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terça-feira, julho 21, 2015

ARIÈS, ARTAUD, HEMINGWAY, MAWACA, MALFITANO, CELINA FERREIRA, SEAN YOUNG, ORLIK, MILES MATHIS & PADRE BIDIÃO!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? CADÊ O PADRE BIDIÃO? (Imagem do artista plástico Rolandy Silvério)– Foi o amigo Marcos Alexandre Martins Palmeira quem, num dia do maior desalinhamento dos planetas e das incidências mais insólitas que possa acometer qualquer cristão, me apresentou ao Padre Bidião. Não fosse ele, eu morreria na maior das mais agudas das ignorâncias, não tomando conhecimento do Evangelho, dos clones e de nada das grandes realizações dessa extraordinária figura religiosa que já contei aqui e tenho muito pra contar. Não só o padre, como foi ele quem me apresentou à Manguaba, o verdadeiro cinema transcendental alagoano, paragem inspiradora que me fez compor o frevo em homenagem às comunidades de Pilar e Marechal Deodoro – a Madalena do Sul, primeira capital da comarca de Alagoas. Também foi por ele que conheci figuras que passaram a personagens vivinhos das minhas contações, como o ocrídio Mamão, o intrépido Afredo Bocoió, o etiquetado Beliar, o culinarista e florista Jaime Lombreta-boca-de-frô, o radialista extraordinário Fernando-Bráulio-cabeça-de-bilau, o Miguel Onço Palmeira, o lobisomem zonzo, a dupla presepeira Tolinho & Bestinha, o defunto do dedo azul, toda trupe do Big Shit Bôbras e lá vai mais teibei! (não bastando ter sido ele que levou o Doro a ser o que virou, destá!). Isso tudo é o resultado de muitos anos de pileques, doideiras, mungangas, fuleragens – deixa eu contar, 10, 20, vinte e dois anos de insanidades e desvarios -, justificados pelos mais diversos apelidos que o rapaz amealhou (de Larry leurel – em homenagem aos Patetas -, doidim, maluquim e por aí vai, de até a família dele me advertir que ele seria uma má companhia para mim), para caracterizá-lo como um sujeito que não bole bem das bolas no quengo, como diz o nosso amigo Junior Au-au. Ah, mas se não fosse ele, eu não teria escrito o Lobisomem Zonzo, o Alvoradinha, nem os frevos da Folia Caeté, nem o sacado o mote de Desnorteio, muito menos conhecido as risíveis figuras dos doutores Deraldo e Gelsinho, o Dr. Sebastião – o homem de punho forte -, o cesarino Dennys, o Didi-papa-cu, o barbeiro Ocride, o profeta Clóvis e outros tantos amalucados dos rincões miguelense e pilarense. Deveras, foi outro sujeito que chegou junto, na horagá e que devo muito e das boas – vixe, tô aumentando o rol dos meus credores na lista infinda da minha Serasa das amizades. Apois é, não fosse a inafastável erudição psicológica inata da Dona Liciene e a intervenção providencial da fisioterapeuta de doido Daniele-Daninha, o cabra estaria desajustando a órbita dos planetas e dando muito trabalho à humanidade. Sujeito bom, cabra dos a favor e dos momentos periclitantes, meritório, indubitavelmente, da minha mais eterna gratidão. (Eita! Agora que me dei conta que ia contar a mais nova do Padre Bidião e findei enrolando! Ah, é que pra mim todo dia é dia do amigo e de cultivar a amizade. Depois eu conto do Padre Bidião, prometo). E vamos aprumar a conversa conferindo mais dele aqui e mais aqui

Imagem: Ruhende, do pintor tcheco Emil Orlik (1870-1932). Veja mais aqui.

Curtindo o dvd Ikebanas Musicais (Teatro Paulo Autran, 2012), do grupo Mawaca.

