangem na guilhotina do tempo, furando o alambrado do poder quando meu olho cheio de graxa e óleo vem de São Bento e desce para a Várzea de São José com a cerca grande no Rio Formoso para limpar a sina, o lodo e a podridão. Estou aqui neste espaço que é o descaso dos homens de nada, maiores que nada, menores que o próprio tamanho e que não sabem a voz pra cantar que lá vem um verso lá da banda de Barreiros, lá onde o vento faz a curva pra voltar. O vento traz Odete Vasconcelos, Odete, oh, Odete pr´eu poder admirar sua negrice, seu amor de companheira porque odete sonho, odeteamo, noitedia luzear por isso eu só queria tocar violoncelo para no meio um de improviso noite Bach das sinfonias de bar fazer um preludinho pra Odente Vasconcelos. Estou aqui sem relógio ou ampulheta, alumbrado ou quase, curtindo as paragens do assobio imenso do Una a me dizer hermilamente: “Você só não vê a alma porque está escondida”. (Primeira Reunião. Recife: Bagaço, 1992). Veja mais aqui, aqui e aqui.

Imagem: Vênus (1785), do pintor inglês Joshua Reynolds (1723-1792)

Curtindo Cirandas (CBS, 1969), com composições sobre temas populares de Heitor Villa-Lobos, na interpretação do pianista Arthur Moreira Lima.

