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quinta-feira, junho 07, 2018

SEMPRÚN, ADALGISA NERY, DAMÁSIO, GERALDO AZEVEDO, TOBIAS BARRETO, PAUL GAUGUIN & JOSÉ DURÁN Y DURÁN


DURÁN & AS NOITES DA CULTURA – Conheci José Durán y Durán quando ele chegou da Espanha, recepcionado pela edição inaugural do Jornal do Grêmio Cultural Castro Alves, que mantínhamos circulando entre os alunos do Colégio Diocesano dos Palmares. Fomos apresentados pela mão do então bispo de Palmares, Dom Acácio Rodrigues Alves, já me informando que seria o novo professor da minha classe, batendo o centro na nossa amizade. Como eu sempre vivia de papo com os professores nos finais de semana, o Pepe – como carinhosamente é chamado pela esposescritora Sororro Durán e os enxeridos mais achegados como eu -, me convidou para passarmos uma tarde de sábado conversando, ocasião que me presenteou com dois livros: La rebelión de las massas, de Ortega y Gasset (veja aqui) e a Antologia poética do poeta espanhol Antonio Machado (veja aqui), fato que me fez ser constante visitador de sua residência nas tardes de sábado, afinal presente desse não é pra todo dia. Foi por essa época que me falou do interesse de realizar reuniões artístico-culturais, que passaram a ser chamadas de Noites da Cultura Palmarense. Lá estávamos todos nós: Durán, Juareiz Correya, Paulo Profeta, Ângelo Meyer, os compadres Javanci Bispo & Sandra Lustosa, Jamilton Correia, Zé Ripe, Mauricinho Melo Filho, Fernandinho Melo, Ozi dos Palmares, Teles Júnior & Grucalp, Eliseu Pereira, Erivam Félix, Givanilton Mendes, Célio Carneirinho, Luis Gulu de França, Betania Pinheiro, entre outros professores, artistas e fazedores de arte. Dessas reuniões surgiram murais, exposições, recitais, melodramas, jograis, e a publicação do informativo Nova Caiana, que circulou por três edições. A primeira delas, em homenagem ao Poeta do Universo, com editorial de Durán e capa de Ângelo Meyer, a Revisão de Hermilo de Juareiz Correya, exposição de Teles Junior, poemas de Paulo Profeta & Betania Pinheiro, entre outras notícias e informações. A segunda edição foi em Homenagem ao Centenário de Emancipação de Palmares, com capa de Teles Júnior, entrevista com o poeta Raymundo Alves de Souza realizada por Givanilton Mendes, poema de Ezequias Pessoa de Siqueira, Durán, João Lins, Sandra Lustosa, Paulo Profeta, Betania Pinheiro, Valéria Lins, Javanci Bispo e Teles Júnior, entre outros registros informativos. A terceira edição traz o editorial de Durán, com destaque para biografia e poemas de Eliseu Pereira de Melo, Relato de Juareiz Correya, Lelé Corrêa por Hermínia Lúcia, Raízes de Palmares de Joaquim Nabuco, Cotidiano de Ângelo Meyer, poemas de Ezequias Pessoa de Siqueira, João Lins, Betania Pinheiro, Gerson Flávio da Silva, Antonio Araújo de Melo, e um melaço de notícias. Foram três edições mimeografadas e distribuídas em Palmares e região Mata Sul de Pernambuco, resultando nas conquistas que se sucederam após seu evento, como a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, a Revista A Região, as Edições Bagaço, grupo Terra Teatro, Associação Teatral Palmares (ATEP), IV Feira de Música, Circo Itinerante, revista em quadrinhos Aventureiros do Una, entre outros lançamentos de livros, encenações teatrais, shows musicais, exposições e eventos culturais e artísticos. A cidade ficou bem movimentada mesmo a partir de então. Os anos se passaram e ao visitar a escola do Instituto de Belas Artes Vale do Una, do poetamigo Paulo Profeta, tive uma grata surpresa: entre os alunos, Durán despontava já como promissor artista plástico, participando, inclusive, do Projeto Pintando na Praça, promovido pelo instituto mencionado. Como há mais de trinta anos não o via, ao realizar minha palestra sobre as Perspectivas Holísticas e Neurocientíficas na Contemporaneidade, no restaurante O Nordestão, em Palmares, tive a grata satisfação de abraçá-lo e, coincidentemente, comemorar o seu aniversário, regado a um bom papo, uísque pra mim e vinho pra ele. Conversamos e atualizamos as últimas novidades, quando fiquei sabendo de sua disposição em realizar uma exposição individual. Não deu outra, nem podia ser diferente, é que agora, vez em quanto, a gente se cruza e fiquei sabendo da sua exposição Em-Cantos de Palmares, na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, em Palmares. Fiquei bastante feliz de saber dessa sua realização. Mais ainda, por ter sido ele um dos precursores naqueles nublados anos 1970, responsável por tudo que surgiu em seguida na tumultuada década de 1980. Da minha parte, aplausos e admiração por seu talento artístico, comemorando, assim, a definitiva estreia com uma exposição individual homenageando a terra em que nasci. Salve, salve, Pepe, beijabração artistamigo! Sucesso do muito & vamos juntos. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do compositor, cantor e violonista Geraldo Azevedo: Um geral do Azevedo, De outra maneira, Carnaval do Recife ao vivo, Especial, Especial Forró & Tanto querer & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIAÉ preciso pensar por nossa conta. Ninguém, mais do que eu, está sempre disposto a reformar, a abandonar mesmo, como imprestáveis, as opiniões mais queridas, quando recai sobre elas qualquer suspeita de erro. Mas, quero ver razões que me convençam. Pensamento do filósofo, escritor, crítico e jurista Tobias Barreto (1839-1889).