História social da criança e da família (LTC, 1981), do historiador e filósofo francês Philippe Ariès (1914-1984), aborda sobre os temas do sentimento da infância, as idades da vida, a descoberta da infância, o traje das crianças, história dos jogos e brincadeiras, do despudor à inocência, os sentimentos da infância, a vida escolástica, jovens e velhos escolares da Idade Média, origem das classes escolares, as idades dos alunos, os progressos da disciplina, escola e duração da infância, família, família medieval e moderna, sociabilidade, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho As idades da vida: Um homem do século XVI ou XVI, ficaria espantado com as exigências de identidade civil que nós nos submetemos com naturalidade. Assim que nossas crianças começam a falar, ensinamos- lhes seu nome, o nome de seus pais e sua idade. Ficamos muito orgulhosos quando Paulinho, ao ser perguntado sobre sua idade, responde corretamente que tem dois anos e meio. De fato, sentimos que é importante que Paulinho não erre: que seria dele se esquecesse sua idade? Na savana africana a idade é ainda uma noção bastante obscura, algo não tão importante a ponto de não poder ser esquecido. Mas em nossas civilizações técnicas, como poderíamos esquecer a data exata de nosso nascimento, se a cada viagem temos de escrevê-la na ficha de policia do hotel, se a cada candidatura, a cada requerimento, a cada formulário a ser preenchido, e Deus sabe quantos há e quantos haverá no futuro, é sempre preciso recordá-la. Paulinho dará sua idade na escola e logo se tornará Paulo, a turma X. Quando arranjar seu primeiro emprego, junto com sua carteira de trabalho, receberá um número de inscrição que passará a acompanhar seu nome. Ao mesmo tempo, e até mesmo mais do que Paulo N., ele será um numero, que comecará por seu sexo, seu ano e mês de nascimento. Um dia chegará em que todos os cidadãos terão seu número de registro: esta é a meta dos serviços de identidade. Nossa personalidade civil já se exprime com maior precisão através de nossas coordenadas de nascimento do que através de nosso sobrenome. Este, com o tempo, poderia muito bem não desaparecer, mas ficar reservado à vida particular, enquanto um número de identidade, em que a data de nascimento seria um dos elementos, o substituiria para o uso civil [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O SOL TAMÉM SE LEVANTA – O romance O sol também se levanta (The Sun Also Rises, 1926), do escritor estadunidense Ernest Hemingway (1899-1961), trata sobre um grupo de expatriados sediados em Paris, inspirado no próprio círculo de escritores e artistas frequentado pelo autor, uma geração perdida que vagava pela cidade sem transformar nada, mas cheia de ambição, retratando o cotidiano desses boêmios após o término da Primeira Guerra Mundial. A ação se desenrola com a paixão do protagonista e narrador da história que trabalha como repórter e se apaixona por uma  mulher de personalidade fútil, que trata os homens como simples objetos e envolve-se com vários deles, apesar de ser comprometida. Da obra destaco o trecho do capítulo XVI: No dia seguinte, de manhã, chovia. Um nevoeiro vindo do mar cobria as montanhas. Não se podia ver o seu cimo. O planalto estava sombrio e triste e a forma das arvores e das casas havia mudado. Saí da cidade para observar o tempo. O mau tempo vinha do mar, por cima das montanhas. Na praça as bandeiras molhadas pendiam dos mastros brancos e as bandeirolas de encontro às fachadas das casas pendiam também úmidas. A garoa ininterrupta transformava-se às vezes em chuva pesada, fazendo toda a gente correr a refugiar-se nas arcadas e formando poças de água na praça. As ruas estavam molhadas, escuras, desertas. E, contudo, a festa continuava, sem pausa. Apenas, punha-se ao abrigo. A multidão invadira os lugares cobertos das arenas e todo o mundo fora assistir aos concursos de cantores e dançarinos bascos e navarreses. Em, seguida, os cantores de Val Carlos, com seus trajes característicos, tinham dançado na rua, ao som oco e úmido de tambores. Os chefes dos grupos os precediam, montados em seus grandes cavalos de patas pesadas, com seus trajes molhados, e as gualdrapas dos cavalos também gotejantes da chuva. A multidão se reunira no café e os dançarinos entraram por sua vez, sentaram-se, com as pernas brancas, enfaixadas, sob a mesa. Sacudiam a água de seus gorros de guizos e estendiam as vestes vermelhas sobre as cadeiras para secar. Lá fora chovia a cântaros. Deixei meu grupo no café e voltei ao hotel, para barbear-me antes de jantar. Ia começar, quando bateram à porta do meu quarto [...]. Veja mais aqui e aqui.

ESPELHO CONVEXO – No livro Espelho Convexo (Movimento/INL, 1973), da poeta mineira Celina Ferreira, encontro o poema Espelho e face: Procuro no espelho / a face remota. / Não aquela que é visível. / A que o vidro não comporta. / Retiro-a, sem medo, / descubro-a, ignota. / Não a face que percebo / em mim mesma, superposta. / Mas imagem lúcida, / clara e luminosa, / que cada dia enterrara / sob a face que está morta. Também o poema Espelho: O tempo foi destruído / na fina face do espelho. / O ontem virou agora / o amanhã chegou mais cedo. / (Capto imagens / perdidas. / Brilho em pânico, / presa de um cristal / único.) / O tempo foi redimido, / distância não é segredo. / Mas o mistério profundo / é a pátima do espelho. E o poema homônimo que dá título à obra: Que reino lúcido, / liso e perfeito, / que se aprofunda / na superfície / do meu segredo! / Vejo-me: o duplo / de mim, liberto / no mundo líquido, / água, azulejo. / Move-se o duplo / sou eu que o vejo? / Elfo, no estanho / azul do espelho. / Colo meu rosto / à face esquiva / que me repete, / grave e precisa, / na densa tela / de prata líquida. / Beijo meu beijo / que me hostiliza, / mergulho os olhos / nos olhos duros / que me fustigam. / Além, meu duplo / zomba de mim. / Ri do meu riso / se me duplico / no seu sorriso / cúmplice e afim. / Eros e Anteros, / eu e meu duplo / no mundo, espelho / no mundo, espelho / que não tem fim. Veja mais aqui.

