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segunda-feira, julho 21, 2014

EEVA-LIISA MANNER, SELENA KITT, JULIANNE DAVIDOW & TIA MARIA!...

 


SALVE TIA MARIA!... – A negra feiticeira era temida. Tia Maria era uma mulher madura cuja fama corria longe! Tornou-se vivandeira que idosa engajou-se à Coluna Prestes a partir de São Paulo, percorrendo milhares de quilômetros pelos sertões do Brasil, por 13 estados brasileiros. Por essa ação ela julgava combater a injustiça e as desigualdades sociais. Era a cozinheira dedicada no destacamento de Juarez Távora. Passou privações, combateu, dividia tarefas, integrou marcha armada e os confrontos. Ao lado dela a valente enfermeira austríaca Hermínia, a brava enfermeira alemã Elza Schimidk, a combatente aguerrida Alzira generala rebelde, a destemida amazona Santa Rosa que pariu seu filho em combate; a espevitada mulata Onça; a belíssima Albertina que foi estuprada e degolada brutalmente pelos soldados governistas; a Cara de Macaca, a Isabel-Pisca-Pisca, a Chiquinha, Anna Alice, Maria Emília, Tia Manoela Gorda, Ai Jesus, Etelvina, Cândida, Eufrázia, Ernestina, Emília Dias, Chuvinha, Xatuca, Ernestina, Lamparina, Gaúcha, Amália, Letícia, Maria Revoltosa e Ótima, todas apaixonadas pela causa e corajosas livres, donas de si. Era ela que protegia a Coluna, diziam unanimemente. Até os soldados legalistas acusavam-na de terrível feiticeira! Tanto é que em um sangrento combate em Piancó, na Paraíba, junto com outros combatentes extraviados, foi presa e barbaramente assassinada, padeceu nas mãos dos inimigos, uma morte com requinte de crueldade: separada dos demais por causa dos seus supostos poderes mágicos de usar a força dos mortos para garantir a vida dos vivos, ela foi levada ao cemitério para ser executada. Foi torturada e obrigada a cavar a própria cova. Depois esfaqueada para se tornar uma real lenda. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - É hora de seguir em frente e focar nas coisas que negligenciamos: arte, beleza e a união do humanismo e da religião. Recomendo ao leitor que leia o livro com atenção. pense nas palavras que você lê e reserve um tempo com as imagens. existe aqui a possibilidade de uma nova vida, de encontrar uma saída para as filosofias desumanizantes que controlam o nosso mundo. Pensamento do psicoterapeuta estadunidense Thomas Moore, autor da obra: Cuidado da Alma: Um Guia para Cultivar Profundidade e Sagrado na Vida Cotidiana.

 

ALGUÉM FALOU: O desejo erótico é na verdade um desejo de fundir-se com algo maior do que você mesmo. Pois todo tipo de amor é uma força que contém a promessa de nos levar além das limitações de nossas vidas individuais. Pensamento da escritora e professora estadunidense Julianne Davidow.

 

A VERDADE – [...] a verdade não existe fora do poder ou sem poder [...]. A verdade é deste mundo; ela é produzida nele graças a múltiplas coerções e nele produz efeitos regulamentados de poder [...]. Trechos extraídos da obra Microfísica do poder (Graal, 1979), do filósofo, historiador, filólogo, teórico social e crítico literário francês Michel Foucault (1926-1984). Veja mais aqui e aqui.

 

A REUNIÃO - [...] Ela tinha um gosto doce, como laranja, sol líquido em minha boca enquanto nos beijávamos, nossas línguas brincando juntas. [...] Ficamos assim por um tempo, respirando juntos, observando as sombras tremulando nas paredes e nos rostos uns dos outros. Ela brincou com uma mecha molhada do meu cabelo, enrolando-a no dedo. Deveria ter sido estranho, mas de alguma forma não foi. Senti algo se movendo entre nós, como luz ou calor, crescendo a cada respiração. [...]. Trechos extraídos da obra A Baumgartner Reunion (Createspace Independent, 2009), da escritora estadunindense Selena Kitt, que na sua antologia fumegante expressou: O desejo não quer exposição, nem luz nem sol. A luxúria busca a escuridão, um calor profundo e secreto, algo enterrado, um tesouro a ser encontrado.