EMOÇÕES & CONSCIÊNCIA – [...] as emoções e os sentimentos podem provocar distúrbios nos processos de raciocínio em determinadas circunstâncias. (e sugere que) [...] certos aspectos do processo da emoção e do sentimento são indispensáveis para a racionalidade. [...] Consciência é o termo abrangente para designar os fenômenos mentais que permitem o estranho processo que faz de você o observador ou o conhecedor das coisas observadas, o proprietário dos pensamentos formados de sua perspectiva, o agente em potencial. [...] Podemos educar as nossas emoções, mas não suprimi -las completamente, e os sentimentos interiores que vamos tendo são as melhores testemunhas do nosso insucesso. [...]. Trechos extraídos da obra O erro de Descartes: emoção, razão e cérebro humano (Fórum da Ciência, 2000), do médico neurologista e neurocientista português Antonio Damásio. Veja mais aqui, aqui e aqui.

SOBREVIVER - [...] Não modificou sua postura na cadeira dura e ereta. Era apenas em sua voz que se desvelavam as emoções demasiado fortes, como lâminas do fundo que viriam remexer a superfície de uma água aparentemente calma. O medo de que não se acredite nele, sem dúvida. Até de não ser ouvido. Mas era completamente crível. Nós o ouvíamos com atenção, este sobrevivente do Sonderkommando de Auschwitz [...] Ele falou demoradamente, nós o ouvimos em silêncio, paralisados no horror pálido de sua narração. Não havia, nunca haverá sobrevivente de câmara de gás nazista. Ninguém poderá dizer algum dia: eu estava lá. Estivemos em volta, ou na frente, ou de lado, como os homens do Sonderkommando. Por isso, a angústia de não ser confiável, pois ninguém de nós esteve lá, já que, justamente, sobrevivemos. [...]. Trechos extraídos A escrita ou a vida (Companhia das Letras, 1995), do escritor espanhol Jorge Semprún (1923-2011), reunindo as memórias sobre os anos que passou no campo de concentração de Buchenwald, durante a Segunda Guerra Mundial.

EU TE AMO - Eu te amo / Antes e depois de todos os acontecimentos / Na profunda imensidade do vazio / E a cada lágrima dos meus pensamentos. / Eu te amo / Em todos os ventos que cantam, / Em todas as sombras que choram, / Na extensão infinita do tempo / Até a região onde os silêncios moram. / Eu te amo / Em todas as transformações da vida, / Em todos os caminhos do medo, / Na angústia da vontade perdida / E na dor que se veste em segredo. / Eu te amo / Em tudo que estás presente, / No olhar dos astros que te alcançam / Em tudo que ainda estás ausente. / Eu te amo / Desde a criação das águas, / desde a ideia do fogo / E antes do primeiro riso e da primeira mágoa. / Eu te amo perdidamente / Desde a grande nebulosa / Até depois que o universo cair sobre mim / Suavemente. Poema extraído da obra Mundos oscilantes – poesia reunida (José Olympio, 1962), da poeta e jornalista do Modernismo brasileiro, Adalgisa Nery (1905-1980). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor francês Paul Gauguin (1848-1903). 
Veja mais aquiaqui e aqui.


