
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá Todo dia é Dia da Mulher com especial com a cantora, compositora e instrumentista Joyce: Feminina, Revendo amigos & Ao vivo; da pianista Eliane Rodrigues: Momentos musicais, Étude op 25 Chopin & Pour le piano
Debussy; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Toda
educação, sistemática ou não, expressa uma visão de mundo que reflete a
realidade socioeconômica e política em que está inserida. Pensamento
extraído da tese de doutoramento em Filosofia, sobre a temática Valor e educação (PUC, 1983), do
professor José Misael Ferreira do Vale.
EDUCAÇÃO – [...] o
homem necessita produzir continuamente sua própria existência. Para tanto, em
lugar de se adaptar à natureza, ele tem que adaptar a natureza a si, isto é,
transformá-la. E isto é feito pelo trabalho. Portanto, o que diferencia o homem
dos outros animais é o trabalho. Trecho extraído da obra Pedagogia histórico-critica:
primeiras aproximações (Cortez & Autores Associados, 1991), do filósofo e pedagogo Dermeval Saviani. Veja mais
aqui.
REPRESSÃO SEXUAL - [...] A
repressão da sexualidade natural da criança, e em particular da sexualidade
genital, torna-as apreensiva, tímida, obediente, cheia de medo da autoridade. “Simpática”
e “bem comportada”, no sentido autoritário; paralisa as suas tendências
rebeldes já que a revolta desperta a ansiedade; engendra, ao inibir a
curiosidade sexual da criança e as suas relações sexuais, um abaixamento
generalizado das suas faculdades mentais e do seu sentido crítico. Em resumo, o
objetivo da repressão sexual consiste em fabricar um individuo que poderá
adaptar-se à sociedade autoritária e que a ela se submeterá apesar de todo o
sofrimento e humilhação que é vítima. [...]. Trecho da obra Psicologia de massa do fascismo
(Escorpião, 1974), do médico, psicanalista e cientista natural Wilhelm Reich
(1897-1957). Veja mais aqui.
A FAMÍLIA E A FUNÇÃO SOCIAL DA REPRESSÃO SEXUAL – A unidade da célula familiar apoia-se na
obediência das crianças a seus pais. Já vimos que as crianças, ao aprenderem a
obedecer aos pais, aprendem a obedecer de um modo geral. Os resultados obtidos
pela educação familiar são transferidos para todas as situações onde o adulto
se encontra diante de um superior hierárquico. Ora, a repressão sexual faz
parte da educação familiar. Os pais castigam os filhos que se masturbam e
vigiam a hora a que sua filha volta para casa. Para se adaptarem ao meio
familiar, os hovens têm portanto que recalcar a sua sexualidade (inversamente,
a afirmação destas necessidades sexuais é revestida de um significado de
revolta contra os pais. Quando uma jovem volta para casa às seis horas da manhã
desafia os pais). É castigando os filhos que os pais lhes ensinam a obedecer e
obtem deles a renuncia ao prazer sexual. [...] Isto implica que a ansiedade associada à expressão de desejos sexuais
está ligada à angustia suscitada por todas as tendências rebeldes, já que a
sexualidade e as veleidades da rebeldia são indistintamente reprimidas pelos
educadores. [...] A criança acaba por
ter medo desses sexuais e dessas tendências à revolta, e impede-os de se
manifestarem. [...]. Trecho de A
repressão sexual (Martins Fontes, 1972), de Michel Cartier.
OS OLHOS ALONGADOS DE ANITA – [...] Os
olhos alongados de Anita não se fechavam como os das outras mulheres, mas como
os olhos dos tigres, pumas e leopardos, com as duas pálpebras juntando-se
preguiçosa e lentamente; e estas pareciam levemente unidas próximo do nariz,
tornando-se mais estreitas, com um relance lascivo e obliquo pendendo dos
olhos, como o olhar de relance de uma mulher que não quer ver o que estão
fazendo em seu corpo. Tudo isso dava a ela um ar de quem estava fazendo amor
[...] Anita estava se vestindo em meio a
uma profusão de flores; e, para deleite dos admiradores sentados à sua volta,
estava pintando o sexo com batom, sem permitir que eles fizessem qualquer
movimento em sua direção. [...] ela
apenas ergueu a cabeça e sorriu para ele. Estava com um pé apoiado sobre uma
mesinha, o requintado vestido brasileiro estava levantado e, com as mãos cheias
de joias, retomou a pintura do sexo, rindo da excitação dos homens à sua volta.
O sexo dela era como uma gigantesca flor de estufa, maior do que qualquer um
que o Barão já houvesse visto, e o pelo em volta era abundante, encaracolado,
negro acetinado. Eram aqueles lábios que ela pintava como se fossem uma boca,
muito requintadamente, de modo que ficaram como uma camélia vermelho-sangue
aberta à força, mostrando o botão interior, o cerne mais pálido e de pétalas
mais delicadas da flor. [...] Depois
é que se seguia a performance pela qual Anita era famosa em toda a América do
Sul, quando os recônditos camarotes do teatro, no escuro, com as cortinas
semicerradas, enchiam-se de homens da sociedade de todo o mundo. As mulheres
não eram levadas àquele espetáculo de variedades de alta classe. Ela havia se
vestido de novo com o traje de saia rodada que usara no palco durante as
canções brasileiras, mas não estava de xale. O vestido não tinha alças, e os seios
fartos e abundantes, comprimidos pelo corpete justíssimo, avolumavam-se para
cima, oferecendo-se quase que por inteiro ao olhar. Nesse traje, enquanto o
resto do show continuava, ela fazia a ronda dos camarotes. Lá, mediante
solicitação, ajoelhava-se diante de um homem, desabotoava as calças dele,
pegava o pênis com as mãos cheias de jóias e, com um toque de bom gosto, uma
destreza, uma sutileza que poucas mulheres já desenvolveram, chupava-o até satisfazê-lo.