 

POEMAS - A CIDADE - Como as casas ascenderam nesta cidade, \ os abismos se aprofundaram, a água escureceu, \ logo estará rastejando pelas ruas.\ As grades estão enferrujadas, \ o lençol freático está subindo, \ os porões estão afundando.\ O medo está a aumentar, ou a ser encoberto \ por trás de uma discrição estrangulada, \ de surtos de criminalidade.\ Teremos que ir para os barcos, \ vocês não ouvem a agitação da água, \ ir para os barcos e esquecer os chapéus.\ Ou se você mergulhar, oh, corajosamente, \ leve a palavra \ para o outro lado das luzes de socorro. II - Meu quarto, com cheiro de floresta, \ fica cada vez mais vermelho \ com o sol poente.\ O coração das paredes de sequóia está escurecendo, \ a luz difratada está fria.\ A noite é vermelha e velha \ como um espectro de ferro. III - Se a dor fumegasse, \ a fumaça envolveria a terra. \ No entanto, sob esta dor há fogo, \ meu coração que queima, queima \ e não queima. IV - E agora coloque gelo na sua música. \ Isso se transformará em matemática. \ Coloque gelo na sua música agora. V - Abro-o à luz de um lampião – \ um livro amarelado que cheira a grama e mofo.\ Folheando as páginas, um som de chuva \ e uma leve brisa atravessa\ de página em página de um campo de batalha. \ A fumaça do cartucho se espalha como relógios de dente-de-leão.\ alvoroço. Silêncio. Muitos cavalos estão vagando \ e homens sem cavalos. Através de frestas nas venezianas\ sons e cheiros camponeses. Os gritos da andorinha. \ Anis, salsa bovina. Papoula, relógios de dente de leão\ e cartuchos nas páginas de um livro. \ O círculo de luz suave da lâmpada investe em um campo de sangue. Poemas da poeta, dramaturga e tradutora finlandesa Eeva-Liisa Manner (1921- 1995), que sobre a guerra de sua infância, ela expressou: Os anos de guerra obscureceram minha juventude. Eu tinha dezassete anos quando os aviões russos começaram a bombardear a minha cidade natal, Wiborg, em 30 de Novembro de 1939, danificando-a gravemente. No armistício, Wiborg teve de ser cedida, permaneceu atrás da fronteira – uma fonte inesgotável de nostalgia para quem tinha um gosto felino e perseverante pela propriedade rural. Mesmo aos dez anos de idade, tive sonhos arrepiantes sobre a destruição de Wiborg e, desde então, tenho sido assombrado por reflexões sobre a natureza e o mistério do tempo. Acredito que temos uma falsa concepção do tempo; tudo já aconteceu em algum lugar de uma dimensão desconhecida.

 



PHILIPPE ARIÈS – O historiador e filósofo francês Philippe Ariès (1914-1984), em seu livro História social da criança e da família, defendendo que a etapa da infância é aquela que compreende o processo de formação biológica da criança que se encontra suscetível à socialização e que, por isso, para essa criança são necessários cuidados especiais. As suas ideias de realizar uma abordagem histórica acerca do tratamento dado à criança desde tempos mais remotos, promoveu uma nova ótica para a educação infantil, organizando-se o entendimento acerca da criança, a partir da identificação da classificação da criança-adulto ou infância negada, a criança-filho-aluno ou criança institucionalizada e a criança-sujeito social ou sujeito de direitos. Tais entendimentos levaram a necessidade de compreensão do ser a criança como um sujeito social, redesenhando a educação infantil com o compromisso da escola e da família. Veja mais aquiaqui.


Imagem: Nu, do pintor tcheco Emil Orlik (1870-1932)

Ouvindo o Concerto For Piano, Violin, Cello & Orchestra In C Major Op.56 'Thriple Concerto, de Ludwig Van Beethoven (1770 – 1827), com o violino de Isaac Stern (1920 – 2001), piano de Emanuel Ax e regência de Michael Stern com a London Symphony Orchestra (1992).