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quarta-feira, fevereiro 25, 2015

LYOTARD, RIKU ONDA, SARAH HALE & O AMOR

 


Quem ama persegue o alcandor

E segue adiante o alvo da paixão

Vai mais distante seja pra onde a flor

Desabrocha o amor no seu coração

 

Mantem a luta do que alcançou

A desfrutar para sempre o seu quinhão

Maior a dívida do seu penhor

Porque o amor

É mútua condecoração

 

É o amor

Quem manda agora

Todo carisma

Como num prisma

Rolasse a hora

Do amor

 

O AMOR - Os olhos dela nos meus: uma fisgada de pegar na beca – preste atenção! -, desarrumando vinco, colarinhos, certezas, tudo em desalinho, a captura do amor na hora certa. E um beijo seu, primário do nada, profundo de todo, insensato de loucura prévia, me invade a remover todos os meus muros e minhas mortes, assaltando as quatro paredes da minha solidão, a me devolver a vida no que me resta de ser. E me envolve e afeta meu coração a bater descontrolado por saber da soberania do seu reinado que me toma o céu para reinar com seu reluzente jeito, descartando lembranças e sarando meus ferimentos para remissão de todas as perdas. E colhe com carinho as flores murchas dos meus jardins tristonhos para a semeadura da sua magnifica presença a me salvar dos perigos com a manhã luminosa do seu beijar que não contém seus ímpetos e nem perdeu a ocasião de me fazer feliz. E me ronda e espreita para dar-me a paz com o afago da sua amanhecida carícia e a me enfeitiçar nas horas dos meus sonhos com o deslumbrante emanar do hálito morno do seu sopro vivente. E me abraça para me defender do perecível e me socorrer da vida miserável do meu isolamento, e me encoraja para que eu não fraqueje na ruína da memória a permitir que floresça em mim um ânimo por demais afortunado. E assim eu sou em suas mãos ternas já entardecidas nas minhas. E ela as mantém entrelaçadas em sua alma aconchegante para que eu não seja errante na brisa leve que vem do leste do seu afago. E me traz a fragrância do seu perfume na dança dos meus desejos que germinam ao toque de carícia dos seus dedos por minhas faces perdidas. E sinto o seu sorriso amoroso com meus beijos e escuto o suspiro dos seus segredos mais escondidos e acendo em sua boca ardente os sussurros do seu coração. E toda a sua majestade se manifesta para me contemplar a alma com as riquezas de sua entrega. E posso escolher entre as suas faces para proclamá-la deusa minha com seu manto transparente de visível beleza estival no triunfo da formosura, e eu com vivas a me embebedar com o místico aroma do incensório que emana de seu ser. Tomo-a em meus braços e sinto em meu peito o pulsar do prazer de seu corpo trêmulo para o meu extravio no seu rosado entardecer e ela inteira amadurece nas minhas mãos para que eu recolha a colheita de seus prados enquanto sacode o quadril na travessura dos seus lábios que juram safras exitosas. E escuta meu coração atenta e envolta ao meu pescoço a se descobrir presa fácil na troca do meu coração com o seu, se derramando impaciente a sacudir a cabeça para se erguer altiva e idolatrada nas minhas libações profundas do meu arado em suas plantações. E se precipita celebrada como quem cumpre a quem merece com empenho e devoção, como quem esculpe uma obra de arte no meu corpo e me ensina a voar sobre as águas enquanto passeia o seu deslumbrante emanar no meu riso. Eu voo e na sua viagem sem pressa lugar algum será longe no seio de suas numerosas noites, como nenhum prazer jamais será fugaz no esplendor de sua gloria. Ela ascende máxima e exalta com seus preciosos aromas deleitosos e completamente destemida na paixão, faz-se roçar com seu ímpeto lascivo o meu corpo de eleito da sua beleza revelada e a me ofertar o reservado quinhão que me cabe de sua magnífica presença no centro da sua noite iluminada. E adivinha com o véu das nuvens de seu abraço a transbordar apressada com a urgência dos meus mais exaltados sentimentos, quando o eco dos seus desejos perpassa minha carne no voo dos seus penhascos e se me revelam o ancoradouro no qual meu nome e o seu está inscrito e apenas o querer nos separa de tudo que nos falta e me faz atado pelo elo da paixão desesperada. E assim tenho o prêmio do ardor de todo o seu prazer vivo nas suas luzes extremadas que me dão a perícia suprema de que seus passos farão as trilhas do meu caminho lado a lado até enlanguescer na caminhada para repousar o meu prazer na sua fonte profusa que jorrar o nosso prazer. Veja mais aqui, aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Mesmo que uma pessoa experimente picos invejáveis ​​de felicidade, uma vida plena, toda felicidade ainda carrega consigo a solidão inerente ao ser humano... Pensamento da escritora japonesa Riku Onda, que no seu livro The Aosawa Murders (Bitter Lemon Press, 2005), ela expressou: [...] Se minha vida fosse um livro, a parte mais grossa, a que tem mais páginas com orelhas de cachorro, seria a que fala daquele caso. A lombada estaria torta de tanto ser aberta naquelas páginas. E o livro sempre cairia aberto naquele lugar. É assim que eu vejo. [...] Foi assim que escolhi lidar com isso. Senti que não tinha outra escolha. [...]. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: As democracias foram, e os governos são chamados, livres; mas o espírito de independência e a consciência de direitos inalienáveis ​​nunca foram antes transfundidos nas mentes de um povo inteiro... O sentimento de igualdade que eles orgulhosamente acalentam não procede da ignorância de sua posição, mas do conhecimento de seus direitos; e é esse conhecimento que tornará tão extremamente difícil para qualquer tirano triunfar sobre as liberdades de nosso país... São necessários apenas alguns fios de esperança para que o coração hábil no segredo teça uma teia de felicidade... Nesta era de inovação, talvez nenhum experimento tenha uma influência mais importante no caráter e na felicidade da nossa sociedade do que conceder às mulheres as vantagens de uma educação sistemática e completa... Pensamento da ativista poeta estadunidense Sarah Hale (1788-1879). Veja mais aqui e aqui.