O TEATRO E SEU DUPLO – O livro O teatro e seu duplo (Martins Fontes, 1993), do poeta, ator, dramaturgo e diretor de teatro francês Antonin Artaud (1896-1948), aborda temas como teatro e a cultura, encenação e a metafísica, teatro alquímico, teatro de Bali, oriental e ocidental, obras-primas, o teatro e a crueldade, linguagem, atletismo afetivo, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho Neutro feminino masculino: Quero experimentar um feminino terrível. O grito da revolta pisoteada, da angústia armada em guerra e da reivindicação. É como a queixa de um abismo que se abre: a terra ferida grita, mas vozes se elevam, profundas como o buraco do abismo, e que são o buraco do abismo que grita. Neutro. Feminino. Masculino. Para lançar esse grito eu me esvazio. Não de ar, mas da própria potência do ruído. Ergo à minha frente meu corpo de homem. E, lançando sobre ele o "olho" de uma horrível mensuração, ponto a ponto forço-o a entrar em mim. O ventre, primeiro. É pelo ventre que o silêncio deve começar, à direita, à esquerda, no ponto dos estrangulamentos herniários, onde operam os cirurgiões. Masculino, para fazer sair o grito da força, apoiar-se-ia primeiro no ponto dos estrangulamentos, comandaria a irrupção dos pulmões na respiração e da respiração nos pulmões. Aqui, infelizmente, acontece o contrário e a guerra que quero fazer vem da guerra que fazem contra mim. E em meu Neutro há um massacre! Você compreende, há a imagem inflamada de um massacre que alimenta minha guerra. Minha guerra se alimenta de uma guerra, e cospe sua própria guerra. Neutro. Feminino. Masculino. Existe nesse neutro um recolhimento, a vontade à espreita da guerra, e que fará sair a guerra, com a força de seu abalo. O Neutro às vezes é inexistente. É um Neutro de repouso, de luz, de espaço enfim. Entre duas respirações, o vazio se amplia, mas então ele se amplia como um espaço. Aqui é um vazio asfixiado. O vazio apertado de uma garganta, onde a própria violência do estertor obstruiu a respiração. É no ventre que a respiração desce e cria seu vazio de onde volta a arremessá-lo para o alto dos pulmões. Isso significa: para gritar não preciso da força, preciso apenas da fraqueza, e a vontade partirá da fraqueza, mas viverá, a fim de recarregar a fraqueza com toda a força da reivindicação. [...] Veja mais aqui, aqui e aqui.


IMAGEM DO DIA
A premiadíssima soprano estadunidense Catherine Malfitano (1997) interpretando a dança dos sete véus da ópera Salomé, Op. 54, de Richard Strauss, baseada na obra de Oscar Wilde, com a Orchestra of the Covent Garden Opera London, regie Luc Bondy.

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aquiNa programação: Hermeto Pascoal, Charlotte Gainsbourg, Egberto Gismonti, Chico Buarque, All Jarreau, Milton Nascimento, Pink Floyd, Djavan, Sonia Mello, Elisete Retter, Franco do Valle, Rosana Simpson, João Pinheiro, Lilian Pimentel, César Weber, Ricardo Machado, Marisa Serrano, Beto Saroldi, Jarbas Barros, Santanna O Cantador, Mazinho, Zé Ripe&Paulo Profeta, Wilfried Berck, Cat Stevens, Romeo Santos, Henry Mancini & Lola Albright, Kim Carnes, Chris Cornell, Raphael Veronese, Martina McBride, Sandi Patty, Kim Waters, & muito mais. Veja mais aqui

Veja mais sobre:
Se não vai de um jeito, vai de outro, A marcha da insensatez de Barbara Tuchman, Eduque com carinho de Lidia Natalia Dobrianskyj Weber, a música de Kyung-Wha Chung, a pintura de Joan Miró & Eugène Leroy, a arte de Anna Dart & Eugene J. Martin,.a poesia de Bárbara Lia, a fotografia de Faisal Iskandar, Revista Poética Brasileira & Mhário Lincoln aqui.

