DURÁN & AS NOITES DA CULTURA – Conheci
José Durán y Durán quando ele chegou da Espanha, recepcionado pela edição
inaugural do Jornal do Grêmio Cultural
Castro Alves, que mantínhamos circulando entre os alunos do Colégio
Diocesano dos Palmares. Fomos apresentados pela mão do então bispo de Palmares,
Dom Acácio Rodrigues Alves, já me informando que seria o novo professor da
minha classe, batendo o centro na nossa amizade. Como eu sempre vivia de papo
com os professores nos finais de semana, o Pepe – como carinhosamente é chamado
pela esposescritora Sororro Durán e os enxeridos mais achegados como eu -, me
convidou para passarmos uma tarde de sábado conversando, ocasião que me
presenteou com dois livros: La rebelión
de las massas, de Ortega y Gasset (veja aqui) e a Antologia poética do poeta espanhol
Antonio Machado (veja aqui), fato que me fez ser constante
visitador de sua residência nas tardes de sábado, afinal presente desse não é
pra todo dia. Foi por essa época que me falou do interesse de realizar reuniões
artístico-culturais, que passaram a ser chamadas de Noites da Cultura Palmarense.
Lá estávamos todos nós: Durán, Juareiz Correya, Paulo Profeta, Ângelo Meyer, os
compadres Javanci Bispo & Sandra Lustosa, Jamilton Correia, Zé Ripe,
Mauricinho Melo Filho, Fernandinho Melo, Ozi dos Palmares, Teles Júnior &
Grucalp, Eliseu Pereira, Erivam Félix, Givanilton Mendes, Célio Carneirinho,
Luis Gulu de França, Betania Pinheiro, entre outros professores, artistas e fazedores
de arte. Dessas reuniões surgiram murais, exposições, recitais, melodramas,
jograis, e a publicação do informativo Nova
Caiana, que circulou por três edições. A primeira delas, em homenagem ao
Poeta do Universo, com editorial de Durán e capa de Ângelo Meyer, a Revisão de
Hermilo de Juareiz Correya, exposição de Teles Junior, poemas de Paulo Profeta
& Betania Pinheiro, entre outras notícias e informações. A segunda edição
foi em Homenagem ao Centenário de Emancipação de Palmares, com capa de Teles Júnior,
entrevista com o poeta Raymundo Alves de Souza realizada por Givanilton Mendes,
poema de Ezequias Pessoa de Siqueira, Durán, João Lins, Sandra Lustosa, Paulo
Profeta, Betania Pinheiro, Valéria Lins, Javanci Bispo e Teles Júnior, entre
outros registros informativos. A terceira edição traz o editorial de Durán, com
destaque para biografia e poemas de Eliseu Pereira de Melo, Relato de Juareiz
Correya, Lelé Corrêa por Hermínia Lúcia, Raízes de Palmares de Joaquim Nabuco,
Cotidiano de Ângelo Meyer, poemas de Ezequias Pessoa de Siqueira, João Lins,
Betania Pinheiro, Gerson Flávio da Silva, Antonio Araújo de Melo, e um melaço
de notícias. Foram três edições mimeografadas e distribuídas em Palmares e
região Mata Sul de Pernambuco, resultando nas conquistas que se sucederam após
seu evento, como a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, a Revista A
Região, as Edições Bagaço, grupo Terra Teatro, Associação Teatral Palmares
(ATEP), IV Feira de Música, Circo Itinerante, revista em quadrinhos
Aventureiros do Una, entre outros lançamentos de livros, encenações teatrais,