 

PEREGRINAÇÕES: LEI, FORMA & EVENTO - [...] O sentimento sublime não é mero prazer como o gosto é – é uma mistura de prazer e dor... Confrontada com objetos que são muito grandes de acordo com sua magnitude ou muito violentos de acordo com seu poder, a mente experimenta suas próprias limitações. [...]. Trecho extraído da obra Peregrinations: Law, Form, Event (Wellek Library Lectures (Columbia University Press, 1, 1990), do filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998), que no seu livro Driftworks (MIT Press, 1984), expressou: [...] O desejo confunde o conhecimento e o poder. [...]. A sua filosofia pós-moderna defende que: Simplificando ao extremo, defino pós-moderno como incredulidade em relação às metanarrativas. O conhecimento é e será produzido para ser vendido, é e será consumido para ser valorizado numa nova produção: em ambos os casos, o objetivo é a troca. Nosso trabalho não é fornecer realidade, mas inventar alusões ao concebível que não pode ser apresentado. Os séculos XIX e XX nos deram tanto terror quanto podemos suportar. Pagamos um preço alto o suficiente pela nostalgia do todo e do um, pela reconciliação do conceito e do sensível, da experiência transparente e comunicável. Sob a demanda geral por afrouxamento e apaziguamento, podemos ouvir os murmúrios do desejo por um retorno do terror, pela realização da fantasia para tomar a realidade. A resposta é: vamos travar uma guerra contra a totalidade; vamos ser testemunhas do inapresentável; vamos ativar as diferenças. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

O MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA – No livro O mistério da consciência (Companhia das Letras, 2000), do médico neurologista e neurocientista português, António Damásio,aborda acerca da consciência humana, apresentando a sua revolucionária teoria do enigma da consciência, como sendo o maior desafio da filosofia e das ciências da vida ao descrever como a consciência abriu caminho para o surgimento de realizações humanas como a arte, a ciência, a tecnologia, a religião, a organização social, por meio de uma pesquisa sobre o cérebro e da complexidade de todo ser humano, sua adaptação ao ambiente, sua sobrevivência e os conflitos consigo mesmo que se realiza com um sistema complexo que articula imaginação, criatividade e planejamento que fazem surgir a consciência. Nessa obra ele se expressa assim: [...] se a criatividade for dirigida com sucesso, mesmo modestamente, permitiremos à consciência, mais uma vez, cumprir seu papel de regulador homeostático da existência. Conhecer contribuirá para ser. Tenho até alguma esperança de que compreender a biologia da natureza humana contribuirá com seu quinhão nas escolhas a serem feitas. Seja como for, melhorar as condições da existência é precisamente a finalidade da civilização, a principal consequência da consciência; e, por no mínimo 3 mil anos, com recompensas maiores ou menores, melhorar é o que a civilização vem buscando. A boa notícia, portanto, é que já começamos.Veja mais aquiaqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem: Nu barbotant, do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir (1841-1919). Veja mais aquiaqui.

Ouvindo George Harrison Live in Japan (1992), do músico, compositor e ex-integrante dos Beatles, George Harrison (1943-2001). Veja mais aqui.