E mais:
O übermensch de Nietzsche, Processo civilizador de Norbert Elias, O caminho dos sonhos de Marie-Louise von Franz, Simon Bolívar, sonetos de Lope de Vega, a música de Saint-Saëns & Denise Duval, Salomé de Oscar Wilde, o cinema de Carlos Saura, a arte de Sarah Bernhardt, a pintura de Ernst Hochschartner & Janet Agnes Cumbrae Stewart aqui.
Eu etiqueta de Carlos Drummond de Andrade, Formação da Literatura Brasileira de Antônio Cândido, a música de Adolphe-Charles Adam, a pintura de Antonio Bedotti Organofone, a arte de Benedito Pontes & a poesia de Ana Mello aqui.
Robimagaiver & pipoco da porra aqui.
Dr. Ciuça Gorda & os cavaleiros do pós-calipso do nó cego, As aporias de Zenão de Eleia, os sonetos de Francesco Petrarca, O teatro situação de Jean-Paul Sartre, Viridiana de Luis Buñuel & Silvia Pinal, a escultura de Denise Barros, a música de Carlos Santana, a pintura de Max Liebermann & Georgy Kurasov aqui.
Sou mato, sou mata, sou Mata Atlântica, A hora dos ruminantes de José J. Veiga, Técnicas de teatro popular de Augusto Boal, a música de Peter Scartabello, a arte de Patricia Galvão – Pagu & Pristine Cartera, a pintura de Georges Rouault & Tom Fedro aqui.
O desenlace da paquera entre Melzinha & Brothão, Aracelli, meu amor de José Louzeiro, Violência doméstica & sexual de Lucidalva Mª do Nascimento, a música de Geraldo Azevedo & Neila Tavares, Violência contra a mulher, a arte de Yukari Terakado, Nina Kuriloff & Geneviève Salamone, Marcha das Vadias, Todo homem que maltrata uma mulher não merece jamais qualquer perdão aqui.
Sujeito, indivíduo, quem?, Principios fundamentais de Filosofia, Folhas da relva de Walt Whitman, Ecce homo de Friedrich Nietzsche, Bailarina de Claudio Adrian Natoli, a música de Emmanuelle Haïm, a arte de Emerson Pingarilho & Kate Wiloch, Sally Trace, a pintura de Lasar Segall & Carolyn Anderson aqui.
Se não deu e fedeu, só na outra, meu!, A literatura fantástica de Tzvetan Todorov, 47 contos de Juan Carlos Onetti, a poesia de Carlos Drummond de Andrade, a música de Yann Tiersen, a fotografia de JR, a pintura de Asha Carolyn Young, a xilogravura de Marcelo Soares, a arte de Luiz Paulo Baravelli, Kenny Cole & Tom Wesselmann aqui.
O sisifismo da semana, Tempo & expressão literária de Raúl H. Castagnino, Quingunbo & a poesia norte-americana, a pintura de Mary Addison Hackett & Alain Bonnefoit., a música de Paulinho da Costa & Meghan Lindsay, a arte de Steve Hester & Robert Rauschenberg, a arte urbana de Nina Moraes & Trampo aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Blue blanket – oil on wood, do artista plástico Miles Mathis.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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segunda-feira, julho 21, 2014

EEVA-LIISA MANNER, SELENA KITT, JULIANNE DAVIDOW & TIA MARIA!...

 


SALVE TIA MARIA!... – A negra feiticeira era temida. Tia Maria era uma mulher madura cuja fama corria longe! Tornou-se vivandeira que idosa engajou-se à Coluna Prestes a partir de São Paulo, percorrendo milhares de quilômetros pelos sertões do Brasil, por 13 estados brasileiros. Por essa ação ela julgava combater a injustiça e as desigualdades sociais. Era a cozinheira dedicada no destacamento de Juarez Távora. Passou privações, combateu, dividia tarefas, integrou marcha armada e os confrontos. Ao lado dela a valente enfermeira austríaca Hermínia, a brava enfermeira alemã Elza Schimidk, a combatente aguerrida Alzira generala rebelde, a destemida amazona Santa Rosa que pariu seu filho em combate; a espevitada mulata Onça; a belíssima Albertina que foi estuprada e degolada brutalmente pelos soldados governistas; a Cara de Macaca, a Isabel-Pisca-Pisca, a Chiquinha, Anna Alice, Maria Emília, Tia Manoela Gorda, Ai Jesus, Etelvina, Cândida, Eufrázia, Ernestina, Emília Dias, Chuvinha, Xatuca, Ernestina, Lamparina, Gaúcha, Amália, Letícia, Maria Revoltosa e Ótima, todas apaixonadas pela causa e corajosas livres, donas de si. Era ela que protegia a Coluna, diziam unanimemente. Até os soldados legalistas acusavam-na de terrível feiticeira! Tanto é que em um sangrento combate em Piancó, na Paraíba, junto com outros combatentes extraviados, foi presa e barbaramente assassinada, padeceu nas mãos dos inimigos, uma morte com requinte de crueldade: separada dos demais por causa dos seus supostos poderes mágicos de usar a força dos mortos para garantir a vida dos vivos, ela foi levada ao cemitério para ser executada. Foi torturada e obrigada a cavar a própria cova. Depois esfaqueada para se tornar uma real lenda. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - É hora de seguir em frente e focar nas coisas que negligenciamos: arte, beleza e a união do humanismo e da religião. Recomendo ao leitor que leia o livro com atenção. pense nas palavras que você lê e reserve um tempo com as imagens. existe aqui a possibilidade de uma nova vida, de encontrar uma saída para as filosofias desumanizantes que controlam o nosso mundo. Pensamento do psicoterapeuta estadunidense Thomas Moore, autor da obra: Cuidado da Alma: Um Guia para Cultivar Profundidade e Sagrado na Vida Cotidiana.