A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIVIDADE TÉCNICA, DE WALTER BENJAMIN - [...] No interior de grandes períodos históricos, a forma de percepção das coletividades humanas se transforma ao mesmo que seu modo de existência. O modo pelo qual se organiza a percepção humana, o meio em que ela se dá, não é apenas condicionado naturalmente, mas também historicamente. A época das invasões dos bárbaros, durante a qual surgiram as indústrias artísticas do Baixo Império Romano e a Gênese de Viena, não tinha apenas uma arte diferente da que caracterizava o período clássico, mas também uma outra forma de percepção. Os grandes estudiosos da escola vienense, Riegl Wickhoff, que se revoltaram contra o peso da tradição classicista, sob o qual aquela arte tinha sido soterrada, foram primeiros a tentar extrair dessa arte algumas conclusões sob a organização da percepção nas épocas em que ela estava e vigor. [...] Em suma, o que é a aura? É uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante por mais perto que ela esteja. Observar, em repouso, numa tarde de verão, uma cadeia de montanhas no horizonte, ou um galho, que projeta sua sombra sobre nós, significa respirar a aura dessas montanhas, desse galho. Graças a essa definição, é fácil identificar os fatores sociais específicos que condicionam o declínio atual da aura. Ela deriva de duas circunstâncias, estreitamente ligadas à crescente difusão e intensidade dos movimentos de massas. Fazer as coisas "ficarem mais próximas" é uma preocupação tão apaixonada das massas modernas como sua tendência a superar o caráter único de todos os fatos através da sua reprodutibilidade. Cada dia fica mais irresistível a necessidade de possuir o objeto, de tão perto quanto possível, na imagem, ou antes, na sua cópia, na sua reprodução. Cada dia fica mais nítido a diferença entre a reprodução, como ela nos é oferecida pelas revistas ilustradas e pelas atualidades cinematográficas, e a imagem. Nesta, a unidade e a durabilidade se associam tão intimamente como, na reprodução, a transitoriedade e a repetibilidade. Retirar o objeto do seu invólucro, destruir sua aura, é a característica de uma forma de percepção cuja capacidade de captar "o semelhante no mundo” é tão aguda, que graças à reprodução ela consegue captá-lo até no fenômeno único. Assim se manifesta na esfera sensorial a tendência que na esfera teórica explica a importância crescente da estatística. Orientar a realidade em função das massas e as massas em função da realidade é um processo de imenso alcance, tanto para o pensamento como para a intuição. [...] Uma das tarefas mais importantes da arte foi sempre a de gerar uma demanda cujo atendimento integral só poderia produzir-se mais tarde. A história de toda forma de arte conhece épocas críticas em que essa forma aspira a efeitos que só podem concretizar-se sem esforço num novo estágio técnico, isto é, -numa nova forma de arte. As extravagâncias e grosserias artísticas daí resultantes e que se manifestam sobretudo nas chamadas "épocas de decadência" derivam, na verdade, do seu campo de forças historicamente mais rico. Ultimamente, foi o dadaísmo que se alegrou com tais barbarismos. Sua impulsão profunda só agora pode ser identificada: o dadaísmo tentou produzir através da pintura (ou da literatura) os efeitos que o público procura hoje no cinema. [...] A massa é a matriz da qual emana, no momento atual, toda uma atitude nova com relação à obra de arte. A quantidade converteu-se em qualidade. O número substancialmente maior de participantes produziu um novo modo de participação. O fato de que esse modo tenha se apresentado inicialmente sob uma forma desacreditada não deve induzir em erro o observador. Afirma-se que as massas procuram na obra de arte distração, enquanto o conhecedor a aborda com recolhimento. Para as massas, a obra de arte seria objeto de diversão, e para o conhecedor, objeto de devoção. Vejamos mais de perto essa crítica. A distração e o recolhimento representam um contraste que pode ser assim formulado: quem se recolhe diante de urna obra de arte mergulha dentro dela e nela se dissolve, como ocorreu com um pintor chinês, segundo a lenda, ao terminar seu quadro. A massa distraída, pelo contrário, faz a obra de arte mergulhar em si, envolve-a com o ritmo de suas vagas, absorve-a em seu fluxo. O exemplo mais evidente é a arquitetura. Desde o início, a arquitetura foi o protótipo de uma obra de arte cuja recepção se dá coletivamente, segundo o critério da dispersão. As leis de sua recepção são extremamente instrutivas. [...] A crescente proletarização dos homens contemporâneos e a crescente massificação são dois lados do mesmo processo. O fascismo tenta organizar as massas proletárias recém-surgidas sem alterar as relações de produção e propriedade que tais massas tendem a abolir. Ele vê sua salvação no fato de permitir às massas a expressão de sua natureza, mas certamente não a dos seus direitos. Deve-se observar aqui, especialmente se pensarmos nas atualidades cinematográficas, cuja significação propagandística não pode ser superestimada, que a reprodução em massa corresponde de perto à reprodução das massas. Nos grandes desfiles, nos comícios gigantescos, nos espetáculos esportivos e guerreiros, todos captados pelos aparelhos de filmagem e gravação, a massa vê o seu próprio rosto. Esse processo, cujo alcance é inútil enfatizar, está estreitamente ligado ao desenvolvimento das técnicas de reprodução e registro. De modo geral, o aparelho apreende os movimentos de massas mais claramente que o olho humano. Multidões de milhares de pessoas podem ser captadas mais exatamente numa perspectiva a voo de pássaro. E, ainda que essa perspectiva seja tão acessível ao olhar quanto à objetiva, a imagem que se oferece ao olhar não pode ser ampliada, como a que se oferece ao aparelho. Isso significa que os movimentos de massa e em primeira instância a guerra constituem uma forma do comportamento humano especialmente adaptada ao aparelho. As massas têm o direito de exigir a mudança das relações de propriedade; o Fascismo permite que elas se exprimam conservando, ao mesmo tempo, essas relações. Ele desemboca, consequentemente, na estetização da vida política. [...] É a forma mais perfeita do  art pour l'art. Na época de Homero, a Humanidade oferecia-se em espetáculo aos deuses olímpicos agora, ela se transforma em espetáculo para si mesma. Sua auto-alienação atingiu o ponto que lhe permite viver sua própria destruição como uni prazer estético de primeira ordem. Eis a estetização da política, como a pratica o fascismo. O comunismo responde com a politização da arte. A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIVIDADE TÉCNICA – O livro A obra de arte na era da sua reprodutividade técnica, do filósofo, sociólogo ensaísta, critico literário e tradutor judeu alemão, Walter Benjamin (1892-1940), é um ensaio que foi publicado em 1936, tratando da reprodutibilidade técnica, autenticidade, destruição da aura, ritual e política, valor de culto e valor de exposição, fotografia. valor de eternidade, fotografia e cinema como arte, cinema e teste, o intérprete cinematográfico, exposição perante a massa, exigência de ser filmado, pintor e cinegrafista, recepção dos quadros, camundongo Mickey, Dadaísmo, recepção tátil e recepção ótica e estética da guerra. Foi produzido em um esforço para descrever uma teoria materialista da arte, que seria "útil para a formulação das exigências revolucionárias na política da arte", fazendo uma comparação entre teatro e cinema, fotografia e pintura, de como a aura foi deturpada ao longo dos anos e de como a existência parasitária no ritual foi perdendo-se com a ideologia burguesa. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