A ESTÉTICA DA PERSONALIDADE EMPÍRICA E POÉTICA - A concepção estética do filósofo, historiador e escritor italiano Benedetto Croce (1866-1952), parte do exame da obra de arte como sentimento que se reelabora na pureza da forme. Ele se baseia na necessidade de distinguir o que chama de personalidade empírica – biografia, características pessoas do autor -, estabelecendo a diferença entre esta e a personalidade poética. Assim como a primeira se acha unida, integrada no corpo e na natureza, o objeto da crítica literária seria fundamentalmente o de unificar a segunda, já que abriga a poesia e a não-poesia, a intuição lírica e seus acessórios ideológicos, históricos e filosóficos. Por outro lado, de acordo com sua concepção da história, Croce considera a crítica literária como único método capaz de destacar, na obra de arte, a expressão individual colocada acima de seu período histórico e dos movimentos ou influencias de orientação estética e literária em se originou. Outro elemento importante para a crítica de Croce vem a ser sua identificação do espirito com o universo: a obra poética traz em si o universo em totalidade, exprimindo a harmonia de seus contrastes. Veja mais aquiaqui.

PRIMA JULIETA – No livro A idade do serrote (Sabiá, 1968), o poeta e prosador do Surrealismo brasileiro, Murilo Mendes (1901-1975), encontrei o delicioso conto Prima Julieta, no qual ele faz a seguinte narrativa: Prima Julieta, jovem viúva, aparecia de vez em quando na casa de meus pais ou na de minhas tias. O marido, que deixara uma fortuna substancial, pertencia ao ramo rico da família Monteiro de Barros. Nós éramos do ramo pobre. Prima Julieta possuía uma casa no Rio e outra em Juiz de Fora. Morava em companhia de uma filha adotiva. E já fora três vezes à Europa. Prima Julieta irradiava um fascínio singular. Era a feminilidade em pessoa. Quando a conheci, sendo ainda garoto e já sensibilíssimo ao charme feminino, teria ela uns trinta ou trinta e dois anos de idade. Apenas pelo seu andar percebia-se que era uma deusa, diz Virgilio de outra mulher. Prima Julieta caminhava em ritmo lento, agitando a cabeça para trás, remando os belos braços brancos. A cabeleira loura incluía reflexos metálicos. Ancas poderosas. Os olhos de um verde azulado borboleteavam. A voz rouca e ácida, em dois planos; voz de pessoa da alta sociedade. Uma vez descobri admirado sua nuca, que naquele tempo chamavam de cangote, nome expressivo: pressupõe jugo e domínio. No caso somos nós, homens, a sofrer a canga. Descobri por intuição a beleza do cangote e do pescoço feminino, não querendo com isto dizer que subestimava outras regiões do universo. Veja mais aqui, aquiaqui.