shows musicais, exposições e eventos culturais e artísticos. A cidade ficou bem
movimentada mesmo a partir de então. Os anos se passaram e ao visitar a escola
do Instituto de Belas Artes Vale do Una,
do poetamigo Paulo Profeta, tive uma
grata surpresa: entre os alunos, Durán despontava já como promissor artista
plástico, participando, inclusive, do Projeto Pintando na Praça, promovido
pelo instituto mencionado. Como há mais de trinta anos não o via, ao realizar
minha palestra sobre as Perspectivas Holísticas e Neurocientíficas
na Contemporaneidade, no restaurante O Nordestão, em Palmares, tive a grata satisfação de abraçá-lo e,
coincidentemente, comemorar o seu aniversário, regado a um bom papo, uísque pra
mim e vinho pra ele. Conversamos e atualizamos as últimas novidades, quando
fiquei sabendo de sua disposição em realizar uma exposição individual. Não deu
outra, nem podia ser diferente, é que agora, vez em quanto, a gente se cruza e
fiquei sabendo da sua exposição Em-Cantos de Palmares, na Biblioteca
Pública Fenelon Barreto, em Palmares. Fiquei bastante feliz de saber dessa sua
realização. Mais ainda, por ter sido ele um dos precursores naqueles nublados
anos 1970, responsável por tudo que surgiu em seguida na tumultuada década de
1980. Da minha parte, aplausos e admiração por seu talento artístico,
comemorando, assim, a definitiva estreia com uma exposição individual
homenageando a terra em que nasci. Salve, salve, Pepe, beijabração artistamigo!
Sucesso do muito & vamos juntos. © Luiz Alberto Machado. Direitos
reservados. Veja mais aqui.TATARITARITATÁ: VAMOS APRUMAR A CONVERSA - Literatura, Teatro, Música & Pesquisas de Luiz Alberto Machado (LAM). Show, cantarau, recital, palestras, oficinas, dicas & informações. Contato & Chave Pix: luizalbertomachado@gmail.com
quinta-feira, junho 07, 2018
SEMPRÚN, ADALGISA NERY, DAMÁSIO, GERALDO AZEVEDO, TOBIAS BARRETO, PAUL GAUGUIN & JOSÉ DURÁN Y DURÁN
DURÁN & AS NOITES DA CULTURA – Conheci
José Durán y Durán quando ele chegou da Espanha, recepcionado pela edição
inaugural do Jornal do Grêmio Cultural
Castro Alves, que mantínhamos circulando entre os alunos do Colégio
Diocesano dos Palmares. Fomos apresentados pela mão do então bispo de Palmares,
Dom Acácio Rodrigues Alves, já me informando que seria o novo professor da
minha classe, batendo o centro na nossa amizade. Como eu sempre vivia de papo
com os professores nos finais de semana, o Pepe – como carinhosamente é chamado
pela esposescritora Sororro Durán e os enxeridos mais achegados como eu -, me
convidou para passarmos uma tarde de sábado conversando, ocasião que me
presenteou com dois livros: La rebelión
de las massas, de Ortega y Gasset (veja aqui) e a Antologia poética do poeta espanhol
Antonio Machado (veja aqui), fato que me fez ser constante
visitador de sua residência nas tardes de sábado, afinal presente desse não é
pra todo dia. Foi por essa época que me falou do interesse de realizar reuniões
artístico-culturais, que passaram a ser chamadas de Noites da Cultura Palmarense.