PSICOLOGIA GERAL – A coleção Curso de Psicologia Geral (Civilização Brasileira, 1991), do neuropsicólogo russo Alexander Luria (1902-1977), composta de quatro volumes que versam sobre a introdução evolucionista à Psicologia, sensações e percepção, atenção e memória, e linguagem e pensamento, abordando temas como a psucologia como ciência, objeto e importância prática da história da Psicologia e de outras ciências, métodos, origem do psiquismo, variabilidade e mecanismos do comportamento dos protozoários, origem do sistema nervoso e suas formas mais simples, surgimento das formas complexas de programação hereditária do comportamento ("instintivo"), sistema nervoso central e o comportamento individualmente variável dos vertebrados, comportamento "intelectual" dos animais, atividade consciente do homem, o cérebro e os processos psíquicos, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: O homem vive e atua em um meio social. Sente necessidades e procura satisfazê-las, recebe informação do meio circundante e por ele se orienta, forma imagens conscientes da realidade, cria planos e programas de ação, compara os resultados de sua atividade com as intenções iniciais, experimenta estados emocionais e corrige os erros cometidos. Tudo isto representa a atividade do homem no plano psicológico, que constitui o objeto de uma ciência: a Psicologia. Esta ciência se propõe a tarefa de estabelecer as leis básicas da atividade psicológica, estudar as vias de sua evolução, descobrir os mecanismos que lhe servem de base e descrever as mudanças que ocorrem nessa atividade nos estados patológicos. Só uma ciência capaz de estudar as leis da atividade psicológica com uma precisão possível pode assegurar o conhecimento dessa atividade e sua direção em bases científicas. É justamente por isso que a Psicologia científica se torna uma das disciplinas mais importantes, cujo significado crescerá cada vez mais com o desenvolvimento da sociedade e o contínuo aperfeiçoamento dos seus métodos.  A história da Psicologia como ciência É muito breve a história da Psicologia como ciência. No entanto remontam a um passado muito distante as primeiras tentativas de descrever a vida psíquica do homem e explicar as causas dos seus atos. Na Antigüidade, por exemplo, os médicos já entendiam que para identificar as doenças era necessário saber descrever a consciência do homem e descobrir as causas dos seus atos. Esse enfoque materialista do comportamento do homem foi, séculos a fio, combatido pela filosofia idealista e a Igreja, que viam na consciência do homem uma manifestação da sua vida espiritual, considerando que esta não obedecia às mesmas leis a que se subordinava toda a natureza material e por isto sua análise não podia ser feita a partir da explicação causai dos fenômenos. Por esses motivos o mundo psicológico do homem e sua consciência foram vistos durante séculos como fenômenos de tipo especial, isolados de todos os outros processos naturais. Os filósofos assumiam diferentes posições em relação à consciência, considerando-a manifestação da razão divina ou resultado de sensações subjetivas, onde eles viam os "elementos" mais simples que serviam de base à consciência. Mas todos os filósofos idealistas estavam imbuídos da convicção de que a vida psíquica devia ser entendida como manifestação de um mundo subjetivo especial, que podia ser revelado somente na auto-observação, sendo inacessível à análise científica objetiva ou à explicação científica. Séculos a fio esse enfoque dos processos psíquicos deteve a evolução da psicologia científicas e mesmo depois de os processos do mundo exterior se haverem tornado objeto de estudo científico preciso os fenômenos da vida psíquica do. homem continuaram sendo vistos como manifestação de um mundo espiritual específico, acessível apenas à descrição subjetiva. A divisão de todos os fenômenos em duas grandes categorias — a categoria dos fenômenos físicos, acessíveis à explicação causai, e a dos fenômenos psíquicos, inacessíveis à análise científica objetiva — foi consolidada pelas teses básicas da filosofia dualística de Descartes, para quem todos os processos físicos, incluindo-se o comportamento animal, estão subordinados às leis da mecânica, ao passo que os fenômenos psíquicos devem ser considerados como formas do espírito, cuja fonte de conhecimento pode ser encontrada apenas na razão ou intuição. [...] Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CLONAGEM E CÉLULAS-TRONCO – O artigo Clonagem e células-tronco (Estudos Avançados, 2004), da bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz, trata a respeito da pesquisa no campo de células-tronco, genética humana e as contribuições no campo das doenças neuromusculares, do qual destaco o trecho a seguir: [...] o uso de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos, obtidas tanto pela transferência de núcleo como de embriões descartados em clínicas de fertilização, é defendido pelas inúmeras pessoas que poderão se beneficiar por esta técnica e pela maioria dos cientistas. As academias de ciência do mundo que se posicionaram contra a clonagem reprodutiva defendem as pesquisas com células embrionárias para fins terapêuticos. Em relação aos que acham que a clonagem terapêutica pode abrir caminho para clonagem reprodutiva devemos lembrar que existe uma diferença intransponível entre os dois procedimentos: a implantação ou não em um útero humano. Basta proibir a implantação no útero! Se pensarmos que qualquer célula humana pode ser teoricamente clonada e gerar um novo ser, poderemos chegar ao exagero de achar que toda vez que tiramos a cutícula ou arrancamos um fio de cabelo, estamos destruindo uma vida humana em potencial. Afinal, o núcleo de uma célula da cutícula poderia ser colocada em um óvulo enucleado, inserido em um útero e gerar uma nova vida! Por outro lado, a cultura de tecidos é uma prática comum em laboratório, apoiada por todos. A única diferença, no caso, seria o uso de óvulos (que quando não fecundados são apenas células) que permitiriam a produção de qualquer tecido no laboratório. Ou seja, em vez de poder produzir-se apenas um tipo de tecido, já especializado, o uso de óvulos permitiria fabricar qualquer tipo de tecido. O que há de anti-ético nisso? Quanto ao comércio de óvulos, não seria a mesma coisa que ocorre hoje com transplante de órgãos? Não é mais fácil doar um óvulo do que um rim? Cada uma de nós pode se perguntar: você doaria um óvulo para ajudar alguém? Para salvar uma vida? Em relação à destruição de “embriões humanos”, novamente devemos lembrar que estamos falando de cultivar tecidos ou, futuramente, órgãos a partir de embriões que são normalmente descartados, que nunca serão inseridos em um útero. Sabemos que 90% dos embriões gerados em clínicas de fertilização e que são inseridos em um útero, nas melhores condições, não geram vida. Além disso, um trabalho recente (Mitalipova et al., 2003) mostrou que células obtidas de embriões de má qualidade, que não teriam potencial para gerar uma vida, mantêm a capacidade de gerar linhagens de células-tronco embrionárias e portanto, de gerar tecidos. Em resumo, é justo deixar morrer uma criança ou um jovem afetado por uma doença neuromuscular letal para preservar um embrião cujo destino é o lixo? Um embrião que, mesmo que fosse implantado em um útero, teria um potencial baixíssimo de gerar um indivíduo? Ao usar células-tronco embrionárias para regenerar tecidos em uma pessoa condenada por uma doença letal, não estamos, na realidade, criando vida? Isso não é comparável ao que se faz hoje em transplante quando se retiram os órgãos de uma pessoa com morte cerebral (mas que poderia permanecer em vida vegetativa) É extremamente importante que as pessoas entendam a diferença entre clonagem humana, clonagem terapêutica e terapia celular com células-tronco embrionárias ou não. A maioria dos países da comunidade Européia, o Canadá, a Austrália, o Japão, a China, a Coréia e Israel aprovaram pesquisas com células embrionárias de embriões há pouco tempo. Essa é também a posição das academias de ciência de países, inclusive o Brasil. É fundamental que a nossa legislação também aprove estas pesquisas porque elas poderão salvar inúmeras vidas. Veja mais aqui.