O CÃO CHUPANDO MANGA – Por ocasião do lançamento do seu livro O cão chupando manga, a escritora Joyce Cavalccante concedeu uma entrevista exclusiva pro meu Guia de Poesia. Antes, porém, confira um fragmento desse ótimo livro: Ninguém deixa de chegar ao pra onde se está indo. Guardando essa crença no coração Zezito desceu do ônibus para esticar as canelas que, ou curtas ou não, há dezoito anos o levavam aonde cismava de ir O motorista suado trocava um pneu murcho em silêncio e os passageiros esticavam o pescoço pra fora das janelas, tentando ver que arrumação era aquela. O sol já estava indo embora, o que significava que chegariam no escuro e ele ainda teria de arranjar um lugar pra dormir. Dava até vontade de perguntar a alguém, pedir um palpite sobre um canto pra passar a noite, porém não ia fazer aquilo não. Falar, quanto menos melhor. Sorriu. Em boca fechada não entra mosca, era como dizia sempre o Compadre. Ele sim, sabia das coisas. Sorriu outra vez se lembrando do Compadre, e voltou para seu lugar. Esperou pensando, pensando, fazendo seus planos. O motorista entrou e deu a partida enquanto ele continuou matutando, decidindo o que fazer de si naquela sua primeira noite da vida em São Paulo. A medida em que a claridade das luzes ia aumentando, ia aumentando também seu entusiasmo. Curioso, olhava tentando enxergar o que podia. Era muita gente. Era muito frio. Era muito tudo. - Ô cidade pai d'égua - pensou. O colorido do teto de acrílico da estação rodoviária era de fascinar. Se viu quase tonto, achando tudo de uma boniteza só. Se dependesse dele ficaria ali olhando pra cima a noite inteira, ou então, olhando o vai e vem daquele povaréu. A cidade era grande. Todo mundo tinha avisado. Mas não imaginava que fosse tão grande desse jeito. Agarrou sua sacola e foi andando a pé, a procura de um paradeiro. Preferia pernoitar por ali perto mesmo. Entrou em vários hotéis perguntando o preço, mas cada qual que fosse mais caro do que o outro. Povo ladrão, concluiu. Andou, andou, andou e voltou para a rodoviária outra vez. Atraído, decidiu dormir ali mesmo sentado num dos bancos. Mas quando escolheu um banco viu um guarda passando. Amedrontou-se. Os homens da lei não eram seu forte. Não que estivesse devendo alguma coisa, mas é que eles sempre acham um motivo pra fazer um sujeito pobre como ele se entender com a dona Justa. Saiu andando outra vez e descobriu um alojamento esquisito. Era mais um hotel aquilo ali bem ao lado da rodoviária, o qual não tinha notado antes porque nem placa tinha. Indagou o preço e achou satisfatório, pois era bem mais barato do que os outros. Não fez muitas perguntas pagando adiantado, cumprindo uma exigência da casa. Seguiu o moço da portaria. O tal moço, usando uma calça brilhando de sebo e fedendo a suor azedo, acendeu a lanterna que carregava pendurada no pescoço, abriu uma porta larga e fez sinal para que ele não fizesse barulho. Ao olhar para dentro do quarto, Zezito recuou perguntando: - Que marmota é essa? O moço fez um sinal exagerado para que ele ficasse em silêncio e deu de sussurrar em seu ouvido com voz de bem-me-quer: - Aqui é o hotel da corda, nunca ouviu falar? - Inda não - respondeu Zezito, espantado com o que via. - O negócio aqui, meu bem, é sentar, segurar na corda e se entregar. Ao sono, claro - explicou o empregado cheio de requebros. Mesmo estando escuro, Zezito olhou para seu interlocutor com modo atravessado, achando: - Esse daí é baitola. Morto de cansado, entrou e sentou no lugar indicado pelo facho de luz da lanterna. Ficou tentando entender onde estava. Quando se acostumou à escuridão, percebeu que estava num quarto enorme que mais se parecia um galpão. Ao longo das quatro paredes tinha um banco feito como se fosse uma prateleira, onde sentadas, dormiam e roncavam criaturas agarradas a uma corda para manter o equilíbrio. Era o famoso Hotel da Corda, a respeito do qual muita gente nunca ouviu falar [...]. Veja a entrevista aqui e mais aqui e aqui.


A TETA E A LUA – Um dos mais impressionantes filmes que já assisti, La teta e la luna (A teta e a lua, 1994), do cineasta e roteirista espanhol Bigas Luna(1946-2013), com música de Nicola Piovani, roteiro do próprio Bigas e Cuca Canals, sem dúvida é um dos que mais aprecio rever. Principalmente pela inesquecível atuação da atriz francesa Mathilda May em cenas inesquecíveis, meritória de ser homenageada na campanha Todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui, aquiaqui.



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Martin Buber, Saló & Pier Paolo Pasolini, Vangelis, Abelardo & Heloisa, Julio Verne & Rick Wakeman, Gustave Courbert & Arriete Vilela aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sexta-feira, abril 04, 2008

NIETZSCHE, EAGLETON, DAMÁSIO, VIRGÍNIA DE MEDEIROS, NEUROPSICOLOGIA, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, FECAMEPA, GÊNERO & VIOLÊNCIA

 
A arte de Virgínia de Medeiros.