REFERÊNCIA
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era da sua reprodutividade técnica. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

NEUSOPSICOLOGIA HOJE – O livro Neuropsicologia hoje, organizado por Vivian Maria Andrade, Flavia Heloisa dos Santos e Orlando F. A. Bueno, aborda acerca dos aspectos instrumentais e metodológicos da avaliação psicológica, bases estruturais do sistema nervoso, conceito de inteligência, atenção, neurobiologia da atenção visual, funções executivas, memória e amnésia, neurobiologia da linguagem, neuropsicologia do desenvolvimento, memória operacional e estratégias de memória, avaliação neuropsicológica infantil, reabilitação cognitiva pediátrica, epilepsia, avalia neuropsicológica em traumatismo craniencefálico, aspectos cognitivos da esclerose múltipla, modelo de reabilitação e atendimento interdisciplinar, Doença de Parkinson e seus aspectos neuropsicológicos, aspectos neuropsícológicos associados ao uso de cocaína, envelhecimento e memória, avaliação e reabilitação neuropsicológica no idoso e redução da assimetria hemisférica em adultos mais velhos sob a perspectiva do modelo Harold, entre outros temas. REFERÊNCIA: ANDRADE, Vivian; SANTOS, Flavia; BUENO, Orlado (Orgs.). Neuropsicologia hoje. Porto Alegre: Artmed, 2004. Veja mais aqui e aqui.

EDUCAÇÃO SEXUAL - a obra Educação sexual em 8 lições: como orientar da infância à adolescência – um guia para professores e pais, da sexóloga Laura Miller, abordando o tema sexualidade de forma franca, aberta e esclarecedora, com base nos livros, colunas e textos para jornais, revistas e internet, e como psicóloga clínica com atendimento a jovens, adultos, casais e famílias em seu consultório particular em São Paulo. MILLER, Laura. Educação sexual em 8 lições: como orientar da infância à adolescência – um guia para professores e pais. São Paulo Academia do Livro, 2013. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.



RUY JOBIM NETO - O autor teatral, roteirista, cartunista e blogueiro Ruy Jobim Neto tem um currículo invejável. Para começar é formado em cinema pela ECA/USP. É o criador do personagem Cão Jarbas (1989). É autor do livro Na Tigela com Jarbas (2002) e das revistas bimestrais Brincadeiras do Jarbas, lançadas em novembro de 1996. Também autor dos temas Santos Dumont, Zumbi, Guararapes e O padre do voador da coleção Heróis do Brasil. No teatro, entre outras tantas, é autor das peças teatrais Virgens à deriva (2007), Ao primeiro que viu a maré (que em 2011 foi traduzida e encenada em Londres), a premiada Do claustro (2008), Sobre o teu corpo duvidei (2008), Andares acima (2008), De eterno flerte, adoro ver-te (2008), Bem longe da Traçalândia (2009), Lourenço (2009), Dois para o saguão (2009) e lá vai mais um bocado. No cinema, roteiro e direção do filme Horário de meu verão (2010), curta-metragem Hyppólita (2011), roteiro e direção do O dia D E. J. Carvalho (2012), Alguém para conversar contigo quando anoitecer (2012), Todo dia é dia de ator (2012), Legendas (2013) e Barcos da Terra (2013) e deve ter mais. Além de tudo isso é integrante da Cia Mestremundo de Histórias, ministra aulas de Histórias em Quadrinhos, oficinas culturais, interpretação para locução de rádio, escreve crítica de cinema e vídeo, participou do Salão de Humor de Piracicaba, já contracenou com o ator Cláudio Mamberti, foi indicado como melhor ator coadjuvante no Mapa Cultural Paulista de 1995, pela participação no elenco O enigma dos Turins, edita quatro excelentes blog na rede e, acima de tudo, é um cara arretado! Pronto. O objetivo desse registro aqui é aplaudir de pé o trabalho desse grande artista. Abração amigo Ruy, sucesso procê!