AQUELA CRIANÇA DE SEMPRE – O livro Antes que anoiteça (Record, 1992), do poeta e dramaturgo cubano Reinaldo Arenas (1943-1990), é apresentada uma autobiografia que foi escrito enquanto o autor se encontrava no exílio e gravemente doente, relatando as transformações sociais ocorridas em Cuba, antes e depois da revolução de 1959, principalmente da perseguição contra a sua orientação sexual e por não concordar com as regras para a produção cultural revolucionária na ilha, criticando a ditadura castrista. Com a conclusão do livro, o autor suicidou-se com dose excessiva de álcool e droga, depois da constatação de que estava acometido de Aids. Dele destaco o belíssimo poema Aquela criança de sempre: Sou esse menino desagradável, / sem dúvida inoportuno, / de cara redonda e suja, / que fica nos faróis, / onde as grandes damas tão bem iluminadas, / ou onde as meninas que parecem levitar, / projetam o insulto de suas caras redondas e sujas. / Sou uma criança solitária, / que o insulta como uma criança solitária, / e o avisa: / se por hipocrisia você tocar na minha cabeça, / aproveitarei a chance para roubar-lhe a carteira. / Sou aquela criança de sempre, / que provoca terror, / por iminente lepra, / iminentes pulgas, ofensas, / demônios e crime iminente. / Sou aquela criança repugnante, / que improvisa uma cama de papelão / E espera, na certeza, / que você me acompanhará. Veja mais aquiaqui.

TANTO MAR: DA ÚLTIMA VEZ E OUTROS POEMAS – A poeta mineira Líria Porto é autora do livro Borboletas Desfolhadas (2009), edita o blog Tanto Mar: a mão que governao verso balança os muros e tem seus poemas publicados em diversas revistas, como Germina, Cronópios, entre outras. Da sua lavra destaco inicialmente Da última vez: eu te queria / quero-te ainda... / meu coração fogareiro / ao ver-te tão sorrateiro / faz canção de bem-te-vi / e ao som de um bolero / no laço do teu abraço / vira flor de sabugueiro / cheiro de mato / capim bravo... / com a sede do deserto / pede água / chega perto / rodopia / tem vertigem / tem inocência de virgem / recebe a ti / todo / inteiro... / não desmaiei / eu morri... Também Periferia: se esta rua fosse minha eu capinava a calçada / pintava os paralelepípedos colocava postes lâmpadas / limpava a boca de lobo / se esta rua fosse minha / tinha água encanada / esgoto / (se esta rua fosse minha eu votava noutro prefeito). Merece destaque também Manivela: não sei com quem andas / por onde caminhas / só sei que nos vimos / voltaste no sonho / e como se o tempo / já nem existisse / cantavas sorrias / tal como no dia / que te conheci / (éramos meninos). Agora o Retaliações: tem hora que a vida não dá nem recebe / tem hora que a vida se fecha / pra balanço. E o ótimo Ímpeto: esse homem tem um visgo / tem um imã – nem sei quê / quando a gente se aproxima / eu me jogo nos seus braços / mesmo que não queira / que abomine / mulheres oferecidas. Agora o excelente Lésbica: a poesia me procura - abro as pernas / e fecho os olhos. E mais o Conto de Phodas: tinha um namorado / a gente só ficava juntos / mamãe berrou – não phode / tem que casar primeiro / (phodíamos / mas ninguém sabia). Mais o Adoração: rodeava o umbigo com o dedo / metia-lhe a língua e bebia / a vaidade que eu tinha. O Fendas: portas janelas basculantes / pálpebras mentes escotilhas / braguilhas bocas e pernas / abri-vos. Mais o Boca Suja: falo cu e bunda / pinto com todas as letras / o quadrado o cubículo / o buraco negro. E, por fim, o Estado Interessante: em cama larga / durmo do lado avesso / no outro deita um fantasma / que à meia-noite me come / engravida-me de sonhos / e pesadelos / acordo prenha de espasmos / de soluços de poemas. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

DO FOREVER À FLORESTA QUE SE MOVE – A atriz Ana Paula Arósio tem desenvolvido sua trajetória no teatro, cinema e televisão. No teatro ela estreou em 1995 com Batom, depois Fedra (1997), Harmonia em Negro (1998), Diário Secreto de Adão e Eva (2000) e Casa de Bonecas (2002). No cinema ela estreou em 1993, com Forever, depois Os cristais debaixo do trono (1999), O coronel e o lobisomem (2005), Celeste & Estela (2005), Como esquecer (2010), Anita & Garibaldi (2013) e A floresta que se move (2015). Depois de uma diversidade de relacionamentos, a artista resolveu recolher-se na sua fazenda criando cavalos. Aqui nossos parabéns pelo talento e trajetória. Veja mais aqui.