Lá estávamos todos nós: Durán, Juareiz Correya, Paulo Profeta, Ângelo Meyer, os
compadres Javanci Bispo & Sandra Lustosa, Jamilton Correia, Zé Ripe,
Mauricinho Melo Filho, Fernandinho Melo, Ozi dos Palmares, Teles Júnior &
Grucalp, Eliseu Pereira, Erivam Félix, Givanilton Mendes, Célio Carneirinho,
Luis Gulu de França, Betania Pinheiro, entre outros professores, artistas e fazedores
de arte. Dessas reuniões surgiram murais, exposições, recitais, melodramas,
jograis, e a publicação do informativo Nova
Caiana, que circulou por três edições. A primeira delas, em homenagem ao
Poeta do Universo, com editorial de Durán e capa de Ângelo Meyer, a Revisão de
Hermilo de Juareiz Correya, exposição de Teles Junior, poemas de Paulo Profeta
& Betania Pinheiro, entre outras notícias e informações. A segunda edição
foi em Homenagem ao Centenário de Emancipação de Palmares, com capa de Teles Júnior,
entrevista com o poeta Raymundo Alves de Souza realizada por Givanilton Mendes,
poema de Ezequias Pessoa de Siqueira, Durán, João Lins, Sandra Lustosa, Paulo
Profeta, Betania Pinheiro, Valéria Lins, Javanci Bispo e Teles Júnior, entre
outros registros informativos. A terceira edição traz o editorial de Durán, com
destaque para biografia e poemas de Eliseu Pereira de Melo, Relato de Juareiz
Correya, Lelé Corrêa por Hermínia Lúcia, Raízes de Palmares de Joaquim Nabuco,
Cotidiano de Ângelo Meyer, poemas de Ezequias Pessoa de Siqueira, João Lins,
Betania Pinheiro, Gerson Flávio da Silva, Antonio Araújo de Melo, e um melaço
de notícias. Foram três edições mimeografadas e distribuídas em Palmares e
região Mata Sul de Pernambuco, resultando nas conquistas que se sucederam após
seu evento, como a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, a Revista A
Região, as Edições Bagaço, grupo Terra Teatro, Associação Teatral Palmares
(ATEP), IV Feira de Música, Circo Itinerante, revista em quadrinhos
Aventureiros do Una, entre outros lançamentos de livros, encenações teatrais,
shows musicais, exposições e eventos culturais e artísticos. A cidade ficou bem
movimentada mesmo a partir de então. Os anos se passaram e ao visitar a escola
do Instituto de Belas Artes Vale do Una,
do poetamigo Paulo Profeta, tive uma
grata surpresa: entre os alunos, Durán despontava já como promissor artista
plástico, participando, inclusive, do Projeto Pintando na Praça, promovido
pelo instituto mencionado. Como há mais de trinta anos não o via, ao realizar
minha palestra sobre as Perspectivas Holísticas e Neurocientíficas
na Contemporaneidade, no restaurante O Nordestão, em Palmares, tive a grata satisfação de abraçá-lo e,
coincidentemente, comemorar o seu aniversário, regado a um bom papo, uísque pra
mim e vinho pra ele. Conversamos e atualizamos as últimas novidades, quando
fiquei sabendo de sua disposição em realizar uma exposição individual. Não deu
outra, nem podia ser diferente, é que agora, vez em quanto, a gente se cruza e
fiquei sabendo da sua exposição Em-Cantos de Palmares, na Biblioteca
Pública Fenelon Barreto, em Palmares. Fiquei bastante feliz de saber dessa sua
realização. Mais ainda, por ter sido ele um dos precursores naqueles nublados
anos 1970, responsável por tudo que surgiu em seguida na tumultuada década de
1980. Da minha parte, aplausos e admiração por seu talento artístico,
comemorando, assim, a definitiva estreia com uma exposição individual
homenageando a terra em que nasci. Salve, salve, Pepe, beijabração artistamigo!
