
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do músico, compositor, escritor e
jornalista Edson Natale: Dharana, Pequena canção para uma mulher nua &
Viajante; da flautista israelente Sharon Bezaly: Hungarian Fantasy Doppler, Flute Sonata Schulhoff &
Flute Sonata Prokofiev; & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao
blog & nos 35 Anos de Arte
Cidadã. Para conferir é só ligar o
som e curtir.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Numa
colméia ou num formigueiro, cada regra é imposta pela natureza, é necessária;
ao passo que na sociedade humana só uma coisa é natural: a necessidade de uma
regra. [...]
Pensamento extraído da Introdução geral à filosofia (Agir, 1970), do
filosofo francês Jacques Maritain (1882-1972). Veja mais aqui e aqui.
DE AMOR
& PAIXÕES, SERÁ? - [...] Quando,
por uma razão qualquer, a relação amorosa se desfaz, o que se desfaz de fato é
só a relação amorosa e não as vidas e a integridade de cada um. E o que se tem
observado é que, por mais denso que tenha sido o amor, quando ele se desfaz nas
relações sadias (suplementares), surgem logo novos encontros, novos namoros e
seduções; o amor pode se refazer. É outro, original, porém com intensidade e
qualidade semelhante ao anterior [...]. Trecho extraído da obra Utopia e paixão (Rocco, 1988), de
Roberto Freire e Fausto Brito. Veja mais aqui, aqui e aqui.
POR FALAR EM AMOR - [...] namoram
muito e não namoram nada. Namoram muito porque têm sempre um namorado/a em
campo, alguém em quem estão interessados, alguém que estão “azarando”. Mas ao
mesmo tempo não namoram nada, porque essas relações são muito inconsistentes. O
casal se junta e se separa com a mesma facilidade. Não há amor, não há
envolvimento. Há desejo, epidérmico. Na verdade não são bem namoros, são
casualidades. [...] Naquele tempo
faltava uma coisa, hoje falta outra. Eu não podia me dar ao sexo. Eles não
conseguem se dar o amor. [...] A
tendência imediata é achar que não param em nenhum/a porque podem ter todos/as.
Mas por outro lado, existe a facilidade maior de parar em um parceiro, agora
que ele pode ser completo, reunindo sexo e sentimento. [...] Acontece também que são filhos diretos da
baixa do amor, do descrédito da relação, e da ênfase nas emoções tonitruantes.
Enquanto deixam o amor de lado, procuram terremotos emocionais no “som”, no
“brilho”, nos riscos. Mas uma ideia me ocorre que me parece mais acertada. A de
que os jovens estejam, de forma inconsciente, fugindo do amor justamente porque
podem ter o sexo. Explico melhor: o amor é uma emoção importante, o sexo
também; mas só o amor somado ao sexo constitui a emoção fundamental do ser
humano. Ora, nem todos os jovens têm um mesmo grau de amadurecimento. E nem
todos eles se sentem prontos para chegar ao topo do seu universo emocional.
Antes todos podiam ter amor, e só os mais maduros – ou os mais inconscientes –
se lançavam na completude amor/sexo. Agora acontece exatamente o oposto: tendo
o sexo, evitam somá-lo ao amor, adiando a sobrecarga emocional que não se
sentem capazes de enfrentar. [...] Trechos extraídos da obra E por falar em amor (Salamandra, 1984), da
escritora e jornalista ítalo-brasileira Marina Colasanti. Veja mais
aqui.
DOIS POEMAS – RETORNANDO A ÍTACA - A nave singra os sonhos nus do mármore,
/ Cruzando a solidão e sempre célere. / Carrega cuidadosa o nauta célebre,/ E
aquele transformado em pétrea árvore. / Um lutou, desdobrou a rota bárbara / Dos
dias que da vida exigem têmpera; / O outro, tecendo de ondas sua têmpora, / Transmudou-se
de mundos, sempre máscara. / O primeiro se fez, de acasos, íntegro; / O segundo
buscou, em rumos trôpegos, / Desvendar o inefável do seu íntimo. / Mas, ambos
se perderam: mar adúltero./ Hoje, mudo, acompanho, olhos sôfregos, / Ulisses
retornando ao mátrio útero. PENÉLOPE - Retornando do mar que me emoldura, / Ancoro
em teus segredos, cidadelas. / De desvelos me nutres, me aquartelas / Desnudado
do nauta e de procura. / Eternamente desejada e pura, / Em ti repouso rotas,
amaino velas. / Dos perigos dos mares me encastelas / Em tuas celas de amor e
de ternura. / Maravilhas que, meiga, me compensas / Depois de navegar,
aventureiro, / Ocasos aleatórios, vagas densas, / Retorno sempre ao cais do
amor primeiro, / Para recomeçar, feridas pensas, / Outras navegações, sempre
janeiro. Poemas extraídos da obra O verbo
sitiado (Bagaço, 1986), poeta, ensaísta e crítico alagoano Cicero
Melo, selecionados pelo poeta e
jornalista Iremar Marinho. Veja mais aqui, aqui e aqui.
ARTE DE JUDITH SCOTT
A arte
da renomada escultora estadunidense Judith
Scott (1943-2005), documentada no curta-metragem Outsider: The Art and Life of Judith Scott (2006), dirigido por
Betsy Bayha.
&
O
certo & o errado no reino das ideologias, a poesia de Hélio Pellegrino, a música de Nobuo Uematsu, a
arte de Mat Collishaw & Raoul Dufy, Danicleci Matias Souza & Park kids Locadora aqui.
&
Versos
à flor da pele na prosa de um poema, o cinema de
Jean-Luc Godard, a música de
Sharon Corr, a
escultura de Bertel Thorvaldsen, a poesia de Elke Lubitz & a arte de Luciah
Lopez aqui.