As duas mãos eram ativas como a boca. A delícia daquilo quase privava os homens
dos sentidos. A elasticidade das mãos; a variedade de ritmos; a mudança entre
um aperto de mão em todo o pênis e o mais leve toque na ponta, entre a pegada
firme de todas as partes e o mais leve roçar dos pêlos em volta – tudo isso por
uma mulher excepcionalmente linda e voluptuosa, enquanto a atenção do público
estava voltada para o palco. Ver o pênis entrar na boca magnífica, entre os
dentes brilhantes, enquanto os seios arfavam, dava aos homens um prazer pelo
qual pagavam generosamente. A presença dela no palco preparava-os para a aparição
nos camarotes. Ela provocava-os com a boca, os olhos, os seios. E, para
satisfazê-los, junto com a música, as luzes e a cantoria, havia uma forma de
entretenimento excepcionalmente picante em um camarote escuro e com as cortinas
semicerradas acima da platéia. [...]. Trechos extraídos da obra Delta de
Vênus (Artenova, 1978), da escritora francesa Anaïs Nin (1903-1977).
Veja mais aqui.
BEIJO DE MULHER – Beijo
de mulher medrosa / dado escondido, às escuras, / é a melhor das aventuras /
que a alma do homem goza. / Convém que o beijo se tome / depois de renhida luta,
/ que é como se fosse fruta / comida por quem tem fome. / O beijo é concedido /
com liberdade e franqueza / é como uma sobremesa / depois de um jantar sortido.
/ Mas o beijo que enamora / e provoca mais desejo / é quando a dona do beijo /
soluça, suspira e chora. / Porém o melhor sabor / é quando a mulher nos nega: /
porque então a gente pega / e beija seja onde for... Quadras do poeta
paraibano Luís Dantas Quesado (Luiz
Siqueira Dantas – 1850-1930), considerado o maior glosador do Brasil de todos
os tempos.
PRÊMIO HERMILO BORBA FILHO DE LITERATURA
A
Biblioteca Fenelon Barreto informa aos interessados que estão abertas até o
próximo dia 09 de março de 2018, as inscrições nas categorias de conto, poema
ou romance, do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. Maiores informações
aqui.
Veja mais:
Errâncias de quem ama, promessas da paixão, A origem
das estrelas & os Bororos Orientais, a música de o Richard Strauss & Leonie Rysanek, o teatro de Oscar Wilde, a
escultura de Sonia Ebling de Kermoal, a arte de Dorothy Lafriner Bucket & Todo dia é dia da mulher aqui.
Origem da Vida & Programa
Tataritaritatá aqui.
A Pesquisa, Michel Randan, Arthur
Koestler, Alan Watts, A
ignorância, a Natureza Humana & Metodologia Científica aqui.
Carl Gustav Jung, Pierre Weil &
Tagore aqui.
Jorge de Sena, Habermas, Trova &
Trovadorismo aqui.
Nietzsche, Oniomania & Shopaholic,
Noam Chomsky, Madame de Staël, Flimar & Djavan aqui.
O Apocalipse da Atualidade, Heidegger,
Carl Rogers, Konrad Lorenz & Ubiratan D’Ambrósio aqui.
José Saramago, Rogel Samuel &
Programa Tataritaritatá aqui.
Gato escaldado pra se enturmar é um pé na
frente e outro atrás aqui.
Dos temores da infância aos arroubos
juvenis aqui.
O verbo no coração do silêncio aqui.
O trauma da moça aqui.
É pra ela, Carlos Gomes & Silviane Bellato,
Neila Tavares, Heloneida Studart, Maria Esther Maciel, Monica Bellucci, Piet
Mondrian, Edwin Landseer & A lenda Mundurucu Quando mandavam as mulheres aqui.
Direito de Família, Psicologia Escolar,
Pedofilia, Liderança & Psicose Puerperal aqui.
O pensamento de Darcy Ribeiro aqui.
Direito Autoral, Psicologia Social,
Trabalho & Doenças Ocupacionais aqui.
Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido &
da Autonomia aqui.
As trelas do Doro: vai tomar no quiba,
porra aqui.
Contribuições da Filosofia Greco-Romana
para a Psicologia & I FLIC de Cambuquira aqui.
História da mulher: da antiguidade ao
século XXI aqui.
ARTE DE LUCIAH LOPEZ
As pedras (resignadas)
criam limo
e nas asas das andorinhas, o vento faz cafuné!
A tampa do mundo se abre, e,
eu vejo o céu___________ o mesmo céu
que embalou "il sommo poeta"
A tampa do mundo se abre, e,
eu vejo o céu___________ o mesmo céu
que embalou "il sommo poeta"
A Terra, exilada dos meus
pés tenta dormir
resfolegando ...
resfolegando ...
E a Grande Mãe, pisca seu
olho esquerdo
contraindo o canto dos lábios
num meio riso (cúmplice?!) deixando no ar
só a ideia e o começo da história.
É mesmo supra-sumo!!
contraindo o canto dos lábios
num meio riso (cúmplice?!) deixando no ar
só a ideia e o começo da história.
É mesmo supra-sumo!!