 

ALGUÉM FALOU: O desejo erótico é na verdade um desejo de fundir-se com algo maior do que você mesmo. Pois todo tipo de amor é uma força que contém a promessa de nos levar além das limitações de nossas vidas individuais. Pensamento da escritora e professora estadunidense Julianne Davidow.

 

A VERDADE – [...] a verdade não existe fora do poder ou sem poder [...]. A verdade é deste mundo; ela é produzida nele graças a múltiplas coerções e nele produz efeitos regulamentados de poder [...]. Trechos extraídos da obra Microfísica do poder (Graal, 1979), do filósofo, historiador, filólogo, teórico social e crítico literário francês Michel Foucault (1926-1984). Veja mais aqui e aqui.

 

A REUNIÃO - [...] Ela tinha um gosto doce, como laranja, sol líquido em minha boca enquanto nos beijávamos, nossas línguas brincando juntas. [...] Ficamos assim por um tempo, respirando juntos, observando as sombras tremulando nas paredes e nos rostos uns dos outros. Ela brincou com uma mecha molhada do meu cabelo, enrolando-a no dedo. Deveria ter sido estranho, mas de alguma forma não foi. Senti algo se movendo entre nós, como luz ou calor, crescendo a cada respiração. [...]. Trechos extraídos da obra A Baumgartner Reunion (Createspace Independent, 2009), da escritora estadunindense Selena Kitt, que na sua antologia fumegante expressou: O desejo não quer exposição, nem luz nem sol. A luxúria busca a escuridão, um calor profundo e secreto, algo enterrado, um tesouro a ser encontrado.

 

POEMAS - A CIDADE - Como as casas ascenderam nesta cidade, \ os abismos se aprofundaram, a água escureceu, \ logo estará rastejando pelas ruas.\ As grades estão enferrujadas, \ o lençol freático está subindo, \ os porões estão afundando.\ O medo está a aumentar, ou a ser encoberto \ por trás de uma discrição estrangulada, \ de surtos de criminalidade.\ Teremos que ir para os barcos, \ vocês não ouvem a agitação da água, \ ir para os barcos e esquecer os chapéus.\ Ou se você mergulhar, oh, corajosamente, \ leve a palavra \ para o outro lado das luzes de socorro. II - Meu quarto, com cheiro de floresta, \ fica cada vez mais vermelho \ com o sol poente.\ O coração das paredes de sequóia está escurecendo, \ a luz difratada está fria.\ A noite é vermelha e velha \ como um espectro de ferro. III - Se a dor fumegasse, \ a fumaça envolveria a terra. \ No entanto, sob esta dor há fogo, \ meu coração que queima, queima \ e não queima. IV - E agora coloque gelo na sua música. \ Isso se transformará em matemática. \ Coloque gelo na sua música agora. V - Abro-o à luz de um lampião – \ um livro amarelado que cheira a grama e mofo.\ Folheando as páginas, um som de chuva \ e uma leve brisa atravessa\ de página em página de um campo de batalha. \ A fumaça do cartucho se espalha como relógios de dente-de-leão.\ alvoroço. Silêncio. Muitos cavalos estão vagando \ e homens sem cavalos. Através de frestas nas venezianas\ sons e cheiros camponeses. Os gritos da andorinha. \ Anis, salsa bovina. Papoula, relógios de dente de leão\ e cartuchos nas páginas de um livro. \ O círculo de luz suave da lâmpada investe em um campo de sangue. Poemas da poeta, dramaturga e tradutora finlandesa Eeva-Liisa Manner (1921- 1995), que sobre a guerra de sua infância, ela expressou: Os anos de guerra obscureceram minha juventude. Eu tinha dezassete anos quando os aviões russos começaram a bombardear a minha cidade natal, Wiborg, em 30 de Novembro de 1939, danificando-a gravemente. No armistício, Wiborg teve de ser cedida, permaneceu atrás da fronteira – uma fonte inesgotável de nostalgia para quem tinha um gosto felino e perseverante pela propriedade rural. Mesmo aos dez anos de idade, tive sonhos arrepiantes sobre a destruição de Wiborg e, desde então, tenho sido assombrado por reflexões sobre a natureza e o mistério do tempo. Acredito que temos uma falsa concepção do tempo; tudo já aconteceu em algum lugar de uma dimensão desconhecida.