Sucesso do muito & vamos juntos. © Luiz Alberto Machado. Direitos
reservados. Veja mais aqui.quarta-feira, fevereiro 25, 2015
LYOTARD, RIKU ONDA, SARAH HALE & O AMOR
Quem ama
persegue o alcandor
E segue adiante
o alvo da paixão
Vai mais
distante seja pra onde a flor
Desabrocha o
amor no seu coração
Mantem a luta
do que alcançou
A desfrutar
para sempre o seu quinhão
Maior a dívida
do seu penhor
Porque o amor
É mútua
condecoração
É o amor
Quem manda
agora
Todo carisma
Como num prisma
Rolasse a hora
Do amor
O AMOR - Os olhos dela nos meus: uma fisgada de pegar na
beca – preste atenção! -, desarrumando vinco, colarinhos, certezas, tudo em
desalinho, a captura do amor na hora certa. E um beijo seu, primário do nada,
profundo de todo, insensato de loucura prévia, me invade a remover todos os
meus muros e minhas mortes, assaltando as quatro paredes da minha solidão, a me
devolver a vida no que me resta de ser. E me envolve e afeta meu coração a
bater descontrolado por saber da soberania do seu reinado que me toma o céu
para reinar com seu reluzente jeito, descartando lembranças e sarando meus
ferimentos para remissão de todas as perdas. E colhe com carinho as flores
murchas dos meus jardins tristonhos para a semeadura da sua magnifica presença
a me salvar dos perigos com a manhã luminosa do seu beijar que não contém seus
ímpetos e nem perdeu a ocasião de me fazer feliz. E me ronda e espreita para
dar-me a paz com o afago da sua amanhecida carícia e a me enfeitiçar nas horas
dos meus sonhos com o deslumbrante emanar do hálito morno do seu sopro vivente.
E me abraça para me defender do perecível e me socorrer da vida miserável do
meu isolamento, e me encoraja para que eu não fraqueje na ruína da memória a
permitir que floresça em mim um ânimo por demais afortunado. E assim eu sou em
suas mãos ternas já entardecidas nas minhas. E ela as mantém entrelaçadas em
sua alma aconchegante para que eu não seja errante na brisa leve que vem do
leste do seu afago. E me traz a fragrância do seu perfume na dança dos meus
desejos que germinam ao toque de carícia dos seus dedos por minhas faces
perdidas. E sinto o seu sorriso amoroso com meus beijos e escuto o suspiro dos
seus segredos mais escondidos e acendo em sua boca ardente os sussurros do seu
coração. E toda a sua majestade se manifesta para me contemplar a alma com as
riquezas de sua entrega. E posso escolher entre as suas faces para proclamá-la
deusa minha com seu manto transparente de visível beleza estival no triunfo da
formosura, e eu com vivas a me embebedar com o místico aroma do incensório que
emana de seu ser. Tomo-a em meus braços e sinto em meu peito o pulsar do prazer
de seu corpo trêmulo para o meu extravio no seu rosado entardecer e ela inteira
amadurece nas minhas mãos para que eu recolha a colheita de seus prados
enquanto sacode o quadril na travessura dos seus lábios que juram safras
exitosas. E escuta meu coração atenta e envolta ao meu pescoço a se descobrir
presa fácil na troca do meu coração com o seu, se derramando impaciente a
sacudir a cabeça para se erguer altiva e idolatrada nas minhas libações
profundas do meu arado em suas plantações. E se precipita celebrada como quem
cumpre a quem merece com empenho e devoção, como quem esculpe uma obra de arte
no meu corpo e me ensina a voar sobre as águas enquanto passeia o seu
deslumbrante emanar no meu riso. Eu voo e na sua viagem sem pressa lugar algum
será longe no seio de suas numerosas noites, como nenhum prazer jamais será
fugaz no esplendor de sua gloria. Ela ascende máxima e exalta com seus
preciosos aromas deleitosos e completamente destemida na paixão, faz-se roçar
com seu ímpeto lascivo o meu corpo de eleito da sua beleza revelada e a me
ofertar o reservado quinhão que me cabe de sua magnífica presença no centro da
sua noite iluminada. E adivinha com o véu das nuvens de seu abraço a
transbordar apressada com a urgência dos meus mais exaltados sentimentos,
quando o eco dos seus desejos perpassa minha carne no voo dos seus penhascos e
se me revelam o ancoradouro no qual meu nome e o seu está inscrito e apenas o
querer nos separa de tudo que nos falta e me faz atado pelo elo da paixão
desesperada. E assim tenho o prêmio do ardor de todo o seu prazer vivo nas suas
luzes extremadas que me dão a perícia suprema de que seus passos farão as
trilhas do meu caminho lado a lado até enlanguescer na caminhada para repousar
o meu prazer na sua fonte profusa que jorrar o nosso prazer. Veja mais aqui,
aqui & aqui.