ENQUANTO OS CARAS BUFAM POR AUMENTO NO GOVERNO, AQUI EMBAIXO A GENTE SÓ PAGA MICO, NÉ? - Gente amiga, não é possível que a coisa ande mais espalhafatosamente nefasta para as nossas bandas do que sempre, num é? Apois, então, eu mesmo ando mais enrolado que induzido de carreta, mais chacoalhado que massa na fôrma de bolo, mais cheio-de-perna que viúva negra na hora da teia do vamos ver, mais pendurado de cabeça pra baixo que morcego de catedral, mais desarrumado que pacotes rasgados com as compras do supermercado, mais desajeitado que curau em festa interiorana de padroeiro, mais desperançado que existencialista deprimido e cheio de nó pelas costas. Pode? Destá. Garanto que não estou sozinho nessa cena. Tenho certeza que tem muita gente por aí como eu: com o passado no departamento da vergonha, o presente na sinuca-de-bico e o futuro a ver navios. Pelo menos é o que constato: todas as pessoas que eu conheço e outras tantas que tenho a oportunidade de, pelo menos, trocar um dedinho de prosa, me falam que estão mais apertados que porco num caçuá e mais ralo que caldo de biloca. Todo mundo quando chega a hora de falar de bufunfa no pé do cipa, faz logo aquele gesto de degolado: estão todos com a corda no pescoço. Nenhuma perspectiva, nem muxiba no moquém. Quando se fala em aumento, tenho logo um arrepio: aumento da tarifa de telefone, de energia, da passagem de condução, dos combustíveis, dos produtos, da mensalidade escolar, enfim, uma cachoeira de aumentos que vejo galopando desde que me entendo por gente e ninguém nunca deu jeito. Tudo isso a gente sente quando chega o final do mês e ver que o que a gente ganha não dá mais para pagar. Parece que tudo chega uma hora que fica de acordo com o nosso poder de impossibilidade. E quem tenta seguir a linha da adimplência, finda o oposto: inadimplente mesmo. Aí vem a acusação de caloteiro bombardear nossa dignidade. Duca, meu! Nem fala. Agora, quando se fala em aumento do salário mínimo, vixe! Pois é, o salário mínimo é tão vergonhoso que ele chega nem dar para se insinuar, morre logo que nem se percebe sua defuntada. Quando se vê o bichinho chegar, logo vem a sensação: cadê-lo? Num deu. Mas enquanto a gente se espreme para viver escapando das adversidades, os caras encasacados do Congresso e das Assembléias Legislativas, enfim, do Legislativo, do Judiciário e do Executivo propõem aumento salarial. Tá, tudo bem. Tudo bem, nada! Tudo bem, uma porra! Se a gente olhar direito, o que os caras ganham para não fazer porra nenhuma, aí dá na indignação. Principalmente quando há a constatação de que a gente é quem sustenta os aloprados e eles, sequer, trabalham em nome da gente: só em nome da empáfia, dos interesses corporativos e dos apaniguados do Executivo e Judiciário de todas as esferas do Estado. Chega até a vontade de dizer que o Estado brasileiro é um vitupério. E é mesmo: não faz a sua parte, nunca fez. Nenhum dos três poderes faz a sua parte, só atendem os interesses dos graudões da Nação (transitando em foro íntimo, claro) em detrimento de todo povo brasileiro. Resultado: eles se arrumam de qualquer jeito. Eu que não me conformo e digo: vamos aprumar a conversa contra os salafrários que festejam na lama da espórtula toda desgraça da patriamada. E mesmo que o impagável Doro dê uma de super-herói baseado nos vaticínios hecatômbicos do Evangelho segundo padre Bidião, mesmo assim, temos que jogar na cara dos políticos e das autoridades que o Brasil e o povo brasileiro merecem todo respeito. Tenho dito, ponto final. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.  



PENSAMENTO DO DIA[...] a criação do poeta nada mais é que essa imagem luminosa que a natureza nos oferece para nos curar após termos lançado um olhar sobre o abismo [...]. Pensamento extraído da obra O nascimento da tragédia (Gallimard, 1949), do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900). Veja mais aqui e aqui.

TEORIA LITERÁRIA[...] a história da teoria literária faz parte da história política e ideológica da nossa época. [...]. Extraído da obra Literary theory: an introdution (The University of Mimnesota Express, 1983), do filósofo e crítico literário britânico Terry Eagleton. Veja mais aqui.

O ERRO DE DESCARTES – O livro O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, de Antonio R. Damásio, traduzido por Dora Vicente e Georgina Segurado, aborda temas como o caso de Phineas Gage, frenologia, anatomia do sistema nervoso, raciocinar e decidir, sangue-frio, casos de lesões pré-frontais, lesões em regiões não frontais, anatomia, estudos em animais, explicações neuroquímicas, organismos, corpos e cérebros, estados de organismos, a interação entre o corpo e o cérebro, comportamento e mente, organismo e o ambiente, arquitetura de sistemas nervosos, imagens do agora, imagens do passado e imagens do futuro, formação de imagens perceptivas, armazenamento de imagens e formar imagens por evocação, conhecimento e representações dispositivas, pensamento e imagens, desenvolvimento neural, regulação biológica e sobrevivência, Tristão & Isolda e o filtro do amor, impulsos e instintos, emoções e sentimentos, especificidade do mecanismo neural subjacente às emoções, variedades de sentimentos, o corpo como teatro das emoções, mentalizar o corpo e cuidar dele, o processo de sentir, a hipótese do marcador-somático, raciocinar e decidir, raciocinar e decidir num espaço pessoal e social, racionalidade em ação, hipótese do marcador somático, altruísmo, rede neural para os marcadores somáticos, .rosa madressilva, intuição, raciocinar fora dos domínios pessoal e social. com a ajuda da emoção, para o melhor e para o pior, predisposições e a criação de ordem, saber mas não sentir, assunção de riscos, as experiências do jogo, miopia para o futuro, prever o futuro, o cérebro de um corpo com mente, nenhum corpo, nenhuma mente, o corpo como referência de base, o eu neural, uma paixão pela razão. REFERÊNCIA: DAMÁSIO, Antonio. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. São Paulo: Schwarcz, 1998. Veja mais aqui e aqui.