Ouvindo Just like a woman, do Bob Dylan, na sensualíssima voz da Charlotte Gainsbourg

CHARLOTTE GAINSBOURG – Quem já teve a oportunidade de ouvir ou ver a maravilhosa arte da cantora e atriz francesa Charlotte Gainsbourg, sabe o que eu quero dizer. O primeiro deles La tentation d'Isabelle, do diretor Jacques Doillon (1985), depois Anna Oz, do diretor Eric Rochant (1996), Ma femme est une actrice dirigido por Yvan Attal (2001), entre muitos outros. Mas o destaque aqui vai para o provocador e encantador filme Nymphomaniac (2014), do cineasta dinamarquês Lars Von Trier, em que ela protagoniza de forma exuberante e provocadora toda trama proposta na busca por algo e carregado de um tema tabu, exigindo que se assista completamente despido de moralismo ou preconceito.


MARCO LEAL – O meu primeiro contato com o trabalho musical com o cantor e compositor Marco Leal foi no Clube Caiubi de Compositores, o espaço mais democrático da música brasileira. Dele recebi o sei cd Namoradeira que curti bastante, destacando as faixas Festa de São João e O samba do morro. Parabéns, amigo Marco Leal, sucesso procê!!!


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quarta-feira, julho 16, 2014

JIŘINA HAUKOVÁ, JANICE DICKINSON, MARSDEN, COSTA-GAVRAS, BENEDICTSSON & XEXÉU


O AMOR AMANHECIA E ERA A VIDA... “Navegar é preciso, viver não é preciso...”. - O meu sonho nascia na vigília. A minha lucidez já era pura alucinação no meio do meio dia: a metafísica de Pessoa, de nada, o onírico. Desde menino meus olhos entressonhavam como se Galileu investigasse os céus para me projetar feito Archytas. E o passarinho ali parou de cantar para se rir do meu pombo mecânico: alçar voo para sair gritando como Arquimedes a descoberta da flutuação dos objetos: Heureka! E quem era eu voando na pipa chinesa de Roger Bacon, pelo campo atmosférico até chegar à troposfera viajando na carruagem aérea do rei Supama. O passarinho mais se ria... E era porque eu mais devaneava como se alcançasse a estratosfera nos veículos aéreos do Ramayana e me sentia pelas alturas como Ramado do Sri Lanka até Ayodhaya, pousando em Uttakosala. E depois pela mesosfera na viagem espacial de Arjuna para alcançar a cidade de Kuvera. E dali, ao contrário de João de Almeida Torto, com o voo de Mirita até a exosfera para nunca mais voltar. Fiz tudo isso sem sair do lugar. Ao meu lado não era o Passarim de Jobim, mas uma simples ave canora que, ao seu modo, insinuou que a minha cabeça era o vento no ninho das quimeras. Era a minha vez de sorrir, realmente, minhas orelhas são asa-delta, então. Sabia: entre onde eu vivo e a galáxia não há distância. Ansiava por alturas sem nunca ignorar o conselho de Dédado, eis a diferença. Como quem vai pelas nuvens, me fiz Exupéry: “Nós não pedimos para ser eternos, mas apenas para não ver os atos e as coisas perderem subitamente seu sentido. O vazio que nos rodeia faz-se então sentir”. Divagava feito Leonardo da Vinci no seu ornithopter: “depois que alguém voa, passa o resto dos seus dias olhando pra cima querendo voltar pra lá”. Quantas vezes não fui Bartolomeu de Gusmão na passarola, ou na máquina voadora de Swedenborg a repetir: “[...] Temos provas suficientes e exemplos na natureza que voar sem perigo é possível, embora quando as primeiras tentativas sejam feitas, possivelmente teremos que pagar pela experiência com um braço ou uma perna”. Eu sabia, mas quantas vezes eu não esvoacei no balão de ar quente dos irmãos Etiene e Joseph Montgolfier, feito a dupla Jean-François de Rozier e François d´Arlandes, porque me sentia mais que eu e todo mundo em mim mesmo. Quantas vezes não me senti montado no aeróstato dirigível ou no balão motorizado de Henri Giffard rasgando a imensidão para alcançar estrelas. Quantas vezes eu me senti sobrevoando com o planador do Sir George Cayley ou no monoplano do inventor neozelandês