DITOS &
DESDITOS - Mesmo que uma pessoa experimente picos invejáveis de felicidade,
uma vida plena, toda felicidade ainda carrega consigo a solidão inerente ao
ser humano... Pensamento da escritora japonesa Riku Onda,
que no seu livro The Aosawa Murders (Bitter Lemon Press, 2005), ela
expressou: [...] Se minha vida fosse um livro, a parte mais grossa, a que tem mais
páginas com orelhas de cachorro, seria a que fala daquele caso. A lombada
estaria torta de tanto ser aberta naquelas páginas. E o livro sempre cairia
aberto naquele lugar. É assim que eu vejo. [...] Foi assim que escolhi
lidar com isso. Senti que não tinha outra escolha. [...]. Veja mais aqui.
ALGUÉM FALOU: As
democracias foram, e os governos são chamados, livres; mas o espírito de
independência e a consciência de direitos inalienáveis nunca foram
antes transfundidos nas mentes de um povo inteiro... O sentimento de igualdade
que eles orgulhosamente acalentam não procede da ignorância de sua
posição, mas do conhecimento de seus direitos; e é esse
conhecimento que tornará tão extremamente difícil para
qualquer tirano triunfar sobre as liberdades de nosso país... São
necessários apenas alguns fios de esperança para que o coração hábil no segredo
teça uma teia de felicidade... Nesta era de inovação, talvez nenhum experimento
tenha uma influência mais importante no caráter e na felicidade da nossa
sociedade do que conceder às mulheres as vantagens de uma educação sistemática
e completa... Pensamento da ativista poeta estadunidense Sarah Hale
(1788-1879). Veja mais aqui e aqui.
PEREGRINAÇÕES:
LEI, FORMA & EVENTO - [...] O sentimento
sublime não é mero prazer como o gosto é – é uma mistura de prazer e dor...
Confrontada com objetos que são muito grandes de acordo com sua magnitude ou
muito violentos de acordo com seu poder, a mente experimenta suas próprias
limitações. [...]. Trecho extraído da obra Peregrinations: Law, Form, Event
(Wellek Library Lectures (Columbia University Press, 1, 1990), do filósofo
francês Jean-François Lyotard (1924-1998), que no seu livro Driftworks
(MIT Press, 1984), expressou: [...] O desejo
confunde o conhecimento e o poder. [...]. A sua
filosofia pós-moderna defende que: Simplificando ao extremo, defino pós-moderno como
incredulidade em relação às metanarrativas. O conhecimento é e será
produzido para ser vendido, é e será consumido para ser valorizado numa nova
produção: em ambos os casos, o objetivo é a troca. Nosso trabalho não é
fornecer realidade, mas inventar alusões ao concebível que não pode ser
apresentado. Os séculos XIX e XX nos deram tanto terror quanto podemos
suportar. Pagamos um preço alto o suficiente pela nostalgia do todo e do um,
pela reconciliação do conceito e do sensível, da experiência transparente e
comunicável. Sob a demanda geral por afrouxamento e apaziguamento, podemos
ouvir os murmúrios do desejo por um retorno do terror, pela realização da
fantasia para tomar a realidade. A resposta é: vamos travar uma guerra contra a
totalidade; vamos ser testemunhas do inapresentável; vamos ativar as diferenças.
Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
O
MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA – No livro O
mistério da consciência (Companhia das Letras, 2000), do médico
neurologista e neurocientista português, António
Damásio,aborda acerca da consciência humana, apresentando a sua revolucionária
teoria do enigma da consciência, como sendo o maior desafio da filosofia e das
ciências da vida ao descrever como a consciência abriu caminho para o
surgimento de realizações humanas como a arte, a ciência, a tecnologia, a
religião, a organização social, por meio de uma pesquisa sobre o cérebro e da
complexidade de todo ser humano, sua adaptação ao ambiente, sua sobrevivência e
os conflitos consigo mesmo que se realiza com um sistema complexo que articula
imaginação, criatividade e planejamento que fazem surgir a consciência. Nessa
obra ele se expressa assim: [...] se a
criatividade for dirigida com sucesso, mesmo modestamente, permitiremos à
consciência, mais uma vez, cumprir seu papel de regulador homeostático da
existência. Conhecer contribuirá para ser. Tenho até alguma esperança de que
compreender a biologia da natureza humana contribuirá com seu quinhão nas
escolhas a serem feitas. Seja como for, melhorar as condições da existência é
precisamente a finalidade da civilização, a principal consequência da
consciência; e, por no mínimo 3 mil anos, com recompensas maiores ou menores,
melhorar é o que a civilização vem buscando. A boa notícia, portanto, é que já
começamos.Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
A
ESTÉTICA DA PERSONALIDADE EMPÍRICA E POÉTICA - A concepção estética do
filósofo, historiador e escritor italiano Benedetto
Croce (1866-1952), parte do exame da obra de arte como sentimento que se
reelabora na pureza da forme. Ele se baseia na necessidade de distinguir o que
chama de personalidade empírica – biografia, características pessoas do autor
-, estabelecendo a diferença entre esta e a personalidade poética. Assim como a
primeira se acha unida, integrada no corpo e na natureza, o objeto da crítica
literária seria fundamentalmente o de unificar a segunda, já que abriga a
poesia e a não-poesia, a intuição lírica e seus acessórios ideológicos,
históricos e filosóficos. Por outro lado, de acordo com sua concepção da
história, Croce considera a crítica literária como único método capaz de
destacar, na obra de arte, a expressão individual colocada acima de seu período
histórico e dos movimentos ou influencias de orientação estética e literária em
se originou. Outro elemento importante para a crítica de Croce vem a ser sua
identificação do espirito com o universo: a obra poética traz em si o universo
em totalidade, exprimindo a harmonia de seus contrastes. Veja mais aqui e aqui.

A
TETA E A LUA – Um dos mais impressionantes filmes que já assisti, La teta e la luna (A teta e a lua,
1994), do cineasta e roteirista espanhol Bigas
Luna(1946-2013), com música de Nicola Piovani, roteiro do próprio Bigas e
Cuca Canals, sem dúvida é um dos que mais aprecio rever. Principalmente pela
inesquecível atuação da atriz francesa Mathilda
May em cenas inesquecíveis, meritória de ser homenageada na campanha Todo
dia é dia da mulher. Veja mais aqui, aqui e aqui.sexta-feira, abril 04, 2008
NIETZSCHE, EAGLETON, DAMÁSIO, VIRGÍNIA DE MEDEIROS, NEUROPSICOLOGIA, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, FECAMEPA, GÊNERO & VIOLÊNCIA