NEUROPSICOLOGIA – O livro Neuropsicologia hoje, organizado por Vivian Maria Andrade, Flávia Heloisa dos Santos e Orlando Francisco Amodeo Bueno, aborda temas como aspectos instrumentais e metodológicos da avaliação psicológica, bases estruturais do sistema nervoso, inteligência, atenção, neurobiologia da atenção visual, funções executivas, memória e amnésia, neuropsicologia da linguagem, neuropsicologia do desenvolvimento infantil, memória operacional e estratégias de  memória na infância, avaliação neuropsicológica infantil, reabilitação cognitiva pediátrica, epilepsia no adulto, avaliação neuropsicológica em traumatismo craniencefálico, reabilitação neuropsicológica em lesão cerebral adquirida, aspectos cognitivos da esclerose múltipla, modelo de reabilitação atendimento interdisciplinar em esclerose múltipla, aspectos neuropsícológicos associados ao uso de cocaína, envelhecimento e memória, avaliação e reabilitação neuropsicológica no idoso, redução da assimetria hemisférica em adultos mais velhos no modelo Harold, entre outros importantes assuntos. REFERÊNCIA: ANDRADE, Vivian; SANTOS, Flavia. BUENO, Orlando (Orgs.). Neuropsicologia hoje. Porto Alegre: Artmed, 2004.

NEUROPSIQUIATRIA E NEUROCIÊNCIAS – O livro Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica, de Stuart Yudofsky e Robert Hales, trata de temas como princípios básicos de neurociências, biologia celular e molecular do neurônio, eletrofisiologia humana e mecanismos básicos do sono, neuroanatomia funcional, correlatos neuropsicológicos de lesões corticais e subcorticais, interações do sistema nervoso, endócrino e imunológico, avaliação neuropsiquiátrica, neuropsiquiatria, técnicas de eletrodiagnostico, avaliação neuropsicológica, sintomalogia, transtornos neuropsiquiátricos, tratamento, questões ética legais, questões educacionais e de certificação, lesões cerebrais, dependência de álcool, demências, distúrbios, doenças, infecções, tumores, transtornos, memória e amnésia, controle dos impulsos, delirium, transtorno cefalágicos de atenção, tratamento da dor, atenção, capacidade e foco de atenção, atenção seletiva, seleção de resposta e controle executivo, atenção constante, modelos de atenção, avaliação dos transtornos de atenção, testes neuropsicológicos, vigilância, passos na tomada de decisão, tendências atuais, métodos psicofisiologicos, técnicas de neuroimagens, transtornos clínicos, níveis de consciência, encefalopatia metabólica, acidentes vasculares cerebrais (AVC), esclerose múltipla, traumatismo craniano fechado, epilepsia, doença de Alzheimer, transtornos afetivos, esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), entre outros importantes assuntos. REFERÊNCIAS: YUDOFSKY, Stuart; HALES, Robert. Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica. Porto Alegre: Artmed, 2006.

DIALOGICIDADE E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS – O livro Dialogicidade e representações sociais: as dinâmicas da mente, de Ivana Makicowa, aborda mudanças e o problema epistemológico para psicologia social, pensamento e antinomias, linguística e antinomias dialógicas, pensando pela boca, representações sociais, tríade dialógica e processos dos três componentes, entendimento Themata, gerando representações sociais, entre outras abordagens. REFERÊNCIAS: MAKICOWA, Ivana. Dialogicidade e representações sociais: as dinâmicas da mente. Petropolis: Vozes, 2006.

GÊNERO E VIOLÊNCIA – O livro Gênero e violência, de Maria de Fátima Araújo e Olga Ceciliato Matioli, aborda temas como violência de gênero e contra a mulher, quando o homem é vítima, gênero e saúde mental, desigualdades e iniquidades, a construção de modelo de gênero e sua problematização no contexto escolar, violência doméstica, crianças e adolescentes, violência psicológica, acidentes infantis, entre outros importantes assuntos. REFERÊNCIA: ARAÚJO, Maria de Fátima; MATIOLI, Olga. Gênero e violência. São Paulo: Arte e Ciência, 2004.


A arte de Virgínia de Medeiros.




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