Richard Pearse, ou no biplano de Hiram Maxim, porque queria ir o mais longe que pudesse. Quantas vezes eu não flutuei pelo horizonte no aerodrome de Samuel Langley e voltei no 14-Bis de Santos Dumont zoando do Flyer dos irmãos Wright, feliz da vida! Ah! Não conto o tanto de vezes em que dei rasantes no hidroaeroplano de Henri Fabre, aos rodopios no girocóptero de Juan de La Cierva e, quase caindo, reaprumei a direção todo desajeitado no ekranoplano do russo Alexeev Rostislav Evgenievich. E muitas foram aquelas em que subi no helicóptero de Paul Cornu, me danando no supersônico concorde de Chuck Yager, mudando de rota com o foguete R.7 da missão Sputnik, para chegar em qualquer lugar no zênite só pra me sentir Yuri Gagarin na Vostok e, no ápice, sacar que a Terra era azul mesmo. E, depois da constatação do espetáculo azulado, me refiz Alan Shepard no foguete Radstone, quando eu já era Neil Armstrong na Apolo 11 seguindo incólume feito o Hubble rumo sem saber para onde. Só sei que pronde fui e se cheguei ou me perdi de mim, me fiz na imensidão com os pés no chão e a cabeça nos ares, decolando para o Tudo sem precisar me achar e foi o que aprendi porque me ensinou tal passarinho... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Alguém que já está tão fisicamente destruído e, ainda por cima, tão completamente desprovido de espontaneidade mental, não pode ser salvo por uma vida sexual mais natural. É muito tarde. E a vida da sua imaginação decaiu. Pensamento da escritora sueca Victoria Benedictsson (1850-1888). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Fui a rainha da disfunção e cometi todos os erros que alguém pode cometer. Siga as tendências de negócios sólidas, não as tendências da moda. Qual é o meu lema quando se trata de dinheiro? Não coloque tanta ênfase nisso! Eu encontro a luz e trabalho, trabalho, trabalho... Pensamento da supermodelo, fotógrafa, atriz e escritora estadunidense Janice Dickinson.

 

DEFINIÇÃO DA DIVINDADE - […] dedicada a uma resposta das dificuldades históricas que foram colocadas contra a afirmação de que o Tempo é o fluxo do movimento cósmico. Esse feito, seremos livres para propor o seguinte: - A pálida luz que treme nas paredes ornamentadas dos nossos templos cristãos é o sorriso irônico da Esfinge, envergonhada e divertida, ao uma vez, que seu segredo não foi arrancado dela. [...] a espada do mundo (o mistério do mundo: o logos e a cruz) é, portanto, aquele Santo Graal que os Cavaleiros da Cross (um Sir Galahad e um Sir Percivaie) em missão para descobrir, a busca do Graal sendo o antigo empreendimento da mente do homem descobrir novamente o significado (que o homem perdeu) que está por trás da cultura mais antiga da humanidade.[...] Pois o logos é este cálice através do qual brilha o vinho da vida do cosmos encarnado; no qual palpita o sopro do universo sempre vivo; em que brilha o sangue vermelho do corpo do Absoluto. [...]. Trechos extraídos da obra The Definition of the Godhead (Egoist, London, 1928), da filósofa, anarcofeminista, sufragista e editora britânica, Dora Marsden (1882- 1960). Veja mais aqui.

 

SONETO DE VERÃO - A presa está ao alcance, e ainda o pássaro \ O galho dobrado na curva não voa; \ A árvore teme engolir o calor do sol, \ Na calma calma tudo se projeta, possuído pela pressa. \ Quando o pensamento não tem forças para perseguir o seu fim, \ Está tenso como a superfície de um poço, \ Sob as sombras imóveis dos capitães das águas, \ O terror capta o cheiro das palavras presas no vazio. \ A grama trêmula não pode tremer \ A membrana do cogumelo treme de febre, \ Está pronto para explodir, mas em terror mudo \ Mantém-se firme na haste. \ Nenhum movimento se cruza \ O ar preso em horror indolente. \ O poderoso meio-dia se esgueira pela floresta. Poema da escritora e tradutora tcheca Jiřina Hauková (1919- 2005).