 



PHILIPPE ARIÈS – O historiador e filósofo francês Philippe Ariès (1914-1984), em seu livro História social da criança e da família, defendendo que a etapa da infância é aquela que compreende o processo de formação biológica da criança que se encontra suscetível à socialização e que, por isso, para essa criança são necessários cuidados especiais. As suas ideias de realizar uma abordagem histórica acerca do tratamento dado à criança desde tempos mais remotos, promoveu uma nova ótica para a educação infantil, organizando-se o entendimento acerca da criança, a partir da identificação da classificação da criança-adulto ou infância negada, a criança-filho-aluno ou criança institucionalizada e a criança-sujeito social ou sujeito de direitos. Tais entendimentos levaram a necessidade de compreensão do ser a criança como um sujeito social, redesenhando a educação infantil com o compromisso da escola e da família. Veja mais aquiaqui.


Imagem: Nu, do pintor tcheco Emil Orlik (1870-1932)

Ouvindo o Concerto For Piano, Violin, Cello & Orchestra In C Major Op.56 'Thriple Concerto, de Ludwig Van Beethoven (1770 – 1827), com o violino de Isaac Stern (1920 – 2001), piano de Emanuel Ax e regência de Michael Stern com a London Symphony Orchestra (1992).

A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIVIDADE TÉCNICA, DE WALTER BENJAMIN - [...] No interior de grandes períodos históricos, a forma de percepção das coletividades humanas se transforma ao mesmo que seu modo de existência. O modo pelo qual se organiza a percepção humana, o meio em que ela se dá, não é apenas condicionado naturalmente, mas também historicamente. A época das invasões dos bárbaros, durante a qual surgiram as indústrias artísticas do Baixo Império Romano e a Gênese de Viena, não tinha apenas uma arte diferente da que caracterizava o período clássico, mas também uma outra forma de percepção. Os grandes estudiosos da escola vienense, Riegl Wickhoff, que se revoltaram contra o peso da tradição classicista, sob o qual aquela arte tinha sido soterrada, foram primeiros a tentar extrair dessa arte algumas conclusões sob a organização da percepção nas épocas em que ela estava e vigor. [...] Em suma, o que é a aura? É uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante por mais perto que ela esteja. Observar, em repouso, numa tarde de verão, uma cadeia de montanhas no horizonte, ou um galho, que projeta sua sombra sobre nós, significa respirar a aura dessas montanhas, desse galho. Graças a essa definição, é fácil identificar os fatores sociais específicos que condicionam o declínio atual da aura. Ela deriva de duas circunstâncias, estreitamente ligadas à crescente difusão e intensidade dos movimentos de massas. Fazer as coisas "ficarem mais próximas" é uma preocupação tão apaixonada das massas modernas como sua tendência a superar o caráter único de todos os fatos através da sua reprodutibilidade. Cada dia fica mais irresistível a necessidade de possuir o objeto, de tão perto quanto possível, na imagem, ou antes, na sua cópia, na sua reprodução. Cada dia fica mais nítido a diferença entre a reprodução, como ela nos é oferecida pelas revistas ilustradas e pelas atualidades cinematográficas, e a imagem. Nesta, a unidade e a durabilidade se associam tão intimamente como, na reprodução, a transitoriedade e a repetibilidade. Retirar o objeto do seu invólucro, destruir sua aura, é a característica de uma forma de percepção cuja capacidade de captar "o semelhante no mundo” é tão aguda, que graças à reprodução ela consegue captá-lo até no fenômeno único. Assim se manifesta na esfera sensorial a tendência que na esfera teórica explica a importância crescente da estatística. Orientar a realidade em função das massas e as massas em função da realidade é um processo de imenso alcance, tanto para o pensamento como para a intuição. [...] Uma das tarefas mais importantes da arte foi sempre a de gerar uma demanda cujo atendimento integral só poderia produzir-se mais tarde. A história de toda forma de arte conhece épocas críticas em que essa forma aspira a efeitos que só podem concretizar-se sem esforço num novo estágio técnico, isto é, -numa nova forma de arte. As extravagâncias e grosserias artísticas daí resultantes e que se manifestam sobretudo nas chamadas "épocas de decadência" derivam, na verdade, do seu campo de forças historicamente mais rico. Ultimamente, foi o dadaísmo que se alegrou com tais barbarismos. Sua impulsão profunda só agora pode ser identificada: o dadaísmo tentou produzir através da pintura (ou da literatura) os efeitos