SENSO – O melodrama Senso (Sedução da carne, 1954) do premiado cineasta italiano Luchino Visconti (1906-1976), é uma adaptação da novela homônima do escritor, arquiteto e historiador italiano Camilo Boito (1836-1914), contando o período da guerra ítalo-austríaca de unificação, em 1866, quando um protesto violento de nacionalistas interrompem a ópera contra a ocupação de austríacos na plateia, ocasião em que uma senhora casada conhece um jovem oficial austríaco e se apaixona por ele, dando inicio a um caso de amor secreto no meio de uma terrível guerra que os obriga a separarem-se e, no final ela o entrega para o fuzilamento por traição. O destaque do filme vai para as atrizes italianas Alida Valli (1921-2006) e Marcella Mariani (1936-1955). Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Homenagem à atriz, dançarina e cantora estadunidense Ginger Rogers (1911-1995)

Veja mais sobre:
O feitiço da naja: tocaia & o bote, Sistemas de comunicação de Joseph Luyten, Palmares & o coração de Hermilo Borba Filho, Porta giratória de Mário Quintana, Or de Liz Duffy Adams, a música de Vanessa Lann, a pintura de Joerg Warda & a arte de Luciah Lopez aqui.

E mais:
Aniversário de Aninha, A escritura & a diferença de Jacques Derrida, O narrador de Walter Benjamin, Bodas de sangue de Federico García Lorca, a música de Paulo Moura, a pintura de Cícero Dias & Rembrandt Harmenszoon van Rijn, a coreografia de Lia Robato, Brincarte do Nitolino & a poesia de Greta Benitez aqui.
A obra de arte & a reprodução de Walter Benjamim, a poesia de Guillaume Apollinaire, a pintura de Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Efigênia Coutinho & Programa Tataritaritatá aqui.
A campanha do Doro presidente aqui.
A ponte entre o amor e a paixão aqui.
Literatura de cordel: Que língua a nossa, de Carlos Silva aqui.
As trelas do Doro: doidices na sucessão & a arte de Yayoi Kusama aqui.
Cantarau Tataritaritatá, a pintura de Candido Portinari & Vicente do Rego Monteiro, a música de Bach & Wanda Landowska, O vir-a-ser contínuo de Heráclito de Êfeso, A estrada morta de Mia Couto, As casas & os homens de Adolfo Casais Monteiro, Maria Peregrina de Luis Alberto Abreu, Quebra de xangô de Siloé Soares de Amorim, a arte de Luciano Tasso, Brincarte do Nitolino & Jobs no baço e encarar nocautes de Vlado Lima aqui.
Primeira reunião, Ética pro novo milênio do Dalai Lama, Morte ao invasor de Gilvan Lemos, O despertar da primavera de Frank Wedekind, O testamento de Orfeu de Jean Cocteau, a pintura de Marc Chagall & Edgar Degas, a música de Toquinho, a arte de María Casares, a coreografia de Alonso Barros & a poesia de Valéria Tarelho aqui.
Lagoa Manguaba, Teoria do vínculo de Pichon Rivière, História do Brasil de Laurentino Gomes, as sinfonias de Gustav Mahler, a pintura de Lasar Segall & Ekaterina Mortensen, Amor por anexins de Artur Azevedo, o cinema de Vittorio De Sica & Sophia Loren, Kiki, Rainha de Montparnasse, Pavios curtos de José Aloise Bahia & Programa Tataritaritatá aqui.
A rodagem de Badalejo, a bodega de Água Preta, O analista de Bagé de Luis Fernando Veríssimo, Narração & narrativas de Samira Nahid Mesquita, Iniciação ao teatro de Sábato Magaldi, o cinema de Hector Babenco, a música de Meredith Monk, a arte de Vanice Zimmerman, a pintura de Robert Luciano & Vlaho Bukovac aqui.
Cantando às margens do Una, Psicologia geral de Alexander Luria, Clonagem & células-tronco de Mayana Zatz, Aquela criança de sempre de Reinaldo Arenas, a música de Heitor Villa-Lobos & Arthur Moreira Lima, o cinema de Luchino Visconti & Alida Valli & Marcella Mariani, Ginger Rogers, a pintura de Joshua Reynolds & Carl Larsson, a arte de Ana Paula Arósio & a poesia de Líria Porto aqui.
A família de Jacques Lacan, Pensamento & linguagem de Alexander Luria, a música de Elizeth Cardoso, Aníbal Bragança & Clevane Pessoa de Araújo Lopes aqui.
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Educação, professor-aluno, gestão escolar & neuroeducação, O livro dos sonhos de Jorge Luis Borges, a música de Ayako Yonetani, Ciência psicológica, a fotografia de Anton Giulio Bragaglia, a pintura de Jean Metzinger & Anthony Gadd aqui.
Cantarau Tataritaritatá, 1919 de John dos Passos, o teatro pobre de Jerzy Grotowski, Estética teatral de José Oliveira Barata, a coreografia de Xavier Le Roy, a pintura de Vesselin Vassilev, a arte de Alex Mortensen & a música de Carlos Careqa aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem Model writing postcard (1906), do pintor sueco Carl Larsson (1853-1919)
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