 


DESAPARECIDO – o drama Missing (Desaparecido - Um Grande Mistério, 1982), dirigido por Costa-Gavras, baseado no livro The Execution of Charles Horman: An American Sacrifice, de Thomas Hauser, por sua vez inspirado na história verídica de Charles Horman, narra a história dele, um jovem escritor e jornalista estadunidense que vive com a esposa Beth em Santiago do Chile durante o governo da Unidade Popular. Ele vive à custa dos artigos de jornais que traduz para uma publicação considerada subversiva e, assim como todos os membros da redação desta, é levado para interrogatório durante o golpe de estado liderado pelo então comandante das Forças Armadas chilenas, general Pinochet. Mas Charles não retorna para casa. Ed, o pai de Charles, desloca-se para o Chile e, junto com Beth, retoma os passos do filho antes de desaparecer. Ambos buscam o apoio de órgãos governamentais tanto estadunidenses quanto chilenos, mas não o recebem de forma adequada e, pelo contrário, o que deveria ser um ponto de apoio se torna um obstáculo. Assim sendo, Ed, até então alienado sobre a política externa, começa a perceber que existem fortes indícios de que o governo de sua nação contribuiu para o golpe e, consequentemente, para o desaparecimento de seu único filho. Em uma discussão com os membros da embaixada dos EUA no Chile, Ed se lamenta por não ser cidadão de um país cuja embaixada ofereceu asilo aos perseguidos políticos. Por fim, Ed e Beth descobrem que Charles foi assassinado no Estádio Nacional e enterrado numa parede, uma maneira comum da repressão chilena esconder os corpos dos torturados. Revoltado, Ed tenta inutilmente processar Henry Kissinger, o então Secretário de Estado de seu país. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

Ouvindo Elizeth interpreta Vinícius, a Divina Elizeth Cardoso (1920-1990)



ALEXANDER LURIA – O neuropsicólogo russo e especialista em psicologia do desenvolvimento, Alexander Romanovich Luria (1902-1977), foi um dos fundadores da psicologia cultural-histórica juntamente com Vygotsky e Leontiev, e que possuiu uma produção cientifica que se estende por mais de trezentos trabalhos publicados e trinta livros, entre eles A afasia traumática (1947), Funções corticais superiores do homem (1962) e Questões básicas de neurolinguistica (1975). Na sua obra póstuma Pensamento e linguagem: as últimas conferências de Luria, destacamos: “A atividade vital humana caracteriza-se pelo trabalho social e este, mediante a divisão de suas funções, origina novas formas de comportamento, independentes dos motivos biológicos elementares. A conduta já não está determina por objetivos instintivos diretos. Desde um ponto de vista biológico, não nenhum sentido em atirar sementes na terra em lugar de comê-las,, em espantar a presa ao invés de capturá-la diretamente ou afiar uma pedra se não se tem em conta que essas ações serão incluídas em uma atividade social complexa. O trabalho social e a divisão do trabalho provocam a aparição de motivos sociais de comportamento. É precisamente em relação com todos esses fatores que no homem criam-se novos motivos complexos para a ação e se constituem essas formas de atividadepsicquica especificas do homem. Nestas os motivos iniciais e os objetivos originam determinadas ações e essas ações se levam a cabo por meio de correspondentes operações especiais”. Veja mais aqui, aquiaqui.