que o público procura hoje no cinema. [...] A massa é a matriz da qual emana, no momento atual, toda uma atitude nova com relação à obra de arte. A quantidade converteu-se em qualidade. O número substancialmente maior de participantes produziu um novo modo de participação. O fato de que esse modo tenha se apresentado inicialmente sob uma forma desacreditada não deve induzir em erro o observador. Afirma-se que as massas procuram na obra de arte distração, enquanto o conhecedor a aborda com recolhimento. Para as massas, a obra de arte seria objeto de diversão, e para o conhecedor, objeto de devoção. Vejamos mais de perto essa crítica. A distração e o recolhimento representam um contraste que pode ser assim formulado: quem se recolhe diante de urna obra de arte mergulha dentro dela e nela se dissolve, como ocorreu com um pintor chinês, segundo a lenda, ao terminar seu quadro. A massa distraída, pelo contrário, faz a obra de arte mergulhar em si, envolve-a com o ritmo de suas vagas, absorve-a em seu fluxo. O exemplo mais evidente é a arquitetura. Desde o início, a arquitetura foi o protótipo de uma obra de arte cuja recepção se dá coletivamente, segundo o critério da dispersão. As leis de sua recepção são extremamente instrutivas. [...] A crescente proletarização dos homens contemporâneos e a crescente massificação são dois lados do mesmo processo. O fascismo tenta organizar as massas proletárias recém-surgidas sem alterar as relações de produção e propriedade que tais massas tendem a abolir. Ele vê sua salvação no fato de permitir às massas a expressão de sua natureza, mas certamente não a dos seus direitos. Deve-se observar aqui, especialmente se pensarmos nas atualidades cinematográficas, cuja significação propagandística não pode ser superestimada, que a reprodução em massa corresponde de perto à reprodução das massas. Nos grandes desfiles, nos comícios gigantescos, nos espetáculos esportivos e guerreiros, todos captados pelos aparelhos de filmagem e gravação, a massa vê o seu próprio rosto. Esse processo, cujo alcance é inútil enfatizar, está estreitamente ligado ao desenvolvimento das técnicas de reprodução e registro. De modo geral, o aparelho apreende os movimentos de massas mais claramente que o olho humano. Multidões de milhares de pessoas podem ser captadas mais exatamente numa perspectiva a voo de pássaro. E, ainda que essa perspectiva seja tão acessível ao olhar quanto à objetiva, a imagem que se oferece ao olhar não pode ser ampliada, como a que se oferece ao aparelho. Isso significa que os movimentos de massa e em primeira instância a guerra constituem uma forma do comportamento humano especialmente adaptada ao aparelho. As massas têm o direito de exigir a mudança das relações de propriedade; o Fascismo permite que elas se exprimam conservando, ao mesmo tempo, essas relações. Ele desemboca, consequentemente, na estetização da vida política. [...] É a forma mais perfeita do  art pour l'art. Na época de Homero, a Humanidade oferecia-se em espetáculo aos deuses olímpicos agora, ela se transforma em espetáculo para si mesma. Sua auto-alienação atingiu o ponto que lhe permite viver sua própria destruição como uni prazer estético de primeira ordem. Eis a estetização da política, como a pratica o fascismo. O comunismo responde com a politização da arte. A OBRA DE ARTE NA ERA DA SUA REPRODUTIVIDADE TÉCNICA – O livro A obra de arte na era da sua reprodutividade técnica, do filósofo, sociólogo ensaísta, critico literário e tradutor judeu alemão, Walter Benjamin (1892-1940), é um ensaio que foi publicado em 1936, tratando da reprodutibilidade técnica, autenticidade, destruição da aura, ritual e política, valor de culto e valor de exposição, fotografia. valor de eternidade, fotografia e cinema como arte, cinema e teste, o intérprete cinematográfico, exposição perante a massa, exigência de ser filmado, pintor e cinegrafista, recepção dos quadros, camundongo Mickey, Dadaísmo, recepção tátil e recepção ótica e estética da guerra. Foi produzido em um esforço para descrever uma teoria materialista da arte, que seria "útil para a formulação das exigências revolucionárias na política da arte", fazendo uma comparação entre teatro e cinema, fotografia e pintura, de como a aura foi deturpada ao longo dos anos e de como a existência parasitária no ritual foi perdendo-se com a ideologia burguesa. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

REFERÊNCIA
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era da sua reprodutividade técnica. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