ENQUANTO OS CARAS BUFAM POR AUMENTO NO GOVERNO, AQUI EMBAIXO A GENTE SÓ PAGA MICO, NÉ? - Gente amiga, não é possível que a coisa ande mais espalhafatosamente nefasta para as nossas bandas do que sempre, num é? Apois, então, eu mesmo ando mais enrolado que induzido de carreta, mais chacoalhado que massa na fôrma de bolo, mais cheio-de-perna que viúva negra na hora da teia do vamos ver, mais pendurado de cabeça pra baixo que morcego de catedral, mais desarrumado que pacotes rasgados com as compras do supermercado, mais desajeitado que curau em festa interiorana de padroeiro, mais desperançado que existencialista deprimido e cheio de nó pelas costas. Pode? Destá. Garanto que não estou sozinho nessa cena. Tenho certeza que tem muita gente por aí como eu: com o passado no departamento da vergonha, o presente na sinuca-de-bico e o futuro a ver navios. Pelo menos é o que constato: todas as pessoas que eu conheço e outras tantas que tenho a oportunidade de, pelo menos, trocar um dedinho de prosa, me falam que estão mais apertados que porco num caçuá e mais ralo que caldo de biloca. Todo mundo quando chega a hora de falar de bufunfa no pé do cipa, faz logo aquele gesto de degolado: estão todos com a corda no pescoço. Nenhuma perspectiva, nem muxiba no moquém. Quando se fala em aumento, tenho logo um arrepio: aumento da tarifa de telefone, de energia, da passagem de condução, dos combustíveis, dos produtos, da mensalidade escolar, enfim, uma cachoeira de aumentos que vejo galopando desde que me entendo por gente e ninguém nunca deu jeito. Tudo isso a gente sente quando chega o final do mês e ver que o que a gente ganha não dá mais para pagar. Parece que tudo chega uma hora que fica de acordo com o nosso poder de impossibilidade. E quem tenta seguir a linha da adimplência, finda o oposto: inadimplente mesmo. Aí vem a acusação de caloteiro bombardear nossa dignidade. Duca, meu! Nem fala. Agora, quando se fala em aumento do salário mínimo, vixe! Pois é, o salário mínimo é tão vergonhoso que ele chega nem dar para se insinuar, morre logo que nem se percebe sua defuntada. Quando se vê o bichinho chegar, logo vem a sensação: cadê-lo? Num deu. Mas enquanto a gente se espreme para viver escapando das adversidades, os caras encasacados do Congresso e das Assembléias Legislativas, enfim, do Legislativo, do Judiciário e do Executivo propõem aumento salarial. Tá, tudo bem. Tudo bem, nada! Tudo bem, uma porra! Se a gente olhar direito, o que os caras ganham para não fazer porra nenhuma, aí dá na indignação. Principalmente quando há a constatação de que a gente é quem sustenta os aloprados e eles, sequer, trabalham em nome da gente: só em nome da empáfia, dos interesses corporativos e dos apaniguados do Executivo e Judiciário de todas as esferas do Estado. Chega até a vontade de dizer que o Estado brasileiro é um vitupério. E é mesmo: não faz a sua parte, nunca fez. Nenhum dos três poderes faz a sua parte, só atendem os interesses dos graudões da Nação (transitando em foro íntimo, claro) em detrimento de todo povo brasileiro. Resultado: eles se arrumam de qualquer jeito. Eu que não me conformo e digo: vamos aprumar a conversa contra os salafrários que festejam na lama da espórtula toda desgraça da patriamada. E mesmo que o impagável Doro dê uma de super-herói baseado nos vaticínios hecatômbicos do Evangelho segundo padre Bidião, mesmo assim, temos que jogar na cara dos políticos e das autoridades que o Brasil e o povo brasileiro merecem todo respeito. Tenho dito, ponto final. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui. MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA
Imagem: Acervo ArtLAM . O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...
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BIZIGA & ELA QUER MUITO MAIS – Insatisfeita ela sempre está. Pudera, não há nada mais que o amor no seu mundo. E parece querer semp...
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A arte da artista conceitual estadunidense Barbara Kruger. LIVRO7 – Para quem sempre foi apaixonado por leituras e livros, entr...
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MADELEINE DE SCUDÉRY, SADE, BARBARA PYM, ANA CRISTINA CÉSAR, FUTURO DAS METRÓPOLES & BIG SHIT BÔBRASÓI NOIS AQUI TRAVEIZ – Tudo andava nos conformemente após o anúncio das previsões do Doro para todos os signos do zodíaco e, de lambu...
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NANCY, A INCANSÁVEL MUSA – Herdeira da fortuna de uma família londrina, ela passou a infância de Nevill Holt entre um e outro colégio ...






