A FAMÍLIA, DE JACQUES LACAN - A família surge-nos como um grupo natural de indivíduos unidos por uma dupla relação biológica: por um lado a geração, que dá as componentes do grupo; por outro as condições de meio que postula o desenvolvimento dos jovens e que mantêm o grupo, enquanto os adultos geradores asseguram essa função. Nas espécies animais, esta função dá lugar a comportamentos instintivos, muitas vezes bastante complexos. Foi preciso renunciar a fazer derivar das relações familiares assim definidas os outros fenômenos sociais observados nos animais. Estes últimos aparecem pelo contrário tão distintos dos instintos familiares que os investigadores mais recentes relacionam-nos com um instinto original, dito de interatração. A espécie humana caracteriza-se por um desenvolvimento singular das relações sociais, que sustêm capacidades excepcionais de comunicação mental, e correlativamente por uma economia paradoxal dos instintos que aí se mostram essencialmente susceptíveis de conversão e de inversão não tendo efeito isolável senão de modo esporádico. São assim permitidos comportamentos adaptativos duma variedade infinita. A sua conservação e o seu progresso, por dependerem da sua comunicação, são antes de tudo obra coletiva e constituem a cultura; ela introduz uma nova dimensão na realidade social e na vida psíquica. Esta dimensão especifica a família humana tal como todos os fenômenos sociais no homem. Se, com efeito, a família humana permite observar, nas primeiras fases das funções maternais, por exemplo, alguns traços de comportamento instintivo, identificáveis aos da família biológica, basta refletir no que o sentimento da paternidade deve aos postulados espirituais que marcaram o seu desenvolvimento, para compreender que neste domínio as instâncias culturais dominam as naturais, ao ponto de não se poder ter como paradoxais os casos em Será esta estrutura cultural da família humana inteiramente acessível aos métodos da psicologia concreta: observação e análise? Sem dúvida estes métodos bastam para pôr em evidência alguns traços essenciais, tal como a estrutura hierárquica da família, e bastam para reconhecer nela o órgão privilegiado desta coação do adulto sobre a criança, coação à qual o homem deve uma etapa original e as bases arcaicas da sua formação moral [...]. A FAMÍLIA – O ensaio A família, do psicanalista francês Jacques-Marie Émile Lacan (1901-1981), trata da instituição familiar, a sua estrutura cultural, coação do adulto sobre a criança, hereditariedade psicológica, parentesco biológico, a família primitiva, o complexo como fator concreto da psicologia familiar, definição geral do complexo, o instinto, o complexo freudiano e a imago, complexo do desmame e este como ablactação, o desmame e a crise do psiquismo, a imago do seio materno, a forma exteroceptiva, satisfação proprioceptiva, mal-estar interoceptivo, a imago pré-natal, o desmame e a prematuração específica do nascimento, o apetite da morte, o laço domestico, a nostalgia do todo, o complexo da intrusão, o ciúme como arquétipo dos sentimentos sociais, identificação mental, a imago do semelhante, o sentido da agressividade primordial, o estádio do espelho, potência segunda da imagem especular, estrutura narcísica do eu, o drama do ciúme, o eu e o outrem, condições de fraternidade, complexo de Édipo, esquema e valor objetivo do complexo, a família segundo Freud, o complexo da castração, o mito parricida originário, as funções do complexo, maturação da sexualidade, constituição da realidade e a repressão da sexualidade, os fantasma do desmembramento, origem materna do super-eu arcaico, originalidade da identificação edipiana, a imago do pai, o complexo e a relatividade sociológica, matriarcado e patriarcado, abertura do vínculo social, o homem moderno e a família conjugal, papel de formação familiar, declínio da imago paterna, os complexos familiares em patologia, as psicoses de tema familiar, formas delirantes do conhecimento, funções dos complexos nos delírios, reações e temas familiares, determinismo da psicose, as nevroses familiares, sintoma nevrótico e drama individual, da expressão do recalcado à defesa contra a angustica, deformações específicas da realidade humana, a forma degrada de Édipo, nevroses de Transfert, a histeria, a nevrose obsessiva, incidência individual das causas familiares, neuroses de caráter, a nevrose de autopunição, a introversão da personalidade e esquizonoia, desarmonia do par parental, prevalência do complexo do desmame e a inversão da sexualidade. Veja mais aqui, aquiaqui.

REFERÊNCIA
LACAN, Jacques. A família. Lisboa: Assírio e Alvin, 1981.



CLEVANE LOPES – A escritora, psicóloga, ilustradora, conferencista e consultora Clevane Pessoa de Araújo Lopes é uma das mais adoráveis pessoas humanas que conheci na rede. Há anos ela solidária, amiga, parceira. Hoje quero destacar um de seus belos poemar, Ver dor: “minha mão verde verdolenta verdolenga verdetensa verdoreira verdespera esperança lança sementeira de raízes futuras do que eclodirá. A messe mostrará o resultante do amor pela floresta primeva pelo templo aberto primitivo da deusa tríplice dos deuses temperamentais das dríades e hamadríades a zelar pelos troncos crescentes. Minha mão antes verdíssima, desbota ao sol implacável da modernidade. ressecada com sulcos  quais o da velhíssima Terra, sangra , mas quem quer ver dor? Passo pomadas ao compasso dos trinares de pássaros citadinos. Espero, reinventando a esperança de ver / ter...”. E como hoje é aniversário dela, trago uma homenagenzinha pra ela aqui.



ANIBAL BRAGANÇA – Hoje também é aniversário do professor Aníbal Bragança, do Departamento de Estudos Culturais e Mídia, do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense. Ele é graduado em História, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP, e foi o ganhador do Prêmio Jabuti (2011) pela obra Impresso no Brasil – Dois séuclos de livros brasileiros EdUnesp/FBN), em parceria com Marcia Abreu, analisando a produção editorial brasileira desde a instalação da Imprensa Régia,m em 1808, até então. É um pesquisador do livro, da leitura e da cultura letrada no Brasil, sendo autor de Livraria Ideal: do cordel à bibliofilia (Edusp, 2009). Daqui os nossos parabéns de feliz aniversário!


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