NEUSOPSICOLOGIA HOJE – O livro Neuropsicologia hoje, organizado por Vivian Maria Andrade, Flavia Heloisa dos Santos e Orlando F. A. Bueno, aborda acerca dos aspectos instrumentais e metodológicos da avaliação psicológica, bases estruturais do sistema nervoso, conceito de inteligência, atenção, neurobiologia da atenção visual, funções executivas, memória e amnésia, neurobiologia da linguagem, neuropsicologia do desenvolvimento, memória operacional e estratégias de memória, avaliação neuropsicológica infantil, reabilitação cognitiva pediátrica, epilepsia, avalia neuropsicológica em traumatismo craniencefálico, aspectos cognitivos da esclerose múltipla, modelo de reabilitação e atendimento interdisciplinar, Doença de Parkinson e seus aspectos neuropsicológicos, aspectos neuropsícológicos associados ao uso de cocaína, envelhecimento e memória, avaliação e reabilitação neuropsicológica no idoso e redução da assimetria hemisférica em adultos mais velhos sob a perspectiva do modelo Harold, entre outros temas. REFERÊNCIA: ANDRADE, Vivian; SANTOS, Flavia; BUENO, Orlado (Orgs.). Neuropsicologia hoje. Porto Alegre: Artmed, 2004. Veja mais aqui e aqui.

EDUCAÇÃO SEXUAL - a obra Educação sexual em 8 lições: como orientar da infância à adolescência – um guia para professores e pais, da sexóloga Laura Miller, abordando o tema sexualidade de forma franca, aberta e esclarecedora, com base nos livros, colunas e textos para jornais, revistas e internet, e como psicóloga clínica com atendimento a jovens, adultos, casais e famílias em seu consultório particular em São Paulo. MILLER, Laura. Educação sexual em 8 lições: como orientar da infância à adolescência – um guia para professores e pais. São Paulo Academia do Livro, 2013. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.



RUY JOBIM NETO - O autor teatral, roteirista, cartunista e blogueiro Ruy Jobim Neto tem um currículo invejável. Para começar é formado em cinema pela ECA/USP. É o criador do personagem Cão Jarbas (1989). É autor do livro Na Tigela com Jarbas (2002) e das revistas bimestrais Brincadeiras do Jarbas, lançadas em novembro de 1996. Também autor dos temas Santos Dumont, Zumbi, Guararapes e O padre do voador da coleção Heróis do Brasil. No teatro, entre outras tantas, é autor das peças teatrais Virgens à deriva (2007), Ao primeiro que viu a maré (que em 2011 foi traduzida e encenada em Londres), a premiada Do claustro (2008), Sobre o teu corpo duvidei (2008), Andares acima (2008), De eterno flerte, adoro ver-te (2008), Bem longe da Traçalândia (2009), Lourenço (2009), Dois para o saguão (2009) e lá vai mais um bocado. No cinema, roteiro e direção do filme Horário de meu verão (2010), curta-metragem Hyppólita (2011), roteiro e direção do O dia D E. J. Carvalho (2012), Alguém para conversar contigo quando anoitecer (2012), Todo dia é dia de ator (2012), Legendas (2013) e Barcos da Terra (2013) e deve ter mais. Além de tudo isso é integrante da Cia Mestremundo de Histórias, ministra aulas de Histórias em Quadrinhos, oficinas culturais, interpretação para locução de rádio, escreve crítica de cinema e vídeo, participou do Salão de Humor de Piracicaba, já contracenou com o ator Cláudio Mamberti, foi indicado como melhor ator coadjuvante no Mapa Cultural Paulista de 1995, pela participação no elenco O enigma dos Turins, edita quatro excelentes blog na rede e, acima de tudo, é um cara arretado! Pronto. O objetivo desse registro aqui é aplaudir de pé o trabalho desse grande artista. Abração amigo Ruy, sucesso procê!

Ouvindo Just like a woman, do Bob Dylan, na sensualíssima voz da Charlotte Gainsbourg

CHARLOTTE GAINSBOURG – Quem já teve a oportunidade de ouvir ou ver a maravilhosa arte da cantora e atriz francesa Charlotte Gainsbourg, sabe o que eu quero dizer. O primeiro deles La tentation d'Isabelle, do diretor Jacques Doillon (1985), depois Anna Oz, do diretor Eric Rochant (1996), Ma femme est une actrice dirigido por Yvan Attal (2001), entre muitos outros. Mas o destaque aqui vai para o provocador e encantador filme Nymphomaniac (2014), do cineasta dinamarquês Lars Von Trier, em que ela protagoniza de forma exuberante e provocadora toda trama proposta na busca por algo e carregado de um tema tabu, exigindo que se assista completamente despido de moralismo ou preconceito.


MARCO LEAL – O meu primeiro contato com o trabalho musical com o cantor e compositor Marco Leal foi no Clube Caiubi de Compositores, o espaço mais democrático da música brasileira. Dele recebi o sei cd Namoradeira que curti bastante, destacando as faixas Festa de São João e O samba do morro. Parabéns, amigo Marco Leal, sucesso procê!!!


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